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Startup para infertilidade Ava levanta 9,7 milhões de dólares

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Woman taking pregnancy test

Através de indicadores como frequência cardíaca, temperatura e bioimpedância, a Startup Ava quer melhorar a chance de concepção através do seu wearable. A infertilidade é um problema que afeta de 10 a 15% dos casais e Ava se mostra como uma alternativa para mudar este quadro. Baseada em Zurique e em São Francisco, já havia levantado 2,6 milhões de dólares neste mesmo ano em seed, e conseguiu 9,7 milhões de dólares em series A liderado por Polytech Ventures, totalizando então 12,4 milhões de dólares de investimento até agora.

Um estudo liderado pela Dra. Brigitte Leeners, do conselho científico, foi conduzido no hospital escola de Zurique, contando com 41 mulheres saudáveis de 20 a 40 anos, sem tratamento hormonal ou indicação de infertilidade. Foi possível detectar uma média de 5,3 dias férteis por ciclo com uma precisão de 89%. Este estudo já foi apresentado no congresso anual da sociedade suíça e alemã de ginecologia e obstetrícia e, apesar de não ter sido publicado em um jornal "peer reviewed", já recebeu o título de Equipamento Médico Classe 1 pelo FDA. A startup ainda possui um blog em que se comenta sobre concepções, dúvidas e dicas.

O dispositivo custa $199 dólares e só precisa ser utilizado no seu sono, mas todo o seu dado está sendo coletado e estará disponível no dia seguinte. A recomendação do uso é em mulheres saudáveis com ciclos menstruais de 24 a 35 dias, mas um serviço para mulheres com ciclos irregulares como no síndrome do ovário policístico é planejado. Obviamente, o wearable não substitui técnicas existentes para casais com infertilidade e um profissional deve ser consultado para se discutir, por exemplo, se a causa é orgânica e como pode ser tratado. Mas para muitos casais, pode ser uma ajuda para alcançar o sonho de ter um filho.

Doutor Já e Reclame AQUI promovem Black Friday

urologista

A parceria Doutor Já & Reclame Aqui lança a campanha “Black Friday da Saúde”. A iniciativa faz parte da proposta de mudar o panorama do setor no país e aumentar o acesso da população a consultas e exames.

A equipe do Doutor Já quer utilizar a Black Friday para oferecer preços ainda mais acessíveis, em especial às pessoas que não possuem planos de saúde. “Vamos aproveitar a data promocional para baixarmos ainda mais os valores das consultas médicas, mantendo a qualidade da rede privada, para que a população possa usufruir do melhor atendimento possível”, afirma o CEO da empresa, Gustavo Valente.

O Doutor Já foi pioneiro em promover uma ação especial para a data, como conta o COO da empresa, Daniel Figueira. “Fizemos um Black Friday da Saúde em 2015 com a nossa base de pacientes, e o volume de consultas nesta data aumentou em 60%”, ressalta Figueira.

O Reclame AQUI vai monitorar a qualidade do atendimento médico na data. “Vamos acompanhar o comportamento das clínicas parceiras do Doutor Já, para garantir um atendimento de qualidade”, destaca o diretor de Marketing, Felipe Paniago.

Preview do Digital Healthcare Fórum 2017 discute a transformação que a tecnologia causa no setor

O Warm Up1 irá tratar os desdobramentos da revolução tecnológica para o universo da saúde nacional

047 Logo Healthcare 01O eHealth, ou saúde digital, está suscitando uma verdadeira revolução nos hospitais e na relação médico-paciente. Seja na forma de cirurgias robóticas, aplicativos médicos, tomografias computadorizadas ou telemedicina, a crescente aplicação de tecnologias de informação e comunicação na área da saúde é um processo irreversível e que causará mudanças na rotina hospitalar.

Acompanhando a tendência mundial de discussão sobre temas ligados às tecnologias digitais no ambiente de Healthcare, no próximo dia 30, acontecerá em São Paulo, o Warm Up1, preview do Digital Healthcare Fórum 2017, que objetiva debater temáticas, ideias e inovações que o Fórum abordará na 24ª edição da Hospitalar, que acontecerá de 16 a 19 de maio de 2017, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Sob o tema "Tecnologias Emergentes em eHealth", o Warm UP será um espaço para apresentação do programa e conteúdo do Digital Healthcare, assim como para discussão e exposição de tecnologias disruptivas no século XXI, principais tendências da indústria de eHealth, oportunidades e riscos da velocidade das transformações disruptivas na saúde e a situação do Brasil no contexto mundial para investidores e players globais.

O preview do Digital Healthcare Fórum faz parte da estratégia da Feira de ser uma plataforma que atua antes, durante e após cada edição, sendo um player atuante no setor durante todo o ano e não apenas durante os quatro dias do evento. Diante disso, a extensa agenda temática do evento impôs a utilização do modelo “10-months range”, ou seja, o Digital Healthcare terá “10 meses de duração”, tendo iniciado já em agosto deste ano. “Essa forma de construção temática permite que o conteúdo tenha um tempo maior de maturação e discussão”, explica Guilherme Hummel, do eHealth Mentor Institute, empresa de mentorização corporativa e responsável pelo conteúdo do Fórum. “Os Warm Ups são coffee-workshops com duração de uma manhã, onde a grade de conteúdo do Fórum começa a ser apresentada, entendida e debatida pelo setor meses antes da realização do evento”.

Segundo Hummel, o “10-months range”, modelo já utilizado em vários países, mas que está sendo introduzido pela primeira vez no Brasil na área de saúde, mostra a jornada que um evento com foco nas tecnologias disruptivas – que destroem o que existe, utilizando algo completamente diferente e novo – deve ter: espaço para a diversidade de visões (nacionais e internacionais), tempo (meses) para maior imersão nos temas e, principalmente, uma linha condutora que possa servir de elo para as transformações digitais e radicais que estão ocorrendo dentro do ecossistema da saúde.  

“A abordagem central do Warm Up1 é o contexto das tecnologias disruptivas dentro da cadeia de saúde. As verticais e os vetores que serão alvo do Fórum em maio serão desenvolvidos por vários especialistas, sob a luz de estudos de casos nesse primeiro encontro”, pontua o consultor.

Digital Healthcare Fórum 2017

O Digital Healthcare 2017, intitulado “eHealth.17 – The End of the Beginning”, está entre os mais relevantes eventos de saúde digital da América Latina e vai analisar a maturidade atual do mercado de eHealth passada a primeira década de sua expansão. O setor avança agora em direção à obtenção de escala e alcance geomercadológico, sendo esse o alvo do Fórum.

O eHealth.17 contará com mais de 30 speakers (não menos de 20 internacionais), o equivalente a 20 horas de exposição contínua de conteúdo da mais alta relevância, abordados por especialistas do mundo todo, além de live-stream dentro da Hospitalar. “Trata-se do envolvimento das mais importantes empresas do setor de eHealth e uma exposição mediática capaz de alavancar espaço para as transformações”, conta Hummel. O evento já conta com o apoio e a confiança das companhias: Healthways, InterSystems e Intel.

3.WarmUp1 Nicolas Toth Jr. presidente da HealthwaysNicolas Toth Jr., presidente da Healthways.De acordo com Nicolas Toth Jr., presidente da Healthways, o Digital Healthcare é o evento mais importante do mercado de eHealth e um dos principais de saúde do mundo, já que além de congregar o maior número de líderes da área, permite ampliar networking, fortalecer e desenvolver parcerias. “O mercado da saúde está em constante expansão e, apesar dos enormes avanços recentes, ainda tem grande potencial aliado à tecnologia. Inovações passam a ser adotadas gradativamente, e acarretam revoluções cada vez mais relevantes para os que atuam no setor e na relação dos pacientes com a saúde”, ressalta o presidente, que ainda acrescenta: “Sendo a Healthways uma empresa com 35 anos de experiência presente em quatro continentes, que preza pela integração da tecnologia com a gestão de saúde e melhoria de bem-estar das pessoas, é essencial estar presente em um evento como esse, que reúne as melhores práticas, produtos e serviços de Digital Healthcare no mundo, as atuais inovações e soluções em saúde”.

3.WarmUp1 Carlos Eduardo Nogueira diretor da InterSystems para Amrica LatinaCarlos Eduardo Nogueira, diretor da InterSystems para América Latina.Já para Carlos Eduardo Nogueira, diretor da InterSystems para América Latina: “O Fórum Digital Healthcare é um espaço onde podemos debater as tendências de TI na Saúde que vão transformar a tecnologia na saúde, quais as ações e estratégias devem ser adotadas para que o Brasil entregue um melhor atendimento à população e os passos necessários até que o sonho da saúde conectada seja alcançado em todo o País".

3.WarmUp1 Jos Lus Bruzadin diretor de Mercado Sade da Intel para a Amrica LatinaJosé Luís Bruzadin, diretor de mercado saúde da Intel para a América Latina.O evento é visto por José Luís Bruzadin, diretor de mercado saúde da Intel para a América Latina, como importante conexão entre o mundo da tecnologia e o universo da saúde. “É sabido que o Brasil está defasado em relação à adoção de TIC´s no segmento de saúde em comparação com outros países desenvolvidos, assim como novas tecnologias como Internet das Coisas (IOT), computação em nuvem (Cloud), Big Data e Inteligência Artificial, que estão revolucionando os cuidados com a saúde”, frisa o diretor, que ainda complementa: “Neste contexto o Fórum é essencial para discutir essas questões, seus impactos e como melhor utilizar essas tecnologias para melhorar qualidade, reduzir custos, prover acesso e principalmente melhorar a confiança na relação entre paciente, prestadores, hospitais e pagadores”.

SERVIÇO: WarmUp1, preview do Digital Healthcare Fórum 2017

Data: 30 de novembro

Local: Trio One

Endereço: Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 105 - 8° andar, Vila Olímpia, São Paulo - SP

Horário: 9h às 11h30

Valett Service: no local R$ 35,00

Caro jornalista, caso tenha interesse em fazer a cobertura deste evento e/ou conversar com os porta-vozes sobre o tema, envie a confirmação de presença para [email protected]  com seus respectivos contatos (nome, telefone, e-mail e nome do veículo).

SOBRE A UBM BRAZIL

AUBMé líder global em mídia de negócios e segunda maior organizadora de eventos no mundo, com expertise reconhecida em promover e incentivar o networking e os negócios entre empresas dos mais diversos segmentos de atuação. Fundada em 1918 e com sede em Londres, está presente em 20 países, nos cinco continentes, com 5.500 funcionários e 160 escritórios, atuando em dezenas de setores que vão da alta tecnologia à moda e ao setor de saúde. No país desde 1994, a UBMBrazil foi a primeira multinacional a entrar no mercado brasileiro de feiras. Conecta profissionais dos diversos segmentos da indústria, tais como Construção Civil, Transporte de Carga, Logística e Comércio Internacional, Portos, Terminais e Armazéns, Tecnologia e Eletrônica, Indústria Médica e Farmacêutica, Ingredientes Alimentícios, Indústria Metroferroviária e Indústria Naval.

Mais: www.ubmbrazil.com.br  ewww.ubm.com

SOBRE A HOSPITALAR:

Hospitalar – Evento Internacional de Soluções, Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios, realizada em São Paulo, é o principal evento especializado nesta área, o único multissetorial em todo continente americano. É a mais completa mostra de produtos para a área de saúde

São 1.200 marcas expositoras e 90.000 visitas profissionais, incluindo pesquisadores, os pensadores do setor da saúde e milhares de dirigentes hospitalares, médicos, enfermeiros e profissionais que influenciam e/ou decidem as compras de hospitais, clínicas, consultórios e laboratórios.

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Desafios na construção de um sistema de saúde sustentável

Segundo dia do Conahp recebeu Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde no Brasil e Boi Ruiz Garcia, ex-ministro da Saúde na Catalunha, Espanha, para discussão sobre o tema

Arthur Chioro ex ministro da Sade no BrasilNesta quinta-feira (17), a quarta edição do Conahp (Congresso Nacional de Hospitais Privados), evento promovido pela Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), levantou discussões sobre os desafios na construção de um sistema de saúde sustentável. A sessão plenária contou com a participação de Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde; Boi Ruiz Garcia, ex-ministro da Saúde da Catalunha; e Francisco Balestrin, presidente do Conselho da Anahp.

Ambos os ex-ministros analisaram os desafios dos sistemas de saúde diante de dificuldades políticas em seus respectivos países no momento em que exerceram o cargo. A complexidade do contexto brasileiro atual, com grandes diferenças regionais, estrutura econômica-social heterogênea, dimensão populacional, mudanças demográficas e epidemiológicas, foi destacada.

Chioro falou sobre os desafios do sistema nacional de saúde diante da prevalência de doenças crônicas responsáveis por 73% dos óbitos no Brasil e fenômenos da violência que impactam o sistema público. “Seja na tentativa de homicídios ou em acidentes de trânsito, a carga de urgência e reabilitação é importante. Saímos de um cenário com altos índices de desnutrição e passamos a ter altos números de obesidade no país. O Brasil exige que seja pensado um sistema de saúde visando aos problemas vigentes, que são profundos desafios relacionados à gestão do trabalho e educação de saúde”, disse.

Deficiência de recursos humanos (quali-quantitativa), distribuição desigual de serviços e profissionais, baixa remuneração e condições de trabalho inadequadas, assim como precarização das relações de trabalho e inadequações do modelo de formação frente às necessidades foram pontos relacionados à gestão do trabalho e educação em saúde no Brasil destacados pelo ex-ministro.

Ainda de acordo com Chioro, os maiores desafios são a qualificação e racionalização da gestão, regulação do setor privado, análise criteriosa da incorporação tecnológica, gerenciamento da informação, democratização do acesso à informação e fragilidades no controle do sistema. “Sempre é possível gastar melhor, sempre é possível fazer as melhores escolhas”, frisou.

Transparência

Para os palestrantes, a transparência é importante para a ética, mas é preciso consciência política e cidadã, além de ações concretas, para reduzir a corrupção. “Os problemas do Brasil são comuns. Compartilhar problemas idênticos não quer dizer que as soluções são as mesmas, mas os desafios na gestão do sistema universal de saúde são baseados em desafios da gestão de política”, ressaltou Boi Ruiz, que ainda complementou:

“Em todos os sistemas é preciso introduzir mecanismos de valores sociais na população, pois a sociedade que elege políticos corruptos não é uma sociedade. A corrupção não é um tema só do Brasil, mas de todos os países. Os problemas precisam ser resolvidos primeiramente na sociedade”.

Já para Chioro, é preciso investir em planejamento e organização do sistema “com a definição da divisão de responsabilidades entre estados e municípios, integração entre sistemas municipais e coordenação dos sistemas regionais de saúde, planejamento e organização funcional do sistema e judicialização da saúde”, finalizou.

Tecnologia para detecção de diversas doenças

Sistema pode resultar em biossensores para diagnosticar câncer de mama e de próstata

imagesPesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, desenvolveram em parceria com colegas da University of Oxford, da Inglaterra, uma plataforma tecnológica que pode resultar na criação de biossensores ultrassensíveis para o diagnóstico rápido e precoce de uma série de doenças, como câncer de mama e de próstata, mal de Parkinson e Alzheimer, entre outras.

“A plataforma tecnológica que temos desenvolvido é tão sensível que permitiria detectar câncer de próstata, por exemplo, em um estágio muito inicial, quando ainda há poucas células cancerígenas em circulação e que seriam impossíveis de serem diagnosticadas por meio de uma biópsia, por exemplo”, disse Paulo Roberto Bueno, professor da Unesp de Araraquara e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

O método consiste na medição da presença de anticorpos específicos, proteínas ou outros biomarcadores (parâmetros biológicos mensuráveis que permitem conhecer o estado de uma doença ou a resposta a um fármaco) numa amostra de sangue ou outros tipos de amostras biológicas por meio de eletrodos em escala microscópica.

Ao imobilizar uma molécula biológica, como um anticorpo marcador de uma determinada doença, na superfície dos microeletrodos projetados em nível molecular, é possível detectar, por exemplo, a presença de seu antígeno em uma amostra de sangue, por meio de métodos capacitivos quânticos (sinais quânticos moleculares).

Isso porque, ao entrar em contato com o anticorpo imobilizado sobre o microeletrodo, o antígeno presente na amostra de sangue de um paciente altera o sinal elétrico capacitivo (a carga elétrica) da superfície do material de forma bastante sensível.

Com base na medição da mudança do sinal elétrico da superfície dos microeletrodos é possível determinar em minutos a presença do antígeno na solução e quantificá-la de forma específica e livre de efeitos interferentes de outras proteínas existentes na matriz sanguínea.

“Esse processo nos permite criar um sistema ultrassensível e altamente seletivo para determinar a presença de moléculas biológicas de interesse clínico em uma amostra de sangue, por exemplo”, afirmou Bueno.

A fim de identificar apenas um tipo de molécula de interesse dentre milhares de outras presentes na amostra de sangue de um paciente – e que também podem afetar o sinal elétrico –, o sistema faz uma análise espectroscópica de substâncias baseada na produção e interpretação de seus espectros de capacitância (grandeza elétrica).

Para isso, o método proposto por um grupo de pesquisadores liderado por Bueno compara, por exemplo, uma amostra de sangue padrão sem a presença de um determinado anticorpo – utilizado como sinal elétrico de referência – com a amostra que se pretende analisar.

Qualquer sinal elétrico diferente do sinal de referência pode ser identificado e quantificado pelo método, explicou Bueno.

“Essa tecnologia também permite a combinação de vários eletrodos para detectar a presença e quantificar diversos biomarcadores simultaneamente, como os associados ao câncer de próstata”, exemplificou o pesquisador. “O mesmo conceito é válido para outras doenças degenerativas, como o mal de Parkinson e Alzheimer, que necessitam de diagnóstico precoce”, avaliou.

Os pesquisadores vislumbram a possibilidade de utilizar a tecnologia para fazer diagnóstico emergencial de outras doenças, como a dengue e as causadas pelo Zika vírus, no local de ocorrência.

Potencial de mercado

A tecnologia resultou em cinco patentes, depositadas pela University of Oxford em cotitularidade com a Unesp e divididas entre pesquisadores das duas instituições.

De olho no potencial de mercado do sistema, a universidade britânica fundou uma spin-off – empresa nascente de base tecnológica derivada de uma instituição de pesquisa –, chamada Oxford Impedance Diagnostics, que licenciou três das cinco patentes e pretende ampliar o desenvolvimento da plataforma tecnológica.

A startup obteve um financiamento “semente” (seed money) de 2 milhões de libras esterlinas – equivalente a quase R$ 7 milhões – de investidores, incluindo fundos de investimento da própria University of Oxford, e investidores “anjos”.

“O modelo de negócios da empresa indica que em até oito anos devem ser criados alguns testes rápidos que serão comercializados internacionalmente para detecção de uma série de doenças com base na plataforma tecnológica que estamos desenvolvendo”, afirmou Bueno.

Com planos de crescimento, A.C.Camargo Cancer Center traz novos executivos

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Referência mundial em Oncologia, o A.C.Camargo Cancer Center é um centro integrado em diagnóstico, tratamento, pesquisa e ensino. Para aprimorar sua atuação, a Instituição desmembrou a Superintendência de Ensino e Pesquisa em superintendências separadas para cada uma das áreas e criou a Superintendência Executiva Corporativa, que vai gerir as áreas de Supply Chain, Recursos Humanos (RH) e Finanças. Para assumir as novas posições de liderança, chegam à Instituição Luiz Juliano Neto, Superintendente de Ensino, e Nelson JS Silva, Superintendente Executivo Corporativo.

Superintendência de Ensino

O Ensino está inserido no modelo de atuação do A.C.Camargo Cancer Center desde a fundação em 1953, ano em que também foi criado na Instituição o primeiro Programa de Residência Médica em oncologia do país, e tem como princípio a formação de especialistas e difusão de conhecimento científico em oncologia. Ao longo de pouco mais de seis décadas, já foram formados 1160 médicos especialistas. Além disso, a Pós-Graduação, iniciada em 1997, foi a primeira do Brasil na área de Oncologia a ser mantida por uma instituição privada não associada a uma Universidade e soma 525 mestres e doutores formados desde sua criação.

Assume esse legado o médico e Professor Livre-Docente pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Luiz Juliano Neto, que está à frente da Superintendência de Ensino com os desafios de impulsionar a gestão estratégica dessa área por meio da geração e difusão do conhecimento, da formação de profissionais de saúde e da excelência organizacional com ações de desenvolvimento do público interno em todos os níveis.

Especialista em Biologia Molecular: Estrutura e Função de Proteinas, Luiz Juliano Neto tem experiência na área de Bioquímica, com mais de 400 trabalhos científicos publicados. Graduou-se pela UNIFESP em medicina e obteve os títulos de doutor em ciências, livre-docente e professor titular, tendo dirigido o Departamento de Biofísica. Em sua atuação como docente na UNIFESP, auxiliou a estruturação do Departamento de Oncologia e estruturou a composição dos grupos multidisciplinares.

Prof. Luiz Juliano Neto é membro da Academia Brasileira de Ciências e recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República do Brasil, em 2007. Foi consultor científico da Associação Beneficente de Coleta de Sangue (COLSAN) e Consultor Científico do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Superintendência Executiva Corporativa - Nelson JS Silva assume a posição de Superintendente Executivo Corporativo. Nelson retorna ao A.C.Camargo após 20 anos, período pelo qual teve passagens pela Alcan e Mauser e, a mais recente delas, no grupo Santa Helena, onde foi diretor de Operações e Administração Geral. Reúne 37 anos de experiência, sendo 15 deles como diretor de Operações com foco em processos de Supply Chain, RH, Financeiro e TI.

Dentre os principais desafios do executivo está a coordenação de todas as áreas corporativas de forma que elas se mantenham integradas e a consolidação dos processos com foco na eficiência operacional.

Graduado em Administração de Empresas pela Universidade São Judas e em Ciências Exatas e Estatísticas Organizacionais pela PUC-UniFAL, Nelson Silva tem MBA Executivo Internacional pela Ohio University e em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Anahp comemora 15 anos com vinho exclusivo e livro de memórias de hospitais no Brasil

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O duplo lançamento comemora os 15 anos da instituição e relembra os avanços obtidos na medicina, na gestão da assistência e na importância das instituições hospitalares na sociedade, na economia e na indústria.

O brinde com o Merlot comemorativo, batizado de "A Carta", em referência ao conjunto de princípios que norteia a atividade dos associados, está marcado para esta noite, num jantar de gala para convidados durante o 4º Conahp – Congresso Nacional de Hospitais Privados, que acontece até esta sexta-feira.

História da saúde

Em uma noite de maio de 1961, três meses antes da inauguração do hospital, uma criança correu ao ambulatório para pedir socorro por sua mãe que, do outro lado da estrada, na fazenda onde morava, estava prestes a parir. A mulher foi levada às pressas ao centro de saúde ainda não totalmente acabado, no qual uma sala de parto já finalizada aguardava as primeiras pacientes. O choro do pequeno Marcelino – batizado com o nome da santa que motivou a união de benfeitoras que, naquele momento, o traziam à vida – ecoou pelas paredes, umas rebocadas e outras ainda com a alvenaria exposta, pelos corredores vazios e por toda a instalação que, anos mais tarde, receberia centenas de pessoas. As lembranças são da irmã Giuseppina, 87 anos, diretora de humanização do Hospital Santa Marcelina, que não se arrisca a dizer quantos partos já fez nem um número aproximado de pessoas atendidas no período em que foi a única médica de Itaquera.

Incitadas por um espírito de gratidão à sociedade que lhes acolhera, um grupo de senhoras desejavam retribuir, oferecendo, aos menos favorecidos, atendimento gratuito à saúde, financiado pelas pessoas que podiam pagar pelo serviço. E foi com a ajuda financeira de um grupo de doadores, a Sociedade Beneficente de Senhoras iniciou as obras do hospital em 1931, em uma colina até então pouco habitada da região da Bela Vista. Mas a Segunda Grande Guerra Mundial (1939-1945) adiou o sonho daquelas senhoras: por força de um decreto, o edifício foi alienado ao exército, que, por 20 anos, o utilizou para fins militares. Suas portas seriam abertas somente em 1965. Adma Jafet, falecida em 1956, não viu o sonho se realizar. Assim começava a história do Hospital Sírio-Libanês.

O cardiologista Fabio Biscegli Jatene, filho de Adib Jatene, um dos pioneiros da cirurgia do coração no Brasil, destaca que a cirurgia cardíaca é uma das especialidades que mais avançou no Brasil. "A cirurgia cardiovascular teve um avanço extraordinário em pouco tempo. Um grande marco foi a possibilidade de parar o coração para poder corrigir seus defeitos, congênitos ou adquiridos. A introdução da circulação extracorpórea fez isso avançar imensamente. Até então, a cirurgia era incipiente", diz Jatene.

Claudio Lottenberg, médico, um dos desbravadores modernos da oftalmologia, relembra: "Os hospitais eram lugares aos quais as pessoas iam para morrer, para fazer tratamentos durante períodos muito longos ou ainda porque não tinham quem cuidasse delas. Mas a tecnologia mudou por completo o propósito de existir dessas instituições; foi ela que conseguiu interferir nos destinos da própria vida". Lottenberg tornou-se presidente do Hospital Israelita Albert Einstein em 2001.

As histórias acima fazem parte do livro "O Hospital – Memórias de um Brasil em transformação", que foi lançado nesta quinta-feira (17) pela Anahp. A obra traz ainda um panorama do setor ao longo das últimas décadas, a história do SUS, com depoimentos de grandes especialistas da saúde.

"Modelo de remuneração precisa ser revisto", diz Francisco Balestrin

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A abertura teve a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros, do Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, José Carlos Abraão e do Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na abertura, o presidente da Anahp, Francisco Balestrin, destacou sugestões da entidade para combater os desafios que o setor enfrenta. Ele defendeu a reforma do modelo de remuneração da saúde suplementar no país. Balestrin avalia que o atual modelo conduz ao desperdício e estimula práticas antiéticas.

- Sabemos que precisamos reformar, sabemos quais são as opções e sabemos como implementá-las – afirmou.

Balestrin também criticou a falta, em muitas instituições, de mecanismos que sejam capazes de prevenir, descobrir, denunciar e remediar os desvios éticos que podem ocorrer.

- Pelo menos 95% dos hospitais do Brasil não têm nenhuma forma de acreditação, mesmo nos níveis mais básicos. Falta a transparência de submeter-se a uma avaliação independente e jogar luz dentro dos hospitais, tanto para mostrar o que é bonito quanto para consertar o que não é – enfatizou o presidente da Anahp.

Esta edição traz como tema "Ética: A sustentabilidade da saúde no Brasil". Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas nos países desenvolvidos, a fraude e outras formas de desperdícios podem representar um custo estimado de US$ 12 a US$ 23 bilhões de dólares por ano para os governos. Dados da Rede Europeia para a Fraude e Corrupção na Saúde demonstram que dos US$ 5,3 trilhões de dólares das despesas globais em saúde, aproximadamente US$ 300 bilhões de dólares são perdidos para os erros e para a corrupção.

Sobre o Conahp

Serão três dias de evento, com sessões plenárias e paralelas com palestrantes nacionais e internacionais renomados, exposição de trabalhos científicos e espaço de relacionamento com parceiros em um único ambiente. Serão mais de oito palestras magnas e mais de dez sessões paralelas abordando a ética a partir de três eixos estratégicos: nas relações entre pacientes, hospitais e equipes de saúde; nas organizações e modelos de governança; e nas escolhas em saúde.

Entre os palestrantes internacionais estão Boi Ruiz Garcia, conselheiro de Saúde do Governo da Catalunha, Don Sinko, da Cleveland Clinica (EUA) e Simon Longstaff, diretor executivo no "The Ethics Center", na Austrália. Outros nomes confirmados são: Ary Ribeiro (superintendente de Serviços Ambulatoriais Hospital do Coração - HCor), Fernando Torelly (diretor executivo do Hospital Sírio-Libanês), Gonzalo Vecina (professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo), Henrique Neves (diretor geral do Hospital Israelita Albert Einstein), o historiador e professor da Unicamp Leandro Karnal, o professor da Unifesp Marcos Bosi Ferraz (presidente do Conselho de Administração do Grupo Fleury) e Paulo Chap Chap (superintendente do Hospital Sírio-Libanês).

Estudo pioneiro da Pfizer desmistifica efeitos de anti-inflamatórios para o coração

SÃO PAULO, 17 de novembro de 2016 /PRNewswire/ -- A revista científica New England Journal of Medicine acaba de publicar o primeiro grande estudo sobre a relação entre uso contínuo de anti-inflamatórios não-esteroides e a saúde cardiovascular de pacientes crônicos. O trabalho, que acaba de ser apresentado na reunião anual da American Heart Association, comparou os efeitos de três tipos de anti-inflamatórios: ibuprofeno, naproxeno e Celebra (celecoxib), comercializado no Brasil mediante retenção de receita médica. Foram avaliados mais de 24 mil pacientes, todos em tratamento para osteoartrite ou artrite reumatoide, que estão entre as doenças reumáticas mais comuns. Iniciada em 2006, a pesquisa é a mais longa sobre esse tipo de medicamento desenvolvida até o momento.

Realizado pela Cleveland Clinic, com apoio da Pfizer, o estudo Precision (Prospective Randomized Evaluation of Celecoxib Integrated Safety versus Ibuprofen Or Naproxen) refuta o pressuposto de que o tratamento com naproxeno apresentaria resultados melhores na comparação com os outros dois anti-inflamatórios analisados e aponta que os riscos cardiovasculares entre os usuários das três medicações são similares, embora ligeiramente menores naqueles medicados com Celebra.

Randomizado e duplo-cego, o estudo envolveu pacientes de 13 países, entre eles o Brasil, que foram acompanhados por 18 meses. Todos os participantes apresentavam alto risco de doença cardiovascular e utilizavam anti-inflamatórios todos os dias para controlar os sintomas das doenças reumáticas. Os resultados apontaram que 2,3% dos usuários de Celebra apresentaram eventos cardiovasculares, ante 2,5% dos que receberam naproxeno e 2,7% dos medicados com ibuprofeno.

No estudo, os pacientes tratados com Celebra também apresentam menos eventos gastrointestinais graves. Esses efeitos afetaram 1,1% dos participantes que utilizaram o medicamento, ante 1,5% daqueles que receberam naproxeno e 1,6% dos pacientes medicados com ibuprofeno. A redução dos efeitos colaterais é essencial para o tratamento de doenças crônicas à base anti-inflamatórios não-esteroides, que representam um recurso importante para reduzir a dor e a inflamação. "Trata-se de um estudo emblemático, pois os questionamentos sobre a segurança cardiovascular dos anti-inflamatórios não-esteroides vêm sendo feitos desde a retirada do mercado de Vioxx (refocoxibe), em 2004", disse Ian Read, CEO da Pfizer.

Precision foi dirigido por um comitê executivo formado por especialistas em cardiologia, gastroenterologia e reumatologia. O trabalho envolveu mais de mil centros de estudos, 30 deles no Brasil. Outros países que participaram do estudo foram Estados Unidos, Austrália, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Filipinas, Hong Kong, México, Panamá, Peru, Taiwan e Ucrânia.

Mais informações: 3643-2785

FONTE Pfizer

Enlitic leva soluções para diagnóstico de aprendizado profundo para a Sociedade de Radiologia da América do Norte

SÃO FRANCISCO, 17 de novembro de 2016 /PRNewswire/ -- A Enlitic – uma startup médica de inteligência artificial de aprendizado profundo e uma das "50 Companhias mais Inteligentes" de acordo com a MIT Technology Review – tem o prazer de anunciar que os participantes do congresso anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte (Radiological Society of North America – RSNA) serão os primeiros a ver o portfólio da Enlitic de produtos para suporte a decisões clínicas que utilizam tecnologia de ponta de aprendizado profundo. 

O estande da Enlitic fará a primeira demonstração pública do seu produto para exame de raio-X do tórax. De maneira eficiente, ele detecta várias patologias e ajuda os radiologistas a chegar ao diagnóstico correto mais rapidamente, reduzindo também os erros. 

A Enlitic apresentará também sua nova solução para exames relacionados ao câncer de pulmão. Munida de um dispositivo de aprendizado profundo de 3D, ela possui um mecanismo de detecção e caracterização de nódulo, monitoramento longitudinal de descobertas, e geração automática de relatórios que aumentam a sensibilidade e a escala dos programas de exames de pulmão e também evitam biopsias desnecessárias.  

Além dos produtos para exames do tórax, a Enlitic dará aos participantes uma mostra do que oferece no campo de mamografia digital. 

O portfólio de soluções para diagnóstico da Enlitic foi desenvolvido em estreita colaboração com a Capitol Health, da Austrália, companhia que é líder no fornecimento de serviços e diagnósticos por imagens para o setor de saúde australiano. 

"Estamos muito entusiasmados com a primeira demonstração pública das soluções para diagnóstico da Enlitic. A adoção dessas soluções vai melhorar a detecção de doenças em estado inicial e o prognóstico para os pacientes, trazendo eficiência significativa e redução de custos para os serviços de saúde na Austrália e em todo o mundo", disse Andrew Harrison, CEO da Capitol Health. 

A tecnologia de aprendizado profundo da Enlitic incorpora uma grande variedade de dados médicos não estruturados, inclusive imagens de patologia e radiologia, resultados de exames laboratoriais, genômicos, históricos de pacientes e prontuários eletrônicos de pacientes. 

A RSNA se reunirá em Chicago, de 27 de novembro a 1o de dezembro de 2016. Para marcar uma demonstração ao vivo do portfólio de soluções para diagnóstico da Enlitic, siga o link (https://calendly.com/astoeckel/enlitic-rsna-2016/11-24-2016) e veja nosso calendário com os horários disponíveis ou dê uma passada na McCormick Place, 2301 S King Dr, Corredor Norte, Estande 8001.

Sobre a Enlitic  

A Enlitic, Inc. é uma empresa do setor de aprendizado profundo que se dedica a revolucionar a assistência médica para diagnóstico. Os algoritmos de inteligência artificial da Enlitic foram desenvolvidos do zero por uma equipe multidisciplinar e internacional de renomados cientistas de dados, praticantes da aprendizagem de máquina, e especialistas do setor médico. Selecionada como uma das "50 Companhias mais Inteligentes em 2016" pela MIT Tech Review, a Enlitic tem sede em São Francisco.  

FONTE Enlitic, Inc.