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Balanço da Saúde em 2016: impactos do desemprego nas operadoras de Saúde

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Como reflexo da crise econômica que atinge o País, a população desempregada somou 12 milhões de pessoas entre agosto e outubro de 2016, um aumento de 33,9% em comparação ao mesmo trimestre de 2015 e o maior índice de toda a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que teve início em 2012. Nesse cenário, mais de 1,5 milhão de brasileiros deixaram de ter planos de saúde nos últimos 12 meses, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que representa além de um desfalque para as operadoras de saúde, um fluxo ainda maior de usuários no sistema público - já lotado. Só em São Paulo, a fila para a realização de exames na rede municipal cresceu 56% em 2016. Atualmente, 347 mil pessoas aguardam para realização de um teste simples, como endoscopia, ou mais complexo, como tomografia computadorizada. O tempo de espera pode passar de cinco meses.

Segundo Rogério Medeiros, professor do MBA de Gestão em Saúde do Centro Universitário São Camilo, os reflexos tanto nos hospitais públicos, quanto nas operadoras, vão ser vistos ainda por um tempo. Ele explica que, quando uma operadora perde 10 mil vidas, por exemplo, precisa vender acima disso para repor o prejuízo, porque só terá um retorno líquido de investimento a partir da quarta ou quinta parcela paga pelo cliente. "As primeiras parcelas são para o pagamento de despesas de prospecção, como corretor e propaganda. A operadora não perde apenas um cliente, mas cerca de quatro meses sem receita”, diz Medeiros, ressaltando que somado a isso, muitas pessoas e empresas migraram para planos mais baratos.

Repor essa perda demanda planejamento, revisão de investimentos e paciência. Isso porque, os mais de um milhão de vidas perdidas referem-se a clientes conquistados ao longo do tempo, em torno de quatro ou cinco anos, não apenas nos últimos 12 meses. “Recuperar essas vidas pode demorar até cinco anos”, prevê Medeiros.

O movimento reflete diretamente, também, nos hospitais privados: antes destino dos pacientes com convênio médico, perdem esses usuários que, sem recursos, precisam recorrer ao já sobrecarregado sistema público de Saúde. O movimento exige dos gestores de hospitais ainda mais acuracidade na gestão: com menos atendimentos, a receita vinda das operadoras de saúde é menor. Já que não é possível controlar a demanda, a saída é manejar onde se tem controle. Em outras palavras, é necessário cortar custos e buscar meios de aumentar rentabilidade, mesmo que a receita fique congelada ou se retraia. Para isso, é preciso adicionar inteligência aos processos administrativos, por meio de automatização que gerem economia de backoffice, além de se amparar em ferramentas de análise de dados, que melhorem o atendimento e a segurança do paciente.

O SUS e 2017

“Não há medicamentos, nem leitos suficientes em muitos municípios, o que pode dobrar o tempo de espera - já longo - por um atendimento”, ressalta Medeiros. Com quase 75% da população dependendo do Sistema Único de Saúde (SUS), vai ficar ainda mais difícil o atendimento, pois o número de pacientes aumentou, mas os gastos com a Saúde Pública não. Nos últimos quatro anos do governo Dilma Rousseff, os gastos na área ultrapassam os R$ 100 bilhões anuais. No começo deste ano, o montante passou de R$ 90,34 bilhões para R$ 87,98 bilhões.

Na visão de Medeiros, no próximo ano pouca coisa vai mudar. “Precisamos esperar o desdobramento da PEC 241/55, medida proposta pelo governo que impõe limites para os gastos públicos - incluindo os destinados à Saúde, e observar a economia. A perspectiva é que a situação comece a melhorar em 2018, com a redução do desemprego, a possibilidade de novos investimentos na área pública, e a volta tímida para os planos”, adianta.

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Agfa HealthCare apresenta soluções na RSNA

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A Agfa HealthCare, empresa líder entre os fornecedores de diagnóstico por imagem e soluções de TI em saúde, participou da edição da RSNA 2016 – Radiological Society of North America (Encontro Anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte) em Chicago, nos Estados Unidos.

Com o lema “Care You Can See”, a Agfa HealthCare apresentou a solução de Enterprise Imaging, uma única plataforma de imagens, a qual permite que as imagens, de qualquer lugar, estejam disponíveis para todos os profissionais a qualquer momento, da radiologia à cardiologia, da oftalmologia à dermatologia, garantindo o valor da informação visual por meio do contínuo cuidado em suas atividades. Com essa solução, que apresenta melhores custos e elimina exames desnecessários, os radiologistas podem se certificar da satisfação dos médicos e pacientes.

A nova solução Enterprise Imaging é cuidadosamente projetada e pensada para ajudar nos desafios que a imagem diagnóstica propõe ao técnico da radiologia. Além disso, apresenta relatórios mais concisos para os médicos e melhora o aperfeiçoamento da experiência com o paciente.

Ainda com foco em Soluções de TI em saúde, a empresa mostrou a solução de telerradiologia, serviço que permite o diagnóstico à distância.

Durante o RSNA, a Agfa HealthCare também mostrou o software de processamento de imagens mais avançado do mercado MUSICA®, que além de inteligente é dinâmico, obtém imagens que estão em movimento e garantem alta qualidade de imagens para o diagnóstico dos pacientes. O software MUSICA®, está há 20 anos ajudando a capturar as imagens médicas.

Outra novidade exposta no evento foram as soluções de DR (Digital Radiography), cujo portfólio oferece qualidade, desempenho, produtividade e resultados aos pacientes e ganhou o Prêmio Norte-Americano de Liderança de Produtos para a Radiografia Digital 2016 da Frost & Sullivan.

A iniciativa fez parte das premissas da Agfa HealthCare para o ano de 2017, que consistem em reforçar seu compromisso de mostrar o papel da radiologia na assistência ao paciente. As ações apresentaram imagens dinâmicas movidas pelo premiado software de processamento de imagens MUSICA® até uma plataforma convergente de Enterprise Imaging, bem como fluxo de trabalho departamental especializado e serviços de gerenciamento de imagens.

IR 2017: Mudanças na declaração afetam a área da saúde

comprometimento profissional

Médicos e profissionais da saúde precisam ficar ainda mais atentos para não caírem na famosa e temida malha fina. Na nova regra da declaração de Imposto de Renda, é obrigatório informar à Receita Federal o CPF dos clientes particulares. Qualquer esquecimento pode pesar bastante no bolso do profissional, pois a multa varia de 75% a 225% do valor sonegado. Antes o profissional indicava apenas o valor global recebido de todos os pacientes, sem precisar identificá-los um a um. A mudança facilita o “cruzamento” de informações dentro dos servidores da Receita.

De acordo com a Vitta, empresa especializada em tecnologias de gestão em saúde, um médico que atua em clínica faz até 20 atendimentos por dia e, em média, 12% são consultas particulares - o valor pode chegar a 100% em caso de clínicas populares. Incluir todos os dados dos clientes na declaração pode levar horas e qualquer erro resulta em problemas com a Receita. Como forma de organizar a gestão, médicos e profissionais de saúde têm se preparado desde já para as novas regras e adotado soluções de tecnologia para não cair na malha fina, com softwares na nuvem para cadastro integrado de seus clientes. “Muitos médicos nos procuram porque não sabem como organizar um fluxo tão grande de informações. É um desafio para eles”, afirma Lucas Lacerda, fundador da Vitta. “A conta, no final, acaba sendo paga pelos pacientes. Para cobrir os custos com as multas, o profissional aumenta o valor das consultas no ano seguinte.”

O advogado tributarista Thiago Mansur, do Andrade e Mansur Sociedade de Advogados, salienta a importância de declarar corretamente todos os dados do paciente para evitar multas. “Supondo que o médico atenda 20 pacientes particulares por dia, 400 por mês, chega ao final de 12 meses com um faturamento de R$ 480 mil. Desse valor, se não declarar a origem de todos, a multa é de R$ 90 mil. O custo tributário total será de R$ 210 mil, quase metade do que o médico recebeu no ano inteiro. De cada mil reais que ele recebe, R$ 400-500 vão só para pagar imposto e multa.”

A Receita disponibilizou em maio deste ano o rascunho da declaração de 2017 para os contribuintes que já quiserem adiantar e salvar o esboço da declaração.

Hospital Digital exige mudança de mentalidade dos gestores

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O movimento para o Hospital Digital demanda mais do que a adesão de novas tecnologias e a digitalização de processos: exige a mudança de mentalidade de toda a instituição. Médicos, gestores e todo o corpo clínico devem estar abertos a deixar de lado a gestão analógica e abraçar as novas tecnologias de aprimoramento de administração e atendimento, como as soluções de gestão hospitalar (Enterprise Resource Planning, ou ERP) e o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP).

“Todos os profissionais devem entender os processos e soluções implantadas, a forma que auxiliam o andamento do trabalho e qual a eficiência em toda a cadeia de atendimento”, explica Evandro Garcia, diretor de vendas, marketing e serviços de área de Tecnologia da Informação em Saúde para a América Latina da Philips. Segundo ele, apenas com o envolvimento de toda a empresa é possível  obter o máximo de benefícios das soluções de gestão.

A mudança no mindset está amplamente ligada ao treinamento baseado em duas frentes:

1) Treinamento técnico: para que o corpo clínico e administrativo fique mais confortável com mudança e entenda as novas tecnologias e funções, é preciso contar com treinamentos realizados por um profissional de TI que será capaz de ensinar a maneira correta para a utilização desses sistemas.

2) Treinamento de conscientização: além de saber como usar, é preciso saber o porquê de usar. A resistência à utilização dos novos sistemas do Hospital Digital está amplamente relacionada à falta de informação e conhecimento a respeito dos benefícios proporcionados, tanto em relação a mais praticidade nas atividades do corpo clínico, quanto para a segurança e bem-estar do paciente.

Hospital Digital tem como base mudanças tecnológicas, focando em técnicas para tornar a gestão mais efetiva. Para que essas mudanças sejam concretizadas, é necessário que os processos sejam remodelados aos sistemas digitais e que os times, conscientes dos benefícios da digitalização, entendam seus novos papéis dentro desse cenário.

Saiba mais sobre as mudanças nas estratégias de gestão hospitalar. Baixe gratuitamente o whitepaper: "Hospital Digital: Reduzindo riscos financeiros e melhorando atendimento ao paciente com sistemas de saúde" 

OGT lança painel de NGS dirigido para estudar SNV e CNV em hipercolesterolemia familiar

OXFORD, Inglaterra, 8 de dezembro de 2016 /PRNewswire/ -- A Oxford Gene Technology (OGT), empresa de genética molecular, expandiu seu leque de painéis de NGS personalizáveis SureSeq™, com o lançamento do Painel de FH de NGS personalizável SureSeq myPanel™, que possibilita o estudo rápido e custo-eficiente de variantes na hipercolesterolemia familiar (FH -- familial hypercholesterolemia). O painel possibilita detecção da variação de nucleotídeo único (SNV -- single nucleotide variation) e da variação no número de cópias (CNV -- copy number variation) em um único painel pequeno e permite a personalização por mix and match (misturar e combinar) do gene inteiramente otimizado e conteúdo de hotspot. Isso inclui todos os éxons para LDLR, PCSK9, APOB, LDLRAP1, APOE, LIPA e STAP1 e ainda 14 SNPs. E permite aos pesquisadores sequenciar seletivamente regiões relevantes, aumentando o rendimento e economizando em reagentes.

(Logo: http://photos.prnewswire.com/prnh/20160909/406091LOGO )

A FH se caracteriza pelos altos níveis de LDL, que causa o início precoce da doença das artérias coronárias, tratada com estatinas. Está bem caraterizada em nível molecular com vários genes e múltiplas mutações de pontos descritas. As análises de mutações por múltiplos sequenciamentos de PCR ou pelo método de Sanger normalmente são muito demoradas. Cerca de 5% a 10% das mutações são devidas a CNVs, requerendo mais esforço de detecção por Amplificação Multiplex de Sondas Dependente de Ligação (MLPA -- Multiplex Ligation-dependent Probe Amplification). A fim de racionalizar a detecção, o painel de FH da OGT possibilita o sequenciamento de todas as regiões relevantes dos genes em um ensaio. Além disso, o enriquecimento baseado em hibridização garante completude e uniformidade de cobertura inigualáveis, eliminando a necessidade de sequenciamento suplementar pelo método de Sanger de preenchimento. A detecção de CNVs tem mostrado concordância total com os resultados de microarray (microarranjo -- o padrão ouro para a detecção de CNV) em todas as amostras testadas pela OGT. Isso significa que os pesquisadores podem analisar CNVs com confiança, eliminando a necessidade de testes adicionais de MLPA. A OGT dispõe de microarrays personalizáveis CytoSure™ para o downstream de confirmação de CNV.

A vice-presidente executiva de Marketing da OGV, Emma Shipstone, declarou: "Ser capaz de detectar com confiança SNVs e CNVs em um painel é um grande avanço. A metodologia de hibridização e a expertise em design de isca tornam isso possível ao assegurar que nossos painéis ofereçam inteireza e uniformidade de cobertura excelentes. Áreas de CNV podem ser facilmente identificadas dentro de cada amostra, fornecendo maior entendimento da amostra de forma mais rápida e custo-eficiente a nossos clientes".

Para saber mais, por favor, visite http://www.ogt.com/FH.

SureSeq™: para uso em pesquisa apenas; não autorizado para uso em procedimentos de diagnóstico.

FONTE Oxford Gene Technology (OGT)

Nordion e General Atomics recebem financiamento da NNSA

Tecnologias em Saúde

 A Nordion, empresa autônoma da Sterigenics International, em parceria com a General Atomics (GA), receberam da Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA -- National Nuclear Security Administration) do Departamento de Energia (DOE) dos Estados Unidos um financiamento de fase II, sob acordo de cooperação, para a GA concluir seu projeto com a Nordion e com o Centro da University of Missouri Research Reactor (MURR®). Esse financiamento de fase II irá apoiar o estabelecimento de suprimento novo e confiável de molibdênio 99 (Mo-99), usando urânio de baixo enriquecimento (LEU -- Low Enriched Uranium).

A concessão anunciada hoje assegura o comprometimento total da NNSA com o projeto de 25,0 milhões, $ 15,3 milhões acima do financiamento de fase I original de $ 9,7 milhões, concedido em setembro de 2015. Esse investimento representa um voto de confiança significativo no trabalho de mais de 100 profissionais altamente qualificados, que contribuíram com o projeto no último ano.

"O novo financiamento da NNSA irá nos ajudar a cumprir nosso objetivo de restabelecer a rotina do suprimento comercial de molibdênio-99 na América do Norte, de meados ao final de 2018", disse o gerente geral para Isótopos Médicos da Nordion, Phil Larabie. "O programa de testes em andamento desse projeto está excedendo nossas expectativas e irá ajudar a assegurar o futuro de longo prazo da Nordion como uma importante provedora mundial de Mo-99 para sistemas de tratamento de saúde nos EUA e no mundo".

"Estamos muitos satisfeitos pela decisão da NNSA de continuar financiando esse importante projeto e temos confiança absoluta de que, com nossos parceiros Nordion e MURR®, iremos desenvolver a capacidade de produzir comercialmente o Mo-99, usando a tecnologia da GA de extração seletiva de gás do urânio de baixo enriquecimento. Os resultados da fase I mostram que o produto cumpre as rigorosas exigências de especificação da Nordion para uso em sua atual infraestrutura", acrescentou a gerente do Projeto Mo-99 da GA, Kathy Murray.

Um isótopo medico é uma substância radioativa segura, usada por profissionais de saúde para ajudar no diagnóstico de aproximadamente 50 milhões de pacientes na América do Norte e o mundo, todos os anos. O elemento químico mais importante é o tecnécio-99m (Tc-99m), que é derivado do molibdênio-99 (Mo-99) e usado em mais de 80% de todos os procedimentos da medicina nuclear.

Quando entrar em operação, o projeto irá substituir o Mo-99 fornecido anteriormente pelo Reator Canadense National Research Universal (NRU) em Chalk River, Ontário. Embora a NRU tenha encerrado a produção rotineira do Mo-99 em 1o de novembro de 2016, o governo do Canadá, a Canadian Nuclear Laboratories e a Nordion se comprometeram a manter a capacidade de produção em moda de espera (stand-by) até 31 de março de 2018, para evitar um desabastecimento significativo de Mo-99.

 

SINDHOSP investe em governança corporativa e inovações em prol do desenvolvimento do setor

DSC 3399 1Com a missão de representar e defender o setor empresarial privado da saúde junto aos órgãos sindicais, aos governamentais e à sociedade, o SINDHOSP (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo) atua com excelência na representatividade e no fortalecimento do segmento. Na entrevista a seguir, Yussif Ali Mere Júnior, presidente da entidade, destaca os projetos para 2017, como a conclusão de um processo iniciado neste ano e que oferece um formato completamente inovador às instituições: a governança corporativa. O SINDHOSP almeja ainda obter avanços importantes para o estado de São Paulo, no sentido de estar alinhado com os governos municipal e estadual. Segundo o presidente, pela primeira vez um prefeito sinaliza seu desejo de fazer parcerias com a iniciativa privada. E isso não apenas na área da saúde.

Confira mais detalhes na entrevista a seguir.

Hospitalar.com: Quais são os projetos da instituição para 2017?

Yussif Ali Mere Jr.: Em 2017, teremos a conclusão de um processo iniciado este ano – que dá um formato completamente inovador às nossas instituições –, a nossa governança corporativa. Alinhados com o mercado e com os propósitos éticos que toda a sociedade reivindica nesses últimos tempos, estamos transformando nossa organização internamente, com o estabelecimento de processos bem definidos e profissionalização da gestão. Queremos descentralizar as decisões e torná-las cada vez mais colegiadas. O objetivo é perpetuar os ganhos que temos tido para Federação, sindicatos e Iepas (Instituto de Ensino e Pesquisa na Área da Saúde). Creio que esta será a marca de nossa gestão, sem apegos a cargos e assinaturas. Esse será o nosso legado.

Hospitalar.com: Fale um pouco sobre os projetos da instituição e o impacto deles para o setor.

Yussif Ali Mere Jr.: Além da governança corporativa – que será um marco para o setor, já que nenhum sindicato até hoje empreendeu desta maneira –, daremos continuidade aos projetos em andamento. Teremos uma nova cesta de serviços aos associados, a segunda edição do Conecta Saúde e, claro, a participação na Feira HOSPITALAR. Vislumbramos ainda obter avanços importantes para o estado de São Paulo, no sentido de estarmos alinhados com os governos municipal e estadual. Pela primeira vez, um prefeito sinaliza, despido de ideologias, seu desejo de fazer parcerias com a iniciativa privada. E isso não apenas na área da saúde. Estamos elaborando um projeto de rede com nossas clínicas associadas, a fim de participar dessa iniciativa com a prefeitura de São Paulo, e esperamos que a população tenha muitos ganhos.

Hospitalar.com: Como a sua participação no evento ajuda no desenvolvimento dos seus projetos?

Yussif Ali Mere Jr.: Nós promovemos, em parceria com a HOSPITALAR, o congresso oficial da Feira, além de nossos Congressos Brasileiros de Gestão. Acredito que, ao longo dos anos, aprendemos muito. Tivemos a oportunidade de debater e revisitar temas sempre muito importantes para o setor. Esta experiência de décadas nos iluminou para o desenvolvimento de inúmeros projetos, que hoje beneficiam os associados e contribuintes. Sem contar o relacionamento possibilitado durante a feira. Temos a oportunidade de nos reunir num espaço único, de unir interesses, de pensar em novos negócios. Creio que esse movimento seja a mola criativa do setor.

Hospitalar.com: Há quantas edições participa da HOSPITALAR?

Yussif Ali Mere Jr.: Participamos desde o início, desde a primeira edição, como apoiadores e parceiros. Pessoalmente, estive em todas as edições. Acreditamos desde sempre na ideia e ficamos muito felizes com a prosperidade de um projeto como esse, sobretudo por ter assinatura nacional.

Hospitalar.com: Como você vê a importância desse evento no setor da saúde como um todo?

Yussif Ali Mere Jr.: Como disse, acredito que a HOSPITALAR é a mola criativa do setor. Lá são apresentadas muitas ideias, mas de lá também nascem muitos projetos inovadores, muitas parcerias inéditas, que não seriam seladas não fosse o espaço em comum. Estamos num momento ímpar, em que o país como um todo vai dar uma virada ética, refletindo no setor da saúde de maneira muito positiva. A PEC 241, por exemplo, é uma oportunidade de melhorar a qualidade dos gastos do país, inclusive os da saúde. Tal mudança deve levar os governos a encararem a saúde como uma prioridade na prática, e não apenas no papel. Nesse sentido, espaços como o da HOSPITALAR se tornam ainda mais importantes, porque por meio deles sensibilizamos as autoridades, a sociedade e o setor de uma maneira geral.

FBAH: aprimoramento e valorização profissional de gestores e administradores hospitalares

paulo camara A FBAH (Federação Brasileira de Administradores Hospitalares), engajada no fomento à manutenção e recuperação da saúde das pessoas, procura criar um ambiente administrativo mais saudável dentro dos hospitais com interação entre seus numerosos e diversificados profissionais. Paulo Camara, vice-presidente da entidade, destaca na entrevista a seguir os principais projetos da Federação para 2017 e o impacto de suas atividades no setor. Há anos a entidade desempenha intenso trabalho com a HOSPITALAR. “A parceria nasceu a partir da ideia de criar condições para que o visitante da feira, em busca de novidades do mercado, pudesse participar de fóruns capazes de ampliar conhecimento e reciclá-lo com o que há de mais atual no mercado. Desta forma, a FBAH e a HOSPITALAR sempre atuaram juntas discutindo os melhores temas e cases a serem apresentados aos congressistas e visitantes do evento”, diz Paulo Câmara. Confira a entrevista na íntegra.

Hospitalar.com: Quais são os projetos da instituição para 2017?

Paulo Câmara: A FBAH dará continuidade ao projeto-piloto de sucursais que iniciou em 2016. Na verdade, o projeto foi idealizado há muito tempo e só agora foi posto em prática. Inicialmente, para as representações estaduais que estão em acompanhamento até o final deste ano, selecionamos cinco vice-presidentes regionais que representam a FBAH em seus respectivos estados. São eles: Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais e Paraná. Em 2017, vamos estendê-lo ao maior número possível de estados desse imenso Brasil, para que nossos associados tenham a oportunidade de estar bem próximos à Federação, assim como buscar a filiação de novos profissionais e, ainda, fomentar palestras, seminários, congressos referentes a temas de interesse no ambiente hospitalar na sede e nas sucursais.

Outro grande projeto para 2017, também nessa linha de aproximar nossos associados, é permitir que possam se promover no setor da saúde, ou seja, abriremos espaço em nossas mídias para que os associados possam publicar artigos científicos ou mesmo trabalhos que contribuam para melhoria em outros estabelecimentos, ou, ainda, que façam a diferença para comunidades. Esse projeto será viável tanto para associados pessoa física, quanto para pessoa jurídica.

Temos ainda, em estudo, o Banco de Talentos, que possibilitará visibilidade, aos profissionais que se cadastrarem, perante o mercado. As entidades poderão consultar os currículos e verificar profissionais disponíveis e interessados em recolocação.

Continuaremos atuando fortemente como apoiadores institucionais de parceiros estratégicos que, no decorrer de 2016, propiciou às partes excelentes oportunidades, além das condições favoráveis oferecidas aos associados, que se beneficiaram, inclusive, com inscrições gratuitas por intermédio de sorteios.

Hospitalar.com: Fale um pouco sobre os projetos da instituição e o impacto deles para o setor.

Paulo Câmara: Todos os projetos da FBAH são voltados aos associados e, deste modo, nossa maior preocupação é criar condições diferenciadas que permitam o acesso dos administradores e gestores hospitalares à atualização e ao aprimoramento de seu conhecimento. Essa é a maior riqueza do ser humano, o seu conhecimento; portanto, cabe a nós criar condições propícias aos nossos fiéis colaboradores. Sendo assim, nossas ações terão sempre o impacto imensurável do estudo, da instrução, da sapiência, o que nos possibilita disseminar em prol de um sistema de saúde mais justo e digno aos brasileiros sempre pensando na profissionalização dos nossos associados.

Hospitalar.com: Como a sua participação na HOSPITALAR ajuda no desenvolvimento dos seus projetos?

Paulo Câmara: A FBAH é parceira da HOSPITALAR Feira+Fórum desde o seu início! São mais de 20 anos de cumplicidade e junção da inovação e do conhecimento. Essa parceria nasceu da ideia de criar condições de que o visitante da feira, em busca de novidades do mercado, possa aproveitar o tempo (principalmente os que vêm de outras localidades), participar dos nossos fóruns podendo conhecer e reciclar-se com o que há de mais atual no mercado. Desta forma, estamos sempre juntos, discutindo os melhores temas e cases a serem apresentados aos congressistas e visitantes da feira, com esse intuito.

Hospitalar.com: Há quantas edições participa da HOSPITALAR?

Paulo Câmara: A FBAH participa da HOSPITALAR há anos, praticamente desde a primeira edição. Iniciamos nossa parceria com a realização de fóruns. No primeiro, tratamos de sustentabilidade, meio ambiente. Já no ano seguinte, fomos pioneiros discorrendo sobre PPP (Parceria Público-Privada), assunto até hoje em evidência e amplamente debatido. Temos que considerar, também, os jantares do Administrador Hospitalar que realizamos anualmente nas segundas-feiras que antecedem a Feira HOSPITALAR. É um evento que se tornou tradição para o setor. É a pré-abertura dos nossos congressos e, consequentemente, da Feira, pois contamos com a parceria da HOSPITALAR, que está sempre presente nos prestigiando.

Hospitalar.com: Como você vê a importância desse evento no setor da saúde como um todo?

Paulo Câmara: Sem a menor dúvida, a HOSPITALAR é referência internacional quando se fala em feiras e fóruns na área da saúde. Não há como não referenciar. As maiores novidades, as entidades mais bem conceituadas, as propostas mais inovadoras e o conhecimento mais atual se juntam em um único espaço físico para que os profissionais da área, sejam médicos, sejam administradores, enfermeiros, cientistas, analistas ou técnicos, reúnam o que há de melhor, mais moderno e mais eficiente no setor para levar às suas entidades e, consequentemente, à população, para a melhoria da assistência de saúde em nosso país.

CNS: zelo pelos direitos e interesses do segmento de saúde junto aos órgãos governamentais e políticos do país

Dr. Trcio Kasten presidente da CNS 2Com sede no Distrito Federal, a CNS (Confederação Nacional de Saúde) defende os interesses coletivos ou individuais da categoria no que se refere a questões judiciais, administrativas e trabalhistas. Congrega atualmente oito federações e 90 sindicatos do setor em atividade no país, bem como representa todos os estabelecimentos de serviços de saúde no Brasil. São hospitais, clínicas, casas de saúde, laboratórios de análises clínicas e patologia clínica, serviços de diagnóstico, imagem e fisioterapia, entre outros estabelecimentos do gênero. Em entrevista, o presidente da CNS, Dr. Tércio Kasten, destaca os principais projetos da entidade, como a consolidação de relações com as demais confederações e com o Congresso Nacional, no acompanhamento da tramitação dos projetos de lei e nas ações junto ao Ministério da Saúde, visando a parcerias rentáveis em prol do melhor atendimento à população.

Confira a entrevista a seguir.

Hospitalar.com: Quais são os projetos da instituição para 2017?

Dr. Tércio Kasten: As atividades do setor da saúde têm forte ligação com todo o sistema produtivo brasileiro, por isso consideramos de extrema importância o fortalecimento das relações da CNS com as demais confederações, bem como a intensificação das relações com o Congresso Nacional, no acompanhamento da tramitação dos projetos de lei e nas ações junto ao Ministério da Saúde, buscando as parcerias necessárias para o melhor atendimento à população brasileira, para suas necessidades em relação à saúde e ao bem-estar. 

Hospitalar.com: Fale um pouco sobre os projetos da instituição e o impacto deles para o setor.

Dr. Tércio Kasten: As dificuldades financeiras pelas quais passa a economia brasileira nos leva a estreitar ainda mais as relações comerciais com operadoras de planos de saúde e demais players, seja na intermediação de eventuais divergências, seja na busca de soluções e interesse comum para nosso setor.

Hospitalar.com: Como a sua participação no evento ajuda no desenvolvimento dos seus projetos?

Dr. Tércio Kasten: A participação na HOSPITALAR possibilita compartilhar experiências, desenvolver novos negócios, antever tendências que auxiliam no desenvolvimento dos diferentes projetos no setor da Saúde.

Hospitalar.com: Há quantas edições participa da HOSPITALAR?

Dr. Tércio Kasten: Tive o prazer de participar de todas as edições da HOSPITALAR, as quais sempre proporcionaram a oportunidade de reencontrar amigos e trocar experiências.

Hospitalar.com: Como você vê a importância desse evento no setor da saúde como um todo?

Dr. Tércio Kasten: A HOSPITALAR tornou-se um ícone do setor saúde brasileiro, pela grande feira de produtos e serviços e pelos congressos que são realizados anualmente, se consolidando como referência de negócios e de oportunidade para se conhecer novas tecnologias.

ABIMO: representatividade da indústria brasileira de dispositivos médicos e odontológicos no mercado nacional e internacional

Franco PallamollaComo entidade representante da indústria brasileira de dispositivos para a saúde, a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos) promove o crescimento sustentável do setor no mercado nacional e internacional. É a responsável por monitorar os principais dados do setor, servindo como fonte de informações para associados, governo e parceiros a respeito de um segmento que representa 10% do PIB do Brasil e abrange empresas que produzem desde pequenos componentes a imponentes tomógrafos, com capacidade de suprir 95% das demandas de um hospital inteiro.

Na entrevista a seguir, Franco Pallamolla, presidente da entidade, ressalta os principais projetos de atuação para 2017, não só no poder público, mas também em iniciativas próprias. O presidente aponta a luta da Associação pela justa isonomia tributária com os produtos importados, assim como a discussão de assuntos de caráter regulatório que continuarão com acompanhamento, além da iniciativa de centralização de compras públicas das PDPs (Parcerias de Desenvolvimento Produtivo) e encomendas tecnológicas do setor de produtos para a saúde. Confira mais detalhes na entrevista a seguir.

Hospitalar.com: Quais são os projetos da instituição para 2017?

Franco Pallamolla: A ABIMO tem programadas importantes ações para o próximo ano, tanto junto ao poder público como em realizações de sua própria iniciativa. Atuaremos junto ao Ministério da Saúde a fim de trazer resultados ainda melhores para a concretização das parcerias com vistas ao desenvolvimento produtivo. Manteremos viva a luta por uma justa isonomia tributária com os produtos importados e pela renovação do Convênio ICMS 01/99.

Além disso, os assuntos de caráter regulatório continuarão a contar com nosso rigoroso acompanhamento, o que nos tem proporcionado orientar com precisão e qualidade as empresas associadas.Implementaremos mais uma edição do Prêmio Inova Saúde e do nosso já tradicional congresso de inovação, o CIMES, que terá como tema central a Indústria 4.0 – A Saúde cada vez mais conectada.

Visando ao incentivo às exportações, o Projeto Brazilian Health Devices, realizado pela ABIMO em estreita parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), continuará apoiando as empresas brasileiras no esforço exportador.

Hospitalar.com: Fale um pouco sobre os projetos da instituição e o impacto deles para o setor.

Franco Pallamolla: Detalhando alguns dos projetos acima citados, anuncio que a ABIMO estará fortemente empenhada em incrementar a proposta entregue ao Ministro da Saúde para criar e estruturar a centralização de compras públicas das PDPs e encomendas tecnológicas do setor de produtos para a saúde. Essa é uma potente ferramenta que conjuga aumento de competitividade da indústria com redução de custos para o sistema de saúde. 

Em continuidade a essa agenda de trabalho para 2017, a ABIMO realizará mais uma edição do Prêmio Inova Saúde, que destaca uma indústria do setor odontológico e outra do setor médico-hospitalar por produto ou serviço que figure como inovação na cadeia produtiva nacional e que, desta maneira, tenha contribuído com a elevação do patamar tecnológico em benefício da saúde humana. Como novidade, em 2017 o prêmio da área odontológica receberá o nome de Prêmio Knud Sorensen, em homenagem póstuma ao cirurgião-dentista, ex-vice-presidente do setor odontológico da ABIMO.

Entre os dias 17 e 18 de agosto de 2017, no Hotel Maksoud Plaza em São Paulo/SP, faremos a sexta edição do CIMES (Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para a Saúde), congresso que tem o intuito de promover o encontro entre indústria, academia e governo para discutir políticas de inovação na cadeia produtiva da saúde.

Além disso, a ABIMO estará, mais uma vez, à frente do projeto setorial Brazilian Health Devices, que desenvolve em parceria com a Apex-Brasil. São 15 anos de ações coordenadas para o apoio às exportações das indústrias de artigos e equipamentos da área da saúde, representando-as internacionalmente e participando de eventos nos mercados-alvo do setor em Angola, Chile, Espanha, Estados Unidos, Índia, México, Rússia, Turquia, Arábia Saudita, Irã, Colômbia, Emirados Árabes e China.

Em outra frente, em breve estará disponibilizada a agenda completa de cursos que têm como missão manter nossos associados atualizados sobre as novas regulamentações e exigências técnicas do setor.

Finalmente, e não menos importante, seguiremos atuando fortemente na operacionalização de mecanismos que fomentem a inovação em nosso setor.

Hospitalar.com: Como a sua participação no evento ajuda no desenvolvimento dos seus projetos?

Franco Pallamolla: A presença constante da ABIMO em todos esses anos demonstra a relevância da HOSPITALAR no cenário de negócios brasileiro. Participar desse evento, mantém a ABIMO em contato com o que há de melhor no mercado e alinhada aos compromissos que serão os impulsionadores da indústria de dispositivos para a saúde: inovação tecnológica, atendimento ao imenso mercado interno e disputa por mercados internacionais.

Hospitalar.com: Há quantas edições participa da HOSPITALAR?

Franco Pallamolla: São 23 anos de participação ininterrupta na feira, à frente das empresas associadas.

Hospitalar.com: Como você vê a importância desse evento no setor da saúde como um todo?

Franco Pallamolla: A HOSPITALAR é a principal feira do setor da América Latina, o que potencializa a atração de mais compradores internacionais para o Brasil, reforçando a imagem de nação séria e competitiva ao realizar evento tão significativo para o setor da saúde mundial.

Trata-se de iniciativa canalizadora da atenção de empresários e profissionais dos cinco continentes, confirmando-se a cada ano como importante geradora de negócios e networking no mercado de saúde, trazendo confiança ao segmento e sendo reconhecida por unir os principais players da cadeia de saúde.