FGV EAESP é a mais nova parceira do Instituto Ética Saúde

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No dia 13 de fevereiro, o Instituto Ética Saúde (IES) anunciou sua mais nova parceira: a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP). O Acordo de Cooperação foi assinado durante o “Workshop sobre Compliance em Saúde”, promovido pelo Ética Saúde em parceria com o Centro de estudos em ética, transparência, integridade e compliance (FGVethics) da FGV EAESP, em São Paulo.

Logo no início do workshop, a coordenadora do FGVethics, Ligia Maura Costa, apresentou o grupo de estudo, recém-criado. “Este é um fórum multidisciplinar que trabalha no desenvolvimento de estratégias, políticas e ferramentas de gestão empresarial e de gestão pública. Com a missão de ser um líder catalisador de boas práticas, nosso principal objetivo é estudar, aprender, refletir, inovar, produzir e disseminar conhecimento aplicado sobre compliance, ética, transparência e integridade”, explicou.

O Acordo de Cooperação entre o IES e a FGV EAESP tem o intuito de desenvolver e executar projetos que visam a adoção de medidas voltadas ao fomento da ética e combate à corrupção e condutas ilícitas, por meio de ações educativas como palestras, pesquisas, seminários, cursos, estudos conjuntos, publicações, campanhas, entre outros.

“O tema ‘ética e compliance’ é mais do que urgente no nosso país, nós vemos as grandes mudanças sociais, políticas e econômicas acontecendo em função disso. Dessa forma, nada mais adequado do que voltar à academia e levar informações importantes para a sociedade. Hoje, sem sombra de dúvida, foi um grande marco para o IES, pois esse Acordo de Cooperação significa novos seminários, novos workshops e muita pesquisa, publicação e informação para todos nós!”, comemorou o diretor executivo do IES, Carlos Eduardo Gouvêa, que também é membro do Conselho Consultivo do FGVethics.

A coordenadora do FGVethics mostrou entusiasmo com o acordo: “Essa é nossa primeira parceria e para nós é fundamental fazer um estudo em conjunto com uma instituição da área da saúde, que é um setor muito importante e com aspectos emblemáticos em função das várias violações que acabam existindo”, finalizou Ligia.

Além da nova parceria, o Instituto Ética Saúde já tem assinado, nos mesmos moldes, Acordo de Cooperação técnica com a Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde (Ampasa); com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o Conselho Administrativo Defesa Econômica (CADE), com o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) e com o Tribunal de Contas da União (TCU).

Importância da educação médica para a efetividade clínica

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Por mais amplas e diversificadas que sejam hoje as opções de certificações e de aperfeiçoamento profissional, muitas vezes a educação médica continuada acaba sendo negligenciada quando se pensa em como alcançar a efetividade clínica. No entanto, ao contrário do que muitos imaginam, a prática não elimina a necessidade de renovar o aprendizado.

Em geral, a efetividade clínica está atrelada a aproveitar o conhecimento nativo, já absorvido e disponível, e colocá-lo em prática da melhor forma. É preciso aproximar e preencher as lacunas existentes entre o que acontece nas triagens e a experiência clínica do profissional da saúde, trazendo isso para um contexto real, ou seja, aplicando diretamente ao atendimento.

É fato que o cenário da saúde mudou significativamente nos últimos anos. Reflexo não só da necessidade de acompanhar todos os avanços científicos e tecnológicos, que têm ocorrido em ritmo acelerado, como também de preparar os prestadores de cuidados médicos para atender às novas exigências, no que diz respeito à qualidade, segurança e eficiência do atendimento aos pacientes. Outro ponto importante é que cerca de 50% do conhecimento médico, especialmente aquele relacionado diretamente a tratamentos, torna-se obsoleto apenas quatro anos após a graduação do profissional de saúde.

Um estudo realizado por pesquisadores de Harvard (Physician age and outcomes in elderly patients in hospital in the US: observational study) e publicado no British Medical Journal, em maio de 2017, reforça esse fato. Segundo eles, pacientes de médicos com mais tempo de formação, que atuam especialmente com base no conhecimento adquirido na época em que estudaram, morrem mais do que os de profissionais graduados mais recentemente. Eles argumentam que os doutores jovens, ainda que mais crus, saem da faculdade a par do que há de mais recente na medicina e também bem mais condicionados a usarem tratamentos e tecnologias de ponta que apoiem sua atuação clínica. Em contrapartida, médicos que não frequentarem congressos e grupos de discussão ou que não fizerem uso de recursos de apoio à decisão clínica, correm mais riscos de aplicarem técnicas datadas.

E por mais que atualizar-se seja imperativo, a exaustiva rotina do dia a dia e a indisponibilidade de tempo, associadas aos custos elevados e até mesmo à dificuldade de mobilidade, acabam inibindo e até inviabilizando a participação dos profissionais da saúde em eventos científicos, congressos e outros tipos de situações em que estar presente fisicamente é primordial.

Por isso, investir em novas abordagens de capacitação para aproximar o médico do conhecimento é mandatório. Além da educação à distância, neste cenário, o uso constante dos recursos de apoio à decisão clínica são uma excelente alternativa não só para o profissional da saúde que opta por uma determinada conduta ou tratamento, como para ampliar o seu conhecimento. Esse tipo de ferramenta deve ser incorporada no fluxo de trabalho e pode ser utilizada tanto no momento do atendimento, como no período que antecede ou precede a consulta, proporcionando decisões mais certeiras e evitando reincidências, o que corrobora para salvar vidas e equilibrar custos.

Interfarma defende políticas públicas ao paciente com doença

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Lançamento de Frente Parlamentar busca atender às necessidades de 13 milhões de brasileiros com doenças genéticas de baixa prevalência.

A assistência ao paciente com doença rara engloba uma série de desafios, incluindo diagnóstico adequado e precoce; tratamento desde a infância e, muitas vezes, durante toda a vida; acesso a terapias de alto custo e um ambiente favorável à pesquisa clínica. Embora tenham baixíssima prevalência, existe uma ampla diversidade de doenças raras que, em conjunto, acometem 13 milhões de brasileiro. Portanto, é necessária uma política pública eficiente, direcionada e em constante aperfeiçoamento.

Na próxima quarta-feira, dia 27, a Câmara dos Deputados realizará uma Sessão Solene sobre doenças raras, em que será lançada uma Frente Parlamentar focada no tema. A data foi escolhida pela proximidade do dia mundial das doenças raras, celebrado em 29 de fevereiro justamente por ser um “dia raro”, existente apenas a cada quatro anos, nos anos bissextos.

Liderada pelo Deputado Federal Diego Garcia (Podemos), a Frente tem como objetivo ser uma representação dos interesses do paciente com doença rara. “Essa é uma questão séria de saúde pública, que precisa de mobilização das lideranças políticas”, afirma Elizabeth de Carvalhaes, presidente-executiva da INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), que apoia a iniciativa.

DESAFIOS

Apesar da evolução nos últimos anos, as políticas públicas e o acesso a tratamentos para pacientes com doenças raras ainda precisam superar grandes obstáculos. Um destes já se dá na fase de diagnóstico. Como a maioria das doenças raras é de origem genética e grave, é preciso um diagnóstico precoce para início imediato do tratamento mais adequado.

Contudo, estima-se que sete anos sejam necessários, em média, até que se chegue ao diagnóstico correto. Isso acontece principalmente por falta de centros de referência com equipes especializadas. Sem o tratamento correto, o paciente não consegue controlar os sintomas, muitas vezes incapacitantes, e pode ver a doença evoluir de maneira irreversível, limitando aspectos de sua vida permanentemente.

Outro desafio está no acesso aos tratamentos. Embora alguns casos requeiram apenas mudanças alimentares e/ou cuidados paliativos, outros precisam de tecnologias e medicamentos modernos e complexos, geralmente de alto custo. Nessas situações, a única forma de acesso para a maior parte dos pacientes é via incorporação dessas tecnologias no SUS, que apesar de grandes avanços, ainda disponibiliza um conjunto limitado de terapias.

Uma das consequências diretas dessa limitação tem sido o fenômeno da judicialização da saúde, em que o paciente busca na Justiça seu direito constitucional de acesso universal e integral à saúde. Para o governo, a imprevisibilidade dessas compras prejudica o orçamento já insuficiente para a Saúde, gerando aquisições de emergência que chegam a ser até 300% mais caras do que seriam se o medicamento estivesse incorporado ao SUS. Isso porque negociações feitas com antecedência para a compra de terapias incorporadas permite que toda a cadeia produtiva se organize em busca de mais eficiência e preços competitivos às ofertas ao governo.

Em 2017, um levantamento da INTERFARMA mostra que a judicialização da saúde movimentou R$ 1,03 bilhão no Governo Federal. Das 20 terapias mais judicializadas, dezessete eram para doenças raras, o equivalente a 85%.

Desafio adicional ainda se dá devido aos entraves à pesquisa clínica. Conforme o estudo realizado pela INTERFARMA em 2018, intitulado “Doenças raras: a urgência do acesso à saúde”, apenas 5% dos tratamentos para doenças raras atenuam sintomas ou interferem na progressão da doença. Os demais atuam como paliativos.

Há, portanto, margem para o desenvolvimento de muitos tratamentos inovadores, que requerem longos períodos de pesquisa clínica. Um ambiente favorável à ciência, com celeridade nos processos de análise dos pedidos de estudos clínicos e incentivos à captação de recursos a centros de pesquisa, pode favorecer a chegada de novas terapias.

POLÍTICAS EXISTENTES

Grandes conquistas foram realizadas em favor do paciente com doença rara, quando a Portaria 199/2014 foi publicada, há cerca de quatros anos. A medida previa a criação de centros especializados em todo o País e a publicação de 42 Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs). Esses protocolos são importantes porque, embora o medicamento esteja incorporado ao SUS, ele requer um PCDT para definir o seu papel na estratégia de cuidado ao paciente.

Assim que a Portaria 199/2014 foi publicada, a CONITEC, órgão responsável pela incorporação de tecnologias ao SUS, abriu consulta pública para priorizar as doenças raras que fariam parte dos novos PCDTs. Após 834 contribuições, sendo a maioria entregue por pacientes e associações de pacientes, chegou-se aos 42 PCDTs prioritários, que deveriam ter sido publicados até 2018. Contudo, a maioria segue não publicada.

Há também atrasos no credenciamento dos centros especializados e, portanto, no repasse de verbas para o seu funcionamento. Isso interfere na contratação e capacitação de especialistas e das equipes de atendimento.

Genômica: futuro do manejo populacional

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A missão da Phosphorus é melhorar a saúde para todos, compreendendo melhor e aproveitando o poder do genoma humano. Tendo construído o portfólio de testes genéticos mais abrangente, de alta qualidade e com melhor relação custo-benefício, a Phosphorus é capaz de aumentar o acesso e a qualidade dos cuidados no campo da genômica integrada aos sistemas de saúde. Nos encontramos com o CEO da Phosphorus, Alexander Bisignano, para conversar um pouco mais sobre essa área.

“Os dados são tão importantes para a medicina quanto a técnica. Estamos passando por uma grande mudança na assistência: de um modelo baseado em serviço para um modelo baseado em valor. A habilidade de ser proativo na medicina está se tornando cada vez mais necessária, e a genômica pode ser um caminho para a triagem populacional como forma de prevenir e detectar doenças. Na década de 90, foram gastos cerca de US$ 3 milhões em um projeto de sequenciamento do genoma humano, com duração de 15 anos. Nos últimos anos vimos o custo para essa atividade cair para menos de US$ 1 mil.”, disse Alexander.

O CEO conta que parte do sucesso da empresa vem do sólido conhecimento sobre genômica de seus fundadores: Alexander Bisignano, Santiago Munne e Mark McDonough. Todos com passado de pesquisa, empreendedorismo e pioneirismo em tecnologias genéticas. “Nós três tínhamos sucessos positivos significativos em criar equipes, tecnologia, comercialização e abordagem com os médicos”

O genoma humano possui 3 bilhões de pares de bases, que representam 100 mil genes. Alexander diz que dos 20 mil genes que entendemos, ainda pouco comparado ao seu potencial, 6 mil deles foram conectados à doenças genéticas identificáveis. Dentre estes, se olharmos para os 400 genes principais em relação à doenças ou influência no metabolismo de medicamentos, ele diz que cerca de 10% da população será portadora de algum tipo de mutação que causa risco à saúde.

“Agora que o custo de sequenciamento genético caiu, e temos dados significativos sobre o seu impacto, a pergunta é: O que podemos fazer para aumentar a proporção da população submetida ao sequenciamento? Porque este tipo de teste não faz parte do atendimento médico comum?”, ele provoca.

Não é de se surpreender que as áreas de maior utilização da genética estão associadas à doenças graves, como o câncer, e à vida, na área de fertilização. Aproximadamente 15% dos cânceres são decorrentes de componentes genéticos, e 10% dos casos de infertilidade/perdas de gestações recorrentes. Para ele, toda a família deveria ser testada assim que identificado um caso de câncer próximo. “Não há desculpa para não fazer esse sequenciamento, podemos intervir nesta situação de risco. Existe um custo-efetividade comprovado”, comenta.

A Phosphorus possui um teste genético bastante amplo para mais de 370 pontos, entre identificação de doenças e metabolismo de medicamentos. O executivo disse que, considerando os Estados Unidos, especula-se uma economia de US$ 9 bilhões observando os custos ao longo da vida de um paciente, devido ao diagnóstico e intervenção precoce. O teste está sendo oferecido para pacientes saudáveis, não somente para doentes e sua família próxima.

Melhores intervenções proporcionam redução de custos e aumento da qualidade assistencial. Um exemplo é o caso da hipercolesterolemia familiar, condição genética que impede o metabolismo do colesterol, portada por um em cada dezoito americanos. Há um aumento de 50% na chance de infarto antes de atingir 50 anos, para homens, e para mulheres antes dos 60 anos. “Isso não pode ser alterado simplesmente com uma alimentação melhor, existe a necessidade de uma intervenção terapêutica. É difícil convencer as operadoras de saúde que isso pode ser útil, especialmente porque os usuários passam cerca de três anos no plano, e estamos falando de um resultado à longo prazo. É preciso mudar essa mentalidade, tratar a saúde de forma holística, e não por episódio de tratamento.”

Existem movimentações relacionadas ao tema, como no sistema Geisinger, especificamente na Pensilvânia. A iniciativa MyCode oferece sequenciamento genético gratuito para qualquer paciente que se inscrever para tal. Em troca, o material genético é armazenado e utilizado em pesquisas para melhorar e inovar a prática médica. Mais de 200 mil participantes já foram submetidos a este projeto. “Isso dá a oportunidade de intervirmos e direcionar o paciente a um especialista mesmo antes de qualquer sintoma aparecer. Estes resultados serão rastreados durante os próximos anos, mas a ideia é que isso se torne mais comum, um padrão de cuidado.”

Com toda essa tendência, Alexander alerta sobre a diferença dos testes genéticos “profissionais” e dos testes genéticos direto ao consumidor. Segundo ele, nos últimos três anos observamos mais e mais empresas ampliando o acesso aos testes B2C, através de vendas em farmácias e até online. “A 23andMe e a Ancestry começaram esse mercado há cerca de 3 anos. Eu acho maravilhoso oferecer testes por menos de US$ 100. É ótimo poder conhecer suas raízes, mas as pessoas não entendem que esses testes não são médicos.”, ele alerta.

A 23andMe, por exemplo, tem em seu exame um conjunto de três mutações de BRCA relacionadas ao câncer de mama. Os pacientes que são negativos para essas mutações pensam que não têm risco para a doença. “Isso não poderia estar mais errado! Há mais de 3mil mutações relacionados ao BRCA que podem causar câncer de mama. Deve-se existir uma separação bem clara da função de testes genéticos, como diversão, para testes que impactem no tratamento de pacientes”, ele continua dizendo que há um número cada vez mais alto de pacientes que solicitam aos médicos a interpretação de exames genéticos para o consumidor. É um ponto que a tecnologia deve ser aliada à educação, mesmo dentro da comunidade de prestadores de serviço à saúde.

Para finalizar, Alexander diz com muito otimismo que acredita nos testes genéticos como o futuro do manejo de saúde populacional. Em um patamar, não muito longe, no qual eles serão comuns, todos os pacientes já terão em seu prontuário um perfil genético com alertas para propensões à doenças e interações medicamentosas de acordo com o seu metabolismo. “Não precisamos mais ficar chutando. Isso é uma ciência bem compreendida. Cerca de US$ 1 bilhão gastos hoje nos EUA em saúde, vem de reinternações devido à prescrições inadequadas, então acertar o medicamento de primeira é muito importante! O que desejamos na Phosphorus é simplesmente aumentar a habilidade de detecção precoce de doenças e fornecer meios de intervenção. Salvar vidas com a genética na linha de frente”

Falta de tecnologia e insegurança médica são entraves para Telemedicina no Brasil

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Revogada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) no último dia 22 de fevereiro, a prática de Telemedicina gerou muita polêmica pela forma que foi adotada e apresentada, motivando fortes críticas e posicionamentos de inúmeras entidades médicas até a decisão ser divulgada.

Segundo Raul Canal, presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (ANADEM), a realização de consultas, diagnósticos e cirurgias a distância no Brasil ainda precisarão superar alguns entraves como a precariedade tecnológica, a baixa capacidade de investimentos e a insegurança médica.

De acordo com o especialista, os possíveis erros da atividade seriam motivados pela falta de tato do médico com o paciente, fundamental na relação de atendimento, e até na imprecisão da mensagem transmitida via ligação.

Além disso, constata Raul Canal, a Telemedicina não é garantia de alcance. Os moradores dos vilarejos mais afastados teriam que contar com uma infraestrutura particular, como computador ou aparelho celular e sinal de internet ou telefonia que possibilitariam a chamada sem interferências ou interrupções, para obterem a qualidade do atendimento certificada.

“Ainda não há certeza de que os teleatendimentos funcionem tão bem quanto os atendimentos presenciais. Isso pode desencadear uma série de erros de diagnósticos, tratamentos imprecisos e uma crise na saúde pública, que se instalariam como consequência. Portanto, é fundamental que os meios científicos atestem a medida antes”, alerta Canal.

Para o presidente da ANADEM, no entanto, o Conselho Federal de Medicina terá, agora, a chance de pôr em prática todas as discussões que não foram realizadas no primeiro momento, antes da revogação.

“Precisamos discutir com o meio político, acadêmico, jurídico e, principalmente, científico, antes de tomar atitude e abrir espaço para novas insatisfações médicas”, explica Raul Canal.  

Sobre a ANADEM
Criado em 1998, a Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (ANADEM) promove o debate sobre problemas relacionados ao exercício profissional da medicina. Por meio da análise de discussões relacionada a esse tema, a ANADEM apresenta soluções não só no campo jurídico, mas em todas as áreas de interesse do médico associado.

Unimed Sorocaba atinge nível máximo de certificação internacional sobre informática em saúde

Um "hospital digital". É assim que é agora é considerado o Hospital Dr. Miguel Soeiro, recentemente certificado com o estágio 7 – o mais alto possível – junto à Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS).

Um "hospital digital". É assim que agora é considerado o Hospital Dr. Miguel Soeiro, recentemente certificado com o estágio 7 – o mais alto possível – junto à Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS). Isso significa que a unidade de saúde da Unimed Sorocaba se junta ao seleto grupo de apenas cinco instituições brasileiras em que toda a tecnologia da informação é voltada para o atendimento e segurança dos pacientes, ao mesmo tempo em que se faz presente a eficiência de cada processo.

Para o presidente da unidade de saúde, José Francisco Moron Morad, o certificado é um reconhecimento do esforço coletivo realizado no centro de saúde para unir tecnologia e cuidados com pacientes em função dos resultados mais eficientes possíveis. "Estamos nesse processo há um tempo e o objetivo maior é dar mais segurança no atendimento ao paciente. Dessa forma, totalmente informatizada, é possível gerenciar protocolos de formas mais eficientes. E agora que tudo começa, esse é um ponto de partida, já que receberemos processos de inteligência artificial, mudanças no setor de anestesia, etc. A mudança é contínua", afirma.

O hospital foi submetido a uma auditoria tecnológica e conseguiu atender a uma série de critérios técnicos que, em suma, permitem não apenas uma eficácia em termos de diagnósticos e tratamento, mas uma abordagem mais humanizada e imediata quanto a todos os atendidos. Para se ter uma ideia, é necessária a quebra de culturas fortes e básicas, como o uso do papel, por exemplo, que teve uma redução de 55% em dois anos. "Há um choque, e o processo foi um pouco questionado no início, mas quando a equipe percebe que tudo é a favor do paciente, entende isso de forma muito rápida, o que é essencial para o sucesso, já que a certificação só é possível com o envolvimento de 100% da instituição, incluindo bancos de leite e sangue", completa dr. Moron.

Nos últimos 10 anos, a tecnologia utilizada no Dr. Miguel Soeiro é assinada pela MV, responsável pelo sistema de informações de metade dos seis hospitais da América Latina com a certificação máxima. Os dados podem ser acessados até mesmo por aparelhos celulares e boa parte dos procedimentos passou a ser assistida digitalmente e validada por sistemas de código de barras. "A nova versão do modelo de maturidade da HIMSS eleva as exigências de segurança na assistência ao paciente. Nesta nova versão, além da exigência de checagem à beira leito de tudo que for infundido no paciente, como medicamento, sangue, nutrição enteral e parenteral, leite e soro, foi adicionada também a checagem do material coletado para realização de exames", explicou o Customer Success da companhia, Alexandre Erik Cavalcante.

Atualmente, cerca de 1400 instituições utilizam a tecnologia da empresa em toda a América Latina e o prontuário gerado pelo sistema foi considerado o melhor do continente por quatro anos consecutivos pelo instituto de pesquisa Klas Acute Care Latam. "Temos vários diferenciais, como protocolos clínicos automatizados, que alertam a equipe de forma prévia sobre certos protocolos e a mune de informações, sendo possível ter mais rapidez e assertividade no tratamento. O sistema faz alertas com base em resultados de exames, até mesmo sobre possíveis reações a medicamentos entre outras, graças ao uso de bancos de dados inteligentes. Todas as decisões são checadas e ratificadas em rede, com outros profissionais, antes de serem ministrados", explica o gestor, reforçando que, além do hospital, o paciente também ganha: "Tudo isso pode diminuir o tempo de internação e, principalmente, trazer uma segurança sem igual a quem está sendo atendido".

Hospital das Clínicas da FMUSP comemora 100% de melhoria em seu sistema de gestão de custos

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Com o objetivo de otimizar a gestão de custos, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - HCFMUSP, investiu no serviço de gestão de custos hospitalares da Planisa, empresa líder em soluções de gestão de resultados para as organizações de saúde. O hospital comemora 100% de melhoria depois da implantação do sistema.

O Diretor Corporativo de Controladoria, Finanças e Orçamento - CFO  do HCFMUSP, Adilson Bretherick, conta que já conhecia o serviço da empresa pelos trabalhos realizados em outras áreas do complexo, como o Instituto da Criança - ICr e o Instituto Radiologia – InRad.

“Trabalhávamos com outros sistemas, mas não eram corporativos, e cortejávamos o sistema da Planisa há 15 anos, pois sabíamos que era eficiente. Antes, cada área tinha uma metodologia, e nossa intenção era adotar um sistema integrado que atendesse o complexo inteiro, e com esse investimento, feito há 4 anos, alcançamos a padronização que queríamos”, afirma Bretherick.

O serviço de gestão de custos hospitalares da Planisa faz toda a parte de acompanhamento de produção, passando pela agenda, chegando até ao faturamento.

Para a Planisa a maior dificuldade enfrentada no início do trabalho foi exatamente estabelecer essa padronização entre os Institutos. “Nosso desafio, nesse projeto, foi o de unificar as informações, já que cada área possui sua particularidade. Contudo, ultrapassamos essa barreira em conjunto com a equipe de gestão de custos do HCFMUSP e o resultado foi excelente”, celebra Alessandra Haruko Koga, Gerente Técnica da Planisa.

“Estamos muito contentes com o trabalho realizado, pois agora nós conseguimos enxergar todas as 8 unidades (atendidas pelo trabalho da Planisa) utilizando os Sistemas do complexo de forma geral, e todas os processos são padronizados pela mesma base, isso garante a excelência em nossa gestão”, conclui Adilson Bretherick, do HCFMUSP.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz investe em rastreabilidade e garante ainda mais segurança do paciente

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A adoção de um código de barras padrão global criado exclusivamente para a área da saúde foi a aposta do Hospital Alemão Oswaldo Cruz para garantir a segurança do paciente em todo o processo de internação. O GS1 Datamatrix, simbologia bidimensional, permite a codificação de grande quantidade de informações em um espaço muito compacto, usado desde 2008 pela instituição na parte logística, ganhou espaço também na unidade de internação, no preparo e administração de medicamentos.

O processo teve início em 2016 e agora atinge 100% dos processos de controle de medicamentos. “O uso do código de barras nos permite controlar a dose unitária do remédio, seja comprimido ou ampola”, explica Alessandra Pineda do Amaral Gurgel, gerente de Assistência Farmacêutica do hospital. Segundo ela, o mecanismo garante ministrar o medicamento correto ao paciente certo no horário determinado. A iniciativa levou o Hospital Alemão Oswaldo Cruz a receber o Prêmio Automação 2018, na categoria Saúde - Inovação na Segurança do paciente, concedido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

Outra vantagem da adoção da ferramenta, diz Alessandra, é o fato de permitir a dupla checagem, uma vez que todo o processo é eletrônico, desde a prescrição, a dispensação, o preparo até a administração dos medicamentos. “Com isso, tivemos ganhos assistenciais e operacionais”, garante ela, ao destacar que 86% do volume de atendimento de pacientes internados estão disponíveis nos dispensários eletrônicos, o que permite rastrear todos os atendimentos com acesso restrito e seguro pela equipe responsável.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz conseguiu também reduzir em 77% o índice de urgência nas medicações nas unidades de internação, uma vez que não necessita mais de deslocamentos para fazer a aplicação. “O medicamento hoje fica disponível de maneira segura para atendimento imediato ao paciente”, conta Alessandra. Além disso, a administração e a checagem no sistema é realizada em tempo real à beira do leito do paciente, sem que haja nenhum tipo de atraso de registro.
 
Sobre o GS1 DataMatrix
O GS1 DataMatrix é um padrão GS1 de codificação que vem sendo aplicado no setor de saúde em todo o mundo, pois satisfaz muitas necessidades, otimiza os processos na cadeia da saúde aumentando a eficiência e consequentemente abre diversas oportunidades para melhorar a segurança do paciente.

Por exemplo, no GS1 DataMatrix é possível codificar diversas informações importantes para a rastreabilidade, como: identificador do produto, lote, datas de validade, números serias, nº de registro ANVISA entre outras. Todas estas informações em um código pequeno com possibilidade de ser aplicado em diversos locais: ampolas, blisters, instrumentais cirúrgicos (gravação a laser), etc.

Sobre a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil 
A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, é uma organização multissetorial sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global. Em todo o mundo, a GS1 é responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos. Além de estabelecer padrões de identificação de produtos e comunicação, a associação oferece serviços e soluções para as áreas de varejo, saúde, transporte e logística. A organização brasileira tem 58 mil associados. Mais informações em www.gs1br.org.

Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Fundado por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase nas especialidades de oncologia e doenças digestivas, a Instituição completou 121 anos em 2018. Para que os pacientes tenham acesso aos mais altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento, atestados pela certificação da Joint Commission International (JCI) – principal agência mundial de acreditação em saúde –, o Hospital conta com um corpo clínico renomado, formado por mais de 3.900 médicos cadastrados ativos, e uma das mais qualificadas assistências do país. Sua capacidade total instalada é de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público. Desde 2008, atua também na área pública como um dos cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.

Por que cuidar de colaboradores portadores de doenças crônicas?

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Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), são consideradas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) todas aquelas auto adquiridas por múltiplos fatores, de progressão lenta e de longa duração — que podem durar por toda a vida. Nesta categoria, as mais comuns são doenças cardiovasculares — hipertensão, AVC —; respiratórias — bronquite, asma, rinite —; metabólicas — obesidade, diabetes —; e todos os tipos de câncer.

Ainda segundo a OMS, as DCNT são responsáveis por cerca de 63% das mortes no mundo, e no Brasil o índice é ainda maior, sendo causa de 74% dos falecimentos. Isso ocorre, na grande maioria das vezes, porque as doenças crônicas podem ser assintomáticas, quando não dão sinais de sua existência, mas estão se desenvolvendo no paciente. Apesar do grande número de óbitos e de não haver possibilidade de cura, a maior parte das doenças crônicas pode ser prevenida ou mesmo ter sua evolução controlada, garantindo maior qualidade de vida aos pacientes. Para tratar, é essencial que se conheça a fundo a doença e que o acompanhamento seja feito por especialistas de forma contínua.

Em geral, o desenvolvimento de doenças crônicas não possui uma causa única ou específica: são múltiplos fatores associados que podem ter relação direta com o surgimento das doenças, relacionados ou a condições ou a hábitos de saúde. Sob o aspecto das condições de saúde, as DCNT podem ser adquiridas congenitamente (com o nascimento), geneticamente (quando há uma ou mais alterações no DNA), ou com a coexistência de mais de um problema de saúde. Já quanto aos hábitos de saúde, o fator mais recorrente para o surgimento de doenças crônicas é a obesidade, provocada por fatores como má alimentação e ausência da prática regular de atividades físicas.

Doenças da Obesidade e sua influência no trabalho

As doenças da obesidade são todos os problemas de saúde ocasionados diretamente por conta do excesso de peso e gordura no organismo. As principais condições associadas à obesidade são a diabetes, hiperglicemia causada pela má absorção da insulina no sangue, que pode gerar inúmeras complicações, caso não controlada de maneira adequada; e a hipertensão, que ocorre quando os vasos sanguíneos se contraem dificultando a passagem do sangue, forçando o coração a trabalhar mais e podendo facilitar o surgimento de outros problemas cardiovasculares. Além do impacto direto na qualidade de vida dos pacientes, as doenças crônicas decorrentes da obesidade respondem por 86% dos custos de saúde das empresas brasileiras, segundo pesquisa da West Virginia Medical School. A relação intrínseca da obesidade com a diabetes pode ser identificada em outro dado relevante detectado pela pesquisa, em que dos 57 milhões de brasileiros portadores de doenças crônicas, 42% desenvolveram suas doenças por conta do sobrepeso.

A diabetes e a hipertensão, principalmente quando doenças da obesidade, geram diversas dificuldades no dia a dia de seus portadores, desde dores de cabeça e no peito, passando pela sensação de fraqueza e cansaço constante, até náuseas, tonturas e desmaios. Para as empresas, isso pode representar um alto índice de absenteísmo, afastamentos e mesmo aposentadorias por invalidez, além de produzirem menos do que pessoas saudáveis, gerando prejuízos tanto financeiros quanto de resultados. Por isso a importância de as empresas pensarem na saúde de seus colaboradores, focando em ações de prevenção, de estímulo à prática de atividades físicas e da adoção de um estilo de vida saudável. A mudança de hábitos é uma das grandes chaves para contornar, prevenir e controlar o que se pode chamar de epidemia de obesidade e doenças crônicas no Brasil. Neste contexto, algumas possibilidades que podem ser implementadas na rotina das pessoas, e estimuladas pelas empresas onde trabalham, são: adotar uma alimentação natural, rica em diferentes nutrientes, preferindo a cozinha grelhada e com pouco sal e evitando alimentos fritos, gordurosos ou açucarados; praticar regularmente atividades físicas que deem prazer; consumir moderadamente bebidas alcoólicas e cigarro; e mesmo a incluir na rotina atividades relaxantes e que tragam paz. Pequenas ações como estas, construídas aos poucos, podem garantir qualidade de vida e longevidade a portadores de doenças crônicas, e bons resultados às empresas onde trabalham, pois funcionários saudáveis e felizes são mais produtivos.

* A GoGood é uma empresa de saúde digital corporativa focada em evitar o crescimento dos custos de saúde para organizações provenientes de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Ao disponibilizar aplicativos e plataformas que ajudam colaboradores a reduzir fatores de risco à saúde - como sedentarismo e obesidade - e a mudarem seu estilo de vida, a GoGood atua na prevenção dessas doenças, ajuda a aumentar a produtividade dos colaboradores e a melhorar o clima organizacional.

TNH Health é a startup vencedora da etapa nacional da competição global da everis e da NTT DATA

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A vencedora brasileira do Open Innovation Contest, competição global de startups promovida pela everis, multinacional de consultoria que oferece soluções de estratégia, negócios e serviços TI, em parceria com a NTT DATA, grupo ao qual pertence, foi a TNH Health

TNH Health é uma startup brasileira que utiliza chatbots impulsionados com inteligência artificial para engajar, educar e monitorar a saúde de milhares de pacientes por meio de conversas on-line. Seus robôs interagem por meio de mensagens de texto, via SMS, Facebook, Google RCS e aplicativos.

O principal foco da TNH Health é oferecer soluções para que os cuidados com a saúde física e emocional dos brasileiros sejam realizados mesmo à distância. Como a quantidade de profissionais existentes não dá conta de atender a todos, a empresa utiliza a inteligência artificial para conversar e resolver questões imediatas. Em fevereiro de 2019, lançou a Vitalk, aplicativo voltado para o público geral. Ao acessar, o usuário conversa com a Viki, uma assistente virtual, que fica à disposição, sempre online, para acompanhar dúvidas e esclarecer questões relacionadas à saúde. 

Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial da Saúde revelam que 9,3% da população brasileira sofre de transtorno de ansiedade, o que significa quase três vezes mais que a média mundial. Por isso, um dos focos da empresa é a saúde emocional. Falando sobre temas como depressão, ansiedade, distúrbios e insônia, o objetivo é contribuir para uma vida mais saudável.

Um grande diferencial da solução é que o atendimento é ativo e não apenas receptivo: a conversa é iniciada pela Viki em alguns dias da semana. Para formar o banco de dados que reúne perguntas e respostas, um time de comunicadores e profissionais de saúde, de nutricionistas à psicólogos e clínicos gerais, trocou informações e deve continuar pesquisando para atender ao maior número de questionamentos. 

“Nossa obrigação é com o impacto social que podemos obter ao levar informação para onde as pessoas estiverem, complementando um atendimento de saúde que hoje é bastante precário no país”, explica Michael Kapps, CEO da startup.

Segundo o executivo da TNH Health, participar do Open Innovation Contest foi uma experiência muito gratificante, pois é a única premiação nacional que reconhece as iniciativas inovadoras nas mais diversas áreas e contribuindo para aperfeiçoar e incrementar os negócios. “É uma competição muito séria e profissional, tivemos adversários altamente qualificados nas mais diversas áreas de atuação, como varejo, saúde, finanças, sustentabilidade e mobilidade urbana, entre outras”, declara Kapps. Para vencer, a TNH Health teve de mostrar sua capacidade inovativa, a viabilidade do negócio e contribuição para o bem-estar social.

“É uma iniciativa que se diferencia das existentes no mercado devido ao comprometimento da everis e da NTT DATA com o incentivo a inovação em território nacional. Destaca-se também por garantir o apoio das promotoras ao aperfeiçoamento dos planos de negócios a fim de despertar o interesse de investidores nacionais e internacionais. Por isto, termos sido selecionados para a final, competindo com startups de 18 países, significa o reconhecimento da nossa dedicação a um negócio inovador, com boas perspectivas de crescimento e que atua em uma área estratégica para o bem-estar social – a saúde”, destaca Kapps.

Agora, a vencedora da etapa nacional participará da final do Open Innovation Contest, no dia 13 e 14 de março, em Tóquio, no Japão, competindo com startups das cidades de Barcelona e Madri (Espanha), Boston e São Francisco (Estados Unidos), Cape Town (África do Sul), Helsinque (Finlândia), Ho Chi Minh (Vietnã), Lima (Peru), Lisboa (Portugal), Londres (Inglaterra), Cidade do México (México), Milão (Itália), Paris (França), Pune (Índia), Santiago (Chile), Shanghai (China), Tel Aviv (Israel), Tóquio (Japão) e Toronto (Canadá).

Demais finalistas brasileiras em 2019

Na semifinal brasileira, a TNH Health competiu com as seguintes startups:

·         Multiplier APP – Integra canais convencionais de transmissão de vídeos ao vivo (live streaming) e vídeos gravados (VOD) às redes sociais. Ferramenta indicada para campanhas de marketing, disseminação de conteúdo e colaboração de ecossistema.

·         Bioblue - Produtos destinados à absorção de qualquer derivado do petróleo, em terra ou no mar, que eliminam a possibilidade de um grave problema ambiental, a retro contaminação.

·         Milênio Bus - Contador de passageiros (CDP) capaz de informar em tempo real a localização dos ônibus, assim como sua ocupação. Informa os usuários de transporte público quanto tempo falta para o ônibus chegar e se existem assentos livres.

·         Flowsense - As ferramentas da Flowsense contêm soluções de inteligência geográfica centradas no consumidor, transformando dados de geolocalização em estratégias para o negócio.

·         Carenet Longevity – A plataforma permite personalizar os protocolos médicos e digitalizar a jornada do paciente, criando centenas de pontos de contato (touchpoints) pré-definidos.

·         PluriCell Biotech – Atua em biotecnologia, oferecendo células para pesquisa básica e/ou pré-clínica.

Open Innovation Contest

O Open Innovation é realizado há cinco anos em diversos países e chegou ao Brasil em 2016. Em 2019, concorreram no total 51 projetos de startups nacionais, com atuação em todas as regiões, que apresentaram suas propostas de negócios no formato pitch e foram avaliadas por uma comissão julgadora composta por renomados profissionais do setor de tecnologia e inovação. Do total, foram selecionadas as sete finalistas brasileiras, que foram avaliadas esta semana por representantes de referências nacionais e globais do mercado corporativo e influenciadores digitais, como BB Seguros, SwissRe, Bradesco, Google, Itaú Unibanco, Telefônica VIVO, United Health Group Brasil, Elancers.net , entre outros.

“Nosso objetivo com esta inciativa é promover o trabalho integrado de nossa companhia com pessoas inovadoras, de diferentes países e culturas, na transformação de ideias em negócios viáveis, bem-sucedidos e lucrativos, que beneficiem a sociedade e ajudem a tornar o mundo melhor”, explica Kotaro Zamma, Head do Open Innovation Content da NTT DATA Corporation, que viajou ao Brasil somente para participar do evento.

A everis e a NTT DATA auxiliam o vencedor da competição global com a disponibilização de suas redes de contatos, compostas por empresas dos mais diversos setores em 50 países; infraestrutura de ponta, com tecnologias sofisticadas e variadas; e financiamentos necessários para negócios colaborativos.

Além disso, o vencedor da competição de startups tem a oportunidade de trabalhar as equipes daeveris e da NTT DATA (um dos principais fornecedores mundiais de serviços e inovação na área de TI) por três meses, no desenvolvimento de um protótipo de serviço/produto, que será oferecido às empresas clientes da companhia, gerando oportunidades de relacionamento e de negócio.

“Foi uma grande conquista para a filial brasileira recebermos esta competição há três anos e esta iniciativa tem nos ajudado a acompanhar de perto a evolução do segmento de startups no Brasil e no exterior, ampliando inclusive nossa capacidade de inovação ao desenvolvermos projetos conjuntos com muitas delas a fim de promover inovação, colaboração e melhores resultados de negócios nos projetos oferecidos aos nossos clientes”, ressalta Roberto Pereira, executivo responsável pelas iniciativas de Inovação da everis Brasil. Nos últimos anos, a everis já atuou em parceria com startups em mais de 50 projetos, voltados para companhias de diferentes setores.

Sobre a everis

everis é uma empresa multinacional de consultoria que fornece soluções estratégicas e comerciais, desenvolvimento e manutenção de aplicativos e serviços de outsourcing. A empresa, atuante nos segmentos de telecomunicações, serviços públicos essenciais, financeiro, industrial, energia e saúde, alcançou faturamento de 1,17 bilhão de euros no último ano contábil. Atualmente, possui quase 21 mil profissionais localizados em unidades e centros administrativos de alto desempenho em 16 países.

A empresa pertence ao grupo NTT DATA, uma integração que permite à everis expandir soluções e serviços a seus clientes, aumentando suas capacidades, recursos tecnológicos, geográficos e financeiros e fornecendo soluções mais inovadoras.