Anvisa regulamenta produtos à base de maconha no Brasil

Anvisa regulamenta produtos à base de maconha no Brasil
Medical marijuana, alternative herbal medicine concept

Na última terça-feira (3/12), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou produtos à base de maconha no Brasil. Com a decisão, produtos feitos com cannabis para uso medicinal podem ser vendidos em farmácias, mediante prescrição médica, e ficam sujeitos à fiscalização da agência.

Com isso, medicamentos à base de cannabis serão liberados, mas a produção dependerá da importação do extrato da planta. Vale destacar, contudo, que não está autorizado o cultivo de cannabis medicinal.

A proposta submete a importação de produtos à base de cannabis para as farmácias às atuais regras relacionadas ao controle de entrada e saída de qualquer outro entorpecente, psicotrópico ou precursor, independentemente de se tratar de matéria-prima ou produto acabado.

Para viabilizar o monitoramento integral dos lotes de produtos e medicamentos à base de cannabis importados, foram limitados os pontos de entrada em território nacional.

Nessas novas propostas, são aprovados os procedimentos de fabricação e importação desses produtos e os requisitos de prescrição e venda.

As empresas brasileiras interessadas em fabricar produtos à base de cannabis que optam por importar substrato de cannabis devem importar a matéria-prima semiacabada, não a planta de cannabis ou partes dela.

A resolução da Anvisa cria uma nova classe de produto sujeita à vigilância sanitária: "produto à base de cannabis". Ou seja, durante os três anos de validade, os produtos ainda não serão classificados como medicamentos.

A medida aprovada diz que os produtos à base de cannabis ainda precisam passar por testes técnicos-científicos que assegurem sua eficácia, segurança e possíveis danos, antes de serem elevados ao patamar de medicamentos.

Sobre a autora

Margarete Akemi Kishi é especialista em Homeopatia e professora da graduação e pós-graduação do curso de Farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Grupo Fleury compõe carteira do ISE 2020

Fachada da unidade Fleury Alphaville

Pela 7ª vez consecutiva, o Grupo Fleury foi selecionado para integrar a 15º carteira do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial), que vigorará entre 6 de janeiro de 2020 a 1º de janeiro de 2021.

A nova carteira do ISE reúne 36 ações de 30 empresas, que representam 15 setores e somam R$ 1,64 trilhão em valor de mercado, o equivalente a 37,62% do total do valor das companhias com ações negociadas na B3.

O ISE reflete o retorno de uma carteira composta por ações de empresas que apresentam os melhores desempenhos em critérios que avaliam práticas de sustentabilidade empresarial, segundo as dimensões geral, ambiental, social, governança corporativa, econômico-financeiro, natureza do produto e mudanças climáticas. Trata-se de uma referência para o investimento socialmente responsável (SRI), atuando como indutor de boas práticas no meio empresarial brasileiro.

A presença do Grupo Fleury na carteira do ISE é resultado de um modelo de negócios que incorpora continuamente o conceito de sustentabilidade como base para a tomada de decisão e forma de atuação junto aos seus stakeholders, equilibrando a perenidade do negócio e maximização do retorno ao acionista.

Sobre o Grupo Fleury

Com mais de 90 anos, o Grupo Fleury é uma das mais respeitadas organizações de medicina e saúde do Brasil, reconhecido pela comunidade médica e opinião pública pela excelência técnica, médica, em atendimento e em gestão. Com mais de 9 mil colaboradores e cerca de 2 mil médicos, a empresa conta com mais de 200 unidades de atendimento das marcas Fleury Medicina e Saúde, a+ Medicina Diagnóstica, Weinmann Laboratório, Labs a+, Clínica Felippe Mattoso, Diagnoson a+, Serdil, Instituto de Radiologia de Natal, Lafe, CPC e Inlab. Além de medicina diagnóstica, operações diagnósticas em hospitais e de laboratório de referência, o Grupo Fleury tem avançado fortemente em novos serviços relacionados à medicina personalizada e de precisão.

Planos de saúde: ANS divulga números de outubro

Planilha-Controle-de-Limite-de-Faturamento-para-MEI

Segmentação médica contabilizou 47,3 milhões de usuários e odontológica 25,7 milhões

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta quinta-feira (05/12) os dados do setor de planos de saúde relativos ao mês de outubro. No período, o setor totalizou 47.255.912 beneficiários em planos de assistência médica em todo o Brasil. Os dados apontam leve oscilação positiva em relação ao mesmo período de 2018 (71.183 beneficiários).

Já o segmento exclusivamente odontológico manteve sua trajetória de evolução dos últimos anos, contabilizando 25.677.129 usuários, crescimento de 1.546.879 no comparativo com outubro de 2018.

A consulta destes dados está disponível por meio da Sala de Situação, ferramenta do portal da ANS. Acesse aqui.

Beneficiários em planos de assistência médica, por tipo de contratação

Competência

Total

Coletivo

Individual

Não Informado

Empresarial

Por adesão

Não identificado

out/18

47.184.729

31.598.314

6.340.094

699

9.108.642

136.980

out/19

47.255.912

31.758.045

6.343.990

642

9.057.295

95.940

Beneficiários em planos exclusivamente odontológicos, por tipo de contratação

Competência

Total

Coletivo

Individual

Não Informado

Empresarial

Por adesão

Não identificado

out/18

24.130.250

17.630.522

2.249.143

1.992

4.232.899

15.694

out/19

25.677.129

18.712.110

2.459.549

1.845

4.491.653

11.972

15 estados registraram crescimento

No comparativo entre outubro de 2018 e outubro de 2019, o setor registrou um crescimento de beneficiários em planos de assistência médica em 15 Unidades Federativas, sendo Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás os líderes em números absolutos. Na segmentação odontológica, 25 UFs tiveram aumento, tendo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais como os líderes em números absolutos.

A ANS ressalta que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras. Confira nas tabelas abaixo a evolução de beneficiários por tipo de contratação do plano e por UF.

UF

Beneficiários - assistência médica

Beneficiários - exclusivamente odontológicos

out/18

out/19

out/18

out/19

Acre

41.873

41.646

15.175

15.325

Alagoas

376.812

373.207

277.094

276.914

Amapá

70.796

65.853

44.907

45.339

Amazonas

515.223

528.488

397.889

437.706

Bahia

1.592.293

1.600.291

1.476.195

1.525.338

Ceará

1.269.465

1.268.958

926.590

981.624

Distrito Federal

885.991

883.941

541.681

594.870

Espírito Santo

1.097.388

1.117.087

504.812

542.556

Goiás

1.124.757

1.149.823

621.126

658.441

Maranhão

468.330

480.280

194.531

200.784

Mato Grosso

579.018

579.185

200.535

222.523

Mato Grosso do Sul

590.422

587.197

141.449

152.034

Minas Gerais

5.023.228

5.084.896

2.054.267

2.179.424

Não Identificado

33.502

36.828

67.719

40.905

Pará

797.996

812.069

409.762

440.241

Paraíba

415.082

418.850

326.073

371.795

Paraná

2.858.379

2.852.613

1.243.574

1.313.417

Pernambuco

1.343.493

1.348.568

898.155

970.265

Piauí

333.212

324.975

81.412

91.119

Rio de Janeiro

5.374.635

5.403.937

3.297.471

3.438.792

Rio Grande do Norte

501.081

501.657

329.093

338.913

Rio Grande do Sul

2.621.296

2.563.373

766.432

794.577

Rondônia

154.426

148.457

113.038

100.758

Roraima

28.968

30.039

9.298

11.313

Santa Catarina

1.505.173

1.485.148

490.252

537.026

São Paulo

17.153.787

17.135.529

8.454.224

9.065.907

Sergipe

318.945

323.557

199.628

206.003

Tocantins

109.158

109.460

47.868

123.220

 TOTAL

47.184.729

47.255.912

24.130.250

25.677.129

Hospital Público na região do Xingu é referência de atendimento na Amazônia

hospital-xingu

Vídeo lançado nesta quinta-feira (5/12) destaca a importância da unidade na região de Integração do Xingu, que engloba nove municípios e cerca de 600 mil habitantes

O Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira (PA), está localizado em uma região considerada referência para a diversidade socioambiental da Amazônia Brasileira.

Inaugurado em dezembro de 2007, o hospital é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Desde o início da sua atuação no sudoeste do Pará, o Regional da Transamazônica é a principal unidade de saúde para os cerca de 600 mil habitantes que fazem parte dos nove municípios da Região Integração do Xingu: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu.

Um vídeo institucional, lançado nesta quinta-feira (5/12), destaca o papel do hospital que em 2016 foi certificado com o selo ONA 3 – Acreditado com Excelência, concedido pela Organização Nacional de Acreditação. O reconhecimento nacional comprova os padrões de qualidade, segurança e gestão do hospital na assistência em saúde.

Assista ao vídeo.

Com o reconhecimento nacional, o Regional entrou para a lista dos melhores hospitais públicos do País, sendo a principal unidade no atendimento de urgência, emergência e hemodiálise para a região do Xingu.

O papel dos profissionais de saúde também é determinante no alcance de qualidade obtido pelo hospital, formado por uma equipe multiprofissional atenta aos requisitos de segurança e atendimento humanizado à população.

Em 2018, o Regional da Transamazônica apresentou um desempenho bastante positivo: mais de 416 mil atendimentos com uma média acima dos 90% de satisfação de seus usuários.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil.

A entidade está presente em 22 cidades de 12 Estados Brasileiros. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Centro cirúrgico especializado em Oftalmologia terá primeiros procedimentos realizados nesta terça-feira, 10

01

Nesta terça-feira (10.12), o HOBrasil será, oficialmente, aberto à comunidade e ao segmento oftalmológico local, com realização dos primeiros procedimentos cirúrgicos, em Salvador. As intervenções serão feitas em três pacientes diagnosticadas com catarata, lesão ocular responsável por 51% dos casos de cegueira no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e que afeta 5% da população global com idade entre 60 e 65 anos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Os clientes foram previamente triados pela equipe médica do centro cirúrgico HOBrasil, que conta com equipamentos de ponta e infraestrutura capaz de atender mais de 100 cirurgias por dia, das mais simples até as consideradas de alta complexidade.

A primeira intervenção está marcada para ocorrer às 13 horas e será realizada pelo especialista em catarata, o oftalmologista do DayHORC, Ruy Cunha. Também estão previstas, para o mesmo dia, intervenções cirúrgicas realizadas pelos médicos Ricardo Chagas, do Instituto de Olhos Freitas, e Frederico Faiçal, da Oftalmoclin. Minimamente invasiva e eficaz, as correções de catarata são rápidas e a recuperação do paciente também costuma ser breve.

O início das atividades do HOBrasil, em Salvador, representa um ganho para médicos da área e para a população, que será a maior beneficiada pela abertura do equipamento - pertencente a um dos maiores grupos do segmento na América Latina, o Grupo Opty. Para o CEO, Amaury Guerrero, a abertura de centros cirúrgicos especializados em Oftalmologia faz parte da estratégia de expansão da empresa, ampliando, assim, o acesso à saúde ocular de referência no país e colocando em prática um novo modelo de negócios bem-sucedidos na área oftalmológica.

Dentre os diferenciais do HOBrasil, estão o foco no bem-estar e segurança dos pacientes atendidos, já que o centro cirúrgico dispõe de protocolos de atendimento especializados, que atendem a 15 pilares de atenção com orientações e condutas médicas, entre eles: identificação do paciente; higienização das mãos; segurança cirúrgica; procedimentos clínicos; segurança no armazenamento e descarte de medicamentos; rastreabilidade do uso dos fármacos; comunicação efetiva entre equipe multiprofissional e também com profissionais de serviços de saúde; e auditorias de verificação de adequação. Outra novidade é que a unidade especializada estará aberta, também, para médicos externos que não dispõem de infraestrutura própria para operar.

Infraestrutura

O HOBrasil tem oito salas cirúrgicas completas com moderno parque tecnológico, 35 leitos de recuperação totalmente individualizados, além de moderna estrutura de recepção e conforto para pacientes e acompanhantes, com lanchonete, sala de estar e varanda, e mais de 60 vagas de estacionamento. O HOBrasil também contará com áreas de Conforto Médico e administrativa.

“O HOBrasil é o resultado de um planejamento arrojado e inovador na busca do atendimento de excelência das demandas de cirurgias oculares na Bahia. Um projeto totalmente pensado e desenvolvido priorizando a comodidade e a segurança do médico e do paciente. Além de toda a estrutura cirúrgica, o espaço também contará com ambiente de consultas pré-cirúrgicas com anestesista e um pós-cirúrgico moderno e confortável”, comenta o diretor da regional Nordeste do Grupo Opty, Marcello Palermo.

 Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.

Atualmente, o Grupo Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 20 empresas oftalmológicas, 1700 colaboradores e mais de 560 médicos oftalmologistas. O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), o Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), o Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), a Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP), a Visclin Oftalmologia (SP), o Eye Center (RJ), Clínica de Olhos Downtown (RJ) e COSC (RJ), Lúmmen Oftalmologia (RJ), Hospital de Olhos do Meier (RJ) e Hospital Oftalmológico da Barra (RJ) fazem parte dos associados, resultando em 40 unidades de atendimento.

Ofev® é aprovado pela Anvisa para o tratamento de doença pulmonar intersticial associada à esclerose sistêmica

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psicólogo - Shutterstock

O medicamento, já disponível no Brasil para tratamento da fibrose pulmonar idiopática (FPI), recebe agora nova indicação

A Boehringer Ingelheim informa que o medicamento nintedanibe, comercializado com o nome de Ofev®, recebeu a aprovação da Anvisa para mais uma indicação terapêutica, o tratamento da doença pulmonar intersticial associada à esclerose sistêmica (DPI-ES) , principal causa de morte nos pacientes com esta doença . O medicamento é aprovado em mais de 70 países, incluindo o Brasil, para o tratamento de fibrose pulmonar idiopática (FPI), e em diversos países para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) .

Essa aprovação é um avanço importante no tratamento de uma doença para a qual não havia um medicamento específico aprovado. "A inclusão de mais esta indicação para o nintedanibe comprova que estamos direcionando nosso pipeline no caminho certo, investindo em produtos inovadores capazes de fazer a diferença no tratamento de diversas doenças para as quais médicos e pacientes tinham pouca ou nenhuma opção, como é o caso da DPI-ES", afirma Thaís Gomes de Melo, Diretora Médica Boehringer Ingelheim do Brasil.

Ofev® é tema de um robusto programa internacional de estudos clínicos, que vem apresentando resultados promissores. A aprovação desta nova indicação decorre do estudo SENSCIS, maior estudo de pacientes com DPI-ES, de fase III, duplo-cego, randomizado, conduzido em 32 países incluindo o Brasil, que comparou nintedanibe com placebo e atingiu seu objetivo principal: reduzir a taxa anual de declínio de um parâmetro pulmonar chamado de capacidade vital forçada (CVF) em pacientes com DPI-ES. Os resultados mostram que nintedanibe retarda a perda da função pulmonar em pacientes com DPI-ES, em comparação com placebo. Pacientes em uso de nintedanibe apresentaram redução relativa de 44% na taxa de declínio de sua função pulmonar, medida pela CVF, avaliada ao longo de 52 semanas 4.

Para os médicos, a nova indicação de nintedanibe abre a possibilidade de um tratamento eficaz e seguro para o manejo da doença. "A fibrose pulmonar é comum e a principal cause de morte em pacientes com esclerose sistêmica. Por isso, esta notícia é tão importante para toda a comunidade atingida com a doença", afirma o reumatologista Dr. Valderílio Azevedo, investigador principal do estudo SENSCIS no Brasil.

Mais de 70 mil pessoas com FPI foram tratadas com nintedanibe no mundo inteiro. A aprovação da Anvisa para esta nova indicação pode ajudar muitos pacientes com esclerose sistêmica no Brasil a reduzir a progressão da principal causa de morte pela doença. Para a presidente da Associação Brasileira de Pacientes de Esclerose Sistêmica (Abrapes) Maria do Rosário Mauger, esta aprovação chega no momento em que a conscientização sobre a doença está aumentando. "O acometimento pulmonar em pacientes com esclerose sistêmica sempre foi uma grande preocupação por conta de sua gravidade, e como não havia um tratamento específico, a chegada desta nova opção representa uma esperança aos pacientes. Nosso trabalho agora é conscientizar a população, contribuindo para que as pessoas que precisam possam ter acesso ao tratamento", afirma.

Os pacientes com doenças pulmonares intersticiais associadas a esclerose sistêmica são uma população para qual o tratamento sempre se apresentou como um desafio que requer cuidados interdisciplinares, principalmente por pneumologistas e reumatologistas. A aprovação da indicação de nintedanibe pela Anvisa oferece a estas pessoas a oportunidade de efetivamente controlar a progressão da doença.

Sobre a Boehringer Ingelheim

A Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais farmacêuticas do mundo e possui cerca de 50.000 funcionários globalmente. Atua há mais de 130 anos para trazer soluções inovadoras em suas três áreas de negócios: saúde humana, saúde animal e fabricação de biofármacos. Em 2018, obteve vendas líquidas de cerca de € 17,5 bilhões e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento corresponderam a 18% do faturamento líquido (mais de € 3,2 bilhões). No Brasil há mais de 60 anos, a Boehringer Ingelheim possui escritórios em São Paulo, e fábricas em Itapecerica da Serra e Paulínia. A empresa recebeu, em 2019, pelo terceiro ano consecutivo, a certificação Top Employers, que a elege como uma das melhores empregadoras do mundo por seu diferencial nas iniciativas de recursos humanos.

Referências

1. Resolução RE nº 3.362, de 28 de novembro de 2019 publicada em DOU de 02 de dezembro de 2019.

2. Sampaio-barros PD, Bortoluzzo AB, Marangoni RG, et al. Survival, causes of death, and prognostic factors in systemic sclerosis: analysis of 947 Brazilian patients. J Rheumatol. 2012;39(10):1971-8.

3. Bula profissional de Ofev® (esilato de nintedanibe). Versão aprovada pela ANVISA em 26 Set 2019.

4. Distler O., et al. Nintedanibe for Systemic Sclerosis-Associated Interstitial Lung Disease. N Eng J Med. Published 20 May, 2019. NEJM.org. DOI: 10.1056/NEJMoa1903076

Mercado de saúde suplementar volta a crescer, aponta IESS

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Instituto aponta que apesar de não haver uma clara tendência de recuperação, a expectativa é positiva

O total de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalar cresceu 0,2% nos 12 meses encerrados em outubro de 2019. Apesar de não ser um avanço muito expressivo, o resultado é importante e representa 71,2 mil novos vínculos firmados no período. No total, o setor conta com 47,3 milhões de contratos. Os números constam na Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

José Cechin, superintendente executivo do IESS, pondera que ainda não há uma tendência clara de recuperação, mas a expectativa é positiva. "Ao todo, 12 estados ainda estão apresentando rompimento no total de vínculos com planos de saúde, mas os números da economia nacional indicam um começo de recuperação e perspectivas mais positivas para 2020", comenta. "À medida que o mercado de trabalho voltar a demonstrar resultados positivos, poderemos ter um novo ciclo de contratações de planos médico-hospitalares", prevê.

Minas Gerais foi o Estado que mais impulsionou o resultado entre outubro de 2019 e o mesmo mês do ano passado. Foram 61,7 mil novos vínculos firmados no período, alta de 1,2%. Com o resultado, as Operadoras do Planos de Saúde passam a atender 5,1 milhões de beneficiários no Estado. No outro extremo, o Rio Grande do Sul registrou 57,9 mil vínculos rompidos. Queda de 2,2%. O Estado conta com 2,6 milhões de beneficiários.

A NAB ainda indica que houve crescimento de 0,4% no total de planos coletivos. Foram firmados 159,7 mil novos vínculos com planos coletivos empresariais (+0,5%) e 3,9 mil coletivos por adesão (+0,1%). Já o total de planos individuais caiu 0,6%. O que equivale ao rompimento de 51,3 mil vínculos.

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

Primeira turma de Líderes da Saúde do Futuro

cbex

Programa CBEXs Futuro capacita executivos em liderança, gestão de comunicação e relacionamento, responsabilidade social e profissional, sistema de saúde e negócios

No final de novembro foram apresentadas as 39 novas lideranças em saúde formadas pelo programa CBEXs Futuro, do CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde). A formatura ocorreu terça-feira, 26, no IEP (Instituto de Ensino e Pesquisa) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O projeto capacita – em uma formação intensamente qualificada – executivos de até 39 anos de idade para serem líderes da saúde e gerirem o setor no futuro.

O programa consiste em 20 encontros com as principais lideranças contemporâneas da saúde embasados no conceito da IHF (International Hospital Federation), que traça as cinco principais competências do líder da saúde: liderança; comunicação e gestão de relacionamentos; responsabilidade social e profissional; sistema de saúde, e negócios.

Os mentores dos módulos do CBEXs Futuro são profissionais que contam com a experiência necessária para compartilhar todo o seu conhecimento e contribuir para o intuito do projeto. Eles são Paulo Chapchap, Denise Santos, Claudia Cohen, Carlos Oyama, Maurício Barbosa, Paulo Mou, Paulo Fraccaro, Ruy Baumer, Adriano Londres, Dirceu Barbano, Lilian Orofino, Carlos Massal, Felipe Kietzmann, Claudio Lotemberg, Marco Bego, Armando Lopes, Ary Ribeiro, Giovanni Guido Cerri e Daniel Condry.

Rito de passagem

Para o presidente do Conselho de Administração do CBEXs, Francisco Balestrin, o momento é de comemoração ao novo início na carreira desses executivos. “Acontece agora um rito de passagem de jovens executivos, que com certeza neste ano aprenderam com os líderes com que tiveram oportunidade de se relacionar”, disse.

“Quero fixar aqui com vocês um momento de gratidão. Nós não podemos encerrar este evento sem sermos gratos aos nossos mentores, àqueles que adentraram este evento, a todos aqueles que nos ajudaram a estar aqui, ao nosso patrono. Nós temos que exercitar a nossa gratidão, e isso deve se passar a vida toda, porque ela é justamente o ato que temos para sermos maiores, nos enriquece e faz crescer”, refletiu Balestrin.

Mentorados de excelência

De acordo com o coordenador e idealizador do CBEXs Futuro, Eduardo Santana, quando se criou o CBEXs Futuro missão era escolher o líder da saúde que representasse uma experiência de sucesso naquele tempo, e a seleção dos nomes dos formandos foi uma das escolhas mais acertadas da coordenação. Santana falou que durante o curso muitos mentores ressaltaram a chance única de aquele projeto dar certo: se a primeira turma tivesse muita qualidade. E assim se sucedeu. “A partir de agora vocês têm responsabilidade de devolver o conhecimento adquirido para a sociedade. Que nós possamos fazer um serviço de saúde mais fraterno”, reconheceu o coordenador.

Paraninfa

A diretora executiva da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), Priscila Franklin, foi eleita paraninfa da primeira turma de mentorados e discursou em nome dos formandos. “Aceitei com humildade essa missão honrosa. Falar em primeira pessoa seria mais fácil do que elucidar os pensamentos, as impressões, as experiências vividas e compartilhadas desses 39 jovens líderes da saúde. São figuras ímpares, multidisciplinares, distribuídas nas mais distintas regiões do país. Pessoas de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pará, Santa Catarina e Bahia. Um grupo heterogêneo e às vezes dissonante”, falou.

Patrono

O CEO do Hospital Sírio-Libanês e patrono da turma, Paulo Chapchap, abordou em seu discurso as dificuldades com as quais os profissionais da saúde têm de lidar em seu cotidiano, principalmente a dificuldade de acesso aos serviços pela população em uma sociedade muito desigual. “Os determinantes sociais têm muito mais impacto que qualquer coisa que possamos fazer no diagnóstico e tratamento das doenças, eles são as dificuldades de acessos, eventos adversos, sociedades mais desenvolvidas com mais desigualdades”, disse o médico.

De acordo com ele, é imprescindível mais colaboração e menos competição; mais habilidades dialógicas, menos distância do poder; mais tecnologias de informação, que possam incorporar nos seus algoritmos ética e valores humanitários. “Por isso nós temos que ser protagonistas na criação de ferramentas digitais de interação com nossos pacientes. Porque, se não, eles buscarão outros valores que não são os éticos e humanos, com os quais nós fomos treinados e lidamos todos os dias”, destacou Chapchap.

A diretora executiva do CBEXs, Larissa Eloi, agradeceu aos novos líderes por terem somado para que o programa fosse um sucesso. “Temos a certeza de que iniciamos o ano de 2019 com 39 talentosos novos colegas, unidos por um único propósito – desenvolver a competência de liderança para se tornarem profissionais cada vez melhores. E hoje estamos encerrando o programa com 39 grandes amigos, mais que isso, 39 grandes amigos, que, juntos, se tornaram seres humanos ainda melhores e dispostos a contribuir para a transformação do setor. Verdadeiros líderes da saúde do futuro”, destacou.

SOBRE O CBEXS

O Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde é uma entidade dedicada à promoção da excelência na gestão da saúde por meio de educação, de capacitação técnico-científica e de certificação dos executivos do setor público e privado. Reconhecendo um ambiente desafiador e que está em constante evolução, o compromisso do CBEXS é com a melhoria contínua das lideranças e com a sustentabilidade do sistema de saúde. Posicionando-se como entidade sem fins lucrativos, o Colégio tem também foco no caráter associativo e de representatividade profissional.

O CBEXs promove a excelência na gestão de saúde incentivando a educação, a capacitação técnica-científica e a certificação dos executivos do setor público e privado da saúde. A instituição incentiva um ambiente colaborativo, onde os principais tomadores de decisão do setor compartilham seus conhecimentos e ajudam a capacitar novos e atuais executivos. O compromisso é sempre com a melhoria contínua das lideranças e com a sustentabilidade do sistema de saúde como um todo.

Dr. André Zétola participa de encontro regional do ITI, em londrina, com palestra sobre implantes cerâmicos

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O Dr. André Luis Zétola, cirurgião dentista e sócio do Instituto Zétola de Odontologia, participou na última quinta-feira, 28 de novembro, do ITI (International Team for Implantology) Regional Meeting que aconteceu em Londrina (PR). O evento reuniu pesquisadores e clínicos renomados, que abordaram diferentes temas, todos com vistas a melhorar resultados através da discussão dos tópicos mais relevantes da odontologia contemporânea. A palestra de Zétola, especialista em cirurgia bucomaxilofacial e doutor em implantodontia, teve como tema "Implante cerâmico na clínica diária".

André Zétola, que é reconhecido como pioneiro na tecnologia de implantes de cerâmica na América Latina, falou sobre o tema como uma nova filosofia na odontologia. "Estamos trabalhando há quase cinco anos no assunto. Essa tecnologia irá revolucionar o mundo dos implantes dentários, principalmente devido a sua cor que é exatamente igual ao dente". Entre as vantagens dos implantes de cerâmica está o desempenho biológico, similar aos implantes de Titânio, que possuem uma taxa de sucesso acima de 95%. Livres de metal minimizam o risco de alergia e a toxidade que podem estar presentes nas ligas metálicas, além de também repelir a placa bacteriana, eliminando o risco de infecção e perda óssea, sendo assim a opção mais saudável para a boca.

O ITI se consolidou, ao longo doa anos, como expoente associação científica internacional. Estabelecido em 1980, se tornou a maior organização acadêmica internacional em implantodontia e regeneração de tecidos associados - uma força motriz na educação e disseminação dos conhecimentos neste domínio, com foco no desenvolvimento de diretrizes de tratamento bem documentadas e baseadas em evidências, bem como na consolidação de dados a longo prazo.

Sobre André Zétola

André Zetola é diretor clínico do Instituto Zétola de Odontologia; graduado em Odontologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); especialista em cirurgia bucomaxilofacial pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); fellowship em cirurgia bucomaxilofacial pela Northwestern University (Chicago, EUA); mestre em cirurgia de cabeça e pescoço pelo Complexo Hospitalar Heliópolis; doutor em implantodontia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); ex-presidente do Encontro Internacional da Academia Brasileira de Osseointegração (Abross); professor do Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital IPO; palestrante internacional do International Team for Implantology (ITI M

Sobre o Instituto Zétola de Odontologia

Situada na Rua Alferes Ângelo Sampaio, desde 2007, o Instituto Zétola é uma clínica de multiespecialidades onde o paciente é atendido em sua totalidade e de forma humanizada, com tratamentos integrados. Entre as especialidades, estão a odontopediatria, disfunção temporomandibular, prótese dentária, cirurgia bucomaxilofacial, implantodontia, odontologia estética, endodontia (microscopia), periodontia, dor orofacial e ortodontia. O Instituto Zétola é referência no país em atuação e pesquisa e a única clínica multidisciplinar em Curitiba. Comandado pelos cirurgiões dentistas e sócios patrimoniais André Luis Zétola; Jimmy Liu e Fábio Santos, também é reconhecida por ser pioneira em alguns dos procedimentos mais avançados do mundo.

Mercado de equipamentos e suprimentos médicos cresceu 3,6%

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O mercado de equipamentos e suprimentos médico-hospitalares cresceu 3,6% no acumulado de janeiro a setembro de 2019 e deverá encerrar o ano com estimava de expansão de 3,9% e consumo aparente de U$ 11.690 milhões. Com esse resultado, o setor se manteve, pelo terceiro ano consecutivo, em uma curva ascendente de desempenho econômico.

De todos os segmentos que integram o setor de produtos para saúde – que inclui ainda os laboratórios de diagnóstico clínico e a área de órteses e próteses – o de equipamentos e suprimentos foi o que registrou maior crescimento, de acordo com dados apresentados ontem no Encontro Anual da ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde).

Segundo Fernando Silveira Filho, presidente-executivo da associação, o resultado foi impulsionado pelo aumento de 3,2% na produção doméstica e de 4,7% nas importações do setor, que totalizaram US$ 2,76 bilhões de janeiro a setembro. “Em 2019, ocorreram 15 processos de fusões e aquisições, com um aporte de recursos no setor da ordem de R$10,2 bilhões. Essa movimentação provocou aumento das importações de suprimentos para reposição de estoques (19% no período) e de equipamentos para aumentar a capacidade instalada (2,9% no período e 7,4% em 12 meses), o que reflete uma tendência das empresas de investir na melhoria e no crescimento dos negócios”, explicou Silveira Filho.

O mercado de trabalho no setor também foi impulsionado nos nove primeiros meses do ano, com a geração de 4.095 postos de trabalho –especialmente nos segmentos onde ocorreu maior aumento de importações: o comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico e equipamentos odonto-médico-hospitalares e o comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos. As exportações de produtos para a saúde das empresas associadas da ABIMED, por sua vez, totalizaram US$ 431 milhões, com recuo de 2,2% no período. O resultado foi de déficit de US$ 2,3 bilhões na balança comercial.

Perspectivas para 2020

Para o próximo ano, o setor deverá ter crescimento positivo, ao redor de 5% a 6% de acordo com Silveira. Aumento de beneficiários de planos privados com a retomada do emprego, informatização do SUS, - que torna mais eficiente a manutenção de equipamentos e a logística de distribuição de produtos, adoção de tecnologias 4.0 e de T.I e a continuidade do processo de fusões e aquisições com ampliação da rede de estabelecimentos de saúde são os principais fatores que, a seu ver, devem estimular o crescimento.

“Por outro lado, o setor deverá sofrer impactos do cenário político e econômico internacional: crise nos países da América Latina, acordos de comércio e seus efeitos sobre questões de convergência regulatória e proteção tarifária. A instabilidade no câmbio também poderá prejudicar as importações de produtos de alta tecnologia para a saúde. Mas no cômputo geral, a expectativa do setor é positiva”, afirmou o executivo.