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Com impressão 3D, médico cria instrumento para cirurgia de catarata

Com impressão 3D, médico cria instrumento para cirurgia de catarata
fdecomite | Flickr

Ouvir falar em impressão 3D na área médica começa a não ser mais tão novidade assim. Hoje a técnica já é aplicada na criação de moldes personalizados de órgãos e esqueletos para o planejamento de intervenções cirúrgicas; em implantes que substituem ossos – principalmente em reconstruções de crânio e face; próteses de membros superiores e inferiores; e até vasos sanguíneos. A maior expectativa do setor está na possibilidade de criar tecidos e órgãos por meio da bioimpressão, que consiste no uso de células vivas como matéria-prima, no lugar de plásticos, resinas e metais.

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Impressão 3D: mais barata e acessível, inclusive para médicos

Da ficção científica à realidade

O oftalmologista Sergio Canabrava, de Belo Horizonte, é exemplo de como o uso dessas impressões podem ser exploradas pelos médicos. A partir de uma impressora 3D, Canabrava desenvolveu um instrumento para realizar cirurgias de catarata, em casos de ‘pupilas pequenas’, quando não dilatam. Há estimativas de que entre 2% a 5% dos pacientes sofrem desse tipo de problema.

Para o veículo IT Forum, o médico afirmou que era preciso fazer quatro incisões no olho do paciente, além do corte da própria cirurgia. Com o Anel de Canabrava, como foi batizado o instrumento, é preciso apenas o corte da cirurgia.

De acordo com a reportagem, com a tecnologia, o custo do instrumento caiu de R$ 600 para R$ 30. Além disso, o tempo consumido na cirurgia de casos de pupila pequena também foi reduzido.

Até o momento foram realizadas duas cirurgias com o anel e a ideia do médico, agora, é democratizar o produto. Ele afirma que não vai cobrar royalties e deverá disponibilizar o arquivo do anel para que outros médicos possam imprimir o material e usar em suas cirurgias.

O feito inédito no mundo será apresentado em um congresso médico realizado anualmente nos Estados Unidos em meados de abril.

Depois de estudar as possibilidades da impressão 3D na oftalmologia, estudando inclusive materiais biocompatíveis com o organismo humano, o médico investiu cerca de R$ 2,2 mil com impressão e outros itens.

Para imprimir o material, Canabrava recorreu à empresa mineira especializada em impressão 3D Feito Cubo.

*Com informações do IT Forum 365, com Déborah Oliveira 

**Informações corrigidas no dia 08 de março, às 00h56

A teoria Keynesiana e o sistema de saúde

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Infelizmente, presenciamos nesta crise econômica mundial a falência da teoria da mão invisível de Adam Smith. O reconhecimento do impacto da crise econômica global em nosso país impõe a necessidade de revisão dos orçamentos da União, Estados e municípios, e consequentemente o exercício de escolher frente às inúmeras necessidades e compromissos já assumidos em um ambiente de escassez de recursos.

Em momentos como este é frequente o resgate de assuntos específicos como forma de alívio às angústias do curto prazo. No setor da saúde, o ressarcimento ao SUS pelas operadoras de planos de saúde e a demanda pelo término da isenção fiscal parcial para cidadãos e empresas que adquirem planos de saúde são exemplos vivos e tristes deste processo.

Três aspectos merecem uma séria reflexão em momentos de restrição econômica em ambientes complexos e com extremas necessidades. O primeiro refere-se à tomada de decisões em sistemas complexos, o caso do sistema de saúde. A busca de soluções simples, rápidas, com um olhar de absoluto curto prazo em ambientes complexos frequentemente é equivocada e contribui para a entropia do sistema.

Ainda, o sistema de saúde é um exemplo clássico de que o planejamento de curto prazo, aliado à instabilidade do processo regulatório, induz ou contribui para a sua ineficiência. Trata-se de um sistema com inúmeros interesses e que responde a incentivos, alguns destes atualmente perversos. Será que nos casos citados há um estudo minimamente orientado para reconhecer as consequências destas decisões no médio e longo prazo?

O segundo aspecto diz respeito à atual estruturação e concepção de nosso sistema de saúde. Algumas perguntas muito simples e fundamentais talvez ainda não tenham uma resposta claramente definida. Algumas respostas, embora escritas no papel ou faladas em discursos, não condizem com a prática diária observada. Após 20 anos de SUS e 10 anos de ANS, temos de fato um sistema único de saúde, ou um sistema público e um sistema suplementar que competem desesperadamente por mais recursos? O que caracteriza a designação "sistema suplementar", que hoje possui 41 milhões de beneficiários de planos com assistência médica?

Será que estes 41 milhões de brasileiros pagam adicionalmente por que desejam apenas conforto ou desconfiam do acesso e da qualidade dos serviços prestados pelo SUS? Será que o Estado reconhece de fato suas deficiências e limitações na formulação de políticas públicas e gestão de recursos públicos, ou interessa a manutenção de um ambiente confuso? Ou ainda, qual a razão da existência de planos de saúde há pelo menos meio século? Interessante observar que a contratação dos mesmos foi e tem sido estimulada por grupos organizados de trabalhadores há várias décadas.

Hoje mesmo, vale a pena observar os custos do sistema suplementar para os cofres públicos, uma vez que nem os Poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário o dispensam. Será que nossos mais altos governantes não deveriam dar exemplo e confiar no SUS? A ausência de respostas a estas perguntas impede um planejamento sério, harmônico e responsável.

O terceiro aspecto considera as causas da atual crise econômica e faz uma analogia à crise do sistema de saúde, já presente e observada em vários países há pelo menos três ou quatro décadas. O Brasil se constitui num caso ilustrativo. Infelizmente presenciamos nesta crise econômica mundial a falência da mão invisível de Adam Smith.

Voltamos a valorizar a teoria econômica de John Maynard Keynes, na qual o Estado deve assumir um papel regulador da economia, sem excessos e/ou intervenções. Para Keynes a presença do "espírito animal" do ser humano justifica tal papel. A ambição, a insaciabilidade em um ambiente muito complexo, em rápida evolução, com ativos poucos tangíveis, e passível de ser conduzido por interesses específicos, impõe tal regulação.

Este mesmo cenário já caracteriza há alguns anos o sistema de saúde. Investimentos em saúde implicam em retornos futuros. A ciência biológica é, por natureza, incerta, feita de verdades transitórias e com intensa assimetria de informação. É ainda permeada por interesses específicos que se sobrepõem aos interesses coletivos. A regulação do sistema de saúde é, portanto, imprescindível. Para que a regulação aconteça de forma plena e satisfatória, é necessário, além de identificar e reconhecer aonde nós queremos chegar e em que tempo, estabelecer um ambiente de confiança onde regras não sejam mudadas fortuitamente para atender a desejos e pressões de curto prazo.

Por fim, há outras perguntas muito simples e claras que necessitam ser enfrentadas, seriamente discutidas e respondidas de forma responsável. Será que temos hoje condição de oferecer aos brasileiros um sistema de saúde (seja ele qual for) capaz de dar de tudo para todos aqueles que necessitam do sistema de saúde? De fato, qual o atual significado de universalidade, integralidade e equidade em saúde, num mundo globalizado e com uma enorme velocidade de geração de conhecimentos?

Nosso sistema de saúde, em crise há vários anos, sofre cada dia mais com a indefinição de seus objetivos e com a incapacidade de regulação adequada por parte do Estado. O espírito animal do ser humano, neste caso, já se integrou ao sistema de saúde, um setor ou sistema muito peculiar, que acima de tudo "vende" esperança!

Aprovada compra do SinoBrasileiro pela Rede D’Or

Aprovada compra do SinoBrasileiro pela Rede D’Or

Há meses rumores de mercado já alarmavam sobre a compra dos hospitais Villa Lobos, na Mooca (SP), e SinoBrasileiro, de Osasco (SP), pela Rede D´Or. Mas agora é oficial, o SinoBrasileiro, importante hospital da região Oeste de São Paulo, saiu na frente e acaba de ser integrado ao time de 27 hospitais do maior grupo hospitalar independente do Brasil, com faturamento de R$ 5,5 bilhões.

Mais uma incorporação aprovada pelo Cade não é novidade para o grupo, que tem nas fusões e aquisições uma estratégia para o crescimento e meta de sair dos 4 mil leitos para 8 mil nos próximos cinco anos.

Acreditado pela ONA nível Pleno, com 6000m2 de área construída, 145 leitos entre apartamentos, UTIs Adulto e Neonatal, o SinoBrasileiro atende casos de alta complexidade. “A fusão vai proporcionar uma sinergia importante para o investimento ainda maior na saúde, tecnologia e tratamento humanizado que oferecemos aos pacientes”, disse a diretora-presidente, Ko Chia Lin, em comunicado ao mercado.

O valor da operação não foi divulgado, mas segundo informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, as duas aquisições (Villa¬Lobos e SinoBrasileiro) estavam avaliadas em aproximadamente R$ 700 milhões, sendo que entre 60% e 70% seriam destinados ao Villa¬Lobos e a outra parcela ao SinoBrasileiro.

Por trás da Rede D´Or está o banco de investimento BTG Pactual, como acionista minoritário, e recentemente o grupo realizou um empréstimo de US$ 255 milhões com o IFC, braço do Banco Mundial.

De acordo com comunicado, a diretoria clínica e corpo médico do Sino permanecem os mesmos. Com centro de diagnósticos, unidade coronariana e de oncologia, o Hospital já iniciou a reforma de mais um centro para cirurgias, com previsão de funcionamento para o mês de julho.

Leia mais: Especial Capital Estrangeiro na Saúde

Fitbit compra Fitstar por mais de US$25 milhões

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Hoje saiu a confirmação de que a Fitbit, empresa que desenvolve um wearable device para fitness, vai adquirir a FitStar, aplicativo de fitness. A compra vai trazer ferramentas adicionais para o escopo da Fitbit. Segundo o TechCrunch, o deal será entre US$25 e US$40 milhões e incluir um misto de dinheiro e ações para pagamento.

A Fitstar criou dois aplicativos, o Personal Trainer e o Yoga, em caráter gratuito com ferramentas adicionais pagas por assinatura. O aplicativo oferece vídeos de exercícios físicos e medem o progresso dos usuários. Tais aplicativos já sincronizam com a Fitbit e outros aplicativos e devices, como Jawbone e MyFitnessPal.

Ele foi colocado em destaque pela Apple, como um dos aplicativos essenciais para saúde e fitness e pela Jawbone, também como um dos apps mais interessantes da área.

Enquanto a Fitstar foi falada por sua qualidade, a Fitbit esteve em destaque por ter anunciado não ter intenção de se integrar à plataforma da Apple, o HealthKit. Após o anúncio, a Apple retirou os produtos da Fitbit do seu portfolio online.

A aquisição aconteceu após duas outras grandes na saúde digital: a compra do MyFitnessPal pela Under Armour por US$475 milhões e da Endomondo por US$85 milhões.

A compra tem pontos positivos para as duas empresas. além da óbvia integração de base de usuários, a aquisição vai dar à Fitbit uma entrada para o mercado de instrução de fitness, enquanto oferece recursos para que a FitStar continue produzindo vídeos instrucionais. Além disso, a receita da parte premium da

A Fitbit está em busca de um IPO, o que faz a compra ser ainda mais interessante para a estratégia da empresa.

9 megatendências globais que influenciam todos os setores

9 megatendências globais que influenciam todos os setores

Um setor que trabalha literalmente sem descanso é o da Saúde, afinal toda hora é hora de servir o paciente. São muitas as questões específicas do setor, a complexidade das relações entre os elos e as minuciosidades das práticas clínicas e tecnológicas em torno da medicina. Entretanto, não podemos esquecer que tudo isso está inserido dentro de um contexto macroeconômico e dinâmico que mexe com todas as atividades da sociedade. E é por isso que um gestor, seja de saúde ou de qualquer outro segmento, não pode perder a visão do todo.

As megatendências globais, divulgadas pela KPMG, em parceria com o Centro Mowat na Escola de Políticas Públicas e Governança da Universidade de Toronto (CA), traz os movimentos que impactam todos os âmbitos, políticos, econômicos, ambientais e sociais, evidenciando a conexão entre todos. Muitos deles já estão em plena efervescência no Brasil.

Leia mais: Saúde: 10 previsões da Deloitte para 2020 - Saúde Business

São eles:

1. Perfil demográfico

2. Ascensão do indivíduo

3. Inclusão tecnológica

4. Interligação econômica

5. Dívida pública

6. Mudanças no poder econômico das nações

7. Mudanças climáticas

8. Pressão sobre recursos e urbanização

9. Urbanização

Aumento de idosos em todo o mundo já desafia os sistemas de assistência social e de saúde:

9 megatendências globais que influenciam todos os setores

*Fonte: KPMG - O Estado Futuro 2030: As megatendências globais que moldam os governos 

O Saúde Business trará um gráfico de cada tendência por dia, acompanhe!

Como são calculadas as taxas de juros da economia?

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Acaba de ser aprovado por unanimidade pelo COPOM, Comitê de Política Monetária do Banco Central um aumento de 0,5 ponto percentual na taxa SELIC, que em linhas gerais é a taxa que baliza o mercado de moedas no Brasil, uma vez que se trata da taxa que remunerará os títulos do governo daqui para frente.

Esta taxa agora será 12,75% ao ano e atinge seu maior patamar desde 2008. Esta taxa tem uma grande importância no mercado monetário como um todo e mais do que seu efeito quantitativo, ele sinaliza as reais preocupações da equipe econômica do governo.

Este fato pode ser analisado sob vários pontos de vista. Por exemplo, sob a ótica da inflação. Num momento onde os preços públicos, a gasolina e os tributos estão em alta, este seria um ingrediente para incrementar ainda mais o processo inflacionário.

Mas o que se quer aqui é estudar os reais efeitos desta taxa na economia como um todo, notadamente nas demais taxas de juros que são cobradas nas mais variadas operações de crédito que são realizadas diariamente.

Para isto, foi calculado o equivalente mês desta taxa anualizada e arredondando, a taxa SELIC ao mês totaliza 1,01%. Uma taxa bastante baixa, se comparada com as taxas cobradas num empréstimo bancário, por exemplo. Ou por um cheque especial. Ou ainda por um cartão de crédito.

A taxa SELIC mensal antes deste último aumento era de 0,97% (12,25% ao ano trazido à taxa mensal). Portanto, a diferença, se olhada pela ótica mensal é de 0,04%. Será que esta variação seria tão significativa numa taxa de um cheque especial?

O próprio site do Banco Central mostra que as taxas do cheque especial das instituições privadas estão variando de 9 a 12,73% ao mês, ai incluído o Banco do Brasil, que não é exatamente uma instituição privada.

Isto mostra que além do custo do capital, que agora foi para 1,01% ao mês, outros componentes devem estar “puxando” estas taxas para cima. E o que seriam esses componentes?

Se a taxa básica remunera os títulos do governo e como o governo é livre de risco, já que não vai à falência, as demais instituições a partir daí devem representar um montante de risco maior que emprestar ao governo. E na medida em que se caminha do risco do governo (que em tese, é zero), passando pelas empresas grandes, pequenas, indivíduos ricos e cidadão comum, esta taxa de risco cresce assustadoramente.

Então, além do custo do capital, que seria a taxa livre de risco da economia, uma taxa de risco também é considerada nas demais operações. Risco, em sua definição, é a possibilidade de algo não acontecer ou neste caso, de alguém não pagar um empréstimo. Ou atrasar muito o pagamento. Surge ai outros componentes da composição das taxas.

Mas isto não é tudo. Temos a inflação passada e futura a ser considerada, pois o dinheiro perde valor no tempo. E para completar, a própria remuneração do agente financeiro a fim de que ele possa ter seu ganho e remunerar sua estrutura física.

Essas taxas vão se compondo de forma exponencial umas sobre as outras de modo a fazer com que a taxa do indivíduo que usa o cheque especial seja uma das mais altas do mercado. Além do fato que as instituições financeiras devem disponibilizar os recursos para uso não definido previamente (não se sabe ao certo quanto será usado via cheque especial amanhã, por exemplo).

Assim, se a inadimplência no financiamento de veículos aumenta, a taxa vai procurar refletir este aumento do risco de quem está financiando os veículos no mercado. E a taxa sobe. Costuma-se dizer no mercado financeiro que quem paga as dívidas em dia, está pagando também por todos os que não pagam. E há muito de verdade nisto.

Desta forma, o aumento da SELIC, embora não seja grande em si, sinaliza um pouco de tudo o que pode acontecer nas finanças do País: restrição de crédito (pelo aumento do risco), redução da liquidez (por uma maior quantidade de títulos do governo sendo negociados), redução da atividade econômica (pela escassez de crédito) e conseqüentemente redução na utilização dos recursos, inclusive humanos  (emprego).

A pergunta que não quer calar é: teria outra saída? Mas esta é uma questão para ser discutida em outra ocasião.

Seguros Unimed fala sobre sua relação com os fornecedores

Seguros Unimed fala sobre sua relação com os fornecedores

Durante cerimônia do Referências da Saúde 2014, no final do ano passado, executivos do setor gravaram pequenos depoimentos sobre governança, engajamento, TI e gestão. Confira o que o presidente da Seguros Unimed, Rafael Moliterno, tem a dizer sobre o desafio de estar alinhado com os fornecedores

Ambulatórios nas empresas podem ser úteis no uso do PS?

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Shutterstock

Em todo o mundo, o uso das emergências dos hospitais tem aumentado substancialmente. No Brasil, de acordo com o Mapa Assistencial 2014 da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de consultas em pronto-socorros aumentou de 49,8 milhões em 2012 para 57,4 milhões, ou seja, um incremento de mais de 15% em um ano. Sabe-se que as consultas em pronto socorros podem custar até quatro vezes mais que usamuma consulta ambulatorial, somente em custos assistenciais. Os custos relacionados à ausência do trabalhador do seu posto, à baixa resolutividade e ao aumento consequente do uso de métodos diagnósticos impactam ainda mais a conta final.

A literatura apresenta algumas estratégias para reduzir o número de consultas em serviços de emergência, como (1) utilização de serviços de orientação e suporte telefônico 24 horas por dia (2) aumentar a oferta de serviços ambulatoriais (ambulatórios em empresas, atenção primária, integração com a rede assistencial) (3) incentivos financeiros para reduzir o uso da emergência (aumentando a co participação) (4) aperfeiçoar o relacionamento entre as pessoas e o serviço de atenção primária à saúde e à rede assistencial.

Um recente estudo publicado na revista Journal of Occupational Environmental Medicine por pesquisadores da Johns Hopkins University analisou a relação entre a oferta de ambulatórios médicos nas empresas e a procura de serviços de emergência pelos empregados. Os pesquisadores identificaram alguns setores que utilizaram a emergência com maior frequência (manutenção, nutrição e transporte) e constatou redução significativa, que chegou a 28% no grupo de maior risco (ou 223 dólares por membro por ano), no número de consultas no pronto socorro após a implantação do centro médico na empresa.

A criação de centros médicos, alinhados com a rede assistencial e com o sistema de saúde ocupacional, pode ser uma boa ferramenta de gestão para buscar maior resolutividade, maior integração das informações e a possibilidade de alinhamento com os programas de promoção de saúde, pois muitas pessoas que procuram os serviços de emergência possuem doenças crônicas e vários fatores de risco. Ao procurarem o pronto socorro recebem, muitas vezes, tratamento sintomático, pontual e sem caráter educativo em saúde, perdendo-se a oportunidade para contribuir para melhorar a gestão pessoal de saúde do trabalhador.

Bioética, aborto e sigilo médico

Bioética, aborto e sigilo médico

Nos últimos dias a imprensa brasileira noticiou um caso que parecia isolado: no interior de São Paulo, um médico atendeu uma paciente que estava tendo hemorragia em razão de um aborto provocado por ela mesma e, após o atendimento, denunciou a paciente a polícia, sob a justificativa de que “é obrigado por lei denunciar”.

A imprensa repercutiu esse fato como se fosse uma grande exceção. E é. A maior parte dos médicos brasileiros cumpre o dever ético, inscrito no artigo 73 do Código de Ética Médica, de guardar sigilo dos casos atendidos, por mais grave que o seja. Em reportagem do Jornal Folha de São Paulo, a defensora pública Juliana Garcia Bolloque afirma que são raros os casos de mulheres processadas criminalmente por abortarem, contudo, esses raros casos chegam ao conhecimento da polícia por denúncia do médico.

Mais do que a normativa sobre o sigilo médico, é preciso analisar esses casos sob a perspectiva bioética, especialmente sobre a teoria principialista da bioética. São princípios bioéticos, segundo a clássica teoria de Beauchamp e Childress: a beneficência, a não maleficência, a justiça e a autonomia. Desta feita, a relação médico paciente precisa ser conduzida com base desses quatro pilares, de modo que o médico deve sempre que possível preservar a autonomia do paciente, fazer o bem a esse, não fazer o mal e buscar o que é justo.

Não resta dúvida de que são princípios subjetivos e a utilização dos mesmos no caso concreto é tarefa das mais difíceis, contudo, uma coisa é certa: o médico não é, e não pode se tornar, inquisitor do seu paciente, pois, do contrário, a medicina, deixará de ser a arte da cura (hoje já entendida também como a arte do cuidado – na perspectiva dos cuidados paliativos), para ser a arte da tortura.

Frise-se, entretanto, que esse profissional, ultrajado com o ato da paciente, poderia ter se negado a atendê-la e encaminhado a paciente para outro profissional, utilizando-se de seu direito à objeção de consciência, disposto no Código de Ética Médica, inciso IX, capítulo sobre o direito dos médicos.

5 aplicações digitais que os idosos querem, segundo Accenture

5 aplicações digitais que os idosos querem, segundo Accenture

As estimativas apontam que 3.9 milhões de americanos estão atingindo 65 anos este ano, e uma pesquisa da consultoria global Accenture mostra que o número de idosos adeptos às tecnologias e interessados em acessar serviços de saúde de casa também estão aumentando.

Considerar isso pode mudar a forma de desenvolver os serviços de saúde, englobando medidas que sejam convenientes para todas as idades. A pesquisa deixa claro que os idosos que colocam prioridade maior na tecnologia são mais propensos a gerenciar sua saúde.

Foram ouvidas 10.730 pessoas em 10 países (EUA, Austrália, Brasil, Canadá, Italia, Espanha, Noruega, Japão, Cingapura e Reino Unido) entre maio e junho de 2014, sendo 354 norte-americanos acima dos 65 anos que recebem benefícios do Medicare.

Os consumidores de tecnologia da terceira idade, identificados pela pesquisa (75%), têm o costume de acompanhar seu peso digitalmente, em comparação com 43% que não o fazem. Da mesma forma, metade dos idosos com experiência em tecnologia estão monitorando ativamente o seu colesterol, em comparação com 31% das pessoas que não valorizam a tecnologia.

De acordo com a consultoria, a principal razão dos mais velhos estarem na internet é por necessidade de cuidar mais da saúde. Além do acesso as suas informações, eles querem (20%) consultas virtuais, mas menos de 1/3 dos prestadores de saúde oferecem esse tipo possibilidade.

5 áreas de crescimento

5 áreas de crescimento de TI

Os idosos, segundo pesquisa, estão interessados nas seguintes aplicações digitais que facilitam o acompanhamento de sua saúde:

Auto-cuidado: mais de dois em três (67%) preferem usar a tecnologia para gerir de forma independente sua saúde. A AARP estima que o investimento inicial nesta área cresceu para US$ 166 milhões em 2013, acima dos US$ 143 em 2012.

Vestíveis/Wearables: mais de três em cinco (62%) estão dispostos a usar um dispositivo móvel para monitorar seus sinais vitais, assim como batimento cardíaco e pressão sanguínea. AARP estima que US$ 266 milhões foram investidos nesta área em 2013, mais do que em 2011 e 2012 juntos.

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Comunidades online: três em cinco (60%) estão um pouco ou muito propensos a recorrer a comunidades onlines, como Patient Like Me, para a troca de experiências e segundas opiniões médicas. AARP estima que o investimento para esse tipo de plataforma subiu para US$ 142 milhões em 2013.

leia mais: Por que redes sociais para médicos são mais seguras?

Hospital Santa Paula lança rede social para pacientes oncológicos

Navegadores de pacientes: 1/3 dos idosos (33%) preferem trabalhar com um “navegador paciente” para gerir a saúde. Este tipo de programa ainda é bem pouco ofertado no Brasil, mas consiste em trabalhar com pessoas que possam auxiliar o paciente nos casos práticos que, muitas vezes, dificultam seu tratamento e gerenciamento de saúde, como transporte, não entendimento da linguagem médica, não estar familiarizado com o ambiente hospitalar, necessidade de um suporte emocional, entre outros. No ano passado US$ 384 mil foram investidos em programas de navegadores de pacientes (patient navigators), segundo pesquisa.

Registro eletrônicos de Saúde: 1/4 dos idosos (25%) usam regularmente seus registros para a gestão de sua saúde; como acessar os resultados de laboratório (57%). As projeções da Accenture sugerem que este número ainda vai crescer para 42% em cinco anos.

leia mais: CIOs de saúde precisam entender a importância dos registros eletrônicos