O uso de WhatsApp entre médicos e pacientes

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O WhatsApp surgiu e conquistou muita gente. O aplicativo gratuito - que envia e recebe mensagens, textos e arquivos de voz - angaria pelo mundo mais de 800 milhões de usuários e é provável que você e seus clientes façam parte desse número.

É evidente, que, por se tratar de um aplicativo gratuito, muitos médicos passaram a utilizá-lo, seja para falar com pacientes, seja para trocar casos com outros profissionais.

O que muitos usuário não sabem é que o WhatsApp não tinha troca segura de informações até ser comprado pela rede social Facebook. A partir da aquisição, que aconteceu em fevereiro de 2014, iniciou-se uma mudança para que a troca de mensagens seja realizada de maneira criptografada. Ou seja, muitos médicos enviaram e receberam conteúdos sem possuírem os dados assegurados, o que viola a relação de privacidade do paciente.

Porém, mesmo que o softaware apresente segurança, e que ainda não haja menção dele nas normas, o Conselho Federal de Medicina prioriza a ética e declara que as informações dos pacientes são confidenciais, o que não combina muito com o aplicativo. E mais, o CFM recomenda que as redes sociais sejam utilizadas apenas para fins educacionais.

Aproveite para conhecer as 3 regras de ouro da ética nos meios digitais

Com conteúdo bastante específico, e por se tratar de troca de informação entre paciente e pediatra com fotos da criança, o Conselho Federal de Medicina do Pará abriu um parecer sobre o WhatsAPP que apresenta as seguintes conclusões:

  • Consulta por mídias sociais (WHATSAPP, e-mails, etc...) não se constitui ato médico completo.
  • Se realizada a anamnese e o exame físico, a critério do médico e em acordo prévio com o paciente/responsável, este poderá enviar resultados de exames ou novas informações por meio-eletrônico.
  • Como não se trata de ato médico completo, o profissional não poderá receber remuneração por suas orientações/prescrições, se o fizer.

Não sabemos quando o Conselho Federal de Medicina incluirá normas específicas para a utilização do aplicativo. Mas entendemos que, com o crescimento da base e com a alta demanda dos pacientes, essa seja uma ferramenta cada vez mais utilizada.

Você sabe se está seguindo as normas do CFM. Deseja realizar um diagnóstico de sua presença digital sem compromisso? Clique aqui.

A saúde combina com conteúdos bem humorados?

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É bastante comum vermos conteúdos bem humorados nas timelines das redes sociais e muitas vezes os números de compartilhamentos e likes impressionam. Por que o humor engajam tantos usuários?

O especialista Jonah Berger - autor do livro: Contágio, porque as coisas pegam - estudou por mais de dez anos o comportamento dos internautas e concluiu que conteúdos de humor são excitantes. Ou seja, diante de algo engraçado o corpo reage, esquenta e isso faz com que as pessoas passem a mensagem adiante. Entende agora porque o canal Porta dos Fundos faz tanto sucesso?

Mas empresas da área de saúde podem lançar mão desse recurso para tornar seus produtos e serviços mais conhecidos do público? Isso é ético?

Se levarmos em consideração que o negócio da área envolve o bem mais precioso do ser humano: a vida, fica difícil imaginar o uso adequado de humor e empresas que optam por esse caminho devem dosar as mensagens e devem avaliar se ela pode ser interpretada como ofensa ou piada de mal gosto.

Porém, usar o humor com a equipe interna - respeitando as regras de ética -  pode ser algo bom para fixar conhecimento. Nos nos Estados Unidos, um quiz realizado com uma equipe de coloproctologistas foi um sucesso. Ao perguntar:  “Where can patients experience a “Kinder Colonoscopy?” (Onde os pacientes podem ter uma experiência mais agradável de colonoscopia?) e apresentar como respostas: a. Facebook; b. Colon & Rectal Specialists; c. Disney World; d. Walmart. O questionário gerou comentários duradouros entre os membros da equipe. Foi uma excelente forma de propagar a importância do trabalho desses profissionais.

Aprofunde seus conhecimentos sobre a ética e área da saúde

Sem dúvida, o humor torna tudo mais leve, as pessoas ficam animadas, isso gera mais comentários e mais boca a boca (compartilhamento de informação), mas para ser bem usada por clínicas, laboratórios e hospitais, deve passar por um crivo de forma que isso não pegue mal para clientes e para o público final.

Qual é a diferença entre a publicidade e o conteúdo?

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Essa é uma questão feita com frequência pelos meus clientes e por mais que os conceitos se misturem, existem diferenças importantes entre um e outro elemento na comunicação.

Vale lembrar que o conteúdo é algo recente, tem aproximadamente quinze anos, e é derivado da entrada da internet na vida cotidiana das pessoas. Antes do fenômeno acontecer, a publicidade era a mais importante forma de atingir o público-alvo.

Nos anos 80, por exemplo, o país entrou para o hall das propagandas mais criativas do mundo. Muitos dos profissionais da área, principalmente os mais premiados, passaram a receber salários na casa dos cinco zeros e aproveito o gancho do salário para falar sobre a primeira diferença: os custos de publicidade são bem maiores que os custos do conteúdo digital.

Uma outra questão importante e que difere os termos é a mensuração dos resultados. No caso da publicidade é comum as empresas encomendarem pesquisas de institutos para avaliar se a inserção de propaganda nos meios offline teve reflexo no ponto de venda. No conteúdo existe mais precisão. Com as ferramentas certas é possível avaliar quantas pessoas enxergaram o conteúdo, quantas interagiram, quantas viraram lead e quantas compras foram fechadas. Em alguns casos, as leituras de resultados são feitas com ferramentas gratuitas como o Google Analytics. Novamente esbarramos na questão de custos. O valor de medição é bem mais elevado na publicidade.

O marketing digital é fundamental! Conheça um pouco mais sobre ele.

Por último, vou falar de algo que está acontecendo com o consumo de informação. Antes, as pessoas eram impactadas pelas propagandas em horários nobres da TV. A quantidade de mídia era restrita e campanhas de massa, fortunosas, garantiam resultados aos clientes. Hoje, os potenciais "compradores" buscam pela informação e não gostam de muita intervenção. Por isso, é importante ter uma base de conteúdos bem feitos, úteis e que prestem um serviço de esclarecimento para os usuários. É importante estar preparado no ambiente digital para reter as visitas e para formar, através do conteúdo, uma relação de confiança.

Ainda não avaliou sua presença digital? Faça aqui.

Como fazer marketing para área da saúde?

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Você está começando a estruturar sua empresa e quer destacar-se profissionalmente no mercado. Precisa pensar no público que quer atingir e de que forma irá lidar com ele. Por onde irá se comunicar? O que pretende oferecer de tão incrível que fará você se sobressair dentre tantos outros hospitais, laboratórios ou clínicas? Como atrair seu público?

Essas sempre foram questões motoras para a estruturação de estratégias e criação de campanhas. Com o passar do tempo, a evolução da sociedade mostra que é necessária uma comunicação direta e precisa com o cliente, atraindo quem realmente está interessado na sua marca. 

Diante disso, o formato tradicional de marketing custa caro e é impreciso e trabalhoso na avaliação dos seus resultados junto ao seu público alvo. No entanto, o Inbound Marketing, formato relativamente novo nesse universo, torna-se a cada dia mais indispensável.

Quer saber mais sobre o Marketing Digital? 

Mas o que é Inbound Marketing?

O Inbound Marketing é o contraponto da publicidade clássica. Ao invés de chamar a atenção do usuário através de peças de comunicação, o Inbound conquista, através de conteúdos pertinentes, o interesse das pessoas. Ele não vai ao encontro, ele se municia para receber a visita e para retê-la. Interessante, não?

E quais são as vantagens?

  • Ele não é invasivo
  • É direcionado para o público-alvo
  • Permite identificação precisa dos interessados no conteúdo/marca.
  • Aumenta significativamente as chances de conversão para negócios.

Quando se trata de empresas, independentemente do modelo de negócios B2B ou B2C, o Inbound Marketing é elemento decisivo na construção e consolidação da marca. A captura de mais leads qualificados para vendas se torna um objetivo tangível, e a incerteza de retorno característica do Outbound Marketing, deixa de existir. 

Pense no quão importante é rever sua estratégia de marketing. 

Conteúdo: a melhor forma de criar relacionamento em larga escala

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A criação de empatia e confiança na área da saúde é fundamental para estabelecer um relacionamento de longo prazo com os clientes.

Normalmente, esse elo estabelece-se quando existe um cuidado adicional com pacientes. A explicação professoral de um procedimento, o acolhimento e a transferência de conhecimento são fundamentais para que haja uma percepção, por parte do cliente, de autoridade e confiança.

É natural que esse processo de construção demande dos profissionais tempo e dedicação, mas a boa notícia é que uma estratégia online bem feita  pode ampliar a filosofia da empresa, ou melhor, pode alcançar um número maior de pessoas com menor esforço. A consequência disso é levar sua clínica, laboratório e hospital em consideração no momento de "decisão de compra".

Quer entender melhor como escrever conteúdos que gerem relacionamento? Veja as dicas a seguir.

1) Ser ético em seus textos, passar conhecimento e proporcionar saúde para a população;

Entenda mais sobre a ética na área da saúde aqui

2)  Ter como fonte profissionais que fazem parte de sua equipe. Isso os valoriza e os coloca no papel de especialistas.

3) Atualize seus conteúdos ao menos uma vez por semana, isso é uma boa prática para motores de busca como Google.

4) Seja claro, converse com o usuário como se estivesse explicando algo a um paciente.

5) Pense que seu conteúdo será a voz da sua empresa e deve ser avaliado com cuidado antes de ser publicado.

Costumamos dizer para nossos clientes que o conteúdo é capaz de criar relacionamento em larga escala, pois, quando ele é bem feito, costuma alcançar um número grande de leitores e potenciais clientes. E isso é sempre  bom para a empresa, bom para o bolso e  bom para os negócios.

Você conhece as novas regras da publicidade médica?

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Esse é o maior questionamento depois da nova resolução do Conselho Federal de Medicina sobre a publicidade médica. Muitos assim como você ainda têm dúvida sobre o que é, ou não, permitido.

Mesclando com o antigo conjunto de normas (1.974/2011), a nova resolução entendeu que alguns comportamentos de médicos nas redes sociais e em outros meios não eram considerados válidos eticamente, rompendo com um dos principais preceitos médicos que é o cumprimento da função com máximo de bem-estar e qualidade.

O texto anterior proibia genericamente o profissional de divulgar técnicas não aceitas pela comunidade científica. A recente resolução, 2.126/2015, com o novo ajuste de regras, é menos genérica especificando que não é permitido fazer a divulgação de técnicas não reconhecidas como válidas pelo CFM.

Algumas das questões, que fazem parte das novas normas, geraram dúvidas entre os profissionais e viraram tema nos veículos de comunicação e nas redes socais. As selfies, proibidas pelo CFM, foram comentadas por leigos que aprovaram a medida, uma vez que é bastante comum ver fotos de médicos com pacientes expostos, principalmente em sala cirúrgica, circulando pela internet.

Quer conhecer as 3 regras de ouro da ética nos meios digitais?

Segundo o CFM, essa nova resolução garantirá maior confiança para as relações sigilosas entre médicos e pacientes. Aquele que desrespeitar as regras, dependendo da gravidade da infração, pode sofrer advertência ou até cassação do seu registro profissional.

Isso tudo não significa que é o fim para o marketing digital. Não é preciso violar nenhuma regra do CFM para produzir uma estratégia adequada de marketing digital. Basta que o norte seja a educação sobre os tratamentos e cirurgias, e a prevenção de doenças e patologias, sem sensacionalismo e autopromoção.

Quer saber se você está dentro das regras do CFM? Faça um diagnóstico digital.

Você sabe o que é Remarketing?

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A frase que foi tão dita até virar clichê: “o cliente tem sempre razão”, pode ser utilizada por muitos empresários, mas na nossa visão ela precisa de sérias ponderações. Ela vem do contexto em que, como o cliente é o foco e há extrema preocupação em agradá-lo, ele tem o direito de, mesmo quando não está tão correto, ser acatado. No entanto, há tipos e tipos de clientes.

 

É preciso que você avalie quem é realmente o seu cliente alvo e quem não deveria ser, pois, ao final, esse segundo pode ser muito mais prejudicial ao seu negócio do que propriamente benéfico. Você também precisa tomar extremo cuidado para falar diretamente com esse público interessado. Caso você esteja apostando as fichas na pessoa errada, ela não só negará sua oferta como poderá se sentir seriamente incomodada com a sua insistência e esse tipo de reclamação costuma parar nas rede sociais.

É por isso que hoje quero falar de  Remarketing.

A estratégia do Remarketing é composta por um conjunto de ferramentas de rede da publicidade online, como o Google AdWords e Facebook, que serve para localizar pessoas que já acessaram seu site anteriormente, em algum momento. Esse usuário já está catalogado como um público interessado. Com ele você tem maior chance de estabelecer um bom vínculo, uma vez que se mostrou atraído pelo seu conteúdo. Você já deve ter passado por isso. Depois de procurar por um determinado assunto, viu que, independentemente de onde estivesse, anúncios semelhantes ao conteúdo que procurava surgiam por lá.

Em qualquer área profissional a comunicação é de extrema importância, mas principalmente na medicina, onde a confiança, a credibilidade e o bem estar são pilares da relação médico - paciente, ela é fundamental.

Tornando-se cada vez mais questionador, interessado e sob argumentos providos pela vastidão da internet, o paciente, com o passar do tempo, vem se tornando um público extremamente cauteloso, sensível e difícil de se conquistar - sim, o paciente precisa ser C O N Q U I S T A D O pois ele não vai somente ao médico tratar uma doença, ele procura um profissional ou clínica dentre várias outras no mercado para melhor atendê-lo.

E é por esse, dentre outros motivos, que você deve avaliar e considerar o uso da estratégia de Remarketing. A ideia é que depois desse acesso inicial ao seu site, essas pessoas estejam mais tendenciosas a consumir algo que você oferte. Por isso falamos da importância das relações de comunicação. É agora que, depois de identificá-las através de uma lista de visitantes, você poderá falar com elas mais diretamente, enviando um novo anúncio, mensagens mais específicas, relacionadas àquilo que procuravam, fazendo-as voltarem para seu site enquanto navegam na Web, usam aplicativos para dispositivos móveis ou fazem pesquisas no Google.

Toda sua campanha poderá ser programada a partir de listas de público criadas por você, direcionando e segmentando mais especificamente seus anúncios para maximizar o retorno de produtos ou serviços de forma personalizada para cada público-alvo.

Você conhece o marketing digital voltado para a área da saúde?

O Remarketing é ótimo para decisões a médio e longo prazo. Pode ser uma ferramenta poderosa para sua estratégia de publicidade promovendo o conhecimento da sua marca, e, principalmente, no quesito de conversões. Auxilia diretamente no ROI (Retorno Sobre Investimento) sem abrir mão da qualidade e relevância advinda de diferentes métodos de segmentação de público.

O Remarketing, que faz parte da estratégia digital de empresas, é ferramenta importante para hospitais, laboratórios e clínicas.

Faça um diagnóstico online da sua presença na internet

Prepare-se para o Googlegedom

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Acessar a web através de dispositivos móveis não é mais novidade para ninguém. Em algum momento do dia você vai abrir seu smartphone ou tablet e checará as mensagens do seu email, verá as novidades do Facebook, assistirá ao vídeo recomendado por um amigo, ou só aproveitará para, rapidinho, confirmar alguma informação no Google.

O uso da internet através do celular triplicou nos últimos três anos, passando de 15% em 2011 e atingindo 47% em 2014, o que representa cerca de 81,5 milhões de brasileiros, segundo a décima edição da pesquisa TIC Domicílios. Isso, você pode até não perceber, mas significa toda uma reconfiguração no cenário digital. Não olhar mais o conteúdo somente através de grandes telas traduz um usuário mais dinâmico que busca por mais informações filtradas e assertivas, além de muito mais trabalho para os programadores web.

Para acompanhar todo esse novo cenário de consumo é preciso que seu site seja responsivo adaptando-se a todo o tipo de tela sem que o usuário precise dar zoom a cada informação que o interesse, ou que ele precise correr lateralmente o dedo para terminar de ler cada uma das frases. Um site responsivo é o site amigável para qualquer dispositivo, seja ele desktop, smartphone ou tablet, que responde e que possui um design específico para cada uma das plataformas.

Não esqueça que quanto maior a dificuldade de leitura e navegação encontrada pelo usuário, maior a probabilidade de abandono do site. Criar um site responsivo requer priorizar o que é importante para a construção de um layout de fácil navegação. Você precisa identificar o que realmente o seu público quer ver primeiro e entendê-lo a fundo.

Quer saber se o seu site está preparado?

No dia 21 de abril de 2015, o Gloogle fez uma atualização no seu algorítimo de busca e lançou o plano Mobile-Friendly, onde o buscador exibe prioritariamente nos resultados, sites que são otimizados para dispositivos móveis.

“A mágica do Google sempre foi construída em cima da relevância, e o conteúdo é o mago por traz disso tudo”, declara Itai Sadan, CEO da empresa de construção de website Duda, em matéria para o site STARTSE, tempos antes da grande atualização. “Mas esse conceito está mudando. Sim, eles estão dizendo que o conteúdo ainda é extremamente importante, mas a experiência do usuário é tão importante quanto. Não é suficiente ter todo o conteúdo certo se as pessoas vêm para o seu site e não conseguem lê-lo.”, afirma.

Agora, após a mudança no algoritmo, é mais fácil para o usuário encontrar resultados de buscas relevantes, de alta qualidade e que, certamente, estão otimizados para seus aparelhos. Sites que não são adaptados para versões móveis são rebaixados nos resultados de pesquisa e podem, até, desaparecer.

O usuário passou a compreender toda a estrutura de um site antes mesmo de visitá-lo. O buscador exibe a URL logo abaixo do título da página com uma hierarquia de links que deixa claro em que seção o conteúdo está. Esse formato mantém a exibição de resultados mais organizada e de fácil memorização para quando a busca for feita por dispositivos mobile.

Entenda o que o marketing digital pode fazer pela sua empresa!

A notícia foi anunciada com cerca de dois meses de antecedência e as mudanças criaram um grande rebuliço em todo o segmento digital, principalmente para o webmasters. Como já era uma tendência estudada, o crescimento das pesquisas mobile não foi, verdadeiramente, uma grande surpresa para quem vinha acompanhando as estatísticas do mercado.

Dada a reestruturação de todo esse cenário e a quantidade de pessoas usuárias do meio digital, não é preciso falar muito sobre a importância do seu estabelecimento médico, clínica ou até mesmo você como profissional, ter um site que acompanhe todas essas últimas atualizações. Passamos pelo período onde a preocupação está em garantir o melhor acesso a informação relevante e especializada, onde nosso público, cliente e paciente, já não é mais “passivo” e busca em diversos meios de informação, referências, dados e respostas.

Deu “zika”! Por que só nos conscientizamos da importância da gestão na crise?

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Surto de dengue e as derivações de zika vírus, chikungunya e as possíveis ligações com casos de microcefalia e de Guillain-Barré, que só aumentam a cada dia, atestam o maior problema por trás deste cenário lastimável que se configura no segmento da saúde no Brasil. Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS), declarou estado de emergência de saúde pública internacional, decisão adotada em 2009 com a gripe A e em 2014 com o ebola, colocando em vigor mecanismos para coordenar a detecção, a prevenção e a vigilância do problema, além de mobilizar recursos que expandem a fronteira do nosso país. Mas, será mesmo que precisaríamos esperar e depender de um sinal vermelho da OMS para nos mobilizarmos e termos recursos para gerir crises na saúde?

Durante a crise hídrica, agravada em 2014, por exemplo, os casos de diarreia se multiplicaram, especialmente em São Paulo. Não tão distante, em 2012, também vivenciamos uma epidemia da gripe causada pelo H1N1. Na ocasião, o Ministério da Saúde registrou 790 casos. Porém, a mesma ameaça do H1N1 volta a preocupar, já que só neste começo de ano, 70 pessoas procuraram unidades de saúde, em São Paulo, com os sintomas da gripe e 23 delas tiveram o diagnóstico confirmado, além do registro de quatro mortes em menos de um mês. Isso porque ainda nem estamos no inverno, período típico de contágio pela gripe.

Mas, o que fica evidente diante de todas estas ocorrências que volta e meia nos permeiam, é a fragilidade dos sistemas de gestão da saúde, em diferentes estágios do processo, da coleta de dados, da sua notificação interna, da sua integração, do atendimento da demanda da população, da comunicação, do desenvolvimento de campanhas de educação e contenção do problema, entre outros.

Sim, são casos complexos, de crescimento rápido ou quase isso, se formos analisar há quantos anos temos problemas com o mosquito da dengue, antes de vermos os desdobramentos atuais da doença.

De fato, nos falta um plano de contingência e vemos com certa frequência as justificativas para a lentidão de soluções pela burocracia que engessa os sistemas públicos, mas se já sabemos das dificuldades da estrutura do SUS, não seria o caso de ter um planejamento estratégico contemplando está dinâmica? Mais do que falta de recursos, orçamento, verba, o cerne do problema e da resolução da grande maioria das epidemias está na necessidade de investimento em serviços de inteligência em gestão e logística que se apresentam como o melhor custo-benefício para todos: gestores, serviços e população.

Desculpe-me o trocadilho, mas não dá para esperar a zika para começarmos a nos mexer. Afinal, “quem sabe faz a hora,  não espera acontecer”!

Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar

Studo SIRFLOX publicado em Jornal de Oncologia Clínica

SYDNEY, 24 de fevereiro de 2016 /PRNewswire/ -- A Sirtex Medical Limited (ASX: SRX) anunciou que os resultados do estudo SIRFLOX com as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90), SIR-Spheres, foram publicados online no Journal of Clinical Oncology (Jornal de Oncologia Clínica – JCO, sigla em inglês), a principal publicação revisada por colegas da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).[1] As conclusões iniciais do estudo foram divulgadas em uma apresentação oral do sumário no congresso anual da ASCO em Chicago, EUA, em maio de 2015.

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O JCO publicou o estudo SIRFLOX como uma "comunicação rápida", que eles definem como um esforço para livremente disseminar informações inéditas e que mudam práticas, de modo que elas possam beneficiar a todos os leitores e pacientes.

Autor principal e principal investigador adjunto do estudo, o prof. Guy A van Hazel, da Universidade da Austrália Ocidental (University of Western Australia), de Perth, Austrália, disse: "Na conclusão preliminar do estudo, em qualquer uma das áreas das pesquisas os pacientes de câncer colorretal inoperável predominante no fígado ou somente de fígado, que receberam apenas quimioterapia de primeira linha com base em FOLFOX, tiveram uma sobrevivência sem progressão da doença (Progression-Free Survival – PFS, em inglês) média de 10,2 meses, contra 10,7 meses para aqueles que receberam quimioterapia e mais as SIR-Sphere, mas essa diferença não foi estatisticamente significativa. Entretanto, o acréscimo das microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres, à quimioterapia, significativamente prolongou a PFS no fígado, de uma média de 12,6 meses na esfera de controle com quimioterapia, comparados com 20,5 meses na esfera das SIR-Spheres, o que se traduziu em uma redução de 31% de risco de progressão do tumor no fígado. O controle de longo termo da doença é fundamental, uma vez que as metástases de fígado eventualmente causam a morte da maioria das centenas de milhares de pacientes que desenvolvem câncer colorretal que não pode ser removido com cirurgia".

Gilman Wong, CEO da Sirtex Medical Limited, disse que "A publicação de hoje dos resultados do estudo SIRFLOX representa tanto um ápice como um começo para a nossa empresa. SIRFLOX tem sido para nós uma jornada de dez anos rumo a demonstrar nos termos mais claramente científicos que as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres estão entre as opções de primeira linha que os oncologistas pode usar para tratar o CCRm. A publicação do SIRFLOX no JCO é um reconhecimento definitivo da relevância de nossa tecnologia no controle das metástases de fígado do câncer colorretal".

O Sr. Wong acrescentou: "Permanecemos esperançosos que nossa pré-planejada análise combinada dos dados SIRFLOX com as conclusões dos estudos FOXFIRE e FOXFIRE Global, que estarão disponíveis em 2017, nos dará uma indicação clara dos benefícios de sobrevivência associados ao acréscimo das microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90), SIR-Spheres, a uma quimioterapia padrão de tratamento".

Conclusões do SIRFLOX

O estudo SIRFLOX recrutou 530 pacientes diagnosticados com CCRm inoperável em 87 centros médicos da  Austrália, Europa, Israel, Nova Zelândia e EUA, entre outubro de  2006 e abril de  2013. Desses 530 pacientes, 263 pacientes de controle foram randomizados para serem tratados com o regime mFOLFOX6 de 5FU, leucovorina e oxaliplatina, com o agente biológico bevacizumab permitido a critério do investigador local. Os outros 267 pacientes receberam radioterapia interna seletiva (RTIS), com as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90), SIR-Spheres, acrescentadas ao regime de quimioterapia mFOLFOX6 (± bevacizumab).

A conclusão inicial do SIRFLOX foi sobrevivência livre da progressão da doença (PFS) em qualquer dos locais do estudo. Os pacientes na esfera de controle do SIRFLOX apresentaram 10,2 meses (em qualquer local do estudo) contra 10,7 meses na esfera da RTIS, mas essa diferença não foi estatisticamente significativa, com uma taxa de risco (HR, sigla em inglês) de 0,93 e = 0,43.

Entretanto, no que diz respeito à principal conclusão secundária do estudo, a média da PFS no fígado – órgão que as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90), SIR-Spheres diretamente miram –, foi de 12,6 meses, contra 20,5 meses de controle em comparação com a RTIS, segundo análise de risco concorrente. A taxa de risco (HR) foi 0,69 (= 0,002), representando um ganho de 31% com o acréscimo da RTIS. Além disso, enquanto a taxa de resposta objetiva ao tratamento (ORR, sigla em inglês) em qualquer área do estudo foi similar (68,1% contra 76,4% de controle, em comparação com a RTIS; = 0,113), a ORR no fígado foi melhorada com o acréscimo da RTIS (68,8% contra 78,7% de controle, em relação à RTIS; = 0,042), com respostas completas, no fígado, mais de três vezes melhores (1,9% contra 6,0% de controle, em relação à RTIS; = 0,020).

Eventos adversos (AEs, sigla em inglês) de grau ≥3 foram reportados em 73,4% e 85,4% dos pacientes de controle, em relação à RTIS (P = 0,516), incluindo reconhecidos efeitos relacionados com a RTIS. O perfil de segurança da terapia combinada foi notado pelos investigadores como esperado e consistente com estudos prévios.

O Prof. van Hazel e seus coautores concluíram que, "a PFS de fígado média de 20,5 meses para pacientes tratados com quimioterapia e mais RTIS representa um prolongamento substancial do controle local da doença, comparado com a quimioterapia sistêmica sozinha, com uma média de 12,6 meses".

Eles continuam, para explicar que como SIRFLOX foi o primeiro estudo a avaliar a PFS no fígado, não há outros estudos que forneçam contexto a essa conclusão. Eles apontam, entretanto, que "dados recentemente reportados do estudo CLOCC, que combinou ablação de radiofrequência (RFA, sigla em inglês) com quimioterapia sistêmica com base em FOLFOX, em pacientes com CCRm não operável restrito ao fígado, demonstraram que o controle melhorado das metástases hepáticas podem se traduzir em um impacto substancial na sobrevivência geral".  

O Prof. van Hazel e seus colegas observam que a sobrevivência geral é um resultado secundário para o estudo SIRFLOX e que, "Durante o período de recrutamento de sete anos do estudo, quando se tornou evidente que a melhora dos cuidados aos pacientes e novos regimes de quimioterapia estavam ampliando a sobrevivência dos pacientes de CCRm recebendo tratamento de quimioterapia de primeira linha, tomou-se a decisão de pré-planejar uma análise de sobrevivência combinada, incluindo dados do  SIRFLOX e dois estudos randomizados adicionais, FOXFIRE e FOXFIRE Global".

"Em todos os três estudos", eles afirmam, "A RTIS tem sido adicionada à quimioterapia com base em oxaliplatina, em uma população quase idêntica de pacientes. Os estudos FOXFIRE e FOXFIRE Global complementaram o recrutamento e, combinados com SIRFLOX, somam um recrutamento total de mais de 1.100 pacientes. Isso oferece potencial adequado para detectar uma vantagem de sobrevivência" – com o informe sobre as conclusões previsto para 2017.

Sobre as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres

As microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres constituem um dispositivo médico usado em um procedimento de radiologia intervencionista, conhecido como radioterapia interna seletiva (RTIS) ou radioembolização, que direciona altas doses de radiação diretamente para os tumores do fígado. O tratamento consiste de dezenas de milhões de partículas radioativas revestidas por resina de ítrio-90 (Y-90), cada uma menor em diâmetro do que um fio de cabelo humano. Os radiologistas intervencionistas injetam essas partículas de resina -- ou microesferas -- na artéria hepática, usando um cateter inserido na artéria femoral, através de uma incisão na virilha. As microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres se alojam nos vasos capilares que circundam os tumores do fígado, onde elas aplicam uma alta dose de radiação beta de curto alcance (média de 2,5 mm; máximo de 11 mm) nos tumores do fígado, poupando assim o tecido saudável do fígado. O baixo peso específico das microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres possibilita que o fluxo do sangue distribua uniformemente a radioatividade dentro e em volta dos tumores do fígado.

As microesfera de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres são aprovadas para o tratamento de tumores inoperáveis de fígado na Austrália, União Europeia, (marcação CE), Argentina (ANMAT), Brasil e diversos países na Ásia como Índia, Cingapura e Turquia. O produto é também fornecido para esse uso em países como Hong Kong, Israel, Malásia, Nova Zelândia, Taiwan e Tailândia. As microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres são aprovadas nos Estados Unidas (aprovação pelo PMA da FDA) para o tratamento de tumores metastáticos inoperáveis de fígado, do câncer colorretal primário, em combinação com quimioterapia de artéria intra-hepática, usando floxuridina.

Sobre a Sirtex

A Sirtex Medical Limited (ASX: SRX) é uma empresa global de saúde com sede na Austrália, trabalhando para melhorar os resultados do tratamento em pessoas com câncer. Nosso atual principal produto é uma terapia de radiação voltada para o câncer de fígado chamada SIR-Spheres Y-90. Aproximadamente 55.000 doses foram fornecidas para tratar pacientes com câncer de fígado em mais de 900 centros médicos de mais de 40 países. Para mais informações, por favor visite http://www.sirtex.com.

SIR-Spheres® é uma marca registrada da Sirtex SIR-Spheres Pty Ltd

Referência:

[1.] van Hazel GA, Heinemann V, Sharma NK et al em nome do SIRFLOX Study Group.  SIRFLOX: randomized phase III trial comparing first-line mFOLFOX6 (plus or minus bevacizumab) versus mFOLFOX6 (plus or minus bevacizumab) plus selective internal radiation therapy in patients with metastatic colorectal cancer. Journal of Clinical Oncology ,22 de fevereiro de 2016; ePub doi: 10.1200/JCO.2015.66.1181. 

237-EUA-0216

FONTE Sirtex Medical Limited