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Quanto foi investido em Saúde Digital nos Estados Unidos em 2016?

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Apesar da saúde ter um déficit de informatização em relação a outros setores da economia, muitos apostam na saúde digital como a revolução na área. E, realmente, este parece ser o caminho para oferecer um cuidado mais acessível e de melhor qualidade para todos os stakeholders.

A Startup Health trouxe dados abrangente sobre os investimentos do terceiro trimestre deste ano. O período não decepcionou um total de 2,4 bilhões de dólares.

A tendência é o crescimento fora do eixo tradicional da costa leste e oeste dos Estados Unidos para o âmbito internacional como da startup Ping An Good Doctor. Ela tem o suporte da Ping An, seguradora na China que conta com 77 milhões de usuários e 50 mil médicos cadastrados, e recebeu 500 milhões de dólares num valuation de 3 bilhões de dólares. No entanto, obviamente não é desprovida de concorrentes - Alibaba e Tencent possuem suas próprias apostas.

Outra startup que recebeu a quantia de 500 milhões de dólares é Onduo, uma colaboração entre Sanofi e a Verily Life Sciences (ex-Google Life Sciences; uma empresa do grupo Alphabet) para o melhor manejo de diabetes.

Em segundo lugar em termos de volume de investimento, Babytree, é uma rede social para pais na China e já conta com 12 milhões de visitantes.

O que se percebe na divisão setorial dos investimentos é que o vencedor, de longe, é a experiência do consumidor e pacientes, com 2.53 bilhões de dólares investidos até agora. Em segundo lugar, vem bem-estar, com 918 milhões de dólares e em terceiro, saúde personalizada com 634 milhões.

Provável que fecharemos o ano com essa tendência. Agora mãos à obra para melhorar a saúde!

Fonte:

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Hospitalistas em São Bernardo do Campo

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No II Congresso Brasileiro de Médicos Hospitalistas, recentemente ocorrido em Curitiba, alguns cases com hospitalistas em organizações brasileiras foram apresentados. Um deles foi o do Hospital de Clínicas Municipal de São Bernando, e chamou-me muita atenção. Carlos Campos gentilmente nos cedeu sua apresentação para exploração de alguns elementos aqui.

O HC já nasceu com participação destaque de clínicos nas enfermarias (MH), além de intensivistas nas UTI's. É um hospital de porta fechada, não tendo atendimentos de pronto-socorro.

É 100% SUS e está em município com cobertura por Estratégia Saúde da Família de aproximadamente 60%.

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Os clínicos dedicados do HC são alocados geograficamente nas unidades de internação. Integram uma grande equipe, liderada, no período da manhã, por dois médicos hospitalistas e uma supervisora de enfermagem. Pela manhã, há ainda um clínico volante. No período da tarde, segue-se a lógica de unidades geográficas, com um médico e uma supervisora de enfermagem por unidade.

[SAIBA MAIS SOBRE UNIDADES GEOGRÁFICAS AQUI]

Em média, cada médico fica responsável por 9-10 casos.

No caso de pacientes clínicos, os hospitalistas são os responsáveis pelo cuidado integral da admissão à alta, podendo ocorrer atuações de especialistas de forma vertical - como consultores -, se necessário.

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Em formato inicial, havia total quebra de continuidade nos finais de semana. Ficavam apenas médicos plantonistas esporádicos.

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Ao observarem os indicadores de altas hospitalares por dia da semana no primeiro semestre de 2015, verificou-se que ocorria uma grande queda no número de altas nos finais de semana. Além disso, havia muitas queixas sobre mudanças inesperadas nas condutas.

Foi feita discussão com equipe de hospitalistas e supervisão de enfermagem, sendo proposto apoio de uma supervisora e dois hospitalistas nos finais de semana para fortalecer continuidade do cuidado. Elevou-se a taxa de altas nos finais de semana para quase 10%, entre outras vantagens como fortalecimento dos planos terapêuticos e adesão a protocolos institucionais.

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No caso de pacientes cirúrgicos, os hospitalistas realizam co-manejo com equipe cirúrgica, da admissão a alta, dos casos elegíveis.

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A definição de quais pacientes serão selecionados para co-manejo é feita por meio do instrumento de triagem acima, sendo selecionados para os casos mais complexos.

Esse instrumento deve ser aplicado em até 24 horas após a internação do paciente, dividindo pacientes em elegíveis e não elegíveis.

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Abaixo, resultado de pesquisa de satisfação relacionada ao atendimento por hospitalistas no HC:

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Carlos Campos considera existir alguns desafios, entre eles:

  1. Formação do hospitalista: a educação tradicional das escolas médicas apresenta deficiências no desenvolvimento de competências para o trabalho transdisciplinar, segurança do paciente e gestão assistencial. Sendo assim, a seleção e desenvolvimento da equipe é muito importante.
  2. Governança pública: transições de governo representam riscos para descontinuidade de estratégias previamente implantadas.
  3. Remuneração no setor público: as regras da administração pública que acabam dificultando mecanismos de remuneração variável ou outras estratégias de incentivos por performance.
  4. Transição do cuidado ambulatorial: foi desenvolvido um documento de transição do cuidado que é enviado para a UBS de referência do paciente antes do mesmo passar em consulta de retorno pós-alta. Contudo, ainda seria preciso, segundo Campos, avançar para transições de fato mais seguras.

[LEIA MAIS SOBRE TRANSIÇÃO SEGURA AQUI]

InterSystems firma parceria para entregar soluções de IoT para saúde

InterSystems firma parceria para entregar soluções de IoT para saúde

A STANLEY Healthcare, fornecedora líder para soluções de visibilidade e análise para o setor de saúde, e a InterSystems, líder global em tecnologia de informação para saúde, anunciaram a próxima etapa da parceria para integração estratégica de ambas as empresas com a finalidade de permitir novas aplicações de Internet das Coisas (Internet of Things – IoT, em inglês) na área de saúde.

As tecnologias de IoT têm um grande potencial para melhorar a experiência do paciente e aumentar a eficiência na prestação dos cuidados. A plataforma da STANLEY Healthcare, AeroScout® Real-Time Location Systems (RTLS), é uma das tecnologias fundamentais de IoT que proporciona aos hospitais visibilidade sobre o status e a localização dos pacientes, equipes internas e equipamentos. Agora, com a integração proporcionada pela solução da InterSystems, os hospitais estão obtendo novos valores a partir dos dados de tempo e de localização proporcionados pelo RTLS para casos de uso avançados, como Patient Flow (Fluxo de Pacientes) e Staff Workflow (Workflow de equipes).

Os hospitais estão investindo nessas soluções para entender e gerenciar melhor os complexos fluxos de trabalho clínicos e as interações entre pacientes, equipes internas e recursos. E é a combinação da localização em tempo real com sistemas de informação clínica que torna possíveis essas aplicações.

A STANLEY Healthcare baseia-se na plataforma da InterSystems para integrações críticas ao Registro Médico Eletrônico (EMR) e aos sistemas Lightweight Directory Access Protocol (LDAP) - um protocolo padrão que permite gerenciar diretórios e acessar bases de informações sobre usuários de uma rede, através de protocolos IP’s. O EMR integrado ao RTLS permite aos hospitais agilizar processos, eliminar a entrada de dados duplicados, e reduzir erros humanos através da automatização.

A InterSystems desenvolve plataformas de saúde conectada e soluções que permitem aos médicos capturar, compartilhar, entender e agir sobre seus dados, incluindo o InterSystems HealthShare®, plataforma de informática para saúde. Os clientes da InterSystems são os principais hospitais, sistemas de saúde, redes de informação de saúde, planos de saúde, fabricantes de dispositivos médicos, laboratórios, e outras organizações que atendem a centenas de pessoas em todo o mundo. A tecnologia InterSystems Enterprise Service Bus (ESB) fornece integração de saúde rápida e confiável com suporte inovador para protocolos globais de informação de saúde e formatos de mensagem.

A integração do EMR possibilitada pela InterSystems permite admissão automática, atualização e alta dos pacientes na solução AeroScout, e a atribuição automática de crachás RTLS quando um paciente dá entrada em uma clínica. Ele também garante que haja informações exatas dos pacientes dentro do sistema RTLS. Ao melhorar os dados de localização com informações demográficas e clínicas geradas pelo EMR, e documentando as informações da jornada do paciente (atribuição de equipe interna, atribuição de leitos, horários de visitas planejadas vs. efetivadas, etc.), a solução AeroScout fornece contexto, automatiza os processos relacionados aos pacientes e melhora a experiência do paciente, assim como os fluxos de trabalho da equipe interna e as análises de utilização de leitos.

Da mesma forma, a integração entre a solução AeroScout e o sistema LDAP do hospital permite a atualização automática das informações da equipe interna do LDAP dentro do AeroScout. Os hospitais podem manter uma lista exata de membros da equipe interna dentro do AeroScout para aplicações como Fluxo de Pacientes, Fluxo de Trabalho de Equipes, Equipe de Assistência e Monitoramento de Conformidade de Higiene das Mãos.

“Todos reconhecem a necessidade em lidar com um grande volume de informação em hospitais e na saúde – é literalmente uma questão de vida ou morte. Mas poucas pessoas entendem como é complicado manter esse fluxo”, afirmou Joe DeSantis, vice-presidente para Saúde da InterSystems. “A Internet das Coisas não é só conectar aparelhos, mas também pessoas, organizações e comunidades. Estamos muito satisfeitos por trabalhar com a STANLEY Healthcare, pois, a partir do nosso projeto, os profissionais de saúde podem realizar atendimentos mais seguros, eficientes e conectados”.

“Os hospitais e os sistemas de saúde estão em busca de novas ferramentas para ajudar a melhorar a experiência e os resultados dos pacientes, ao mesmo tempo em que tornam as operações internas mais eficientes. As tecnologias de IoT, como o RTLS (Real Time Locating Systems – Sistemas de Localização em Tempo Real, em inglês), já tornaram esse desafio uma realidade, ao entregar novos insights sobre os fluxos de trabalho dos hospitais”, disse Gabi Daniely, vice-presidente de Produtos, Soluções e Marketing da STANLEY Healthcare. “A parte crítica do valor entregue pela nossa solução se baseia na interoperabilidade com outros sistemas de informação de saúde habilitados pela InterSystems. Estamos felizes por trabalhar com um parceiro da mesma opinião, que compartilha nossos objetivos para entregar novos valores para os profissionais de saúde”.

Neurim Pharmaceuticals anuncia resultados topo de linha positivos de estudo clínico central de fase III da melatonina de liberação prolongada (PedPRM -- Prolonged-Release Melatonin) pediátrica para distúrbios do sono em crianças com transtornos do e

TEL AVIV, Israel, 2 de novembro de 2016 /PRNewswire/ -- A Neurim Pharmaceuticals ("Neurim") anunciou hoje os resultados topo de linha de seu estudo NEU_CH_7911 de Fase III. O medicamento PedPRM alcançou os pontos finais (endpoints) primários de eficácia, demonstrando melhoras estatisticamente significativas em tempo total de sono (TST -- total sleep time), em comparação com o placebo. Além do TST, pontos finais secundários de eficácia demonstrando melhoras na iniciação e manutenção do sono também foram alcançados. O perfil de segurança foi similar entre os grupos tratados com PedPRM e com placebo.

Esse foi um estudo randomizado, duplo cego, controlado por placebo, grupo paralelo, multicentros (UE e EUA) em crianças com ASD ou doenças neurogenéticas e distúrbios do sono. Os pacientes (125), que não apresentaram melhoras ao praticar a higiene do sono foram tratados com o placebo por duas semanas, no período de run-in (período inicial do estudo) e, então, randomizado para o PedPRM (2mg com aumento opcional para 5mg) ou placebo à noite, por 13 semanas. Os que completaram o tratamento passaram a receber o PedPRM de rótulo aberto por mais 13 semanas. O ponto final primário de eficácia foi definido como a diferença entre o PedPRM e o placebo em mudança de meio-termo do período de run-in ao final do período de tratamento duplo cego, em TST relatado pelos pais (Sono Diário e Diário de Soneca). Os resultados desse estudo serão apresentados no próximo congresso médico.

"O PedPRM melhorou significativamente a iniciação e manutenção do sono, ao mesmo tempo que manteve um perfil de segurança favorável", disse o DVM e vice-presidente para Assuntos Regulamentares e Clínicos da Neurim Pharmaceuticals, Dr. Tali Nir. "Também importante, além dos benefícios para o sono das crianças, observamos melhoras graduais na agilidade diurna dos pais e nas atividades sociais das crianças".

"Não existem medicamentos aprovados para o sono exclusivos para a população pediátrica", disse o CSO (chief scientific officer) da Neurim Pharmaceuticals, professor Nava Zisapel, PhD. "Estamos orgulhosos por trazer um novo tratamento, potencialmente eficaz e seguro, para as crianças com ASD, que convivem com distúrbios graves do sono, e para suas famílias".

SOBRE O PedPRM 

O PedPRM é uma fórmula adequada à idade, desenvolvida para populações com dificuldades de deglutição. Ele foi desenvolvido em resposta à necessidade médica não atendida no campo de insônia pediátrica, sob o EU-PIP (http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/PIP_decision/WC500212192.pdf) e US-FDA IND. Atualmente, os pacientes continuam em um estudo complementar de 78 semanas, de rótulo aberto, para avaliar a eficácia e a segurança de longo prazo do PedPRM. A Neurim está indo em frente com pedidos de aprovação regulamentar para esse produto.

SOBRE A NEURIM PHARMACEUTICALS 

A Neurim Pharmaceuticals Ltd. (http://www.neurim.com/ ) é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de drogas na área de neurociência. Seu primeiro medicamento aprovado, o Circadin®, já foi disponibilizado comercialmente em mais de 45 países.

A Neurim tem um pipeline forte e inovador de produtos, destinados ao tratamento da insônia, doença de Alzheimer, demência, glaucoma e dor.

Contato
Sharon Elkobi
[email protected]  

FONTE Neurim Pharmaceuticals Ltd.

ABCIS vira membro efetivo na Câmara Técnica de Informática em Saúde do CFM

Desafios financeiros

Tal fato é um marco importante e um reconhecimento do CFM da importância da participação dos responsáveis pela tecnologia da informação dos mais diversos estabelecimentos de saúde, nas discussões sobre a aplicação da Informática na Saúde no Brasil.

A ABCIS indicou o Eng. Jacson Venâncio de Barros, atual CIO do Hospital das Clínicas da FMUSP e Fundação Faculdade de Medicina, como seu representante.

Para fazer frente aos requerimentos e demandas desta representação, a ABCIS criou um Comitê Técnico, formado por alguns líderes na área da informática em saúde, representantes de associações parceiras e membros corporativos sob a coordenação do Eng.Jacson para discutir e contribuir com as questões em pauta na Câmara Técnica do CFM.

Este é um marco importante para os gestores de TI em saúde e seus respectivos estabelecimentos, que agora podem participar das discussões sobre a Informatização da Saúde no Brasil.

TM Jobs: iniciativas em prol do desenvolvimento do sistema de saúde

Tania TM JobsTania Machado, diretora executiva da TM JobsA TM Jobs, consultoria com atuação no segmento de saúde, é parceira da Hospitalar desde sua fundação. Neste ano, a empresa comemora cinco anos de existência realizando importantes eventos na área de congressos, trazendo temas sobre envelhecimento da população, o aumento de doenças crônicas, além de avanços tecnológicos e inovação de produtos. De acordo com a diretora executiva da TM Jobs, Tania Machado, quatro iniciativas são cruciais para uma melhora no sistema: financiamento mais seguro para a saúde pública, gestão administrativa efetiva dos processos de mobilização de recursos (compra de material, contratação e capacitação de pessoas), gestão efetiva da assistência e acompanhamento da evolução das tecnologias.

“Atuo no setor há mais de 15 anos no Brasil, sendo os últimos quatro como idealizadora e fomentadora do Business Club Healthcare (BCH), que promove encontros mensais de relacionamento e troca de experiências entre CEOs de hospitais e operadoras para o desenvolvimento da gestão e definição de melhores práticas”, ressaltou.

Em 2016, a TM Jobs expandiu a marca para a América Latina com a evolução do BCH para o BCH Latam, e a Feira Hospitalar foi o local escolhido para fazer o lançamento. “Acabamos de voltar do primeiro encontro, realizado no Chile, em agosto, com a mala cheia de ideias, além de uma primeira dose de experiência, conhecimento da realidade e vivência local da saúde”, complementou a diretora executiva.

A consultoria atuará com duas frentes importantes de trabalho. A primeira é o I Congresso de Gestão de Saúde para Envelhecimento da População, evento que apresentará cases nacionais e internacionais, indicadores e soluções práticas. Já a segunda frente de atuação consiste na reunião de todas as comunidades CEOs, CMOs, CIOs, engenharia clínica, farmacêutico-hospitalar e hotelaria que passaram pelo Clube durante os quatro dias da Hospitalar. “Teremos um auditório em nosso stand reunindo esses profissionais para um intercâmbio de ideias com temas e conteúdos relevantes e agregador para todos”, disse Tania. 

No stand BCH Latam, o projeto Wine Experience será incluído ao final de todos os dias para receber lideranças importantes do setor e para promover o relacionamento com a presença de um sommelier e degustação de vinho. “O nosso stand será fechado, não aberto ao público, uma área VIP, somente para convidados e participantes do BCH Latam”, pontuou a diretora, que ainda acrescentou: “Queremos levar nosso lema para a Hospitalar:  Geração de Valor Compartilhado e Sustentável, certos de que será um sucesso!”, finalizou Tania. 

Indústria 4.0: workshop debate caminho sem volta da inovação na saúde

Conhecida como quarta revolução industrial, a indústria 4.0 é um conceito proposto recentemente e que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação aplicadas aos processos de manufatura.

industria 4 0O termo surgiu na Alemanha, na Feira de Hannover em 2011, e propõe eliminar os limites entre o mundo digital, o físico e o biológico. Assim, o mundo físico ganha acesso ao poder do digital possibilitando que sistemas cyber-físicos, internet das coisas, Big Data e internet dos serviços tornem cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis os processos de produção.

Todos os participantes do Workshop Indústria 4.0, evento realizado neste dia 27 de outubro, pela ABIMO e pela USP (Universidade de São Paulo), foram categóricos em dizer que a medicina está recomeçando pelo acesso às novas tecnologias na área da saúde e que o Brasil está inserido nesse processo irreversível, ainda que de maneira incipiente.

O evento, em São Paulo, recebeu Rodrigo Silvestre, diretor do Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (DECIIS/SCTIE/MS).

“Dentro das dez propostas do Ministério (da Saúde), a primeira é exatamente a informação, a conectividade do sistema. Para o MS e para a minha área, tratar desse sistema como um sistema cyber físico é o nosso desafio de no curto prazo vencer as atividades de implementação de uma política industrial, mas em médio prazo pensar em um sistema de saúde que vai sair de uma fase indústria para uma indústria de serviços de alta tecnologia”, disse.  

Silvestre frisou que o setor de equipamentos para a saúde não é mais visto em segundo plano. “Sistemas de supervisão de equipamentos que estão em ambientes hospitalares hoje são uma grande oportunidade para explorar esse tema”, adiantou, frisando que um dos grandes custos que o SUS (Sistema Único de Saúde) tem hoje está associado à manutenção de equipamentos. “O Brasil precisa se posicionar e descobrir qual é a sua vocação. Temos competência para isso”, finalizou.

Em seguida, Bruno de Carvalho Duarte, coordenador geral do Complexo Químico e da Saúde e diretor do Departamento de Investimentos e Complexos Tecnológicos da Secretaria de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (DEICT/ SDCI/MDIC) ratificou que o tema é importante e que existe um diagnóstico de baixa produtividade na área de novas tecnologias da indústria, porém, esse assunto já faz parte não apenas na agenda do empresário, como também da agenda de governo. “Temos que otimizar recursos, concentrar esforços e interagir com os atores dessa cadeia, e o MDCI não está alheio a essa discussão”, afirmou. Segundo ele, a visão tradicional de política do setor tem que ser respeitada, mas é preciso atuar também no que ele chamou de nichos transversais.

Duarte falou a respeito do Programa Brasil Mais Produtivo, uma realização do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O eixo de digitalização e conectividade no programa está em fase piloto”, adiantou. O objetivo é aumentar em pelo menos 20% a produtividade das pequenas e médias indústrias participantes do programa.

Ele também citou a última reunião do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (GECIS), que anunciou a nova Política de Plataformas Inteligentes de Tecnologia em Saúde, que garantiu investimentos de R$ 6,4 bilhões para incentivar a produção nacional de medicamentos, insumos e tecnologias em saúde, incluindo o setor de produtos para saúde.

Em seguida, o Workshop recebeu a palestra do Prof. Dr. Eduardo Mário Dias, Professor Titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e representante titular do Gaesi/PEA/EPUSP, que frisou a necessidade das Universidades ajudarem na discussão dos temas ligados à tecnologias na área da saúde e que as discussões devem ter resultados práticos na sociedade. Na sequência, ele deu a palavra ao Dr. Elcio Brito, Pós doutorando do GAESI/USP, um grupo de pesquisa da Poli/USP que promove contribuições relevantes para uma sociedade mais eficiente. Em sua apresentação, Brito abordou como a Indústria 4.0 pode afetar a saúde e como aproveitar a tecnologia dessa quarta revolução para criar um “Hospital 4.0”.

“Máquinas que usam tecnologias 4.0 antecipam a necessidade de manutenção, materiais que usam essas tecnologias viabilizam o inventário automático, mão de obra que usa tecnologias da quarta revolução industrial eliminam tarefas que não agregam valor para o paciente”, exemplificou.

Em seguida, Bruno Vath Zarpellon, diretor do Departamento de Inovação e Tecnologia da Câmara do Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) falou da experiência e do sistema alemão de inovação, bem como dos investimentos do país nesse tema e da Indústria 4.0 em outros países, como Estados Unidos, Inglaterra, Japão, China e Coreia.

INDÚSTRIA CONECTADA

Três empresas conectadas apresentaram seus cases durante o Workshop. Aldenor Falcão Martins, CEO da Signove, empresa do grupo Lifemed, falou da tecnologia da nova bomba de infusão da empresa, que se conecta do leito do paciente a uma Central de Monitoramento com acesso remoto. “Nosso equipamento é capaz de fazer, inclusive, um auto diagnóstico, o que é uma das premissas da Indústria 4.0”, ressaltou.

Aldenor apresentou ainda a plataforma de monitoramento remoto em nuvem da Lifemed, que faz monitoramento clínico remoto e contínuo de doentes crônicos para Homecare e Agentes de Saúde.  

Luiz Calistro Balestrassi contou suas experiências com pesquisa e desenvolvimento de sistemas e soluções para neurofisiologia clínica na Neurotec, abordando desde a evolução da eletroencefalografia analógica, em 1984, aos sistemas atuais de aplicação na neurofisiologia.  “Já nesse período, nosso intuito foi de desenvolver um sistema no Brasil que fizesse EEG quantitativo e topográfico, bem como o mapeamento cerebral”, celebrou. “Preencheríamos um espaço importante na função cerebral que era preenchido por um sistema analógico”.

Leonardo Severo Melo, diretor executivo da Diagnext, apresentou a empresa e falou sobre o primeiro provedor de Teleradiologia brasileira. “Desenvolvemos nossa própria tecnologia a fim de proporcionar que pessoas residentes em locais distantes e que sofrem com comunicação precária, tenham atendimento radiológico de qualidade, com rapidez, confiança e agilidade”, pontuou. O diretor também citou a rede de mamógrafos que está conectada por um sistema de comunicação satelital a uma central de laudos que funciona em um hospital de Manaus, onde uma equipe de especialistas analisa as imagens geradas nos municípios e emite os laudos, que retornam por e-mail para o médico, nas unidades de saúde do interior. “A ferramenta de transmissão de dados, que dá suporte ao modelo, foi implantada e vem sendo administrada pela Secretaria de Saúde em conjunto com a Diagnext.com”, explicou.

Ao término das apresentações, o CEO da Lauris, Donizetti Louro mediou as perguntas da plateia, os debates e finalizou: “É muito importante assistirmos homens de visão. Essa interação entre academia, indústria e nós, os consultes, é muito importante”, avaliou.  Para Louro, mesmo aqueles que são reticentes frente às tecnologias já começam a se sensibilizar com suas aplicações. 

A ABIMO estuda criar um Grupo de Trabalho sobre a Indústria 4.0.

Solução de gestão hospitalar: os cuidados na gestão do ciclo de vida dos contratos

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Tão importante quanto a escolha do sistema de gestão hospitalar mais adequado, está a gestão do ciclo de vida dos contratos (GCVC, ou contract lifecycle management, ou CLM). Isso porque há particularidades nos contratos de TI em Saúde, quando comparados a outros fornecedores, como explica Enio Salu, ‎consultor em gestão empresarial, gestão de contratos e tecnologia da informação.

Ele destaca três diferenciais: o fato de a gestão dos hospitais ser matricial e a lógica dos processos produtivos (assistenciais) diferentes dos de retaguarda administrativa e financeira; a falta de profissionais nas empresas fornecedoras que conheçam profundamente as rotinas hospitalares; e a qualidade da informação na origem, com a gestão do ciclo de vida dos contratos  sendo deficitária mesmo em grandes hospitais.

“Para que esse processo seja efetivo, a avaliação do fornecedor deve ser feita de forma multidisciplinar: há o lado tecnológico, que geralmente é realizado pela TI, mas existe a questão da satisfação do cliente final, que deve ser feita pelas áreas de negócios da empresa”, explica Salu. De acordo com ele, são avaliações bem diferentes e a ‘questão TI’ acaba ficando secundária. “Sem o envolvimento das pessoas que conhecem, a fundo, o hospital - na contratação e gestão de contratos - não há garantia de sucesso”, completa.

Ele recomenda dois cuidados por parte do contratante, que podem evitar problemas futuros: a análise da minuta do contrato, se existe chance de ajuste no que o fornecedor chama de contrato padrão, e o grau de flexibilidade contratual. “Do lado do fornecedor, é preciso entender que a relação comercial, hoje, exige contratos com parâmetros mais flexíveis – não adianta ter um produto flexível se o instrumento contratual não é. Parceria não pode ser apenas palavra de vendedor: deve estar explícita no documento”, ressalta.

Apesar de não ser possível prever os problemas de não ter cuidado na criação e gestão do ciclo de vida dos contratos , é possível prever a perda de controle de eventos rotineiros. Para isso, Salu recomenda a inserção de cláusulas comuns nos modelos GCVC, como em quais condições os reajustes podem ser reclamados e os limites de aplicação no caso de repactuação e reequilíbrio.

Hospital Santa Cruz adquire microscópios com tecnologia de ponta

Saúde mental dos empreendedores

Os aparelhos já estão em uso e melhoraram a rotina de procedimentos oftalmológicos

No segundo semestre de 2016, o Hospital Santa Cruz recebeu dois novos microscópios oftalmológicos para o centro cirúrgico. O investimento de mais de R$ 700 mil foi feito com recursos próprios da instituição e faz parte de uma extensa reforma na infraestrutura hospitalar que foi realizada esse ano.

De procedência alemã, da marca Leica Microsystems, os aparelhos estão sendo utilizados para cirurgias de catarata e retina. Segundo Celso Takashi Nakano, oftalmologista do Hospital Santa Cruz, “o grande diferencial desses microscópios é a qualidade ótica e de iluminação acima dos padrões, o que permite uma visualização excelente nas cirurgias”.

Os equipamentos recém-adquiridos contribuem ainda mais para o atendimento prestado pelo Hospital Santa Cruz, referência na área oftalmológica no estado de São Paulo. A instituição conta com diversos serviços exclusivos para a oftalmologia, como o ambulatório, o pronto socorro oftalmológico, o centro de diagnóstico especializado e o de cirurgia refrativa a laser, este último considerado um dos principais centros do país.

Sobre o Hospital Santa Cruz

Fundado com o compromisso nipo-brasileiro em oferecer um atendimento médico hospitalar de excelência no Brasil, em 2016, completou 77 anos dedicados em proporcionar uma vida melhor e mais saudável à população. Atualmente é referência em Oftalmologia, Ortopedia, Neurologia e Cardiologia, sendo reconhecido também pela tecnologia de ponta em tratamentos, ações de responsabilidade social e sustentabilidade, atividades de ensino e pesquisa, e atendimento humanizado com profissionais bilíngues.

São mais de 1 milhão de atendimentos ao ano, com atuação integrada e multidisciplinar, tendo 50 especialidades no Ambulatório, além do Pronto Atendimento e de um Centro Cirúrgico capacitado para executar operações de alta complexidade. Dispõe de 04 salas de cirurgias oftalmológicas, 09 salas de cirurgias em geral e 170 leitos, sendo: 138 de internações, 10 UTI Coronariana, 10 UTI Neurológica, 10 UTI Geral e 02 de TMO (Transplante de Medula Óssea).

ABIMED e ANVISA firmam parceria técnica e operacional

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São Paulo, 1º de novembro de 2016 - A ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde) e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) firmaram um acordo de cooperação técnica e operacional com o objetivo de trocar experiências, desenvolver trabalhos e atividades científicas e aprimorar processos e práticas de Vigilância Sanitária que contribuam para a promoção e proteção da saúde no país. A parceria terá duração de quatro anos.

O acordo ANVISA-ABIMED prevê, entre outras ações, a realização conjunta de eventos para disseminação de conhecimento, - em especial em relação a novas tecnologias; atividades de fomento às Boas Práticas Regulatórias; estudos, pesquisas e intercâmbio de informações e a estruturação de cursos de formações técnica para servidores da ANVISA e profissionais do setor de produtos para saúde.

“O acordo coroa as atividades já desenvolvidas com a ANVISA e amplia tanto as possibilidades de trabalho quanto nossa responsabilidade conjunta de viabilizar uma cooperação efetiva e duradoura, que resulte no aprimoramento da saúde no país”, afirma Carlos Goulart.

A cooperação envolverá ainda a participação da ABIMED em um eventual processo de padronização de nomenclaturas e formação de banco de preços de produtos para saúde; fomento das atividades de inovação dos produtos para saúde; conscientização sobre o treinamento dos profissionais de saúde para a correta utilização dos produtos para saúde, fundamental para garantir a segurança de seu uso; e a promoção do Dia Nacional de Produtos para Saúde na Anvisa.

As ações previstas na parceria estão inseridas no contexto das políticas de saúde, ciência e tecnologia, desenvolvimento industrial e, em especial, da política do Plano Brasil Maior, desenvolvida através do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (GECIS).

Sobre a ABIMED

A ABIMED congrega mais de 200 empresas de tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares. As empresas associadas da ABIMED respondem por 65% do faturamento do segmento médico-hospitalar. O setor de produtos para saúde tem participação de 0,6% no PIB brasileiro, conta com mais de 13 mil empresas e gera em torno de 140 mil empregos.

Criada em 1996, a ABIMED é sócia-fundadora do Instituto Coalizão Saúde, membro do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde e foi a primeira entidade da área da Saúde a criar e implementar um Código de Conduta para as empresas. A associação também coopera com a Anvisa e com órgãos públicos da Saúde, fomentando a implementação de políticas e regulamentações que proporcionem à população acesso rápido a novas tecnologias e a inovações, em um ambiente ético de negócios.