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eBook: Retrospectiva de Saúde 2015

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O Saúde Business acompanha o setor de Saúde diariamente, com conteúdo diverso para os profissionais e líderes deste mercado. Aproveitamos o início de 2016 para reunir em um eBook todas as notícias e artigos que mais chamaram a atenção dos nossos leitores.

Entre elas, a imersão no planejamento estratégico do laboratório SalomãoZoppi; inúmeras dicas de como gerir e reduzir custos em seu hospital; discussões sobre a Saúde Pública brasileira; para onde caminha a TI em Saúde; exemplos de instituições que são referência em governança corporativa e em gestão de TI, de pessoas, administrativo-financeira e responsabilidade socioambiental; e algumas fusões e aquisições relevantes de 2015.

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Informações estratégicas para a gestão em saúde nas organizações

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No final de dezembro de 2015, a ANS publicou a última edição do “Caderno de Informação da Saúde Suplementar” que é um raio-X do setor e que aponta algumas tendências importantes que podem ser úteis no planejamento e nas estratégias de ação.

Podemos constatar que em 2014, o número de beneficiários da saúde suplementar crescia a uma taxa de mais de 3% por trimestre. Já em 2015, este percentual foi se reduzindo, chegando a um valor negativo (menos 0,3%) no último trimestre do ano, ou seja, uma redução de cerca de 400.000 beneficiários. Esta queda no número de beneficiários foi mais importante no segmento das seguradoras onde, a partir de um índice 100 em março de 2010 atingiu um número-índice de 72,5 em setembro de 2015.

A tendência à redução do número de operadoras em atividade permanece no terceiro trimestre de 2015. Depois de alcançar duas mil e quatro operadoras médico-hospitalares em atividade em dezembro de 2000, em setembro de 2015 o total das mesmas foi de 999 operadoras, das quais 843 contavam com beneficiários. Além disso, 80% dos beneficiários se concentram em 155 das 841 operadoras com beneficiários presentes no setor. Enquanto a maior operadora do segmento tem cerca de quatro milhões de beneficiários, as 555 menores tem cinco milhões.

Frequentemente, os gestores dos programas de saúde enxergam o Brasil de maneira homogênea no que se refere à taxa de cobertura assistencial pelos planos privados. No entanto, o Caderno de Informações da ANS revela que na maioria dos Estados brasileiros a taxa de cobertura é inferior a 20%, chegando a menos de 10% no Maranhão, Piauí e Tocantins. Esta taxa supera os 40% somente no Estado de São Paulo (58% na Capital e 39,4% no interior). Deste modo, na gestão de saúde populacional, muitas vezes devemos considerar empresas e organizações onde os usuários utilizam somente os recursos do sistema público de saúde.

Outra informação importante se revela pela taxa de rotatividade dos beneficiários dos planos de saúde. Nos planos coletivos, no período de janeiro a setembro de 2015, pode chegar a quase 30% na medicina de grupo, variando de 17,2% (filantropia).

Uma informação bastante relevante neste documento é a taxa de sinistralidade das operadoras. O segmento da autogestão está com sinistralidade acima de 90% desde o quarto trimestre de 2013, com uma tendência consistente de elevação, chegando próximo a 95% no terceiro trimestre de 2015. Uma tendência oposta foi observada com relação à medicina de grupo que tem revelado taxas de sinistralidade decrescentes a partir do terceiro trimestre de 2014, chegando próximo a 80% no final de 2015. Os demais segmentos estão com taxas próximas a 85%. O índice combinado saúde, por sua vez, resultado da divisão das despesas administrativas, comerciais, outras despesas operacionais e eventos líquidos (despesas assistenciais) pelas contraprestações efetivas, entre outras, retornou ao patamar visto no 1º trimestre de 2015, a 99,6%. Este resultado indica que a soma das despesas operacionais tem sido semelhante à soma das receitas operacionais, confirmando as baixas margens do setor.

A última edição do Mapa Assistencial da ANS (2014) traz alguns dados interessantes. Com relação às internações, comparando-se as informações entre os dois semestres de 2012 e de 2013 constata-se uma certa estabilidade no número de internações por doenças cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio, doença hipertensiva), doença cerebrovascular, diabetes e câncer.  No entanto, chama a atenção a elevação consistente no número de cirurgias bariátricas (de 32.456 em 2012 para 41.123 em 2013), de internações em UTI no período neonatal (de 13.949 em 2012 para 28.240 em 2013).

Finalmente, a edição de janeiro de 2016 da Variação de Custos Médico-Hospitalares publicada pelo Instituto de Estudos em Saúde Suplementar mostrou que o índice VCMH/IESS para planos individuais atingiu 17,1% no período de 12 meses terminados em junho de 2015. A publicação destaca que no período analisado todos os itens de despesa assistencial apresentaram aumento da VCMH. Este índice se manteve superior à variação da inflação geral (IPCA) que foi de 8,9%, para o mesmo período. Durante todo o trimestre de Abril a Junho de 2015 o índice apresenta crescimento.

Estas informações são relevantes para o planejamento dos gestores em toda organização em que se vise uma gestão estratégica de saúde e não somente negociações anuais de reajuste que não vislumbrem o contexto geral do setor e da economia e os fatores que podem afetar a sustentabilidade da atenção à saúde em nosso país.

Novamente, ressalto que a gestão em saúde nas organizações deve considerar os custos totais (incluindo a saúde ocupacional, questões tributárias e trabalhistas e os custos intangíveis) criando condições para criação da cultura de saúde que permita obter resultados consistentes a médio e longo prazos.

Já ouviu falar em bem-estar integrado?

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O conceito de saúde populacional já entrou na gama de assuntos estratégicos nos EUA e, agora, começa a ser visto com mais profundidade também pelo Brasil. A Asap (Aliança para a Saúde Populacional), inclusive, é uma das instituições responsáveis por expandir essa temática no País e traz este ano, no dia 7 de abril, o Fórum Asap 2016.

Uma das novidades do Fórum é o conceito de “bem-estar integrado”, que olha para a saúde dos colaboradores de maneira holística. Cinco elementos são a base do bem-estar integrado ou holístico: sentir-se motivado para alcançar os objetivos (propósito); manter relacionamentos afetivos e de suporte à vida (social); equilibrar e administrar as finanças (financeiro); conexão com o local onde vive sentindo-se seguro e integrado à comunidade (comunidade); e ter boa saúde e energia para as atividades diárias (físico).

Dan Witters é o convidado do Fórum para discorrer sobre o tema, ele é diretor de pesquisa de Bem-Estar da Gallup-Healthways e autoridade nos Estados Unidos na compreensão, estudos, medição e produção de dados a respeito das correlações entre bem-estar e produtividade.

Segundo Witters, cuidar com foco no bem-estar holístico pode trazer reduções de turnover, absenteísmo, acidentes de trabalho, assim como aumentar a produtividade e gerar novos negócios.

Confira a entrevista do expert norte-americano em bem-estar e produtividade, um dos palestrantes do Fórum Internacional ASAP:

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Como o bem-estar influi na produtividade das empresas?

Dan Witters – Funcionários com altos níveis de bem-estar são mais produtivos e engajados. Se as organizações estão preocupadas em potencializar a produtividade, devem investir em uma abordagem integrada do bem-estar de seus empregados.

Qual a relação entre bem-estar e os principais indicadores de performance de uma empresa?

Dan Witters – Gallup e Healthways definem bem-estar “holístico” ou “integrado” por meio de cinco elementos essenciais (propósito, social, financeiro, comunidade e físico). Tem sido demonstrado que o bem-estar está ligado aos resultados importantes nos negócios, em termos de receita e lucro e incluindo o desempenho no trabalho, absenteísmo não planejado, fidelização de clientes e rotatividade dos empregados

Qual a relação entre bem-estar e a competitividade?

Dan Witters – As organizações com funcionários que têm altos níveis de bem-estar são significativamente mais propensas a terem funcionários altamente engajados. Pesquisa da Gallup revelou que as unidades de negócios com empregados altamente engajados são mais competitivas porque seus clientes são mais satisfeitos, há mais volume de negócios e resultados mais rentáveis para empresas.

Como engajar os executivos e gestores das empresas para que se preocupem com o bem-estar de seus funcionários?

Dan Witters – Executivos e gestores são absolutamente decisivos para o bem-estar dos colaboradores. Líderes definem agendas, estabelecem as diretrizes de trabalho e conduzem as expectativas dos empregados sob seu comando. Portanto, as lideranças são essenciais como “agentes locais” propagadores da cultura de bem-estar. Programas de bem-estar nunca poderão decolar se os gestores e executivos não estimularem essa cultura.

Qual recado ou ensinamento o senhor apresentará aos participantes?

Dan Witters – Compararei o absenteísmo, desempenho, produtividade, acidentes no trabalho, recuperação de dificuldades inesperadas, adaptações às mudanças e turnover entre empregados que têm bem-estar completo e os que apenas estão aptos fisicamente.

ASAP – Existem diferenças e resultados comprovados entre empresas que trabalham ativamente na gestão do bem-estar de seus funcionários e as que não o fazem? Qual?

Dan Witters – Estas diferenças são percebidas em todas as métricas importantes para as organizações e têm sido cientificamente comprovadas: rotatividade, absenteísmo, desempenho no trabalho, segurança, fidelização de clientes e lucro estão todos atrelados ao bem-estar.

A produtividade é o item mais percebido pelas empresas quando suas populações optam pela gestão ou melhoria de bem-estar? Há outros, com a mesma importância?

Dan Witters – A produtividade é importante. Mas igualmente importante é atuar para que se incremente as chances dos clientes (1) continuarem a fazer negócios com a sua organização, (2) aumentarem o relacionamento com sua organização ao longo do tempo e (3) recomendem sua organização para os outros, ampliando a sua base de clientes.

*Com informações cedidas pela Asap – entrevista na íntegra aqui

5 princípios que transformaram a Índia em um case competitivo

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A busca pela maximização de lucros tem se demonstrado inócua quando não acompanhada de outras ações para a Sustentabilidade. Por este motivo, cada vez mais as organizações bem sucedidas tem realizado estratégias que contemplem o engajamento de todas as partes interessadas. Acionistas, funcionários, consumidores, fornecedores, governo, universidades e outros stakeholders relevantes da comunidade, são considerados e mapeados periodicamente com metodologias específicas que corroborem para redução de riscos, antecipação de oportunidades e para uma governança rigorosa e atenta aos impactos de curto, médio e longo prazo.

Um exemplo é o setor de saúde da Índia, que nos últimos 20 anos cresceu e se desenvolveu rapidamente. As multinacionais do setor de saúde e os hospitais influenciaram na definição do mercado indiano e no comportamento de um grande número de consumidores. Com a explosão da tecnologia da informação (TI) e o turismo médico na área da saúde, um novo modelo de governança teve que ser criado.

Embora um alto volume de investimentos financeiros tenha sido injetado no setor nas últimas décadas com uma nova geração de serviços, o “pulo do gato” indiano se deu no momento em que os gestores destes serviços perceberam a ameaça de longo prazo que se desenhava. Indicadores demonstravam que não se conseguia atender as demandas da comunidade local, um mercado maciço que não estava sendo atendido, e nem a redução do impacto das operações no meio ambiente, dois aspectos importantes e de alto risco para a viabilidade nos negócios que buscam perenidade.

Segundo a revista indiana Financial Express Healthcare, uma pesquisa com os principais executivos do setor revelou quais são as principais ações que tem mitigado as ameaças e garantido a competitividade do setor, tanto em níveis globais, atraindo o turismo para tratamentos de saúde e locais, com mais acesso aos serviços pela população.

1. Os serviços de saúde devem ser responsáveis e responsabilizados por seu funcionamento, seja através de desempenho ou interações, em todos os níveis da sociedade. Só assim se garante a credibilidade. A principal missão deve ser impulsionada pela necessidade de salvar vidas, criar mecanismos fortes de saúde preventiva e ganhar a confiança entre as partes interessadas sobre as melhores práticas na área da saúde.

2. A Sustentabilidade é alcançada quando um serviço de saúde concentra todas as suas práticas para garantir uma operação que atenda as expectativas éticas, legais, ambientais, comerciais e públicas.

3. A redução do foco em filantropia, que está voltada apenas para ações sociais externas e sem alinhamento com a estratégia e o aumento das ações de Sustentabilidade onde todas as partes interessadas são envolvidas mais profundamente em ações internas e externas que visam construir soluções para os problemas e soluções de saúde.

4. A Sustentabilidade na gestão proporciona o acesso a serviços de saúde de qualidade com preços justos. Isso garante a fidelidade do usuário. Além disso, as práticas de Sustentabilidade afetam toda a cadeia de valor, o que garante aceitação pública e o sucesso no longo prazo. Um bom trabalho de Sustentabilidade mantém e conserva o fornecimento de equipes dispostas e motivadas, os profissionais sentem que estão fazendo o que é "certo". Isso ajuda na “licença para operar” e evita repercussões políticas negativas.

5. A comunicação constante com todos os públicos envolvidos nas operações de saúde amplia a compreensão da comunidade sobre os desafios que este setor enfrenta, e transforma este mesmo público em apoiador dos temas que são desenvolvidos em benefício da Sustentabilidade. Este engajamento faz com que os indicadores de desempenho fiquem disponíveis de forma transparente e todos trabalhem pelos mesmos objetivos e resultados.

Marken, o parceiro escolhido para lutar contra o Zika vírus

RESEARCH TRIANGLE PARK, Carolina do Norte, 5 de fevereiro de 2016 /PRNewswire/ -- A Marken anunciou hoje que está trabalhando com os principais parceiros da área farmacêutica para encontrar uma vacina e um tratamento para o Zika vírus, que foi declarado uma emergência de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no início desta semana.

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Com frequência, a Marken é escolhida para manipular materiais perigosos em situações de crise em locais remotos. Devido aos seus recursos na África, a Marken foi escolhida como a principal fornecedora de serviços de logística durante o surto de Ebola. A Marken também foi escolhida durante o surto de MERS* como a única fornecedora confiável de materiais de ensaios clínicos diretamente aos pacientes na Coreia do Sul, o que permitiu dar continuidade aos ensaios clínicos.

Wes Wheeler, diretor geral, comentou sobre a situação atual: "Estamos orgulhosos por termos sido escolhidos mais uma vez por nossos clientes como parceiro de confiança para trabalhar em conjunto contra o Zika vírus. Nosso histórico na América Latina, principalmente em situações difíceis, faz com que sejamos escolhidos pelas empresas farmacêuticas que trabalham duro para desenvolver novas vacinas. Caso necessário, colocaremos nossos cinco depósitos trabalhando na América Latina, para ajudar a distribuir novas vacinas na região. Trabalharemos com agências do governo e funcionários da alfândega para liberar os obstáculos e fazer o que for preciso para ajudar na luta contra esse surto".

*Síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS)

Sobre a Marken
A Marken é a única empresa de cadeia de abastecimento orientada ao paciente 100% dedicada aos setores farmacêutico e de biologia. A Marken ocupa uma posição de liderança em serviços diretos ao paciente e envios de amostras biológicas, além de oferecer uma rede moderna de depósitos em conformidade com as BPF e centros de logística em 43 lugares no mundo todo. A Marken conta com 630 funcionários, que administram 50.000 remessas de medicamentos e materiais biológicos por mês, em todas as faixas de temperatura, em mais de 150 países. Serviços adicionais, como a produção de kits biológicos, fornecimento de materiais acessórios, armazenamento e distribuição, verificação e qualificações de envio, consultoria sobre PIB, regulamentações e conformidade complementam a posição exclusiva da Marken nos setores farmacêutico e de logística.

FONTE Marken

5 Tendências da telemedicina que transformam a Saúde

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Uma série de artigos publicados pelo advogado especializado em serviços de saúde Nathaniel Lacktman, da Foley & Ripley, empresa norte-americana com 20 escritórios espalhados pelo globo, analisou as principais transformações que podem ser provocadas pela telemedicina no mercado da saúde a partir deste ano. Principalmente no momento em que, nos Estados Unidos, está sendo promovida a mudança das políticas de remuneração, com abandono gradativo da remuneração baseada em serviços para adoção da remuneração baseada em performance.

Segundo Lacktman, a rapidez na adoção da telemedicina é alimentada por forças econômicas, sociais e políticas poderosas, encabeçadas pela crescente demanda dos consumidores por cuidados mais baratos e acessíveis. Estas forças estão levando os prestadores de serviços de cuidados com a saúde expandir e adaptar seus modelos de negócios para o novo perfil do mercado.

Leia Mais: Como conciliar telemedicina e atendimento presencial?

Ao mesmo tempo, também está caindo por terra conceitos equivocados, como que a telemedicina dependa de concessões de financiamento. Lideranças mais espertas no sistema de saúde estão criando arranjos de telemedicina sustentáveis ​​que geram receitas, e não apenas redução de custos, ao mesmo tempo em que melhoram a assistência ao paciente e sua satisfação. Pesquisa da Associação Americana de Telemedicina comprovou que a telemedicina reduz custos para pacientes, fornecedores e contribuintes em relação a práticas de saúde tradicionais, particularmente por ajudar a reduzir a frequência e a duração das visitas ao hospital.

Espera-se que o mercado global de telemedicina cresça 14,3% ao ano até 2020, alcançando US$ 36,2 bilhões, contra os US $ 14,3 bilhões de 2014. E apesar da crescente demanda por conveniência, inovação e experiência personalizada nos cuidado de saúde ser o principal impulsionador, outras forças trabalham também.

Estas cinco tendências vão impulsionar o crescimento e transformação da prestação de cuidados de saúde contínuo da telemedicina em 2016, de acordo com Lackman. Embora o mercado na mira do articulista seja o norte-americano, é possível entender como movimentos similares podem, com o tempo, se refletir também por aqui.

  1. Expansão das oportunidades de reembolso e de pagamento

Muitas vezes considerado o principal obstáculo à implementação da telemedicina, mudanças no sistema de reembolso agora são vistas como um dos drivers mais proeminentes da expansão da telemedicina, na medida em que consumidores percebem o que muitos fornecedores já sabem – a telemedicina traz redução de custos e maior satisfação ao paciente.

Tanto os pagadores privados quanto os do governo vão continuar a expandir a cobertura à telemedicina na medida em que os consumidores ganham experiência com a tecnologia e exigem cada vez mais acesso a serviços baseados em telemedicina. Alguns planos de saúde já começaram a reforçar sua cobertura como forma de cuidado baseado em valor que pode melhorar a experiência do paciente e oferecer economia substancial. Do lado do governo, 2016 deve ter mais cobertura Medicaid (programa de saúde para a população de baixa renda) entre organizações de cuidado gerenciado e planos Medicare Advantage (sistema público de saúde para idosos).

Enquanto pesquisa realizada em 2014 pela Foley revelou que o reembolso era o principal obstáculo para a implementação da telemedicina, novas leis estaduais que exigem a cobertura de serviços baseados em telemedicina foram aprovadas de lá para cá e devem ser implementadas em 2016. Da mesma forma, os fornecedores estão cada vez mais receptivos a explorar modelos de pagamento além de reembolso de taxa de serviço, e o crescimento desses arranjos deve se manter este ano. Os exemplos incluem contratos entre instituições e a maior disposição de pacientes de pagar por estes serviços convenientes e valiosos do próprio bolso.

As seguradoras privadas

Para as seguradoras privadas, o apelo de usar visitas virtuais para reduzir custos com os cuidados de problemas de saúde menores é cada vez mais forte. A Cigna já cobre cuidados fornecidos pelo provedor de teles-saúde MDLIVE desde janeiro de 2014. Em abril do ano passado, a UnitedHealthcare seguiu o exemplo, com expansão em 2016 para planos individuais. A empresa prevê que em 2016 20 milhões de seus usuários terão acesso a serviços de telemedicina cobertos através das suas três redes parceiras. A Aetna Humana  têm formatos similares ​​de cobertura para determinados clientes.

Governo

No lado público, a telemedicina tem estado no radar nas últimas duas décadas, com amplas aplicações. Atualmente, o Medicare abrange telemedicina só para pacientes em áreas rurais, mas há indicações que a taxa de adoção de telemedicina entre os programas de governo vai aumentar rapidamente a partir de 2016. Recentemente, a Administração de Veteranos (Veterans Administration – VA) expandiu o uso da telemedicina para todos os estados, visando aumentar o acesso de pacientes às consultas. Além disso, o Medicare Telehealth Parity Act de 2015 (projeto que equipara serviços remotos e presenciais) está pavimentando seu caminho no congresso e, caso se torne lei, expandirá a definição da telemedicina, os tipos e locais dos serviços disponíveis, bem como proporcionará paridade de reembolso no âmbito dos CMS, os Centros de Serviços Medicare e Medicaid.

  1. Avanços em arranjos internacionais

Mercados internacionais, em particular países em desenvolvimento com necessidade da profundidade de especialização, vão desempenhar papel significativo na condução do crescimento da telemedicina e na contínua transformação da saúde em 2016. As vantagens que estimulam o crescimento da telemedicina – redução de custos, maior comodidade e menos atendimentos de emergência desnecessários – também são atraentes no exterior. O maior condutor até agora, no entanto, tem sido o desejo de aproveitar a experiência profunda dos prestadores de cuidados de saúde especializados dos EUA.

Em 2016, mais fornecedores de cuidados de saúde vão criar laços com instituições médicas no exterior e levar a perícia norte-americana ao redor do planeta. Estas parcerias transnacionais darão acesso a mais pacientes, criarão receitas adicionais e ajudarão a reforçar as marcas internacionais. Segundo a Associação Americana de Telemedicina, mais de 200 centros médicos acadêmicos dos EUA já oferecem consultoria baseada em vídeo a outras regiões do mundo. Embora muitos ainda sejam programas-piloto, em 2016 devem ocorrer a maturação e a comercialização de boa parte desses acordos internacionais.

O crescente poder de compra das populações de classe média em países como a China está permitindo que mais e mais pacientes adotem tratamentos dos centros médicos ocidentais. Há modelos com e sem fins lucrativos para a telemedicina internacional – como hospitais criando parcerias com organizações no mundo em desenvolvimento para expandir a disponibilidade de cuidados de saúde ou oferecendo atendimento comercial a clientes em nações com áreas de riqueza concentrada, mas sem a capacidade e o acesso a cuidados de saúde ocidentais.

Colaboração internacional

Parcerias internacionais podem estender as marcas do sistema de saúde pelo mundo. Por exemplo, a UCLA Health recentemente fez parceria com a cidade de Zhengzhou, na China, para estabelecer o Centro Internacional de Telemedicina Zhengzhou (ZITC). A parceria permitirá à UCLA Health prestar serviços de diagnóstico, tratamento e reabilitação e promoverá intercâmbio de educação, pesquisa e treinamento.

Investigação clínica global

A telemedicina permite a pesquisadores médicos contar com a participação de grandes populações de pacientes ao redor do globo, o que pode render ensaios clínicos mais rápidos e poderosos. A tecnologia permite ir diretamente aos pacientes, descentralizando o processo e fornecendo mais acesso aos pacientes com doenças raras graças a ferramentas da telemedicina, como coleta remota de dados biométricos, consultas de vídeo e monitoramento remoto de medicação. Além disso, a telemedicina pode reduzir desafios que impactam ensaios clínicos tradicionais, como longos atrasos, restrições de transporte e altas taxas de evasão. O potencial de crescimento levou a operadora de telecomunicações Verizon a investir em serviços de rede para os ensaios clínicos de telemedicina.

Novas populações

A expansão para áreas rurais remotas no exterior também deve alimentar o crescimento da telemedicina em 2016. Isto será particularmente evidente em países com economias emergentes e necessidade de acesso aos serviços de saúde, como China, Índia e América do Sul. A Europa Ocidental vai continuar a crescer também, particularmente em saúde móvel (mHealth) e dispositivos vestíveis (wearables), mas a taxa não será tão significativa como essas outras regiões.

  1. Movimento em nível estadual

Os governos estaduais norte-americanos estão apostando na telemedicina. De acordo com um estudo do Center for Connected Health Policy, em 2015 mais de 200 questões legislativas relacionadas à telemedicina foram introduzidos em 42 estados. Atualmente, 29 estados e Washington DC já promulgaram leis que exigem dos planos de saúde cobertura de serviços de telemedicina em níveis equivalentes aos serviços presenciais, desde que o cuidado seja considerado clinicamente necessário. Muitas leis promulgadas em 2015 entram em vigor este ano e a expectativa é que o movimento se mantenha em 2016.

Embora legisladores estaduais estejam liderando o caminho na incorporação da telemedicina no sistema de cuidados de saúde, dois desenvolvimentos recentes apontam para um interesse crescente no nível federal. Os CMS estão considerando a expansão da cobertura do Medicare para telemedicina e um projeto de lei que trabalha o seu caminho através da Casa dos Representantes dos EUA iria pagar médicos para a entrega de serviços de telemedicina para os beneficiários do Medicare em qualquer local.

As abordagens legislativas estaduais para telemedicina variam muito, mas há quatro métodos que os estados estão considerando em comum como parte da legislação em curso em 2016:

Áudio e vídeo síncrono

Nos termos da regulamentação de cobertura e de prática de telemedicina, a conexão em tempo real de áudio e vídeo está no topo do ranking para prática da telemedicina. Um segundo elemento, aceito em muitos estados, é o áudio interativo com transmissão assíncrona de informações e dados médicos do paciente. Há muitas situações em que a conexão síncrona de áudio e vídeo não é viável nem clinicamente necessária para a ação médica adequada (por exemplo, o envio de imagens radiológicas ou dados patológicos utilizam tecnologia assíncrona). No entanto, mesmo em relação à conexão síncrona de áudio e vídeo, ainda há variações entre os estados sobre como, quando e onde esses serviços devem ser cobertos. Por exemplo, alguns permitem que pacientes realizem consultas de vídeo a partir de qualquer local, enquanto outros exigem que estejam em um local específico ou em uma área rural. A tendência, porém, é que essas barreiras artificiais sejam removidas e a consulta remota tenha cobertura, seja qual for a localização do paciente.

Monitoramento remoto de pacientes

O monitoramento remoto de pacientes (RPM, na sigla em inglês) é, por natureza, um serviço sem equivalente em serviços tradicionais baseados em presença física. Portanto, poucos estados incluem RPM em suas leis de cobertura de seguro comercial (as exceções são Delaware e Mississippi). Da mesma forma, menos de duas dezenas de estados oferecem cobertura com pagamento por serviço no caso de RPM no Medicaid. Em 2016, enquanto as tecnologias se popularizam, e pagadores e provedores reconhecem o quanto a telemedicina pode reduzir custos relacionados a pacientes com doenças crônicas e os encaminham neste sentido, Lacktman acredita que mais legislações exigirão cobertura para RPM. Estados com leis de cobertura de teles-saúde mais antigas podem se destacar, já que os fornecedores de serviços de saúde podem querer estimular a atualização dessas leis para incluir RPM.

Contatos assíncronos (amarzenagem e acompanhamento)

O armazenamento e o encaminhamento – a transmissão eletrônica de informação médica, incluindo vídeos pré-gravados, imagens e documentos – só são cobertos em uma minoria de estados, porque a maioria tem definido telemedicina como "ocorrendo em tempo real", ou com "o uso de vídeo ao vivo”. Menos de uma dúzia de estados citam expressamente a cobertura de armazenamento e acompanhamento em teles-saúde em suas leis de cobertura comercial. Mas naqueles que o fazem, os pacientes segurados podem desfrutar de um benefício poderoso e conveniente. Os exemplos incluem Colorado, Connecticut, Havaí, Montana e vários outros. Aproximadamente o mesmo número de estados inclui cobertura similar em seu programa Medicaid FFS.

Serviços interestaduais

Outra suposta limitação na expansão telemedicina é o requisito de licenciamento médico estadual (os médicos não estão autorizados a praticar a medicina além de fronteiras estaduais, a menos que devidamente licenciados). Se isso é realmente um obstáculo é uma incógnita, já que muitos provedores estão criando ofertas de telemedicina multiestados com apoio de profissionais licenciados nos estados onde os pacientes estão localizados. Assim, as mudanças estão a caminho, já que onze estados já adotaram o Interstate Medical Licensure Compact (processo mais ágil para a portabilidade de médicos) da Federação dos Conselhos Estaduais de Medicina (FSMB), com projetos de leis pendentes em mais nove estados.

A revisão das regras federais do Medicare, as leis estaduais favoráveis ​​e as regras do conselho podem dar impulso significativo para o uso e a disponibilidade de telemedicina ao longo de 2016.

  1. Ascensão das clínicas de varejo e dos centros de saúde nas empresas

Em resposta às exigências dos consumidores por cuidados de saúde mais personalizados a um custo menor, postos de saúde onsite nas empresas e clínicas de varejo continuarão sua ascensão em 2016 e a telemedicina será crucial para as clínicas que oferecem serviços expandidos a um custo menor.

Com os empregadores projetando aumento de 6% em custos de benefícios voltados a cuidados de saúde para este ano, as clínicas de saúde onsite estão entre as saídas para reduzir as visitas de empregados ao pronto-socorro e outros serviços caros. Muitas já empregam telemedicina, mas esse número deve crescer em 2016 – 74% dos respondentes de pesquisa realizada pelo Business Group on Health planejam oferecer serviços de teles-saúde para os empregados, 48% mais que no ano anterior.

Recente estudo da Towers Watson descobriu que mais de 35% dos empregadores com unidades de saúde onsite oferecem serviços de telemedicina, e outros 12% planejam oferece-los nos próximos dois anos. Outros estudos sugerem que cerca de 70% dos empregadores vão oferecer serviços de telemedicina como um benefício aos funcionários até 2017. O crescimento das empresas de telemedicina de porte nacional que oferecem serviços de saúde adaptados às necessidades específicas dos empregadores e outros grupos, como MDLIVE e Teladoc (que acaba de abrir seu capital), é um reflexo da demanda por esses serviços.

Além disso, os consumidores estão cada vez mais dispostos a pagar do próprio bolso pela conveniência e pelos múltiplos benefícios de serviços de telemedicina em clínicas médicas de varejo, mesmo quando não coberto pelos planos. Em resposta a essa demanda, as gigantes do varejo farmacêutico CVS e Walgreens, que atuam no ramo, anunciaram planos para incorporar serviços baseados em telemedicina em seus locais de atendimento físico.

Outra questão é que a disposição de uso dos consumidores aumenta na medida que as ofertas de telemedicina ficam mais amigáveis. De acordo com a Accenture, 57% dos consumidores dos EUA já rastreiam suas informações de saúde online – incluindo histórico médico, atividade física e sintomas. E de acordo com a American Well, 64% dos norte-americanos estão dispostos a "visitar" um médico por vídeo e 70% preferem o vídeo a uma visita ao consultório para obter uma receita comum de cuidados primários.

  1. Mais ACOs usam a tecnologia para melhorar o atendimento e reduzir custos

Se 2015 foi o ano em que trouxe a telemedicina diretamente aos consumidores, 2016 será o ano da telemedicina nos ACOs. Desde o advento da Medicare e das organizações de responsáveis por cuidados (Accountable Care Organizations – ACOs), o número de beneficiários do Medicare atendidos tem crescido de forma consistente de ano para ano, e o crescimento deve se manter em 2016. Essas organizações apresentam uma avenida ideal para o crescimento da telemedicina.

Apesar dos CMS oferecerem incentivos pesados para a redução de custos, ​dividindo a economia obtida, um relatório com dados de 2014 apontou que, enquanto o CMS considerou o Programa de Economia Compartilhada do Medicare (MSSP) um sucesso, só 27% dos ACOs conseguiram se qualificar para os incentivos no ano passado. Enquanto isso, apenas 20% usaram serviços de telemedicina. De acordo com Lacktman, a busca de melhoria na qualidade dos cuidados com o paciente e a necessidade de acertar as métricas para obter incentivos deve levar à maior utilização de telemedicina entre ACOs em 2016.

Além disso, as últimas regulamentações referentes aos CMS mencionam expressamente serviços de telemedicina como arranjos protegidos no âmbito dos programas de fraude e abuso de isenção do MSSP. Isto significa que os ACOs podem usar e oferecer serviços de telemedicina e de monitoramento remoto de pacientes em formatos que outros provedores tradicionais (não-ACOs) não podem. Ao proteger esses arranjos, fica claro o reconhecimento de como as tecnologias de teles-saúde, e processos inovadores de cuidados, podem ajudar a reduzir os custos para o Medicare e beneficiar seus pacientes.

Os ACOs são entidades que já fizeram investimentos financeiros, operacionais e culturais significativos para melhorar a prestação de cuidados de saúde. E, no entanto, 80% deles ainda não adotaram uma das mais poderosas tecnologias de entrega de cuidados de saúde disponíveis para atingir essas metas de qualidade e redução de custos. Os ACOs estão bem posicionados para trilhar o caminho já feito por outros prestadores de cuidados de saúde e tirar o máximo proveito do que a telemedicina tem para oferecer em 2016 – redução de custos a curto e longo prazo, aumento da satisfação do paciente e maior probabilidade de gerar incentivos da economia compartilhada. Aqueles que capitalizarem a telemedicina e tecnologia de monitoramento remoto estão mais propensos a receberem pagamentos de incentivos financeiros no final de 2016.

O futuro da saúde além da segurança do paciente

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O envelhecimento da população juntamente com o aumento de doenças crônicas vem pressionando o setor de saúde a transformar a tecnologia para fornecer um melhor cuidado com melhores custos.

Ainda que no Brasil existam ressalvas quanto ao progresso da adoção da TI em saúde, soluções para monitoramento de pacientes e provedores de saúde, melhores meios de comunicação e de tratamento de doenças estão sendo desenvolvidos mundialmente, principalmente nos EUA, e até mesmo no território brasileiro. Wearables e dispositivos conectados podem medir a pressão sanguínea, frequência cardíaca e nível de glicose, o que ajuda com cuidado preventivo, reduzindo as visitas médicas.

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Quanto vale a nossa privacidade digital?

4 inovações tecnológicas para a Saúde em 2016

A coleção de enormes quantidades de dados clínicos em combinação com softwares de análise levam a um diagnóstico aprimorado. Prontuários personalizados de pacientes e assistentes digitais proporcionam um acesso facilitado de informações para médicos a fim de fornecer um tratamento efetivo. Todos esses benefícios são  facilitados pela tecnologia "na nuvem" e pelo uso de smartphones e tablets em instituições de saúde.

Mas antes que nos deparemos com esse cenário de implantação de novas tecnologias, existem algumas preocupações a serem consideradas:

1. Médicos e a maioria dos pacientes não são especialistas em TI - e nem devem ser. As interfaces devem ser de fácil aplicação para que eles adotem tecnologias avançadas.

2. Informações de saúde são muito pessoais - as pessoas se preocupam com privacidade e segurança de dados quando se trata de seus perfis de saúde.

3. A disponibilidade do sistema e a precisão de dados também pode ser um fator de vida ou morte quando se trata de dados clínicos. Qualquer solução desenvolvida deve ser perfeita antes que seja disponibilizada para as pessoas. Uma versão beta que contenha bugs é inaceitável.

4. Dados e soluções precisam ser interoperáveis. Apenas a combinação de todos os inputs garantirão os melhores resultados para alcançar os benefícios de uma saúde conectada.

É claro que muitos dessas são preocupações concorrentes. Inovação tecnológica normalmente não é estimulada por regulamentação e cuidado extremo em torno da segurança e privacidade de dados. Além disso, os provedores de saúde têm responsabilidades para com seus pacientes, o que pode torná-los relutantes a implementar soluções que não sejam clinicamente testadas e livres de riscos.

Esses problemas podem ser resolvidos através de parcerias estratégicas -organizações de saúde devem ajudar empresas de tecnologia a interpretar as necessidades de prestadores de saúde. Mas somente isso não é suficiente.

As empresas precisam provar que suas soluções estão alinhadas com as regulamentações de saúde, dar evidências que estas não são hackáveis e garantir que seus dados são compatíveis com dados de sistemas de tradicionais e soluções futuras.

*Com informações da Forbes em 10/04/15.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz sela parceria com Coimbra Genomics

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Como cada um de nós possui uma carga genética única, isso impacta na probalidade de desenvolver determinadas doenças e em diferentes respostas terapêuticas a medicamentos. Há anos o campo da genética promete revolucionar a medicina e, depois do 1° sequenciamento genômico em 2000, essa revolução começa realmente a acontecer. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, é exemplo de instituição brasileira que começa a investir nessa área. O hospital acaba de firmar parceria com a Coimbra Genomics, empresa de Medicina Personalizada de origem portuguesa.

A Coimbra possui uma plataforma (ELSIE®) que permite que médicos consultem o genoma dos pacientes através de “perguntas genomicas” padronizadas, no contexto de consultas médicas normais. O médico faz perguntas do tipo: há propensão a câncer de mama? risco de Alzheimer? qual o probabilidade de resposta a determinado medicamento? Assim, o médico faz a pergunta para o sistema, que é armazenado na nuvem, e este retorna com respostas precisas para aquele indivíduo, auxiliando as decisões clínicas (prescrição de terapias, diagnóstico e prognóstico).

O processo envolve a análise do sequenciamento genômico (mapeamento completo do genoma) a partir de uma amostra de sangue. Tanto o médico quanto o paciente cadastrados na plataforma podem ter acesso a informações, respeitando determinadas normas de sigilo.

De acordo com release sobre o acordo, o sistema foi desenvolvido para manter total sigilo das informações, pois existem duas chaves físicas, uma para o paciente e outra para o médico, evitando assim que sua carga genética seja analisada sem autorização prévia, uma vez que o sistema só funciona com ambas as chaves inseridas simultaneamente.

“A parceria traz maior previsibilidade e precisão na assistência aos nossos pacientes”, avaliou o Prof. Dr. Jefferson Gomes Fernandes, Superintendente de Educação e Ciências do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em comunicado.

Um conjunto global de alianças que envolve instituições como o Preventicum Institute for Individualized Medicine (Essen, Alemanha), o Rambam Medical Center (Haifa, Israel), o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – CHUC (Portugal), a Ruppiner Kliniken (Região Berlim-Brandenburgo, Alemanha) e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (São Paulo, Brasil) participarão de um estudo piloto para os testes finais antes do lançamento comercial desta plataforma.

Agendamento online: saiba os benefícios

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Seja para comodidade do médico e sua equipe, como para os pacientes, a tecnologia pode ajudar a transformar certas práticas que tomam tempo em conveniências que vão trazer um diferencial ao seu atendimento. Um sistema de agendamento online de consultas ou exames é uma das facilidades que aprimora a rotina para todos os envolvidos no processo.

Além de facilitar na organização do dia a dia, um sistema de marcação online otimiza o tempo, melhora o atendimento e interfere positivamente na produção do estabelecimento. A forma é basicamente a seguinte: o paciente ganha praticidade e agilidade, o médico reduz os custos e aumenta a rentabilidade e a secretária ganha produtividade e facilidade.

O sistema funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, o que permite ao paciente agendar no melhor horário conforme sua disponibilidade. Além disso, reduz o tempo (e o custo) gasto com telefonemas para as confirmações e avisos. Em tempos de popularização de equipamentos eletrônicos, como os smartphones e os notebooks, isso se configura em ótima facilidade para se oferecer ao paciente.

Com o sistema de agendamento pelo telefone, as pessoas ficam a mercê da capacidade de trabalho da secretária, que tem que atender todas as chamadas, encaixar os pacientes nos horários vagos e ainda recepcionar os pacientes que aguardam atendimento.

Sem estar atrelada a essa função, a equipe de atendimento passa a trabalhar sempre com o objetivo de resolver os problemas e as dúvidas de seus clientes. Em consultórios isso implica em recepcionar os pacientes e atender a necessidades que se apresentam nos instantes pré e pós-consultas.

Outra vantagem do agendamento online é a função de lembretes de consulta. Dias antes, a ferramenta dispara aviso via e-mail ou via SMS no celular para que o paciente se recorde da data. Isso diminui substancialmente o absenteísmo nos consultórios. Além disso, com a agenda online fica fácil ter controle total dos horários, afinal o médico consegue, a qualquer momento e de qualquer aparelho eletrônico, conferir e planejar seus compromissos. Existe ainda a possibilidade de integrar todo o sistema de gestão do consultório médico. Isso significa que do agendamento ao faturamento, o paciente poderá ser acompanhado pelo mesmo sistema.

Câncer: como encarar?

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Quando falamos sobre o câncer, textos com palavras devastadoras, luta ou lágrimas ainda são recorrentes. Este ano, o tema do Dia Mundial do Câncer, comemorado hoje (04/02), é: “Nós podemos. Eu posso”. A data é uma iniciativa singular em busca de ações que modifiquem esse cenário. O objetivo é evitar milhões de mortes por uma doença que pode ser prevenida e/ou detectada precocemente, através de medidas individuais e institucionais.

Cada um pode – e deve – fazer a sua parte através da hábitos como não fumar, beber álcool sem excessos, praticar atividade física, ter uma dieta rica e saudável, evitar o sol em horários impróprios e fazer visitas de rotina ao médico, mesmo sem sintomas ou histórico familiar. As instituições públicas e privadas, da mesma forma, devem fomentar educação e criar ambiente adequado para que as pessoas tomem atitudes práticas.

É uma demanda mundial para que se criem soluções ágeis através de políticas de saúde sensíveis a esta epidemia global, de forma a tentar reduzir o enorme consumo de recursos, humanos e financeiros, que só vem crescendo. O tema de 2016 é um convite para mostrar que podemos, de forma simples e criativa, contribuir com essa meta. Um exemplo genial foi do casal Ray e Amy Green, que desenvolveu um jogo para computadores chamado “Aquele Dragão, o Câncer”, em homenagem a seu filho, Joel, diagnosticado com um tumor cerebral.

O jogo explora desde pequenas batalhas diárias de quem enfrenta a doença, como conseguir brincar no parque, até momentos densos, como receber uma má notícia do seu médico. E a recompensa de ganhar um sorriso do paciente vale mais do que simples pontos. Uma das qualidades do jogo é mostrar que sempre temos que seguir em frente. Joel Green, filho do casal que criou o jogo, faleceu durante o projeto. O jogo será lançado este ano, mostrando que o ser humano é capaz de encontrar luz e coragem nos momentos que parecem ser os mais escuros e com mais incertezas. A necessidade de participação de cada um e de todos, entretanto, é uma das certezas que podemos ter para tentar reescrever essas histórias.