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Mercado anti-envelhecimento ganha novo fôlego

Mercado anti-envelhecimento ganha novo fôlego

Muitos grupos de pesquisa, startups e indivíduos buscam uma poção da longevidade e, dentre estes, temos desde os que acreditam em uma vida mais longa com maior qualidade de vida até os que almejam a vida eterna.

A startup americana Titanovo está realizando uma campanha no Indiegogo parra arrecadar US$20.000 e conquistar doadores para seu produto beta: saliva.

A tecnologia da empresa permite verificar o comprimento dos telômeros, porção final dos cromossomos que os protege de deterioração, para realizar comparações entre diferentes tipos populacionais, como fumantes, alcoólatras, atletas e outros. Esta porção pode ser um indicador direto de saúde, chamando atenção de empresas e grupos de pesquisa interessados no movimento anti-envelhecimento.

A técnica envolve a coleta de saliva e envio para a startup, que analisa a amostra e a compara a outros grupos, como pode ser visto no exemplo abaixo.

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O foco da empresa está em pessoas conscientes e preocupadas com sua saúde na rotina, como atletas, e na população idosa.

O setor de anti-aging está em expansão e, cada vez mais, com avanços de estudos genéticos, equipes se dedicam a desvendar e tentar resolver esta questão. No entanto, poucos investidores estão olhando para este mercado.

Peter Thiel é um dos que está procurando respostas e soluções para uma vida prolongada. "É um fenômeno pouco estudado e pouco investido. A maneira como lidamos psicologicamente com o envelhecimento é através de uma combinação de aceitação e negação. Aceitação de que vai acontecer, de que não há nada que possamos fazer e negação de que não vai acontecer comigo", disse Peter, quando perguntado sobre o assunto.  “Então, em vez de aceitação ou negação, eu gostaria de ver um pouco mais de luta a respeito disso.”

Rastreabilidade de medicamentos como ferramenta para otimizar a dispensação

O rastreamento dos insumos, da origem até a aplicação no paciente, usa ferramentas de automação, como códigos de barras datamatrix ou tradicionais. Esta é uma forma de monitorar e garantir que o paciente certo recebeu o produto certo, no momento certo, além de permitir mais facilmente a identificação de medicamentos em caso de recall, por exemplo. Isso é especialmente importante no Brasil, onde os órgãos de controle do setor emitem cerca de mil avisos de anormalidades em produtos por ano. Sem rastreabilidade, a tarefa de identificar os pacientes que tomaram medicamentos não adequados é praticamente impossível, conforme detalho nesse vídeo:

Com bons processo de rastreamento, percebem-se ganhos também na dispensação, que pode ser em doses unitárias, como na prescrição médica dada a determinado paciente, ou de forma coletiva, atendendo, por exemplo, unidades de saúde ou farmácias-satélite. A rastreabilidade é o que garante o controle e registro de todo o percurso da medicação e permite que o próprio hospital acione os pacientes em caso de recall. O processo também evita perdas por furtos e data de validade, como explico no vídeo:

Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar

O que o empreendedorismo tem que aprender com a abordagem Triple Aim?

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Em 2008, Don Berwick, Tom Nolan e John Whittington descreveram o Triple Aim nos serviços de saúde: melhorar a saúde da população, aperfeiçoar a experiência de cuidado do paciente em termos de cuidado, acesso e confiança e reduzir o custo. Em teoria, os objetivos são para sistemas de saúde e uma integração macro de cuidado, mas as considerações e estratégias podem ser utilizadas por empreendedores e inovadores.

Alguns dos componentes para um sistema alcançar estes objetivos incluem foco no indivíduo e em suas famílias; reconfiguração de serviços de cuidados básicos e estruturas para passar a atender melhor as necessidades e criar um ambiente mais agradável para o paciente; gestão da saúde da população, tendo controle de situações de saúde; uma plataforma de controle de custos para verificação da eficácia da estratégia e um sistema de integração e execução.

A inovação em saúde, por si só, não consegue lugar nos serviços de saúde, que são, em sua grande maioria, conservadores: ela precisa trazer evidências, redução de custos e receita. A comprovação destes resultados, no entanto, deve ser feita de forma diferente dos estudos realizados hoje por universidades ou órgãos reguladores. Os estudos, no geral, são realizados com grupos pequenos, com condições específicas de saúde e sem comorbidades e, além disso, não geram resultados de valor sobre custo ou receita.

Com o modelo, para estratégias de inovação, podemos exemplificar alguns controles importantes de serem acompanhados, como o valor dos dados obtidos e o uso dos mesmos para controlar a nova implementação. Com a coleta de dados dos usuários da nova solução, é importante estudar o relacionamento entre a intervenção e os efeitos causados por ela. Outro controle é o Benchmark e a comparação de dados e tecnologias em sistemas diferentes, imprescindíveis para promover melhorias e permitir expansão de atividade ou de mercado.

Em muitos casos, os empreendedores escolhem uma ou duas características do Triple Aim para o desenvolvimento das suas iniciativas, mas, o ideal é atingir as três metas, propiciando ao paciente uma experiência que vá melhorar sua saúde com maior conforto e segurança e um custo menor para o fornecedor do serviço e para ele.

Não importa se o serviço é feito para um hospital, como um prontuário eletrônico ou se é para melhoria e controle da qualidade de vida em casa, como sensores de saúde e fitness. O ideal é que soluções inovadoras permitam maior personalização do serviço de saúde, realocação de recursos em outras áreas de necessidade, redução de desperdícios, sejam eles visitas extras ao hospital ou redução de tempo para realização de um procedimento e uma consideração de sucesso em tratamento ou promoção de saúde a partir do resultado final na saúde e qualidade de vida do paciente e não da contabilização do número de procedimentos, visitas ou testes realizados.

Segmento de planos de saúde é primeiro colocado em reclamações do Idec

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O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) publicou dois dados que preocupam o setor de planos de saúde. Segundo eles, o segmento mantém a liderança nos atendimentos feitos no local, indicando que as queixas sobre planos de saúde são campeãs de insatisfação entre os associados.

Apesar do baixo resultado, o número saiu em relação a 2013, de 26,66% para 19,83%. Entre as reclamações mais frequentes, temos reajustes abusivos e negativa de cobertura. O setor está à frente de serviços financeiros e telecomunicações.

Além da reclamação dos consumidores, os planos de saúde ainda são alvos de críticas, pois não realizaram ressarcimentos devidos ao SUS. Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), dos R$1,6 bilhão cobrados pelo órgão, apenas 37% (ceca de R$621 milhões) foram pagos.

O ressarcimento ao Sistema Único de Saúde ocorre de acordo com a Lei de Planos de Saúde, que preconiza que operadoras devem ressarcir os serviços de saúde prestados aos seus clientes por instituições integrantes do SUS.

"As pessoas contratam planos de saúde justamente por buscar uma alternativa ao atendimento do SUS. Quando a operadora recebe do consumidor e não presta o serviço contratado, ela acaba, na prática, vendendo uma vaga no sistema público. Ao não pagar essa dívida, a operadora onera ainda mais o sistema público e, ainda por cima, tem um lucro indevido”, afirma Joana Cruz, advogada do Idec responsável pelo estudo.

Operador Econômico Autorizado (OEA) e o futuro do comércio exterior brasileiro

Nos últimos meses, muito se tem comentado sobre a implantação do Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA) no Brasil, mas as perguntas que ficam são: o que muda para os importadores e exportadores, quais são os impactos e, principalmente, os benefícios para as empresas que optarem pela adesão ao Programa?

Pode-se dizer que a desmitificação do OEA da Receita Federal do Brasil (RFB), que faz parte do Programa da Organização Mundial das Aduanas (OMA), começou com a publicação da Instrução Normativa RFB nº 1.521/2014 em dezembro passado, juntamente com o lançamento do Programa e a certificação das empresas participantes no projeto piloto na primeira, de três etapas.

O OEA é uma tendência mundial implementada agora no Brasil que visa qualificar os importadores, exportadores, depositários de mercadorias sob controle aduaneiro, operadores portuários ou aeroportuários, transportadores, despachantes aduaneiros (pessoa física) e agentes de carga voluntários para que, num futuro próximo, o Brasil possa firmar parceria e entrar para o hall dos países que possuem acordos de reconhecimento mútuo elevando o fluxo do comércio internacional.

O reconhecimento mútuo contempla, além da cooperação aduaneira, questões relacionadas à agilidade dos processos logísticos e de maneira especial a segurança da carga, uma vez que a aduana de destino confia no trabalho da aduana de origem, e vice e versa. Afinal, após o processo de certificação no OEA, a empresa candidata já demonstrou, no caso à RFB, que os riscos nas suas operações de comércio exterior são baixos e que ela cumpre com as obrigações fiscais aduaneiras.

Como amplamente divulgado, a implementação do OEA no Brasil terá três fases. A primeira, denominada OEA Segurança, contempla apenas as operações do fluxo de exportação. Na segunda, prevista para dezembro 2015, o OEA Conformidade passará a considerar as importações. As empresas que optarem pela certificação conjunta do OEA Segurança e OEA Conformidade farão parte do OEA Pleno. E, na terceira e última fase, em 2017, o OEA Integrado pretende incorporar os órgãos anuentes no processo de simplificar o procedimento aduaneiro.

Os diversos critérios para a elegibilidade não devem ser um impeditivo às empresas interessadas na adesão ao Programa, uma vez que as exigências contidas na Instrução Normativa são adequadas à realidade brasileira e, os seus benefícios, significativos, assim como acontece hoje com o Linha Azul com a preferência para o canal verde e prioridade para o amarelo e vermelho, redução dos custos com armazenagem, credibilidade junto à aduana, entre outros.

A RFB estima uma adesão de 20% das empresas exportadoras já no primeiro ano e espera atingir, em 2019, 50% das operações de importação e exportação realizadas por empresas certificadas.

Linha Azul x OEA

Talvez muitas empresas estejam questionando o futuro do Despacho Aduaneiro Expresso - Linha Azul - com a chegada do OEA, mas por hora, o que conseguimos saber é que os dois programas caminham paralelamente e, que, em dezembro de 2015 haverá uma revisão na legislação do Linha Azul, juntamente com o lançamento da segunda fase do Programa (OEA Conformidade e OEA Pleno).

Se compararmos os requisitos de elegibilidade do Linha Azul x do OEA podemos verificar que, a princípio, a grande maioria dos itens são bem parecidos, com destaque no foco do OEA de se tornar mais exigente quando se trata da segurança da cadeia logística. Um dos diferenciais, porém, é que a abrangência do OEA provavelmente será maior tendo em vista que não tem requisitos tão seletivos quanto o Linha Azul.

Por fim, podemos dizer que é louvável o esforço do Governo Brasileiro em busca de medidas que visem a modernização dos controles aduaneiros, já que o Programa deverá atingir um grande número de empresas importadoras e exportadoras e, consequentemente, toda sua cadeia logística que se beneficiarão de um fluxo logístico mais seguro e ágil. Agora, é dar início aos trabalhos para a etapa do OEA Segurança e aguardar os próximos passos da RFB, já que, pelo que tudo indica, os prazos devem ser cumpridos à risca.

Antonio Junior é gerente de Auditoria na Tradeworks

Para onde vai o oncologista digital?

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A utilização de recursos digitais por profissionais de saúde não para de crescer. Com o aumento do tempo gasto por médicos na busca por fontes de informação profissional,  fica cada vez mais fácil conhecer quais os destinos preferenciais de cada especialidade no universo da internet.

 

O infográfico que eu trouxe para vocês essa semana foi elaborado pelo Digital Insight Group e nos apresenta um panorama do uso da rede por oncologistas nos EUA.

 

Algumas curiosidades:

 

 

  • Os oncologistas tem uma preferência aberta por iPads e iPhones em detrimento de equipamentos com sistema operacional Android;
  • O tempo gasto com consumo de informações online já ultrapassa em mais de 2 vezes o tempo gasto com visitas de representantes ao consultório médico;
  • Mesmo após uma visita presencial, um a cada dez médicos vai para a internet para complementar as informações recebidas pelo representante.

 

Estamos apenas começando a arranhar a superfície do comportamento digital dos profissionais de saúde. Com o volume de tráfego aumentando ano a ano e a disponibilidade de ferramentas capazes de realizar esse monitoramento em detalhes uma nova geologia digital deverá surgir no futuro ajudando-nos a compreender melhor essa nova faceta do setor de saúde.

 

Até a próxima semana!

 

oncologista digital

 

5 passos para um hospital sem papel

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Flickr - Shehan Peruma

Extinguir tudo quanto é tipo de papel de um hospital não é tarefa fácil, mas também não é impossível. Trata-se de mais do que digitalizar prontuários médicos. Um hospital sem papel tem todo o processo de um paciente feito de maneira online, ou seja, tudo é monitorado em tempo real desde o momento em que ele dá entrada até quando recebe alta médica. Além de agilidade no atendimento, o projeto pode ser feito em etapas e reduz custos de compra de insumos até no consumo de energia elétrica. Veja abaixo cinco passos para viabilizar um projeto de “saúde sem papel”.

1 - Mapeamento de processos e workflow

O atendimento de um hospital ou clínica já começa a gerar informação no momento em que o paciente dá entrada na recepção. Mapear o workflow e a trajetória do paciente dentro da instituição, deixará clara aos gestores a quantidade de papel gerada e o que poderá ser automatizado. Aqui um software de gestão hospitalar combinada com uma consultoria ajudará na viabilização do projeto.

2 - Aquisição de hardware e software

Para que a instituição consiga oferecer atendimento sem o uso de papel é preciso fazer a digitalização completa tanto na área assistencial (Pronto-Socorro, Internação, Centro Cirúrgico, UTI e áreas técnicas como banco de sangue, laboratório de análises clínicas e farmácia), como nas áreas administrativas (financeiro, recursos humanos, contabilidade e jurídico). Para isso, o hospital pode optar por adquirir os equipamentos necessários ou contratar uma empresa que terceiriza essa opção, chamada de outsourcing de TI.

3 - Implantar um sistema de Prontuário Eletrônico do Paciente

Além de obter novos computadores, impressoras e servidores (ou terceirizar o parque), é preciso adquirir um software de PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente). Ele pode automatizar todos os processos nos sistemas de internação e hotelaria, aplicação de medicamentos e farmácia, e eliminar todos os documentos de papel, como fichas de atendimento e de controle de pacientes e internações.

4 - Treinamento de funcionários

Uma mudança de cultura é essencial para o sucesso do projeto. Sem papel, é preciso saber operar os sistemas que armazenam os prontuários e informações do paciente. Para isso, todos os funcionários envolvidos no processo devem receber treinamentos periódicos sobre os sistemas tecnológicos e as novas práticas que o projeto necessita.

5 - Obtenção de certificação digital

Em um ambiente em que os documentos não são mais perecíveis, as informações devem ser confiáveis e a recuperação de dados dos pacientes precisa ser online, a certificação digital é essencial. Além de dar garantia jurídica a documentos eletrônicos, ela oferece ganhos em segurança para médicos e, aliada ao prontuário eletrônico, reduz drasticamente custos com impressões.

Anvisa amplia regras para doação de sangue

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Nesta quarta- feira (18), o Diário Oficial da União publicou novas diretrizes para garantir a segurança do doador e do receptor de sangue no País.  As regras estão descritas na Instrução Normativa (IN) nº 1, que descreve as reformulações pelas quais está passando o sistema de hemovigilância brasileiro.

Com a nova IN, os eventos adversos ocorridos desde a doação até o receptor do sangue deverão ser notificados ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) por meio do sistema Notivisa. O objetivo é  subsidiar gestores e demais profissionais de saúde com informações úteis para o planejamento de medidas para reduzir riscos, além de estabelecer prazos para a comunicação e a notificação dos eventos adversos.

Até a publicação da Instrução, a vigilância sobre os eventos adversos ao uso do sangue no Brasil estava restrita às reações ocorridas no decorrer ou após as transfusões sanguíneas. Esta ampliação do escopo da hemovigilância brasileira vem sendo discutida, por cerca de três anos, no âmbito da Comissão Permanente de Hemovigilância, que é a instância formalmente constituída para assessorar tecnicamente a Agência nas questões relacionadas ao tema.

A IN estabeleceu, por exemplo, que, em casos de óbito decorrentes de reações transfusionais, o fato deve ser comunicado e notificado ao SNVS em um prazo máximo de 72 horas. Situações como estas eram de notificação obrigatória mesmo antes da norma. No entanto, não havia prazo máximo estabelecido. Uma das inovações da norma é a obrigatoriedade de notificação de reações graves à doação, que devem ser feitas ao SNVS pelo serviço de saúde onde o fato ocorreu até o 15º dia útil do mês subsequente à identificação do evento.

O documento proposto por essa comissão - formada por representantes do Ministério da Saúde, vigilâncias sanitárias dos Estados, serviços de saúde, além de associações de especialistas e pacientes com doenças hematológicas – foi objeto de consulta ampliada a diversos órgãos e entidades relacionadas ao tema.

Os diferentes serviços envolvidos com os processos abordados na IN terão 12 meses a partir da publicação desta norma para se adequarem às suas exigências.

A norma prevê, ainda, que o detalhamento conceitual e operacional sobre o tema estará descritos no Guia para a Hemovigilância. Este documento já está disponível no site da Anvisa.

* Com informações da Anvisa

Veja mais:

Ministério e Anvisa anunciam novo cálculo para preço de medicamentos

O caso EMS: a importância das boas práticas de fabricação

Brasil ocupa 61ª posição na participação em exportação de medicamentos

No final do ano de 2014, a Interfarma anunciou que a balança comercial do setor farmacêutico encerrou o ano deficitária e, ao que parece, o ano de 2015 não deve ser diferente.

No entanto, a venda de produtos farmacêuticos para mercados externos aumentou nos últimos anos e o Brasil passou da 65ª para 61ª posição no ranking mundial da participação de medicamentos na pauta de exportações.

Em 2004, tínhamos 0,41% de marketshare nas exportações totais e este número passou para 0,66% em 2013, evidenciando o aumento, mas, ainda, deixando muito a desejar, principalmente se compararmos o índice à média mundial do mercado, de 2,8%.  De janeiro a dezembro, foram exportados US$ 1,3 bilhão em medicamentos e US$ 673,6 milhões em insumos farmacêuticos (usados para produzir remédios). Já as importações de medicamentos, no mesmo período, foram de US$ 6,84 bilhões e de insumos, de US$ 2,82 bilhões. Os dados de 2014 ainda não foram calculados.

Entre os maiores exportadores, temos Suíça, Irlanda, Chipre, Dinamarca e Bélgica, que aparecem com 27,2%, 24,7%, 15,9%, 11,5% e 10,4%, respectivamente. O Panamá aparece em primeiro por ser um Hub do comércio internacional. As tabelas a seguir mostram o histórico brasileiro e a liderança mundial:

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“Ainda existem muitos entraves que prejudicam a competitividade do setor farmacêutico brasileiro no mundo. Precisamos de uma política mais efetiva de incentivo à inovação, com aproximação entre empresas e universidades, menos morosidade nas aprovações de pesquisas e medicamentos, além de uma carga tributária menor”, afirma Antônio Britto, presidente da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

Alunos da FMUSP levam empreendedores de sucesso para a Universidade

Alunos da FMUSP levam empreendedores de sucesso para a Universidade

Ontem foi realizado, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o primeiro Med Talks, evento que levou egressos da Universidade com empreendimentos e cases de sucesso de inovação. Os responsáveis, Conrado Alvarenga, médico formado pela faculdade, Bruno Morato, estudante do terceiro ano, e Matheus Finardi, do segundo ano, resolveram criar o evento para trazer inspirações bem-sucedidas para os muros da universidade e, assim, inspirar novos empreendedores com potencial. O evento ainda teve apoio da Medicina Jr., empresa júnior da FMUSP.

Segundo Conrado, o evento surgiu no Facebook, onde comentou sobre a ideia em um grupo de alunos, e, no início, pretendiam apresentar os cases de empreendedores de sucesso somente para alunos da faculdade, mas, com o sucesso nas inscrições e no período de organização, o evento se tornou interessante para residentes, médicos recém-formados e profissionais já consolidados no setor.

Na abertura, Ricardo Sayon, fundador da Ri Happy, contou um pouco sobre sua história e o que motivou a abertura da loja. Para ele, um negócio surge de uma grande ideia ou de um grande acidente e, no caso, o segundo foi definitivo para a construção da rede.

Ricardo é pediatra formado pela FMUSP, trabalhava em consultório e tinha um espaço para alugar. Quando o inquilino faliu, deixou dívida e ficou com o local vazio por um tempo. Assim, sugeriu para a esposa a abertura de algum negócio no local e, como bom pediatra, decidiu por uma loja de brinquedos.

A primeira loja gerou bastante prejuízo e, sem conhecimentos de administração, decidiu abrir uma segunda loja, pensando que, assim, teria lucro. Segundo ele, o prejuízo aumentou e o time decidiu abrir mais duas lojas. Na quarta, eles viram que não havia outro jeito e decidiram devolver os brinquedos para as fábricas. Nisso, 70% dos brinquedos eram da Estrela e, ao encontrar um diretor da empresa para a devolução, este executivo ofereceu mentoria administrativa para que a Ri Happy não fechasse e, em contrapartida, eles teriam uma meta de abertura de filiais por ano.

A partir daí, a empresa passou a funcionar e a equipe percebeu que o diferencial de mercado deles era a prestação de serviços, já que Ricardo era médico e seu sócio dava aulas de informática. Este insight foi fundamental para que todo o planejamento da Ri Happy fosse pautado não somente na venda de produtos em formato de auto-serviço, mas na construção de um ambiente de indicação de brinquedos, de entendimento de desenvolvimento infantil por parte da equipe comercial e de oferta de serviços associada a venda.

Além disso, a empresa entendeu que, para crescer, precisaria de um time forte e de um caráter inovador. Todos os anos, criaram campanhas de marketing e ações, como TV corporativa, folhetos interativos, ações sociais e outras, tornando a empresa no sucesso que é hoje.

Tivemos, ainda, Bruno Aragão, com sua startup 3Dux, de impressão 3D. Ele é médico radiologista formado na FMUSP e imprimia alguns casos por conta própria, quando trabalhava no Hospital das Clínicas. Com o tempo, percebeu que isso poderia ser um negócio e, com seu sócio, Virginio Rubin Netto, também radiologista, criaram a 3Dux e procuraram o Cietec, onde estão incubados, desenvolvendo produtos em 3D com diversas finalidades, como ensino, cirurgia e simulação de casos, para melhor compreensão do paciente.

As peças são formadas a partir de tomografias e cada impressão pode custar até R$2,5 mil. A reprodução de órgãos pode contribuir para diversas áreas da medicina, como cardiologia, urologia, neurocirurgia e ortopedia, por exemplo.

Outros nomes ainda estiveram no palco, como Fábio Katayama, da Natue, Leila Bloch, do IPClin, Adiel Fares, da Clínica Fares e Ricardo Filho, da Genera.