Câmara dos deputados discute telemedicina

Dr. Jefferson F.

Discutida em audiência pública na Câmera dos Deputados com a presença de médicos de entidades e associações, a temática telemedicina mostrou responsabilidade, ética e prioridade à saúde populacional

Quinta-feira passada, dia 29 de novembro, a Comissão de Seguridade Social promoveu uma audiência pública a pedido da Deputada Adriana Ventura (Novo/SP) para debater sobre a regulamentação da telemedicina no Brasil.

Médicos e representantes acadêmicos e de instituições médicas tiveram a oportunidade de pontuar a importância da telemedicina para a saúde populacional. Participaram o Dr Jefferson Gomes Fernandes, Presidente do Conselho Curador do Global Summit Telemedicine & Digital Health, representando a Associação Paulista de Medicina (APM), Dr. Chao Lung Wen (USP), Dr. Carlos Aita Schmitz (UFRGS), Dr. Luiz Ary Messina (RUTE/RNP) e Dr. Luis Antonio Ribeiro (UFMG).

Segundo a Deputada Adriana Ventura, o objetivo do requerimento da audiência pública sobre telemedicina foi o de fomentar a discussão em torno da tecnologia e como ela pode contribuir na prestação de serviços à saúde, diminuindo distância, permitindo o acesso à população e diagnósticos mais precisos, bem como conectar entes e ajudar no tratamento e prevenção da saúde. “Essa comissão têm muitos médicos e eles trazem pontos significantes e eu acho importante pontuar que todos façam seus comentários para que possamos aproveitar tudo o que a telemedicina traz de bom e também construir algo que favoreça a saúde e que beneficie o paciente no centro da atenção”, ressalta a deputada.

Entre os principais pontos abordados durante a sessão, a Deputada questionou a opinião dos convidados com relação aos motivos da resistência por parte de alguns médicos em aceitar a telemedicina. “Parte desta resistência de um segmento da classe médica está no desconhecimento dos benefícios e de como utilizar a telemedicina na prática médica. Preconizamos uma telemedicina responsável, ou seja, feita com ética, segurança e qualidade e conhecendo, além dos seus benefícios, suas limitações. Esta tecnologia é complementar aos cuidados presenciais, e já é realizada em muitos países, tanto na saúde pública quanto privada”, ressalta o médico neurologista, Dr. Jefferson Fernandes.

Para Dr. Fernandes, o novo e as mudanças podem gerar preocupações, mas, na opinião do médico neurologista, a carreira médica pode ser alavancada com a telemedicina, como já acontece em outros países e mesmo no Brasil. “Fazer telemedicina não é uma obrigação, é um desejo, seja do médico que queira usar essa tecnologia e o paciente, que gostaria de ser atendido dessa forma, então não é uma obrigatoriedade”, lembra o médico representante da APM.

Para todos os participantes da audiência pública, foi unanimidade a urgência da regulamentação de uma telemedicina ética, capaz de contribuir para a saúde populacional com a possibilidade de ampliar e melhorar a qualidade assistencial. “Eu acredito que o mais importante é a saúde do cidadão e das populações. Nós devemos priorizar essa questão, que tem que estar à frente de qualquer outra , porque uma vez fazendo isso, nós podemos chegar a um equilíbrio entre o que é necessário e o que pode ser feito para os profissionais que atuam nessa área e principalmente para os médicos”, reforça Dr. Jefferson Fernandes.

A Deputada Adriana Ventura reiterou ao fim da audiência, que essa é a segunda rodada de conversas, com o objetivo de ouvir todas as partes envolvidas e interessadas em telemedicina e que a primeira audiência pública realizada no dia 5 de novembro contou com a participação do CFM e outras associações médicas.

A íntegra da audiência pública pode ser conferida no link.

Global Summit Telemedicine & Digital Health

O Global Summit Telemedicine & Digital Health é o maior e mais importante evento da América Latina sobre telemedicina e tecnologias em saúde, idealizado pela Associação Paulista de Medicina que também é a responsável pela curadoria científica. A organização e promoção do evento estão sob a chancela do Transamérica Expo Center. A proposta do evento é congregar todo o ecossistema da saúde digital e telemedicina, reunindo os atores e os melhores especialistas destas áreas, para compartilharem conhecimento e experiências de ações e iniciativas nacionais e internacionais.

ANS lança nova edição de campanha para incentivar parto adequado

ANS lança nova edição de campanha para incentivar parto adequado
Shutterstock

Iniciativa busca conscientizar sobre riscos da cesárea desnecessária

Pelo quarto ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e os parceiros do projeto programa Parto Adequado promovem uma campanha de mobilização para sensibilizar o setor de planos de saúde e a sociedade – especialmente gestantes e profissionais de saúde - sobre os riscos da realização de cesáreas desnecessárias. A iniciativa foca na disseminação de informações sobre a importância do parto normal e do respeito às fases da gestação, dando seguimento às ações iniciadas em 2015 para reduzir as alarmantes taxas de cesarianas no país e melhorar a experiência da maternidade para mães e bebês.

O Brasil é o segundo país do mundo com maior proporção de partos cesáreos (55,6% em 2016), ficando atrás apenas da República Dominicana*. Considerando apenas o setor suplementar de saúde brasileiro, verifica-se que esses índices não encontram paralelo em lugar nenhum do mundo. Em 2014, a proporção de cesarianas na saúde suplementar no Brasil chegou ao seu maior patamar: 85,6% dos partos. Em 2018, esta proporção reduziu um pouco, com as cesáreas representando ainda 83% do total de partos.

Dados da ANS mostram que a quantidade de cesarianas diminui no período entre Natal e Ano Novo, evidenciando a opção pelo agendamento do parto como forma de evitar o nascimento durante o período festivo. Segundo os números da ANS, na semana de 24 a 31 de dezembro de 2018, foram registradas, em média, 1,5 mil cesáreas a menos do que a média semanal do ano. Em 2017, foram cerca de 680 procedimentos desse tipo a menos que a média do ano. E, em 2016, o setor de planos de saúde registrou naquela semana, em média, 2,8 mil cesarianas a menos que a média semanal do ano.

Mobilização

Através de seus canais de comunicação (site e redes sociais), a Agência irá reforçar a disseminação de informações sobre a importância do nascimento no tempo certo. As mensagens vão evidenciar os benefícios do parto normal e os riscos da cesárea, procurando incentivar que a tomada de decisão sobre esse momento tão especial seja feita em função da saúde da mãe e do bebê, e não por conveniência.

“A proposta da campanha é sensibilizar mães e profissionais de saúde que o bebê tem seu tempo e que as fases da gestação devem ser respeitadas. A escolha pelo tipo de parto deve sempre levar em consideração a saúde, já que os riscos associados à cesariana existem e podem resultar em problemas graves para mães e bebês, como complicações respiratórias, dificuldades para amamentar e infecções puerperais”, explica o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar. “É importante que a gestante se informe, busque apoio de especialistas para entender as opções e faça sua escolha de forma consciente. Cesáreas são importantes, mas quando há indicações clínicas”, completa o diretor.

Confira abaixo os principais benefícios do parto normal e os riscos das cesáreas para mães e bebês.

Benefícios do parto normal

Para os bebês

• Fortalece o sistema imunológico e previne o desenvolvimento de alergias e outros problemas de saúde no futuro

• Melhora o ritmo cardíaco, o fluxo sanguíneo e a maturação dos pulmões

• Favorece o vínculo com a mãe

Para as mamães

• Favorece o aleitamento

• Promove uma recuperação pós-parto mais rápida e menos dolorosa

• Favorece o vínculo com o bebê, reduzindo as chances de baby-blues, tristeza materna e depressão pós-parto

Riscos e complicações associadas às cesarianas

Para os bebês 

• Prematuridade

• Embolia pulmonar

• Trombose

• Hemorragia

• Infecção e problemas respiratórios

• Dificuldade para mamar

Para as mamães

• Perda maior de volume de sangue

• Lacerações acidentais de vísceras

• Infecções puerperais

• Má cicatrização, principalmente em mulheres com excesso de peso

• Placenta acreta (quando a placenta fica presa ao útero após o parto)

• Endometriose

• Dificuldade para amamentar

Programa Parto Adequado

O Projeto Parto Adequado é uma parceria da ANS com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI) e visa identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas sem indicação clínica na saúde suplementar. Objetiva, ainda, oferecer às mulheres e aos bebês o cuidado certo, na hora certa, ao longo da gestação, durante todo o trabalho de parto e pós-parto, considerando a estrutura e o preparo da equipe multiprofissional, a medicina baseada em evidência e as condições socioculturais e afetivas da gestante e da família. Atualmente, o projeto conta com a participação de 113 hospitais e 62 operadoras de planos de saúde que atuam como apoiadores.

A iniciativa está em sua terceira fase, etapa que contempla medidas para promover a disseminação das estratégias de melhoria da qualidade da atenção do parto e nascimento em grande escala, envolvendo todas as maternidades do Brasil.

Com o lema “Construindo um Movimento para a Saúde, Segurança e Equidade na Gestação e no Parto”, essa nova etapa busca fazer uma coalisão entre os principais atores do setor e busca por adesão de mais participantes (órgão governamentais, Ministério Público, operadoras, maternidades, grupos organizados de mulheres e sociedade); chamamento público para a participação das mulheres na construção conjunta das mudanças; realização de Audiências Públicas para dar voz aos interessados e promover a discussão sobre qualidade e segurança na atenção obstétrica nos planos de saúde; a disseminação de informações relevantes sobre a atenção à gestação, parto e nascimento; e a construção do Selo de Qualidade e Segurança Parto Adequado para hospitais e operadoras com o reconhecimento de entidades acreditadoras independentes.

Resultados

As ações implementadas nos hospitais que integram o projeto evitaram a realização de cesáreas desnecessárias e promoveram a melhoria em indicadores de saúde de gestantes e recém-nascidos. Segundo dados preliminares da Fase 2, compilados entre 2017 e 2019 (até maio), o percentual de partos normais nos hospitais participantes passou de 32,68% para 36,70% no período. Houve uma redução de 17,29% nas internações em UTI neonatal entre 2017 e 2019: o número caiu de 39,74 em sua linha de base em 2017 para 32,87 em 2019. A estimativa é que o Projeto Parto Adequado tenha contribuído até o momento para evitar mais de 20 mil cesarianas desnecessárias.

* Segundo[1] Estimativa 2014 (Betrán et al., 2016) The Increasing Trend in Caesarean Section Rates: Global, Regional and National Estimates: 1990-2014 

** [1] Brasil setor Suplementar 2014 (ANS,  2015). Taxas de partos cesáreos por operadora de plano de saúde

[1] Brasil setor Suplementar 2018 (ANS,  2019). Taxas de partos cesáreos por operadora de plano de saúde

Hapvida é destaque em prêmio que reconhece as melhores empresas da década

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Operadora de saúde venceu categoria de inovação pelo trabalho realizado no relacionamento com clientes

O Hapvida foi o vencedor da categoria Gamechanger no prêmio Campeões da Década, realizado pelo Grupo Padrão. A premiação, que foi realizada em São Paulo, no último dia 26 de novembro, tem o objetivo destacar empresas e executivos que ajudaram a aprimorar o relacionamento entre empresas e clientes.

O trabalho de inovação apresentado pelo Hapvida na busca pela excelência ao atendimento ao cliente foi determinante para a companhia vencer o prêmio. Para ser reconhecida entre a empresa Campeã da Década, o Hapvida precisou registrar as notas das diversas fases do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente em patamares consistentes, além de promover a constante atualização de sua estrutura de atendimento para lidar com a crescente complexidade da gestão de sua base de clientes.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 6 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como o maior e único sistema de saúde suplementar do Brasil, presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Faz parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, América, Promed e Ame. Atua com mais de 29 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais 14 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 40 hospitais, 155 clínicas médicas, 42 prontos atendimentos, 141 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial (Vida&Imagem).

Nuvem e segmentos regulamentados: a segurança de dados no setor de Saúde

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A segurança da informação nunca foi tão amplamente debatida como atualmente. Em grande evidência desde a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no ano passado, o tema é preocupação constante de empresas dos mais diferentes segmentos. Alguns setores específicos, como o financeiro e o de saúde, já convivem com regulamentações relacionadas à proteção de dados pessoais há algum tempo, porém, agora, as restrições se intensificaram.

No que se refere às organizações do segmento de saúde em geral e de hospitais especificamente, o tema é ainda mais delicado, uma vez que a LGPD classifica no Art, 5º os dados referentes à saúde, dados biométricos e dados genéticos na categoria de dados sensíveis. Os dados sensíveis são objeto de tratativa diferenciada na LGPD, existindo toda uma seção específica a respeito dos mesmos na Lei.

Evidentemente a coleta, armazenamento, processamento e a tratativa de dados pessoais de saúde fazem parte das atividades de uma organização desse segmento. Sendo as mesmas informações essenciais para profissionais e empresas relacionadas poderem prestar os serviços e atendimento relacionados à sua atividade fim. Por exemplo: diagnóstico de doenças, acompanhamento da saúde dos pacientes, histórico de exames, entre outros. Essa legitimidade para manejar dados pessoais sensíveis das organizações do setor de saúde implicam na responsabilidade de trata-los de acordo com os preceitos da LGPD, ou seja, protegê-los e estar prontos para dar respostas a demandas embasadas nessa Lei.

Um estudo realizado pelo Serasa Experian, em junho deste ano, sobre como as empresas brasileiras estão se preparando para atender às exigências da LGPD apontou que o setor de saúde e hospitalar está em último lugar entre os segmentos analisados. Somente 8,7% das instituições estão totalmente preparadas. É necessário agilizar esse processo!

Entre as obrigações a serem cumpridas estão designar o “Encarregado” (conhecido no mercado como Data Protection Officer – DPO), identificar onde as informações pessoais estão armazenadas (Classificação da Informação) e implementar controles e processos condizentes para garantir e demonstrar a segurança.

A LGPD não faz distinção entre dados em ambientes tradicionais de TI (conhecidos no mercado como on premisses) e ambientes de TI em nuvem (Cloud). Se os dados são coletados por uma organização, mesmo que os mesmos sejam processados ou armazenados por uma outra organização, a entidade que coletou os mesmos é responsável por esses dados pessoais.

É importante destacar que o modelo de segurança de provedores de nuvem pública é um modelo de segurança compartilhada, onde cabe ao cliente final a responsabilidade de implementar os controles e configurações de segurança necessários utilizando as tecnologias disponíveis. O provedor de nuvem disponibiliza algumas tecnologias de segurança (VPN, criptografia, Firewall, Autenticação, etc) mas cabe ao cliente configura-las e utiliza-las adequadamente, assim como desenvolver e implementar os processos de negócio de forma segura, como também processos de controle de segurança.

A tecnologia de nuvem é parte essencial da transformação digital pela qual as organizações estão passando. No segmento de saúde isso é ainda mais evidente, pois a eficiência de um hospital engloba o compartilhamento de informações entre diferentes setores – médicos, enfermeiros, farmacêuticos e, até mesmo, a área administrativa – e a nuvem pode ser parte essencial desse processo.

A adoção do prontuário eletrônico, por exemplo, melhora a experiência do paciente e a segurança do tratamento. A unificação dos dados da tecnologia com os de farmácia, agiliza a separação dos medicamentos prescritos pelo médico e possibilita, posteriormente, a conferência da dosagem pelo enfermeiro no leito. Porém, para que o resultado seja efetivo, é necessário coletar dados dos pacientes, armazená-los e manuseá-los. Além disso, precisa haver integração com outros departamentos.

Contar com tecnologias de armazenamento em nuvem simplifica esse processo, pois os dados podem ser acessados de qualquer ambiente com base em regras pré-determinadas. No entanto, o simples fato de implementá-las não garante a segurança e privacidade das informações. É preciso continuar a investir em soluções de segurança, proteção e controle para evitar que alterações acidentais, compartilhamentos indevidos e invasões do sistema aconteçam. Atualização, manutenção e otimização constante dos sistemas de segurança, aliado ao treinamento de funcionários, garante um ecossistema mais seguro e eficiente.

Para que o setor da saúde se adeque totalmente e esteja preparado para as novas demandas de segurança da informação, são necessários ajustes nos procedimentos, profundo conhecimento das informações que estão sendo armazenadas, quer seja em ambiente próprio ou nuvem, assim como investimentos em tecnologia e infraestrutura. Certificar que os dados, internos e dos pacientes, estão armazenados de forma segura é o primeiro passo para a prestação de um serviço mais transparente e eficaz – e em conformidade com as regras de privacidade.

Sobre o autor

Marcos Tadeu, gerente de engenharia de sistemas da Veritas Brasil

Prati-Donaduzzi comemora 26 anos e anuncia novos investimentos

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A partir de janeiro de 2020 a farmacêutica paranaense atuará também na área de prescrição médica

Hoje (3) a Prati-Donaduzzi, maior produtora de doses de medicamentos genéricos do Brasil*, comemora 26 anos. Mantendo seu crescimento acelerado, a farmacêutica com sede em Toledo (PR), lançou este ano 58 apresentações de medicamentos, totalizando em seu portfólio 365 opções de tratamentos. A companhia tem investido no aperfeiçoamento dos processos, sobretudo em pesquisa, inovação e aquisição de novos equipamentos.

Em 2020, a Prati dará um novo salto na sua história. A indústria que começou sua trajetória de forma simples, adotará uma nova estratégia de mercado e a partir de janeiro também passa a atuar na área de prescrição médica. A empresa terá um portfólio de medicamentos de marca, principalmente ligados ao Sistema Nervoso Central (SNC), indicados para tratar doenças como parkinson, alzheimer, epilepsia e epilepsia refratária, ansiedade, depressão e demência.

De acordo com Eder Fernando Maffissoni, diretor-presidente da Prati-Donaduzzi, essa nova etapa demonstra o amadurecimento da empresa e a preocupação com a saúde dos brasileiros.  “Com a entrada na área de prescrição médica, a Prati estará presente em todos os setores do mercado farmacêutico. Nas unidades públicas de saúde, nas mais de 55 mil farmácias brasileiras e agora, em sua terceira etapa, junto aos médicos”, explica.

Propagandistas

Para iniciar esta nova fase, a empresa está montando uma equipe de propagandistas para visitar os médicos especialistas nas doenças do Sistema Nervoso Central, em todo o Brasil. “Com essa estratégia de atuação, a Prati ocupará uma posição de relevância frente a indústria farmacêutica nacional. Atuará no fortalecimento do nome da empresa junto a classe médica”, explica o diretor de Prescrição Médica da Prati-Donaduzzi, Edilson Bianqui.

Outros projetos

A farmacêutica está prospectando com o objetivo de abrir uma unidade de negócios fora do Brasil, nos Estados Unidos ou Canadá. Em outubro deste ano, os executivos do Grupo Prati-Donaduzzi visitaram parques tecnológicos, universidades e incubadoras de Miami, Tampa, Gainesville e Orlando nos Estados Unidos e, Montreal, no Canadá.

“Fomos à procura de um bom lugar para nos instalar. Queremos estar presentes em um ecossistema de inovação. O objetivo é licenciar e desenvolver produtos inovadores a serem comercializados pela Prati-Donaduzzi no Brasil e exterior”, disse Maffissoni.

Pela primeira vez em sua história, a empresa também participou da edição da CPhI Worldwide – 2019. Considerada a maior exposição farmacêutica do planeta, a feira aconteceu em novembro, em Frankfurt, na Alemanha. Na ocasião, a Prati apresentou o insumo farmacêutico ativo, o canabidiol sintético.

Expansão à vista

A empresa também cogita a construção de uma nova unidade fabril. A Agência de Desenvolvimento Econômico do Pernambuco (AD Diper) ofereceu à Prati-Donaduzzi, um pacote de benefícios para construção da nova unidade fabril no estado pernambucano. O Governo do Ceará também cogitou a possibilidade de a empresa construir a fábrica no estado.

Recentemente, o município de São José dos Campos (SP) se apresentou como um local estratégico para abrigar uma nova fábrica da Prati-Donaduzzi. O convite para levar uma filial da indústria paranaense para o estado de São Paulo foi feito pelo secretário de Gestão Administrativa e Finanças de São José dos Campos, José de Mello Correa, em visita à fábrica em Toledo, no Oeste do Paraná.

SOBRE A PRATI-DONADUZZI

A Prati-Donaduzzi, indústria farmacêutica 100% nacional, é especializada no desenvolvimento e produção de medicamentos genéricos. Com sede em Toledo, oeste do Paraná, produz, aproximadamente 11,5 bilhões de doses terapêuticas por ano e gera aproximadamente 4,3 mil empregos. É considerada a maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil* e pretende incrementar em 15% seu faturamento e capacidade produtiva em 2019.

*IQVIA MAT OUT/2019 PMB + NRC Doses Terapêuticas

Hypera Pharma lança programa de conexão com startups

Hypera Pharma lança programa de conexão com startups

Gerenciado pela Innoscience, consultoria em gestão da inovação, HyperaHub busca soluções que otimizem a operação atual e abre espaço para a criação de novos negócios

A Hypera Pharma, uma das maiores empresas farmacêuticas do Brasil, lança nesta segunda-feira, 2, o HyperaHub, seu programa de conexão com startups gerenciado pela consultoria em gestão da inovação Innoscience. O programa foi desenhado a partir da seleção de 11 desafios, que buscam não só otimizar processos operacionais já existentes no dia a dia da companhia, mas também abrir caminho para a criação de novos produtos, serviços e canais de venda.

Presente em todos os segmentos relevantes do setor farmacêutico, a Hypera Pharma é líder em diversas categorias, com um extenso portfólio de marcas tradicionais como Benegrip, Doril, Engov, Gelol, Merthiolate, Epidrat, Episol, Neo Química e Mantecorp Farmasa.

A automação do atendimento ao colaborador pela criação de um chatbot para a área de Recursos Humanos, a digitalização da gestão de linhas de produção e o desenvolvimento de um sistema para planejamento e controle de produção, que dê suporte à gestão de capacidade produtiva de suas unidades são alguns dos desafios elencados pela empresa para solucionar demandas já existentes em suas operações.

Na frente voltada para novos negócios, são dois os desafios: um é a busca por startups que fazem uso da tecnologia para o desenvolvimento de novos produtos (dermo, suplementos ou medicamentos), serviços que facilitem a relação com médicos e consumidores ou, ainda, novas formas de distribuir e vender produtos já existentes; e outro visa melhorar a eficácia de produtos, seja farmacêuticos, suplementos ou dermocosméticos, assim como a experiência do paciente em consumi-los.

"O programa traz para as startups uma oportunidade para testar suas soluções com uma das maiores farmacêuticas do País, além da possibilidade de geração de negócios de forma rápida", comenta Maximiliano Carlomagno, sócio-fundador da Innoscience. "Isso sem falar no potencial de escala, networking e visibilidade pela chancela de uma empresa líder em seu setor."

As startups interessadas poderão se inscrever até 31 de janeiro de 2020, pelo site. As empresas selecionadas serão convocadas para um pitch day, previsto para ocorrer em fevereiro. Aquelas que forem aprovadas passarão por um período de imersão. As selecionadas devem ainda executar um projeto piloto ou prova de conceito, em ambiente comercial, para assim validarem a aderência de suas soluções às necessidades da farmacêutica.

Ao final do programa, as startups participantes poderão se tornar fornecedoras, parceiras estratégicas ou, ainda, receber aporte de recursos financeiros, por meio do Hypera Ventures, programa corporativo de investimento em startups da Hypera Pharma, em troca de participação após a implementação do piloto -- isto para o caso das startups que apresentarem soluções que representem a possibilidade de ampliação do portfólio da empresa, seja criando novos serviços, produtos ou canais de distribuição.

Confira aqui mais detalhes sobre cada um dos desafios.

Hypera Ventures – programa de investimento em startups

A Hypera Pharma lançou também um novo programa – o Hypera Ventures – para investir em startups relacionadas ao setor de saúde que também tenham sinergias com o negócio da companhia pré-operacionais ou operacionais que já tenham ideias comprovadas lançadas no mercado. O montante total a ser investido na iniciativa deve chegar até R$ 200 milhões, com investimento médio entre R$ 1 milhão e R$ 20 milhões por negócio selecionado. Para mais informações sobre a iniciativa, acesse o site.

Sobre a Hypera Pharma

A Hypera Pharma é uma das maiores empresas farmacêuticas do Brasil e está presente em todos os segmentos relevantes do setor. Com posição de liderança em diversas categorias, oferece produtos de alta qualidade e segurança, investindo continuamente em inovação e crescendo de forma sustentável, para que as pessoas vivam mais e melhor. Está presente em três grandes segmentos do mercado farmacêutico nacional: Produtos de Prescrição (com Mantecorp Farmasa e Mantecorp Skincare); Consumer Health (com marcas ícones de medicamentos isentos de prescrição como Benegrip, Coristina d, Engov, Vitasay 50+ e Zero-Cal); e Similares e Genéricos, com Neo Química).

Testes Genéticos devem ser realizados para obter informações clínicas, diagnóstico ou gestão da saúde, afirma SBPC/ML

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Em posicionamento oficial, a Sociedade Médica alerta sobre os riscos da realização destes exames sem evidências científicas

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial acaba de divulgar um posicionamento sobre os chamados "Testes Genéticos Diretos ao Consumidor" (TGDCs). A iniciativa foi baseada no Posicionamento de 2019 da Association for Molecular Pathology (entidade à qual a SBPC/ML é associada), devidamente adaptado ao contexto brasileiro.

De acordo com o novo Posicionamento e em concordância com a AMP, a SBPC/ML endossa a afirmação de que testes laboratoriais genéticos devem ser direcionados para a tomada de decisões médicas e podem ter grande impacto para a saúde do paciente e de seus familiares. Portanto, deveriam ser admitidos mediante uma prescrição médica e realizados exclusivamente em laboratórios clínicos licenciados adequadamente.

"No Brasil, indicamos que os testes genéticos ou genômicos sejam realizados apenas por laboratórios clínicos que possuem acreditação do Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC) da SBPC/ML, o qual garante a existência de um sistema de garantia da qualidade robusto, equipe habilitada e qualificada e requisitos para a validação de testes laboratoriais de alta complexidade ou próprios (in house), entre outros requisitos fundamentais para a segurança dos pacientes e não previstos pela atual legislação do país", afirma o a patologista clínica e membro da SBPC/ML, Luisane Vieira.

O documento da SBPC/ML lembra que "nos Estados Unidos não é regra a disponibilização dos laudos de exames laboratoriais diretamente para os pacientes." O posicionamento divide em quatro categorias os TGDCs e define apoio, oposição ou neutralidade com relação à cada uma delas:

Clinicamente úteis: Testes laboratoriais genéticos ou genômicos que fornecem informações úteis para diagnóstico, predição, prognóstico ou acompanhamento terapêutico de uma condição clínica, relevante para a saúde do paciente [A SBPC/ML apoia estes testes, sob certas condições, como por exemplo, a realização por laboratório acreditado PALC].

Interesse comercial: A informação gerada por testes desta categoria não atende os requisitos para utilidade clínica e eles podem estar associados à comercialização de produtos ou serviços vinculados ou endossados pela empresa ou laboratório, podendo gerar uma fonte secundária de renda. [A SBPC/ML se opõe a estes testes. Como por exemplo, testes nutrigenômicos acoplados ‘a venda de planos e produtos de dieta].

Ancestralidade: Testes que revelam informações acerca de vínculos biológicos entre indivíduos e famílias, mas que não oferecem informações relativas à condição de saúde ou diagnóstico de doenças existentes no consumidor [A SBPC/ML não aprova nem desaprova, manifestando neutralidade].

Recreacionais: Testes que não oferecem informações relacionadas à saúde, e sim informações genéticas que satisfazem a curiosidade. [A SBPC/ML não aprova nem desaprova, manifestando neutralidade, como por exemplo, testes para identificar diferenças genéticas na percepção do sabor de alimentos consumidos].

O posicionamento da SBPC/ML sobre os TGDCs apresenta recomendações para a qualidade e segurança dos testes clinicamente uteis apoiados pela SBPC/ML. Para acessar o documento na íntegra, acesse o link ou através do site da sociedade, na aba Notícias e Comunicação.

Sobre a SBPC/ML

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) é uma Sociedade de Especialidade Médica, fundada em 1944 e que atua na área de laboratórios clínicos. Com sede na cidade do Rio de Janeiro, tem como finalidade reunir médicos com Título de Especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial e de outras especialidades como farmacêutico-bioquímicos, biomédicos, biólogos e outros profissionais de laboratórios clínicos, além de empresas do setor. A especialidade médica responde por apoio a 70% das decisões clínicas do país, influenciando desfechos e resultados econômicos da assistência à saúde.

A SBPC/ML é responsável pelo PALC - Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos, que avalia laboratórios através de auditorias e determina se as práticas adotadas atendem requisitos pré-determinados para este tipo de serviço. O selo PALC garante a qualidade dos serviços prestados e a confiabilidade dos resultados dos exames.

Em 2019, a SBPC/ML lançou a campanha #ImportantePrevenir, uma ação de orientação e conscientização da população sobre a importância da realização de exames laboratoriais de forma racional, sobretudo na fase preventiva, de assistência primária, pois eles são usados frequentemente para prevenção, diagnóstico e monitoramento do tratamento de doenças.

A SBPC/ML dispõe de projetos de habilitação e qualificação profissional de acordo com a legislação em vigor, através de atividades voltadas para ensino, pesquisa e divulgação científica em Medicina Laboratorial, tendo como meta principal a saúde da população. Para alcançar esses objetivos a SBPC/ML realiza cursos, jornadas, congressos, eventos relacionados e publicações científicas.

Sobre o Lab Tests Online

O Lab Tests Online é um site produzido pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial em parceria com a American Association for Clinical Chemistry (AACC). O canal é voltado para pacientes e dispõe de informações e curiosidades sobre diversos testes laboratoriais, que são parte da atenção à saúde de rotina e do diagnóstico e tratamento de uma grande variedade de condições e doenças. Para o profissional médico ou atuante em laboratórios de análises clínicas, o Lab Tests Online serve como referência rápida e fonte de atualizações em Medicina Laboratorial.

FEMME inaugura sua décima unidade em São Paulo

Fachada Santo Amaro

O FEMME – Laboratório da Mulher encerra o ano de 2019 com a abertura de mais uma unidade, dessa vez em Santo Amaro, zona Sul de São Paulo. Com acesso facilitado por meio do Metrô, o laboratório está em uma das avenidas mais importantes do bairro e prevê atender moradoras de todo o entorno.

O início das operações acontece no dia 3 de dezembro (terça-feira), e estarão disponíveis exames de imagens, análises clínica, medicina fetal, genética e ressonância magnética a serem realizados com a mais alta tecnologia e em equipamentos de última geração.

Assim como todas as demais unidades, Santo Amaro também traz em sua essência o propósito da marca, o Amor por Ela, em todos os detalhes que compõe a sua estrutura, enfatizando sempre o acolhimento que fica nítido desde o primeiro contato com o laboratório. Apesar do crescimento em ritmo acelerado, chegando ao total de dez unidades, o FEMME continua priorizando a resolutividade médica como uma das suas características mais marcantes, o que fica evidente com a escolha de profissionais altamente capacitados que compõe a equipe do Laboratório da Mulher e que oferecem às pacientes um atendimento individualizado e exclusivo.

O FEMME Santo Amaro faz parte de um plano de expansão que abriu outras três unidades situadas em Perdizes, Santana e Osasco, sendo esta última, o primeiro ponto de atendimento fora da capital paulista. Esse crescimento acelerado da marca iniciou após a transação comercial com o fundo de investimento L Catterton, que ocorreu em dezembro de 2018 e que teve como principal objetivo reforçar a excelência do atendimento dedicado exclusivamente ao público feminino, mantendo o padrão de qualidade que é umas principais marcas do FEMME em cada nova unidade inaugurada.

FEMME – Laboratório da Mulher

Unidade Santo Amaro

Av. Adolfo Pinheiro, 1735, Santo Amaro

Horário de funcionamento:

Análises clínicas (sem a necessidade de agendamento): segunda a sábado – das 6h30 às 12h

Exames especializados (atendimento com hora marcada):

Segunda a sexta - das 6h30 às 19h | sábados – das 6h30 às 12h

Sobre o FEMME - Laboratório da Mulher

Sediado em São Paulo, o FEMME é líder em medicina diagnóstica nas áreas de Ginecologia e Obstetrícia. O laboratório possui dez unidades, dedicadas exclusivamente ao atendimento de mulheres, que realizam exames nas especialidades de ginecologia, ultrassonografia, medicina fetal, mamografia, genética, anatomia patológica e análises clínicas. Vencedor do Prêmio Época Negócios Reclame AQUI, na categoria Saúde – laboratório de imagem.

* Este texto sofreu ajuste em 09/12/2019 a pedido da assessoria de imprensa do Laboratório Femme.

ABIMED defende mais incentivo à pesquisa e inovações médicas

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O Brasil ainda está longe dos padrões internacionais no acesso de pacientes ao que existe de mais moderno em equipamentos e dispositivos médicos de alta tecnologia. O país ocupa apenas o 66º lugar no Índice Global de Inovação, divulgado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Para enfrentar esta realidade, a Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde ABIMED, a convite da Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação, participou de audiência pública no Senado Federal, em Brasília.

O presidente-executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho, defendeu mais incentivo a pesquisas e inovação, com a introdução de equipamentos de alta tecnologia e uma maior interação entre os setores público e privado. “O momento da economia ainda é delicado e as pessoas estão migrando para o setor público de saúde. Além disso, há um alto índice de judicialização”, explicou. Ele acredita que o setor de tecnologia pode trazer conhecimento prático e contribuir com a formulação de políticas públicas e normas que venham a beneficiar a população e ampliar seu acesso à saúde.

É justamente o acesso do paciente às novas tecnologias o grande desafio da ABIMED, que fomenta o uso racional da tecnologia de acordo com a necessidade de cada indivíduo evitando desperdícios. Segundo os especialistas ouvidos na audiência pública, não é possível generalizar a utilização de um equipamento para todos os pacientes. “Cada caso é um caso”.

Já o presidente da Frente Parlamentar, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), afirmou que o Brasil tem grandes desafios pela frente no setor de tecnologia, inclusive o de popularizar a ciência. Segundo o senador, o país tem um marco regulatório apropriado, muita capacidade de pesquisa, mas ainda faltam recursos, e por isso pretende conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Para Izalci Lucas, a inovação é o principal fator de desenvolvimento de um país e o Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia precisa ser descontingenciado.

Outro assunto apresentado durante evento foi o monitoramento de mercado. A ABIMED tem se manifestado contra a regulação do mercado e a favor do monitoramento. Segundo explicou Fernando Silveira Filho, se a livre concorrência é inibida, muito provavelmente haverá mais dificuldade no acesso. Nos últimos 20 anos, os países que se desenvolveram de forma acelerada no setor de inovação, criaram políticas e estratégias na educação, na definição de linhas de crédito e no apoio ao crescimento de empresas. Na avaliação de Fernando Silveira Filho, o Brasil também tem todas as condições de tirar este atraso e subir no ranking internacional da inovação. “Temos excelentes profissionais e pesquisadores e capacidade criativa e analítica. O que precisamos, de fato, é voltar a ter políticas públicas e que passam, impreterivelmente, por mais recursos”.

Participaram da audiência pública no Senado, além de Fernando Silveira Filho, o presidente da Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação, senador Izalci Lucas; Gabrielle Troncoso, representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Bruno de Carvalho, representante do Ministério da Economia; Murilo Contó, da Boston Scientific e membro do Comitê de Relações Governamentais da ABIMED; e Elisabete Murata, da Johnson & Johnson e membro do Comitê de Educação Profissional da Associação.

Sobre a ABIMED

A ABIMED congrega 207 empresas de alta tecnologia na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares. Criada em 1996, é sócia-fundadora do Instituto Coalizão Saúde, membro do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde e foi a primeira associação de classe da área da Saúde a criar e implementar um Código de Conduta para as empresas. A associação também coopera com a Anvisa e com órgãos públicos da Saúde, fomentando a implementação de políticas e regulamentações que proporcionem à população acesso rápido a novas tecnologias e a inovações, em um ambiente ético de negócios. As associadas da ABIMED respondem por 65% do faturamento do segmento médico-hospitalar. O setor de produtos para saúde tem participação de 0,6% no PIB brasileiro, conta com mais de 13 mil empresas e gera em torno de 140 mil empregos

Casa de Saúde São José lança programa de cirurgia robótica

Casa de Saúde São José lança programa de cirurgia robótica

A Casa de Saúde São José (CSSJ), hospital tradicional do Rio de Janeiro, acaba de implementar um programa de cirurgia robótica. O projeto teve início com a chegada do robô Da Vinci XI, que já está operando. O hospital também passou a ter um espaço dedicado ao treinamento e capacitação de cirurgiões, por meio de um simulador.

De acordo com o diretor técnico da Casa de Saúde São José, Dr. Augusto Neno, o grande diferencial do equipamento adquirido pela CSSJ é que o aparelho terá dois consoles, que é de onde o profissional “guia” o robô. O hospital é único privado do Rio de Janeiro a contar com esse modelo.

“Dessa forma, tanto o cirurgião auxiliar quanto o médico instrutor poderão atuar ativamente no procedimento, o que traz grandes benefícios para o paciente e para a equipe. O robô será utilizado em cirurgias oncológicas, urológica, bariátrica, gastrointestinal, torácica e ginecológica. Essa iniciativa irá alçar a CSSJ a um novo patamar tecnológico”, aponta Dr. Neno.

O robô oferece uma visão 3D ao cirurgião, além de ampliar em até 20 vezes as imagens das estruturas vistas pela câmera do equipamento. Segundo ele, isso possibilita que sejam realizados procedimentos menos invasivos, com movimentos mais precisos. “Assim, o paciente sente menos dor no pós-operatório e pode se recuperar na metade do tempo de uma cirurgia convencional”, destaca.

O médico explica também que a tecnologia deve ser aplicada em casos de maior complexidade e que os cirurgiões precisam de uma certificação para trabalhar com o robô. “A CSSJ também está montando uma estrutura para formação desses médicos e contará com uma sala exclusiva para treinamento com um simulador. Teremos a melhor tecnologia nas melhores mãos”, completa.