A importância de mantermos o foco

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O caminho do compliance e da ética não é simples, mas precisa ser perseguido todos os dias e a todo instante. Não tão somente para sustentar o trabalho iniciado, mas para semear o tema para as próximas gerações. Precisamos pensar no hoje e no futuro. É necessário colocar o país no rumo da ética e fomentar que os nossos filhos e netos tenham isso como o princípio mais básico para a sustentação de um ambiente de negócios que possamos nos orgulhar e não ter vergonha, como num passado tão distante, que a todo instante faz questão de nos lembrar por, infelizmente, ainda estar vivo. Um novo tempo precisa ter a conduta do correto acima de tudo.

A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde tem feito a sua lição de casa. Hoje 92% de seus associados estão desenvolvendo iniciativas de integridade dentro das empresas, sendo que mais de 50% já possuem programas de integridade e compliance completamente incorporado em suas companhias.

Juntamente com a Advanced Medical Technology Association – Advamed, entidade com sede em Washington, nos Estados Unidos, e que, assim como nós, tem uma série de iniciativas para promoção da ética na saúde em todo o continente, realizamos o 1° Workshop Compliance para Distribuidores, no ano passado, e neste ano, demos continuidade ao Programa Compliance em Ação, que visa capacitar e oferecer condições aos associados para desenvolverem seus programas de integridade. Em 2020, realizaremos novos workshops e cursos nesta área para aprofundar ainda mais o tema.

Há mais de cinco anos, a ABRAIDI vem promovendo cursos, eventos e palestras sobre integridade, transparência e ética com a participação de mais de 600 executivos de 200 empresas associadas em todo o país.

Em 2006, a Associação foi uma das primeiras entidades do setor de saúde a lançar um Código de Ética e Conduta, agora em sua 3ª edição e que está em revisão. Em 2015, em parceria com o Instituto Ethos, criamos o Ética Saúde - Acordo Setorial dos Importadores, Distribuidores e Fabricantes de Dispositivos Médicos, mecanismo de autorregulação de conduta dos signatários, que se tornou um Instituto independente. Em 2018, organizamos o I Fórum Brasileiro de Importadores e Distribuidores de Produtos para a Saúde onde, por meio de um robusto estudo, denunciamos as distorções do setor de saúde, com retenções de faturamento, glosas previamente autorizadas e inadimplência. Neste ano, realizamos o II Fórum, com estudo semelhante e ainda mais completo.

As distorções reveladas no trabalho de 2019 mostram que os prejuízos para as empresas associadas e para o sistema de saúde como um todo foram calculados em mais de R$ 1 bilhão. A mesma pesquisa ainda revelou que os preços de dispositivos médicos diminuíram nos últimos cinco anos, diferentemente do que muitos no mercado sempre quiseram passar, como uma fake news. O trabalho comparou preços em países da América Latina, Estados Unidos e Europa e o Brasil segue na linha de todas essas nações.

E o que temos de novidades em outros players? Pouco ou quase nada.

Nos dias de hoje, não cabem mais sistemas arcaicos e corruptos. Eles precisam acabar e serem exterminados da sociedade. Precisamos a cada dia ter mais entidades comungando os mesmos princípios. Trabalhar de forma ética, unida e com amplo diálogo é a única possibilidade para a sustentabilidade do sistema de saúde.

Sobre o autor

Sérgio Rocha é presidente da ABRAIDI

Commvault aponta o que esperar para o mercado de gerenciamento de dados

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O ano de 2020 será especialmente promissor para o setor de gerenciamento de dados na América Latina. Bruno Lobo, Gerente Geral da Commvault para a América Latina, reforça que as empresas que ainda não voltaram seus olhares para a LGPD precisam acelerar seus passos rumo à conformidade com a lei, pois a mesma passa a vigorar a partir de agosto. Para a região latino-americana como um todo, o executivo destaca o fato de que as organizações têm caminhado no sentido de mover suas infraestruturas de TI para a nuvem, seja ela híbrida, privada ou pública. Abaixo, o executivo destaca outras sete tendências para o universo de gerenciamento de dados em 2020:

1. A inteligência artificial funciona melhor com mais dados e as empresas de TI que utilizam dados ligados à saúde - como o Google comprando a Fitbit, por exemplo -, combinadas com maior conscientização da privacidade, forçarão governos em todo o mundo a aprovar leis de anonimato que incentivam a coleta e o uso de dados de saúde para um bem maior, sem comprometer a privacidade dos pacientes.

2. O volume de dados continua a crescer e o desconhecimento sobre os mesmos é cada vez maior. Em 2020, o foco na análise de dados será impulsionado pelo aumento das pressões regulatórias e de conformidade, pelos riscos de violação de dados e ransomware, além da necessidade de classificar adequadamente os dados para projetos de inteligência artificial e machine learning. A análise de dados apoiará tomadas inteligentes de decisão, alimentará iniciativas de inteligência artificial e machine learning e fortalecerá as posturas de conformidade nas organizações.

3. Nesta era de ambientes híbridos e multi-cloud, está se tornando um desafio manter os vários sistemas interdependentes. As soluções de gerenciamento de dados e infraestrutura, provavelmente, continuarão a expandir o uso de tecnologias de inteligência artificial e machine learning para oferecer às empresas mais operações autônomas de TI. Esses sistemas, não apenas gerenciam um volume maior de tarefas diárias, como aumentam proativamente as políticas e enviam alertas que antecipam e respondem a possíveis ameaças.

4. O custo da nuvem pública tende a fazer com que as empresas reduzam a adoção desse serviço, promovendo corte de preços, mais ofertas de serviços ao mercado, assim como maior número de aquisições pelos grandes players de nuvem, à medida que tentam ser mais competitivos. Essa guerra de preços já está acontecendo, mas se intensificará em 2020.

5. Os hipervisores, as nuvens, os contêineres e as plataformas em geral formarão um plano de dados que permitirá uma movimentação mais fluida de dados entre cada camada, à medida que as empresas passarem a se concentrar mais em mover os dados para onde elas precisam. A segurança, a privacidade e a proteção dos dados serão colocadas em camadas no topo deste plano para fornecer às empresas as funcionalidades necessárias de gerenciamento de dados, mantendo-os seguros e disponíveis.

6. À medida que as organizações adotam mais nuvens para diferentes fins, aumenta a necessidade de proteção de dados rápida e flexível. As organizações estão escolhendo nuvens diferentes para casos de uso distintos. Portanto, as plataformas de proteção de dados atuais precisam acomodar uma ampla variedade de casos de uso em nuvem, incluindo Platform as a Service (PaaS), contêineres e bancos de dados maciços como Microsoft SQL Server, MySQL, PostgreSQL, Splunk, SAP HANA e Oracle.

7. Os fornecedores de nuvem estão expandindo rapidamente a disponibilidade de data center regional. Atualmente, Microsoft Azure está em 54 regiões, Amazon Web Services (AWS) em 22 e Google Cloud Platform em 20. Nesta linha, a Oracle Cloud acaba de anunciar uma meta de 36 regiões disponíveis até o final de 2020, o que representa região de disponibilidade a cada 23 dias. Tal estratégia deve fornecer mais opções às organizações, pois determinam como dar suporte a escritórios, call centers e organizações de fabricação em todo o mundo com regiões de nuvem localizadas próximas a essas instalações. Por outro lado, isso também exigirá que eles encontrem soluções de proteção de dados que ofereçam às equipes globais de TI visibilidade de onde todos os dados estão localizados e como são gerenciados, especialmente quando mudam os requisitos de governança de dados específicos de cada país e região.

Hospital Israelita Albert Einstein inaugura unidade da Rede Universitária de Telemedicina

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Inauguração será nesta sexta-feira, dia 13; Rede completa 14 anos com 139 unidades espalhadas pelo país

O Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) vai inaugurar neste dia 13, às 9h, a sua unidade da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), que é coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A inauguração no Einstein, hospital referência em atendimento na América Latina, encerra as ações de 2019 da Rede, que completa 14 anos, com a expressiva marca de 139 unidades no país.

Participarão da cerimônia o presidente do HIAE, Sidney Klainer; o diretor-geral da RNP, Nelson Simões; o coordenador da Telemedicina no HIAE, Eduardo Cordioli; e o coordenador nacional da RUTE, Luiz Ary Messina; além de outros responsáveis pela iniciativa.

O evento contará com dois momentos especiais: uma palestra curta, via videoconferência, do professor de Harvard, Joe Barkai, que é autor de importantes livros sobre novas oportunidades com tecnologias emergentes e modelos de negócio; e a sessão inaugural do SIG Ciência de Dados e Inteligência Artificial (CiDIAS), com o tema: "Ética, Segurança e Governança de Dados para Ciência de Dados.

Segundo o coordenador da unidade RUTE no Einstein, Dr. Eduardo Cordioli, se tornar membro da Rede irá possibilitar a troca de informações e conhecimentos acadêmicos. "A RUTE vai possibilitar o compartilhamento de conhecimento com outras instituições de ensino e saúde. Afinal, o hospital também é um centro acadêmico. Poderemos compartilhar dados, discutir casos e debater atendimentos com os profissionais da RUTE", aponta.

Edson Amaro, coordenador do SIG CiDIAS, ressalta a importância deste feito na história da instituição. "Acreditamos que este será um marco na gestão da saúde pública e privada. Permitirá a geração de insights e de conhecimentos baseados em dados complexos para criação de modelos preditivos e prescritivos de referência replicáveis, expansíveis e escaláveis nos diversos domínios da saúde e regiões do país", afirma o coordenador.

Nos encontros promovidos pelo SIG, serão traçadas as estratégias de organização de dados (Big Data); análise avançada de dados (Inteligência Artificial) e processos de transformação da prática médica (Medicina de Precisão). No hospital, as sessões do SIG serão realizadas em conjunto com o setor de Big Data do HIAE, com participação aberta para todos os interessados.

Sobre a RNP

Qualificada como uma Organização Social (OS), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) e mantida por esse, em conjunto com os ministérios da Educação (MEC), Cidadania, Saúde (MS) e Defesa (MD), que participam do Programa Interministerial RNP (PI-RNP). Pioneira no acesso à internet no Brasil, a RNP planeja, opera e mantém a rede Ipê, infraestrutura óptica nacional acadêmica de alto desempenho. Com Pontos de Presença em 27 unidades da federação, a rede conecta 1.174 campi e unidades nas capitais e no interior. São mais de 4 milhões de usuários, usufruindo de uma infraestrutura de redes avançadas para comunicação, computação e experimentação, que contribui para a integração dos sistemas de Ciência e Tecnologia, Educação Superior, Saúde, Cultura e Defesa.

Logística na saúde: um novo olhar em 2020

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Estamos prestes a entrar em uma nova década e com ele um grande movimento em torno do 2020. Um futuro promissor para a logística na saúde.

Veremos o desenvolvimento ainda maior dos recursos de automação alinhado às necessidades do paciente 4.0 e que promoverão mais eficiência em processos que permeiam todos as etapas do atendimento da saúde.

Também serão favorecidas as aplicações regulamentações importantes inseridas na qualidade e segurança da prestação de serviços, como a Lei da rastreabilidade e que tem tido como algumas de suas “justificativas” de serem colocadas em prática, a dificuldade de estruturação de tecnologias.

Será sem dúvida uma década de grande aceleração nos processos de automação e que irão necessitar de qualificação humana para sua implementação, gestão e operacionalização. Ou seja, novos mercados de trabalho também em expansão.

Por traz da automação em logística na saúde

Para tangibilizar um pouco os benefícios das inovações tecnológicas aplicadas de forma racional e customizada para os perfis de operação de cada instituição, vale listar:

- Implementação de processo de rastreamento lincado com serialização de medicamentos e insumos médicos, garantindo o cruzamento de informações destes com as vias de prescrição e administração ao paciente.

- Controle de acesso aos produtos por funcionários e segurança de consumo pelo paciente, com devido mapeamento de possíveis estornos de prescrição para logística reversa.

- Menos desperdício, menor risco de desvio, aumento da economicidade.

Feliz 2020. Nos vemos na nova década.

Sobre o autor

Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar

Livro mostra pontos convergentes entre Bioética e Medicina

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O livro Bioética, Direito e Medicina, lançamento da Editora Manole, propõe, em suas 832 páginas, esclarecimentos e condutas para tópicos pertinentes ao universo médico sob a ótica da Bioética e do Direito. “A publicação é um verdadeiro tratado de questões diversas que surgem, desde o final do século passado, por conta das novas tecnologias e graças às transformações pelas quais a sociedade está passando”, diz o médico psiquiatra e um dos editores da obra Claudio Cohen. Segundo o também editor e graduado em Medicina Humana Reinaldo Ayer de Oliveira, o material tem como objetivo ser referência para os cursos de graduação e pós-graduação das faculdades de Medicina.

A publicação traz alguns temas em destaque para impasses e dúvidas do dia a dia:

 O atendimento da vítima de violência sexual – o acolhimento médico e da equipe multidisciplinar, que inclui ouvir sem duvidar da história apresentada; a delicadeza no exame físico e o ranking de exames que devem ser solicitados; encaminhamento ambulatorial para acompanhamento de possível gravidez ocasionada, por exemplo; e as notificações criminais.

 Sexualidade, Psicanálise e Bioética – a desvinculação entre relação sexual e procriação e a mudança de conceito de família biológica; as novas maneiras de reprodução humana; a definição da sexualidade e sua importância no desenvolvimento da vida mental das pessoas.

 Aborto: criminalização e direitos das mulheres – a importância do respeito legal aos direitos humanos, sexuais e reprodutivos das mulheres e a descriminalização do autoaborto e do aborto praticado por terceiros com o aval da gestante.

 Desafios éticos na doação de óvulos em reprodução assistida – a questão cultural sobre a escolha pela gestação tardia e as implicações biológicas que minimizam as chances de se engravidar naturalmente após os 40 anos, que leva ao caminho da reprodução por doação de óvulos.

 Transexualidade – a estigmatização dos transexuais e a necessidade de oferecer suporte técnico-científico para que essas pessoas sejam tratadas de maneira ética e humanizada, minimizando sofrimentos provenientes da condição; as cirurgias de transgenitalização e a necessidade de adequação legal dos documentos desse grupo após o procedimento.

 Pedofilia – uma discussão ampla sobre o tema, desestigmatizando a ideia preconcebida de que todo abusador de crianças e adolescentes é um monstro. A gravidade das consequências, segundo os autores, não pode ser combatida apenas com sanções penais, meramente punitivas, mas com tratamentos específicos de inclusão social.

 Terminalidade da vida – as resoluções do CFM e do Código de Ética Médica sobre a interrupção do tratamento/abreviação da vida nos casos de doentes terminais ou com doenças incuráveis e os cuidados paliativos.

“Como definir ou classificar um livro complexo e diverso como este? Não conheço livro semelhante, seja na variedade de assuntos, seja na forma de abordá-los. Temos entrevistas, capítulos longos, outros mais curtos, alguns com vasta e outros com mínima bibliografia. Talvez um pouco caótico para quem se sente confortável apenas com coisas ordenadas, mas uma delícia para os que amam a diversidade (...).” Dessa maneira, o primeiro presidente do Comitê de Bioética do Hospital das Clínicas da FMUSP, Gabriel Oselka, define o lançamento da Editora Manole. A obra é considerada pioneira em abrangência, pois há pouca bibliografia especializada sobre a Bioética, que é tratada nesta obra de maneira multidisciplinar.

O livro está organizado por áreas para esclarecer, informar e disseminar condutas médicas dentro dos parâmetros do Direito e da ética. Um exemplo é o capítulo “Aspectos éticos no tratamento médico da pedofilia e na divulgação jornalística de casos de agressão sexual contra crianças”. A discussão abrange condutas para ocorrências bem específicas, como nos capítulos “Aspectos éticos e multidisciplinares no atendimento às famílias de crianças e adolescentes desaparecidos” e “Famílias incestuosas: atendimento em saúde mental”.

Uma obra esclarecedora, que despertará o interesse dos profissionais médicos, advogados e também de leitores ávidos por informações técnicas e legais sobre o exercício da Medicina.

Sobre os editores

CLAUDIO COHEN é médico psiquiatra e psicanalista, mestre e doutor em Psicologia Social pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP), professor-associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), além de coordenador do Núcleo de Estudos de Bioética da USP (NEB-USP) e do Centro de Estudos e Atendimento Relativos ao Abuso Sexual (CEARAS). Cohen é também docente de Ética Médica e Bioética do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica, Medicina Social e do Trabalho da FMUSP.

REINALDO AYER DE OLIVEIRA é graduado em Medicina Humana pela Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP), doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), docente de Ética Médica e Bioética do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica, Medicina Social e do Trabalho da FMUSP.

Da coleta de dados à gestão estratégica em saúde

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A Outcome Based Healthcare (OBH) é uma organização privada inglesa de propósito social com o compromisso de apoiar os sistemas de saúde na transformação e desenvolvimento de modelos de cuidados sustentáveis, desenvolvendo ferramentas que auxiliam a compreensão das populações atendidas e suas necessidades. Juliana Bersani, co-fundadora e COO da OBH, esteve no Brasil para o CONAHP e falou sobre os desafios para coleta de dados e sua utilização na gestão estratégica das instituições.

Juliana conta que os serviços de consultoria sustentam os produtos oferecidos pela OBH, que são uma plataforma de desfechos, uma biblioteca online e um segmentador populacional. O tipo de consultoria vai diferir de acordo com a maturidade do cliente, podendo variar da criação de um modelo de segmentação populacional a estudos populacionais para determinar quais serão os desfechos medidos.

“O modelo de segmentação que usamos é um modelo clínico. É baseado em codificação clínica, como CID-10 e outros. Depois da alocação das pessoas em grupos, começamos a olhar os determinantes sociais”, explica Juliana. De acordo com a OBH, a expectativa de vida pode ter uma diferença de até 19 anos entre grupos de pessoas dependendo das condições de moradia no Reino Unido, por exemplo. Entender os determinantes sociais é extremamente importante para que o trabalho da saúde fique integrado com as políticas públicas sociais.

Todo movimento entre os segmentos da população é estudado, como por exemplo o de pessoas com doença crônica indo para fases finais de vida, entrando em cuidados paliativos e consequentemente morrendo. O healthspan™ é outro indicador estudado pela OBH para entender o que faz com que pessoas saudáveis deixem de ser saudáveis. “O mais importante para o governo é o healthspan™, pois eles têm que se focar em manter as pessoas saudáveis pelo maior número de anos possíveis diminuindo a utilização de recursos [em saúde]”, complementa Juliana. Hoje o NHS é o principal cliente da OBH.

No Reino Unido a coleta de dados da população saudável só é possível graças a um sistema de atenção primária muito forte que atua como um gatekeeper para acessar outras áreas do sistema de saúde. Isso quer dizer que, se você nasceu ou reside no Reino Unido você obrigatoriamente é registrado com um general practitioner (GP), o equivalente a um médico de família. Desta forma, há dados suficientes para estudar tanto a população saudável como a doente.

Juliana conta sobre a reforma dos sistemas de saúde dos últimos anos no Reino Unido que culminou na criação de Integrated Care Systems (ICS), equivalente às Accountable Care Organizations (ACO) americanas, e acredita que sem um sistema integrado de dados, não é possível medição de valor em saúde. “Aqui no Brasil temos um foco muito grande no provedor, especialmente nos provedores de atenção terciária, os hospitais, e não temos a visibilidade do que acontece com um paciente do momento de seu nascimento ao momento de sua morte, como no Reino Unido”, enfatiza a COO.

Para o Brasil, Juliana considera que o foco na atenção primária e na prevenção são primordiais. Em seguida, fala sobre a cultura para preenchimento de dados em prontuário, que precisa ser reforçada entre os profissionais de saúde como algo mandatório. Ainda, defende a utilização de um código único para identificação do paciente, como por exemplo o CPF, o que seria essencial para obtenção de dados fidedignos.

Para finalizar, a COO reforça o cuidado necessário com empresas estrangeiras que trazem metodologias e produtos prontos para serem implementados no país. De acordo com Juliana, não é adequado que algo seja concretizado sem compreender e estudar o cenário atual do país, seja sua infraestrutura ou sua cultura.

Telemedicina: Saiba como esse método pode revolucionar a área da saúde

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Laudos a distância garantem mais eficiência, praticidade e redução de complexidade à área médica!

A área da saúde é uma das mais impactadas pela inovação tecnológica promovendo melhorias para pacientes, equipes médicas e gestores por meio de recursos diversos. A telemedicina está entre as inovações aplicadas à área da saúde para melhorar o diagnóstico, monitoramento e tratamentos médicos. Saiba mais a seguir.

O que é a telemedicina?

No Brasil a telemedicina chegou em 1985 por meio de uma disciplina de informática médica na Faculdade de Medicina da USP. Apesar de o potencial da solução não ser muito reconhecido nessa época, em 1986 uma empresa começou a fazer diagnósticos de eletrocardiograma por fax. Mas afinal, o que é a telemedicina?

A telemedicina promove suporte diagnóstico remotamente, viabilizando a interpretação de exames e a emissão de laudos médicos à distância.De acordo com o Conselho Federal de Medicina na Resolução CFM nº 1.643/2002, a telemedicina representa o exercício da medicina por meio do uso de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Para operação dessa área são usadas as tecnologias da informação e comunicação (TICs). O funcionamento depende da união de equipamentos digitais, sistemas, plataforma, internet e especialistas qualificados. A solução funciona da seguinte forma: no hospital ou clínica, o técnico em enfermagem ou radiologia realiza o exame médico, como raios-x, tomografia ou eletrocardiograma, usando um equipamento digital.

A imagem digitalizada fica disponível em um sistema no computador, sendo que com acesso à internet é possível compartilhar o exame utilizando uma plataforma de telemedicina. Unindo o exame digital e as informações clínicas do paciente, esses dados são enviados por meio da ferramenta para a empresa de telerradiologia parceira.Nesse local, um médico radiologista especializado faz a interpretação do exame e emissão do laudo considerando as informações do exame e do paciente. Ele assina o documento digitalmente e encaminha ao médico solicitante usando a mesma plataforma.

Quais as vantagens para saúde?

A difusão da telemedicina e reconhecimento dessa área por parte do CFM e também da Organização Mundial da Saúde (OMS) deve-se aos diversos benefícios relacionados à solução. Conheça os principais a seguir.

Agilidade

Os laudos médicos emitidos por meio da telerradiologia, a telemedicina aplicada na área de radiologia, podem ser devolvidos ao médico solicitante agilmente, sendo que a entrega ocorre em cerca de 30 minutos para casos urgentes e até 24 horas em casos de rotina.

Praticidade

Com o uso de um equipamento digital para realização do exame, o técnico pode enviar rapidamente as imagens à empresa parceira, evitando diversos procedimentos ou a burocratização dos processos que os tornam mais lentos.

Pagamento atrelado ao uso

Com a telemedicina, em geral, clínicas e hospitais só pagam pelos laudos emitidos, de forma que os custos estão sempre alinhados à demanda.

Disponibilidade

A empresa de telerradiologia opera 24 horas por dia, todos os dias do ano, incluindo finais de semana e feriados.

Isso significa que a clínica ou hospital terá um serviço de alta disponibilidade, não correndo o risco de ficar sem prestar serviços de radiologia em períodos mais complexos à gestão, como a noite, nos finais de semana e outros.

Segurança

A plataforma de telemedicina usada para transferências de exames e laudos tem recursos atualizados de segurança, o que impede vulnerabilidades como roubo de dados ou perda das informações dos pacientes.

Qualidade

Na empresa de telerradiologia os profissionais responsáveis por emitir os laudos são sempre médicos radiologistas especializados, o que garante a qualidade do laudo.

Quais transformações a telemedicina têm proporcionado?

A telemedicina já tem sido amplamente usada para diversos fins e a expectativa é que as aplicações diversifiquem ainda mais com a difusão das tecnologias e práticas.

Atualmente, diversos exames já são laudados a distância por meio da telerradiologia, agregando a médicos e pacientes, como:

• radiologia geral;

• tomografia computadorizada;

• mamografia digital;

• densitometria óssea;

• ressonância magnética;

• odontologia.

Entre as transformações esperadas para a telemedicina destacam-se a especialização do suporte médico independente de restrições geográficas, maior autonomia do paciente, agilidade nos diagnósticos e monitoramento em tempo real de pacientes.

Portanto, a telemedicina pode ser usada para áreas diversas, viabilizando desde os laudos para odontologia até o suporte médico especializado nos principais exames radiológicos.

Brasil terá primeiro projeto de sequenciamento genômico da população

Brasil terá primeiro projeto de sequenciamento genômico da população

Liderado pela Prof. Lygia da Veiga Pereira, da USP, projeto DNA do Brasil vai gerar conhecimento sobre características genéticas que podem transformar a saúde dos brasileiros

A manhã de hoje, 10 de dezembro de 2019, foi um marco na história da ciência brasileira com o lançamento do projeto DNA do Brasil, maior empreitada científica que vai, finalmente, colocar o país no mapa da genômica mundial. Liderada pela Profa. Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo, em parceria com a Dasa, maior empresa de medicina diagnóstica da América Latina, e com a plataforma de computação em nuvem Google Cloud, a iniciativa tem como objetivo desvendar o DNA e montar um banco com dados genéticos da população brasileira.

“O DNA do Brasil dá início a uma nova fase dos estudos nacionais e globais sobre genômica. Vamos gerar informações sobre características genéticas que podem impactar diretamente na saúde da população”, afirma a Profa Lygia, que é cientista da USP. Até o momento, menos de 0,5% das pesquisas realizadas no mundo contemplaram a população brasileira.

A Dasa fará o sequenciamento das amostras no Nova Seq, equipamento que sequencia o genoma humano em até 24 horas, disponível em seu Centro de Diagnóstico em Genômica, inaugurado em junho deste ano, com investimentos da ordem de R$ 60 milhões. O centro que processa os exames genéticos de mais de 800 laboratórios da empresa em todo o Brasil dispõe de geneticistas especialistas em onco, cardio, neurogenética, entre outras áreas. “Nossa participação nesse projeto está totalmente alinhada com o propósito da companhia de transformar a saúde da população brasileira por meio da medicina de precisão, e reforça a estratégia da interação entre as iniciativas pública e privada para o fomento da pesquisa científica brasileira”, afirma o presidente do Conselho da Dasa, Romeu Domingues.

O DNA do Brasil conta, ainda, com o apoio da Illumina, que fornecerá os insumos utilizados no sequenciamento das amostras.

O Google Cloud, por sua vez, vai processar os dados de sequenciamento em sua nuvem, permitindo análises e cruzamento de dados em escala por meio de ferramentas de analytics e machine learning. “Nossa nuvem permite processar dados genômicos em grandes volumes, possibilitando o uso de recursos de análise avançada e os mais altos níveis de segurança de dados que projetos dessa magnitude demandam”, comenta João Bolonha, diretor de Google Cloud para o Brasil. Com o uso da nuvem de Google Cloud, o custo de processamento necessário para o projeto DNA Brasil cairá 90%, quando comparado ao uso de infraestrutura própria de data center (on-premise).

Integração de dados clínicos e genéticos

O DNA do Brasil terá início com o sequenciamento do genoma de 15 mil brasileiros de diversas regiões do país, que têm idades entre 35 e 74 anos, integrantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA Brasil), a maior pesquisa epidemiológica do país, financiada pelos Ministérios da Saúde e CTIC. O grupo tem sido acompanhado clinicamente desde 2008 e agora as informações genéticas serão agregadas a esse banco de dados. À frente do ELSA Brasil em São Paulo está o Prof. Paulo Lotufo, da Faculdade de Medicina da USP, que reitera que “o projeto permitiu destacar as doenças cardiovasculares e diabetes na agenda da pesquisa epidemiológica no país. E, esse novo passo a ser dado com o DNA do Brasil nos permitirá contribuir ainda mais para a saúde da população”. Também integram o ELSA Brasil as Universidades Federal da Bahia, do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e a Fiocruz (RJ).

Sobre a Dasa

A Dasa é líder em medicina diagnóstica no Brasil, maior empresa do setor na América Latina – atua no Brasil e na Argentina – e 5ª maior no mundo, com foco em análises clínicas, diagnóstico por imagem e medicina genômica. A companhia conta com um time de mais de 20 mil colaboradores e mais de 2 mil médicos, renomados no Brasil e no exterior, que atuam em uma rede robusta e capilarizada de cuidados com a saúde em todo o país. Por meio de suas mais de 40 marcas de laboratórios que têm mais de 800 unidades – como Delboni Auriemo e Salomão Zoppi (SP), Sérgio Franco e CDPI, (RJ), Laboratório Exame (DF), entre outros –, a Dasa realiza mais de 250 milhões de exames por ano. Considerado um dos mais importantes players de Saúde, a Dasa atua dentro do propósito de impactar positivamente a saúde das pessoas e tem como compromisso ser um agente transformador do setor por meio de uma medicina mais inteligente, preditiva e personalizada. Em novembro de 2019 a empresa anunciou plano de união com a Ímpar, segunda maior rede independente de hospitais do Brasil, para criar soluções integradas visando a sustentabilidade do mercado de saúde. A Ímpar reúne hospitais como 9 de Julho (SP), Santa Paula (SP), São Lucas (RJ), CHN (RJ) e Hospital Águas Claras (DF).

Sobre o Google Cloud

O Google Cloud é amplamente reconhecido como um líder global no fornecimento de uma plataforma de nuvem empresarial segura, aberta, inteligente e transformadora. Nossa tecnologia foi construída na rede privada do Google e é o resultado de quase 20 anos de inovação em segurança, arquitetura de rede, colaboração, Inteligência Artificial e software de código aberto. Oferecemos um conjunto de ferramentas simples e uma tecnologia incomparável no Google Cloud Platform e no G Suite, que ajudam a reunir pessoas e ideias. Clientes em mais de 150 países confiam no Google Cloud para modernizar seu ambiente de computação para o mundo digital atual.

Bradesco Seguros inaugura mais duas clínicas de família, uma em Porto Alegre e outra em São Paulo

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Com foco em atenção primária, a rede de clínicas Meu Doutor Novamed tem previsão de expansão em 2020

O Grupo Bradesco Seguros inaugurou mais duas unidades de sua rede de clínicas Meu Doutor Novamed, consolidando a adoção de atenção primária à saúde. Uma delas foi em Porto Alegre, no dia 25/11, sendo a primeira na Região Sul do País. Já a segunda unidade foi inaugurada nesta segunda-feira, 9/12, em Vila Olímpia, em São Paulo, totalizando 16 clínicas em operação. A estratégia do grupo é expandir a rede com mais 15 unidades em diversas cidades, como Belo Horizonte, Recife, Curitiba, Brasília e Salvador, com investimento total previsto de R$ 90 milhões até o fim de 2020.

A clínica foi criada para oferecer consultas médicas básicas e especializadas, além de procedimentos cirúrgicos ambulatoriais, exames laboratoriais e de imagem. “Ao oferecer atendimento primário, com médico de família, as clínicas Meu Doutor Novamed contribuem para satisfazer uma demanda importante de nossos clientes: o atendimento ágil, eficaz, desburocratizado e de fácil acesso, por meio da coordenação do cuidado”, ressalta Manoel Peres, diretor do Grupo Bradesco Seguros. Segundo a OMS, esse tipo de atendimento resolve 80% das demandas por cuidados de saúde, reduz em 17% as internações e em 29% a procura por serviços de urgência e emergência.

Desde 2015, já foram realizados mais de 440 mil atendimentos nas unidades em funcionamento em São Paulo (sendo 5 no modelo in company) e uma no Rio de Janeiro (modelo in company), sendo um pouco mais de 54 mil no modelo in company, estrutura instalada dentro das empresas. O nível de satisfação entre os segurados chega a 99%, sendo referência em atendimento primário e personalizado com médico de família, além de consultas em 14 especialidades, entre elas: Pediatria, Dermatologia, Cardiologia e Ortopedia.

Outro grande avanço é o uso do prontuário eletrônico em todas as unidades da clínica, o que garante integração de dados dos pacientes, facilitando no atendimento e no diagnóstico mais eficaz. “Todas as informações do paciente ficam armazenadas para futuras consultas, oferecendo praticidade aos nossos beneficiários e informações relevantes ao nosso corpo médico”, completa Peres.

Com mais de 40 mil beneficiários da Bradesco Saúde na capital gaúcha, a unidade Meu Doutor Novamed de Porto Alegre fica na Avenida Ramiro Barcelos, n. 652, Bairro Floresta. Já em São Paulo, a unidade de Vila Olímpia fica na Av. Beira Rio, n.48, ao lado do metrô. Esta é a oitava unidade na Grande São Paulo, ao lado de Guarulhos, Lapa, Osasco, Paulista, Santana, Santo André e Tatuapé.

Sobre a Bradesco Saúde

A Bradesco Saúde é líder consolidada do mercado de planos e seguros privados de saúde, com maior destaque no segmento de planos coletivos, para empresas de todos os tamanhos, atuando em todas as regiões geográficas do país. Hoje atendendo a cerca de 3,5 milhões de beneficiários, e presente em aproximadamente 1,4 mil municípios do país, a Bradesco Saúde e sua controlada Mediservice contam com ampla rede médica referenciada, composta por mais de 46 mil prestadores médico-hospitalares, mais de 3,3 mil hospitais e prontos-socorros e mais de 10,7 mil serviços de diagnósticos e análises laboratoriais. Até o primeiro semestre de 2019, as duas empresas apresentaram, em conjunto, faturamento superior a R$ 12,4 bilhões, crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Rede D'Or compra o Hospital Santa Cruz e a Paraná Clínicas e já anuncia expansão

Rede D'Or compra o Hospital Santa Cruz e a Paraná Clínicas e já anuncia expansão

A Rede D'Or São Luiz anunciou hoje a compra do Hospital Santa Cruz e da Paraná Clínicas, empresas de propriedade da família de Hamilton Leal. A compra desses dois importantes ativos de saúde no Paraná, marca a entrada da maior rede de hospitais privados do país na região Sul.

"Temos muita satisfação em anunciar essas aquisições, na medida em que são instituições de referência com grande tradição", afirma Paulo Moll, vice-presidente do grupo Rede D'Or São Luiz. "Vamos entrar já anunciando a construção da segunda torre do Hospital Santa Cruz, o que permitirá aumentar significativamente o atual número de 220 leitos, e também colocaremos a infraestrutura necessária para a realização de cirurgias robóticas", destaca Moll.

Com 47 hospitais próprios, 1 hospital administrado (sob gestão), 7,3 mil leitos, dezenas de clínicas de especialidades e instituto de pesquisa e ensino, a Rede D'Or avança em seus planos de expansão em todo o país. Já está presente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Maranhão e no Distrito Federal e conta hoje com 46 mil colaboradores e 80 mil médicos.

"Nosso objetivo é ser uma rede nacional para oferecer o que há de melhor na medicina internacional, em parceria com mais de 70 operadoras de saúde. Com a aquisição do Hospital Santa Cruz, teremos oportunidade de ampliar essas parcerias também para operadoras que atuam na região", ressalta Moll.

Para Hamilton Leal Junior, presidente das duas instituições, a escolha da Rede D’Or se deu por se tratar de uma empresa que compartilha dos mesmos valores e que, com certeza, conseguirá perpetuar o legado da família construído ao longo de 55 anos de trabalho. "A venda para um grupo do porte da Rede D'Or, que tem compromisso de longo prazo onde atua, permitirá ampliar o que já foi conquistado. Com isso, vamos ganhar mais solidez e, principalmente, maior volume de recursos para a expansão de nossos serviços, trazendo ainda mais tecnologia, inovação e estrutura necessárias para o crescimento de nossas equipes".

A Rede D'Or informa ainda que essa aquisição está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores. Tão logo haja essa aprovação, a Rede D'Or informará o cronograma de investimentos para a expansão do Hospital Santa Cruz.