BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo é certificada pelas boas práticas assistenciais

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Hospital BP e Escola de Enfermagem São Joaquim foram reconhecido

Hospital BP e a Escola de Enfermagem São Joaquim, ambos da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo , foram certificados por alcançar os padrões de qualidade e segurança do paciente recomendados pela comissão do Programa Nacional da Qualidade (PNQ), do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Essa certificação foi criada para reconhecer instituições de saúde, de ensino e profissionais que contribuem para uma assistência segura e eficaz, além de estimular o desenvolvimento de iniciativas voltadas para a excelência da assistência de Enfermagem no País.

O Hospital BP localizado na Unidade Paulista cumpriu 98,2% dos requisitos avaliados pelo programa como, por exemplo, processo de gestão, monitoramento dos riscos assistenciais e política de segurança do paciente, tornando-se o primeiro hospital privado do estado de São Paulo a ser certificado. Já a Escola de Enfermagem São Joaquim alcançou 88,1% dos requisitos e é a primeira do estado a conquistar o selo. Receber essa certificação significa que tanto o hospital quanto a escola passaram por um criterioso processo de avaliação e atendeu as recomendações do Programa Nacional da Qualidade (PNQ). "Esse reconhecimento confirma o comprometimento da BP com a qualidade da assistência oferecida e demonstra que o trabalho realizado por nossos profissionais de Enfermagem é referência no nosso segmento", afirma Luiz Eduardo Loureiro Bettarello, diretor-executivo Médico e de Desenvolvimento Técnico da BP.

Certificação para os profissionais

Diferentemente de outras certificações e acreditações de qualidade, que reconhecem apenas as instituições, o selo do Cofen também é concedido aos profissionais das instituições acreditadas. "O programa objetiva, por meio de indicadores de gestão de qualidade, gestão de risco e gestão de segurança do paciente, valorizar e reconhecer as boas práticas no exercício profissional promovido por enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem", explicou Cláudio Porto, coordenador do PNQ.

De acordo com o profissional, este é o único programa de certificação de boas práticas direcionada ao profissional de Enfermagem existente no mundo e visa incentivar e garantir a qualidade da assistência oferecida à sociedade. "A ideia é promover uma transformação na consciência organizacional das instituições e valorizar o trabalho do profissional", conclui o executivo.

Sobre a BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo

A Beneficência Portuguesa de São Paulo agora é BP, um polo de saúde moderno e atualizado que valoriza a vida de todos e de cada um. Composto por 4 hospitais com foco em alta complexidade e que atendem diferentes perfis de clientes e outros 3 serviços que contemplam medicina diagnóstica, atendimento ambulatorial e educação e pesquisa, a BP compreende mais de 220 mil m² construídos, 7.500 colaboradores e 4.500 médicos distribuídos em 8 edifícios e cerca de 50 clínicas nos bairros da Bela Vista, onde são concentrados os serviços privados, e da Penha, onde são oferecidos os serviços para clientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

IES e Não Aceito Corrupção lançam nova campanha sobre ética

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O Instituto Ética Saúde (IES) acaba de lançar, em parceria com o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC), a campanha “Ética Não é Moda, Ética é Saúde!”

“Os objetivos são difundir e fortalecer as ações conduzidas pelo IES para a prevenção e o combate aos desvios de conduta na saúde e sensibilizar a sociedade sobre a cultura ética no segmento e, assim, consolidar um ambiente de boas práticas, onde o maior beneficiado será o próprio indivíduo. Todos nós, como cidadãos, ao evitarmos pequenas práticas que encarecem o sistema, estaremos disseminando a Ética e ajudando a transformar o Sistema de Saúde no Brasil”, destacou o presidente do Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde, Gláucio Pegurin Libório.

A campanha, que faz um alerta para a contradição atual do uso constante da palavra Compliance - que traduz um comportamento de integridade -, e muitas vezes, fica esquecida na fala e não é colocada em prática, também reforça a obrigação de todos, seja profissional de saúde ou não, atuarem com transparência, sem aceitar desvios éticos. “Precisamos mudar a cultura das pessoas para que elas se preocupem mais com a ética e com a integridade. Excelente esta ação de comunicação do IES. O INAC está junto, participe! Envolva-se nesta ação e faça a sua parte!”, apoiou Livianu.

O médico patologista, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador, Paulo Saldiva, o primeiro embaixador da campanha “Ética Não é Moda, Ética é Saúde!”, lembrou que em um mundo extremamente desigual, a necessidade de se discutir a prática da ética na saúde é essencial para desenvolver o exercício da empatia e, principalmente, da alteridade. Para ele, “o ponto central é discutir claramente os limites do atendimento da saúde, pois num mundo onde a medicina tem um valor comercial, muitas vezes os médicos têm que optar por um tratamento que, talvez, não seja o melhor para o paciente, mas é o que pode ser pago. Isso é um dilema claramente ético. Envolve conceitos da filosofia como epistemologia, a ética e a lógica, portanto, nada mais oportuno que um Instituto com esse perfil de ética e saúde”.

A deputada Federal Adriana Ventura, presidente da Frente Ética Contra a Corrupção na Câmara e no Senado, também apoia a campanha do IES. “É muito importante que a gente tenha uma ação que ligue essas duas pontas – Ética e Saúde. É uma iniciativa maravilhosa”. O presidente do Conselho de Administração do IES também ressaltou que os programas do Instituto foram criados justamente para auxiliar as empresas a adotarem condutas mais éticas, contribuindo, diretamente, para um melhor uso do sistema de saúde. “Nós, do Instituto Ética Saúde, temos muito orgulho do que construímos.

Defender a ética, seja na medicina ou em qualquer ação do dia a dia, é uma obrigação como cidadão, consumidor, contribuinte, como pai. Nós não devemos aceitar os desvios e o nosso trabalho é contínuo. Se a pessoa tem alguma dúvida, nós vamos deixar bem claro que ela precisa ser honesta, os nossos programas e ações existem para isso. A ampliação do acesso à saúde também passa por prática corretas dos profissionais da saúde, dos hospitais, dos fornecedores, do SUS e da saúde suplementar e em função disso que vamos seguir em frente nessa busca”, finalizou Gláucio Pegurin Libório.

Dasa, Museu Nacional e PUC-Rio promovem o 1° Seminário de Tecnologias Tridimensionais Aplicadas à Pesquisa Científica

Dasa, Museu Nacional e PUC-Rio promovem o 1° Seminário de Tecnologias Tridimensionais Aplicadas à Pesquisa Científica

Evento abordará a reconstrução de peças do Museu Nacional que foram destruídas em incêndio e digitalizadas por meio de tomografias realizadas na CDPI

Neste sábado, 7|12, médicos da Dasa, paleontólogos, arqueólogos, pesquisadores e designers participarão do 1° Seminário de Tecnologias Tridimensionais Aplicadas à Pesquisa Científica, no auditório do Alta Botafogo. O evento aborda um inusitado encontro entre o passado, a tecnologia, a saúde e a cultura, que trouxe esperança a todos que valorizam a história. Imagens digitalizadas em 3D, realizadas na CDPI, que integra a Dasa, foram utilizadas para a reconstrução virtual e física de peças do Museu Nacional, destruídas no incêndio de 2018.

Romeu Domingues, presidente do Conselho da Dasa, conta que a CDPI realizou mais de 300 tomografias, como por exemplo do crânio Luzia, fósseis de dinossauros, gatos mumificados e múmias egípcias. “No início, o intuito era apenas gerar imagens digitalizadas para arquivo, sem imaginar que um dia todo esse trabalho iria contribuir para salvar parte da nossa história”, acrescenta.

O médico ginecologista, obstetra e especialista em medicina fetal da Dasa, Heron Werner, destaca que além do processo de digitalização e reconstrução do acervo do Museu, no Seminário, também será possível ver algumas destas peças que renasceram das cinzas.

“Com a tecnologia, foi possível reproduzir cópias idênticas às peças que foram destruídas no incêndio e, como consequência, as próximas gerações poderão conhecer e vivenciar importantes momentos da nossa história. Algumas destas obras impressas em 3D, como por exemplo, caixão em tamanho real, crânios de múmias e esqueleto de múmia de gato, estarão expostas no Seminário para que os convidados possam viver esta experiência”, ressalta Heron.

Sobre o Museu

No dia 2 de setembro de 2018, um triste acontecimento comoveu pessoas de todo o mundo – o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. A instituição científica mais antiga do País, que reunia uma das mais importantes coleções da América Latina, foi destruída pelas chamas naquela que foi considerada a maior tragédia museológica do Brasil. O incêndio aconteceu justamente no ano em que o Museu comemorava 200 anos de existência.

Sobre a CDPI

A CDPI é referência em diagnóstico por imagem no estado do Rio de Janeiro há mais de 20 anos. Com corpo clínico altamente especializado e equipamentos de última geração, oferece portfólio completo de exames de imagens, que incluem ressonância magnética, tomografia computadorizada, PET-CT, densitometria óssea, biópsias, mamografia, ultrassons entre outros. A CDPI – que integra a Dasa, líder na América Latina em medicina diagnóstica, investe constantemente no desenvolvimento de inovações que garantem a qualidade de atendimento e a comodidade na realização de exames de imagens. Para atender às gestantes, a CDPI disponibiliza o Ninar, programa de relacionamento digital com comunicação de cuidados personalizados de acordo com a semana gestacional. O conforto aos pacientes está presente por meio do serviço de agendamento online de exames, além da CDPI Mulher, com atendimento direcionado ao público feminino; CDPI Criança, com equipe médica totalmente treinada para o paciente infantil com médicos formados no Brasil e no exterior, e CDPI Cardio, com especialistas da mais alta qualidade e capacidade para a realização de exames cardiológicos.

Telemedicina: diagnóstico mais acessível geográfica e economicamente

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Tecnologia facilita acesso da população a diagnósticos de imagem precisos e ainda reduz custos de clínicas e hospitais. O benefício é para todo o sistema de saúde

O Brasil já passa de 210 milhões de habitantes. A expectativa de vida do brasileiro está em 80 anos e aumenta gradativamente. A projeção é que a taxa de natalidade diminua, anualmente, até o ano de 2046. À medida que a população cresce e envelhece, a assistência médica será cada vez mais necessária e cara. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a conta não vai fechar se a medicina continuar a ser praticada da forma tradicional em consultórios e hospitais.

O sistema de saúde tem vários atores: paciente, médico, operadora de saúde, hospitais, poder público, órgãos reguladores, investidores e a sociedade em geral. “Para sustentabilidade do setor, é necessária uma busca incessante por redução de custos por meio da otimização de processos e eliminação de desperdícios, o que contribui também para o aumento da qualidade”, disse Armando Lopes, Diretor Geral da Siemens Healthineers no Brasil. A empresa foi pioneira e é responsável pelos primeiros equipamentos produzidos de Raios-X. A tecnologia, por exemplo, é um recurso utilizado pela Medicina Diagnóstica, que auxilia efetivamente na tomada de decisão do corpo clínico, e ainda democratiza o acesso tanto geográfica como economicamente.

Segundo o Gerente Executivo de Estratégia, Produtos, Marketing e Inovação do Grupo Pardini, Hernan Firpo, o território é muito grande e não há uma distribuição adequada de investimentos em estrutura e equipamentos. As diferenças se agravam pela ausência de profissionais suficientes em diversas regiões do país, restringindo ainda mais o acesso à exames e procedimentos. “Com o telediagnóstico, por exemplo, conseguimos levar diagnóstico em radiologia e cardiologia para quem precisa, onde a pessoa estiver e com custo acessível. Não faz diferença se o paciente está no interior do Pará, no Nordeste ou mesmo no Vale do Jequitinhonha. Os pacientes têm acesso às mesmas tecnologias que oferecemos a quem está internado em um hospital de um grande centro como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte ou Porto Alegre”, explicou Hernan Firpo.

De acordo com Armando Lopes, a telemedicina, se bem empregada proporciona significativo retorno em ganho de produtividade e qualidade. O diagnóstico pode chegar a todo o território, com a melhor relação custo-benefício. “São fatores fundamentais para garantir a sustentabilidade do nosso setor, que inevitavelmente resulta numa ampliação do acesso à saúde para a população”. Devido a sinergia da saúde com a tecnologia, é possível oferecer apoio diagnóstico como uma extensão do corpo clínico das instituições com ausência de profissionais para prestar o serviço, sem equipamentos adequados ou recursos financeiros para arcar com uma equipe médica completa e especializada. Aumentam as possibilidades de diagnósticos e tratamento de doenças. Assim, ganha a saúde dos brasileiros.

A Climrad – Clínica Médica e Radiológica, em Padre Paraíso, interior de Minas Gerais, há três anos utiliza o serviço de telecardiologia do Grupo Pardini. Para o sócio, Orly Pedroso Chagas, contar diariamente com o apoio no diagnóstico dá condições de oferecer aos clientes um serviço de qualidade, ágil e acessível. “Os clientes não precisam se deslocar até as cidades polo para realizarem seus exames e o custo fica muito acessível”, afirmou. O suporte da equipe médica responsável pela emissão dos laudos é também um diferencial. Ele conta o caso de um paciente que foi submetido a um eletrocardiograma. Logo que o resultado saiu, o médico da equipe de telemedicina do Grupo Pardini, avaliando a gravidade do caso, entrou em contato e sugeriu encaminhamento do paciente para emergência. O médico solicitante do exame também foi prontamente informado sobre o laudo e orientado a realizar o atendimento rapidamente.

Mas o serviço não leva benefícios somente para cidades do interior do Estado. Até mesmo na capital mineira, um hospital utiliza o serviço de teleradiologia do Grupo Pardini.  Localizado no Barreiro, um bairro distante do grande centro de Belo Horizonte, o Hospital Keralty oferece pronto-socorro adulto e infantil 24h. Graças a telemedicina, é possível já sair da urgência com diagnóstico preciso e tratamento adequado, sem ser necessário retornar ao hospital para posterior avalição e busca de resultado.

Segundo a coordenadora de atendimento da unidade, Jeane Ferrante da Silva Caetano, um médico radiologista está disponível no local apenas dois dias na semana e em horário comercial. Para além desse horário, são os especialistas do Grupo Pardini quem avaliam e emitem os resultados dos exames radiológicos dos pacientes do hospital. “Como nosso atendimento é full time, contar com o serviço de telemedicina é a forma que encontramos para agilizar o atendimento dos pacientes que buscam nosso atendimento de urgência. E ainda, garantimos uma avaliação mais detalhada a respeito do quadro clínico do paciente”, explicou ela. Jeane destaca os inúmeros pacientes com suspeita de AVC, que somente é confirmado mediante tomografia. “Nesses casos, precisamos imediatamente do resultado, o que vem sendo prontamente atendido pelo serviço oferecido pela teleradiologia do Grupo Pardini. Sem contar o suporte de especialistas disponível a qualquer hora”, comentou.

De acordo com Hernan Firpo, do Grupo Pardini, por meio de um sistema seguro, certificado e desenvolvido para ser intuitivo para os usuários, chegam exames do Brasil inteiro que requerem suporte em questões operacionais, burocráticas ou para solicitar urgência. “É uma ponte humana entre o cliente e o laudo. Os médicos estão disponíveis 24 horas por dia, 365 dias no ano para colaborar na decisão médica através do apoio diagnóstico ou mesmo prestar consultoria técnica. Os profissionais podem ser acionados até mesmo para conferir uma segunda opinião dos resultados ou discutir com especialistas os casos mais complexos”, acrescentou Firpo.

Saiba mais sobre a Telemedicina do Grupo Pardini.

Brasileiro está mais preocupado com saúde mental

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Análise do IESS mostra aumento da procura por psicólogos, psiquiatras e terapeutas ocupacionais no Brasil

Os beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares estão realizando cada vez mais procedimentos de assistência à saúde. Entre 2013 e 2018, o setor perdeu 1,5 milhão de vínculos, mas o total de serviços de saúde per capita passou de 22,8 para 29,7. No total, em 2018, foram realizados 1,40 bilhão de procedimentos de assistência médico-hospitalar, 5,4% a mais do que em 2013; o que elevou as despesas assistenciais (os gastos das operadoras de planos de saúde com os pacientes em suas carteiras) de R$ 92 bilhões, em 2013, para R$ 160 bilhões no ano passado. Alta de 74%. Os números integram a análise especial do Mapa Assistencial, que acaba de ser publicada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

Parte significativa deste aumento se deve a maior preocupação do brasileiro com sua saúde mental. Nos últimos cinco anos, o número de consultas com psiquiatras passou de 3,4 milhões para 4,9 milhões, um crescimento de 44,5%, destacando-se entre as consultas médicas ambulatoriais por especialidades. Em "outros atendimentos ambulatoriais", o total de sessões com psicólogos quase dobrou no mesmo período, indo de 9,1 milhões para 17,6 milhões - uma diferença de 93,8%. E as consultas com terapeutas ocupacionais avançaram de 818,6 mil para 1,9 milhão - alta de 137,8%.

José Cechin, superintendente executivo do IESS, aponta que essa mudança acompanha um agravamento do quadro de saúde mental nos últimos anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o País com o maior número de pessoas ansiosas no mundo (9,3% da população) e 5,8% dos brasileiros sofrem de depressão. "Apesar de os dados indicarem um cenário preocupante, vemos uma evolução no debate sobre essas questões. É fundamental abrir espaços para que as pessoas possam falar sobre o assunto e o levantamento confirma que os beneficiários estão procurando a ajuda de profissionais", destaca.

Dados OMS também indicam que entre 35% e 50% das pessoas com transtornos mentais em países de alta renda não recebem tratamento adequado e, nos países de baixa e média renda, o porcentual é ainda maior, ficando entre 76% e 85%. Ainda de acordo com a entidade, a cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio no Brasil e 90% das vezes o caso está associado a algum distúrbio mental.

"É fundamental acabar com os preconceitos que ainda existem acerca deste tema para reverter este quadro e o aumento na procura por serviços de saúde suplementar relacionados à saúde mental indica que estamos dando um importante passo na desmistificação do assunto", avalia Cechin. "A saúde mental não é motivo para vergonha, mas exige cuidados como o restante do corpo. Talvez até mais", completa.

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

Instituto Estadual do Cérebro vence na categoria Ouro e acumula prêmios do PQRio

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A principal premiação fluminense para iniciativas e projetos de excelência reconheceu a gestão do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, na Categoria Ouro, nesta terça-feira (3/12). O Núcleo de Qualidade e Excelência em Gestão do Rio de Janeiro e o Programa Qualidade Rio (PQRio) realizaram o anúncio e solenidade de entrega dos certificados na Sala Cecília Meireles, no Centro do Rio de Janeiro (RJ).

O PQRio foi lançado em 1999 pelo Governo do Estado com o intuito de tornar o Rio de Janeiro reconhecido pelo seu potencial econômico, por meio da capacitação tecnológica das suas organizações e, desse modo, promover mudanças capazes de levar o Rio de Janeiro a uma posição de destaque com relação à competitividade, qualidade e produtividade.

Esta não é a primeira vez que o IEC recebeu o reconhecimento de gestão baseado no Modelo de Excelência em Gestão Pública (MEGP). Gerenciado pela Pró-Saúde desde a sua inauguração, em 2013, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o IEC participa da premiação desde o início das suas atividades e já recebeu, em anos anteriores, reconhecimentos nas categorias Menção Honrosa, Bronze e Prata.

“O reconhecimento confirma a evolução da gestão desenvolvida no IEC, sempre pautada pela qualidade assistencial em uma unidade que se destaca, também, pela alta tecnologia a serviço do sistema único de saúde. Esses avanços têm sido determinantes para balizar estratégias gerenciais que estimulam um trabalho sério e credenciam o IEC para novos desafios”, ressalta o diretor Corporativo Médico da Pró-Saúde, Fernando Paragó. Segundo ele, a metodologia do PQRio, baseada no Programa de Qualidade da Fundação Nacional da Qualidade, tem como objetivo a análise externa e contínua dos processos das instituições, adotando oito critérios de excelência e, assim, desenvolvendo planos de ação para promover uma melhoria continuada.

O Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC) é um serviço de saúde pública especializado em neurocirúrgica de alta complexidade e tratamento de epilepsia. O IEC se destaca também como centro de referência internacional para pós-graduação em Neurocirurgia pela Federação Mundial de Sociedades de Neurocirurgia (World Federation of Neurosurgical Societies).

Para o diretor Hospitalar do IEC, Weslley Guimarães, o reconhecimento inédito é resultado direto do trabalho das equipes do IEC. “A certificação atesta a maturidade e o nível de excelência que a Pró-Saúde desenvolveu ao longo desses seis anos de gestão do IEC. Aproveito a oportunidade para expressar minha gratidão a todos colaboradores do Instituto, que trabalharam constantemente para alcançar a excelência em todos os nossos processos em prol dos pacientes atendidos diariamente”, comemorou.

Excelência contínua

O prêmio visa à implantar melhorias do desempenho organizacional das instituições públicas e privadas sediadas no Estado do Rio de Janeiro, representando o reconhecimento às organizações fluminenses que demonstraram esforços efetivos direcionados a busca contínua pela excelência do seu modelo de gestão.

Além disso, apoia e reconhece os esforços de aprimoramento de gestão das organizações por meio de ciclos de avaliações com base no Modelo de Excelência em Gestão. A metodologia adotada promove o aprendizado organizacional, a integração e o alinhamento sistêmico da organização.

“A premiação é o reconhecimento de esforços efetivos direcionados ao aprimoramento da gestão da unidade. O sistema de gestão desenvolvido e os padrões de trabalho estabelecidos evidenciaram que o IEC é constituído por elementos de gestão integrados que orientam a adoção de práticas de excelência em gestão. Isso leva o Instituto a padrões elevados de desempenho e de qualidade em gestão”, explicou Andrea Rodrigues, coordenadora do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP) do IEC.

Além do diretor Médico da Pró-Saúde, Fernando Paragó, do diretor Hospitalar do IEC, Weslley Guimarães, da coordenadora do NQSP, Andrea Rodrigues, o prêmio também foi recebido pelo diretor Técnico do IEC, Luiz Claudio Teixeira.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 22 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

Novo equipamento para exames de angiografia está disponível para os pacientes do Hospital Santa Isabel

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O Injetor de CO2 é uma alternativa para pacientes com alergia a iodo ou alteração na função renal

Pacientes alérgicos ao iodo, ou com alteração na função renal, contam com um novo equipamento para realização de angiografias no Setor de Hemodinâmica do Hospital Santa Isabel, em Blumenau. O Injetor de CO2 (dióxido de carbono), oferece benefícios significativos e menos complicações quando comparado com os meios de contraste iodado.

A angiografia - exame radiográfico dos vasos sanguíneos - é tradicionalmente realizada com contraste iodado, mas o dióxido de carbono (CO2) foi estudado como um agente de contraste intravascular alternativo. O CO2, ao ser injetado, desloca o sangue, criando uma breve bolha que se move com o fluxo sanguíneo antes de ser dissolvido e eliminado pelos pulmões. Este pequeno intervalo é suficiente para que o aparelho de radiologia digital registre uma série de imagens, semelhantes às obtidas com o uso do contraste iodado.

Os parâmetros de injeção, como o Volume e a Pressão, são controlados pelo operador para a obtenção das imagens radiológicas com as corretas informações para o diagnóstico. O equipamento possui um cilindro recarregável de CO2 com capacidade suficiente de 500 a 800 tomadas de imagens. Para cada paciente será utilizado uma extensão em PVC com filtro antibacteriano de uso único descartável.

Os usuários podem administrar o agente de contraste mais adequado dependendo do histórico médico, da necessidade do paciente e da área do corpo a ser investigada. Além disso, pode ser utilizada uma abordagem complementar de CO2, que pode reduzir drasticamente a dose de iodo, através da injeção apenas de 8 a 10 ml por procedimento. A utilização de CO2 como meio de contraste apresenta benefícios significativos para a saúde, uma vez que o gás é eliminado do corpo pelo sistema respiratório, resultando assim na preservação das funções renais – no tratamento com iodo, o excesso de contraste é eliminado pela urina.

Hospital Metropolitano incentiva a pesquisa científica em seu programa de residência médica

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Vista aérea do Hospital Metropolitano de Belém. Ananindeua/PA - 15.03.06 Foto: Cláudio Santos

Além de promover a capacitação profissional de residentes, a unidade estimula a ampliação da qualidade assistencial à população

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua (PA), gerenciado pela Pró-Saúde, será tema de ao menos seis trabalhos científicos envolvendo áreas como Fisioterapia, Enfermagem, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Psicologia.

A estimativa é que os trabalhos sejam divulgados até 2020, na conclusão da 8ª Jornada de Qualificação de Projetos de Pesquisa do Programa de Residência Multiprofissional, existente no Metropolitano.

O hospital é referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas atua com diversas outras especialidades, como Nefrologia, Pediatria Clínica, Cirurgia Vascular, Urologia, Neurocirurgia, Infectologia, entre outros.

Mantido pelo Governo do Pará, o Metropolitano é responsável pela capacitação de residentes que auxiliam no processo de qualificação multiprofissional do Hospital. Além da experiência proporcionada pelas residências, os profissionais participam dos programas de qualificação e capacitação profissional para colaboradores, recebendo treinamentos e orientações específicas.

O fonoaudiólogo do Metropolitano e integrante do Programa de Residência há um ano, Elder Torres, foi um dos três profissionais com trabalhos aprovados na Jornada. O profissional ressalta a importância da residência na unidade como o fator de crescimento na área e incentivo à produção científica. “O hospital oferece um campo enorme de pesquisa e uma troca de experiências com diferentes especialidades. Essa interação multiprofissional é muito importante e traz um conhecimento sem igual para nós residentes”, disse.

Leonardo Ramos é coordenador do Departamento de Ensino e Pesquisa do Hospital Metropolitano e explica a importância da realização da Jornada com a participação dos residentes. “São profissionais que estão entrando no mercado de trabalho e utilizam a oportunidade no Metropolitano para pesquisa. É um diferencial no mercado e formação”, destacou.

O incentivo à produção científica faz parte da gestão pela Pró-Saúde, com mais de 50 anos de experiência em gestão hospitalar. Com esse estímulo, a instituição busca promover a cultura e os valores assistenciais, bem como auxiliar na implantação de protocolos clínicos, construção de ferramentas de gestão e na melhoria do atendimento, aperfeiçoando processos também da própria residência.

“Nossos programas de Residência Multiprofissional e Residência Médica trazem um retorno para o Hospital não só por nos colocar no cenário de pesquisas científicas, mas porque proporcionam uma troca de experiências importante para todos, principalmente aos pacientes do Metropolitano. Devolvemos para a sociedade um profissional completo, que contribui no processo de restabelecimento do paciente”, conclui o coordenador.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 22 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A aposta da SulAmérica no cuidado coordenado

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“Quem já ouviu falar de uma operadora que, por livre e espontânea vontade, no Outubro Rosa, gerou para mulheres que não tinham nenhum registro de consulta com ginecologista 15 mil guias para exame de mamografia?”, disse Raquel Giglio, VP de Saúde e Odonto da SulAmérica, na abertura da confraternização anual da empresa para jornalistas. Orgulhosa, ela conta alguns frutos da transformação e investimentos ocorridos na SulAmérica nos últimos anos.

A SulAmérica não se posiciona como uma seguradora, mas sim como uma gestora de saúde e bem-estar. Quando essa decisão foi tomada, foi decidido também cuidar das pessoas e um dos pilares é o cuidado coordenado. Entre as iniciativas, Raquel cita a orientação para pais ou idosos por via celular, médico à domicilio, entrega de medicamentos e programas com orientações por enfermeiras, como o Futura Mamãe. A novidade do ano é o lançamento da família de produtos regionais “Direto”, já lançados no Rio de Janeiro, São Paulo e mais recentemente em Curitiba, com previsão de expansão para os próximos meses.

A executiva explica que o Direto é um produto completo, a diferença é a cobertura exclusiva regional. O Direto Rio acontece em parceria com a Rede D’Or, o Direto Sampa conta com nomes como Dr Consulta, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital Infantil Sabará, enquanto que o Direto Curitiba entra com Dasa e Hospital Santa Cruz. Cada uma das regiões do Direto é realizada com um prestador diferente, de forma a utilizar a melhor oferta disponível e ociosidade dos prestadores para fazer modelos de remuneração diferentes.

“No modelo que estamos construindo, a responsabilidade está compartilhada. Para os produtos Diretos, se não der certo para a operadora, ele automaticamente também não dá certo para o prestador. É uma lógica diferente que permite um produto em média 20% mais barato. Isso funciona quando todos estão engajados no mesmo propósito.”, diz Raquel. Neste modelo é considerado o número de vidas expostas ao produto, e não a sua utilização, atrelado à indicadores de desfechos clínicos. Não há o incentivo de superindicar exames e procedimentos desnecessários, existe sim a responsabilidade de não deixar o paciente sair sem o diagnóstico correto. Se houver qualquer indício de que não foi feita uma investigação adequada, o prestador é penalizado.

Outro modelo citado é o bundle, no qual dentro de um certo período acordado, para procedimentos realizados com desfechos estabelecidos, o prestador fica responsável financeiramente e assistencialmente por qualquer intercorrência necessária decorrente de um evento não usual sobre o mesmo.

Para Raquel outra ferramenta poderosa para mudar o sistema é a inserção da coparticipação para os beneficiários. Segundo ela, o mal uso de alguns, gera desperdício e volta em forma de reajuste para toda a carteira. Em casos mais extremos observa-se até a tentativa de reembolso de procedimentos estéticos a diárias de SPA, ou seja, custos como a judicialização também são contabilizados.

“Toda a estratégia de cuidado coordenado que começamos anos atrás foi para colocar a atenção primária de forma sistêmica. A lógica é coordenar todo o cuidado médico para que eles e a operadora consigam ter uma visão completa do paciente.”, diz Raquel e completa, “O pior cenário são pacientes crônicos, por exemplo com enxaqueca que cada vez que agudizam vão para um pronto socorro. É caro, é um ambiente de risco e não trata, só resolve pontualmente. Aliás, tão ruim quanto, são beneficiários que não fazem nenhum exame preventivo. A ideia é rastrear na base quem não está sendo cuidado e gerar um gasto, um sinistro que nem ocorreria. Se duas pessoas em 15 mil forem identificadas com algum tipo de tumor em estágio inicial, a ação já está integralmente paga.”

A SulAmérica já possui mais de 300 mil pessoas sendo cuidadas dessa forma e entre os principais desafios estão o acesso a informação proveniente de diversas bases, o engajamento do beneficiário, realizar o mapeamento completo de uma rede extremamente grande e ajustar o modelo de remuneração de forma que todos pensem na sustentabilidade do sistema.

Por fim, Raquel e Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, contam que apesar do movimento de operadoras se verticalizando, cooperativas e medicinas de grupo, eles acreditam na expansão do modelo da SulAmérica. “Acho que cabem todos os modelos no mercado, dependendo da região, do perfil das pessoas. Nós continuamos na direção certa, fizemos aquisições e vamos chegar perto de 4 milhões de usuários entre odontologia e saúde até o final do ano.” diz Gabriel. Raquel complementa sinalizando um crescimento sólido da empresa em quantidade de vidas, com números extremamente controlados.

O direito das sociedades médicas ao ISS fixo

O direito das sociedades médicas ao ISS fixo

No final do mês de abril deste ano, o Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do RE 040.769/RS, firmou tese dispondo que é inconstitucional lei municipal que estabelece impeditivos à submissão de sociedades profissionais de advogados ao regime de tributação fixa estabelecida pelo Decreto-lei nº 406/68. Na ocasião, a Corte apreciou recurso interposto pela seccional gaúcha da OAB em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O caso versava acerca da constitucionalidade de lei porto-alegrense que obstava o recolhimento do ISS fixo anual pelas sociedades de advogados – e definia, por conseguinte, o valor do serviço prestado por escritório de advocacia como sendo a base de cálculo do ISS.

A lei municipal instituía a aplicação de alíquotas (percentuais) sobre a importância paga a título de contraprestação pelo trabalho desempenhado, em detrimento do cálculo baseado na quantidade de advogados que integravam a banca (cobrança per capita) previsto no DL nº 406/68. Ao reconhecer o direito das sociedades de advogados ao regime fixo de tributação, a decisão representou significativo marco de segurança jurídica no que se refere à defesa dos direitos das sociedades uniprofissionais diante da pretensão arrecadatória dos municípios.

Assusta, no entanto, o número de leis municipais vigentes que insistem em restringir e limitar o direito de outras destas sociedades, que não as de advogados, ao recolhimento do ISS na forma fixa previsto na legislação federal desde 1968. Exemplo notório é o que envolve as sociedades uniprofissionais que congregam sócios médicos, constituídas no afã de criar facilidades aos profissionais da Medicina, tais quais o compartilhamento de custos e a angariação de pacientes.

São vários os exemplos de sociedades médicas que, mesmo preenchendo todos os requisitos previstos no Decreto-lei nº 406/68, encontram-se submetidas ao regime variável de recolhimento do ISS, com base no valor do serviço prestado, por disposições de leis municipais. Estas leis condicionam o recolhimento na forma fixa a fatores como: exploração de apenas uma atividade de prestação de serviços médicos, inexistência de filial, responsabilização subsidiária dos sócios perante o capital social, impossibilidade de prestação de serviços dentro de hospitais, dentre tantos outros.

Eventual verificação destes “requisitos adicionais”, aliás, não altera em nada a natureza das sociedades profissionais: soa absurdo pressupor, por exemplo, que a organização sob a forma limitada de uma sociedade acarreta em automática constatação de que sua natureza é empresária. Além disso, as municipalidades ignoram, quando da edição destes diplomas, que os únicos requisitos para a tributação fixa se encontram devidamente previstos no DL nº 406/68, e qualquer condição adicional poderia ser instituída somente por Lei Complementar.

Necessário afirmar: deve ser aplicada, às hipóteses de tributação envolvendo sociedades médicas, a mesma lógica que conduziu o STF à construção da tese firmada através do RE 040.769/RS.

Certamente, os parágrafos 1º e 3º, artigo 9º, do DL nº 406/68, disciplinam base de cálculo do ISS, ao disporem sobre a possibilidade de recolhimento com base em cada profissional que preste serviços em nome da sociedade, assumindo responsabilidade pessoal pela prestação.

Por conseguinte, a determinação da base de cálculo fixa (per capita) do imposto não configura benefício fiscal, mas mera regra de determinação da base de cálculo – que, por sinal, não atenta contra a isonomia, prestando-se justamente a concretizá-la, conforme jurisprudência consolidada do próprio STF . A congregação de profissionais médicos, através da contratação de sociedade simples, não significa que os serviços por eles prestados deixarão de ter natureza personalíssima e, ainda, não implica em aumento de suas respectivas capacidades contributivas.

A tributação fixa volta-se, justamente, a evitar que prestadores de serviços, responsáveis pessoalmente por estes e que auferem renda unicamente de acordo com o que produzem, arquem duplamente com a exação da renda auferida em decorrência da prestação de serviços (pelo ISS num primeiro momento e, posteriormente, pelo Imposto de Renda). Em julgamento anterior ao transcrito, inclusive, o Plenário do Supremo já havia consolidado entendimento no sentido de que as cobranças fixas (per capita) de ISS não configuram normas veiculadoras de isenção heterônima – justamente por não veicularem isenção alguma, mesmo que parcial – e, assim, coadunam-se com os preceitos da Carta Magna.

As leis municipais, no entanto, comumente estabelecem diversos impeditivos à submissão destas sociedades ao regime de tributação fixa (com o intuito claro de desenquadrar sociedades deste regime de tributação) e alteram, portanto, a base de cálculo do ISS por meio de lei municipal, em flagrante afronta ao texto constitucional. A afronta mencionada decorre, naturalmente, do fato de só ser possível alterar base de cálculo do ISS no caso de edição de Lei Complementar de índole nacional, de acordo com o que preceitua o artigo 146 da Constituição. Evidencia-se, deste modo, a impossibilidade de lei municipal de ISS dispor de modo diverso acerca da base de cálculo de referido imposto, sob pena de ferir princípio basilar de nosso Sistema Constitucional Tributário.

Para que possam recolher o ISS com base apenas na quantidade de sócios prestadores de serviço, basta que as sociedades médicas preencham apenas os requisitos previstos no DL nº 406/68, conforme afirmamos anteriormente. São eles: natureza pessoal da prestação de serviço (ou seja, o serviço é prestado em caráter personalíssimo); responsabilização pessoal dos sócios pelo serviço prestado; caráter uniprofissional da sociedade; e, finalmente, ausência de estrutura empresarial (requisito incluído por construção jurisprudencial, com base na lógica que inspirou os dispositivos do DL 406/68 supramencionados).

Qualquer requisito adicional previsto em lei municipal constitui alteração da base de cálculo do ISS e, justamente por isso, reveste-se de caráter manifestamente inconstitucional. É veemente a impossibilidade dos municípios legislarem acerca da base de cálculo do ISS, no que concerne à criação de restrições para o enquadramento de sociedades uniprofissionais médicas no regime fixo de tributação.

Gabriel Rehder – gabriel.rehder@brasilsalomao.com.br