Indicadores e BSC alinhados ao Planejamento Estratégico e investimentos

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O projeto do Hospital São Vicente de Paulo, intitulado ‘Indicadores e BSC Alinhados ao Planejamento Estratégico e Investimentos’, tem como objetivo permitir ao CEO acompanhar as iniciativas de elaboração de táticas a partir de dados informatizados. A ideia é que a ação facilite a tomada de decisão pela alta gestão e agilize o processo.

A solução encontrada foi informatizar todos os indicadores e seus dados. A tecnologia também ofereceu filtros para cada gestor responsável, além do detalhamento de cada uma de seus atividades.  No sistema, ele pode fazer a análise do resultado do indicador, informando as ações implementadas que produziram melhorias no setor ou a elaboração de um plano de ação para a correção de determinadas situações que estão fora da meta. 

Ao observar que os indicadores e dados da instituição não estavam alinhados aos objetivos de planejamento estratégico, a Direção Executiva da instituição criou sua versão informatizada. Segundo a Presidente e Diretora Executiva do hospital, Irmã Marinete Tibério, esse problema precisava ser resolvido, já que gerava falta de interação entre as informações, possibilitando inconsistências em suas análises.

“Além disso, pela complexidade na operação, que é característica das empresas de saúde, o número de indicadores gerados no hospital era muito grande e não permitia segmentações, dificultando o seu acompanhamento pela alta direção’’, completa a Presidente.

Depois de sua implementação, todos os investimentos puderam ser planejados a partir do monitoramento. ‘’Como consequência, estamos sendo mais competitivos no mercado da saúde do Rio de Janeiro’’, contou a Irmã Marinete. Outro resultado complementar do projeto é melhoria da qualidade assistencial e o aumento de receita do hospital.

Com o sucesso da nova ferramenta, há planos para o futuro do projeto: ‘’O que garante a sustentabilidade e expansão é o acompanhamento mensal das análises dos gestores, feito pela alta gestão. Esse processo mantém a cultura de se utilizar e aprimorar a ferramenta, em que somente com a aprovação da CEO, a TI realiza algum ajuste do indicador ou cria algo novo neste sistema.’’ Consequentemente, o instrumento estará em constante atualização, para que os resultados sejam cada vez mais positivos.

A transformação digital na saúde e as novas expectativas dos pacientes

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Parte da transformação digital na saúde é reflexo do novo perfil do paciente, mais bem informado e com acesso rápido a informações. O WebMD, site americano de saúde e bem-estar, por exemplo, tem 190 milhões de acessos por mês, mais do que as visitas aos médicos nos Estados Unidos. “Hoje, os pacientes são mais bem informados e buscam interação no atendimento - perguntam, questionam tratamentos e querem ser informados sobre tudo de seu diagnóstico”, diz Rogério Medeiros, professor do MBA de Gestão em Saúde do Centro Universitário São Camilo.

Esse movimento exige que as instituições de saúde integrem todos processos para entregar uma assistência completa e que atenda às novas expectativas. “Os hospitais devem criar formas de relacionamento e atendimento, que tenha interatividade e acesso rápido a informações”, afirma Medeiros. De acordo com ele, com a transformação digital na saúde, as soluções tecnológicas, antes apenas ligadas à gestão, agora precisam ter como foco o usuário, o relacionamento com ele. A seguir, algumas medidas importantes para alcançar essas expectativas:

  • Atendimento ambulatorial personalizado

Já existem movimentos no Brasil com soluções de Customer Relationship Management (CRM, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente) via mobile. “Quando um paciente está internado, o hospital já começa a realizar pesquisas qualitativas sobre o que ele achou do atendimento, se precisa de algo ou se tem alguma reclamação”, explica Medeiros. Nos Estados Unidos, país mais avançado nesse aspecto, há hospitais que permitem via aplicativo que o paciente e seu acompanhante vejam, durante o pré-operatório, com está o andamento do processo: hora de entrada no centro cirúrgico, se haverá algum atraso, quantos pacientes estão na frente, entre outros pontos.

Medeiros adianta, ainda, que já existem estudos para o uso de análise de biometria: assim que o paciente entra no hospital, mesmo que seja para visitar outra pessoa, a equipe é avisada. “Isso permite que a instituição converse com o paciente, já sabendo seu nome e histórico de atendimento, e sugira, por exemplo, a realização de um check-up, caso já faça mais de um ano que ele tenha feito”, completa.

  • Suporte robusto de atendimento no call center e nas instituições

Os serviços de diagnósticos foram pioneiros para a transformação digital na saúde. Nos laboratórios já existe histórico do atendimento anterior, resultados de exames atuais e antigos, envio de preparo de exames via mensagens de texto ou e-mails. “Os hospitais estão começando a implementar essas ferramentas, como alerta de consultas, por exemplo”, diz.

  1. Iniciativas de marketing aprimoradas

Por meio da segmentação dos pacientes e análise preditiva, os hospitais têm começado a realizar campanhas de saúde, inclusive no pós-atendimento. “Alguns possuem monitoramento via mobile, no qual acompanha a evolução do paciente após um procedimento, com mensagens para saber como ele está e se o tratamento está sendo seguido corretamente”, conta Medeiros. Segundo ele, atitudes como essa tem o intuito de estreitar o relacionamento com o paciente, mostrando o quanto é importante para o hospital. Isso pode ser feito por meio de aplicativos para celular ou envio de e-mails personalizados, direcionados ao paciente e sua patologia.

“O novo paciente é bem informado, mas não exige nada muito complexo. O que ele quer é interatividade no atendimento e acesso a informações de sua saúde de maneira rápida e simples”, completa Medeiros.

Divulgação de dados de satisfação dos clientes – Fleury

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Muitos acreditam que o crescimento e o ganho de receita são incompatíveis com a qualidade de serviço. Para mostrar que todos esses desenvolvimentos podem caminhar juntos, o Grupo Fleury decidiu divulgar ao mercado de capitais os dados de satisfação dos clientes, em conjunto com informações financeiras da instituição.

“Sempre nos preocupamos em monitorar a satisfação dos clientes para assegurar a consistência das nossas entregas e identificar oportunidades de melhoria. Decidimos divulgar publicamente esse indicador junto com os resultados trimestrais para demonstrar que o nosso crescimento é saudável do ponto de vista financeiro e que mantém níveis crescentes de satisfação de consumidores, ao mesmo tempo”, esclarece o Diretor de Comunicação e Relacionamento com o Cliente, William Malfatti.

Para medir o nível de satisfação do usuário, é encaminhada uma pesquisa após cada atendimento. Assim, o grupo conseguiu demonstrar que a evolução do desempenho financeiro da é acompanhada pela melhoria do Net Promoter Score (NPS), que mede o nível de recomendação a familiares e amigos o uso dos serviços. Assim, todos esses números foram divulgados pela companhia.

Como a base do projeto é parear a excelência dos serviços com os ganhos da empresa, é crucial melhorar a satisfação do cliente. ‘’Trabalhamos continuamente no desenvolvimento de soluções integradas em medicina diagnóstica e que também beneficiam a medicina de precisão. É esta medicina de precisão que viabiliza a prestação de assistência personalizada às pessoas”, explica William Malfatti.

O projeto obteve resultados visíveis, como um aumento de 11,6% da receita bruta do grupo. Paralelamente, o Net Promoter Score (NPS) foi de 73,5% em 2015. O indicador de satisfação atingiu a nota 8,9, 2% superior a 2014. Segundo o Diretor, a publicação dessas informações tem ajudado a demonstrar ao mercado a consistência da estratégia de crescimento da empresa e da qualidade de seu trabalho.

Existem planos para expandir o case. O Grupo Fleury está estudando agregar informações relevantes à divulgação periódicas de resultados que demonstrem a responsabilidade com o desenvolvimento sustentável da empresa e de toda sua cadeia de valor.   

Realidade aumentada em tratamentos médicos

realidade aumentadaUm grupo de cientistas acaba de usar a realidade aumentada para cuidar de um problema incrivelmente difícil de tratar: a Síndrome do Membro Fantasma. Para quem não conhece, essa doença ocorre em diversos pacientes que tiveram partes do corpo amputadas e os faz sentir como se o braço ou perna ainda estivesse lá. O problema é que, na maioria das vezes, a sensação é a de que o membro fantasma está em constante dor, resultando no sofrimento da vítima.

Foi aí que um tipo de terapia de AR, proposto originalmente em 2014 por Max Ortiz Catalan da Universidade Chalmers de Tecnologia, promete fazer toda a diferença. A ideia em si é bastante simples, consistindo no uso de câmeras para gerar um “reflexo” do paciente na tela contendo, porém, um membro virtual que obedece a todas as ações da pessoa, graças a uma série de sensores mioelétricos que leem suas ações.

O resultado, como você pode conferir no vídeo acima, é bastante impressionante. De início, o processo pede uma boa dose de treinamento até que o sistema reconheça os movimentos do paciente. Depois disso, os membros fantasmas chegam a ser usados para controlar suas ações dentro de jogos.

É importante notar, é claro, que esse não é o primeiro tratamento desenvolvido por médicos: vários outros métodos análogos já existem para criar a ilusão de que a parte do corpo ainda está ali (normalmente com o uso de espelhos) e, com a ajuda dele, diminuir a sensação causada pela contração contínua do membro fantasma. A diferença desse novo método, porém, é sua enorme efetividade.

A cura para o membro fantasma?

De acordo com os números trazidos pelos primeiros testes clínicos feitos com a tecnologia, a dor sofrida pelos pacientes, após 12 sessões semimensais, caiu pela metade. Da mesma forma o número de interrupções sofridas por causa desse problema durante o dia a dia e durante o sono também foi reduzido em 50%. Além disso, dois dos quatro pacientes diminuíram seus medicamentos contra a dor da síndrome também em 50%.

Como se isso tudo não fosse impressionante o suficiente, vale notar que os 14 pacientes dos testes clínicos não haviam apresentado resposta a nenhuma das outras terapêuticas para a síndrome. Os efeitos do tratamento ainda continuaram mesmo seis meses depois do término, mostrando que ele tem uma enorme duração.

Antes que tudo isso se torne uma opção verdadeira para as vítimas da Síndrome do Membro Fantasma, é importante lembrar que ainda há um longo caminho pela frente. Como no caso de todo tratamento médico, o projeto ainda deve passar por mais testes – os próximos envolvendo 30 pacientes com pernas amputadas, além de apenas braços.

Seja como for, o fato é que essa cura mostrou o enorme potencial que não apenas a realidade aumentada, como também todas as tecnologias de realidade virtual, podem trazer para o mundo da medicina.

Fonte: TecMundo

Remuneração Variável

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“Com o projeto, nossos cooperados conhecem mais a situação da instituição, seus desafios e são incentivados a contribuir para o todo.” - Diretor Presidente da Unimed-BH, Samuel Flam

Perto de completar 45 anos de história, a Diretoria da Unimed-BH usou da necessidade de cooperação e transparência para propor diversas estratégias em 2014, com o objetivo de promover uma maior participação e o envolvimento dos cooperados.

Uma delas era viabilizar o acesso deles aos resultados de forma mais rotineira, visto que, antes, eles conheciam os indicadores Econômico-Financeiros e de Atenção à Saúde apenas no Relatório de Gestão, uma publicação anual. “A expectativa era de permitir aos cooperados um posicionamento quanto aos seus indicadores assistenciais e de produção. É estimulada, assim, a cultura do dono, com o cooperado sendo agente da melhoria da gestão da qualidade da cooperativa.  Por isso a criação do GUIA, que tem sido considerado um projeto inovador na saúde suplementar”, explica o Diretor Presidente da instituição, Samuel Flam.

Com o GUIA, os cooperados passaram a ter acesso, mensalmente, a um painel de indicadores de resultado da cooperativa e indicadores de eficiência técnica, disponível no portal Unimed-BH. Desde janeiro de 2016, os médicos cooperados passaram a acessá-lo também por meio de um aplicativo para dispositivos móveis.

Um segundo componente do programa foi a implantação da remuneração a partir dos resultados coletivos e individuais mensurados pelo GUIA. Desde maio de 2016, a empresa paga uma fração do honorário médico de forma variável, vinculada ao resultado  e à contribuição individual de cada médico.

Como resultado, mais de 3 mil cooperados já acessaram pelo menos uma vez o GUIA. Em maio de 2016 foi lançado um novo modelo de remuneração variável para os cooperados, baseado no Índice de Utilização. Em outubro, foi incorporado o segundo componente de remuneração variável, por meio de um Índice de Qualidade Assistencial, que é calculado individualmente para cada cooperado e pode adicionar até 2,33% no valor dos honorários.

Segundo o Diretor Presidente, o GUIA está em constante evolução. “A cesta de indicadores disponibilizada atualmente tende a crescer e amadurecer, atendendo às necessidades e expectativas dos cooperados e da gestão. Por sua vez, a remuneração variável baseada em qualidade é um dos principais avanços proporcionados pelo GUIA e também possui evoluções planejadas”, conclui.

Implementação da gestão de OPME

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No período de janeiro de 2015 a junho de 2016, com o desdobramento do planejamento estratégico e com base na análise das forças, fraquezas, ameaças e oportunidades, o Hospital Padre Albino detectou a necessidade de implementar um plano de ação voltado para órteses, próteses e materiais especiais (OPME) e constituir um núcleo para realizar uma gestão mais eficiente e focada na área.

A carência de aprimorar a segurança do paciente, a eficiência operacional, a redução de desperdícios obtendo boa relação de custo-benefício e a minimização de atrasos no faturamento foram consideradas também importantes para implementação da gestão de OPME.

Ao descobrir a ânsia de uma frente específica, o hospital revisou todo o processo de OPME. Isso incluiu a criação de um núcleo voltado aos processos, a implantação de uma gestão de dispensação, a contratação de um enfermeiro para atuar no controle dos materiais, a criação de um centro de custo para esses materiais, a revisão e cadastramento dos produtos, a centralização das entradas de notas fiscais de OPME com os respectivos códigos dos produtos, a revisão de processos e elaboração de fluxograma, o acompanhamento de cirurgias ortopédicas, visando o controle de materiais utilizados e o conhecimento sobre materiais similares que poderiam substituir os de maior custo.

Em virtude da existência de um círculo vicioso nas negociações dos materiais, um dos desafios foi a busca de novos fornecedores e a homologação de novas marcas junto às equipes médicas, além da renegociação de contratos já existentes.

De acordo com o Presidente da Diretoria Administrativa da instituição, Dr. José Carlos Rodrigues Amarante, o impacto financeiro foi surpreendente para a instituição devido à redução de custos nas aquisições de OPME. ‘’O projeto foi efetivo, os processos definidos e houve o comprometimento de toda a equipe’’, conclui.

Após o processo, foi observada a redução de 20% nos gastos do setor, a rastreabilidade do histórico de cada produto, o aprimoramento dos processos e a ética e transparência nas negociações. ‘’Outro impacto importante registrado foi a motivação da equipe com os resultados alcançados contribuindo para o aprimoramento do projeto’’, conta o Presidente.

O case ainda tem um longo caminho para percorrer. O refinamento contínuo de fornecedores, protocolos médicos e sistema de aquisição dos materiais é importante para sua sustentabilidade.

Central Nacional Unimed reduz custos com gestão de pacientes em tratamento oncológico domiciliar

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A Central Nacional Unimed (CNU), operadora dos planos de saúde Unimed, presta serviços de assistência médica empresarial para todo o Brasil. Atualmente, atende cerca de 1,6 milhão de pessoas distribuídas entre as cinco regiões do país, sendo que destes, cerca de 750 realizam tratamento oncológico domiciliar mensalmente. Para cuidar destes pacientes, a CNU conta com o 4BIO Care, serviço de acompanhamento de pacientes da 4BIO – empresa que também distribui medicamentos de alto custo e desenvolvidos por biotecnologia para todo o Brasil. Em dois anos de parceria, a CNU estima que, sem a terceirização do serviço, teria pelo menos o dobro dos custos, que de janeiro a agosto de 2016 foram de R$ 14 milhões.

“Após análises de nossos pacientes, percebemos a importância de oferecer os medicamentos para tratamentos de quimioterapia oral e passamos a atuar com essa frente já em 2013, um ano antes de ser uma obrigatoriedade para as operadoras de saúde”, explica o superintendente de Provimento em Saúde da CNU, Dr. Gines Henrique Martines. Ele conta que no início, a distribuição e acompanhamento eram realizados internamente, mas sentiram a necessidade de um parceiro com infraestrutura e experiência no setor. “Quando começamos a distribuição in house, logo no primeiro mês enviamos medicamentos para um paciente no Acre e ele apresentou uma reação alérgica aos componentes. Na época, perdemos R$ 40 mil, pois havíamos enviado remédios para um mês de tratamento. Ao perceber a complexidade da logística e acompanhamento, optamos por um parceiro especializado”.

Desde 2014 a CNU conta com o 4BIO Care para realizar a gestão completa do paciente, garantindo o controle do uso adequado dos medicamentos - desde o momento de entrega em domicílio, até o esclarecimento de dúvidas e orientações sobre a medicação via telefone. As informações obtidas pelo serviço também são importantes para a CNU, que recebe relatórios gerenciais, alertas de intercorrência, acompanhamento de sinistralidade e utilização dos produtos, lista de medicamentos dispensados, informações dos pacientes e perfil epidemiológico.

A 4BIO iniciou suas atividades em 2005 distribuindo medicamentos de alto custo e desenvolvidos por biotecnologia. Com o tempo, percebeu a necessidade de acompanhar o paciente para garantir a continuidade do tratamento e também para que a medicação fosse tomada corretamente e lançou o 4BIO Care. “Em 50% dos casos, seja tratamento oncológico ou transplantes, por exemplo, o paciente desiste de tomar a medicação. Isso acontece pelos efeitos colaterais ou até por depressão. Com o acompanhamento, a adesão ao tratamento cresce para 80%. Todos saem ganhando, pois há aumento das chances de cura e diminuição de internações – o que resulta em redução de custos para a operadora”, explica o fundador e presidente da 4BIO, André Kina.

Entre janeiro e agosto deste ano, a CNU despendeu cerca de R$ 14 milhões com medicamentos para tratamento domiciliar de quimioterapia; em 2015, foram R$ 18 milhões. Contudo, Martines destaca que sem o apoio na entrega e no acompanhamento dos pacientes, como o 4BIO Care, os gastos seriam no mínimo o dobro do que possuem hoje. “Por contarmos com um fornecedor único, conseguimos uma melhor negociação dos valores”. O superintendente ainda destaca a importância da fármaco vigilância e orientação para os pacientes. Esse controle faz grande diferença, tanto que a CNU contratou uma farmacêutica para acompanhar o trabalho junto a 4BIO, monitorando as evoluções dos pacientes. “O melhor feedback é o baixo índice de reclamação”, destaca.

Affero Lab lança Escola de Saúde para profissionais do setor

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O setor de saúde brasileiro vem enfrentando vários desafios para garantir a manutenção e melhoria da qualidade assistencial prestada à população. Um dos principais desafios diz respeito ao público de enfermagem, que representa volume significativo de contratações nas instituições de saúde e chega com níveis heterogêneos de qualidade em sua formação. Para acelerar o processo de formação e integração desse público, a Escola de Saúde desenvolveu o Programa Integra Hospitalar, inicialmente com 14 módulos semipresenciais, que aborda o conhecimento básico para o exercício da enfermagem em hospitais.

O corpo de enfermagem corresponde ao maior volume de profissionais de um hospital e diariamente precisa lidar com uma série de normas, procedimentos, manuseio de equipamentos e situações que exigem um conhecimento técnico preciso e constantemente atualizado. Além do conhecimento técnico, o cuidado ao paciente também exige habilidades comportamentais como comunicação, empatia, ética e liderança a fim de garantir a qualidade e segurança da assistência prestada.

Não bastassem os protocolos gerais publicados por instituições tais como a OMS – e que são constantemente atualizados – os profissionais de saúde também precisam se familiarizar e dominar os protocolos específicos de cada instituição de saúde. Estima-se que, em 1950, o tempo necessário para que o conhecimento na área de saúde duplicasse era de aproximadamente 50 anos. No ano de 2020 estima-se que esse tempo seja de apenas 73 dias.

Diante desse cenário, manter a equipe de profissionais sempre em dia com todos os protocolos é cada vez mais desafiador para as áreas de educação continuada e vai exigir novas estratégias para aumentar a efetividade e eficácia de sua atuação. “Com o volume crescente de exigência e de informações no setor, restam poucas alternativas às instituições de saúde que não a de utilizar novas metodologias educacionais aliadas à tecnologia a fim de desenvolver seus profissionais, cuidar melhor dos pacientes e ganhar em produtividade”, afirma o diretor da Escola de Saúde, Gustavo Carvalho.

Existem evidências de que o treinamento de equipes de saúde pode reduzir a mortalidade dos pacientes em até 15%, segundo estudo "Saving Lives: A Meta-Analysis of Team Training in Health Care".

Para criar uma experiência de aprendizagem que objetiva melhorar a performance desses profissionais, a Affero Lab uniu seu know-how em metodologias e tecnologias de ensino com o conhecimento técnico em saúde de profissionais renomados na área.

Para Carvalho, o perfil digital do Programa Integra Hospitalar atende a necessidade do mercado de hoje, pois gera informação e conhecimento de maneira rápida, móvel, especializada e padronizada, mas sem deixar de respeitar as especificidades de diferentes instituições e as deficiências individuais de cada treinando.

Detalhes do programa

Dos 14 módulos, seis fazem parte do nível introdutório, composto por cinco temas técnicos: Biossegurança; Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde; Prevenção e Controle de Infecção relacionada à Assistência à Saúde; Gerenciamento de Risco e Segurança do Paciente; Gestão de Qualidade e Acreditações e um comportamental: Atendimento ao Cliente. Os outros temas fazem parte do nível básico, sendo Ética e Postura Profissional a disciplina comportamental e os demais 7 de caráter técnico: Acessos Venosos e Terapia Infusional; Cálculo e Administração de Medicamentos; Boas Práticas no Manuseio de Sondas e Drenos; Cuidados com Feridas; Suporte Básico de Vida em Adultos; Anotação de Enfermagem e Passagem de Plantão.

Depois de consumir o conteúdo instrucional de cada módulo, com vídeos em diversos formatos e simulações que traduzem situações da prática hospitalar, onde o profissional pode exercitar a tomada de decisões importantes no processo do cuidado, ele passa por um teste de conhecimento teórico e é encaminhado ao treinamento prático.

“O profissional de enfermagem, muitas vezes, não tem tempo para se atualizar devido ao ritmo intenso de sua rotina. Acreditamos que essa ferramenta pode viabilizar a expansão da prática de educação continuada e, assim, permitir uma melhor gestão de pessoas e consequentemente dos serviços prestados”, ressalta Carvalho.

Programa de Ganho de Eficiência - Hospital Sírio Libanês

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"Projetos como este focam em dois importantes desafios da área da saúde, que nossas equipes se propuseram a enfrentar com grande empenho: o aprimoramento contínuo de nossos processos e o ganho de eficiência” 

O Programa de Ganho de Eficiência na área de Enfermagem, adotado pelo Hospital Sírio-Libanês, foi impulsionado por um projeto de expansão iniciado em 2009, que dobraria a capacidade de atendimento da instituição. Ao mesmo tempo, os rumos da economia impuseram uma reflexão sobre os riscos representados pela fase pré-operacional, relacionados, sobretudo, aos custos de pessoal para a nova fase.

“Entendemos que se tratava de uma oportunidade de trabalhar com mais eficiência. Ainda, os números apontavam para uma sazonalidade na taxa de ocupação, o que incluiria alguma ociosidade e a possibilidade de saída de colaboradores. É importante considerar que a área de enfermagem representa aproximadamente 40% dos recursos humanos de um hospital e requer disponibilidade ininterrupta de profissionais, para suprir a rotina de atendimento”, explica Ivana Siqueira, Diretora Assistencial do hospital e uma das responsáveis pelo projeto.

O objetivo do programa foi aumentar a produtividade dos recursos humanos de enfermagem. Isso foi possível com a implantação de uma estratégia de pool, constituída por um grupo de profissionais que podem atuar em diferentes áreas de pacientes internos, sem abrir mão dos princípios de qualidade e segurança da instituição.

A implantação ocorreu em três etapas. Na primeira delas, houve o conhecimento e análise da demanda e oferta de profissionais para o cuidado. Em seguida, veio a criação de uma ferramenta de apoio à decisão. Para finalizar, foi formado um pool de profissionais de enfermagem, sem contratação, e constituição de célula de controle, inaugurando um modelo de acompanhamento e decisão eficiente para a operação.

Ivana compartilha os resultados: “O Programa propiciou uma redução de 11,6% no quadro de Enfermagem da internação. Ou seja, não houve demissão de colaboradores, mas a redução da necessidade de contratar, no momento em que o hospital abria novos leitos, dentro de seu projeto de expansão. Além disso, foi possível uma redução de 50% no pagamento de horas extras acumuladas e um aumento de 5,3% na produtividade, resultando em uma economia aproximada de R$ 10,5 milhões em 14 meses.”

Os indicadores assistenciais não foram afetados pelo programa, o que comprova a possibilidade de que ele continue a longo prazo.

Com apenas 15% dos espaços disponíveis, Hospitalar se renova e traz inovações para 2017

Coquetel de lançamento realizado na noite desta segunda-feira apresentou, aos líderes da saúde, parcerias estratégicas, novidades e lançamentos que visam apoiar cada vez mais o desenvolvimento do setor

lanamentoA 24ª edição da Hospitalar Feira+Fórum projeta uma grande expectativa no setor devido às inúmeras novidades que vem sendo apresentadas. Realizado na noite desta segunda-feira, 12 de dezembro, o coquetel de lançamento do evento contou com a presença de líderes da saúde, executivos da indústria e membros das principais entidades da área que, reunidos, ouviram os pronunciamentos da dra. Waleska Santos, presidente e fundadora da Hospitalar, e de representantes da UBM Brazil, que falaram sobre o que o mercado pode esperar da edição 2017, que será realizada entre 16 e 19 de maio.

“A Hospitalar cresceu e se transformou baseada na convivência com todos que atuam na área da saúde. Modificamos muita coisa, mas seguimos com o propósito de respeitar e ouvir o setor para trazer soluções e alternativas que proporcionem uma medicina de qualidade muito mais humanizada. Temos diversas novidades para 2017 e é um orgulho ver que ainda temos muito a fazer”, comentou a dra. Waleska em seu pronunciamento.

Dentre as diversas novidades já apresentadas, estão a realização do summit HIMSS@Hospitalar que oferecerá um conteúdo especializado em tecnologia avançada para o setor da saúde, um acordo de cooperação firmado com a HIMSS – Healthcare Information and Management Systems Society, organização global sem fins lucrativos, sediada nos Estados Unidos e focada em melhorar a saúde através da TI. Além disso, a edição 2017 lança uma área exclusiva de facilities em parceria com a L+M, novidade que disponibilizará serviços e produtos para construção, engenharia, arquitetura, recepção, manutenção e muitos outros, todos voltados à gestão.

jeaaaaaaaaaaaaaaaaaaan“A Hospitalar tem em seu DNA uma visão empreendedora que adora desafios. Mantivemos esse perfil e buscamos parcerias estratégicas para investir em novas áreas de atuação. Estamos muito satisfeitos em anunciar que o evento vai entregar mais valor agregado aos expositores e aos visitantes. Mesmo em um ambiente econômico difícil, quando os recursos econômicos encolhem e a criatividade é exigida, apresentaremos ao mercado uma Hospitalar 2017 renovada e instigante”, disse o presidente da UBM Brazil, Jean-François Quentin.

Iniciativa da edição 2016, o fórum Digital Healthcare segue com programação ativa. Intitulado “eHealth.17 – The End of the Beginning”, contará com mais de 30 speakers, a maioria internacionais, trazendo conteúdo altamente relevante. “A tecnologia é nosso segundo maior pilar. A Hospitalar sempre foi muito conhecida como uma feira de equipamentos, mas é também uma feira de soluções que conta com informações sobre gestão e administração hospitalar sendo, agora, reforçada pela área da tecnologia”, declara Monica Araújo, diretora da Hospitalar.

O sucesso crescente do evento que vem somando forças a cada edição é confirmado pelo público presente. O SINDHOSP – Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo acompanha a Hospitalar desde sua primeira edição. Para o presidente, Yussif Ali Mere Jr, esta evolução já é tradição da feira. “A trajetória da Hospitalar é de transformação e vemos isso com os melhores olhos possíveis. Se tirarmos uma fotografia do evento de 2017, será completamente diferente do que foi em 2010 que é totalmente diferente do realizado em 1995. Trata-se de uma feira contemporânea, que acompanha o setor, e é justamente isso que promove seu tamanho sucesso”, declarou.

Para a direção da Hospitalar é fundamental perceber que seus parceiros e visitantes notam essa preocupação de manter o evento sempre muito atualizado, respondendo às perguntas do setor da saúde e trazendo as principais tendências e o que há de mais moderno no mundo. “Gostaria que vocês pudessem avaliar cada novo passo que a Hospitalar dá, tendo a certeza de que mesmo com todas as mudanças seguimos com o foco de desenvolver nosso trabalho com seriedade, ouvindo a demanda do setor”, apontou Waleska.

TANIAMACHADOEm resposta à essa preocupação, Tânia Machado, CEO da TM Jobs, comentou: “eu acredito muito na transformação da Hospitalar, evento que tem uma trajetória brilhante e que conseguiu um espaço que faz toda a diferença no setor da saúde. Sempre dizemos que o ano só começa depois da Hospitalar”. Paulo Câmara, vice-presidente da FBAH – Federação Brasileira de Administradores Hospitalares, concorda com a positividade das mudanças propostas. “A Hospitalar está no caminho certo ao realizar mudanças na feira, trazendo novidades. Nós, da federação, sempre lutamos pela profissionalização da saúde e a Hospitalar é uma grande parceira nesse caminho, pois busca melhorias e, a cada ano, tem a preocupação de apresentar novidades”, declarou.

Para as marcas expositoras, as renovações anuais da Hospitalar contribuem enormemente para a ampliação dos negócios. “Há bastante tempo a Hospitalar é o principal evento da SAMTRONIC. Conseguimos atingir edição após edição as metas comerciais e de marketing. Para nós, reunir clientes e distribuidores nesses quatro dias traz frutos para todo o ano. Sobre as novidades, a Hospitalar sempre nos surpreende com inovações que são bem-vindas e trazem frescor ao evento”, declarou Bruna Sato, analista de marketing da Samtronic. Empresas que estão expondo pela primeira vez também apostam suas fichas no evento: “nós acreditamos que a feira tem um grande alcance. Será a nossa primeira participação, e com isso buscamos a divulgação da nossa startup. É muito interessante a possibilidade que a Hospitalar proporciona de trazer novidades, como o setor de facilities e dar espaço para negócios inovadores”, declarou Ricardo Sonati, CEO da TV Doutor.

A feira sempre foi um marco importante para a Maquet, já que posiciona a companhia em relação ao mercado. “A Hospitalar mostrou que está preocupada com a situação atual da conjuntura do País e do mercado, ao nos apresentar novas ações que poderão beneficiar a todos. Estamos ansiosos para a próxima edição e esperamos que seja próspera. Nós, uma das indústrias líderes mundiais neste segmento, continuaremos contribuindo, apresentando tecnologias de ponta para engrandecer ainda mais o evento e o mercado da saúde”, pontuou Jennifer Herbst, diretora de marketing da Maquet.

“Gostaríamos de parabenizar a Hospitalar pela organização que vem acontecendo para a edição de 2017. Participamos do Warm Up e coquetel até o momento, e ambos mostraram uma maior dedicação para com o expositor”, enfatizou André Toledo, gerente de marketing e comunicação da Philips.

Muitas novidades ainda serão apresentadas ao longo dos próximos cinco meses que antecedem a feira. A cadeia da saúde aguarda essas inserções no calendário e, também, a divulgação de toda a programação do Digital Healthcare, bem como do CISS – Congresso Internacional de Serviços de Saúde, e a listagem dos expositores e suas principais novidades em produtos e serviços que fomentam a qualificação do atendimento à saúde no país. A Hospitalar também conta com o setor de Reabilitação que soma expertise no cuidado e promoção de qualidade de vida a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A diversidade da agenda, repleta de conteúdo, é o que faz da Hospitalar o principal e mais relevante evento de saúde das Américas.

Além de grandes marcas expositoras como Philips, Siemens, Maquet e Samtronic, estiveram presentes no coquetel de lançamento da Hospitalar as entidades ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde), ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos), ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), ABRAIDI (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes), ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas), FBAH (Federação Brasileira de Administradores Hospitalares), FBH (Federação Brasileira de Hospitais), FENAESS (Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde), IEPAS (Instituto de Ensino e Pesquisa na Área da Saúde), INDSH (Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano), SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde), SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial), SINDHOSP (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo), SINDHRIO (Sindicato dos Hospitais Clínicas e Casas de Saúde do Município do RJ), SOBRATI (Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva) e os Consulados Americano, Canadense, Polonês e do Reino Unido.