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Por que as inovações na saúde acontecem tão lentamente?

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A cada ano que passa os gastos com a saúde vem aumentando no mundo todo. Por outro lado, não estamos percebendo uma contrapartida na melhora dos resultados, nem na satisfação dos pacientes. Pelo contrário, grande parte das pessoas acredita que os cuidados com saúde tem piorado nas últimas décadas.

Uma das razões para esse cenário vem do fato de que a revolução digital não chegou ao setor da saúde. Claro que temos equipamentos mais modernos, mas a experiência do usuário continua sendo primordialmente analógica. Ainda hoje são raros os lugares em que são possíveis mesmo coisas muito simples, como por exemplo, agendar uma consulta através da internet. E mesmo em países desenvolvidos, como nos EUA, boa parte das informações dos pacientes ainda está acumulando pó em pastas de papel.

Muitas das novas tecnologias como impressão 3D, nanotecnologia, inteligência artificial, robótica, internet das coisas, sensores, realidade virtual e aumentada entre outras; tem enorme potencial de serem aplicadas na área médica. Mas resistimos em colocar em prática até mesmo coisas básicas, como por exemplo, possibilitar que médicos e pacientes possam se comunicar através de meios digitais.

Por que que isso acontece? Claro que temos que ter cuidado em inovar na área da saúde porque estamos falando de vidas humanas. Mas muitas vezes subestimamos o custo de não inovar. Quantas vidas estamos perdendo devido a essa lentidão?

Nesse bate papo descontraído com Reinaldo Normand, especialista em inovação aqui no Vale do Silício, nós conversamos sobre o que está emperrando a inovação na medicina e convidamos para a debate: O que pode ser feito para aceleramos esse processo sem expor os nossos pacientes a riscos desnecessários?

[youtube]https://youtu.be/p4R1zV9lNdU[/youtube]

Inteligência Artificial na Saúde: como será?

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A Saúde já está sendo afetada por mudanças rápidas em sua conjuntura, mesmo no contexto brasileiro, mas uma mudança ainda mais drástica pode estar a caminho: doutores robôs movidos à inteligência artificial.

Pode parecer uma obra da ficção, mas esta realidade já está pronta para assumir o controle de outras indústrias de maneira avassaladora sob a forma de inovação, tal como carros que dirigem sozinhos, de acordo com a matéria da The Conversation. É provável que os pacientes fiquem apreensivos, afinal, até mesmo a tecnologia mais avançada está longe de ser infalível. Entretanto, segundo o artigo, os robôs são mais precisos em determinados procedimentos do que os humanos.

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A Saúde vem avançando na adoção de tecnologia inteligente, desde robôs que conduzem conferências e que coletam dados do paciente até os que fornecem ferramentas para tomada de decisão como o Watson da IBM e os que fornecem ferramentas para cirurgia robótica como o da Vinci.

Além disso, há um precedente para a indústria de saúde em adotar novas abordagens radicais que funcionam em outras indústrias: Hospitais que adotaram as técnicas da indústria automotiva de Lean melhoraram significativamente o tempo de espera, custos e resultados, segundo artigo da FierceHealthcare.

O uso crescente de inteligência artificial na Saúde beneficiaria tanto a tomada de decisão e a habilidade dos profissionais em determinar o melhor plano de ação, assim como tais avanços não tomariam o lugar dos prestadores de cuidado "de carne e osso", afirmaram Bertalan Meskó, médico futurista,  M.D., Ph.D., e Herbert Chase, M.D., da Universidade da Columbia para a reportagem da Mobile Health Global.

"Não importa o quão inteligente as máquinas se tornem, médicos sempre serão imprescindíveis na gestão entre a máquina e o paciente, para tentar adequar as recomendações que estamos recebendo", disse Chase.

Ao invés disso, o benefício real de tais avanços será o tempo extra, energia e atenção que eles proporcionam para os médicos atenderem as necessidades dos pacientes, de uma maneira que apenas humanos conseguem, ao invés de focar na coleta de informação clínica, de acordo com o artigo.

*Com informações do Fierce Healthcare em 10/02/2016

Xalkori (crizotinibe), da Pfizer, é aprovado no Brasil para o tratamento de câncer de pulmão

SÃO PAULO, 11 de fevereiro de 2016 /PRNewswire/ -- A Pfizer acaba de anunciar a aprovação do medicamento Xalkori (crizotinibe) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A terapia inovadora é indicada para o tratamento de câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado que seja positivo para quinase de linfoma anaplásico (ALK), que acomete geralmente pessoas não fumantes, em uma faixa etária mais jovem do que aquela usualmente afetada pelo câncer de pulmão.

Xalkori é o primeiro medicamento de administração oral indicado para o tumor de pulmão do tipo CPNPC com uma alteração genética específica (fusão EML4-ALK), representando um importante exemplo da aplicação da medicina de precisão para o tratamento oncológico. Focando em um grupo mais restrito de pacientes, com características genéticas semelhantes, esses medicamentos são direcionados a alvos muito específicos, como é o caso da anormalidade EML4-ALK, melhorando as chances de respostas efetivas ao tratamento.

Seguindo a linha da medicina de precisão, Xalkori age inibindo uma enzima produzida pela fusão dos genes ALK e EML4 que favorece a multiplicação das células tumorais no pulmão. Ao inibir essa enzima, o medicamento dificulta o desenvolvimento e sobrevivência das células cancerígenas, podendo levar à estabilização da doença ou, até mesmo, à sua regressão. 

A identificação de biomarcadores preditivos são elementos importantes dentro do campo da medicina personalizada. Trata-se de uma abordagem única para a prática médica, em que os aspectos individuais de um paciente são diretamente considerados para orientar o planejamento do tratamento, incluindo também fatores ambientais, padrões de comportamento e antecedentes pessoais de tratamento.

Aprovado em mais de 80 países (englobando Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia), Xalkori foi reconhecido como droga órfã (única) para o tratamento de pacientes com esse tipo de tumor e chegou a receber a aprovação acelerada do órgão regulatório norte-americano, o Food and Drug Administration (FDA), em 2011. Com essa medida, o pedido de aprovação de crizotinibe ocorreu antes mesmo da conclusão dos estudos de fase 3 com o medicamento, tendo em vista a necessidade crítica de novos tratamentos para pacientes com esse tipo de tumor. 

"A aprovação de Xalkori no Brasil é um ganho para a medicina brasileira. Estamos dando um passo muito importante ao disponibilizar para os pacientes opções de tratamento mais modernas, que já são amplamente usadas há anos em vários outros países", comemora Eurico Correia, diretor médico da Pfizer Brasil.

Informações
 (11) 36432907  

FONTE Pfizer

Vecina deixa Sírio-Libanês e Paulo Chapchap é novo CEO

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Divulgação

Com crescimento acima do mercado hospitalar, – com receita bruta em torno de R$ 1,6 bilhão em 2015, 14,3% acima do registrado em 2014 – o Sírio-Libanês anunciou Paulo Chapchap como o novo CEO da instituição. Ele assume a liderança executiva da gestão do hospital - agora sem a presença de Gonzalo Vecina na superintendência corporativa. Chapchap, de olho na estratégia da instituição, e Vecina trabalharam por oito anos lado a lado.

O momento para a mudança na gestão é desafiador devido ao momento atual econômico, em paralelo com a estratégia de crescimento do Hospital Sírio-Libanês, que nos últimos anos tem investido para chegar em 691 leitos (SP). Entre 2014 e 2015 foram abertos 83 novos leitos, totalizando as atuais 451 unidades de internação. Além disso, também foram abertas duas novas unidades em São Paulo e outras duas em Brasília - com a previsão de inaugurar a terceira, na mesma cidade, ainda este ano.

A taxa de ocupação se manteve estável ao longo do ano passado, em torno de 85%, praticamente a mesma registrada de 2014 (85,7%).

De acordo com Chapchap, o Sírio vem obtendo bons resultados em sua trajetória, mas necessariamente vai buscar novos modelos para continuar a crescer. "O avanço do conhecimento científico e o modo de cuidar, bem como a mudança da relação das pessoas com a própria saúde, exigirão esse entendimento, para que possamos construir o futuro da instituição”, afirmou Chapchap em comunicado ao mercado.

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Paulo-Chapchap Foto: Paulo Chapchap

Perfil de Paulo Chapchap

Paulo Chapchap é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Entre 1986 e 1987 foi bolsista de investigação e professor assistente visitante do departamento de transplante de fígado da Universidade de Pittisburgh (EUA).

Doutor em clínica cirúrgica pela Universidade de São Paulo, foi membro do Conselho da Sociedade Internacional de Transplante Hepático, de 2007 a 2011.

Antes de assumir a Superintendência de Estratégia Corporativa do Hospital Sírio-Libanês, Chapchap foi membro do Conselho de Administração da instituição.

Atualmente, como diretor do Programa de Transplante de Fígado do hospital, acumula a liderança de uma equipe pioneira na área no Brasil, com a maior experiência em transplantes pediátricos intervivos, com índices de sobrevida semelhantes ou superiores às principais instituições internacionais.

Também é pró-reitor de cursos de pós-graduação stricto sensu, presidente do Conselho de Ensino e Pesquisa do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa e membro do Conselho de Administração da Associação Nacional dos Hospitais Privado (Anahp).

Proliant Biologicals abre fábrica em Nova Zelândia

ANKENY, Iowa, 11 de fevereiro de 2016 /PRNewswire/ -- A Proliant Biologicals anuncia, com satisfação, a inauguração de sua fábrica de soroalbumina bovina (BSA -- Bovine Serum Albumin) na Nova Zelândia. A fábrica fica na Ilha Norte da Nova Zelândia, em Feilding.

A fábrica foi projetada e construída para reproduzir o sistema de "anel fechado" ("Closed Loop"), desenvolvido e estabelecido na fábrica da Proliant nos EUA, localizada em Boone, Iowa. O projeto e instalação dos equipamentos foram feitos de forma a reproduzir funcionalmente os sistemas na fábrica dos EUA, com sistemas de processamento essenciais vindo dos mesmos fornecedores usados nas instalações nos EUA.

Para manter a consistência, as operações em Nova Zelândia utilizam as mesmas matérias-primas, verticalmente integradas, para o controle do produto final, que é usado nos EUA. Em relação ao suprimento de matéria-prima, a Proliant fechou um acordo de fornecimento de longo prazo com a maior empresa de acondicionamento bovino da Nova Zelândia, a Silver Fern Farms. Como parte do acordo, a Proliant mantém o controle de todos os processos usados na coleta de sangue e é a proprietária de todos os equipamentos de processamento para a separação do sangue para o plasma, em cada uma das unidades de acondicionamento usada para coletas.

Com a inauguração da fábrica Feilding, a Proliant aumentou significativamente sua capacidade de fabricação, ao mesmo tempo em que reduziu o risco e abriu a possibilidade de suprir os mercados que eram fechados aos produtos bovinos dos EUA.

Para mais informações sobre a fábrica de Feilding e sobre a Proliant Biologicals, por favor, visite www.proliantbiologicals.com.

Sobre a Proliant Biologicals 

A Proliant Biologicals é a principal fabricante do mundo de componentes de mídia e da mais consistente, confiável e rastreável soroalbumina bovina disponível (Fração V). Todas as albuminas bovinas da Proliant são feitas a partir de plasma de grau comestível do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA Edible grade Plasma) coletado pela Proliant; e são livres de proteases, livres de IgG, baixas em endotoxina e biocargas, com características excelentes de solubilidade e filtrabilidade.

A Proliant Biologicals faz parte do grupo de empresas LGI, grande fabricante de ingredientes de proteínas para alimentos, saúde, nutrição e produtos biológicos. A Proliant, junto com a American Protein Corporation, a BHJ Corporation e a Boyer Valley Corporation são empresas privadas da Lauridsen Group Incorporated.

FONTE Proliant Biologicals

Sabin compra laboratório em Ribeirão Preto

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Divulgação

Há menos de um ano em operação no Estado de São Paulo, o laboratório Sabin já dá sinais de estratégias de expansão com a aquisição do laboratório Dr. Vicente Coutinho, presente há mais de 38 anos no mercado de análises clínicas em Ribeirão Preto. Os médicos Vicente Coutinho e Marina Assirati Coutinho continuarão como sócios e na equipe técnica do laboratório como assessores médicos.

A união das empresas já traz a previsão de R$ 3 milhões em investimentos para a cidade e região nos próximos dois anos.

Lidia-Sabin Foto: Lídia Abdalla

“Estamos trabalhando para abertura de novas unidades de atendimento, contratações, modernização e ampliação do parque tecnológico, sistemas de informação e pesquisas técnico-científicas”, contou a presidente executiva do laboratório Sabin, Lídia Abdalla, em comunicado.

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Atualmente o Grupo Sabin oferece mais de 3,5 mil exames. Segundo a executiva, será possível levar para Ribeirão Preto análises mais complexas, como testes genéticos em cardiopatias, pré-natal e oncologia, além de novos exames em biologia molecular.

A negociação faz parte do projeto de consolidação da expansão da empresa, que iniciou o ano de 2016 com 180 unidades de atendimento – distribuídas no Distrito Federal, em Goiás, na Bahia, em Minas Gerais, no Tocantins, no Amazonas, no Pará, no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Atualmente, o Grupo Sabin realiza, por ano, mais de 35 milhões de exames e atende 3 milhões de clientes. Em 2015, o faturamento do Grupo chegou a R$ 560 milhões.

CRISPR: o impacto da edição do DNA na medicina

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Easy DNA Editing Will Remake the World. Buckle Up, Wired, July 2015

Cada vez mais o genoma humano [1] está sendo utilizado para auxiliar a medicina na cura de doenças como Câncer e Alzheimer (e outras complexas). Cada vez mais a medicina vai evoluir na linha da Medicina Personalizada onde o tratamento do paciente será baseado na sua “personalização” através do seu genoma. O genoma humano será um grande alicerce na evolução da saúde nos próximos anos. Recentemente, nós abordamos em detalhes a Medicina Personalizada voltada para o tratamento do câncer [2] e [3]. Conheça mais sobre Medicina Personalizada aqui [4] e [5].

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Coluna Saúde 3.0

No início do ano ficamos surpresos com uma matéria no programa Fantástico – pasmem vocês - de 03.jan.2016 da Rede Globo [6] que tratou a técnica CRISPR [7] de edição de genoma [8] como o maior avanço da ciência no ano de 2015 pois ela poderá “Curar uma doença genética fatal, Preparar o corpo para combater o câncer e Acabar de vez com a AIDS”. A técnica também é conhecida como “Edição de Gene” [8] ou “Reparo de DNA” [9]. A nova tecnologia CRISPR – além de muito badalada no mercado mundial – foi laureada com o Prêmio Nobel de Química em 2015 quando para três pesquisadores (1 americano + 1 sueco + 1 turco) receberam a comenda sueca [10]. A sigla CRISPR significa “Clustered, Regularly Interspaced, Short Palindromic Repeat” e pronuncia-se “crisper”. Ver aqui matérias especiais sobre CRISPR [10.a] e [10.b]. Uma pergunta que não quer calar: em quanto tempo mais você vai poder levar seu “corpo na oficina e dizer: eu trouxe ele para fazer um reparo no DNA”!

A nova técnica promete tornar possível editar a informação genética do DNA de forma rápida e ... barata! Isso poderia corrigir terríveis defeitos genéticos, que “maculam” as nossas vidas. Um ponto polêmico, é que ela também prenuncia a perspectiva (não sabemos quão distante ainda) dos pais “construírem” os seus filhos de acordo com seus desejos (ou moldes) ... o tal do “bebê projetado” (sic!) [10.c].

A tecnologia é conhecida pelo nome completo de CRISPR-Cas9, ou apenas CRISPR. Trata-se de um pedaço de RNA [11], um mensageiro químico, concebido para orientar uma parte do DNA; e uma enzima Cas9 [12], chamada de “nuclease”, que pode cortar os “genes indesejados” e colar novos outros (fazendo então “reparos” no DNA original). Existem outras formas de editar um DNA, mas o CRISPR mantém a promessa de fazê-lo com uma simplicidade sem precedentes, velocidade e precisão ... é uma completa revolução da ciência!

Uma gama estonteante de aplicações tem motivado os pesquisadores na direção do CRISPR com o objetivo de desenvolver terapias para “tudo”, desde a doença de Alzheimer ao câncer e, ao HIV [13]. Ao permitir que os médicos coloquem os genes corretos “para caçar o câncer” no sistema imunológico do paciente, a tecnologia poderia levar a novas abordagens para a oncologia. A técnica também pode acelerar o progresso da terapia de genes, onde os médicos colocam genes normais para as células de pessoas que sofrem de doenças genéticas tais como Tay-Sachs [13.a] ou fibrose cística [13.b].

Um fato revolucionário da técnica CRISPR/Cas9: ela permite que os cientistas alterem o DNA das células vivas e, é esperado, que um objetivo de longa data da ciência seja alcançado que é o de tratar uma doença a nível genético. O que isso significa? Estima-se que 6.000 doenças são causadas por mutações genéticas, e apenas 5% delas pode ser tratada. Tome anemia falciforme, como exemplo. Muitas vezes ela é mortal, e é causada por uma única mutação em um dos três bilhões de base de pares do DNA do organismo humano. É um pequeno erro, bem entendido no código genético, mas até agora temos sido incapazes de repará-lo [13.c].

O fundo Google Ventures [14] (“Dele Sempre Ele Google)”, Bill Gates e outros 12 investidores estão “cacifando” a nova tecnologia CRISPR que vai habilitar aos cientistas “consertarem” o DNA (tipo “cut-and-paste”) [15]. A tecnologia CRISPR pode ser utilizada para extrair células imunes do corpo humano, editar o DNA e depois reinseri-las. O foco inicial do Google é utilizar essa tecnologia para a cura do câncer no sangue, mas depois poderia evoluir para doenças auto-imunes [16].

A técnica CRISPR permite a "edição" do genoma humano com extrema precisão e foi usada pela primeira vez para "cortar e colar" os genes de uma célula chave imune envolvida na proteção do corpo contra uma ampla gama de doenças, desde diabetes até HIV e, câncer.

Os cientistas acreditam que o desenvolvimento poderia, eventualmente, resultar em uma nova abordagem para combater as infecções virais e tumores cancerígenos, através da "edição de genes" das T-células (ou T-cells [17] e [17.a) do sistema imunológico em um laboratório antes de colocá-los de volta no corpo do paciente para protegê-lo contra problemas de saúde.

Os pesquisadores médicos têm tentado durante vários anos realizar a terapia nos genes nas T-células que circulam na corrente sanguínea e, que são responsáveis pela proteção contra as patogenias invasivas e o câncer, bem como os desequilíbrios de auto-imunidades, tais como, diabetes tipo 1, em que o sistema imunológico ataca os tecidos do próprio corpo. No entanto, antes da técnica CRISPR, eles não tinham conseguido - até agora – “cortar” as mutações e de forma precisa substituí-las com “partes saudáveis” de DNA ... muito interessante!

Existe um interesse crescente na manipulação do genoma das T-células, ou porque elas corrigem as mutações, ou porque elas alteram o genoma para aumentar as chances das células serem capazes de combater o câncer ou as infecções.

Os pesquisadores queriam não apenas para cortar o genoma, mas também colar sequências de DNA no genoma das T-células. Agora eles são capazes de cortar tão bem, quanto de juntar os pedaços do genoma nas T-células humanas – pela primeira vez na história.

A técnica CRISPR tem se revelado um método “altamente preciso” para identificar posições precisas na molécula de DNA e, com a ajuda de uma enzima chamada Cas9 é possível cortar as fitas de “duplas hélices” do DNA e substituir as secções exatas com sequências sintéticas e saudáveis de DNA.

As experiências em animais mostraram que a técnica CRISPR/Cas9 funciona melhor do que qualquer outra técnica anterior de edição de genes e oferece uma alternativa realista para terapia genética em células humanas que não envolvam vírus ou de outros métodos morosos de edição de genes e, também, permite inserir as sequências de DNA corrigidas.

Um fator-chave para o avanço do processo foi a utilização de uma técnica chamada de "electroporation”, onde um campo eléctrico é aplicado através das T-células, afim de abrir os poros microscópicos na célula que permitem que a molécula CRISPR/Cas9 entre.

Os pesquisadores dizem que embora algumas das T-células humanas não sobrevivam à exposição do campo elétrico em testes, muitas delas se recuperaram completamente e cerca de uma em cada cinco tenha tinha tido sucesso na edição do gene de edição - uma taxa de eficiência de 20% é um índice bom o suficiente para o uso clínico.

Segundo os pesquisadores isso poderia ser um trampolim para a engenharia das T-células que são imunes ao HIV e, em seguida, colocá-las de volta no corpo humano. Potencialmente, temos o poder de manipular proteínas que são alvo de uma infecção pelo HIV.

Os pesquisadores também fizeram uma outra experiência interessante: utilizaram a técnica CRISPR/Cas9 para remodelar uma proteína da T-célula chamada PD-1 [18], envolvida no controle do sistema imunológico ao ataque de células cancerosas invasivas. A ideia é gerar T-células a partir de um paciente com câncer que possam ser utilizadas para manter a doença sob controle, ou mesmo para erradicar tumores completamente. Na verdade, já existe um caminho bem trilhado colocando as T-células modificadas nos pacientes.

Existe uma cientista cujo nome dela surge constantemente em conexão com tecnologia CRISPR/Cas9 de edição de genes. Chama-se Jennifer Doudna [19]. Jennifer atualmente é pesquisadora de genética, da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ela esteve não somente envolvida com o mais recente estudo sobre a técnica CRISPR, mas também demonstrou como a técnica pode ser usada para "cortar e colar" o DNA das T-células humanas, e também, fazia parte do projeto que primeiro casou a “guia da molécula” CRISPR com a enzima bacteriana Cas-9, criando uma poderosa ferramenta de edição de genes.

Jennifer Doudna e Emmanuelle Charpentier publicaram em 2013 o primeiro artigo detalhando de como usar a enzima Cas-9 para cortar o DNA [20]. Eles entraram com um pedido de patente para usar a técnica para editar o DNA de células com núcleos - como os de plantas, animais e pessoas - também. Mas Feng Zhang [21], do Broad Institute registrou uma patente separada em usá-la em células com núcleos, e teve a garantia da patente pela assegurada primeira vez [21.a] e [21.b].

Doudna, que originalmente foi uma fundadora da famosa “startup” Editas [22] e [22.a], licenciou sua patente para outra empresa com sede em Cambridge, Massachusetts, chamado Intellia. Charpentier licenciou sua patente para CRISPR Therapeutics, com sede na Basiléia. A patente de Zhang foi licenciada para a Editas.

Além da polêmica da propriedade intelectual da patente associada à técnica CRISPR/Cas-9 tem ainda uma GRANDE polêmica gigante associada a essa técnica que é a manipulação do DNA de embriões humanos o que permitiria definir “padrões” pré-definidos em bebês que vão nascer. A mesma técnica que vai ajudar na cura de várias morbidades dolorosas que afligem a humanidade atualmente (como o Alzheimer, Câncer e HIV) vai poder ser utilizada na definição de características genéticas de embriões humanos. Ver aqui várias referências interessantes sobre o tema da ética e da edição de genes [23]. Tem gente que acredita – como o famoso investidor em genética Craig Venter [24] – que nós ainda não estamos preparados para manipular os embriões humanos com a técnica CRISPR [25].

Mas uma coisa é certa sem nenhuma chance de dúvida: mais dia, menos vai ter “gente” manipulando a genética humana com essa técnica ... anote no seu caderninho!. De uma maneira controlada (e de forma “light”) esse movimento já começou: pesquisadores britânicos receberam autorização das autoridades de saúde para manipular geneticamente embriões humanos como o objetivo de pesquisas científicas [26] e [27] inicialmente com várias restrições. E depois como será? Quando as restrições atuais vão cair?

Essa nova descoberta da Edição de Genes (ou Reparo de DNA) vai alterar de forma preponderante o “conceito da vida humana”, seja para curar doenças complexas, ou para outros fins.

“Easy DNA Editing Will Remake the World. Buckle Up” (= “A facilidade de edição do DNA vai refazer o mundo. Prepare-se” … entendeu agora o porquê? ... Quem viver verá!

Referências:

[1] Human Genome, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Human_genome

[2] Big Data no combate ao Câncer: medicina personalizada do futuro [Parte 01], Saude Business, 08.out.2015

http://saudebusiness.com/big-data-no-combate-ao-cancer-medicina-personalizada-do-futuro-parte-01/

[3] Medicina personalizada: Big Data no combate ao Câncer [Parte 02], Saude Business, 15.out.2015

http://saudebusiness.com/medicina-personalizada-big-data-no-combate-ao-cancer-parte-02/

[4] Video: The Problem and Promise of Precision Medicine, 09.abr.2016

[5] Video: What Is Precision Medicine, By Dr. Harold Varmus, Nobel Laureate and Director of the National Cancer Institute, 21.mar.2015

[6] Vídeo: Técnica que modifica DNA pode ser chave da cura de muitas doenças, Programa Fantástico, Rede Globo, 03.jan.2016

http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/fantastico-apresenta-o-maior-avanco-cientifico-de-2015/4714001/

[7] CRISPR, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/CRISPR

[8] Genome Editing, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Genome_editing

[9] DNA Repair, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/DNA_repair

[10] Nobel Prize in chemistry shared by American, Swedish and Turkish scientists for DNA repair, The Washington Post, 07.oct.2015

https://www.washingtonpost.com/news/speaking-of-science/wp/2015/10/07/the-nobel-prize-in-chemistry-shared-by-american-swedish-scientists-for-dna-repair/

[10.a] Special CRISPR: THE GOOD, THE BAD AND THE UNKNOWN, Nature

http://www.nature.com/news/crispr-1.17547

[10.b] White Paper: The Heroes of CRISPR, Cell, 14.jan.2016

http://www.cell.com/cell/fulltext/S0092-8674(15)01705-5

[10.c] Editing humanity: A new technique for manipulating genes holds great promise—but rules are needed to govern its use, The Economist, 10.aug.2015

http://www.economist.com/news/leaders/21661651-new-technique-manipulating-genes-holds-great-promisebut-rules-are-needed-govern-its

[11] RNA, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/RNA

[12] Cas9 (CRISPR associated protein 9), Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Cas9

[13] The age of the red pen: It is now easy to edit the genomes of plants, animals and humans, The Economist, 22.aug.2016

http://www.economist.com/news/briefing/21661799-it-now-easy-edit-genomes-plants-animals-and-humans-age-red-pen

[13.a] Tay-Sachs Disease, Wikipedia.

https://en.wikipedia.org/wiki/Tay%E2%80%93Sachs_disease

[13.b] Cystic Fibrosis, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Cystic_fibrosis

[13.c] CRISPR/Cas9 Genome Editing Is a Huge Deal, But It’s Just the Tip of the Iceberg, Singularity HUB, 21.jan.2016

http://singularityhub.com/2016/01/21/crisprcas9-genome-editing-is-a-huge-deal-but-its-just-the-tip-of-the-iceberg/?utm_content=buffer36a2a&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

[14] Google Ventures, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Google_Ventures

[15] Bill Gates And 13 Other Investors Pour $120 Million Into Revolutionary Gene-Editing Startup, Forbes, 10.aug.2015

http://www.forbes.com/sites/matthewherper/2015/08/10/bill-gates-and-13-other-investors-pour-120-million-into-revolutionary-gene-editing-startup/

[16] Referências do Google sobre “Auto-immune Diseases”

https://www.google.com.br/search?q=auto-immune+diseases&ie=utf-8&oe=utf-8&gws_rd=cr&ei=QlE_VrOSL8KZwgS0zZ-ICg#

[17] T-Cells, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/T_cell

[17.a] Referência do Google sobre “why t-cells are importante”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=why+t+cells+are+important

[18] PD-1 = Programmed Cell Death (= Proteína de Morte Celular Programada), Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Programmed_cell_death_1

[19] Jennifer Doudna, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Jennifer_Doudna

[20] This Protein Could Change Biotech Forever, Forbes Magazine, 19.mar.2013

http://www.forbes.com/sites/matthewherper/2013/03/19/the-protein-that-could-change-biotech-forever/#683d8c87473b

[21] Feng Zhang, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Feng_Zhang

[21.a] CRISPR Patent War: Billions at Stake for UC Berkeley, KQED Science, 15.jan.2016

http://ww2.kqed.org/futureofyou/2016/01/15/crispr-patent-war-billions-at-stake-for-uc-berkeley/?utm_content=bufferb06a9&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

[21.b] Researchers from UC Berkeley Announce Major CRISPR/Cas9 Improvements, Futurism, 28.jan.2016

http://futurism.com/researchers-uc-berkeley-announce-major-crisprcas9-improvements/

[22] Editas

http://www.editasmedicine.com/index.php

[22.a] CRISPR Hits Wall Street as Editas Bags $94M in IPO, Xconomy, 02.feb.2016

http://www.xconomy.com/boston/2016/02/02/crispr-hits-wall-street-as-editas-bags-94m-in-ipo/

[23] Referências do Google sobre “Ethics + Gene Edit + CRISPR + Genetic Manipulation + Human Being”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&rlz=1C1QJDA_enBR621BR649&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=ETHICS+GENE+EDIT+CRISPR+GENETIC+MANIPULATION+HUMAN+BEING

[24] Craig Venter, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Craig_Venter

[25] Craig Venter: We Are Not Ready to Edit Human Embryos Yet, Time, 02.feb.2016

http://time.com/4204210/craig-venter-gene-editing/?xid=fbshare&utm_content=buffer4ec2a&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

[26] Video JN: Cientistas britânicos poderão alterar geneticamente embriões humanos, Jornal Nacional da Globo, 01.fev.2016

http://globoplay.globo.com/v/4779973/

[27] Video: Reino Unido autoriza a un grupo de científicos la modificación genética de embriones humanos, RTVE, 01.feb.2016

http://www.rtve.es/alacarta/videos/telediario/reino-unido-autoriza-grupo-cientificos-modificacion-genetica-embriones-humanos/3466918/

Emitido por Eduardo Prado

Data: 05.fev.2016

Eduardo Prado é consultor de mercado em novos negócios, inovação e tendências em Mobilidade e “Big Data” em Saúde.

E-mail: [email protected]

Twitter: https://twitter.com/eprado_melo

Outras matérias do mesmo autor:

1.

Convergência Digital

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=37

2.

Blog Saúde 3.0

http://saudebusiness.com/blogs/saude-3-0/

Capita desenvolve solução de triagem para ajudar profissionais de saúde na luta contra o vírus zika

BASINGSTOKE, Inglaterra, 11 de fevereiro de 2016 /PRNewswire/ -- A Capita Healthcare Decisions desenvolveu uma nova solução de triagem para ajudar as instituições e profissionais de saúde a avaliar pacientes com sintomas suspeitos do vírus zika e lhes dar a assistência mais apropriada.

(Logo: http://photos.prnewswire.com/prnh/20150402/736790 )

O vírus zika é considerado, atualmente, uma emergência de saúde pública, de preocupação internacional, pela Organização Mundial de Saúde*.

A nova solução de triagem fará parte do conjunto de ferramentas de triagem clínica, internacionalmente reconhecidas, da Capita Healthcare Decisions, que permitem aos pacientes, seus familiares e médicos checar os sintomas e preocupações contra critérios clinicamente validados e robustos.

A solução de triagem do zika foi disponibilizada a todos os clientes da Capita Healthcare Decisions, o que significa suporte para mais de 320 milhões de indivíduos em todo o mundo, incluindo aqueles nas áreas mais afetadas, como o Brasil.

Além de fazer parte das ferramentas que dão suporte à triagem por telefone fornecida por profissionais de saúde, a nova solução de triagem do zika também será disponibilizada para uso direto por pacientes e cuidadores, para chegar seus sintomas e preocupações, ou por aqueles que estão preocupados com alguém sobre o uso da solução de autotriagem, baseada na Web, da Capita Healthcare Decisions. O suporte ao autoatendimento dos pacientes, dessa maneira, evita o congestionamento das instituições de saúde e significa que as pessoas potencialmente infectadas com o vírus zika podem ser tratadas rapidamente e da forma mais apropriada.

O CMO (chief medical officer) da Capita Healthcare Decisions, dr. Charles Young, disse: "A agilidade de nosso software e nossos conhecimentos clínicos significam que podemos reagir de forma rápida e eficiente, em casos de emergências na área de saúde. Nossos sistemas clínicos são continuamente atualizados, para levar em conta novas formas de assistência e melhores práticas, de forma que os médicos podem oferecer a orientação mais atualizada a seus pacientes. O objetivo dessa nova ferramenta, focada no zika, é possibilitar às pessoas que podem ter sintomas do vírus zika receber a assistência mais apropriada dos profissionais de saúde, tão rapidamente quanto possível".

Notas aos editores 
*http://www.who.int/mediacentre/factsheets/zika/en/

Sobre a Capita Healthcare Decisions (anteriormente, Clinical Solutions) 

Nós transformamos o processo de tomada de decisões no tratamento de saúde. Nossas soluções dão suporte aos profissionais de saúde, para que tomem melhores decisões sobre seus pacientes, e capacitam indivíduos a tomar melhores decisões sobre sua própria saúde e bem-estar. Nos últimos 15 anos, nossos aplicativos de software de suporte a decisões têm sido usados por algumas das principais instituições de saúde do mundo, para possibilitar mais de 85 milhões de atendimentos a pacientes. A Capita Healthcare Decisions reúne expertise clínica com a inovação do Vale do Silício, para proporcionar suporte a decisões -- um suporte que oferece mais por menos e é caracterizado por três princípios: seguro, conectado, útil. Para mais informações, visite http://www.capita.co.uk/healthcaredecisions.

FONTE Capita Healthcare Decisions

Mater Dei inaugura mamografia digital em Minas Gerais

O Setor de Mastologia da Rede Mater Dei de Saúde inaugurou a Mamografia Digital DR, com opção da Tomossíntese, um exame que permite acrescentar à mamografia habitual uma série de imagens 3D, em múltiplos ângulos, colaborando para um diagnóstico mais preciso e seguro.

Num processo semelhante à tomografia computadorizada, são adquiridas imagens em diversos ângulos, possibilitando a visualização de toda a glândula mamária em cortes separados a cada 1mm. De acordo com o coordenador do Serviço de Mamografia da Rede Mater Dei de Saúde, o médico Jairo Coelho, com essas imagens em cortes ou fatias, cada parte da mama pode ser vista separadamente, facilitando a diferenciação entre tumores e tecidos normais. “As principais características dessa nova tecnologia são a possibilidade de redução significativa da sobreposição dos tecidos mamários, diminuindo os achados duvidosos nos exames mamográficos e, principalmente, o aumento na detecção de lesões malignas nas mamas densas, onde os tumores podem estar escondidos pelas próprias glândulas mamárias. As imagens adquiridas mostram os tumores com mais detalhes em relação à forma, limites e tamanho das lesões”, explica o médico.

A tomossíntese foi lançada, inicialmente, apenas como exame complementar à mamografia, para aqueles casos onde existiam dúvidas específicas. “Mostra-se como um exame importante em mamas densas ou jovens, para mulheres de alto risco e paciente com controle de lesões duvidosas”, fala Jairo. O médico acrescenta que “nos últimos anos, vários trabalhos em todo o mundo estão começando a mostrar o benefício deste exame como rotina, junto com a mamografia anual”. Esses estudos iniciais mostram um aumento entre 23 e 54% no diagnóstico dos tumores com os dois métodos associados.

Além da mamografia 3D, foi incorporado também ao Serviço de Mamografia, o sistema computadorizado Affirm. “Trata-se de um sistema que possibilita tanto a marcação pré-operatória de lesões não palpáveis como a mamotomia. Este último, de forma pioneira em Minas Gerais, um método de biópsia a vácuo de pequenas alterações mamárias duvidosas ou suspeitas”, esclarece Jairo Coelho.

“Após os 40 anos, todas as mulheres devem fazer a mamografia e a consulta com o mastologista deve ser realizada anualmente. Esta nova incorporação tecnológica vem em um momento muito especial para nós, em que o Serviço de Mastologia do Mater Dei está completando 30 anos de fundação”, afirma o coordenador do Serviço de Mastologia e presidente da Rede Mater Dei de Saúde, Henrique Salvador.

Obras Sociais Irmã Dulce inauguram serviço de radioterapia para tratamento gratuito do câncer

As Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) inauguraram no dia 27/01, em solenidade na sede da entidade em Salvador (Avenida Luís Tarquínio, Bonfim), o Serviço de Radioterapia da instituição. O início das atividades do novo setor surge como um reforço no atendimento às pessoas com câncer no estado, em função justamente da escassez por esse tipo de procedimento na Bahia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo assim para a redução das filas de espera por radioterapia. Com a abertura do serviço, a OSID passa a disponibilizar à população uma estrutura de tratamento moderno e gratuito contra o câncer, incluindo também procedimentos de quimioterapia, consultas ambulatoriais e cirurgias no campo oncológico.

A expectativa da instituição é atender, em sua plena capacidade, até 2.000 pacientes na Radioterapia por mês.

A radioterapia integra os serviços da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) Nossa Senhora de Fátima, núcleo das Obras Sociais inaugurado em maio de 2015, que compreende 1.700 metros quadrados de área construída, 11 consultórios, 21 leitos e modernos aparelhos, incluindo o acelerador linear, equipamento responsável pela realização da radioterapia. A nova unidade de saúde foi erguida e equipada com recursos dos governos federal e estadual, além de doações da sociedade.

Instituição filantrópica de fins não econômicos, as Obras Sociais Irmã Dulce abrigam atualmente um dos maiores complexos de saúde 100% SUS do país, com cerca de 4 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano a usuários do Sistema Único de Saúde, idosos, pessoas com deficiência e com deformidades craniofaciais, pacientes sociais, moradores de rua, usuários de substâncias psicoativas e crianças e adolescentes em situação de risco social. A organização conta com um perfil de serviços único no país, distribuídos em 21 núcleos que prestam assistência à população de baixa renda nas áreas de Saúde, Assistência Social, Pesquisa Científica, Ensino em Saúde, Educação e na preservação e difusão da história de sua fundadora, Irmã Dulce.

Sobre as Obras Sociais Irmã Dulce

Entidade filantrópica sem fins lucrativos, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) são uma espécie de ‘holding social’ constituída por 16 núcleos que prestam assistência à população de baixa renda nas áreas de saúde, assistência social e educação, dedicando-se ainda à pesquisa científica, ensino médico, preservação e difusão da história de Irmã Dulce e gestão de unidades públicas de saúde. Hoje, a OSID é considerada pelo Ministério da Saúde um dos maiores complexos de atendimento 100% SUS do país, responsável por cerca de 4 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano. Atualmente, conta com mais de 4.000 funcionários, além de 500 médicos e 200 voluntários.