Pró-Saúde anuncia programa de inteligência de dados para captar e engajar voluntários

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Durante segunda edição de Encontro de Líderes de Voluntariado, instituição projetou ampliação do Programa de Voluntariado

A Pró-Saúde projeta para 2020 a ampliação de seu Programa de Voluntariado, com foco no envolvimento e na participação da comunidade nos hospitais que gerencia por todo o país.

Com um histórico aproximado de 600 voluntários atuantes desde quando foi lançado, em 2016, a instituição debateu o tema durante a segunda edição de Líderes de Voluntariado, realizada na capital paulista, nesta quarta-feira (27/11), data que marcou o terceiro aniversário do programa.

Além da exposição de cases e da participação de profissionais que atuam em outras instituições, como o Hospital Israelita Albert Einstein e a Liga Solidária, a Pró-Saúde promoveu uma reflexão sobre os benefícios sociais alcançados pela atividade voluntária.

“Acreditamos que o brasileiro é um povo extremamente solidário, disposto a ajudar ao próximo”, resumiu monsenhor Antônio Robson Gonçalves, primeiro vice-presidente da Pró-Saúde, que realizou a abertura do encontro.

Trata-se de uma percepção amparada por dados científicos. O mais recente estudo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que o trabalho voluntário tem aumentado no país.

Em 2017, a pesquisa Outras Formas de Trabalho apontou que 7,4 milhões de pessoas — 4,4% da população com idades a partir de 14 anos — realizaram algum tipo de trabalho voluntário. O aumento em relação a 2016 foi de 12,9%.

“Esses dados mostram que a Pró-Saúde está atenta a esse interesse da população brasileira em se dedicar à solidariedade”, comentou Regina Victorino, gerente corporativa de Filantropia da Pró-Saúde.

Ela destacou o potencial estratégico do Programa de Voluntariado da entidade, que realiza a gestão de 25 hospitais em 12 estados, além de quatro Centros de Educação Infantil na periferia da capital Paulista, onde são atendidas mais de 750 crianças.

“Por mês, 16 mil colaboradores que atuam nos hospitais gerenciados pela Pró-Saúde atendem mais de 1,1 milhão de pessoas — ou seja, há uma grande oportunidade de expansão do Programa de Voluntariado”, disse Regina.

Durante o encontro, os líderes de voluntariado da Pró-Saúde avaliaram que o primeiro passo da estratégia do programa foi alcançado.

“Em pouco mais de um ano, conseguimos estruturar os fundamentos do programa, criando procedimentos objetivos que visam a formalização e capacitação dos voluntários para atuar no amparo aos doentes e no envolvimento social a partir da realização de diversas atividades”, comentou Regina.

Para o próximo ano, a Pró-Saúde revelou que está desenvolvendo uma inteligência que vai reunir todos os dados relativos ao perfil, atividade e desempenho dos voluntários.

“Assim, será possível produzir informações precisas sobre a expectativa, a disponibilidade e a vocação dos voluntários em ação”, afirmou o coordenador corporativo de Tecnologia da Informação da Pró-Saúde, Flavio Arantes.

Neste contexto, a gerente de Filantropia acrescentou que, “conhecendo o perfil dos voluntários, a instituição terá condições de evoluir de maneira mais assertiva e estratégica, contemplando o bom desempenho das tarefas para os beneficiados e, também, a satisfação plena de quem se dedica voluntariamente ao outro”.

Um dado interessante revelado pela pesquisa do IBGE mostra que o perfil dos voluntários brasileiros é composto, prioritariamente, por mulheres que, além de todas as atividades que desempenham no dia a dia, dedicam tempo para a solidariedade.

No universo pesquisado, os que desenvolviam atividades voluntárias em 2017 eram 5,1% das mulheres e 3,5% dos homens, dado observado em todas as grandes regiões.

O encontro

Captação e engajamento de voluntários são dois dos principais desafios relatados por instituições que implantam programas dessa natureza.

Com mais de 30 anos de experiência, Telma Sobolh, presidente do Voluntariado no Hospital Israelita Albert Einstein, observou que é necessário estar atento à expectativa dos voluntários. “São pessoas interessadas em cumprir um papel social relevante para quem precisa.”

Priscila Rodrigues, gerente do Voluntariado da Liga Solidária, destacou a importância de orientar as pessoas no cumprimento das tarefas. “O voluntário precisa ter a exata dimensão do seu papel diante da atividade que irá desempenhar”, afirmou.

Várias unidades da Pró-Saúde que desenvolvem Programas de Voluntariado compartilharam cases. Um deles, protagonizado pelo Hospital Materno-Infantil de Barcarena (PA), apresentou uma experiência que usou a cultura para abordar a importância de uma unidade hospitalar para a comunidade.

O hospital promoveu a exposição fotográfica itinerante “Eu, depois de ti”, com imagens de mães e bebês nascidos no Materno-Infantil de Barcarena. Foi um trabalho comovente feito, voluntariamente, pelo talentoso fotógrafo paraense Otávio Henriques.

“O fotógrafo Otávio Enriques participou de todo o processo de captação do Programa de Voluntariado da Pró-Saúde, foi selecionado e se engajou no projeto”, comentou Stéphanie Valdívia, à época, diretora Hospitalar da unidade.

O resultado, disse ela, foi muito gratificante porque, “além de valorizar a cultura local, promovendo o pertencimento, criamos uma relação de fidelização com o profissional”.

O encontro também compartilhou a experiência do CECAN (Centro de Convivência e Apoio ao Paciente com Câncer), em Mogi das Cruzes (SP), que possui mais de 100 voluntários em atividade.

Sandra Venturelli, supervisora Clínica, falou sobre a importância de capacitar o voluntário para as ações. “Os voluntários precisam ter a dimensão real da atividade para poder alcançar a expectativa das pessoas atendidas”, disse.

Ao final do Encontro de Líderes do Voluntariado da Pró-Saúde, o presidente da Instituição, dom Eurico dos Santos Veloso, mesmo não podendo estar presente no evento, falou com o público por meio de uma vídeochamada.

“O voluntariado faz parte da missão institucional da Pró-Saúde. É uma atividade valorosa tanto para quem desempenha quanto para quem recebe. Devemos promover esta ação, com profissionalismo e responsabilidade, em benefício das pessoas que a Pró-Saúde atende diariamente”, afirmou.

No site da instituição, é possível se cadastrar no Programa de Voluntariado.

Continuidade nas equipes é tão importante quanto continuidade das equipes

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Foi publicado no JAMA Internal Medicine interessantíssimo artigo intitulado “Association of the Work Schedules of Hospitalists With Patient Outcomes of Hospitalization”.

Trata-se de um estudo retrospectivo que avaliou continuidade do hospitalista e desfechos dos pacientes – mortalidade em 30 dias após a alta foi o principal. Olharam também para onde os pacientes foram após a alta hospitalar (se para casa ou acabaram institucionalizados), readmissões e custos.

Utilizando-se de informações sobre 114.777 hospitalizações de 229 hospitais texanos entre 2014 e 2016, encontraram associação entre continuidade e melhores desfechos / menores custos. Avalies tu mesmo o artigo original aqui.

Já há muitos dados previamente publicados apontando para a importância da continuidade do médico generalista na coordenação da atenção ambulatorial. Já há o mesmo apontando para uma assistência hospitalar mais eficiente também. O recente estudo olha para questões hospitalares ainda mais importantes.

Quem atua em hospitais e com olhos mais direcionados para qualidade da assistência, e não apenas para escalas que simplesmente tornam a vida dos profissionais envolvidos mais flexível, já conseguia perceber o fenômeno, embora somente avaliações com independência e método sejam capazes de distinguir melhor o que é nossa ilusão do que não é. Eu já enxergava, por exemplo, a mais comum repetição desnecessária de exames quando mudava o médico. Por melhor que seja a passagem de caso (verbal ou em um documento na nuvem), nunca cobre todas as informações. E como, para resgatar um exame e seu resultado, o profissional precisa buscar no sistema, e nossos dias normalmente são bastante corridos, o mais comum é simplesmente solicitar - ainda mais tratando-se de exames unitariamente baratos, até comuns de serem repetidos com frequência nos hospitais e/ou cujas consequências negativas não intencionais acontecem não automaticamente, mas em decorrências do que chamamos de "efeito cascata". O problema ganha magnitude a partir de vários profissionais fazendo o mesmo em vários pacientes: são punções e retiradas de sangue desnecessárias, aumento de infecções, falsos positivos, sobrediagnósticos, sobretratamentos, desperdício de recursos, e por aí vai...

Tal como todos nós aprendemos quando crianças na brincadeira do “telefone sem fio”, toda passagem de informação vem com o potencial de “quebra” (isso na assistência hospitalar também traz a possibilidade de que novos olhares e circunstâncias tragam um benefício clínico, mas a nossa proposta aqui não é explorar esse cenário otimista). De fato, erros de transferência e troca de informações estão entre os mais comuns e com maiores consequências na assistência à saúde. Em um estudo clássico, pesquisadores descobriram que ser atendido por um médico diferente foi um maior preditor de erros e complicações hospitalares do que a gravidade da doença de base do paciente.

Neste contexto, há pressões para fazermos melhor, como quando, ainda na década passada, emitiram as famosas Metas Internacionais de Segurança do Paciente, clamando para que todas as organizações de saúde “implementem uma abordagem padronizada na comunicação durante a troca de informações, incluindo oportunidades para fazer e responder perguntas”. O grande problema é que muitas ferramentas consideradas para resolver um problema real e relevante, não são, elas próprias, soluções com magnitude de efeito muito consistente. Então, mesmo se admitirmos que algumas transições são necessárias e que soluções em resposta à Meta 2 devem ser tentadas, uma pergunta bastante razoável é sobre a necessidade de termos tantas quebras na assistência hospitalar, como quando equipes, com ou sem hospitalistas de verdade, colocam um médico diferente a cada dia.  O estudo – e vários dados indiretos - sugerem que não!

A questão está longe de ser simples. Pesquisas têm demonstrado também que os riscos para os pacientes aumentam quando os profissionais fazem turnos muito longos nos hospitais. Há o fato ainda de que algumas quebras representam justamente situações nas quais pacientes passam a receber um cuidado especializado mais apropriado, quando como vão para UTI's com protagonismo de intensivistas. Além de que médicos e enfermeiros, em algum momento, precisam ir para casa. Os residentes, ao final do mês, mudam de setor/equipe, e isto é importante para que desenvolvam todas as competências e habilidades necessárias. Então, as trocas de informações e as transições de cuidado são inerentes aos hospitais modernos. O que estou aqui querendo destacar é a ocorrência desnecessária disto, muitas vezes por conveniência isolada de profissionais envolvidos no cuidado e na organização de escalas, com anuência de gestores hospitalares que não diferenciam bem se o cliente principal é o médico ou o paciente.

Devemos aceitar um “hospitalista” diferente cada dia, em escalas fragmentadas? Eu, há muito tempo digo e escrevo: fosse para cuidar de mim ou de familiares queridos, preferiria o tradicional modelo do médico visitador, com algum recurso de retaguarda, como Time de Resposta Rápida, a arremedos de Medicina Hospitalista, que sabemos existem em todos os lugares. Uma boa ideia não vale mais do que sua boa execução: representam binômio indissociável.

Leitura complementar: Qual a melhor escala para distribuição de hospitalistas?

EMS participa, em Brasília, de 3° fórum sobre inovação e oportunidades de acesso ao mercado global de saúde

EMS participa, em Brasília, de 3° fórum sobre inovação e oportunidades de acesso ao mercado global de saúde

O evento reuniu nomes do setor nacionais e internacionais para o debate sobre papel das farmacêuticas latino-americanas na ampliação do acesso a medicamentos pela população mundial

A EMS, maior laboratório farmacêutico no Brasil, participou do "III Fórum sobre Inovação e Acesso ao Mercado Global da Saúde", que foi realizado na última terça-feira, 26, no Hotel Windsor Plaza, em Brasília (DF), reunindo grandes nomes do cenário da saúde nacional e internacional, como Socorro Gross Galiano, representante da Organização Pan-Americana da Saúde, Escritório Regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS); e José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde; além de outros representantes de empresas farmacêuticas do Brasil e da Argentina, e de órgãos governamentais. O evento, que tem o objetivo de ampliar o debate sobre inovação e oportunidades de acesso ao mercado global da saúde para a indústria farmacêutica latino-americana, contou com a participação de especialistas da EMS no painel voltado à visão da indústria.

No encontro em Brasília, estiveram também em pauta os desafios da saúde global, como o de levar medicamentos a países menos desenvolvidos que lidam com doenças epidêmicas e, muitas vezes, negligenciadas, e a visão do governo. Neste sentido, representantes do Ministério das Relações Exteriores; do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); do Ministério da Economia; da Unitaid; do Global Health Innovative Technology Fund (GHIT), do Japão; e do Research Investment for Global Health Technology Fund, da República da Coreia, também fizeram parte das discussões.

"Pela terceira vez nos reunimos e, respaldados por fatos e embasamento técnico, reafirmamos que as empresas latino-americanas têm potencial para atuar como protagonistas ao lado de grandes players na promoção global da saúde. Podemos ampliar o acesso a tratamentos e colaborar ativamente para melhorar a qualidade de vida das pessoas, incluindo as menos favorecidas - frentes importantes em que a EMS já vem atuando. Trabalhar em conjunto será nosso diferencial e, de maneira audaciosa e responsável, já começamos a trilhar rumos concretos para desbravar de vez o mercado global", afirma Carlos Sanchez, presidente do Conselho de Administração do Grupo NC, holding detentora da EMS.

A EMS exporta para mais de 40 países na Europa, África, Ásia, Oriente Médio e América Latina. Líder há 13 anos consecutivos do mercado farmacêutico no Brasil, a empresa tem se dedicado com intensidade à pesquisa de ponta e desenvolvimento, à expansão dos negócios dentro do País e também à internacionalização da marca, com estudos próprios ou realizados em parceria com grandes centros de inovação no mundo, para ampliação do acesso à saúde.

"O Brasil está preparado para abraçar essa causa com outros países da América Latina, em benefício da qualidade de vida de inúmeras populações, especialmente as que mais necessitam, onde quer que estejam, para poderem se curar e viver cada vez mais e melhor. As empresas latino-americanas desejam definitivamente estar nas principais negociações mundiais, de modo a terem reconhecida a sua reputação enquanto fornecedoras de produtos inovadores, seguros, eficazes e acessíveis, e de estarem cada vez mais em posição de igualdade com as demais grandes companhias do mercado", completa Sanchez.

As primeiras edições do Fórum foram realizadas em outubro de 2018, em Buenos Aires, na Argentina; e em março de 2019, em Campinas, no interior de São Paulo.

Sobre a EMS

Maior laboratório farmacêutico no Brasil, líder de mercado há 13 anos consecutivos, pertencente ao Grupo NC. Com 55 anos de história e mais de cinco mil colaboradores, atua nos segmentos de prescrição médica, genéricos, medicamentos de marca, OTC e hospitalar, fabricando produtos para praticamente todas as áreas da Medicina. Tem presença no mercado norte-americano por meio da Brace Pharma, empresa com foco em inovação radical. A EMS também investe consistentemente em inovação incremental, em genéricos de alta complexidade e é uma das acionistas da Bionovis, de medicamentos biotecnológicos - considerados o futuro da indústria farmacêutica. A empresa possui unidades produtivas em Jaguariúna (SP); em Brasília (DF); em Hortolândia (SP), onde funcionam o complexo industrial, incluindo o Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, um dos mais modernos da América Latina, e a unidade totalmente robotizada de embalagem de medicamentos sólidos; e conta também com a Novamed, localizada em Manaus (AM), uma das maiores e mais modernas fábricas de medicamentos sólidos do mundo. A EMS exporta para mais de 40 países.

Plataforma reduz em 90% idas de pacientes crônicos às UPAs de Penedo (AL)

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Programa reduz internações hospitalares, amputações, acidentes vasculares e mortes

Uma plataforma, aliada a um atendimento diferenciado, reduziu em 90% o número de pacientes crônicos que procuram as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em Penedo, Alagoas. De cada 100 pacientes crônicos que iam a UPA em 2018, 90 deixaram de ir neste ano. O número de internamentos de pessoas com diabetes e hipertensão também baixou em 42%, o que gerou economia para o município e qualidade de vida para as pessoas.

A PGS Medical, primeira startup de saúde público privada do Brasil, é uma plataforma idealizada para dar suporte ao gestor público e aos profissionais de saúde dos municípios. “Isso porque ela orienta o usuário sobre as melhores práticas de gestão em saúde, organiza a agenda de atendimento dos profissionais em função da complexidade dos casos dos pacientes atendidos e mede a melhoria na qualidade de vida e a economia de recursos com os cuidados oferecidos”, explica o idealizador do software, Wagner Marques.

Antes da implantação do sistema, o valor médio gasto por paciente, levando-se em conta os atendimentos nas UPAs e internações, era de R$ 3.846,43 por mês. Após a implantação, este valor caiu para R$ 826,81.

Os resultados foram obtidos, principalmente, graças à diminuição nos números de atendimentos e internações realizados entre pacientes portadores de doenças crônicas -- foco principal da plataforma, instalada em Penedo.

O programa foi apresentado nesta quarta-feira (27), no Theatro Sete de Setembro, e, em Penedo recebeu o nome de Programa Redenção. A iniciativa já traz resultados na vida de milhares de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o presidente do Instituto de Tecnologia e Ciência de Penedo (ICTP), Marcos Maggi, o programa é único no Brasil com abrangência direcionada aos crônicos. “Essa plataforma integra Saúde e tecnologia, com o propósito de levar qualidade de vida aos pacientes. Com ela podemos trabalhar a prevenção, o monitoramento, linhas de cuidados e os prontuários eletrônicos, acompanhando a evolução do paciente que recebe atendimento de uma equipe especializada e exclusiva para este programa”, explicou Maggi.

COMO FUNCIONA

O Redenção já acompanha em Penedo mais de 1.300 pacientes crônicos (diabetes, hipertensão e obesidade descompensada (que estavam sem controle).

Os pacientes recebem medicamentos em casa, acompanhamento médico, nutricional, fisioterapêutico e de saúde mental. Isso tudo sendo controlado pela plataforma PGS Medical, um software desenvolvido em Penedo a partir de uma parceria público privada.

Segundo números do Ministério da Saúde, pacientes crônicos no Brasil representam 4% da população. E o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta em torno de 50% dos recursos da pasta para tratá-los. Com o Redenção, os resultados obtidos vão bem além da qualidade de vida, alcançam também a economia recursos da Saúde Pública.

“Conseguimos reduzir as entradas dos crônicos na UPA, reduzimos os internamentos e as amputações ocasionadas pelo pé diabético. Também foram reduzidos os acidentes vasculares e as taxas de diabetes dos pacientes. Pacientes acamados voltaram a andar e ter o prazer de lutar para melhorar a qualidade de vida. Essa plataforma foi desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia e Ciência de Penedo (ICTP). O projeto é nosso, genuinamente alagoano e já vem fazendo a diferença na vida de muita gente”, comemorou o prefeito Marcius Beltrão diante dos resultados alcançados em pouco mais de um ano.

RESULTADOS

Uma prova destes resultados é a reviravolta na qualidade de vida do paciente crônico acompanhado pelo Redenção, Antônio Santana, 61 anos. “Por muito tempo deixei de acreditar no SUS, estava sucateado. Com isso, deixei de sair de casa. Não fazia mais nada. Depois que passei a ser acompanhado pelos anjinhos (enfermeiras) tudo mudou. Minha vida mudou significativamente. Hoje o anjinho cuida da minha saúde e me trouxe esperança de viver”, contou emocionado. Com o acompanhamento realizado pelo Redenção, Santana recebe a visita de enfermeiras em casa. Elas aferem a pressão, peso, glicemia e instruem sobre os medicamentos que devem ser tomados. Os dados do Sr. Antonio vão para a plataforma, que informa em virtude da complexidade qual deve ser a frequência do atendimento do paciente.

“Hoje é um momento ímpar para o serviço público. O Redenção traz consigo economia, eficiência e assistência que muda a vida dos pacientes crônicos. Isso eles sabem bem o que significa. Bem como seus familiares. O Redenção é vida, é assistência ampliada, é prevenção, o que os crônicos mais precisam”, garantiu o secretário de Saúde de Penedo Pedro Madeiro.

A dona Maria da Conceição Oliveira, 49 anos, até pouco tempo não andava e enxergava com dificuldade por causa do diabetes e das altas taxas de açúcar. “Até o ano passado eu não andava e não saía de casa. Hoje tenho um anjo (enfermeira que a acompanha em sua casa) que cuida de mim, que trouxe o posto de saúde até minha casa, com médicos e medicamentos, tudo ao meu alcance. Já consigo andar e fazer coisas simples que antes não fazia sozinha. Voltei a andar com ao auxílio de uma bengala e também voltei a cozinhar”, narrou emocionada.

O Programa Redenção além de ser único no Brasil, ter nascido em Penedo, possui um grande diferencial: “Ele está dentro das casas dos pacientes corriqueiramente, tratando todos por igualdade. Ele traz consigo o trabalho humanizado e acolhedor”, encerrou o prefeito de Penedo Marcius Beltrão.

Após 20 anos de sua primeira cirurgia por vídeo, Hospital de Amor celebra mais de 10 mil cirurgias e reúne pioneiros da técnica no Brasil

Após 20 anos de sua primeira cirurgia por vídeo, Hospital de Amor celebra mais de 10 mil cirurgias e reúne pioneiros da técnica no Brasil

1999 marcou o início de uma revolução médica no Hospital de Amor de Barretos, referência mundial no tratamento de câncer, com a realização de sua primeira cirurgia minimamente invasiva por vídeo, a laparoscopia. Para celebrar a data e as mais de 10 mil cirurgias minimamente invasivas realizadas, a entidade reunirá nos próximos dias 29 e 30, durante simpósio, os cirurgiões pioneiros da técnica no Brasil, responsáveis pelas primeiras cirurgias no Hospital e membros do Instituto de Treinamento em Cirurgias Minimamente Invasivas (IRCAD).

De acordo com o médico coloproctologista, Dr. Marcos Denadai, que integrou a equipe médica dos primeiros procedimentos cirúrgicos por vídeo, o Hospital de Amor é também pioneiro em realizar as cirurgias através do SUS. “Apenas na especialidade do Digestivo Baixo foram realizadas cerca de 6 mil cirurgias, um número muito expressivo em relação à realidade do Brasil”, disse.

A primeira cirurgia minimamente invasiva no Hospital de Amor foi realizada para tratamento de câncer de reto. Hoje, todas as especialidades que atuam nos tumores do abdomên - Digestivo Alto e Baixo, Urologia , Ginecologia, e também cirurgia Pediátrica se beneficiam da técnica que além de garantir menor trauma cirúrgico, proporciona menos sangramento intraoperatório, menor dor pós-operatória, recuperação pós-cirúrgica mais rápida e retorno mais cedo do paciente às atividades habituais e ao trabalho, além de menores cicatrizes. A técnica também reduz a taxa de infecções e a ocorrência de aderências pós-operatórias.

Responsável por coordenar a equipe médica da primeira cirurgia no Hospital, o diretor científico do IRCAD, Dr. Armando Melani, também prestigiará o simpósio, juntamente com o coordenador científico Dr.  Luis Gustavo Romagnolo, fundador do Instituto – Dr. Jacques Marescaux, entre outros cirurgiões pioneiros por realizar a técnica no Brasil .

Oficiais do governo da China e do Brasil se reunem para intercâmbio de práticas inovadoras em saúde

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Oficiais do governo da China e do Brasil se reúnem em São Paulo, nesta semana, para um intercâmbio de métodos inovadores que os ajudarão a melhorar a contabilização e a precisão das causas de morte registradas. Esses dados podem levar a uma melhor compreensão da saúde em nível populacional, um recurso crítico que os governos podem usar para informar a formulação de políticas.

De particular interesse durante a visita, as autoridades compartilharão formas de aumentar os registros civis e estatísticas vitais (CRVS) - como atestados de óbito em áreas rurais, que os delegados chineses verão em visita ao Estado do Amazonas, e demonstrações de autópsias minimamente invasivas - o que pode melhorar diagnóstico da doença de Alzheimer, por exemplo. Xangai e Brasil fazem parte da Iniciativa Data for Health da Bloomberg Philanthropies, implementada pela organização global de saúde pública Vital Strategies, facilitadora da reunião.

"A boa saúde pública começa com ótimos dados", diz Pedro de Paula, Diretor da Vital Strategies no Brasil. "O Brasil testou com sucesso inovações para melhorar a coleta e análise de dados sobre causas de morte, incluindo repensar como podemos registrar a causa de morte em comunidades remotas e rurais. Essa troca destaca desafios compartilhados entre Xangai e diferentes localidades no Brasil e como respondemos com soluções exclusivas. Aprender uns com os outros tem o potencial de fornecer mais milhões de pontos de dados sobre como milhões de pessoas em ambos os países podem ser apoiadas na vida mais longa e saudável", completa de Paula.

A delegação do Centro Municipal de Controle e Prevenção de Doenças de Xangai (CDC de Xangai) pretende conhecer as melhores práticas do sistema brasileiro de registro civil e estatísticas vitais, conhecido como Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (SINASC). O CDC de Xangai é uma agência governamental de nível municipal que trabalha para melhorar a saúde e a segurança pública nesta cidade global de mais de 24 milhões de pessoas.

"A delegação do CDC de Xangai tem interesse em compartilhar as lições aprendidas sobre registro de óbitos, bem como sucessos na tradução de big data para a tomada de decisões em saúde pública com nossos colegas brasileiros. Esperamos que melhorias no sistema de registro de óbitos possam ser resultado dessa cooperação", disse o Dr. Xia Tian, Chefe do Instituto de Informação em Saúde Pública do CDC de Xangai. Em São Paulo, a equipe de Xangai visitará a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e participará de uma série de demonstrações

"Em todo o mundo, mais da metade das mortes não são registradas, e as que são frequentemente não têm dados de boa qualidade sobre as causas das mortes", disse Philip W. Setel, vice-presidente e diretor de registro civil e estatísticas vitais da Vital Strategies. "Desde 2015, trabalhamos com 20 governos em todo o mundo por meio da Iniciativa Data for Health para fortalecer seus dados de saúde pública e melhorar suas ideias sobre a saúde da população. Parceiros do Data for Health, como o CDC Xangai e o Brasil demonstraram que é possível progredir em qualquer lugar do mundo. Agora, com a Iniciativa em sua segunda fase, estamos entusiasmados em facilitar a troca de aprendidas entre a delegação do CDC Xangai e seus pares em São Paulo e Manaus", afirma Setel.

Sobre o CDC Xangai

O CDC de Xangai, uma instituição criada em 1998, atua como agência governamental municipal que trabalha para melhorar a saúde e a segurança pública em uma das principais megalópoles do mundo. Em colaboração com a Iniciativa Dados para a Saúde da Bloomberg Philanthropies e a Vital Strategies, o CDC está trabalhando para fortalecer os sistemas de registro civil e estatísticas vitais (CRVS) na cidade, melhorando a capacidade de coleta, qualidade, pontualidade, análise e uso dos dados de mortalidade. Esses dados são essenciais para fornecer às autoridades da cidade uma imagem clara das tendências da população e causas de morte e doença, permitindo a tomada de decisões informadas sobre políticas públicas de saúde.

Brasil

Desde 2005 o país implementa medidas para melhorar a qualidade dos dados do SIM sobre causa de morte. Isso inclui a criação de vigilância da mortalidade, o estabelecimento de unidades de epidemiologia em hospitais e o aumento do número de serviços de verificação de morte (autópsia) em todo o país, com protocolos e padrões legalmente estabelecidos. Em colaboração Com a Iniciativa Dados para a Saúde da Bloomberg Philanthropies, o Ministério da Saúde do Brasil, juntamente com vários estados e municípios, iniciou novas intervenções para aumentar a precisão da causa da morte em todo o país. A Vital Strategies firmou parceria com o Centro Municipal de Controle de Doenças de Xangai na Data for Health Initiative em 2015 e com o Ministério da Saúde do Brasil desde 2016.

A iniciativa Data for Health faz parceria com governos de baixa e média renda para fortalecer seus dados de saúde pública e melhorar a maneira como eles usam essas informações para tomar decisões políticas e investimentos em saúde pública. O Data for Health é uma iniciativa de oito anos que foi co-financiada pela Bloomberg Philanthropies e pelo Governo da Austrália. A iniciativa começou em 2015 como uma iniciativa de quatro anos e entrou em uma segunda fase em 2019 com escopo geográfico e programático expandido, inclusive por meio do Global Grants Program, revisões legais e regulamentares e registros de câncer.

Sobre a Vital Strategies

A Vital Strategies é uma organização global de saúde que acredita que todas as pessoas devem ser protegidas por um forte sistema de saúde pública. Trabalhamos com governos e a sociedade civil em 73 países para projetar e implementar estratégias baseadas em evidências que abordam seus problemas de saúde pública mais prementes. Nosso objetivo é ver os governos adotarem intervenções promissoras em escala o mais rápido possível. O Programa Registro Civil e Estatísticas Vitais (CRVS) ajuda os governos a fortalecer seus sistemas para contar todos os nascimentos e óbitos e monitorar as causas da morte.

Residenciais de luxo para idosos inovam no atendimento à terceira idade

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Uma tendência internacional que, aos poucos, começa a se tornar realidade no Brasil. Os residenciais de luxo voltados às pessoas idosas ajudam a colocar em outro patamar o atendimento à terceira idade. Muito distante da imagem muitas vezes sombria das casas de repouso, esses locais oferecem saúde multidisciplinar, conforto, atividades lúdicas e artísticas, sociabilidade e maior interação com as famílias. Seguem abaixo alguns residenciais de alto padrão em funcionamento no país.

Residencial Clube Leger - Localizado a apenas 20 quilômetros do Centro de São Paulo, é um exemplo deste tipo de empreendimento. Com um conceito inovador de atendimento ao idoso, o Residencial fica próximo ao Parque Estadual de Jaraguá, área verde que se integra às atividades pensadas para o local, como a realização de trilhas.

Existem três tipos de hospedagem: o Day Use, quando a pessoa pode utilizar toda a estrutura da casa por um dia; Curta Duração, quando o idoso pode se hospedar por dois dias ou mais; e de Longa Permanência, quando o residente passa a morar no local, contando com atendimento 24 horas e podendo customizar o quarto, seguindo os padrões de segurança da instituição. Os cômodos contam com piso térmico com controle digital no banheiro. A estrutura luxuosa conta ainda com salão para festas e eventos, adega, biblioteca, confecção de arranjos florais, restaurante, piscina, quadra de tênis, capela e fogão à lenha. O espaço disponibiliza de uma equipe multidisciplinar com geriatra, enfermeiros, terapeuta ocupacional, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e psiquiatras, que acompanham os residentes diariamente.

Ventura Residence - Localizado em Joinville, Santa Catarina, o Ventura é um residencial que oferece assistência ambulatorial 24h, acompanhamento nutricional e assistência social. Lá, os residentes encontram uma estrutura que oferece moradia de alto padrão, com atividades diversificadas e serviço personalizado.

O local conta como amplo terraço ajardinado, spa com solário panorâmico, academia, podologia e salão de beleza. São realizadas atividades artísticas, ginásticas, passeios externos e terapia ocupacional.

Solar Ville Garaude – Sediado em Alphaville, bairro nobre de São Paulo, aposta num ambiente rústico, sem abrir mão do luxo e sofisticação. O espaço conta com serviço exclusivo de concierge, laborterapia, biblioteca, espaço ecumênico, salão de beleza, piscina e um belíssimo átrio com bar e piano de cauda.

As atividades oferecidas incluem musicoterapia, inovação e tecnologia, tai chi chuan, gastronomia, meditação, aulas de inglês e dança zumba.

Lar Sênior Residence – A poucos metros de Centro Histórico do Pelourinho, em Salvador, o Lar Sênior ocupa um casarão do século 19, tendo mobiliário elegante adequado ao ambiente do imóvel, marcado pela imponência do estilo colonial. A empresa oferece a assistência de profissionais qualificados: enfermeiros, cuidadores, nutricionista, arte-educador, assistente social etc.

O local oferece diversos tipos de modalidade de hospedagem, como temporária de até 30 dias; permanente, quando o residente busca uma residência mais adequada às suas necessidades, com serviço de hotelaria 24 horas; e a estadia turísticas, para idosos que queiram se hospedar em locais adequados à terceira idade, incluindo traslados, acompanhamento de saúde e pensão completa.

Lar Betesda – Pertencente à Associação Cristã Mennonita, a instituição, localizada em Curitiba (PR), é voltada à residência permanente de idosos. O objetivo é cuidar integralmente da qualidade de vida dos hóspedes, tanto da saúde física quanto emocional das pessoas.

O espaço conta com alas internas de convivência, além de horta, salão de beleza e atendimento médico 24h. A instituição mantém estrutura para hóspedes acamados e acolhe visitantes para momentos de maior integração familiar.

Conheça as exceções e aplicações da LGPD na Saúde

LGPD

Em agosto de 2020 entra em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Sancionada em 2018, a Lei 13.709 prevê exceções na saúde para o uso de Business Intelligence (BI), anonimização de dados e exclusão de dados quando solicitados pelo usuário. Isso acontece devido a função que os dados cumprem nesta área, que tem como foco a prevenção e o benefício dos pacientes.

No caso dos dados pessoais sensíveis, a lei permite que eles sejam utilizados sem o consentimento do titular em casos específicos. São eles: troca de dados entre empresas de seguro e hospitais, para fins de pagamento dos serviços; no caso de diagnósticos, entre médicos; entre clínicas, pesquisadores e órgãos públicos de modo a subsidiar pesquisas e políticas públicas. O foco deve ser sempre o benefício do paciente.

Outro ponto em que há uma folga da LGPD na saúde é com relação a anonimização. Esse conceito parte do pressuposto de que todos os dados pessoais que puderem, devem ser anônimos. Por exemplo: João, 40 anos, joinvilense passaria a ser homem, meia-idade, brasileiro.

Porém, em casos de prevenções populacionais, esses dados são importantes para descobrir se o paciente esteve em uma área de epidemia de febre-amarela e dengue, por exemplo. Nesse caso, a LGPD na saúde prevê que sejam mantidas as informações.

É possível usar BI com as atuais regras de LGPD na Saúde?

A sócia e membro do Comitê LGPD weKnow BI, Josiani Sofiatti, explicou que o uso de softwares de BI não é só necessário como indispensável para garantir a aplicação de estratégias que visem o benefício dos pacientes.

“Caso a lei impedisse os cruzamentos de dados, estaria inviabilizando a sustentabilidade de estudos e adaptação de melhores estratégias para centenas de milhares de instituições no país”, reforçou ela. Com os devidos cuidados, a lei prevê sim o cruzamento de dados internos. Até mesmo porque é indispensável para as instituições terem disponíveis dados rastreáveis sobre epidemias, por exemplo.

Entretanto, a LGPD na saúde exige que esse cruzamento de dados seja feito de forma transparente e rastreável, sem o vazamento a pessoas indevidas. “Diante deste cenário, o weKnow Saúde continua sendo a ferramenta ideal para instituições que precisam se adequar a lei”, finalizou.

Outra questão é sobre a solicitação de exclusão de dados. No caso específico da saúde, existem outras leis que garantem a manutenção dos dados, para a rastreabilidade e prestação de contas aos órgãos públicos. Isso sempre em benefício do paciente, seja para consultas de seus históricos ou para monitoramento dos órgãos de vigilância.

Como o weKnow Saúde pode ajudar hospitais ou CDIs?

Segundo Josiani, mesmo antes da obrigação da lei, o weKnow Saúde já possuía a distribuição segura dos dados. Ou seja, era, e é, possível segmentar as informações conforme a necessidade de uso, bloqueando o acesso ou fazendo uso da anonimização. Contudo, ainda assim é necessário que cada unidade que faz uso do weKnow tenha o cuidado de fazer a revisão e regular as boas práticas de segurança, que deverão ser usadas por suas equipes internas.

O weKnow Saúde já está desenvolvendo uma trilha de conhecimento específica para demonstração da aplicação nos pontos da lei, que podem ser executados com o auxílio da ferramenta. Quem desejar contar com a ajuda dos especialistas, pode entrar em contato e contratar o software.

Com a intenção de fomentar as discussões no país sobre saúde e BI, o weKnow criou grupos de discussão sobre gestão de saúde no Brasil.

Hospital Santa Cruz faz check-up de vítimas da Bomba Atômica

Hospital Santa Cruz faz check-up de vítimas da Bomba Atômica

Os hibakushas – sobreviventes das bombas de Hiroshima e Nagasaki – realizaram o check-up anual no HSC pelo 15º ano, em parceria com a Associação das Vítimas da Bomba Atômica no Brasil e com subsídio do governo japonês

Durante o mês de outubro, o Hospital Santa Cruz (HSC) realizou o check-up anual aos sobreviventes das bombas atômicas (chamados de hibakusha em japonês), que ocorre desde 2004. De acordo com nova parceria firmada com o governo japonês, em março de 2019, o tratamento médico após o check-up também passa a ser custeado pelo Japão, para promover e acompanhar a saúde desses pacientes no HSC.

Após 10 anos do término da Segunda Guerra Mundial, a busca e o cadastro dos sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki teve início, já que houve o reconhecimento por parte das autoridades japonesas das inúmeras consequências negativas que a radiação atômica provocava às pessoas que haviam sido expostas. Iniciou-se, portanto, o acompanhamento médico em centros especiais no Japão, o qual foi autorizado a ser feito pelo Hospital Santa Cruz desde 2004, devido à dificuldade dos pacientes enfrentarem longas viagens até o Japão para realização do acompanhamento de saúde.

De acordo com Yuli Fujimura, coordenadora do check-up da Instituição, o novo acordo amplia os cuidados aos que vivem no Brasil. "Agora, com o tratamento estendido, eles farão o monitoramento e terão atendimento médico-hospitalar também no Hospital Santa Cruz, proporcionando ainda mais satisfação e amparo”, destaca.

O HSC realiza o check-up em parceria com a Associação das Vítimas da Bomba Atômica no Brasil, que contempla exames laboratoriais, ginecológicos, raio-X, ultrassom de abdômen, endoscopia, entre outros.

De acordo com o Dr. Julio Yamano, diretor técnico e cardiologista do Hospital Santa Cruz, a iniciativa reafirma o objetivo da construção da Instituição há 80 anos. “A história do HSC está diretamente ligada à chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil no início do século XX. Estes colonos passaram a sofrer com doenças tropicais e não tinham assistência médica, além da dificuldade de comunicação no idioma português e de adaptação às condições locais. Por isso, surgiu a ideia de organizar uma campanha de arrecadação de fundos junto à comunidade japonesa para construir o Hospital Santa Cruz. Ao oferecermos o acompanhamento médico aos hibakushas, confirmamos a parceria entre Brasil e Japão e a promoção da saúde", afirma.

Anualmente, o governo japonês convida dois profissionais da área médica do Hospital Santa Cruz para realizarem treinamentos nas províncias de Hiroshima e Nagasaki, sobre novas técnicas de atendimento às vítimas de catástrofes, o que já proporcionou a capacitação de mais de 20 médicos do HSC. A cada dois anos, representantes e médicos do Japão viajam ao Brasil para supervisionar os procedimentos de check-up aos sobreviventes, o que deve ocorrer em 2020.

Anvisa aprova novo medicamento em pílula única para tratamento de infecção pelo vírus HIV em adultos e crianças com mais de 6 anos

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Em testes clínicos, Biktarvy® demonstrou eficácia, segurança e poucas interações com outros medicamentos

A Anvisa publicou nesta semana (25), a aprovação de Biktarvy® (bictegravir, entricitabina e tenofovir alafenamida), da Gilead Sciences, para tratamento de HIV em adultos e crianças com mais de 6 anos e com peso corporal de pelo menos 25 kg. O paciente precisa tomar apenas um comprimido ao dia, com ou sem alimentos, para o tratamento da infecção pelo HIV.

O medicamento é composto por três substâncias ativas, contendo um novo inibidor de integrase (INSTI) -o bictegravir, além de antirretrovirais de outras classes: entricitabina e tenofovir alafenamida (TAF). O TAF, que é utilizado em uma dosagem menor que o tenofovir (TDF), é mais permeável nas células e se concentra mais dentro delas, sendo, portanto, mais seguro que o tenofovir (TDF), pois pode causar menos toxicidade renal e óssea e, portanto, é considerado uma inovação.

"A aprovação do Biktarvy® pela Anvisa significa um grande passo no tratamento do HIV no Brasil, principalmente pela forma simples e eficiente com um único comprimido ao dia", afirma Dra. Rita Manzano Sarti, Diretora Médica da Gilead no Brasil.

A segurança e eficácia do Biktarvy® foi apoiada por dados robustos obtidos através de quatro estudos clínicos de Fase 3 em adultos infectados com HIV-1 não tratados e em adultos infectados tratados. No Brasil a aprovação também engloba a população pediátrica que é suportada por um outro estudo. Nenhum paciente descontinuou o uso do medicamento devido a eventos adversos renais. As reações adversas mais comuns foram diarreia, náusea e dor de cabeça.

* O Biktarvy® não cura infecção por HIV ou AIDS.

Sobre a Gilead Sciences

A Gilead Sciences é uma biofarmacêutica dedicada à pesquisa, desenvolvimento e comercialização de terapias inovadoras para prevenção, tratamento e cura de doenças potencialmente fatais, como HIV/Aids, hepatites virais, entre outras. A Gilead foi responsável por grandes conquistas para a saúde e a qualidade de vida ao oferecer o primeiro regime antirretroviral em comprimido único para o tratamento do HIV/AIDS, além de ter revolucionado o tratamento da hepatite C com o primeiro medicamento que apresentou a possibilidade de cura da doença. Presente no Brasil desde 2013 com sede em São Paulo, a Gilead possui operações em mais de 35 países, com matriz em Foster City, Califórnia, nos Estados Unidos.