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As tendências em Saúde Digital do SXSW 2015

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Aplicativos para fitness e saúde, dispositivos inteligentes e aparelhos conectados estão nos tornando mais conscientes e participantes das questões sobre nossa saúde e mais ativos em nossos esforços para nos mantermos saudáveis. Ao mesmo tempo, os profissionais de saúde estão olhando para a tecnologia de forma menos preconceituosa e mais inteligente visando oferecer um atendimento de qualidade, quer estejamos no hospital ou em nossas casas.

 

Dentro dessa nova abordagem a Philips, que foi patrocinadora oficial da seção de tecnologia de saúde do SXSW Interactive 2015, enxerga este potencial das inovações e soluções digitais de saúde.

 

O infográfico que trouxe essa semana para vocês foi elaborado pela Philips e ilustra como os dados, conectividade e a inovação estão mudando a paisagem da saúde, e também as principais tendências de tecnologia de saúde que passaram pela SXSW deste ano.

 

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Cinco tendências de saúde que foram trazidas pelos millenials

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Certamente o comportamento do consumidor millenial é diferente dos indivíduos de gerações precedentes. Para entender um pouco mais como essa mudança é evidenciada no setor de saúde, algumas tendências são apontadas abaixo:

Recomendação de usuário: Mais que nunca, a recomendação de alguém que já usou o produto é importante para a conquista de novos clientes. Antigamente, os comerciais tinham uma credibilidade maior, em que o espírito da pessoa era atrelado ao indivíduo no cavalo branco em comercial de cigarro. Atualmente, a população não acredita mais que as atrizes consomem determinado produto de cabelo ou alimento.

Sendo assim, podemos ver a evolução de blogs e posts em outras redes sociais como canal de conhecimento de novos produtos. Este tipo de marketing baseado em pessoas confiáveis agrega mais valor à marca e ao produto consumido.

Entregas mais eficientes: O acesso a clínicas mais rápidas e práticas é de extremo valor para os millenials. Eles valorizam o atendimento ou cuidado imediato e não estão dispostos a esperar por exames, tratamentos ou atendimentos.

Preferência por custos programados: Em comparação aos sêniors, os millenials tendem a buscar mais por informações de preço antes do início do tratamento ou da prestação de serviço. Eles entendem que saúde é imprevisível, mas gostam de calcular bem os gastos antes de tê-los.

Demora para realização de tratamento: Foi dito que esta geração tem pouca paciência para esperar por serviços. Ao mesmo tempo, os millenials arriscam por condições financeiras, demorando na procura a um tratamento ou até deixando de buscar por ele.

Checar informações online: A busca por médicos, clínicas, hospitais e serviços não é mais somente por proximidade geográfica. Ela se dá após busca online - até pelo lattes do profissional, em alguns casos - e obtenção de maiores informações sobre serviços prévios.

Que outros comportamentos você vê na mudança dos millenials?

Arlindo de Almeida deixa presidência da Abramge

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- Shutterstock

A Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) anunciou nesta quinta, 26 de março, Cyro de Britto Filho como Presidente da entidade. Antes, o cargo era ocupado por Arlindo de Almeida, que conduziu a Abramge durante mais de 26 anos e continua ligado à entidade como presidente do Conselho Gestor do Sistema Abramge/Sinamge/Sinog.

O novo presidente tem como desafio um mercado com mais de 51 milhões de beneficiários e despesas assistenciais de R$ 110 bilhões. Com uma taxa de cobertura superior a 25% da população brasileira, as operadoras de planos de saúde médico-hospitalares já atendem a um número de pessoas equivalente ao de cidadãos cobertos pelo reconhecido sistema de saúde inglês, o National Health Services – NHS (presta serviços a 53 milhões de cidadãos ingleses). As operadoras associadas à Abramge cobrem cerca de 40% do total de beneficiários de planos de saúde, ou seja, garantem o atendimento de aproximadamente 21 milhões de usuários.

Com longa trajetória na defesa dos interesses das operadoras de planos de saúde associadas, Cyro de Britto Filho foi presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo do Estado de São Paulo – Abramge-SP, de 2008 a 2011 e ocupava, desde então, a presidência do Sinamge – Sindicato Nacional das Empresas de Medicina de Grupo. O novo presidente da Abramge é Médico Neurocirurgião, Chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Policlin, pós-graduado pelo MBA Gestão de Planos de Saúde do Centro Universitário São Camilo e Universidade Corporativa Abramge e em Finanças Corporativas – pela Fundação Getúlio Vargas.

Pronto para os novos desafios, Cyro de Britto Filho inicia mais uma promissora etapa da Abramge: “Pretendo atuar no fortalecimento das operadoras de planos de saúde visando um sistema de saúde suplementar com equilíbrio econômico, qualidade no atendimento e acesso ao consumidor brasileiro”.

Mercado de wellness e fitness tem potencial para valer US$1,5tri

O mercado de fitness e bem-estar pode chegar a valer US$1,5 trilhões com entrada de novas startups em diferentes segmentos. Este setor é interessante para novos negócios que queiram se envolver na indústria da saúde sem enfrentar grandes dificuldades regulatórias ou provedores tradicionais.

Em alguns países emergentes, como a Índia, com a erradicação da poliomielite e com o maior controle de doenças infecciosas, o país está se desenvolvendo no mercado de bem-estar. Em 2012, eles alcançaram US$11,4 bilhões, sendo este um crescimento de mais de 18%.

Produtos que encorajem consumidores na tomada de decisões oferecem valor nas áreas de saúde e estilo de vida. Pensando no sistema de saúde, encorajar consumidores em uma forma digital e mais atrativa acaba evitando doenças crônicas no futuro.

mercado de fitness e bem-estar

Digital: a revolução mais importante deste século

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A época é propícia para tocarmos no assunto.

Naturalmente não iremos falar nesse espaço sobre as manifestações populares que vem se espalhando pelo mundo, turbinadas pelas redes sociais e sobre as quais todos já temos lido o bastante em outros blogs. O tema deste post se refere à utilização cada vez mais frequente da expressão “revolução digital”, e mais especificamente à onipresença do termo “revolução digital na saúde” nas manchetes americanas sobre o processo de digitalização que vem varrendo os EUA nos últimos anos.

Apesar da distância entre os dois tipos de revolução – aquela que arrebenta nas ruas e a outra, que explode em silêncio nas diversas telas que nos rodeiam- alguns paralelos podem ser traçados sem exagero, a começar pelo fato de que ninguém protagoniza uma revolução sozinho.

Também podemos lembrar que não é fácil identificar uma causa única dentre as tantas razões que fazem a idéia de uma revolução, qualquer que seja, atingir um certo grau de maturidade: problemas econômicos, agitação social, restrições de liberdade, aumentos de impostos...

Sim, de uma maneira geral é possível afirmar: uma revolução não ocorre porque as pessoas estão felizes. Sempre é necessário que haja uma grande nuvem de insatisfações pairando sobre as cabeças de muitos. E algo capaz de a precipitar.

Foi assim que iniciou-se uma revolução digital na saúde americana. Um país que gasta muito com saúde, não enxerga os reflexos destes gastos na população assistida e que ainda deixa uma porção de gente excluída do sistema.

Como uma mão tem que levantar a bandeira e precipitar as mudanças, o Governo Federal americano reuniu corações e mentes ávidas por essas mesmas mudanças, e engajou todo um ecossistema em torno de um inédito plano de ataque.

Logicamente no espaço desse primeiro post sobre o tema, não será possível discutir ponto a ponto cada passo daquela estratégia, a qual deverá ser no futuro matéria obrigatória para todos que pretendem construir uma leitura clara sobre o momento da saúde no século XXI.

Mas para abrirmos um rápido o pano de fundo sobre esse movimento, basta dizer inicialmente que no quadriênio 2011-2015 seguiu-se à risca um Plano Digital de Estado que se desdobrou até aqui em cinco grandes frentes:

1) Adoção e troca de informações através da TI em Saúde;

2) Melhoria da assistência médica e da saúde populacional, e redução dos custos assistenciais através do uso da TI em Saúde;

3) Transformação da TI em Saúde em algo confiável;

4) Empoderamento dos indivíduos, utilizando a TI em Saúde para melhorar a saúde das pessoas e o sistema de saúde como um todo;

5) Atingimento de um aprendizado rápido, bem como de muita rapidez nos avanços tecnológicos.

Assim cada um desses pontos, amplamente discutidos com a sociedade organizada, reuniu uma série de ações que, corretamente orquestradas, visam se somar e chegar a quatro objetivos iniciais:

1) Empoderamento dos indivíduos;

2) Aumento da transparência;

3) Melhorias na assistência, na eficiência e nos indicadores de saúde populacional;

4) Aprimoramento das habilidades para que sejam compreendidos e redesenhados os sistemas de pagamentos e de entrega de saúde.

Sobre esses diferentes trilhos já passaram até aqui muitas caravanas e, surpreendentemente, em muito pouco tempo: jovens empreendedores, tradicionais investidores, novas aceleradoras, reguladores, provedores, pesquisadores, pagadores, tech trends etc.

Como lições iniciais dessa inédita tour de force muito pode-se dizer e, sobretudo, poderá se afirmar ao longo dos próximos anos. Mas dois pontos importantes e que servem de lição para jovens mercados insatisfeitos com a realidade analógica e anacrônica na gestão da saúde já podem e devem ser ressaltados.

Uma verdadeira revolução digital tem transformado mercados tão diferentes em sua aparência, mas tão enferrujados em sua essência, como entretenimento, serviços financeiros, turismo, educação e varejo. Agora parece que chegou a hora da Saúde.

Sim, também é preciso coragem e uma certa dose de generosidade para enfrentar os conflitos naturais que surgirão pelo caminho, bem como visão de longo alcance e muita gente boa para ajudar na missão. Ninguém faz uma revolução sozinho.

Falta de confiança entre players é um dos maiores desafios do setor

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Fiz uma entrevista com Patrick Figgis, Global Leader de Healthcare da PwC e ele compartilhou alguns insights sobre o futuro próximo do setor. Em pesquisa divulgada pela consultoria, 43% dos CEOs esperam que a economia vai melhorar em termos globais e 79% esperam um aumento de vendas nos próximos 12 meses. Mesmo com esta perspectiva positiva, estamos enfrentando diversos fatores desafiadores no futuro próximo.

Novas empresas e startups têm diversas dificuldades para a entrada e o estabelecimento no setor e, por isso, mesmo com um produto inovador e com bons resultados, não conseguem vender o suficiente para se tornarem escaláveis.

Segundo Patrick Figgis, algumas megatendências podem determinar a maneira de fazermos negócios e criarmos valor na saúde. São cinco:

Demografia: o envelhecimento da população está determinando como será o curso de algumas economias, como, por exemplo, do Japão, local com a maior proporção de pessoas acima de 65 anos.

Doenças Crônicas: A alta prevalência de doenças como câncer, diabetes e saúde mental pode mudar todo o curso de cuidado em saúde e solicitar mudanças na atenção à saúde como conhecemos hoje.

Falta de recursos: Com o envelhecimento, as doenças crônicas e o uso de tecnologia em ambientes de cuidado, enfrentamos um aumento nos custos e diminuição de disponibilidade de recursos.

Falta de confiança: Para Figgis, este é um dos pontos mais importantes. Falta confiança sobre qualidade, transparência, habilidade… e isso gera um sentimento geral prejudicial ao setor.

Mudança no comportamento do consumidor: o paciente de hoje quer ser envolvido na conversa de saúde, ele leva a participação a sério e espera ser parte da discussão. Além disso, o uso de tecnologia para monitorar a saúde permite que ele seja mais ativo e participativo no cuidado de saúde.

Sendo o setor de saúde um dos mais importantes para a economia, que garante uma população economicamente ativa em boas proporções e pode ser responsável pelo aumento de produtividade, desafios como estes devem ser observados e algumas atitudes precisam ser tomadas em caráter imediato.

Precisamos ser extrovertidos para sermos bons líderes?

Liderança em negócios em saúde

Há uma crença de que, para ser um bom líder, é necessário ser extrovertido e extremamente sociável, mas há características em indivíduos introvertidos que podem ser de alta valia para a organização. Um dos exemplos dados por Susan Cain, escritora americana, no TedTalks, é de pesquisas mostrarem que líderes introvertidos dão mais autonomia a funcionários proativos, enquanto líderes extrovertidos tendem a colocar seu "selo" em todos os processos da empresa.

Alguns líderes conhecidos, como Gandhi, por exemplo, têm personalidades bastante introvertidas e isso pode dar ainda mais credibilidade  para o trabalho, pois eles não querem ser notados, eles estão naquela posição, pois não têm outra chance. Eles são movidos pela paixão ou pela missão do que acreditam.

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Mudança climática será desafio de cooperação global

Mudança climática será desafio de cooperação global

As mudanças climáticas são, definitivamente, uma tendência que afeta todas as economias mundiais, em níveis variados, e todos setores,  devendo ser considerada para que os efeitos populacionais sejam minimizados.  A informação é do estudo da consultoria KPMG em parceria com o Centro Mowat na Escola de Políticas Públicas e Governança da Universidade de Toronto (Canadá).

Dentre as atitudes a serem tomadas com caráter imediato, é preciso alcançar políticas de mitigação das alterações do clima causadas pela emissão dos gases de efeito estufa, combinadas com medidas que não tragam reflexos nos atuais modelos econômicos. Esta alteração política é um grande desafio para a maioria dos governos, pois exige níveis de cooperação multilateral bastante significativos.

Consequências

• Impactos ambientais imprevisíveis

• Desafio de cooperação global

• Pressão para adaptação aos efeitos consolidados do aquecimento global

• Maior papel das cidades na mitigação dos efeitos climáticos

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*Fonte: KPMG – O Estado Futuro 2030: As megatendências globais que moldam os governos

Medicina Preventiva, uma visão de paciente e provedora de saúde

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Meu nome é Fabiana Couto, tenho 34 anos de idade, e ha 4 vivo em São Francisco na Califórnia.

Desde a minha chegada estive muito envolvida com o mercado de saúde do Vale do Silício, tanto como consumidora quanto provedora e parceira.

Meu background na indústria farmacêutica começou em 2007 ao trabalhar em uma indústria multinacional sediada em São Paulo promovendo educação e promoção em saúde. Em 2010 me mudei para São Francisco onde atuei como community manager & advocate em diabetes em uma ONG dedicada a  promover educação e conexão para pessoas com diabetes em todo o mundo.

Durante esses anos que se seguiram, além de trabalhar no meu mestrado em Psicologia, também trabalhei com outras instituições de saúde, com foco primário em diabetes,  como o centro pediátrico da UCSF – University of San Francisco, e DASH camps – Acampamentos para jovens com diabetes.

Minha paixão e envolvimento com diabetes vem da minha historia pessoal; por ter sido diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 13 anos de idade, e ter vivido muitas adversidades não só relacionadas a minha condição mas também ao despreparo do meu ambiente familiar, social e médico em atender minhas necessidades físicas e emocionais;  eu busquei através do meu trabalho, ser uma promotora de melhorias na vida das pessoas e famílias que sofrem com essa condição e tantas outras condições crônicas que assim como o diabetes necessitam de muita educação e trabalho em equipe.

O meu foco principal está em saúde e não na doença, e a palavra de ordem para mim é prevenção.

Ao observar o sistema de saúde do Brasil e dos Estados Unidos, eu acredito que ambos ainda tem muitas oportunidades para trabalhar a promoção massiva da prevenção e da busca pelo equilíbrio e pela saúde mental, física e emocional de suas comunidades de pacientes.

Mas também quero dizer que há  aqui  indícios que demonstram que a mentalidade em saúde esta mudando. Há poucos meses atrás eu me surpreendi com meu provedor de saúde aqui em São Francisco, a empresa Kaiser Permanente, a qual atualmente além de segurada, sou também colaboradora na área de obesidade e mudança comportamental.

Há poucos meses havia agendado um exame oftalmológico de rotina para avaliar minha retina; esse exame é essencial para todas as pessoas com diabetes, ainda mais para portadores de diabetes tipo 1.

Porém, apesar de saber o quão impirtante esse exame é e apesar de ser bastante atenta a minha saúde, não pude comparecer a esse exame e pensei comigo mesma... “Vou remarcar quando der...”

Algumas semanas se passaram e eu sinceramente me esqueci de remarcar meu exame, com todas as preocupações e atividades do dia a dia me perdi dos compromissos com minha saúde.

Eis que então recebo uma carta bastante pessoal do meu provedor, a Kaiser, fazendo um follow-up comigo sobre a consulta que eu perdi, e me sugerindo que remarcasse a consulta o quanto antes, reforçando como o exame de fundo de olho é essencial pelo fato de ter diabetes tipo 1.

Kaiser letter

Mesmo sabendo do outro lado, como provedora em saúde, e o quanto é benéfico para a própria Kaiser manter seus pacientes em dia com sua saúde, para evitar as tão custosas complicações, eu me senti especial, e cuidada por eles.  Senti também um certo alivio em não ser a única responsável por cuidar da minha própria saúde.

Na minha rotina diária já tenho tantas coisas para fazer, medir glicemia, cuidar da alimentação, fazer exercício físico mais todas as consultas e exames de rotina... Ao receber essa carta, senti que existia ai uma real parceria de cuidado entre meu provedor de saúde e mim, e como paciente, senti real satisfação por ser membro Kaiser, e como provedora, isso me abriu os olhos sobre como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença quando o assunto é medicina preventiva.

Resultado?

No mesmo dia remarquei minha consulta e fiz meu exame. A Kaiser sai beneficiada, e meus olhos também!

Medicamentos: como rastreá-los?

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Flickr - e-Magine Art

Até 2016, todas as embalagens dos remédios deverão conter uma identificação única, capaz de recuperar o histórico, a localização do produto e procedência legal do medicamento. Trata-se do SNCM (Sistema Nacional de Controle de Medicamentos), que com um código de barras acoplado ao produto permite o monitoramento de toda a trajetória do medicamento, da produção até a prateleira das farmácias.

Em uma instituição de saúde, insumos médicos são os responsáveis pelo segundo maior custo, perdendo apenas para a folha de pagamento. Em média, o desperdício atinge 30% dos estoques e o índice de obsolescência chega a 20%, o que pode levar a perdas de até 15% da margem financeira do local. Além disso, segundo a Anvisa, 20% dos medicamentos vendidos no Brasil são falsos.

Além de evitar fraudes e roubos, o rastreamento de insumos médicos por código de barra permite uma gestão mais eficaz dos riscos na cadeia dos produtos farmacêuticos (evitando erros e perdas por vencimentos e coibindo o roubo de cargas) e dá ao consumidor a garantia de segurança. Com ele, será possível identificar fontes de desvios de qualidade e reduzir os custos logísticos dos fabricantes, o que de certa forma podem impactar no preço final do produto.

Tendo o modelo final aprovado no final de 2014, o sistema de rastreamento será baseado na tecnologia de código de barras bidimensional GS1 DataMatrix. Cada produto terá um código bidimensional e um número único de identificação do medicamento (nos moldes de um RG), acompanhados da data de fabricação, validade e número do lote. Todas as informações reunidas são chamadas de Identificador Único de Medicamento (IUM).

A previsão é que o sistema comece a operar em toda a cadeia de medicamentos em 2016, quando termina o prazo para que as indústrias, distribuidoras e farmácias se adaptem às normas. Até dezembro de 2015, todos os laboratórios farmacêuticos deverão colocar no mercado pelo menos três lotes rastreáveis. A partir de dezembro de 2016, todo o mercado farmacêutico deverá ter os mecanismos de rastreamento.