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Compliance deveria ser matéria obrigatória nas Faculdades

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Os debatedores do painel “Os Desafios das Sociedades Médicas e Operadoras de Planos de Saúde: Sensibilidade, Modelos Comportamentais e Dilemas Éticos do Profissional de Saúde”, durante o Ética Saúde Summit 2019, realizado em 7 de novembro em São Paulo, foram unânimes: a disciplina Compliance deveria fazer parte da grade curricular das faculdades de medicina e odontologia. O painel foi moderado pela coordenadora Executiva do FGVethics, Luciana Stocco Betiol.

“O ser humano sempre vive entre a solidariedade e a sobrevivência. Em época de crise, nos preocupamos com a nossa sobrevivência, porém, nenhuma diminuição remuneratória pode ser motivo para corrupção. Isso é crime e deve ser denunciado. A corrupção ainda acontece no nosso meio, com médico, com enfermeiras do centro cirúrgico, nas operadoras, não podemos fechar os olhos”, afirmou o presidente da Comissão para Controle de Material Ortopédico da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Diego Falcochio, ponderando sobre dilemas encontrados pelos profissionais da saúde já no início da vida acadêmica. O diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Fernando Augusto Alves da Costa, foi além e cobrou mais punição às atitudes ilegais. “Deveria existir um processo de punição exemplar não só para o médico, mas também para o indivíduo que o incentivou a agir de forma errada”.

Segundo o membro da Comissão de Defesa Profissional da Associação Médica Brasileira (AMB), Miyuki Goto, “vemos que existe muita informação de atitudes antiéticas, porém, não encontramos denúncias efetivas nos conselhos médicos”. Ela lembrou ainda que é preciso pensar nos possíveis conflitos com o advento da tecnologia, com telemedicina, proteção de dados, entre outros. A tecnologia também foi citada pelo presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial (CBCTBMF), José Rodrigues Laureano Filho, que enfatizou os benefícios para o paciente. “Com ferramentas de trabalho mais modernas, somos muito mais previsíveis. Precisamos discutir um modelo de negócio que seja bom para todos, sempre respeitando os demais integrantes da cadeia”, defendeu.

Já o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Wilson Shcolnik, foi além, citando a tecnologia para realizar exames preditivos. “Como lidar com isso? Será que nós devemos informar ao paciente sobre uma doença que ele ainda não desenvolveu e que ainda não tem tratamento? Nos Estados Unidos existe uma lei de confidencialidade genética para que um paciente não seja discriminado, por exemplo, para uma vaga de emprego. Temos questões sobre testes diretos que são oferecidos aos consumidores, muitos desses exames requerem uma decisão médica”, lembrou.

Para a assessora Jurídica da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), um dos maiores desafios para as operadoras é a sustentabilidade. “É preciso criar uma cultura de compliance para todos os players, principalmente para as operadoras. Estabelecer a integridade é induzir a modelos comportamentais pautados na ética, o próprio comportamento ético pode ser indutivo de melhor remuneração, aqueles que agirem de forma ética podem ser mais valorizados, por exemplo”, defendeu Simone Parré.

“A transformação que precisamos no mercado acontece quando começo pelo meu quintal. Como tornar nossos filiados mais éticos? Um dos pontos principais na busca da ética é entender o incentivo. Muitas vezes o incentivo é o que leva as pessoas ao erro. Acredito que a informação pode auxiliar na mudança de comportamento”, finalizou o presidente da Unidas, Anderson Mendes.

Oncologia: medicina personalizada no combate ao câncer

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Em comparação com o método tradicional, baseado na tentativa e erro, a oncologia da Medicina Personalizada tem uma melhor relação custo-benefício, uma vez que o tratamento é objetivo e certeiro e, portanto, economiza tempo e dinheiro

  • Nova abordagem no diagnóstico e no tratamento médico
  • Diagnóstico e tratamento mais precisos e céleres
  • Uso da Genética e Genômica aplicada a terapias avançadas

Quando uma pessoa é diagnosticada com câncer, o que ela não tem é tempo a perder. Por isso, iniciar o tratamento preciso o quanto antes é fundamental na busca da cura. Para atender a essa demanda, a área de Medicina Personalizada tem avançado ao oferecer ao mercado exames que podem até mesmo dobrar os percentuais de sucesso no combate à doença.

“O tratamento tradicional é realizado de acordo com o órgão de origem do câncer. Com os testes genéticos da Medicina Personalizada, que são mais sofisticados, estamos identificando o subtipo molecular de cada câncer. Por exemplo, do ponto de vista genético, cada paciente tem um tipo diferente de câncer de pulmão. A Medicina Personalizada vem constantemente pesquisando alterações, mutações adquiridas ao longo da vida, responsáveis pelo aparecimento do câncer”, afirma o médico oncologista, consultor do Grupo Pardini, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (INCA), diretor Científico do Instituto COI (pesquisa e educação em oncologia), Luiz Henrique de Lima Araujo.

Ele explica que, na Medicina Personalizada, existem dois grupos de testes oncológicos. Um está relacionado à oncogenética e atua na descoberta da propensão a determinados tipos de câncer. Permite intervir para reduzir o risco, prevenir ou detectar inicialmente, antes mesmo de surgir alguma manifestação no corpo do paciente. Essa vertente realiza diagnósticos dedicados a entender as alterações genéticas que vêm de nascimento. Um caso que ilustra essa hipótese é o da atriz norte-americana Angelina Jolie, que passou por uma cirurgia para retirada das mamas por ter uma predisposição genética a desenvolver câncer nesses órgãos.

A outra situação é decorrente de mutações adquiridas ao longo da vida, que não passam de pais para filhos. Nesse caso, a Medicina Personalizada atua principalmente para contribuir na apresentação de um tratamento mais eficaz, seja quimioterapia, seja imunoterapia ou terapia-alvo.

O oncologista observa que os dados estatísticos da terapia droga-alvo, executada com base nas peculiaridades genéticas do câncer de cada indivíduo, indicam que a sobrevida dobra em comparação com o método tradicional. Este, baseado na tentativa e erro, funciona para 10% a 15% dos pacientes. Outro fator diferencial é a relação custo-benefício, uma vez que o tratamento-alvo é objetivo e certeiro e, portanto, economiza tempo e dinheiro.

Luiz Henrique destaca que a Medicina Personalizada aproxima o laboratório do médico, uma vez que possibilita o diagnóstico mais preciso aliado à assessoria oferecida ao prescritor, estabelecendo uma relação de parceria. “O cuidado oncológico no Brasil é muito avançado, mas não adianta ter apenas o tratamento reativo desenvolvido. O diagnóstico é um ponto-chave. Quanto mais preciso, mais eficiente. Por isso, a Medicina Personalizada quebra paradigmas e os laboratórios serão cada vez mais importantes.

O médico ressalta que já muito viável o aumento da assertividade no tratamento e na precisão de diagnósticos de câncer. “Tem casos em que o tratamento-alvo não é uma boa opção, podendo ser substituído por imunoterapia, por exemplo. Essa é uma informação importante, porque não desperdiça tempo nem recursos. A oncologia não tem esse tempo”, enfatiza.

Segundo a professora Associada de Genética Clínica da Faculdade de Medicina da UFRJ, Márcia Gonçalves Ribeiro, o cenário de Medicina Personalizada no Brasil está em pleno avanço. “Em relação aos casos de câncer, que também podem ter origem genética, temos vários marcadores genéticos que vão indicar o melhor prognóstico e o tipo de tratamento. Isso é um ganho muito grande. Estamos em um estágio bastante promissor. Os exames genéticos estão ganhando uma “popularidade” e, com isso, há maior chance de eles serem aplicados ao tratamento mais adequado. Estamos em um momento muito positivo para esse fim e todos vão ganhar muito: os médicos, a equipe técnica de laboratório e os pacientes”, afirma Márcia Gonçalves Ribeiro, que é também assessora científica do Laboratório DLE do Grupo Pardini.

Oportunidades e desafios em saúde digital

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Associação Paulista de Medicina fomenta discussão de ponta sobre telemedicina e saúde digital

À luz da saúde digital, nós vemos a numerosa multiplicação das plataformas web e dispositivos móveis com aplicação em saúde. A saúde digital está tornando a medicina mais pessoal, acurada e orientada por dados, utilizando tecnologias móveis inteligentes para capacitar os pacientes, fornecendo-lhes ferramentas de gerenciamento altamente eficientes.

Para o executivo de negócios em liderança para mudanças e crescimento estratégico no setor de saúde, Pini Ben-Elazar, de Israel, nós estamos vivendo o fenômeno da “Uberização” da assistência médica. “As tecnologias de informação e comunicação têm transformado todos os setores da sociedade e o mercado global de healthcare inteligente está sendo cada vez mais impulsionado pelo monitoramento remoto, a tecnologia da informação e a América do Norte, o maior contribuinte desse setor”, explica Ben-Elazar.

O especialista israelense esteve no Brasil em abril desse ano a convite do Global Summit Telemedicine & Digital Health 2019, o maior evento de telemedicina e saúde digital da América Latina, que reuniu os maiores nomes nacionais e internacionais do mercado de saúde voltados às tecnologias de promoção de saúde e bem-estar conectadas.

Para Dr. Jefferson Fernandes, presidente do conselho curador do Global Summit Telemedicine & Digital Health, o evento possibilitou elevar o debate em torno das melhores práticas e modelos que garantam uma medicina responsável, ética e de qualidade por meio de ferramentas conectadas. “Nós estamos trilhando um caminho importante na história da telemedicina e da saúde digital, tanto no cenário brasileiro como internacional”, reforça Dr. Fernandes.

O Global Summit é uma iniciativa pioneira da Associação Paulista de Medicina, que vislumbrou o cenário da medicina brasileira conectada e a necessidade de quebrar paradigmas em diversas esferas que englobam, de um lado a classe médica e do outro, a saúde da população.

“A proposta do Global Summit é congregar todo o ecossistema da saúde digital e telemedicina, reunindo todos os atores e os melhores especialistas destas áreas durante o congresso. Os palestrantes dividem seu conhecimento e experiências de ações e iniciativas que estão sendo realizadas aqui e em outros países. Isto é muito importante para continuarmos seguindo a alavanca do conhecimento”, explica o presidente do conselho curador.

O evento contou com palestrantes nacionais e internacionais de mais de 10 países como a Alemanha, Israel, Canadá, Estados Unidos, Portugal e Inglaterra.

O convidado de Israel teve a oportunidade de mostrar como a tecnologia em saúde já é uma realidade em seu país e as vantagens de possuir uma tecnologia de informação em saúde de ponta, com altas taxas de adesão às ferramentas que permitem serviços online de consultas médicas, como a pediatria online, o médico da família e a teledermatologia. Para Pini Ben-Elazar, os fatores de sucesso são ferramentas de qualidade, acessibilidade e custo-benefício.

“No Brasil, ainda temos muitos desafios e por isso trabalhamos exaustivamente no propósito de ajudar a fomentar a temática com um elevadíssimo padrão. Nós estamos colocando o Brasil numa rota de inteligência em medicina e saúde conectadas. Esse movimento não tem volta e só tem a beneficiar os milhões de brasileiros com dificuldade de acessar um médico no sistema público, levando meses ou anos para uma consulta com um especialista”, conta Dr. Fernandes.

O Global Summit Telemedicine & Digital Health 2020 trará várias temáticas, entre elas as experiências práticas internacionais do uso da telemedicina e da saúde digital, experiências exitosas no Brasil, o uso humanizado das tecnologias.

“Queremos, também, desmistificar o receio de que as transformações digitais sejam prejudiciais ao relacionamento médico-paciente, pelo contrário, elas aproximam mais os médicos dos pacientes. A Telemedicina é medicina: são tecnologias que apoiam os médicos na continuidade do cuidado presencial aos pacientes”, conclui o presidente do conselho curador.

Global Summit Telemedicine & Digital Health

O Global Summit Telemedicine & Digital Health é o maior e mais importante evento da América Latina sobre telemedicina e tecnologias em saúde, idealizado pela Associação Paulista de Medicina que também é a responsável pela curadoria científica.  A organização e promoção do evento estão sob a chancela do Transamérica Expo Center.

A proposta do evento é congregar todo o ecossistema da saúde digital e telemedicina, reunindo os atores e os melhores especialistas destas áreas, para compartilharem conhecimento e experiências de ações e iniciativas nacionais e internacionais.

Presidente da ANAB alerta que mudança na regulação dos planos de saúde não pode prejudicar o consumidor

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Para o presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB), Alessandro Acayaba de Toledo, mudanças na regulação dos planos de saúde não podem resultar na perda de direitos dos consumidores. O posicionamento foi defendido na manhã de hoje no Seminário de Saúde Suplementar promovido pela Folha de S. Paulo no auditório Unibes Cultural.

Alessandro participou da mesa sobre mudanças na legislação da saúde suplementar, que também contou com a presença de Marcos Pimenta, assessor da diretoria da Associação Paulista de Medicina (APM); do Paulo Furquim de Azevedo, coordenador do Centro de Estudos em Negócios do Insper; da Vera Valente, diretora-executiva da FenaSaúde; e do Paulo Roberto de Oliveira Webster, diretor de Regulação, Monitoramento e Serviços da Unimed.

Para o presidente da ANAB, há a necessidade de atualização das normas que regulam a saúde suplementar. “São 21 anos desde a criação da Lei nº 9.656, que estabeleceu as regras dos planos privados de assistência à saúde. É preciso modernizá-la, mas jamais com um retrocesso no direito do consumidor”, defendeu.

Ele avalia que as operadoras buscam na mudança da lei a solução para minimizar os impactos negativos financeiros em suas contas. “Antes de ocupar o Congresso e a ANS com mudanças em leis e normas, o setor deve buscar rever os processos internos de gestão, ser criativo e propositivo, preservando os direitos dos consumidores”, avalia.

Novembro Azul: prevenção ou mercantilização?

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Criado em 2003, na Austrália, o movimento “Novembro Azul” teve como objetivo inicial chamar a atenção para a prevenção e diagnóstico precoce de doenças que acometem a população masculina. No Brasil, a campanha chegou em 2011, por meio do Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL). Neste período, uma série de iniciativas foram desenvolvidas. No entanto, de acordo com nossa percepção, houve um desvio de propósito, reduzindo a saúde do homem ao diagnóstico precoce do câncer de próstata.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, em 2019, estima-se mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata no país. Os números são relevantes, porém não dizem nada sobre a eficácia da campanha “Novembro Azul”, do modo como é sugerida e que traga benefícios reais à saúde dos homens de maneira integral: as recomendações para detecção precoce de câncer de próstata não são baseadas em evidências científicas.

A abordagem atual é prejudicial porque indica que homens saudáveis, acima de 50 anos, mesmo sem nenhum sintoma, busquem um médico para realização de exames preventivos, entre eles, o exame de toque e o de sangue chamado Antígeno Prostático Específico, mais conhecido como PSA. Este último, é um exame muito sensível, capaz de detectar elevações nos níveis do antígeno prostático, potencialmente relacionadas ao câncer de próstata. Porém, essa elevação não significa necessariamente que o paciente possui a doença, ou seja, não é um exame específico para a confirmação do diagnóstico: sozinho ele não é capaz detectar efetivamente o câncer de próstata.

Logo, como não há uma relação inequívoca entre a elevação do PSA e o câncer de próstata, em muitos casos o exame gera resultado positivo, desencadeando uma cascata investigativa, com exames invasivos como uma biópsia de próstata, para no final chegar à conclusão de que se tratava de um resultado falso-positivo. Até receber o resultado conclusivo, o estado emocional do homem já foi afetado, principalmente, pela ansiedade causada pela alteração laboratorial do PSA e pela expectativa do diagnóstico de uma doença frequentemente associada à morte.

Além dos falsos-positivos, a realização do PSA neste contexto leva também ao sobrediagnóstico do câncer de próstata, ou seja, diversas pessoas sem sintomas são diagnosticadas com uma doença que, no fim das contas, não causará sintomas ou morte precoce. Algo importante de se comunicar, mas muito contraintuitivo: mesmo o resultado de uma biópsia positiva de câncer de próstata, ou seja diagnóstico de câncer, não está inequivocamente relacionado ao adoecimento e morte prematuros.

A evolução natural do câncer de próstata é imprevisível, especialmente nos casos em que a detecção foi mais precoce, sendo no entanto muito mais comum nestes casos uma evolução lenta e gradativa, colocando em dúvida se a melhor opção é o tratamento do câncer, que frequentemente leva à impotência sexual e outras complicações urinárias e sistêmicas, ou se a melhor opção é não tratar, dado que o homem diagnosticado neste contexto não apresentava sintomas. Aqui temos um problema: prescrever exames de PSA para toda população, indiscriminadamente, em pacientes assintomáticos com mais de 50 anos produz piora na qualidade de vida dos homens - boa parte deles serão submetidos a exames invasivos e tratamentos desnecessários. Movimenta-se “o mercado da doença”, mas isso não é garantia de saúde para população.

O ponto que levantamos aqui é: não é possível afirmar que o diagnóstico precoce pelas vias atualmente disponíveis leve ao aumento da qualidade e expectativa de vida de um paciente diagnosticado com câncer de próstata. No entanto, é possível afirmar que a realização em massa destas ‘medidas preventivas’ produz piora da qualidade de vida.

Um estudo feito pela “Cochrane Database of Systematic Reviews” (em português, Banco de dados Cochrane de Revisões Sistemáticas), em 2013, rastreou cerca de 2 mil homens, com 50 anos ou mais. Divididos em dois grupos de mil, o primeiro não fez o PSA. Ao longo da pesquisa, sete homens morreram devido ao câncer de próstata e 210 morreram por outras causas.

Em paralelo, o estudo apontou que, dos outros 1 mil homens, na mesma faixa etária, que foram assistidos e acompanhados durante os exames, sete morreram por causa do câncer de próstata - a mesma quantidade que no primeiro grupo; 200 morreram por outras causas - a mesma quantidade novamente, e 180 homens foram expostos a biópsia e suas potenciais complicações, sendo que no primeiro grupo nenhum homem precisou passar por isso. Além disso, 20 homens foram diagnosticados e tratados para o câncer de próstata desnecessariamente.

O Manual do Câncer de Próstata, elaborado pelo Ministério da Saúde, orienta que se o paciente sadio chegar com o pedido de exames - porque foi impactado pela campanha, que o induz a fazer exames equivocadamente - ele deve ser orientado quanto aos riscos inerentes ao processo, entendendo quais são os prós e contras da realização do PSA, por exemplo. Já o Caderno de Atenção Primária de Rastreamento de Doenças, do Ministério da Saúde (MS), esclarece que o “nível de evidência ainda é insuficiente para tecer recomendações a favor ou contra a adoção do rastreamento para o câncer de próstata em homens assintomáticos com idade inferior a 75 anos. Não há evidências que essa prática seja eficaz ou as evidências são pobres e conflitantes e a relação custo-benefício não pode ser determinada”. Neste caso, o MS fica em cima do muro.

O Brasil ainda é um dos poucos países que adotam esse tipo de sugestão para a realização do PSA. Em países desenvolvidos essa conduta é contra indicada, principalmente como uma medida populacional. Entenda: não estamos desmerecendo o câncer de próstata como uma real problema de saúde que afeta os homens, e sim indicando que a realização do exame PSA não deve ser propagandeada desta forma. O que questionamos é que tentar impedir a evolução da morte por câncer de próstata usando a realização do PSA como ferramenta de prevenção não é melhor do que esperar o homem apresentar sintomas, diagnosticar e tratar. Remediar, neste contexto, é melhor do que prevenir.

Sobretudo, cremos que a maneira mais adequada de prevenir o câncer de próstata seja o homem manter hábitos de vida saudáveis, cuidar de sua alimentação, praticar exercícios físicos, não fumar e manter o peso de acordo com o seu biotipo. Feito isso, se perceber algum sintoma como dificuldade de urinar, presença de sangue na urina, disfunção erétil ou alteração no fluxo urinário, o recomendado é que faça uma avaliação ou um acompanhamento com um médico, para orientar o paciente, sem fazer exames desnecessários e induzindo a diagnósticos equivocados.

Sobre os autores

János Valery Gyuricza é Head de Medicina na Cuidas, startup que conecta empresas com médicos e enfermeiros para atendimentos no próprio local de trabalho. Médico formado pela Universidade de São Paulo, com residência em Medicina de Família e Comunidade no Hospital das Clínicas, na mesma universidade. É doutorando pelo Departamento de Medicina Preventiva (USP), em parceria com a Research Unit for General Practice da Universidade de Copenhague.

Rafael Barreto Coelho é Head de Enfermagem na Cuidas, startup que conecta empresas com médicos e enfermeiros para atendimentos no próprio local de trabalho. Enfermeiro formado pela Universidade de São Paulo, com residência em Atenção Básica em Saúde da Família, na mesma universidade. É mestrando pelo Departamento de Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da USP, em parceria com o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

IDOR oferece curso de Harvard Chan School em São Paulo

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O curso abordará conceitos básicos de pesquisas clínicas e demais métodos para elaborar um grande projeto

O IDOR-SP (Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino) promove, a partir do dia 26 de março de 2020, o curso de extensão "Principles and Practice of Clinical Research" (Princípios e Práticas da Pesquisa Clínica), oferecido pela Harvard T.H. Chan School of Public Health. Com duração de oito meses, o curso é voltado tanto para aqueles que queiram ter um treinamento em ensaios clínicos antes de ir a campo quanto àqueles que visam aprofundar sua experiência em pesquisas.

Harvard Chan School é uma das universidades mais prestigiadas do mundo, sendo reconhecida por sua produção científica de excelência. Por meio do ensino à distância e do método colaborativo, o programa intensivo da instituição é desenvolvido no mundo todo há 11 anos. O curso de pesquisas clínicas tem como objetivo ampliar o conhecimento na área, oferecendo um ambiente de aprendizado interativo, que conecta uma rede global de pesquisadores para fomentar a colaboração em futuros projetos e pesquisas.

"Durante o curso, os alunos terão a oportunidade única de interagir com os professores da Harvard Chan School, especialistas e outros estudantes ao redor do mundo. O IDOR tem uma infraestrutura que proporciona discussões ao vivo, além de estar em contato com o time de desenvolvimento e implantação de pesquisa da Rede D'Or São Luiz", explica Camilla Venchiarutti, coordenadora responsável pelo curso e gerente médica de pesquisa clínica em oncologia do IDOR.

As inscrições para o curso "Principles and Practice of Clinical Research" já estão abertas e vão até o dia 31 de dezembro. Os interessados encontram mais informações sobre o programa e o processo de cadastro diretamente no site.

Sobre o IDOR

O Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) é uma instituição sem fins lucrativos que tem por objetivo promover o avanço científico, a disseminação do saber e a inovação na área de saúde. Sua principal mantenedora é a Rede D'Or São Luiz. O IDOR funciona em sede própria desde 2010 e tem linhas de pesquisa nas áreas de neurociências, medicina intensiva, medicina interna, pediatria e oncologia, além de cursos de doutorado, especialização, extensão e residência médica em diferentes especialidades.

Sobre a Rede D'Or São Luiz

Fundada em 1977, a Rede D’Or São Luiz é a maior rede de hospitais privados do Brasil com presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Maranhão, Sergipe e Bahia. O Grupo opera com 46 hospitais, sendo 45 próprios e um hospital sob gestão. A Rede possui 7,4 mil leitos totais, e tem planos de chegar a 11 mil leitos até 2022. São, ao todo, 51,1 mil colaboradores e 87 mil médicos credenciados, que realizam cerca de 3,95 milhões de atendimentos de emergência, 267 mil cirurgias, 33 mil partos e 458 mil internações no último ano, além de 5 mil cirurgias robóticas em quatro anos do início deste novo serviço. A Rede D’Or São Luiz também conta com a Oncologia D’Or e Onco Star, rede de clínicas especializadas em tratamento oncológico em oito estados brasileiros.

Projetos do PROADI-SUS impactam a gestão de saúde para melhoria do acesso e cuidado aos pacientes na rede pública

Business teamwork join hands together. Business teamwork concept
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Iniciativas como os projetos Lean nas Emergências, do Hospital Sírio-Libanês, e Reestruturação de Hospitais Públicos, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, são focadas na otimização de processos de gestão e segurança do paciente

Reduzir os índices de lotação em prontos-socorros e otimizar a gestão de processos com foco na segurança do paciente em hospitais públicos e filantrópicos em todo o Brasil, contribuindo para a melhoria dos resultados clínicos, são só alguns dos benefícios do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), por meio de projetos executados por cinco hospitais de referência em qualidade médico-hospitalar.

A superlotação nos serviços de urgência e emergência nos hospitais é um problema estrutural que impacta tanto no atendimento aos pacientes quanto na gestão dos recursos, espaços e insumos existentes. Além disso, existem diversas questões que estão diretamente relacionadas com a qualificação de processos assistenciais, administrativos e gerenciais em hospitais do SUS. Assim, surge a necessidade de soluções que promovam mudanças estruturais na cultura e nos processos dessas instituições.

Em dez anos de existência do PROADI-SUS, 111 projetos de gestão foram realizados, totalizando mais de 313 mil atendimentos aos pacientes e mais de 48 mil profissionais de saúde capacitados. No atual triênio, 27 projetos de gestão estão sendo executados pelos cinco hospitais membros do PROADI-SUS: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.

Lean nas Emergências: promovendo uma mudança de cultura no SUS

O Lean é uma das metodologias de gestão mais utilizadas no mundo e prioriza a otimização do tempo, recursos, espaços e insumos, além da redução de desperdícios.  Dessa forma, o Lean nas Emergências também fortalece a cultura das instituições por meio dos processos que otimizam o dia a dia intra-hospitalar. Para aplicação desse projeto, a equipe do Hospital Sírio-Libanês conta com uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros e especialistas na metodologia.

O gestor da iniciativa, Marco Saavedra Bravo, explica o funcionamento da metodologia. “Utilizamos ferramentas de gestão como o próprio Lean, além de protocolo de capacidade plena, daily huddle (reuniões de 10 minutos), estratégias de fluxo, entre outras, por meio das quais conseguimos mensurar o andamento do projeto e obter o resultado esperado que é reduzir a superlotação nos prontos-socorros do país. Além disso, durante a execução, alguns indicadores de gestão são implementados, como o NEDOCS, que mede a superlotação a partir de parâmetros como número de leitos, volume de pacientes e tempo de passagem pela urgência até a alta”, detalha.

 Os resultados até o momento são expressivos: foram 59 hospitais impactados nos três ciclos de projeto, que acontecem a cada seis meses. O Hospital Clementino Moura, conhecido como Socorrão II, de São Luís (MA), enfrentava desafios comuns na realidade de muitos hospitais do SUS, com superlotação em seu pronto-socorro, grandes filas, pacientes nos corredores e dificuldade de internação. Com a participação no ciclo 2, a instituição alcançou uma redução de 74% no indicador de superlotação, além de uma queda de 22% no tempo médio de permanência, que está em média em 7,82 dias. Esses avanços também foram responsáveis por um aumento de 6% no atendimento diário do pronto-socorro.

 A Superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Sírio-Libanês, Vânia Bezerra, destaca a importância do comprometimento dos profissionais dos hospitais beneficiados para o sucesso da iniciativa, que deve ser implementada em um total de 100 hospitais até o final de 2020 e 200 hospitais na Comunidade Lean nas Emergências.   O engajamento dos gestores e profissionais de saúde dos hospitais do SUS onde o Lean está presente é a chave para que os resultados sejam alcançados. É um trabalho em conjunto” ressalta Vânia.

Reestruturação de Hospitais Públicos:  foco na segurança do paciente

Já o projeto Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP), do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é focado na otimização da gestão em hospitais do SUS, visando a qualidade e segurança do paciente. Quem explica é Michael Medeiros Coelho, gestor do RHP. “O RHP avalia e intervém em processos assistenciais, administrativos e gerenciais de hospitais públicos e filantrópicos, que são essenciais para que os pacientes sejam atendidos com qualidade e eficiência. Temos avaliação e monitoramento contínuos dos processos, podendo ser considerado o único no âmbito do SUS com essa abrangência” afirma.

Ainda de acordo com Michael, outras iniciativas envolvem apoio na implantação de ações focadas na segurança do paciente, suporte na redução de custos e gerenciamento consciente de recursos humanos e materiais. “Essas ações reduzem os riscos aos pacientes, familiares e colaboradores”, explica.

Esse projeto já foi implementado em 56 hospitais do SUS de todo o Brasil nos últimos dez anos, onde foram capacitados mais de 5.914 profissionais, com uma média de evolução na implantação de processos de melhorias e qualidade de 22% por instituição.

A Superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ana Paula Pinho, destaca também o caráter inovador desse projeto. “O escopo do RHP contempla a criação da Ferramenta de Avaliação de Hospitais (FAHosp), que permite o monitoramento dos indicadores, promovendo um apoio estratégico ao Ministério da Saúde” destaca a executiva.

Sobre o PROADI-SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) foi criado em 2009 com o propósito de apoiar e aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada aprovados pelo Ministério da Saúde. Hoje, o programa reúne cinco hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês. O PROADI-SUS é mantido com recursos dos hospitais participantes, equivalente no mínimo ao valor da contribuição social de que são imunes. Os projetos levam à população a conhecimento dos hospitais em iniciativas que atendem necessidades do SUS. Entre os principais benefícios do PROADI-SUS, destacam-se: redução de filas de espera; qualificação de profissionais; pesquisas do interesse da saúde pública para necessidades atuais da população brasileira; gestão do cuidado apoiada por inteligência artificial e melhoria da gestão de hospitais públicos e filantrópicos em todo o Brasil.

Valorizar a saúde do colaborador é prioritário

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O sistema de saúde está em crise, este é um fato! E um dos grandes responsáveis, senão o maior, é o atual modelo de gestão, pouco focado no fator humano e em quem de fato utiliza os serviços. O benefício saúde impacta diretamente e de forma drástica nos custos das companhias, algo em torno de 12% a 15% do valor da folha de pagamento – índice que promete alcançar os 20% até 2020. Um dos desafios dos gestores de RH e empresários é equilibrar esses custos com o benefício e, a meu ver, uma das maneiras mais eficientes de gerenciar esse problema é trabalhar com base em processos mais humanizados.

O maior ativo de qualquer empresa são as pessoas, suas habilidades e diferenças que, juntas, podem favorecer as corporações. É sobre esse aspecto que reforço a importância de implantarmos processos mais humanizados nas empresas, principalmente quando nos referimos à saúde das pessoas.

A humanização nos processos de saúde acontece por etapas, a primeira delas é, com certeza, uma boa comunicação com os colaboradores para a conscientização do uso e do que representa o plano de saúde. Durante essa empreitada, é fundamental priorizar o cuidado com o colaborador e mantê-lo próximo. É essencial que ele seja fidelizado e tenha confiança na companhia que trabalha e nos benefícios que por ela são ofertados.

Algumas empresas já estão buscando essa conexão com os colaboradores, investindo, por exemplo, em iniciativas que priorizam a qualidade de vida do funcionário, tais com oa oferta de psicólogos custeados pela empresa, atividades de entretenimento tecnológico nos horários livres, aplicabilidade de programas de saúde, atividades físicas (ex. ginástica laboral), investimentos em programas de viagens e bonificação sobre resultados, entre outras, são alguns bons exemplos.

Todos os pontos destacados acima, são atribuições que precisam ser estudadas e desenvolvidas pela gerência administrativa, áreas médica e de recursos humanos das companhias. Tais práticas podem e devem ser utilizadas na cadeia de saúde hospitalar assistencial para, não apenas para gerenciar os custos, mas, principalmente para fidelizar e atender bem o público interno.

Os profissionais se dedicam e investem na organização com resiliência, responsabilidade, comprometimento e grandes riscos, na expectativa de colherem frutos sobre suas ações, sendo um dos principais um bom pacote de benefícios. As pessoas são a mola propulsora dos negócios, quem realmente impulsiona as estratégias nas grandes empresas e corporações. Cuidar do capital humano corporativo e, consequentemente, de sua saúde e bem estar deve ser a principal missão de qualquer organização e por meio de processos mais humanizados e uma gestão eficiente tudo fica mais fácil para os envolvidos.

Sobre o autor

Leandro Almeida é fundador e diretor da DynamicCare Benefícios. Formado em comunicação e marketing, Pós-graduado em Seguros e Resseguros, especialista em vendas consultivas e legislação de saúde, o executivo atua no mercado de saúde suplementar há 20 anos.

Manole traz condutas e novas perspectivas em Cardioncologia

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Os efeitos colaterais do tratamento contra o câncer podem debilitar ainda mais o paciente oncológico, trazendo desde pequenos desconfortos até comprometimentos mais sérios de órgãos sadios. O coração é um deles. Procedimentos terapêuticos oncológicos em pacientes com doenças cardiológicas já instaladas exigem um atendimento multidisciplinar para que o coração não seja ainda mais comprometido. Além disso, estimativas apontam que 10% dos pacientes oncológicos podem ter problemas cardíacos derivados dos processos de quimio ou radioterapia.

Para auxiliar oncologistas, cardiologistas e demais médicos que atuam na luta contra o câncer, a Editora Manole lança Cardioncologia na prática clínica, um livro que traz os últimos acontecimentos na área de Cardioncologia, por meio de uma linguagem acessível a todas as especialidades engajadas nesse tratamento.

A leitura facilita a escolha da melhor conduta, retratando de forma objetiva e prática os mais recentes conhecimentos sobre a cardiotoxicidade e os principais efeitos da terapia oncológica sobre o coração. O acompanhamento multidisciplinar permite que a jornada do paciente seja mais adequada e direciona à melhor terapia com menor risco de complicações.

Os mais importantes aspectos das drogas quimioterápicas, o tipo de radioterapia e seus impactos no sistema cardiovascular, as particularidades das interações farmacológicas e o atendimento das situações de emergência em cardiopatas com câncer ou em pacientes oncológicos com manifestação aguda da doença cardiovascular são alguns dos temas tratados na obra.

Coordenado pelos cardiologistas Heron R. S. Rached, Miguel Antonio Moretti, Marcelo Dantas Tavares de Melo, Maria Verônica Câmara dos Santos e pelo hematologista Rodrigo Santucci, Cardioncologia na prática clínica pode ser considerado um marco no estudo da recuperação adequada dos pacientes com câncer.

Sobre os coordenadores:

HERON R. S. RACHED é médico especialista em Cardiologia e doutor em Ciências Médicas (FMUSP), além de médico coordenador do Núcleo de Cardiologia e Pneumologia dos Hospitais Leforte, em São Paulo. Rached tem título de Habilitação em Ecocardiografia pelo Departamento de Imagem Cardiovascular (DIC) da SBC.

MIGUEL ANTONIO MORETTI é médico especialista em Cardiologia (SBC) e doutor em Ciências Médicas (FMUSP), além de médico-assistente do InCor-HCFMUSP.

MARCELO DANTAS TAVARES DE MELO é médico especialista em Cardiologia, doutor em Cardiologia (FMUSP), tem título de Habilitação em Ecocardiografia (SBC), além de professor adjunto da UFPB, campus João Pessoa, na Paraíba.

MARIA VERÔNICA CÂMARA DOS SANTOS é cardiologista pediátrica e ecocardiografista pediátrica e fetal. Tem título de Habilitação em Ecocardiografia (SBC) e é mestre em Cardiologia (EPM-Unifesp).

RODRIGO SANTUCCI é médico especialista em Hematologia (ABHH) e em Clínica Médica (SBCM), além de médico-assistente do Departamento de Onco-hematologia da FMABC. Santucci também é coordenador da Oncologia, Hematologia e Transplante de Medula Óssea do Hospital Leforte, em São Paulo, e diretor médico do Instituto Hemomed de Hematologia e Oncologia.

Manole lança nova edição de Medicina Intensiva

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A Editora Manole coloca no mercado a quarta edição de Medicina Intensiva – Abordagem Prática, um livro que traz conhecimento aplicável no tratamento dos pacientes graves nas unidades de terapia intensiva.

A especialidade Medicina Intensiva é nova: foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina em 2007 e, segundo um dos editores e professor livre-docente da disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Luciano César Pontes de Azevedo, os profissionais que nela atuam estão em constante formação e requerem um material de referência para complementar o conhecimento adquirido no meio acadêmico. “É uma obra com enfoque prático. Diferente dos livros com conteúdo rebuscado que, muitas vezes, fazem o leitor se perder, sem entender como utilizar aquelas informações“, diz o professor. “Focamos em procedimentos e diagnósticos adequados ao profissional que atua junto ao leito do paciente e, dessa forma, conseguimos contribuir para melhorar o conhecimento na área.”

Medicina Intensiva – Abordagem Prática está em sua quarta edição, foi cuidadosamente revisada, atualizada, ampliada e contém as novas definições de sepse e os novos guidelines da American Heart e da Surviving Sepsis Campaign. “Essa edição traz diferenciais em relação às anteriores. Modificamos substancialmente conteúdos e capítulos, como ‘Morte encefálica e manejo do potencial doador’, que agora obedece a nova resolução do Conselho Federal de Medicina”, diz Luciano. Além disso, foram criados dois novos capítulos: sobre complicações pós-operatórias e sobre identificação de infiltrados pulmonares em indivíduos imunossuprimidos. “São dúvidas frequentes e essa leitura ajuda na árvore de decisão e no tratamento do paciente crítico.”

O livro é editado por professores e intensivistas da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. “A periodicidade curta, que possibilita a atualização constante, está entre as vantagens do livro”, reforça Luciano. Segundo ele, emergencistas, anestesistas e outros profissionais de saúde, que trabalham com terapia intensiva e lidam com casos graves, também podem se beneficiar com a leitura.

Sobre os editores:

LUCIANO CÉSAR PONTES DE AZEVEDO é professor livre-docente da disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Superintendente de Ensino do Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa e presidente do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) – 2016-2019.

LEANDRO UTINO TANIGUCHI é professor colaborador médico da disciplina de Emergências Clínicas do Departamento de Clínica Médica da FMUSP. Membro do Comitê Científico da Rede Brasileira de Pesquisa em Medicina Intensiva (BRICNet).

JOSÉ PAULO LADEIRA é médico diarista da UTI do Hospital Sírio-Libanês e médico de pronto-atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein – unidade Morumbi e da unidade de Telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein.

BRUNO ADLER MACCAGNAN PINHEIRO BESEN é doutorando em Ciências Médicas pela FMUSP e supervisor suplente do Programa de Residência Médica em Medicina Intensiva do HC-FMUSP, além de coordenador médico das UTIs Clínicas da disciplina de Emergências Clínicas do HC-FMUSP.