faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Como o reconhecimento por biometria facial ajudou no combate às fraudes nas operadoras

Foto do Eliézer

Após um estudo com seus clientes, a CloudMed enxergou a oportunidade de um novo produto e começou o desenvolvimento do BioID, plataforma de reconhecimento por biometria facial, em março deste ano. Em maio já estava em piloto e em junho foi feita uma prova de conceito. Em agosto já fechavam seu primeiro cliente no estado de São Paulo. Estão em funcionamento em 8 operadoras no interior e em negociação com outras 70!

“Nós elaboramos um projeto que pudesse aliar a biometria facial com uma ferramenta de auditoria de atendimentos, que era uma ferramenta muito desejada pelos nossos clientes”, conta Eliézer Pimentel, CEO da CloudMed. A proposta é reduzir o número de fraudes que ocorrem nos planos de saúde. Uma análise feita pelos clientes da CloudMed (que é majoritariamente composto pelo sistema Unimed) estima que até 12% dos atendimentos em consultórios são fraudados.

E quais são as fraudes mais comuns? São as de pacientes que emprestam a carteirinha do plano para uma pessoa que não é beneficiária e a modalidade em que o próprio prestador frauda o sistema, como por exemplo autorizando sessões de reabilitação em que o paciente não compareceu. O reconhecimento por biometria facial combate esse tipo de golpe.

O que Eliézer nos conta é que existe também um fator psicológico que inibe a fraude quando o existe uma identificação facial do potencial fraudador. “Você está lidando com uma fotografia. Então a pessoa é facilmente identificada”, completa.

O monitoramento é feito em tempo real. A ferramenta de auditoria consegue dizer quantos atendimentos foram realizados dentro de um período, quais destes atendimentos tiveram uma possível irregularidade, quais são classificados como possível fraude ou uma possível distorção técnica de captura de imagem. “O que estamos fazendo por enquanto é munir as operadoras de informações para que elas tomem a decisão [em relação à conduta]”, afirma Eliézer.

Após um benchmarking e validação de várias ferramentas do mercado, a empresa optou por utilizar o Amazon Rekognition como motor biométrico. Um segundo passo foi desenhar uma coleção de APIs que facilitasse a integração entre os sistemas de autorização das operadoras, pois quem autoriza ou não uma guia não é o BioID, é o sistema escolhido pela operadora. A plataforma fica toda hospedada em nuvem e, portanto, pode ser acessada online. E por fim a preocupação de que todo este sistema fosse desenhado e tivesse adequado à LGPD que entra em vigor em 2020.

Existe uma possibilidade concreta de que o BioID se torne uma spin-off da CloudMed em breve. “Nós enxergamos uma oportunidade de negócio muito maior do que apenas a validação do paciente em atendimento”, conta Eliézer. Uma delas é o desenvolvimento de uma plataforma de auto-check-in para hospitais e laboratórios a partir de um totem que tenha o reconhecimento por biometria facial. Outra é o reconhecimento facial de profissionais da saúde dentro do hospital, combatendo fraudes que ocorrem em ambiente cirúrgico.

“Estamos em negociação com um novo sócio e uma das ideias é ampliar o reconhecimento facial para outras categorias de serviços [que não apenas a saúde]”, explica o CEO. A experiência com o reconhecimento por biometria facial, segundo Eliézer, mostrou que a implantação do reconhecimento por impressão digital era mais cara e menos eficiente. O leitor biométrico de impressão digital é mais caro e precisava da instalação de um plug-in no consultório. “Hoje não. O reconhecimento facial depende de uma webcam, uma câmera instalada no local do atendimento. Só isso. Não preciso de outros recursos. Como tudo fica em nuvem, o acesso é pela web, não requer configuração local, nada disso. Eu faço uma aplicação hoje pela plataforma e em poucos minutos o cliente já começa a operar. É muito simples”, finaliza Eliézer.

Como um livro pode alavancar a carreira de um Médico

plano-de-carreira

Assim como acontece nos livros, os diálogos presentes em grandes filmes ficam marcados para sempre na nossa memória. Pessoalmente, sempre que vou ao cinema fico ligado nas frases que, a princípio passam despercebidas, mas que na sua essência carregam uma mensagem maior.

Foi o que aconteceu na última semana quando revi a animação Rango. Dirigido por Gore Verbinski, o filme é uma mistura de ação, faroeste e comédia que conta a história de um camaleão de cativeiro que vive uma vida de animal de estimação, enquanto enfrenta uma enorme crise de identidade. Em uma das cenas no filme, uma frase em particular chamou minha atenção: "Por que se disfarçar se você pode se destacar?".

Há várias ações que podem fazer com que o profissional obtenha maior notoriedade no mercado, mas uma em especial pode o levar a outro patamar em sua carreira: lançar um livro.

No caso da carreira médica, escrever uma obra pode ser uma boa forma de o profissional dividir com o maior número de pessoas seus conhecimentos, experiências e soluções. Como o universo literário é muito abrangente, há alguns estilos de livro que podem ser explorados.

O especialista pode optar por um livro que traga dicas e orientações, assim como faz com seus pacientes, esclarecendo um determinado assunto e a partir disso se tornar uma referência. Outra opção seriam livros com uma linguagem mais técnica, voltado para estudantes de graduação ou indivíduos que estão na área também. É uma boa alternativa para quem possui alguma pesquisa ou está dentro da carreira acadêmica, uma obra pode abrir portas para convites em palestras, aulas e até congressos.

Em vários projetos que conduzi, presenciei inúmeros casos de profissionais que tiveram suas carreiras e negócios alavancados drasticamente após se tornarem autores. Se antes, por exemplo, eles faziam quatro palestras ou duas consultorias por mês, após a publicação de um livro este número pelo menos saltou 50% e dobrou ou triplicou em vários casos. E não é porque estamos falando de medicina que não podemos ter um conteúdo literário, como um livro que compartilhe a experiência e as vivências da profissão.

Um exemplo popular disso é Drauzio Varella, médico oncologista e escritor brasileiro de ficção e não ficção. Ele lançou o livro Borboletas da Alma, publicado em 2006, em que esclarece os segredos da vida mental. Outras obras famosas do autor são Estação Carandiru (1999), que virou Best Seller, recebeu o Prémio Jabuti e até mesmo virou um filme. Varella também é autor das Prisioneiras (Companhia das Letras), que encerra com perspectiva diferente a trilogia sobre prisões Carcereiros (2002) e outras obras, além de estudos.

Entre os livros que acompanhei como Book Advisor esta "A Meta da Humanização. Do Atendimento à Gestão na Saúde", escrito pelo Marcelo Rabahi que fala da importância do medico desenvolver um atendimento humanizado, acolhedor e atencioso. A obra tem um perfil mais técnico, voltada para estudantes, professores de medicina e médicos em geral.

A medicina ainda causa fascínio em muita gente, o médico e autor Atul Gawande escreveu um livro que aborda uma questão complicada, mas que faz parte da rotina de muitos médicos, a morte. Falando de maneira honesta sobre a nossa própria finitude, a obra Mortais (2015) ficou em primeiro lugar na lista de mais vendidos do New York Times.

Outra obra importante escrita por médico é a "Lugar de médico é na cozinha: Cura e saúde pela alimentação viva", lançada em 2011. Durante o livro Alberto Peribanez Gonzalez revela que a chave para a saúde está bem à mão, nos alimentos da horta e do pomar, dentro da sua própria cozinha.

Costumo dizer que lançar um livro é uma das formas mais eficazes de materializar, de registrar, seus conhecimentos, expertise, vivências e metodologias de trabalho, visando agregar valor e contribuir genuinamente com soluções e melhores reflexões e análises para o seu público-alvo. Como Book advisor, e com a experiência de ter lançado mais de 150 publicações, posso afirmar com tranquilidade que um livro solidifica, expande e carrega a marca de seu autor. É um aliado poderoso na valorização e divulgação de sua atuação profissional!

Sobre Eduardo Villela

Atua como book advisor, assessorando pessoas, famílias e empresas na escrita e publicação de seus livros. Graduou-se em Relações Internacionais e cursou mestrado em administração, ambos na PUC-SP. Trabalha com escrita e publicação de livros desde 2004, já lançou quase 600 livros de variados temas, entre eles gestão, negócios, universitários, técnicos, ciências humanas, interesse geral, biografias e ficção infanto-juvenil e adulta.Trabalhou como editor de aquisições de livros universitários e de negócios na Editora Saraiva, editor de livros de negócios na editora Campus-Elsevier, gerente editorial de todas as linhas de publicações na Editora Gente e copublisher e diretor comercial da Editora Évora.

Brasil apresenta piores indicadores no investimento em câncer se comparado a pares da América Latina, revela pesquisa

eli-lilly-lucro-liquido-cai-39.jpg
gráfico queda - Shutterstock

Estudo avaliado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) aponta a importância da discussão sobre propostas e melhorias na atenção oncológica do país

O câncer está entre as principais preocupações na área da saúde no mundo todo. Apenas no Brasil, são estimados 600 mil novos casos e 200 mil mortes a cada ano. Por conta da sua complexidade, abrangência e diversidade, a doença é considerada um grande desafio pelos profissionais da saúde e pelo poder público. Para quem enfrenta o câncer, o cenário também não é nada fácil, por causa do impacto negativo da notícia, o estigma que envolve a doença, a falta de conhecimento, as dificuldades de acesso ao tratamento, entre outras coisas.

Diante disso, o levantamento "Câncer no Brasil: a jornada do paciente no Sistema de Saúde e seus impactos sociais e financeiros" foi feito para investigar o panorama de tratamento oncológico no país, tanto no sistema público como na saúde suplementar (planos de saúde). O estudo, que contou com a avaliação técnica da SBOC, teve o propósito de identificar os principais desafios encontrados ao longo da jornada do paciente com câncer.

Quando considerado o investimento no combate ao câncer feito em 2017, o Brasil apresentou os piores indicadores se comparado aos seus principais pares da América Latina. Além disso, o paciente oncológico brasileiro perde quase o dobro de anos de "vida saudável" (2,4 vezes) quando comparado a alguns países da Europa e, praticamente o triplo de anos de vida em comparação a um paciente com câncer nos Estados Unidos. "O Brasil possui grandes deficiências no diagnóstico e tratamento de câncer, que afetam diretamente a possibilidade de cura quanto a qualidade de vida dos pacientes", lamenta Dra. Clarissa Mathias, presidente da SBOC.

A pesquisa revela ainda que os maiores gargalos do tratamento no país estão na desigualdade entre os recursos terapêuticos de cada região e, ainda mais grave, nas significativas diferenças entre os atendimentos nos sistemas público e privado. O maior obstáculo do paciente que depende do SUS (cerca de 70% dos brasileiros) está na etapa anterior ao tratamento, ou seja, antes de chegar aos centros de referência especializados. "Quanto maior o atraso do diagnóstico e encaminhamento, mais avançado é o câncer e maiores são os impactos sociais e financeiros relacionados a ele. A falta de recursos e o desequilíbrio no acesso à rede assistencial também agravam o problema", aponta Dra. Clarissa.

Além de todos os problemas sistêmicos, o estudo também analisou o impacto global da doença, em aspectos sociais e financeiros. A pesquisa listou os gastos diretos com o câncer, como medicamentos, hospitalizações e cirurgias, além dos custos indiretos, como morte prematura, absenteísmo e aposentadoria por invalidez. O custo direto foi estimado em R$ 4,5 bilhões no SUS, já na saúde suplementar, as despesas chegaram a R$ 14,5 bilhões em 2017.

No SUS, o paciente encontra problemas como falta de padronização no rastreamento para alguns tipos de câncer, dificuldade de acesso a exames preventivos e agenda de consultas, demora para obter os resultados dos exames de estadiamento, restrição de acesso a medicamentos e a exames complementares. Enquanto isso, no sistema privado os pacientes até têm agilidade no encaminhamento, mas podem se deparar com a negativa ou acesso dificultado aos testes que estão no Rol da ANS - o Rol garante o direito de cobertura assistencial dos beneficiários dos planos de saúde - além da demora para atualização de terapias e incorporação de tratamentos mais modernos.

Em relação aos custos sociais, os pacientes enfrentam incertezas e receios desde o diagnóstico e, até mesmo depois do fim do tratamento, sofrem para reorganizar a vida e se reinserir no mercado de trabalho. "Para melhorar essa realidade, é necessário um aperfeiçoamento do sistema de saúde que depende da atuação abrangente de todos os agentes envolvidos: governo, profissionais de saúde, pacientes, gestores, pesquisadores e indústria. Os esforços devem abranger pilares como agilizar o diagnóstico, oferecer acesso integral ao tratamento e disseminar informações corretas sobre prevenção para empoderar a sociedade civil", pontua Dra. Clarissa.

A América Latina pode vivenciar um aumento de mais de 90% em novos casos de câncer até 2035, devido a fatores como o envelhecimento e o crescimento da população, segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC). Por isso, o levantamento é muito valioso, pois permite enxergar a importância da discussão sobre a atenção oncológica no Brasil, a fim de nos preparamos para os próximos anos. A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica defende que melhorar a gestão dos recursos, destinar verbas para o tratamento e modernizar infraestrutura é um movimento essencial para reduzir também custos sociais, além de promover qualidade de vida digna aos pacientes com câncer.

SOBRE A SBOC - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa mais de 2 mil especialistas em oncologia clínica distribuídos pelos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Fundada em 1981, a SBOC tem como objetivo fortalecer a prática médica da Oncologia Clínica no Brasil, de modo a contribuir afirmativamente para a saúde da população brasileira. É presidida pela médica oncologista Clarissa Mathias, eleita para a gestão do biênio 2019/2021.

Tele UTI não é tendência, é uma realidade

tele-uti

Tecnologia exponencial apoiando o Exercício das Agulhas Negras (OPAN) simulação de defesa do Exército Brasileiro

O Exercício Agulhas Negras ocorre até o dia 29 de novembro em 15 cidades do interior do Estado de São Paulo. O objetivo do treinamento é manter o estado de prontidão das tropas paulistas em operações ofensivas, defensivas e de cooperação e coordenação com agências, além de exercitar a ação de comando e a capacidade de liderança em todos os níveis. Cerca de 4 mil militares estão empregados no adestramento.

A medicina intensiva tem passado nos últimos anos por vários desafios relacionados a sua própria expansão. Faltam profissionais especializados, disponibilização de leitos no setor público e privado. Além disso há uma elevação do número de pacientes que necessitam dos cuidados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) devido ao envelhecimento populacional constante evidenciado nos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Tecnologias de telemedicina podem ajudar, permitindo o monitoramento do paciente durante 24 horas com uma equipe limitada. Pensando nisso, os militares Capitão Médico Paulo Porto, Tenente Mauricio Segóbia e Tenente Marcelo Marcon especialistas em tecnologia da informação, telecomunicações e telemedicina do Exército Brasileiro, convidaram a CARENET Longevity para utilizar a plataforma ORCHESTRA no hospital de campanha desdobrado nesta operação pelo HMASP, e, de maneira pioneira, a utilizar a primeira solução de Tele UTI das Forças Armadas Brasileiras.

Monitoração de sinais vitais e exames em alta resolução com atualizações em tempo real, supervisão de visitas ao vivo e otimização da equipe multidisciplinar são alguns dos benefícios da tecnologia em saúde que a Internet das coisas médicas proporciona (IoMT). Os prontuários são armazenados na rede e podem ser criptografados em algumas plataformas. Aplicativos possibilitam o gerenciamento de relatórios.

A tecnologia atual e a prestação de serviço de forma virtual em saúde já são capazes de alcançar pacientes negligenciados que moram em regiões afastadas ou em missões realizadas pelas forças armadas como está ocorrendo na OPAN, com uso de poucos recursos e profissionais habilitados. Com aparelhos de ponta, não necessariamente os pacientes precisam se deslocar às instituições de saúde.

A Plataforma ORCHESTRA fornece uma integração de todos os equipamentos da UTI, visualização dos sinais vitais num único dashboard digital em nuvem e funcionalidades de monitoramento, processamento, filtragem de dados e medicina de precisão, antes de alimentar o prontuário digital do hospital.

“IoMT para conectar, saúde digital para monitorar, ORCHESTRA para integrar...”

Sobre o autor

Fernando Paiva é VP de transformação digital da CareNet.

Robô Laura amplia número de hospitais atendidos no Brasil

_MG_3493

Com os novos hospitais, iniciativa avança na meta de democratizar o acesso à tecnologia para a saúde

A plataforma de inteligência artificial Robô Laura está ganhando cada vez mais espaço no cenário médico brasileiro. Quatro novos hospitais acabam de fechar parceria para usar a tecnologia que ajuda a salvar 12 vidas por dia: Hospital Bom Jesus de Rio Negro, no interior do Paraná, Hospital de Clínicas de Passo Fundo (RS), Unimed Florianópolis (SC) e o Hospital Renascença (SE). Criada pelo arquiteto de sistemas Jacson Fressatto, a Laura já está em pleno funcionamento em 13 instituições de saúde e tem sido reconhecida por gerar inovação e impacto social, com prêmios como o Abril & Dasa de Inovação Médica e HIMSS-Elsevier Digital Healthcare.

Uma das novidades entre projetos que estão chegando é que, pela primeira vez, a Laura vai atender um hospital sem prontuário eletrônico: o Hospital Bom Jesus do Rio Negro. O diretor de tecnologia da Laura, Cristian Rocha, explica que, apesar do hospital não possuir a ferramenta que concentra digitalmente os registros de saúde do paciente, a inteligência artificial funcionará de forma similar aos demais hospitais. “A principal diferença deste hospital para os demais é que o prontuário eletrônico não é completo, então os enfermeiros terão que coletar e armazenar os sinais vitais do paciente através de um aplicativo que enviará as informações para o posto de enfermagem”, afirma. O funcionamento na instituição é um marco importante para a Laura. Mostra que as inovações na saúde podem ser democráticas.

A diretora do Hospital Bom Jesus do Rio Negro, Jurema Gontarski, conta que a instalação do Robô Laura será primordial para otimizar o atendimento aos pacientes. “Com o auxílio da tecnologia do Laura no monitoramento dos pacientes, a equipe multidisciplinar terá condições de atender as prioridades apontadas pelo sistema de inteligência artificial do Robô Laura tanto na área de internação quanto no atendimento no Pronto Atendimento”, afirma.

Do Sul ao Nordeste

A Unimed Grande Florianópolis será o primeiro hospital de Santa Catarina a receber a Laura. ”O motor de inovação é uma alavanca importante e acelera a vanguarda da cooperativa em ter e ser o primeiro hospital do estado de Santa Catarina a implantar esse tipo de tecnologia”, diz Richard Oliveira, CEO da Unimed Grande Florianópolis. Por meio da plataforma de inteligência artificial, será possível analisar sinais vitais, exames laboratoriais e medicações administradas em pacientes de 75 leitos. Além de atender o primeiro hospital de Santa Catarina , a tecnologia do Robô Laura também chegou ao Hospital Renascença em Sergipe, primeiro estado da Região Nordeste.

Com três anos de funcionamento e atendendo em 13 hospitais piloto, a Laura - primeiro robô gerenciador de riscos do mundo - ajudou a salvar 12.283 vidas em 1.003 dias de operação. A inteligência artificial da Laura lê as informações dos pacientes e emite alertas para a equipe assistencial a cada 3,8 segundos, com o objetivo de ajudar a fazer o diagnóstico precoce de deteriorações clínicas, como a sepse. Os índices de mortalidade por sepse no Brasil são considerados alarmantes, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial é de 40%. Segundo o ILAS (Instituto Latino Americano da Sepse) apenas 27% dos médicos conseguem diagnosticar a sepse de maneira precoce.

Grupo Eurofins adquire Centro de Genomas para expansão nacional e América Latina

eurofins

O Grupo Eurofins – líder mundial em análises de alimentos, meio ambiente e fármacos e um dos principais players em diagnóstico clínico na Europa e EUA – acaba de adquirir o laboratório de genética e biologia molecular Centro de Genomas, com duas unidades na cidade de São Paulo. A transação acontece um ano depois da empresa francesa comprar o grupo de medicina diagnóstica Pasteur, que atua na Baixada Santista.

“A operação faz parte do plano de expansão do grupo na divisão de Clinical Diagnostics na América Latina, que tem como determinação o posicionamento entre os maiores players do segmento de exames especializados, análises clínicas e imagem, nos próximos cinco anos”, afirma o Diretor Geral da divisão de Clinical Diagnostics do Grupo Eurofins na América Latina, Rafael Malagoli Rocha.

Há mais de 15 anos no mercado, o Centro de Genomas é um dos líderes em medicina de precisão no Brasil. Realiza exames de alta complexidade na área de dermagenética, genética do esporte, nutrigenética, farmacogenética, neurogenética, cardiogenética, citogenética, além de oncologia e doenças infecciosas diversas.

A empresa tem faturamento anual de R$ 40 milhões. A meta é crescer mais de 20% em 2020, com foco no segmento B2B, e ser o principal laboratório de referência em genética no país. “Queremos reforçar nosso menu de exames para atender pacientes em todas as áreas: genética, análises clínicas e imagem. Além disso, fortalecer a parceria com outros laboratórios e operadoras para atendimento em apoio a diagnósticos especializados. Queremos expansão geográfica nacional e também na América Latina", explica Malagoli.

Baixada Santista

A primeira aquisição do Grupo Eurofins no segmento de Clinical Diagnostics no Brasil foi o Grupo de Medicina Diagnóstica Pasteur, na Baixada Santista. Atualmente são 11 unidades de atendimento em Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente. O diretor Geral explica que o principal foco de expansão na região é em exames por imagem, além de fortalecer o segmento de análises clínicas. “Pretendemos abrir uma nova unidade em 2020 em um local estratégico de Santos e crescer cerca de 20% até o fim de 2020”, conclui Rafael Malagoli Rocha. “A parceria com o Grupo Eurofins nos possibilita oferecer aos nossos clientes um atendimento ainda mais eficiente, com mais tecnologia e conforto, desde o atendimento até a entrega dos resultados”, complemente o diretor médico do Pasteur, João Paes.

Sobre o Grupo Eurofins

O Grupo Eurofins é líder mundial em análises de alimentos, meio ambiente e fármacos, além de seu destaque entre os líderes globais em agroscience, genômica e pesquisa farmacológica. Em diagnóstico clínico, é um dos principais players na Europa e EUA. Com 32 anos de atuação, oferece um portfólio de mais de 200 mil testes e ensaios, em mais de 800 laboratórios localizados, em 47 países. No Brasil atua nos estados de São Paulo e Pernambuco.

Unimed Juiz de Fora adota app de segurança hospitalar

APP DR. RAFAEL

“Dr. Rafael, o mais novo e moderno aplicativo de segurança, está pronto para garantir que o nosso paciente seja protagonista do seu próprio cuidado durante a internação no Hospital da Unimed Juiz de Fora”. A boa notícia é do presidente da cooperativa, Hugo Borges. Ele conta que, depois de alguns meses em treinamento, toda a equipe do hospital está afinada com mais este importante aliado da cultura de segurança da cooperativa. Simples, simpático e desenvolvido por um médico brasileiro no Vale do Silício (EUA), Dr. Rafael mostra como o paciente pode cuidar da sua proteção e contribuir para o seu bem-estar e recuperação.

O “Dr. Rafael” apresenta todas as diretrizes de um atendimento seguro – as seis Metas Internacionais de Segurança do Paciente -, ajuda na comunicação com toda a equipe do hospital, chama a atenção para o autocuidado e possíveis riscos, prevenção de quedas, cuidados com internações de longo período e permite que o paciente e sua família avaliem os serviços do hospital. E melhor, as considerações feitas pelo paciente são vistas em tempo real pela equipe do andar ou setor em que ele está. Nas versões Android e IOS, “Dr. Rafael” é gratuito, fácil de baixar no celular e está disponível para pacientes internados em hospitais públicos ou privados.

O Hospital da Unimed Juiz de Fora é o primeiro de Minas a utilizar o aplicativo, mas o volume de adesões cresce a cada dia. Pacientes em mais de 80 hospitais de todo o país já utilizam o aplicativo lançado há seis meses e, a cada mês, são registrados 200 novos downloads. “Os pacientes preenchem os protocolos de segurança e utilizam o nosso canal de sugestão/reclamação para informar inconformidades (ou eventos adversos), como a não troca da roupa de cama, medicação entregue fora do horário correto, unidade de internação barulhenta, refeição fria, entre outras. A informação é encaminhada ao hospital e repassamos o feedback da instituição ao paciente”, explica o CEO do Dr. Rafael, o médico Salvador Gullo, reforçando que o aplicativo nasceu da necessidade de fazer com que os pacientes conheçam os checklists contidos no Dr. Rafael, “o arcanjo da saúde e da higienização”, e se tornem agentes para mudança dos resultados relativos à segurança do paciente.

Ao avaliar o sucesso do Dr. Rafael entre os pacientes, Salvador comenta que, se por um lado, há pessoas que veem o aplicativo como um conselheiro que veio para ajudar, por outro, há os que encaram a nova ferramenta como um fiscal. “De qualquer forma, atingimos nosso objetivo para este primeiro momento de falar sobre segurança do paciente e engajar o paciente no assunto. Dr. Rafael está gerando o debate sobre o tema entre funcionários, médicos, pacientes e familiares e gestores. Esse é o primeiro passo para desenvolver a cultura de segurança”, comemora Salvador.

Médico e gestor, Salvador agradece e elogia a iniciativa da cooperativa de incentivar e disseminar a cultura da segurança. “No Hospital Unimed encontramos um terreno fértil para consolidar esta cultura, porque ele já nasce dentro de um conceito diferente, focado em oferecer cuidado humanizado e promoção da saúde”, destaca o médico adiantando que o Dr. Rafael já está sendo aperfeiçoado para uso também em clínicas de exames e consultórios médicos.

CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE NA UNIMED JUIZ DE FORA

Dados da Organização Mundial de Saúde em relação à segurança na saúde são de alarmar. De acordo com a OMS, o setor tem um histórico pior que o a da aviação: um a cada 300 pacientes pode ser prejudicado em atendimentos enquanto em um avião a média é de um em 1 milhão. “A Unimed Juiz de Fora está longe de engrossar estas estatísticas. A cooperativa segue à risca vários protocolos e age preventivamente para eliminar os riscos. Aposta nesta atitude como receita infalível para evitar o sofrimento dos pacientes e diminuir os custos assistenciais”, afirma Hugo Borges.

A Unimed é o único plano de saúde da região com suas unidades assistenciais certificadas pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), e o Hospital Unimed foi inaugurado já com seu Núcleo de Segurança do Paciente formado e atuando com o foco total no incremento e na promoção da qualidade e segurança. A adoção do Dr. Rafael é uma dessas frentes. A cooperativa incentiva o uso do aplicativo para tornar a experiência de quem está internado mais segura e disseminar informações importantes sobre saúde. A ideia é empoderar o paciente e torná-lo, com seu acompanhante, principal aliado no cuidado e na segurança assistencial durante sua permanência no hospital.

Um caminho para o mercado global: confira a entrevista com Eliane Regina, da Metahospitalar

Um caminho para o mercado global: confira a entrevista com Eliane Regina, da Metahospitalar

Dos 20 anos de mercado da Metahospitalar, 18 anos foram como expositora da feira Hospitalar. Conversamos com a diretora da instituição, Eliane Regina, sobre o crescimento da empresa, os serviços que são oferecidos e a importância da Hospitalar para a área da saúde. Confira a entrevista na íntegra:

Hospitalar: Como se deu o relacionamento da Metahospitalar com a Hospitalar?

Eliane Regina: Desde antes de sermos expositores de nossos produtos na Hospitalar nós já frequentávamos o evento como visitantes e fazíamos negócios nos próprios corredores da feira!

Desde então, vi um grande potencial para aumentar nosso networking de negócios. Assinamos nosso primeiro contrato em 2001 e estamos presentes em todas as edições seguintes da Hospitalar, sempre trazendo novidades para o setor da saúde.

H: Como essa parceria ajuda o desenvolvimento do setor no Brasil?

ER: A oportunidade de participar da Hospitalar abriu portas para o mercado global, pois podemos demostrar nossas camas hospitalares para o mundo.  Mesmo com o advento da internet, onde as distancias e fronteiras foram rompidas, e com as ferramentas de comunicação mais modernas e acessíveis, isso não dispensa o contato direto com as pessoas.

Por meio do contato direto, as trocas de conhecimento são mais completas e enriquecedoras. Canais como a Hospitalar fomentam esse contato direto e impulsionam ambientes de crescimento e desenvolvimento, de partilha de conhecimento e informações, e os visitantes têm a oportunidade de ver e conversar sobre os produtos e serviços que oferecemos de maneira mais próxima e presencial.

H: Qual a importância da Hospitalar para a área da saúde?

ER: Esse ambiente multissetorial hospitalar tem formado um evento cada vez mais incentivador e apoiador para todos como visitantes e expositores. A Hospitalar atrai em cada edição temas atuais com conteúdo de qualidade, de grande relevância para discutir, debater e divulgar as práticas da saúde.

Wolters Kluwer Health nomeia Fabio Miyagawa como novo gerente de marketing para a América Latina

fabio-miyagawa-wolters

O executivo assume a posição com o objetivo de destacar as soluções de Efetividade Clínica da companhia, contribuir para o fortalecimento da marca na região e desenvolver novos negócios

Wolters Kluwer Health, líder mundial em fornecimento de informações para profissionais e estudantes da área de saúde, tem um novo gerente de marketing. Fabio Miyagawa possui ampla bagagem profissional em marketing no setor de tecnologia, atuando especialmente com mercados da América Latina e América do Norte. O executivo também possui experiência com marketing B2B em diversos segmentos como saúde, varejo, supply chain management, além de manufatura.

Miyagawa estará à frente da estratégia de marketing da Wolters Kluwer Health para toda a América Latina, com o objetivo de planejar e implementar ações que contribuam para ampliar o alcance e a adoção de soluções de efetividade clínica da companhia na região. O foco do trabalho estará centrado nos hospitais e profissionais e instituições de saúde. "Temos como meta posicionar e incentivar ainda mais a utilização das soluções baseadas em evidência da Wolters Kluwer Health, que ajudar a melhorar a Efetividade Clínica contribuindo para a redução da variabilidade do cuidado. Os recursos de suporte à decisão clínica fazem toda a diferença não só no quesito efetividade clínica, mas também contribuem com o aprimoramento da gestão da qualidade e atenção à saúde", ressalta Miyagawa.

As soluções da Wolters Kluwer Health estão entre as mais usadas e reconhecidas pelos médicos e estudantes de medicina no mundo. Além do Uptodate - que é a ferramenta líder global em suporte à decisão clínica, utilizada por cerca de 1,8 milhão de profissionais de saúde em mais de 180 países - o portfólio de Efetividade Clínica da Wolters Kluwer Health no Brasil é composto pelas soluções de Clinical Drug Information Lexicomp MediSpan , que incorporam a informação e tecnologia necessárias para fortalecer a tomada de decisão sobre medicação. Ao todo são mais de 2,5 mil hospitais, 43 mil drogarias, quatro das cinco maiores redes de farmácia, e sete dos dez prontuários melhores classificados no KLAS.

Sobre a Wolters Kluwer

A Wolters Kluwer N.V. (AEX: WKL) é líder global em serviços de informação e soluções para profissionais nas áreas de saúde, fiscal e contábil, risco e compliance, finanças e jurídica. Por meio de soluções especializadas, que combinam profundo conhecimento com serviços e tecnologia, ajudamos nossos clientes todos os dias a tomarem decisões críticas. A Wolters Kluwer Health é líder mundial no fornecimento de soluções e informações para o momento de cuidados ao paciente para a indústria de saúde.

Certificação de dispositivos sem fio na área médica tem processo de avaliação obrigatória

projeto-regulamenta-profissao-de-sanitarista.jpg
- Shutterstock

É preciso assegurar que as emissões de campo magnético e os sinais de radiofrequência estejam dentro dos limites estabelecidos pela legislação vigente

A conectividade chegou à área médica para ficar. Dispositivos sem fio se tornaram parceiros dos especialistas da saúde, conquistando papel vital na evolução da qualidade de serviços assistenciais hospitalares – seja no acesso às informações críticas que não podem esperar, quanto no suporte ao monitoramento das condições clínicas do paciente, em conjunto com equipamentos médicos. Tão importante quanto contar com esses recursos é assegurar sua certificação, em linha com o estabelecido pelas regulações vigentes no país.

Segundo o auditor da TÜV Rheinland, Dalmo Terra, a certificação de dispositivos sem fio na área médica é um processo de avaliação obrigatória que compreende o atendimento combinado a regulações de diferentes competências. Uma delas diz respeito ao registro de produtos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde a submissão de cadastro até alterações documentais, bem como a Nota Técnica Orientativa nº 002/2018/GQUIP/GGTPS do órgão público, que trata dos requisitos de segurança da telecomunicação dos dispositivos médicos.

No caso dos dispositivos eletromédicos, além da Resolução nº 680/2017 da Anatel, que estabelece o Regulamento sobre Equipamentos de Radiocomunicação de Radiação Restrita, outro cuidado é assegurar é que tanto as emissões de campo magnético quanto os sinais de radiofrequência desses produtos estejam dentro dos limites estabelecidos pela norma ABNT NBR IEC 60601-1-2, que passa a ser compulsória em nova versão a partir de primeiro de dezembro de 2019.

“No âmbito dos dispositivos sem fio utilizados na medicina, a utilização segura, a qualidade do produto e a estabilidade de desempenho representam cuidados ainda mais prioritários, por se tratar de um valor agregado que envolve a vida e a saúde de pessoas. Nesse sentido, utilizamos nossa expertise global nos procedimentos de avaliação realizados no Brasil, a fim de atestar que esses equipamentos estejam devidamente certificados e sejam seguros para pacientes e equipe médica”, afirma Dalmo.

Nesse contexto, as autorizações emitidas pela TÜV Rheinland com foco na certificação de dispositivos médicos sem fio contribuem com a evolução da assistência médica no país. “Colaborar com o aumento da confiabilidade dos produtos e com a garantia do seu pleno acesso ao mercado são alguns dos referenciais dos serviços que provemos com foco em consolidar padrões de qualidade cada vez mais elevados ao setor da saúde”, finaliza Dalmo.