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Como diminuir o absenteísmo do consultório?

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Muito se fala da importância de se modernizar um consultório ou clínica. A administração eficiente desses estabelecimentos vai além de sistemas e técnicas de marketing. No entanto, um item deve ser priorizado: o relacionamento com o paciente. Sim, porque é a prática de cativar o paciente somada a algumas técnicas de gestão que se evita um grande mal que assola os consultórios e clínicas: o absenteísmo.

Diversos são os motivos que fazem com que pacientes faltem a consultas agendadas. Essa é uma dificuldade comum para os profissionais da saúde. Muitas vezes, sem o aviso prévio, fica impossível encaixar e atender outra pessoa. E o médico, que muitas vezes tem pouco tempo, fica ocioso, perdendo tempo e dinheiro. Portanto, reduzir o absenteísmo é diminuir a ociosidade e deixar disponível para o paciente uma oferta muita maior à sua disposição.

Ter um profissional para avisá-los sobre as consultas já não é uma solução tão eficiente. A sensibilização do paciente pode até ajudar a reduzir o número de faltas (sem aviso prévio) às consultas. Entretanto, apesar de se provar efetiva, esta é uma tarefa que toma muito tempo das recepcionistas e que envolve altos custos com telefonia, tendo em vista que na grande parte das vezes a ligação é feita para o celular do paciente.

A saída é usar a tecnologia a seu favor. Um sistema eficiente para essa necessidade é a automatização do envio de avisos de consultas via mensagens SMS. Com um custo baixo, o profissional tem a garantia de entrega dos avisos a partir de uma prática muito menos invasiva. Além da redução de faltas, o consultório terá um aumento no número de encaixes, o que otimiza a agenda do médico e reflete em maior satisfação por parte dos pacientes.

O relacionamento estreito com o paciente também ajuda na diminuição do absenteísmo. A união de tecnologia, gestão do atendimento e marketing de relacionamento ajudará o profissional a estabelecer um vínculo com seus pacientes. Isso contribuirá para a propaganda boca a boca, ou seja, a recomendação, que ainda é uma das melhores estratégias de mercado que existe.

Remédio de alto custo: Por que ter gestão rigorosa?

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O orçamento na área da saúde é sempre apertado e precisa ser muito bem administrado. Mas isso não é novidade. Os investimentos em medicamentos e insumos médicos para o atendimento da população em UPAs e hospitais são necessários e, por isso, a perfeita gestão dos recursos é essencial para garantir a compra mais assertiva e customizada de acordo com a demanda, bem como a correta distribuição de acordo com os prazos de validade e uso. Embora esta premissa seja válida para qualquer característica de produto da saúde, não podemos negar que quando se trata de medicamento de alto custo, estes processos devem ainda ser mais rigorosos e monitorados.

Leia Mais: Contra a falsificação de medicamentos, comprometimento

O Ministério da Saúde mantém uma lista desses medicamentos de dispensação excepcional, financiadas pelo governo federal, com repasse aos estados e municípios. Esses remédios são normalmente de uso contínuo e utilizados no tratamento de doenças crônicas e raras, ou no tratamento de transplantados, pacientes com câncer, pacientes com transtornos mentais, entre outros. Segundo dados da INTERFARMA, no Brasil, aproximadamente 13 milhões de pessoas sofrem de doenças raras. Isso não é pouco.

Só estão habilitados para receber esses tipos de medicamento de forma gratuita pelo governo os pacientes que possuem a carteira do SUS, por qualquer cidadão pagador de impostos ou seus dependentes. Porém, vê-se na prática desvios e mau uso desses produtos que custam fortunas para cada um de nós e vão parar nas mãos de quem não necessita e deixando os que necessitam à deriva de tratamento essencial para suas vidas.

Em junho do ano passado, os países do Mercosul se uniram para adquirir medicamentos de alto custo com melhores condições. O compromisso foi firmado durante a 37ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, em Brasília (DF). Uma medida de extrema importância, mas que precisa ser somada ao investimento em inteligência logística, com garantia de 100% de rastreabilidade e controle de todos os seus processos, para garantir a segurança operacional e financeira de quem nela investe, assim como o cumprimento das necessidades dos pacientes cujas vidas dependem destes medicamentos.

*Mayuli Fonseca, diretora de novos negócios da UniHealth Logística Hospitalar

Epistemic é primeira colocada do Demo Day de startups

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Epistemic: Campeã DemoDay

O Instituto de Radiologia do HCFMUSP foi palco, nesta segunda-feira (01/02), do 1° Demo Day de startups de saúde, organizado pela aceleradora Berrini Ventures em parceria com a consultoria internacional Syte. Das oito startups que fizeram apresentação de cinco minutos durante a cerimônia, a Epistemic foi a vencedora com serviço que monitora pacientes em home care, com foco na prevenção de surtos em pacientes epiléticos. *Dez jurados analisaram os pitchs e elegeram os 1° e 2° colocados, respectivamente Epistemic e Vitta.

Fruto de anos de pesquisa, as fundadoras da (engenheira), também mãe e filha, têm comemorado o recente reconhecimento do mercado por terem desenvolvido eletrodos, que se conectam a qualquer smartphone e a um relógio inteligente, capazes de detectar o surto em até 25 minutos antes de acontecer. “Este é o nosso diferencial frente aos concorrentes”, ressalta Paula.

Com a primeira colocação do Demo Day, a Epistemic terá direito a um curso SHIFT, da Fiap, presencial para cinco pessoas; quatro sessões de coaching com a Integra Consultoria – Assessoria no processo de registro de marca; e um curso de Design Thinking na Escola Design Thinking para cinco pessoas.

A segunda posição foi ocupada pela startup Vitta, que provê gestão para consultórios médicos, além de possibilitar, por meio do Vitta Perfil, que os médicos sejam encontrados na internet de maneira organizada e que possam gerenciar suas consultas agendadas online.

A maioria dessas startups passou por um processo de aceleração com a Berrini Ventures de seis meses, incluindo mentorias, participação em eventos, infraestrutura para coworking, e inúmeras oportunidades de relacionamento.

Para acompanhar na íntegra o Demo Day, realizado dentro do eHealthSummit 2016, assista o vídeo abaixo no link:

https://netshow.me/berrini-ventures/6532-berrini-ventures-demo-day

Conheça as outras 6 participantes do Demo Day:

Avelã: Sistema para clínicas de saúde e estética focado em gestão de relacionamento com os pacientes. O Elo automatiza a jornada do paciente e melhora sua experiência nos contatos com a clínica.

Catálogo Hospitalar: Considerado o maior Market Place Online de produtos hospitalares da América Latina , onde mais de 50 mil pequenos e médios hospitais realizam pedidos de cotações para mais de 6 mil distribuidores de produtos hospitalares.

Connect Healthcare: Plataforma web/mobile para otimizar e automatizar a gestão e o acompanhamento de pacientes em home care. Utilizando tecnologia de ponta em mobile, cloud e big data.

Flowing: Plataforma mobile para levar programas de bem estar para o ecossistema B2B, chancelados por profissionais e especialistas de mercado, os quais devem influenciar na redução de custos evitáveis de saúde das empresas.

i-Care: Empresa com foco em trazer mais tranquilidade e qualidade de vida para idosos por meio de uma plataforma de monitoramento de saúde para idosos que moram sozinhos ou passam parte do tempo sozinhos. Além disso, possuem também o Medicine, que auxilia no controle de medicação.

Oxiot: Dispositivos para monitoramento de consumo de oxigênio medicinal por paciente utilizando Internet das Coisas, permitindo previsibilidade logística, controle de dispensação, e redução de desperdício e paperwork.

*Banca avaliadora formada por Ingrid Barbosa (Oswaldo Cruz), Dr. Rodrig (Oswaldo Cruz), Priscila Torres (Blog Encontrar), Allan Costa (Investidor-anjo), Ricardo Politi (Broota), Marco Bego (Hospital das Clínicas), Ermínio Lucci (Investe São Paulo), Guilherme Pinho (Monashees), André Nery (Echos)e Léa Lagares (Sebrae).

InterSystems TrakCare® recebe prêmio Best in KLAS

A InterSystems, empresa de tecnologia da informação para saúde, anunciou que a empresa de pesquisa e insights KLAS homenageou o InterSystems TrakCare®, sistema de informação unificado para atendimento à saúde, com o prêmio 2015/2016 Best in KLAS for Global (Non-U.S.) Acute Care EMR (Registro Eletrônico do Paciente – Electronic Medical Record, em inglês).

Além do prêmio Best in KLAS, a InterSystems também recebeu prêmios em duas categorias: Global (Non-US) Acute Care EMR na região da Ásia/Oceania, bem como na região do Oriente Médio.

O prêmio Best in KLAS reconhece os esforços significativos para ajudar profissionais de saúde a entregar um melhor atendimento aos pacientes. A designação Best in KLAS é reservada para os fornecedores de soluções que lideram seus segmentos nos mercados de software e serviços com amplo impacto operacional e clínico nas organizações de saúde.

O relatório “2015/2016 Best in KLAS Global Software”, publicado pela KLAS, é baseado no ranking de profissionais de saúde fora dos Estados Unidos e dividido em três segmentos: Registro Eletrônico do Paciente (EMR), Sistema de Administração de Pacientes, e Arquivamento de Imagens e Sistema de Comunicação.

Profissionais de saúde classificaram sua satisfação com fornecedores de tecnologia em relação a vendas, contratação, implementação e suporte. As soluções desses fornecedores também foram avaliadas nos quesitos qualidade, funcionalidade, adaptação com exigências, facilidade de uso, desempenho e interoperabilidade.

Alliar e Delfin negociam fusão

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Os grupos de medicina diagnóstica Alliar e Delfin Imagem estão em processo de negociação de uma fusão, que deverá ser delineada por meio de troca de ações. Ambos possuem fundos de participações como acionistas relevantes. A Alliar foi criada pelo Pátria Investimentos há cerca de cinco anos e nesse período cresceu por meio de mais de 20 aquisições. O Delfin recebeu um aporte do Kinea, gestora do Itaú Unibanco, em novembro de 2012.

A Delfin e Alliar confirmaram que protocolaram no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) "um acordo de associação para unificar as operações das duas companhias", segundo informações fornecidas ao Valor Econômico. Ainda de acordo com a declaração, a consumação da operação está sujeita às condições precedentes usuais neste tipo de negócio, incluindo a aprovação do Cade.

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Grupo Alliar cresce ao conservar marcas locais

Uma das grandes dúvidas do mercado é saber qual será o papel de Delfin Gonzalez Miranda, fundador do grupo, no novo negócio e se ele continuará como acionista relevante na nova empresa. O grupo surgiu na Bahia em 1986 e hoje se apresenta como a maior empresa de diagnóstico por imagem do Nordeste. Além da Bahia, também está presente em municípios do Rio Grande do Norte e presta serviços de exames por meio de imagem, métodos gráfico e exames de anatomia citopatológica e patológica.

A Alliar oferece esses mesmos serviços, e também análises clínicas em municípios dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio, Paraíba, Pará, Mato Grosso do Sul e Paraná. Além de atender o setor privado, tem participação na Rede Brasileira de Diagnósticos SPE (RBD), criada para atuar em parceria público-privada (PPP) com o governo da Bahia na gestão de operação de serviços de apoio ao diagnóstico por imagem em hospitais públicos.

Ao notificar o Cade, as empresas informaram que atuam majoritariamente em municípios completamente distintos e, nos poucos em que ambas estão presentes, as atividades da Alliar são por meio da RBD e o Delfin não presta serviços à rede pública. Portanto, os advogados defendem que a operação não é "capaz de gerar preocupações concorrenciais". O Cade avalia a operação desde 12 de janeiro.

*Com informações do Jornal Valor Econômico em 01/02/16.

Zika vírus: OMS declara emergência internacional

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta segunda-feira (1º) situação de emergência em saúde pública de interesse internacional em razão do aumento de casos de infecção pelo vírus Zika identificados em diversos países e de uma possível relação da doença com quadros registrados de malformação congênita e síndromes neurológicas.

A decisão foi tomada após reunião de um comitê de emergência em Genebra, convocado pela entidade na última sexta-feira (29) para tratar do assunto.

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O cenário do zika vírus no Brasil

Laboratórios ampliam em 20 vezes testes para o zika vírus

Durante coletiva de imprensa, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, destacou que ainda é necessário comprovar cientificamente a ligação entre infecções pelo vírus Zika em gestantes e casos de microcefalia em bebês. As evidências, entretanto, são consideradas fortes pelos especialistas do grupo. “É preciso investigar e entender melhor a relação”, disse.

Margaret Chan cobrou ainda uma resposta internacional coordenada por parte dos países-membros para combater casos de infecção pelo vírus Zika no mundo.

Durante coletiva de imprensa, ela avaliou que a ausência de uma vacina contra o Zika e de testes de diagnóstico confiáveis somados à falta de imunidade na população dos países afetados pelo vírus constituem fatores de preocupação.

Gestantes devem evitar viajar para países onde circula o Zika

Mulheres grávidas devem evitar viagens para locais onde circula o vírus Zika, recomendou também a diretora Margaret Chan.

O comitê emergencial técnico da OMS, criado para estudar a situação, não vê motivos para restringir viagens ou comércio com os países afetados. A recomendação da diretora-geral se aplica exclusivamente a mulheres grávidas. No mês passado, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos fez a mesma recomendação às gestantes. Segundo a OMS, 23 países registram a circulação do vírus Zika.

Para Margaret Chan, a ação mais importante no momento é controlar a população do mosquito Aedes aegypti, vetor da zika, da dengue e da febre chikungunya. A diretora também recomenda que as gestantes que estão nas áreas afetadas pelo mosquito se protejam com “repelentes seguros” e com “roupas longas”, para evitar a picada do mosquito.

O presidente do comitê da OMS, David L. Heymann, disse que o vírus Zika, por si só, não é considerado uma emergência internacional. “Como sabemos, não é uma condição clinicamente séria”, disse. A possível relação do vírus com o nascimento de crianças com síndromes neurológicas é que constitui a emergência.

O pesquisador afirma que são necessários mais estudos para a confirmação científica da relação entre o vírus e a microcefalia. “Não sabemos quanto tempo vai levar até comprovarmos essa relação”, disse.

Segundo a diretora-geral da OMS, a relação entre a infecção por Zika na gravidez e a microcefalia não é cientificamente comprovada, mas é “altamente provável”.

Fonte: Agência Brasil

Instituto Ética Saúde passa a ter personalidade jurídica

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O Instituto Ética Saúde (IES) - Acordo Setorial Importadores, Distribuidores e Fabricantes de Dispositivos Médicos - passa a ter personalidade jurídica. A decisão foi ratificada pela Assembleia Geral do Ética Saúde reunida nesta terça, 26 de janeiro, no Hotel Golden Tulip Lorena, em São Paulo.

O presidente do IES, Glaucio Pegurin Libório, destacou que o Ética Saúde, em menos de um ano, cresceu e ficou maior do que a própria Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes - ABRAIDI, idealizadora da iniciativa, juntamente com o Instituto Ethos. "Servidores de saúde, profissionais de saúde e pagadores, como os hospitais e convênios médicos, querem também aderir ao Ética Saúde, além dos já presentes distribuidores e fabricantes. Era essencial ter personalidade jurídica e ainda mais independência", esclareceu Libório.

O presidente do IES traçou um breve histórico do Ética Saúde, desde o lançamento em meados do ano passado. Relembrou as conquistas e sinalizou para os próximos passos a serem seguidos. "Quando olhamos para trás nos surpreendemos com tudo que foi feito em tão pouco tempo. Deixamos de ser um setor sob suspeita para nos transformarmos em referência de integridade", constatou Libório.

O presidente ressaltou que as atitudes permanecem em mudança. "O Instituto Ética Saúde nasce com um debate ainda mais amplo. A legalidade hoje é um fato. Discutimos, por exemplo, que apesar de legal, o pagamento de comissão para um hospital ao utilizar o material A, B ou C não é ético. A sociedade não tolera mais essa relação", completou.

A diretora-executiva do Instituto Ética Saúde, Claudia Scarpim, apresentou os números do Canal de Denúncias, em funcionamento desde junho do ano passado. Foram 241 denúncias envolvendo 424 empresas ou pessoas, sendo 197 denúncias anônimas e 44 identificadas. "A maior parte veio pelo site e depois pelo atendimento telefônico", informou.

Claudia Scarpim destacou que reuniões estão sendo feitas com inúmeros órgãos governamentais para dar o devido encaminhamento ao material apurado pelo Canal de Denúncias.

Durante a Assembleia Geral foram apresentados os quatro grupos de trabalho formados para dar mais sustentação ao IES. O primeiro será o Monitoramento de Compliance que irá preparar relatórios gerenciais quantitativos e qualitativos dos associados. "A partir de hoje todas as associadas terão seis meses para montar um sistema interno de integridade", informou Claudia Scarpim. Os demais grupos serão: Relações Institucionais que estabelecerá convênios contínuos com órgãos públicos para o encaminhamento das informações apuradas pelo Canal de Denúncias e troca de informações sobre o setor; Educação e Sensibilização para aprimorar e promover as práticas éticas de mercado e qualificar os associados; e Produtos e Serviços que serão oferecidos à sociedade pelo IES, como o cadastro positivo de empresas.

ANS determina liquidação extrajudicial da Unimed Paulistana

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Nesta segunda-feira (01/02), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou no Diário Oficial da União a decretação de resolução de liquidação extrajudicial da operadora Unimed Paulistana. A medida encerra o processo de retirada ordenada e definitiva dessa empresa do mercado de planos de saúde.

Leia Mais: E como será a transferência de clientes da Unimed Paulistana?

Ainda hoje, a ANS também publicou uma resolução com a finalidade de assegurar os direitos dos beneficiários remanescentes na operadora, prorrogando por mais de trinta dias o prazo para que esses consumidores exerçam a portabilidade de carências. Segundo a ANS em nota ao mercado, estes beneficiários podem escolher um dos planos disponíveis no próprio Sistema Unimed ou buscar produtos em qualquer operadora de plano de saúde, sem necessidade de cumprir novos períodos de carência. Os beneficiários remanescentes da operadora podem fazer a portabilidade, independentemente do tipo de contratação e da data de assinatura dos contratos.

A ANS também lembrou em comunicado que o beneficiário que estiver cumprindo carência ou cobertura parcial temporária na Unimed Paulistana pode exercer a portabilidade extraordinária de carências sujeitando-se aos respectivos períodos remanescentes na outra operadora escolhida. Caso o plano de destino possua a segmentação assistencial mais abrangente do que o plano em que o beneficiário está vinculado, poderá ser exigido o cumprimento de carência no plano de destino somente para as coberturas não previstas no plano de origem.

*Com informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 01/02/16.

A revolução da Biópsia Líquida no tratamento do câncer

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A realidade atual do tratamento da morbidade do câncer é a seguinte: (a) imagine a situação de um paciente que tem que realizar uma biópsia “invasiva” e dolorosa como parte do seu diagnóstico para averiguar a possibilidade de um câncer potencial ou (b) o caso de um paciente que já sofre de câncer e que tem que realizar diversas biópsias “invasivas” para acompanhar a evolução da sua doença entre as suas sessões de quimioterapia. A biópsia normalmente é um processo normalmente “invasivo” e doloroso de coleta de tecido humano para acompanhamento médico. Essa é a realidade atual! Agora... Imagine a situação onde a biópsia do câncer, em quaisquer das situações anteriores, é realizada através da análise de uma simples amostra do sangue humano! Sabe o que isso significa: a biópsia do câncer deixa de ser “invasiva”, dolorosa, muitas vezes dependente de um processo cirúrgico e... Passa a ser mais barata e efetuada sem dor!

Do que estamos falando? Essa maravilha existe? Existe. Já existe sim e chama-se “Biópsia Líquida” e é efetuada através de sequenciamento de DNA a partir de uma amostra do sangue humano do paciente. A ciência descobriu que o câncer deixa rastros da sua existência no sangue e se soubermos inspecioná-lo poderemos detectar o câncer. É aqui que se insere o que chamamos de Biópsia Líquida [1] e [1.a]. Já tínhamos tratado desse tema por aqui em uma matéria de medicina personalizada [2]. A Biópsia Líquida está sendo considerada tão revolucionária que já tem gente considerando que a técnica pode ser o novo Estetoscópio dos próximos 200 anos (sic!) [2.a].

No início do ano fomos surpreendidos por uma notícia interessante do mercado da Saúde: o Bill Gates, o Jeff Bezos (dono da revolucionária Amazon) através Bezos Expeditions [3] – braço de investimentos de Jeff Bezos - e a Illumina [4] (a “Brastemp” do mercado de Sequenciamento de DNA) e os VCs Arch Venture Partners e Sutter Hill Ventures anunciaram o lançamento da startup Grail [5] para fornecer uma forma revolucionária para detecção e monitoração do tumor cancerígeno sem a necessidade de se utilizar a tradicional biópsia invasiva [2.b].

Leia Mais: Startup promete lançar exame de sangue para detecção de câncer

A Grail vai utilizar a tecnologia revolucionária da Biópsia Líquida para detectar o câncer. E desde que que “Mundo é Mundo”, “Madalena é Madalena”, “Dinheiro é Dinheiro”, o dinheiro atrai dinheiro na mesma proporção da sua existência! Dessa forma, Bill Gates e Jeff Bezos sentiram o cheiro do dinheiro e resolveram apostar na Biópsia Líquida como um potencial grande negócio de futuro. Pelo que nos consta, nem Gates nem Bezos são de perder dinheiro nos seus novos empreendimentos.

O objetivo da Grail é criar um teste screening de câncer que pode diagnosticar pessoas em um estágio muito precoce da morbidade, mesmo ainda quando elas não têm os sintomas da doença. Especialistas do mercado estimam que a nova oportunidade tem um tamanho de mercado que varia de US$20 bilhões a US$200 bilhões dependendo das premissas. O nome Grail – cuja equivalência que em português significa Graal – dá uma ideia do objetivo do novo empreendimento. A grande sacada da Biópsia Líquida é utilizar uma amostra do sangue do paciente para detectar o câncer... Done! Se tudo der certo, essa ideia será cada vez mais popular porque o sangue registra dejetos do câncer e, porque, ela é mais barata e menos invasiva do que as biópsias tradicionais.

Os desafios para a criação de tal teste são grandes porque a tecnologia é nova e as empresas terão de provar que elas podem capturar e monitorar as células cancerosas de forma mais precisa que os métodos tradicionais se elas esperam vencer os atuais procedimentos padrões. Um diagnóstico falso positivo poderia causar ansiedade indevida ao paciente, enquanto um falso negativo pode levar ao câncer de um paciente não ser tratado.

Mas os cientistas têm se tornado mais esperançosos e eles podem criar um exame de sangue porque o sequenciamento genético de DNA [6] tornou-se mais acessível e a tecnologia melhorou o suficiente para detectar apenas algumas moléculas de DNA errante em uma amostra de sangue. A abordagem da startup Grail utiliza tecnologia de sequenciamento da Illumina para detectar resíduos do material genético de cânceres no sangue - uma aposta que está baseada na existência de material perceptível em quantidade suficiente para detectar com precisão a presença de um câncer [7]... Esse procedimento poderá revolucionar o diagnóstico do câncer daqui para frente!

Entre os players atuais da Biópsia Líquida, temos a startup Guardant Health Inc. [8], uma empresa do Vale do Silício que recentemente levantou quase US$100 milhões em financiamento (here money talks!), comercializa um teste para pacientes com câncer em estágio avançado rastrear como o seu câncer está mudando e, como ele está respondendo ao tratamento. Outras empresas nesse segmento de Biópsia Líquida incluem a Trovagene Inc. [9] e Sequenom Inc. [10].

A presença de famosos como Gates e Bezos na área de biomédica não é novidade no mercado internacional. Um grande exemplo da simbiose campeã de tecnologia avançada e medicina vem do bem-sucedido acionista do Google, Larry Page, que é um investidor contumaz da área biomédica [11]. O passeio de Bezos e Gattes no setor biomédico não é algo novo. A Bezos Expeditions já tinha investido na empresa de medicamentos para câncer chamada Juno Therapeutics Inc. [12] enquanto Gates – que não é bobo – tem investido no grande nicho de edição de gene [13] (ou reparo de DNA [14]) na empresa Editas Inc. [15] que trabalha com a revolucionária técnica de biologia molecular CRISPR [16].

A startup Grail difere de outros testes do mercado porque ela procura detectar o câncer em indivíduos não diagnosticados com a doença, saudáveis. A empresa Pathway Genomics Inc. [17] foi repreendida nos EUA pela FDA (Food and Drug Administration) em setembro do ano passado pela comercialização de um teste de Biópsia Líquida para consumidores finais e dizendo que ela poderia ajudá-los a detectar o câncer precoce (sic!) [18]. O FDA disse que o teste não foi validado pela ciência. A Pathway disse que "realizou a validação adequada do teste como um teste desenvolvido em laboratório” e estava fazendo mais estudos.

A empresa Grail tem o objetivo de iniciar um ensaio clínico em grande escala em 2017 e um teste para uma condição única de câncer nesse mesmo ano. O teste amplo de câncer vai estar no mercado em 2019 e, de acordo com Illumina, deve custar menos de US$1.000 (e como ainda tem 2 anos para ser lançado, pode ser que o preço seja menor ainda em função do decréscimo continuado do preço do sequenciamento de DNA).

E no Brasil quando teremos esse tipo de serviço inovador de Biópsia Líquida? Eu diria que já tem gente pensando nesse negócio para o Brasil... Who knows!  É natural que os potenciais players – mas podem surgir outros evidentes - para ofertar esse tipo de serviço por aqui são os tradicionais laboratórios de análises clínicas (tais como Fleury, DASA, Salomão Zoppi, Sabin entre outros) e algumas – poucas - empresas com “know-how” em  sequenciamento de DNA e biologia molecular.

Vamos esperar para ver quem vai chegar primeiro nessa festa aqui no Brasil!

Referências:

[1] Referências do Google sobre “Biopsia Líquida”

[1.a] Circulating Tumor Cell, Wikipedia

[2] Medicina personalizada: Big Data no combate ao Câncer [Parte 02], Saude Business, 15.nov.2015

[2.a] A Stethoscope for the Next 200 Years, Wall Street Journal, 02.jan.2015

[2.b] Illumina’s Bid to Beat Cancer with DNA Tests, MIT Technology Review, 10.jan.2016

[3] Bezos Expeditions

[4] Illumina

[5] Grail

[6] DNA Sequencing, Wikipedia

[7] Referência do Google sobre “DNA Sequencing in Liquid Biopsy”

[8] Guardant Health

[9] Trovagene

[10] Sequenom

[11] Quem são os “superstars” da área biomédica do Google?, Saude Business, 12.nov.2015

[12] Juno Therapeutics Inc.

[13] Genome Editing, Wikipedia

[14] DNA Repair, Wikipedia

[15] Editas Medicine

[16] CRISPR, Wikipedia

[17] Pathway Genomics

[18] Referências do Google sobre a “Pathway Genomics + FDA + Liquid Biopsy”

Eduardo Prado é consultor de mercado em novos negócios, inovação e tendências em Mobilidade e “Big Data” em Saúde.

E-mail: eprado.sc@gmail.com

Twitter: https://twitter.com/eprado_melo

Outras matérias do mesmo autor:

1.Convergência Digital

2.Blog Saúde 3.0

O que esperar do mercado Farmacêutico em 2016?

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Como um consultor farmacêutico, a pergunta que as pessoas mais me fazem neste início de 2016 é: O que esperar do Mercado Farmacêutico? E quero “tentar” responder com este artigo as inúmeras indagações que vem em decorrência desta pergunta.

O fluxo econômico do mercado farmacêutico nunca foi uma linha reta e ascendente, ou seja, nunca foi sinônimo de estabilidade. Apesar do crescimento vertiginoso dos últimos anos, na casa de dois dígitos percentuais (em volume e faturamento), os farmacistas precisam se reinventar a cada ano buscando estratégias de diferenciação para evoluir neste mercado que parece um tanto hostil.

Leia Mais: Sobe salário médio do farmacêutico, revela Catho

Serviço terceirizado é cada vez mais procurado pelas farmacêuticas

O ano de 2015 não foi fácil pra ninguém. Lembro-me que ao escrever o primeiro artigo de 2015, Mercado Farmacêutico 2015: o que esperar?, fui categórico ao citar as previsões e perspectivas, nada que um bom leitor de economia pudesse prever (sem falsa modéstia). Porém o que traz a diferença para nosso mercado em 2016 é a especificidade.

Estes dias ouvi o relato de um gestor regional de uma multinacional brasileira (uma das maiores empresas de tecnologia do mundo) que elogiava os profissionais do mercado farmacêutico, por suas habilidades de venda. E afirmava: “O setor farmacêutico foi um dos que mais cresceu no mundo, avançando em processos de venda e tecnologia.”

Cito este relato, pois é exatamente isto que devemos esperar para o mercado farmacêutico em 2016: VENDAS! Na verdade esta é a principal ação que deve ser tomada para que o mercado continue a crescer; ou pelo menos não recue.

Em geral, acredito que o mercado se manterá estável, arrisco até a dizer que os números de 2015 podem se repetir, um pouco pra mais um pouco pra menos. Isso porque o cenário econômico e político do Brasil se manterá o mesmo.

Então vamos aos desafios e oportunidades para o mercado farmacêutico em 2016:

DESAFIOS

- Dólar:

A influência da moeda americana continua forte em nosso mercado. Persiste aquela máxima de que a grande parte da matéria prima sofre com a variação cambial. E isso está longe de acabar, dada a recessão econômica que influencia diretamente a produção industrial nacional. Vamos continuar dependentes do Tio Sam.

- Política Comercial: Preços x Descontos

As indústrias perceberam de uns anos pra cá que a farmácia tem influência (bem como o prescritor) na decisão de compra do cliente. Porém o que vai fazer diferença é a arte de negociar. As indústrias e distribuidores continuaram tendo verba, limitada, mas terão; e irão escolher a dedo onde investir. Para o negociador este é o momento de barganhar, mostrar os benefícios do seu negócio e chamar a equipe de vendas para responsabilidade.

- Oferta:

Com um mercado em ascensão mesmo na crise, vê-se oportunidade, e conseqüente aumento da concorrência. Aqui vai valer a máxima da oferta versus procura, onde os estabelecimentos brigarão por cada centavo no mercado, e a qualidade do serviço se torna um ponto diferencial. Contudo a demanda continuará a crescer devido a alguns fatores, como: envelhecimento da população, acesso a informação e busca por prevenção com cuidados de saúde, além do fator psicológico que influencia a busca pelo bem estar para compensar “tempos ruins”.

OPORTUNIDADES:

- Atendimento Farmacêutico:

Com a recente aprovação da legislação sobre a prescrição farmacêutica (CFF - Resolução Nº 586 de 29 de agosto de 2013) abri-se um novo leque, onde o farmacêutico toma posse de vez do seu papel no mercado, podendo interagir mais com a população indicando M.I.P.’s (Medicamentos Isentos de Prescrição) e lançando mão dos serviços farmacêuticos (aferição de pressão arterial, medição de glicemia, acompanhamento farmacoterapêutico, etc), levando assim, um diferencial para fidelizar pacientes.

- Ações no PDV:

O PDV se reinventa a todo instante: campanhas, promoções que favoreçam o giro de estoque... Tudo isso com: menor margem de lucro e menores descontos dos fornecedores (a alta do dólar pesa aqui nas indústrias que tem 90% de sua matéria prima importada).

- Segmento HB (Higiene e Beleza)

Por ser um mercado legislado, não incentivamos o consumo de medicamentos, porém o segmento Higiene e Beleza tende a crescer ainda mais, até mesmo tomando o lugar de outros mercados (quem aqui já não comprou xampu, desodorante e sabonete em farmácias e drogarias?)

- Parcerias Estratégicas

As parcerias: Indústria x PDV, pode fazer a diferença na hora de montar campanhas comerciais, lançamento de novos produtos no mercado ou mesmo incremento de vendas de um determinado seguimento. O importante é alinhar a conversa e estabelecer a relação Ganha – Ganha – Ganha: onde ganha Indústria, PDV e Cliente.

- Digital

O Digital como em todo mercado vem com força. Apesar de termos um pé preso na legislação, o mercado farma vem avançando em ações de marketing digital que acabam refletindo diretamente no PDV. O ecommerce é uma opção para quem já está estabelecido no mercado, pois recentemente o Governo demonstrou querer mexer na tributação deste mercado, o que poderia tornar este tipo de canal inviável. Para o ecommerce é melhor esperar pra ver, e não pagar pra ver.

Este é nosso cenário farma atual. Pessimismo? Não! Prefiro acreditar que vencer desafios nos torna mais fortes, mas inteligentes e astutos.

Vamos com os 3 F's para 2016: Fé, Foco e Força.