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Unimed Brasil economiza R$ 419,4 milhões com avaliação de OPMEs

OPME
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Conhecido como um grave problema para o setor de saúde, o superfaturamento de OPME´s (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) ultrapassou os corredores e portas de hospitais e empresas e se tornou conhecido também por pacientes, principalmente depois das reportagens sobre a máfia das próteses no começo deste ano.

Os pacientes são os principais prejudicados pelo conflito, que envolve não apenas fabricantes e médicos, mas também planos de saúde e as instituições hospitalares, ou seja, trata-se de mais um desafio setorial no qual todos os elos têm sua responsabilidade.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), por exemplo, divulgou uma medida para combater as más práticas de OPME´s, na qual “corresponsabiliza os diretores técnicos e clínicos dos hospitais quanto à normatização dos fluxos da correta utilização desses materiais especiais”. A Resolução nº 273/2015, publicada no dia 5 de fevereiro de 2015, no Diário Oficial, passa a vigorar em 60 dias a partir desta data.

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OPMEs e os custos da assistência

Outro exemplo de ação de combate ao superfaturamento e más práticas na área de OPME´s vem da Unimed Brasil, que representa 352 cooperativas em todo o País. Em 2009, a cooperativa criou o Comitê Técnico Nacional de Produtos Médicos (CNTPM), com o objetivo de padronizar tecnicamente produtos de qualidade comprovada e negociar os valores máximos na aquisição de materiais que atendam todas as cooperativas do Sistema.

Em reuniões mensais com equipes técnicas de seis Unimeds (a Unimed Brasil não divulga os nomes) - na maioria federações que representam Unimeds de determinados estados e também algumas singulares escolhidas devido ao porte e volume de negociações -, é estabelecido um teto máximo para os produtos e como adquire em grande quantidade, consegue negociar os preços.

“Antes [da fundação do Comitê] aconteciam disparidades muito grandes. Foi quando a Unimed Brasil centralizou para ‘dar moralidade aos preços’ ”, explica o diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil, Valdemário Rodrigues Júnior.

De 2009 a 2013, a Unimed do Brasil estima economia de R$ 419,4 milhões, o que representa uma redução de 45% nos custos com esses produtos ao considerar o valor inicial proposto e o negociado. “Ganhamos escala, racionalizamos custos e economizamos, pois foram combatidas disparidades absurdas”, conta o executivo, que acrescenta que cuidar de OPME é responsabilidade da cooperativa. “A prática médica é para os médicos, eles devem ser limitados aos procedimentos; a compra e o pagamento é função da cooperativa”.

Além do Comitê, a Unimed do Brasil tem uma Comissão Estratégica para Assuntos de OPME, idealizada por Rodrigues Junior. Nela são pensadas diretrizes para coibir os abusos de preços praticados em todas as Unimeds, ações que serão executadas pelo Comitê e também campanhas de esclarecimento e orientação para os profissionais e a sociedade.

Dr Google e a transformação da Saúde

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Você certamente se lembra da época em que nos referíamos ao Google com desdém quando o assunto era saúde.

 

Criamos até mesmo um acrônimo meio irônico, o famigerado Dr. Google, para dizer que as pessoas estavam se arriscando ao buscar informações sobre saúde numa empresa de internet, ao invés de buscar os conselhos seguros de um profissional de saúde.

 

O tempo passou, entretanto, e podemos constatar que não houve nenhum relato conhecido de morte por erro de informação na web até o momento em nenhum lugar do mundo. E a procura por informações, por outro lado, não parou de subir.

 

Diferente, por exemplo, do que aconteceu com o Google Health que teve suas atividades encerradas justamente devido à falta de procura.

 

Para quem não lembra aquela foi uma iniciativa do Google que permitia às pessoas guardarem e gerenciarem suas informações médicas em apenas um local.

 

Quando teve suas atividades suspensas muitos acreditaram que era o prenúncio de que o Google estava se retirando definitivamente do setor de saúde.

 

Ledo engano!

 

Apenas no ano de 2014 mais de 1/3 do capital de risco do Google foi investido em projetos de saúde e ciências da vida. Não é pouco.

 

Para ajudar a entender melhor, o info dessa semana apresenta 7 segmentos em que eles já estão fazendo bastante diferença.

 

Alguém consegue duvidar da relevância da empresa para o futuro do setor?

 

Dr Google

 

5 operadoras que mais produzem valor no Brasil

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Produzir valor é a razão de existir de qualquer empresa, mas nem sempre elas têm clareza do que isso significa e de como realizar o feito. Para tentar mensurar exatamente o valor reconhecido das segurados e operadoras de saúde, a consultoria brasileira Dom Strategy Partners desenvolveu o estudo “Mais Valor Produzido MVP 2014 - Seguradoras e Operadores de Saúde”.

De acordo com o estudo, as mais valorizadas por seus stakeholders no último ano foram Bradesco Seguros, Porto Seguro, BBMapfre, Odontoprev e Amil. Para se chegar neste ranking, avaliou-se a capacidade de gerar e manter o valor de empresas para clientes, consumidores, acionistas, funcionários e sociedade, além de si própria.

Foram considerados itens como eficácia da estratégia corporativa, crescimento, valor de marca, relacionamento com clientes, governança corporativa, sustentabilidade, gestão de talentos, inovação e uso de tecnologias digitais.

Quatro pontos se destacam no mapeamento do valor corporativo da empresa: resultados, reputação (credibilidade e imagem), competitividade e riscos. Após serem pesquisados os principais ativos, os públicos de interesse, a interação da empresa com os stakeholders e seus resultados, o levantamento ficou da seguinte maneira: Bradresco Seguros, liderando a pesquisa com a nota 7,96; Porto Seguros, 7,94; BBMapfre, 7,91; Odontoprev, 7,64 e fechando a lista está a Amil, com 7,41.

A mesma pesquisa é feita com outros setores chaves da economia e a Saúde está cada vez mais em voga, muito impulsionada pelo aumento da renda dos brasileiros nos últimos anos e a consequente contração de planos de saúde.

“Com isso, houve um entendimento das empresas em medir os seus resultados financeiros, o desempenho da companhia com os seus públicos e a reputação da marca em ações tangíveis e intangíveis, como credibilidade e imagem conquistadas, relacionamento com o cliente e novas maneiras de se trabalhar”, explicou o CEO da Dum Strategy Partners, Daniel Domeneghetti.

Seguradoras e Operadoras de SaúdeNota
Bradesco Seguros7,96
Porto Seguro7,94
BBMapfre7,91
Odontoprev7,64
Amil7,41

Como trocar dados com a ANS de maneira otimizada?

Operadoras de saúde, planos de saúde, ANS
Flickr - Saarblitz

O setor de saúde é um dos que mais gera base de dados. Embora o volume de informações produzidas seja enorme, ainda não são bem processadas e analisadas. Ainda existe a dificuldade de transformar um dado em informação e consequentemente em ação. O Brasil tem o segundo maior sistema privado de saúde no mundo, por isso, para conseguir padronizar todas as informações da saúde pública e privada, a ANS (Agência Nacional de Saúde) editou, em outubro de 2012, uma resolução que estabeleceu o padrão obrigatório para Troca de Informações na Saúde Suplementar, o padrão TISS.

A norma orienta em que formato, com que periodicidade e quais informações devem ser enviadas pelos planos à ANS. Além disso, permite à ANS ter em mãos um rico banco de dados sobre o sistema de saúde suplementar no País. Trata-se, portanto, de uma troca eletrônica de dados entre operadoras e prestadores de serviços que tem como principal objetivo a desburocratização, uniformização de guias, interoperabilidade entre sistemas e aperfeiçoamento de indicadores estatísticos.

Compliance vem do inglês comply e significa agir de acordo com uma regra. Atender à exigência da ANS pode acabar virando dor de cabeça ao gestor de corporações de saúde suplementar que não estiver preparado. A partir da regulamentação, que está em constante atualização, esses executivos precisam incorporar a rotina de busca por melhores resultados e inovação o atendimento à exigência da ANS.

Neste caso, a tecnologia pode se transformar em um agente de transformação ao garantir a precisão das informações e a eliminação de controles manuais, ao mesmo tempo em que reduz custos e propõe eficiência na gestão. Só a automatização proporcionada por softwares de gestão permite acompanhar e compilar o volume de dados exigido pelos órgãos de regulação. Esses softwares são desenvolvidos para estruturar processos e fluxos de informação dentro de uma corporação e permitir a geração de relatórios atualizados, em tempo real, com dados que suportem a tomada de decisão e atendam às exigências regulatórias.

Hospital Moinhos de Vento tem nova diretoria clínica

Nesta última quarta-feira (11) aconteceu a cerimônia de posse dos novos diretores clínicos do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS). Os médicos Leandro Armani Scaffaro (Diretor Clínico) e Carlos Delmar do Amaral Ferreira (Vice-Diretor) ocuparão a gestão durante dois anos, substituindo os médicos Henrique Sarmento Barata e Maritza Gomes Cantarelli.

O evento contou ainda com a palestra do Diretor-Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein, Miguel Cendoroglo, que tratou sobre o tópico "Sistema de avaliação de desempenho e programa de relacionamento com o corpo clínico - Modelo Einstein".

Sobre os médicos

Leandro Armani Scaffaro é graduado pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Realizou residência médica no Serviço de Radiologia do Hospital São Lucas da PUCRS. É Especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e em Angiorradiologia e Radiologia Intervencionista pela Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE).

Mestre em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela UFRGS- Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Doutor em Gastroenterolgia e Hepatologia pela UFRGS, Scaffaro atua como Chefe da Unidade de Radiologia Intervencionista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e coordena a área de Radiologia Intervencionista do Serviço de Angiografia do Hospital Moinhos de Vento.

Carlos Delmar do Amaral Ferreira é graduado pela Universidade Federal de Pelotas. Realizou residência médica no serviço de Cardiologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

Mestre em Ciências Médicas-Cardiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atualmente é membro do serviço de cardiologia da Santa Casa e no Hospital Moinhos de Vento.

Da Esq. para dir.: Dr. Leandro Armani Scaffaro (e), o Superintendente Executivo do Hospital Moinhos de Vento, Fernando Andreatta Torelly, e o médico Carlos Delmar do Amaral Ferreira

Envelhecimento agrava dívida pública global

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Dentre as nove megatendências globais traçadas pela KPMG, em parceria com o Centro Mowat na Escola de Políticas Públicas e Governança da Universidade de Toronto (CA), está a Dívida Pública, fator que deve restringir as opções de política fiscal para além de 2030.

O estudo traz uma visão abrangente dos fenômenos que impactam e impactarão as sociedades como um todo nos próximos 15 anos. Segundo a KPMG, a habilidade dos governos de controlar a dívida e encontrar novos caminhos para a prestação de serviços afetará sua capacidade de responder aos desafios ambientais, sociais e econômicos.

Pesquisa da KPMG International mostra que, ao contrário da crença generalizada, os problemas de hoje não emergem simplesmente da crise financeira mundial. A maioria das economias já tinha acumulado dívidas consideráveis antes de 2008, pois vinham aumentando seus déficits orçamentários nos cinco anos anteriores à crise.

Dívida Pública

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*Fonte: KPMG – O Estado Futuro 2030: As megatendências globais que moldam os governos

Consequências

• Aumento da importância das relações fiscais internacionais e intergovernamentais

• Mercados globais mais expostos a riscos

• Redução de capacidade para o enfrentamento de futuros choques internacionais econômicos ou fiscais e financeiros

• Agravamento da dívida pública com o envelhecimento da população

• Limitação de potencial para o atendimento à crescente demanda por novos serviços

*O Saúde Business revela um gráfico de cada tendência por dia, é só acompanhar!

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5 aplicativos já presentes no ResearchKit da Apple

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Contamos que a Apple lançou uma plataforma de mHealth para pesquisa médica e que alguns aplicativos já haviam sido lançados com ela. Hoje trouxe alguns desses aplicativos para entendermos o caminho que a plataforma deve tomar.

Ashtma Health: desenvolvido pela Icahn school of Medicine, Weill Cornell Medical College e LifeMap Solutions. O aplicativo tem objetivo de ajudar pacientes na adesão ao tratamento de asma, evitando a ocorrência de crises. Os pacientes podem usar o aplicativo para gravar sintomas da doença e seus efeitos nas atividades do dia a dia. Ele ainda mede visitas ao departamento de emegência, consultas médicas, mudanças na medicação e outros que podem auxiliar a vida dos pacientes com asma.

Share the Journey: foi desenvolvido pelo Instituto de Câncer Dana-Farber, Penn Medicine, UCLA’s Jonsson Comprehensive Cancer center e Sage Bionetworks, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos. O aplicativo pretende analisar sobreviventes de câncer de mama e descobrir porque algumas pessoas se recuperam mais rapidamente que outras. As pacientes receberão questionários e coletar dados para acompanhar cinco sintomas de tratamento de câncer: fadiga, humos, mudanças cognitivas, distúrbios de sono e mudanças na realização de exercícios físicos.

Parkinson mPower Study App: criado pela University of Rochester e pela Sage Bionetworks, é um aplicativo para pacientes com Parkinson. Ele reconhece padrões vocais e variações que podem ser indicativos de um estágio inicial da doença e deve coletar dados de wearable devices. Além disso, haverá monitoramento dos sintomas, com atividades como jogo da memória, atividade de coordenação motora, fala e caminhada.

GlucoSuccess: Este foi desenvolvido pelo Hospital Geral de Massachusetts e vai ajudar o time a criar uma base de dados coletiva sobre comportamentos de saúde e valores de glicose para indivíduos com diabetes tipo 2. Além disso, os pesquisadores têm a intenção de ajudar pacientes a entenderem como os comportamentos podem afetar a saúde.

MyHeart Counts: A faculdade de medicina de Stanford criou este aplicativo para ajudar organizações médicas no entendimento da saúde cardíaca. O aplicativo de mHealth mede a atividade através do Apple Watch, device que possui um sensor de batimentos cardíacos. Ele também vai realizar um teste de caminhada e, mediante a informação das taxas de colesterol e pressão sanguínea, o indivíduo poderá saber quais os riscos para um futuro problema cardíaco.

Esperamos que a acurácia dos dados seja sucifiente para passarmos a utilizar o smartphone para controle e verificação de condições de saúde no futuro. E você, o que você acha que deveria ter na plataforma?

SulAmérica e Healthways se associam pela saúde populacional

SulAmérica e Healthways se associam pela saúde populacional

Há pouco mais de três anos que o tema Gestão de Saúde Populacional entrou realmente na pauta do setor. Quem ainda não parou para olhar tal necessidade, é preciso correr, pois esse descuido tem impacto direto no custo da saúde e obviamente na falta de qualidade de vida das pessoas. Atenta à pertinência da questão, que ainda não tomou a consciência do segmento em geral, é que a SulAmérica anunciou nesta quinta-feira (12) sociedade com a norte-americana Healthways, provedora independente de soluções em saúde e bem-estar.

As empresas passam a ser sócias por meio da Healthways Brasil Serviços de Consultoria, cuja divisão do capital ficou em 49% da SulAmérica e 51% da Healthways. Desde o início de 2013, a gigante americana já participava da gestão de saúde dos beneficiários da seguradora brasileira, que hoje está com 2 milhões de vidas.

No final de 2013, realizamos um profundo debate sobre o tema, inclusive com a presença do superintendente de Gestão de Saúde da SulAmérica, Gentil Alves, e alguns apontamentos ficaram muito claros. Entre eles o de que é preciso o envolvimento dos gestores de empresas e seus respectivos departamentos de Recursos Humanos (RH) no cuidado da saúde dos funcionários e nas possibilidades de parcerias para isso, inclusive com as operadoras de planos de saúde.

“Quem ganha sobre produtividade tinha que estar extremamente preocupado com saúde dos funcionários, mas não é o que acontece”, disse na época o presidente do Conselho da Aliança para a Saúde Populacional (ASAP), Paulo Marcos de Souza. De acordo com pesquisa da Asap, a maior parte das empresas brasileiras não enxerga o valor de investir na saúde de sua população, pelo contrário, a veem como despesa. A mentalidade delas, segundo Souza, é de que ao oferecer um plano de saúde o seu papel já está sendo feito.

Enquanto uma seara de oportunidades é ignorada, as organizações sentem no bolso os crescentes reajustes anuais de planos coletivos, estabelecidos de maneira autônoma por cada operadora, impulsionados pela inflação médica, sempre muito superior ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Se muitas empresas ainda executam programas de saúde e bem estar sem um estudo adequado por detrás e, muitas vezes, se contentam em oferecer um plano de saúde, as segurados e operadoras estão fortalecendo suas atividades na área, que tem sido encarada como a saída para a melhor gestão dos sinistros. “Para as pessoas significa viver melhor e por mais tempo; para os empregadores, aumentar a produtividade dos colaboradores; para as operadoras de saúde, um novo caminho efetivo para o gerenciamento de riscos; e para a sociedade, uma abordagem fundamental para manter a vitalidade econômica”, explicou o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, em comunicado ao mercado.

A Healthways é quem vai gerenciar o negócio e será favorecida pela capacidade que a seguradora tem de abrir novos segmentos de mercado para soluções de bem-estar, tendo como alvo os empregadores, planos de saúde públicos e privados, prestadores e indivíduos em todo o Brasil.

Leia mais: Gestão da Saúde Populacional requer trabalho conjunto

Capital estrangeiro: não basta querer. Tem que poder.

Tão importante quanto o capital a ser investido, a gestão operacional que antecede essa operação pode se destacar como a grande vilã do negócio. Medida fundamental para atrair o investidor e permitir uma saudável liquidação futura da operação, a gestão corporativa torna-se requisito essencial para o sucesso da entrada de capital.

A MP 656/2014 - convertida na Lei n. 13.097/2015 e publicada no DOU do dia 20 de janeiro -, apesar dos rumores de inconstitucionalidade, permitiu a participação de empresa e de capital estrangeiro na assistência à saúde no Brasil, por hora, sem qualquer restrição.

A medida do Governo gera polêmicas. Contudo, a permissão, por hora, existe e já está movimentando os investidores. Fundos estrangeiros já estão de olho nessa nova fatia do mercado.

Alguns grupos, como é o caso do fundo Advent, conforme já notificado pela revista Exame no mês de fevereiro de 2015, já trabalham para uma aproximação com o mercado hospitalar brasileiro. Isso mostra que o Brasil não poderá ficar de fora de seus portfólios.

Dados de pesquisas revelam a razão de tudo isso. De 1976 a 2002, os dados da pesquisa de Assistência Médico-Sanitária do IBGE mostram que em 1976, havia 13.133 estabelecimentos, sendo 6.765 públicos e 6.368 privados. Em 1999, dos 48.815 estabelecimentos, 32.606 eram públicos e 16.209 privados. O que permite constatar uma grande evolução no período.

Acontece, porém, que apesar do setor público deter o maior número de estabelecimentos sem internação registrados na AMS (2009), 69,8%, esta proporção vem caindo. Os resultados mostram que há um crescimento maior do número de estabelecimentos privados (9,9% ao ano) em relação aos públicos, que acumularam um crescimento de 3,5% ao ano, no período.

Tudo isso, somado a um público de mais 200 milhões de pessoas que estão envelhecendo, fica mais do que claro que alguns estabelecimentos de saúde já estão na mira dessas companhias. Mas cuidado, a falta de uma boa gestão com um viés apropriadamente corporativo poderá dificultar e até prejudicar na hora "H".

Por isso, se o objetivo é atrair esse investidor, é mais do que necessário estabelecer, desde já, critérios legais e operacionais objetivando uma gestão corporativa atraente. Trata-se de um mercado sério, sugestivo, mas que não poupará os desavisados.

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GE Healthcare e União Química anunciam fábrica flexível

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Existem nichos no mercado da saúde que necessitam ser atendidos, mas cujo volume não é suficiente para que a produção seja feita em grandes estruturas. Este é o caso dos biofármacos. A parceria entre GE Healthcare e União Química, que objetiva ampliar a produção de biofármacos, envolve a expansão da unidade da União Química em Brasília (DF) por meio de uma plataforma flexível (FlexFactory), também conhecida como fábrica de multipropósito.

Esse tipo de plataforma já foi implantada no Centro de Pesquisas da JHL Biotech – indústria biofarmacêutica – pela GE Healthcare Life Sciences.

Com um investimento de mais de R$ 100 milhões em equipamentos e adequações da planta, a previsão é que a nova linha de produção esteja funcionando no primeiro semestre de 2016, sendo a primeira da América Latina com este tipo de tecnologia. Para se ter uma ideia, o prazo de implementação para linhas de produção convencionais demora até três anos.

O acordo prevê que a fábrica Bthek, produtora de bioinseticidas da União Química, tenha acesso a todas as ferramentas, tecnologias (como bioreatores e cromatógrafos) e serviços da GE Healthcare ou de empresas parceiras do começo ao fim do processo, incluindo a automação da produção.

O interesse da União Química está na oportunidade de expandir sua linha de produção para atender a demanda de biofármacos que cresce no País. “A fábrica conta hoje com 20 funcionários e com a expansão esperamos um aumento de 200% neste quadro”, disse o diretor médico Miguel Giudicissi Filho.

Fundada em 1936, a União Química atualmente está entre as dez maiores indústrias farmacêuticas do Brasil.