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A utilização do PET/CT no tratamento do câncer

Quinhentos e noventa e seis mil novos casos de câncer é a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o número de pessoas que serão acometidas pela doença entre 2016 e 2017. Independentemente do tipo de tumor, o diagnóstico preciso é fundamental para indicar a melhor intervenção e consequentemente aumentar as chances de cura, algo que é vital em um cenário com aumento de casos como o estimado.

Uma das ferramentas disponíveis hoje para isso é o PET/CT (sigla em inglês para tomografia por emissão de pósitrons), um dos principais avanços da medicina nuclear. A tecnologia utiliza substâncias radioativas (radiofármacos) e assume um papel essencial no combate ao câncer, obtendo maior resolução anatômica dos órgãos e tecidos humanos.

“Trata-se de um equipamento que produz imagens metabólicas e anatômicas, obtidas quase simultaneamente. Assim, essa ferramenta proporciona a imediata correlação anatômica dos achados, facilitando a identificação de doenças, bem como a diferenciação entre alterações benignas e malignas, definindo com precisão, por exemplo, o melhor local para uma biópsia”, conta o médico nuclear e diretor da clínica especializada MND Campinas, Celso Dario Ramos.

O método está entre o que há de mais avançado na medicina nuclear, sendo utilizado em especialidades como neurologia, cardiologia, oncologia e endocrinologia, entre outras.

O diagnóstico tem impacto na conduta terapêutica, de acordo com o modo como os médicos lidam com as doenças. Sendo assim, uma média de um terço dos tratamentos de casos oncológicos é alterado após a realização do exame, já que um dos benefícios do PET/CT é definir de forma precisa o estágio da doença no organismo. Isso ajuda no direcionamento do tratamento e, consequentemente, no alcance de melhores resultados e aumento da sobrevida.

“O PET/CT funde a imagem anatômica com a funcional e temos o local exato onde o tumor está, possibilitando a escolha do melhor tratamento, seja quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. À luz do conhecimento atual, não é mais possível praticar oncologia com elevada qualidade sem dispor dessa tecnologia”, conta o especialista.

Acesso da população

Atualmente, na saúde suplementar (planos de saúde), há a indicação para o exame PET, prevista em portaria, para oito casos: detecção de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma, câncer de esôfago, tumor pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colorretal.

“Muitas indicações importantes estão de fora. A lista não foi estendida para câncer de tireoide, colo do útero, testículo e ovário, entre outros, uma prática que já é comum em diversos países em todo o mundo. O Uruguai, nosso vizinho de América Latina, é um exemplo que contempla também outros tipos de câncer na saúde suplementar”, comenta.

Na saúde pública, porém, a realidade é outra. Apenas três indicações são ressarcidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS): câncer de pulmão de células não pequenas, câncer colorretal com metástase exclusivamente hepática com potencial ressecável e linfomas de Hodgkin e não Hodgkin.

“Seria necessário que essa lista de indicações fosse ampliada. Até o presente momento, não houve a decisão final do Ministério da Saúde (MS) de oferecer PET/CT aos pacientes mais carentes, como ocorre em diversos países, inclusive da América Latina”, finaliza o diretor da MND Campinas.

Destaques da Arab Health 2016

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A Arab Health Exhibition & Congress é o maior congresso de saúde do Oriente Médio e acontece há 41 anos. O evento aconteceu em Dubai entre os dias 25 e 28 de janeiro, e reuniu praticantes de medicina e profissionais da saúde, assim como principais fabricantes, comerciantes, e distribuidores.

Reunimos aqui alguns dos assuntos mais relevantes discutidos durante o evento:

Big Data

Durante conferência sobre Big Data, Hani Chaban, da área de soluções de marketing e desenvolvimento de mercado da GM e crescimento de mercado oriental e africano da GE Healthcare conduziu o painel sobre o uso de Big Data rumo à segurança do paciente, a fim de entender como pode ser aplicado em clínicas de saúde, abordando todo o ecossistema, e como stakeholders podem tirar lições, aprender e aplicar a tecnologia no cuidado primário.

Lawrence Friedman, diretor associado da Clinical Affairs e CEO da International Clinical Programs, lembrou que "uma coisa é estar apto a ter a tecnologia para criar dados - e muitos dados -  que agora podemos fazer perfeitamente na maioria dos sistemas de células; outra coisa é criar uma cultura de segurança capaz de aplicar os dados que possuímos no tratamento de um paciente específico para fazer com que a saúde seja mais segura para os pacientes".

Ele ainda afirmou que o elemento importante na criação de uma cultura de segurança é que todos -consumidor, paciente, governos - demandem por um sistema de saúde mais seguro e que a forma de fazer isso é ter pessoas, companhias e governos conduzindo essa demanda.

Impressão 3D

Durante o congresso de impressão 3D, David Morales, chefe de cirurgia cardiovascular no Cincinnati Children's Hospital Medical Center, explorou os benefícios da impressão 3D em cirurgias. "Incorporar a impressão 3D no currículo de treinamento de simulação de cuidado com o coração é positivo em termos de ganho de conhecimento e conceitualização estrutural". A impressão 3D tem grande valor educacional em termos de proporcionar uma ferramenta para pacientes e cuidadores compreenderem procedimentos complexos, para enfermeiras e residentes conceitualizar casos, e para treinamento cirúrgico. "A impressão 3D é uma mudança de paradigma em imagem para dar apoio ao planejamento de procedimentos, para melhorar resultados, para fins educacionais e pesquisa inovadora".

Medicação intravenosa

90% dos pacientes de hospitais recebem medicação intravenosa durante sua estadia. No entanto, a preparação manual da medicação intravenosa é propensa a erros, com uma médio de erro de 9% para quimioterapia, através de injetáveis e infusões que fornecem nutrição para pacientes. Além disso, de 7% a 15% do budget de oncologia são gastos em infusões que são preparadas mas acabam nunca sendo usadas, resultando em um gasto desnecessário.

O software e hardware integrado desenvolvido pela Becton Dickinson - empresa americana de diagnósticos, biociência e dispositivos médicos - chamado BD CatoTM  Medication Solution, permite uma prescrição e composição de medicação intravenosa segura e precisa através de uma comunicação aperfeiçoada entre médicos e farmacêuticos.

*Com informações da Arab Health.

Steba Biotech anuncia resultados positivos animadores de seu estudo clínico de fase 3 do TOOKAD® em pacientes latino-americanos com câncer da próstata localizado e obtém primeira autorização de comercialização no México

CIDADE DO MÉXICO, 1o de fevereiro de 2016 /PRNewswire/ -- A Steba Biotech, empresa privada de biotecnologia focada no desenvolvimento de terapias e sistemas fotodinâmicos inovadores e minimamente invasivos para o tratamento do câncer, anunciou hoje resultados positivos animadores do PCM304, seu estudo clínico de fase 3 do TOOKAD® (padeliporfina dipotássica) na América Latina, um novo tratamento investigatório para o câncer de próstata localizado e outros tumores sólidos. As análises dos resultados mostraram que a meta primária foi cumprida, demonstrando que o TOOKAD® aumentou a taxa de pacientes livres do câncer em um período de 12 meses. Os parâmetros de qualidade de vida (funções urinárias e eréteis) e de segurança são consistentes com os estudos clínicos anteriores do TOOKAD®.

Com base nesses resultados positivos, a Steba Biotech requereu autorização para comercialização do TOOKAD® à Comisión Federal para la Protección contra Riesgos Sanitarios (COFEPRIS), o órgão de administração da saúde no México. Após a análise, a COFEPRIS concedeu a primeira autorização para a comercialização do TOOKAD®, destinado ao tratamento de pacientes com câncer de próstata localizado de baixo risco, em 12 de novembro de 2015.

"Estamos entusiasmados por poder oferecer, hoje, essa solução única e inovadora aos médicos e pacientes para o controle do câncer de próstata de baixo risco no México e, subsequentemente, a outros países da América Latina", disse o CEO da Steba Biotech, Raphael Harari. "A aprovação é um reconhecimento do enorme esforço feito nos últimos anos pelos cientistas da Steba Biotech e do Instituto Weizmann, para desenvolver uma terapia que pode controlar, eficazmente, o câncer de próstata de baixo risco, ao mesmo tempo em que preserva a qualidade de vida dos pacientes".

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Sobre TOOKAD® (padeliporfina dipotássica)

O TOOKAD® é um fotossensibilizador de primeira linha, derivado da bacterioclorofila substituta do paládio, desenvolvido em colaboração com o Instituto Weizmann. Ele foi produzido para lidar com as limitações de tentativas anteriores em terapias fotodinâmicas. Através de sua alta solubilidade e ativação com luz próxima do infravermelho, de baixa energia, o TOOKAD® ativa a oclusão vascular altamente localizada, que aciona necroses visadas de lesões de tumores, ao mesmo tempo em que poupa os tecidos saudáveis circundantes.

Sobre a estrutura do estudo PCM304

O PCM304 é um estudo clínico aberto, prospectivo, multicêntrico, de braço único, realizado na América Latina com 81 pacientes com câncer de próstata de risco baixo ou intermediário (fase clínica de até cT2a, PSA

Sobre o câncer de próstata de baixo risco

O câncer de próstata de baixo risco (definido tipicamente pela fase clínica T1c-T2a, PSA≤10 ng/ml, escore de Gleason ≤6) é um dos estágios mais comuns do câncer de próstata entre os pacientes recém-diagnosticados. Na América Latina, é comumente controlado, no momento, através de prostatectomia radical ou radioterapia. Uma dificuldade considerável no controle da doença é evitar a progressão para um grau mais alto, o que é associado com maior risco de metástase e de mortalidade, ao mesmo tempo em que preserva a qualidade de vida do paciente (em particular das funções urinárias e eréteis).

Sobre a Steba Biotech

A Steba Biotech é uma empresa privada de biotecnologia, com sede em Luxemburgo e filiais na França, Israel, Suíça e nos EUA. A Steba Biotech se foca no desenvolvimento do TOOKAD® (padeliporfina dipotássica), uma terapia fotodinâmica inovadora e minimamente invasiva, avaliada em estudos clínicos de última fase, para demonstrar sua capacidade de tratar com segurança e eficácia o câncer de próstata de baixo risco. A Steba Biotech também está realizando estudos de fases iniciais do TOOKAD®, para tratar câncer do esôfago, carcinoma urotelial, câncer de próstata avançado, carcinoma renal e câncer de mama triplo negativo, em colaboração com o Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering, o Instituto Weizmann e a Universidade de Oxford.

Contato

Bertrand Gaillac, da Steba Biotech, +33-1-40-72-34-03, [email protected]

FONTE Steba Biotech