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HIMSS e Elsevier anunciam prêmio Global Digital Healthcare

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Premiação reconhece as melhores utilizações da tecnologia em saúde e está aberto a todas as instituições de saúde públicas e privadas

Premiação acontece no HIMSS@Hospitalar, em maio deste ano.

O HIMSS, consultoria global que apoia a transformação da saúde por intermédio da aplicação de informações e tecnologia, e a Elsevier, uma das mais conceituadas empresas provedoras de informação cientifica e médica no mundo, trazem pela primeira vez o renomado prêmio HIMSS-Elsevier Digital Healthcare para o Brasil e América Latina.

Iniciado em 2013, o prêmio, que já envolveu 30 países e 120 organizações exclusivas, impactou mais de 41 milhões de pacientes nas regiões da Ásia-Pacífico, Oriente Médio e Europa. Este ano, as duas empresas estenderam o prêmio para Brasil e Latam, com o objetivo de reconhecer ainda mais as melhores práticas do mundo em saúde.

Bruce Steinberg, diretor executivo e EVP da HIMSS International, disse: "O Prêmio HIMSS-Elsevier Digital Healthcare incentiva os participantes a mostrar as melhores práticas e cuidados em saúde que trazem efetiva melhora de resultados aos pacientes. Tivemos a honra de testemunhar a excelente qualidade dos vencedores durante as cerimônias de premiação da Ásia-Pacífico, Oriente Médio e Europa em 2018. Estamos muito empolgados para abrir as inscrições no Brasil. Esta é também uma oportunidade de aprendizado incomparável para outros interessados na indústria aprenderem com histórias de sucesso que tem resultados realmente mensuráveis”.

“Trazer o HIMSS-Elsevier Digital Healthcare Award para o Brasil é uma iniciativa estratégica, um marco em nosso apoio à transformação digital da saúde do Brasil. É tambem o reforço de nossa colaboração com a melhoria da qualidade do atendimento e dos processos de gestão na saúde. Entendemos que informações baseadas em evidências, com base em conteúdo estruturado, e que geram analytics que permitem mensurar e melhorar a performance são críticas e imperativas para os provedores, especialmente neste momento de discussão de saúde baseada em valor. A Elsevier participa ativamente desta revolução na transformação digital. De fato, a única empresa de TIC que hoje oferece conteúdos estruturados integraveis no PE para todas as etapas da jornada do paciente em todos os níveis da saúde. Ao trazer, junto com a HIMSS, este prêmio para o Brasil, apoiamos a disseminação e a implantação de mais projetos de transformação digital entre os provedores de saúde. Estamos ansiosos para conhecer os projetos brasileiros e latino americanos que serão inscritos e premiados.”, afirma Claudia Toledo, Diretora de Clinical Solutions da Elsevier Brasil.

O HIMSS Elsevier Digital Healthcare Award reconhecerá a instituição que apresentar Excelência em Saúde Digital, através do uso de novas ou já existentes tecnológicas de informação ou comunicação (TIC) - capaz de proporcionar melhorias significativas ao atendimento e à segurança do paciente. O sucesso na categoria “Outstanding ICT Achievement” não está relacionado apenas à própria solução de TIC mas principalmente ao desafio enfrentado pela instituição, a comunidade atendida e as questões que a população alvo estavam enfrentando e foram solucionadas ou minimizadas.

O prêmio Outstanding ICT Achievement está aberto a todas as instituições de saúde públicas e privadas localizadas no Brazil e qualquer outro país da América Latina. As indicações serão analisadas por um painel diversificado de juízes, que abrange os principais prestadores de serviços de saúde de diferentes regiões.

“Trazer o HIMSS-Elsevier Digital Healthcare Award para o Brasil é uma grande honra. Com ele, colaboramos ainda mais com o desenvolvimento da tecnologia no setor de saúde, do qual participamos efetivamente por meio de soluções que contribuem para a transformação digital tão importante para melhorar a qualidade do atendimento e dos processos de gestão. Estamos ansiosos para conhecer os projetos que serão inscritos pelos brasileiros”, afirma Claudia Toledo, Diretora de Clinical Solutions da Elsevier Brasil.

A premiação do HIMSS-Elsevier Digital Healthcare Brasil e Latam acontecerá durante a próxima HIMSS@Hospitalar 2019 (21 a 24 de maio em São Paulo). As inscrições do prêmio Outstanding ICT Achieve Brasil e Latam já estão abertas no site. Os projetos devem ser submetidos até dia 29 de março de 2019.

Outras edições do prêmio ao redor do mundo

- Finlândia: Conferência Europeia HIMSS & Health 2.0, 11 a 13 de junho

- Tailândia: Conferência e Exposição HIMSS AsiaPac19, 6 a 10 de outubro, Bangkok

- Arábia Saudita: HIMSS Arábia Saudita Conferência, 2-4 de novembro

Os candidatos interessados nestas outras premiações podem enviar mensagem para o HIMSS para obter informações.

Hospital Ernesto Dornelles forma turma de residentes médicos

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Uma das principais instituições privadas de saúde do Rio Grande do Sul vive mais um importante momento em seus 56 anos de história. Na última quinta-feira, 21, o Hospital Ernesto Dornelles formou mais uma turma de médicos residentes, em uma solenidade que contou com a presença de mais de 300 convidados, no Centro de Eventos da PUCRS.

Em um novo e moderno formato, neste ano, 35 profissionais receberam os certificados nas especialidades de Anestesiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica, Clínica Médica, Coloproctologia, Gastroenterologia, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Intensiva, Neurocirurgia, Oncologia Clínica e Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

O HED tem como objetivo preparar médicos para cuidar da saúde com excelência, desde quando criou a primeira Residência Médica em hospital privado no RS. A instituição visa estimular a melhoria na qualidade dos atendimentos prestados pelos seus médicos à população.

O programa, que já formou mais de 600 profissionais, além das especialidades já citadas, oferece também os cursos de Mastologia e Urologia, sendo uma oportunidade para os alunos se exercitarem na área, sob supervisão, nas mesmas condições em que irão trabalhar.

Sobre o Hospital Ernesto Dornelles:

Inaugurado no dia 30 de junho de 1962, o Hospital Ernesto Dornelles tem uma tradição de pioneirismo e inovações técnicas, na trajetória da medicina gaúcha e brasileira:

Primeiro hospital privado do Rio Grande do Sul a ter Sala de Recuperação pós-anestésica;

Primeiro hospital privado do Rio Grande do Sul a ter UTI;

Primeiro hospital privado do Rio Grande do Sul a contar com Residência Médica;

Primeiro hospital do Brasil a ter Comissão de Controle de Infecção Hospitalar;

Primeiro hospital do Rio Grande do Sul a ter Sala Híbrida em bloco cirúrgico.

Exames genéticos transformam a vida de autistas

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O cenário é quase sempre o mesmo: quando o bebê começa a crescer, a família, o médico responsável ou até o professor percebe que existe algo de errado. A grande questão é descobrir: o que? A partir daí, tem início a saga à procura de uma resposta: psicólogos, neurologistas, terapeutas comportamentais, fonoaudiólogos... um longo, lento e caro caminho em busca de um diagnóstico.

Foi o que enfrentou a enfermeira Anna Carolina Rovai, quando seu filho tinha apenas dois anos. “O tempo passava e as terapias não apresentavam nenhum sinal evolutivo, parecia uma investigação interminável que me colocava mais questionamentos e cada vez menos respostas claras”, comenta.

Perdidas em meio a tantas informações desencontradas, muitas famílias que passam por esse desafio se sentem espectadores de um problema sem solução. No entanto, a “medicina personalizada”, algo que já vem aos poucos se tornando presente em muitas áreas da saúde, pode ser a grande chave para diminuir o sofrimento de muitas pessoas. Os testes genéticos ainda estão longe de ser rotineiros, mas são uma ferramenta chave neste processo de medicina personalizada e, as informações que eles oferecem, podem efetivamente mudar vidas.

Como a tecnologia genética ainda é muito recente, muitas pessoas ainda não compreendem totalmente sua utilidade. O importante é entender sua verdadeira função. Os exames genéticos têm como principal objetivo fornecer informações que possibilitem abordagens de diagnóstico e tratamento mais precisas, alterando muitas vezes o curso de tratamentos ou permitindo a prevenção de sintomas que podem impactar negativamente o dia a dia de um paciente. Com ela, é possível entender as características únicas de cada paciente. Algumas mutações revelam que o indivíduo é propenso a condições médicas, como convulsões, obesidade ou problemas renais, por exemplo. Além disso, o acesso a essas informações também permite conectar pessoas que compartilham da mesma mutação.

No Brasil, a startup de biotecnologia TISMOO é a única que realiza esse trabalho com foco no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e outros transtornos neurológicos de origem genética. Através de sua especialidade e da combinação singular de ciência e tecnologia, a empresa tem como missão melhorar e acelerar as inovações para permitir que milhares de famílias impactadas pelo autismo possam diagnosticar, cuidar e tratar de seus filhos de uma maneira cada vez mais rápida, mais eficiente e menos dolorida.

Para Anna, após conhecer a TISMOO, as respostas, ainda que atrasadas, mudaram significativamente o atendimento de seu filho: “Ganhamos um novo horizonte, paramos o tratamento que ele realizava e seguimos todas as orientações e terapias propostas, posso dizer que a TISMOO foi um divisor de águas no tratamento do meu filho. Seis meses após a terapia correta ele era praticamente outra criança, começou a falar, brincar com os amigos, e as estereotipias e a ecolalia diminuíram. Hoje, meu filho tem seis anos, está ingressando na primeira série do ensino fundamental e sendo alfabetizado sem necessitar de nenhuma adaptação dos materiais escolares, em um colégio regular, além de diversas outras conquistas em seu desenvolvimento que conseguimos alcançar”.

Embora sejam altamente inovadores e precisos, os exames genéticos ainda são pouco conhecidos por toda a população mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, o teste genético ainda é oferecido para cerca de uma em cada três crianças com autismo apenas. No entanto, o objetivo da TISMOO é transformar esse cenário, disseminando cada vez mais o acesso a essas informações, como explica o Dr. Alysson Muotri, cientista cofundador da startup e considerado um dos maiores especialistas em autismo do mundo: “O trabalho desenvolvido na TISMOO beneficia muitos pais ao oferecer o alívio de descobrir qual mutação genética seus filhos têm e qual tratamento especializado deve ser aplicado. Conhecer qual o tipo de autismo (quais os genes causais envolvidos) é importante porque os futuros ensaios clínicos irão recrutar pessoas baseando-se justamente nesses dados. Todos, inclusive os indivíduos neurotípicos, se beneficiarão desse conhecimento, já que estamos descobrindo como a genética humana contribui para o desenvolvimento neural”.

Atualmente, a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que cerca de 1% da população mundial ou 70 milhões de pessoas estão inseridas no espectro autista. No Brasil, não existem dados consolidados, mas, considerando a estimativa da OMS, devem existir cerca de 2 milhões de indivíduos afetados e poucas clínicas e serviços específicos para esse tipo de tratamento.

Associação Brasileira de Automação recomenda rastreabilidade

Associação Brasileira de Automação recomenda rastreabilidade

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil trabalha intensamente no setor da saúde e procura auxiliar a indústria e órgãos de governo com soluções padronizadas para o controle e rastreabilidade de medicamentos. Neste momento, acompanha uma medida aplicada pela União Europeia (UE) – a Diretiva Medicamentos Falsificados –, que obriga o uso de dispositivos de verificação de ponta a ponta da cadeia para que os pacientes adquiram os remédios de forma segura. De acordo com publicação da European Commission, a indústria terá de colocar um código de barras 2-D e um dispositivo de prevenção de adulterações na embalagem dos medicamentos sujeitos à receita médica. As farmácias e os hospitais terão de verificar a autenticidade dos medicamentos antes de administrarem aos pacientes.

O novo sistema de verificação de ponta a ponta exige que as pessoas autorizadas (farmacêuticos e nos hospitais) verifiquem a autenticidade dos produtos ao longo de toda a cadeia de abastecimento. Assim, todos os Estados-Membros podem rastrear melhor os diferentes medicamentos, em especial se algum suscitar preocupações.

Da mesma forma que no Brasil, a UE definiu um código de barras bidimensional como padrão para que a indústria identifique os medicamentos desde a origem. No Brasil, o padrão de identificação dos medicamentos a serem rastreados, escolhido pela Anvisa, é o código de barras bidimensional GS1 Datamatrix. Ele servirá para estruturar a informação do código das embalagens e garantir a interoperabilidade na cadeia. “O código permite obter informações importantes sobre os medicamentos desde sua produção”, afirma João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. Oliveira acredita que o GS1 Datamatrix é a ferramenta que garantirá suporte, automação e visibilidade à rastreabilidade de remédios, além de permitir a integração dos sistemas de informação.

Isso é possível porque, ao contrário do código de barras comum, que contém apenas o número de identificação do produto, o bidimensional também armazenará informações variáveis como lote, validade, número serial e o número de registro da Anvisa , o que permitirá todo o rastreamento e controle na cadeia logística. Todas as informações reunidas são chamadas de Identificador Único de Medicamento (IUM), que estará em cada unidade de medicamento comercializada.

Essa solução permitirá uma gestão mais eficaz dos riscos na cadeia dos produtos farmacêuticos e dar ao consumidor mais segurança. “A preocupação com a segurança do paciente e a autenticidade dos medicamentos se torna cada vez mais presente em todo o mundo, e a rastreabilidade é uma ferramenta essencial para ajudar a enfrentar esta situação. A identificação única do item por meio do código de barras é a base do processo”, destaca o presidente da GS1 Brasil, João Carlos de Oliveira.

Identidade única - A GS1 Brasil trabalha em seu grupo internacional GS1 Healthcare com fabricantes, hospitais, varejo, agências de vigilância sanitária, Ministério da Saúde e associações do setor para buscar as melhores soluções mundiais para o sistema de codificação de medicamentos, redução de erros médicos, recall de produtos, autenticidade, eficiência, acuracidade na cadeia de suprimentos, rastreabilidade e segurança do paciente.

Principais benefícios do DataMatrix:

• Rastreabilidade (acompanhamento do processo até a utilização dos insumos ao paciente)

• Redução do tempo nas diversas etapas do processo (recebimento, etiquetagem...)

• Redução de perdas por vencimento (principalmente materiais)

• Otimização dos recursos (humanos)

• Garantia dos registros realizados

• Redução de erros gerando maior segurança nos processos

Casa de Saúde Saint Roman fala sobre a Lei de Saúde Mental

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Diante da discussão sobre a nova Lei de Saúde Mental, o psiquiatra Licínio Ratto, Diretor-fundador da Casa de Saúde Saint Roman, instituição carioca que há 50 anos é referência em transtornos mentais e dependência química, fala sobre a recente divulgação, feita pelo Ministério da Saúde. Entre outros pontos, o texto prevê internação em hospitais psiquiátricos e financiamento para equipamento de ECT - EletroConvulsoTerapia, popularmente chamado de eletrochoque.

O governo federal prepara um documento que coloca em prática uma nova política de atendimento à saúde mental no Brasil. Baseada em portarias e resoluções publicadas entre outubro de 2017 e agosto de 2018, a nota técnica chegou a ser divulgada no site do Ministério da Saúde na segunda-feira (4). Entretanto, criticado por especialistas, o texto foi retirado do ar. Não há uma data prevista para conclusão e implementação.

Os principais itens em consulta interna no ministério são:

• Inclusão dos hospitais psiquiátricos nas Redes de Atenção Psicossocial (Raps);

• Financiamento para compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia, mais conhecidos como eletrochoque;

• Possibilidade de internação de crianças e adolescentes;

• Abstinência como uma das opções da política de atenção às drogas.

Segundo o psiquiatra Dr. Licínio Ratto a reforma psiquiátrica de certa forma, promoveu uma guinada no tratamento dispensado aos pacientes. Além de permitir que equipes multidisciplinares passassem a ser o objetivo daqueles que tinham uma visão que considerava o hospital psiquiátrico centro de recuperação e ressocialização dos portadores de transtornos mentais.

" Nós concordamos que o tratamento com equipe multidisciplinar é o que funciona na recuperação da saúde mental, com o complemento do Hospital Dia e do Ambulatório, considerados fundamentais para a continuidade do tratamento pós-internação".

Segundo ele, a doença mental não tem cura, mas tem tratamento.

" Assim, dentro destes parâmetros que preconizo e com os quais trabalhamos há quase 50 anos, os pacientes terão uma outra qualidade de vida. Este é o ponto positivo da reforma psiquiátrica".

Eletrochoque (ECT)

No tocante ao uso do Eletrochoque, Dr. Licínio informa que atualmente não existe mais discussão sobre a eficácia do choque, nos moldes modernos de suas indicações e aplicações.

"Somente aqueles profissionais que não evoluíram ainda condenam de modo veemente o tratamento que tem salvo inúmeras vidas. Transtorno do humor, catatonia, depressão com risco de suicídio, resistentes a qualquer terapêutica, têm conseguido sobreviver à custa do eletrochoque".

Segundo ele, não se faz choque sem avaliação clinica, cardiológica, ortopédica e a aplicação é feita com anestesista e psiquiatra presentes.

"O Eletrochoque hoje é tratamento ambulatorial. Aqui na Saint Roman não somos apologistas da eleição deste tratamento em primeira opção e sugerimos que a equipe psiquiátrica discuta e indique a terapia em conjunto. Sempre defendemos que as internações involuntárias sejam amparadas pela avaliação de três psiquiatras. O mesmo vale para avaliação para tratamento do eletrochoque (ECT)".

Internação de crianças e adolescentes

Durante 15 anos, Dr. Licinio Ratto realizou tratamento de crianças e adolescentes em regime de internação, Hospital Dia e Ambulatório. Ele informa que não apoia a internação deles em hospitais psiquiátricos de adultos, salvo em condições em que espaços e equipes especializadas tenham condições de exercer um programa terapêutico.

"É muito fácil criticar esta internação, mas se avaliarmos as condições sociais destes pacientes, vamos encontrar famílias sem condições de trazer o filho durante uma ou duas vezes por semana para tratamento. Todos os problemas e programas de reforma psiquiátrica , especialmente na previdência social, foram levantados há mais de 30 anos. As ações sugeridas sempre esbarraram na questão financeira / econômica do pais".

Sobre a Saint Roman

Quando idealizou a Casa de Saúde Saint Roman em 1966, Dr. Licínio Ratto vislumbrava um atendimento psiquiátrico que garantisse a pacientes e suas famílias o retorno ao convívio social. O sucesso da sua filosofia está associada ao modelo implantado envolvendo equipes multidisciplinares. Durante o período de 1971 a 1985 a Saint Roman prestava atendimento exclusivo a crianças e adolescentes, através do SUS. Em maio de 1985 inaugurou o Serviço Psiquiátrico de Internação Particular, destinado somente a adultos.

Durante durante todos esses anos, a Saint Roman aprimorou e passou a oferecer um atendimento personalizado e humanizado aos pacientes e familiares no tratamento dessas patologias, dentro de uma estrutura de excelência, seja nos serviços de internação e ambulatorial, se consolidando com centro de referência nos atendimentos psiquiátrico e dependência química.

A Clínica acredita na melhor qualidade de vida dos pacientes e familiares através de uma filosofia multiprofissional no tratamento dessas patologias e investe num trabalho voltado para a integração e a solidariedade dos profissionais que formam sua equipe.

Saúde Business Fórum: segundo dia

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O segundo dia do evento foi marcado pelo início das reuniões de negócio e salas de debate editoriais e patrocinadas. Somente ontem foram realizadas 273 reuniões de negócios entre convidados e patrocinadores. As salas patrocinadas abrangeram os mais diversos conteúdos, desde saúde digital, gestão integrada, interoperabilidade, eficiência na operação, infraestrutura, inteligência artificial, relacionamento ao cuidado baseado em valor.

Nas salas editoriais tivemos nomes de relevância para enriquecer o debate acerca das questões de experiência e engajamento do paciente. Paulo Curi, da Rede Ímpar, Tereza Veloso, da Sulamérica, Alexandre Santini, da Premium Care e Rogério Ramires, da Femme, discutiram sobre cuidado extra-hospitalar. Caio Plopper, da Optum, Sidney Klajner, do Hospital Israelita Albert Einstein e Pedro Batista, da Prevent Senior, debateram sobre a coordenação de cuidado. E finalmente, para avaliação do corpo clínico e modelos de remuneração, Eudes Magalhães, da Unimed BH, Mohamed Parrini, do Hospital Moinhos de Vento e Ary Ribeiro, do HCor, mostraram a sua visão sobre o tema.

Em conteúdo tivemos uma dinâmica, onde os participantes simularam o board estratégico de uma empresa e tentaram resolver situações da jornada do paciente utilizando os recursos disponíveis no tabuleiro. Também contamos com duas palestras. Vitor Asseituno, diretor de Mercado do portfólio de Saúde da Informa trouxe alguns destaques de inovação, tecnologia e modelos assistenciais após ter visitado mais de 15 empresas em uma semana no Vale do Silício e em Nova Iorque. A missão foi realizada em dezembro, e anunciou a nova edição deste ano. A imersão ocorrerá entre 27/10/2019 e 02/11/2019 em Las Vegas e São Francisco.

A outra palestra, em formato de painel, contou com a participação de Rafael Mendes, do Princípia Capital Partners, Eduardo Grecco, do Pátria Investimentos, Peter Lohken, da L Catterton, e moderação de Nathália Nunes, editora-chefe do portfólio de saúde da Informa. O painel, chamado “The Private Equity Game” explicou à audiência um pouco da dinâmica deste tipo de investimento e as teses de investimento de cada fundo

Marco Aurélio Ferreira é o novo diretor-executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) divulgou nesta sexta-feira (22) o nome do novo diretor-executivo do órgão. A partir de agora quem ocupa o cargo é Marco Aurélio Ferreira. Em sua primeira declaração, o novo líder da Anahp comentou o desafio de estar à frente da instituição. "Minha grande missão é fazer com que a Anahp seja ainda mais proativa. Não somente atuar em gestão e inovação em busca de novas tecnologias, como já fazemos. Mas avançar e auxiliar na modernização das leis brasileiras, ao interagir de forma dinâmica com o Congresso e Governo. Precisamos dialogar, reagir e propor projetos para ajudar na construção de caminhos que possam ser benéficos para toda a sociedade", ressaltou.

Durante oito anos, Marco Aurélio atuou como chefe de gabinete da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) e trabalhou na construção de projetos e leis para o setor de saúde. Também foi presidente do Sindilojas Noroeste (RS), diretor da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), entre 2009 e 2017, assessor na Casa Civil do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, entre 2009 e 2010, e presidente do Hospital Bom Pastor, em Ijuí/RS.

A Anahp é uma entidade criada em 2001, com a finalidade de defender os interesses e necessidades dos hospitais privados do país.

Saúde Business Fórum: primeiro dia

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150 executivos dos principais hospitais, laboratórios, operadoras e farmacêuticas se reuniram hoje para o início do Saúde Business Fórum, que já é considerado o maior entre todas as suas dezessete edições. Além dos convidados, patrocinadores das empresas mais relevantes do setor também estavam presentes.

Após a chegada ao Hotel Transamérica, na ilha de Comandatuba – Bahia, os líderes se reuniram na plenária, onde puderam entender um pouco da dinâmica do evento com as instruções gerais, além de assistir o talk show com Claudio Lottenberg, presidente da UnitedHealth Group Brasil, e Fábio Amado, especialista em Design de Serviços e co-fundador da Wake Insights.

Sobre o tema do evento, Engajamento e Experiência do Paciente: uma Abordagem de Negócio, Lottenberg disse que dentro de um cenário digital, que de alguma forma possa se automatizar, nada se exige tanto quanto a saúde. “Isso é válido no exercício de toda a função da paridade, que nasce na perspectiva do PDCA (Plan, Do, Check, Act), com uma avaliação cada vez mais métrica, até a gente chegar na conclusão de um contexto de valor, e a experiência do paciente como sendo um atributo relacionado à qualidade. Portanto mesclar o conceito da escalabilidade com o conceito da experiência individual é um grande desafio. Para a UHG, que tem mais de 6 milhões de usuários, nós estamos sistematicamente discutindo processos de melhoria, e um deles é o NPS. O NPS é uma das ferramentas que nós temos para acompanhar a performance, não de forma global, mas setorial, individualizada”.

Lottenberg conta que a Amil - parte do grupo UHG, bem como a Americas Serviços Médicos e a Optum - começou a fazer iniciativas de medicina primária no momento que a enxergou como recurso fundamental. Ele se referiu a uma atenção primária aliada à coordenação de cuidado. Ou seja, uma integração multifuncional onde o provedor participe ativamente, não em uma relação médico-paciente momentânea, mas acompanhando de perto as necessidades específicas. “Isso tem um desdobramento muito claro: o primeiro é a qualidade, o segundo é o custo. Nós sabemos que 78% dos problemas se resolvem em uma única consulta com essa coordenação, e vemos também, em termos de internações hospitalares, um decréscimo de 30%. Os custos hospitalares se aproximam de 60% de todos os custos de qualquer operadora. Então esse tipo de preocupação já é um sinal de personalização. Nós trabalhamos muito com a Optum, para termos dados em cima de prontuários, que tragam para nós uma capacidade de gerar inteligência e aí sim aplicar técnicas de machine learning, ganhar produtividade no setor e criar uma percepção customizada entre as necessidades dos usuários.”

Questionado sobre o crescente e constante aumentos exponenciais dos custos de planos de saúde pelos consumidores, Lottenberg justificou dizendo que a cultura de seguros é uma cultura de mutualismo. Não são as operadoras que não estão mais conseguindo pagar, e sim a sociedade. “12% em relação as despesas gerais envolvendo seguro saúde, isso já foi 7%! Quer dizer, é a sociedade que não está conseguindo pagar os reajustes que a tecnologia vem impondo ao lado da questão do envelhecimento. Além disso, é um setor que não se modernizou nas suas relações, é extremamente fragmentado, que leva a redundâncias quando não há uma interação. É um setor muito incompetente para remunerar pela qualidade do serviço de saúde prestado”, finaliza.

Logo em seguida, Fábio Amado, que também é Coordenador do Instituto Europeu de Design, em Design de Serviços, contou que não tem como falar de experiência sem falar e desconstruir a imagem que temos sobre serviços. “Cada vez mais a economia de serviços ganha potência no mundo, ela movimenta 68% do PIB brasileiro. O mercado de saúde é um dos principais que contribuem para esse número. Na minha visão a transformação digital aconteceu faz tempo, e as empresas que não entenderam isso estão correndo atrás de um prejuízo bem grande.”

Segundo ele, a transição da economia de serviço para a economia de experiência e a personalização são itens fundamentais para que o usuário sinta a diferença entre os diversos produtos. Por exemplo, no mercado existem ofertas muito similares de televisões, e o consumidor não sabe quais parâmetros, ou mesmo dispõe de ferramentas técnicas para entender no detalhe qual a melhor opção. As configurações são parecidas, a tecnologia similar, então o que se observa é o peso da assistência técnica na escolha. Qual marca oferecerá o melhor auxílio em um eventual problema. Não é o produto nem a tecnologia o core da venda, é a qualidade de um serviço adjunto prestado.

Fábio diz que, especialmente hoje, o consumidor interage com vários tipos de software, e transpõe essa mentalidade, involuntariamente, para outros contextos de sua vida. Se, algum dia, um cliente realizar um check in em uma companhia aérea de forma automatizada, rápida e resolutiva, quando ele for, por exemplo, experimentar uma situação semelhante em uma fila de laboratório, ele pode ficar ansioso ou frustrado, desejando a mesma experiência neste contexto.

“O diretor do Waze em Israel, disse que o Brasil é o único país no mundo no qual o Waze é utilizado para fugir da Lei Seca, e não somente como busca de melhores rotas. Então quem dá sentido para o serviço é o consumidor. Eu preciso entender sobre o comportamento para conseguir fazer com que as soluções façam sentido e criar uma experiência mais fluida.”, disse ele.

A Pillpack, por exemplo, surgiu como um delivery de medicamentos, mas logo percebeu que a complexidade era outra: pessoas que tomavam muitos medicamentos por dia se perdiam. Então a startup viu a oportunidade de embalar as porções individualmente de acordo com as doses diárias necessárias. E a Amazon os comprou no ano passado. É algo a se avaliar.

“Quando você pensa em desenvolver uma experiência em si, você está tentando entender comportamento, entregar relevância, lembrar de evitar exclusão. Dar autonomia, trazer fluidez e ser autêntico. Experiência tem que ser desejável, ninguém quer ir ao hospital, mas quando as pessoas precisam ir, elas lembram das experiências. O lance é que a experiência permanece na memória, as boas e as ruins. É menos NPS, ou o quanto você recomendaria esse serviço, para o que te faz recomendar esse serviço. Então qual memória queremos deixar? Esse é o recado”

Como inovar na telemedicina dentro do mercado brasileiro?

Apesar de o termo “Telemedicina” não ser uma grande novidade (ela existe pelo menos desde os anos 1950) no Brasil, a prática é pouco difundida, em parte por conta da legislação brasileira que ainda não permite a consulta à distância. Contudo, já existem players que disponibilizam o serviço de orientação e avaliação médicas de baixa complexidade dentro desse campo sem entrar em conflito com a lei.

É o caso da Omint, que recentemente lançou a plataforma “Dr. Omint Digital” para seus associados. O serviço, que de pronta mão não pretende substituir o atendimento médico presencial, está disponível para a especialidade Pediatria, e busca ser mais um canal para o consumidor que deseja evitar a conhecida demora nos consultórios e postos de atendimento.

Embora seja mais conhecida do grande público na forma de “consulta à distância”, existem outros nichos e oportunidades que podem ser explorados nesse campo que vem crescendo recentemente no Brasil e se tornou um terreno fértil para startups e investidores. Prova disso são os investimentos da DNA Capital, empresa dos fundadores da Amil, que investiram R$ 5 milhões na startup Beep Saúde, que tem entre os serviços oferecidos, softwares dedicados à telemedicina.

Atualmente, o foco da jovem empresa, criada em 2016 por médicos e engenheiros, é promover uma melhor experiência de vacinação no país, por meio da sua rede de parceiros, entre eles os laboratórios Dasa. Outra iniciativa da startup, dentro do conceito da telemedicina, é a rede de clínicas de atenção primária Connect Care, em atuação no Rio de Janeiro. Para evitar que o paciente esteja desacompanhado, há um médico generalista que acompanha a consulta e faz a ponte com um especialista. Dessa forma, evita-se conflito com a legislação atual sobre o tema e o paciente ganha agilidade no tratamento.

A agilidade, aliás, é um aspecto fundamental no diagnóstico e há iniciativas focadas em acelerar esse processo. É o caso da Hilab, primeira plataforma de telemedicina para exames. Em nosso A Grande Contribuição da Tecnologia para a Saúde, dedicamos um capítulo especial ao tema da Telemedicina e ao case da Hilab, que completou um ano de operação em 2018 e hoje está presente em mais de 21 estados do Brasil. Faça o download e descubra mais sobre onde é possível inovar com ajuda da tecnologia nesta área, de acordo com a legislação médica.

Insegurança sobre dados pessoais abre oportunidade para blockchain no Brasil

O blockchain desponta atualmente como uma das tecnologias recentes mais promissoras em diversas áreas, incluindo a Saúde. Com processos cada vez mais digitais, o volume de dados gerados a partir das transações em diferentes plataformas atinge patamares exponenciais. Segundo o estudo “Data Never Sleeps”, da consultoria Domo, até 2020, cada ser humano no planeta gerará  1,7 megabytes por segundo e diante dessa previsão, os crimes de vazamento de dados preocupam cada vez mais as empresas.

Embora haja dispositivos legais para proteção de informações pessoais no Brasil - a chamada Lei Geral de Proteção de Dados - a população ainda não se sente confiante o suficiente. De acordo com a sondagem recorrente do Unisys Security Index, 75% dos brasileiros estão preocupados em relação à segurança de seus dado e ataques cibernéticos mesmo com a legislação em vigor.

Em janeiro deste ano, foi descoberta uma brecha no aplicativo E-Saúde, do Sistema Único de Saúde, que permitia com apenas dois dados - data de nascimento e CPF - que qualquer usuário tivesse acesso à informações cadastradas no banco de dados do governo, como lista das consultas marcadas, agendadas e medicamentos retirados fornecidos pelo SUS. À época, o governo admitiu a falha e mudou a forma de cadastro.

A insegurança neste caso não é apenas algo relacionado apenas aos pacientes. Em uma análise conduzida em 2017 pela Black Book Research nos Estados Unidos, 19% dos executivos responsáveis por hospitais estavam considerando adquirir soluções de blockchain para garantir a segurança dos dados dos pacientes.

Outra perspectiva positiva a respeito da ferramenta, constatada no mesmo estudo, diz que 93% dos responsáveis por instituições de cuidados médicos, 70% dos representantes de hospitais e 58% dos profissionais de saúde acreditam que o blockchain se mostra promissor para a interoperabilidade da saúde, um fator fundamental para a transformação digital nesta área.

Embora tenha conquistado a atenção por conta dos investimentos na área financeira, principalmente por com o bitcoin, a tecnologia do blockchain surge como uma alternativa para atender à demanda por segurança, sobretudo diante do cenário brasileiro. É sabido, sim, que para sua implementação, outras tecnologias precisam evoluir em conjunto, sobretudo o prontuário eletrônico e os sistemas de análise de Big Data para armazenamento e processamento das informações.

Quer se aprofundar no tema? Temos um guia gratuito sobre A Grande Contribuição da Tecnologia para a Saúde que mostra como o blockchain e outras inovações podem, trabalhando em conjunto, proporcionar mais segurança e conforto aos pacientes além de render a investidores boas oportunidades para explorar este mercado. Faça o download gratuito!