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Google anuncia intenção de oferecer serviços wireless

Como o google resolve os problemas no trabalho?

O Google anunciou sua intenção de oferecer serviço wireless, mas, segundo a empresa, o projeto não pretende se tornar uma operadora de telefonia (por enquanto).

Depois de alimentar rumores por um ano, a empresa confirmou, na segunda-feira (02), a intenção. O anúncio ocorreu no Mobile World Congress.

A ideia do time é a realização de parcerias com operadoras telefônicas já existentes para venda de serviços em suas redes. Sundar Pichai, vice-presidente do Google disse que a meta é ter uma prova de conceito para um serviço de telefone que mescla Wi-Fi e rede de celular, denominada WiFi First.

A abordagem testada é híbrida e oferece serviços de voz e dados por sinais de Wi-Fi. Ele cairia em torres de telefonia móvel em áreas onde o Wi-Fi está além do alcance.

“Estamos pensando na colaboração entre Wi-Fi e redes telefônicas sem costuras”, disse Pichai.

Não houve divulgação de que operadoras fariam parte desta parceria e, segundo Pichai, mais informações serão divulgadas logo, mas Sprint, T-Mobile,Verizon e  AT&T são as maiores do país e a mira das parcerias deve focar nelas.

De acordo com a empresa, o serviço será pequeno e não tem intenção de competir com as grandes operadoras norte-americanas. Além disso, a novidade chega em um momento em que as empresas têm passado por uma guerra de preços, tornando uma parceria com o Google estratégica para diferenciação de mercado em algumas delas.

O Google tem investido em áreas diversas e o caráter inovador da empresa promete nos render hardwares, como os PhoneBloks, e softwares que mudam a forma de interagirmos com a tecnologia.

6 passos para a redução dos custos médico-hospitalares

6 passos para a redução dos custos médico-hospitalares

O custo do desperdício é algo difícil de se mensurar, ainda mais em um País cuja precificação dos serviços e procedimentos assistenciais carece de transparência. Apesar dos EUA ter a cultura de medir muito mais suas ações, o desperdício norte-americano continua grande, em torno 20% a 30% do gasto total com saúde. Com base no PIB americano de 2011, isso significaria um desperdício entre US$ 543 bilhões e 815 US$ bilhões.

Estima-se que o percentual brasileiro não está muito atrás e algumas características do nosso mercado contribuem para este cenário. O modelo de pagamento baseado no fee for service é uma delas, o que acaba induzindo o beneficiário a consumir serviços, muitas vezes, desnecessariamente. Além de falhas assistenciais, complexidade administrativa e práticas fraudulentas e abusivas.

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O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) elaborou um estudo, em 2013, sobre as fontes de desperdício de recursos no sistema de saúde americano, fazendo paralelos com a saúde brasileira. Confira os passos mais importantes elencados pelo levantamento:

  • Desenvolvimento e implementação de protocolos assistenciaisPesquisa conduzida pelo IESS, com base em exemplos do mercado americano, concluiu que a adoção de protocolos clínicos pode, de fato, alterar a conduta médica e tende a reduzir a realização de exames diagnósticos desnecessário ou redundantes e aumentar a prescrição de medicamentos e tratamentos mais custo-efetivos. Em 11 de 12 estudos controlados sobre o tema, a adoção de diretrizes esteve associada à redução significativa de 14% a 57% do custo médio do procedimento/tratamento avaliado.
  • Utilização da tecnologia da informaçãoProntuários eletrônicos se destacam no que se refere a incorporação de tecnologia da informação, pois possibilitam maior segurança na tomada de decisões. No entanto, a ampla adoção desse tipo de tecnologia ainda não é uma realidade, sendo utilizada por apenas 7,6% dos hospitais e 13% das clínicas médicas nos Estados Unidos. O estumo estima que a utilização de protocolos eletrônicos em 96% dos estabelecimentos de saúde resultaria em uma economia total de recursos de US$ 18 bilhões por ano, sendo US$ 7 bilhões para os programas públicos de saúde.
  • Simplificação e padronização de processos administrativosAssim como no Brasil, a estrutura administrativa norte-americana é extremamente complexa. Para os prestadores, as ineficiências estão relacionadas, em última instância, à interação com as inúmeras fontes pagadoras. Estima-se que clínicas médicas americanas mantenham convênio com até 20 planos de saúde e que, em instituições hospitalares, os planos conveniados cheguem a 100. Mais de 70% do gasto administrativo se refere ao tempo de trabalho que médicos, enfermeiros e funcionários administrativos despendem em atividades de interação com as seguradoras e programas públicos de saúde, como pedidos de pagamento e de autorização para procedimentos.Comparando esse dispêndio ao registrado no Canadá, conclui-se que, se essas atividades fossem tão padronizadas quanto no país vizinho, onde se adota o sistema de fonte única de pagamento, a economia de recursos para estabelecimentos de saúde nos Estados Unidos chegaria a 50%.

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  • Estímulo à concorrência e à transparência de preços e resultadosA International Federation of Health Plans (IFHP, 2013) comparou os preços de procedimentos financiados por planos de saúde entre diversos países. Os maiores valores foram verificados para os Estados Unidos. O estudo indicou, ainda, que um dia de internação em um hospital americano custa, em média, US$ 4.287, três vezes mais que na Austrália (US$ 1.237) e dez vezes mais que na Argentina (US$ 429). Os honorários médicos nos Estados Unidos são, em média, 78% maiores que no conjunto dos países da OCDE e os medicamentos mais prescritos no país são 50% mais caros que em países da União Europeia.

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No mercado de materiais médico-hospitalares, a literatura aponta falhas de precificação mais importantes para as órteses, próteses e materiais especiais (OPME’s). A maior parte dos fornecedores de OPME’s mantém cláusulas de confidencialidade em seus contratos com os hospitais, proibindo a divulgação dos preços pagos por esses insumos. Segundo estudo, essa prática permite aos fornecedores cobrar de cada comprador um valor diferente pelo mesmo material.

Segundo estimativa dos autores com base em registros administrativos de 123 hospitais, se todos os prestadores de serviços hospitalares nos Estados Unidos pagassem o preço médio de mercado pelas OPME’s, a economia total de recursos para o sistema de saúde seria de quase US$ 5 bilhões ao ano.

  • Integração dos diversos níveis de assistência, principalmente no que se refere ao compartilhamento de informações assistenciaisMuitos dos gastos em tratamento intensivo hospitalar poderiam ser evitados por meio de uma melhor coordenação de todos os agentes do setor de saúde. Nas regiões americanas onde se observa uma melhor integração entre o atendimento primário e o atendimento em regime de internação, o tempo médio de internação hospitalar entre pacientes crônicos foi de 13,9 dias e quem estava internado recebeu, em média, 20,4 visitas de médicos em 2006, enquanto que nas regiões de menor nível de coordenação do sistema de saúde, a média foi de 28,5 dias e 64,7 visitas. Isso indica que o grande emprego de recursos sem a devida coordenação e comunicação dos envolvidos no cuidado de saúde gera a ineficiências sem gerar nenhum benefício para a saúde do paciente.

  • Atuação punitiva da justiça contra as práticas abusivas e fraudulentas no sistema de saúdeNos EUA, o FBI (Federal Bureau of Investigation) trabalha em parceria com o Ministério da Saúde americano para implementação de ações de combate às fraudes no sistema de saúde. No entanto, apesar dessas ações, de acordo com as estatísticas do FBI, as fraudes e as práticas abusivas no setor de saúde geram gastos de US$ 80 bilhões por ano nos Estados Unidos, somando setor público e setor privado.Entre as práticas fraudulentas e abusivas que levam ao desperdício incluem:• A prestação intencional de serviços desnecessários ou inadequados;• Faturamento de serviços que não são prestados, muitas vezes com a participação dos pacientes na fraude ou utilizando nomes de pacientes falecidos;• Deturpação do custo dos cuidados de saúde pelas seguradoras e planos de saúde;• Propinas para encaminhamentos para serviços desnecessários;• Rotulagem falsa de uma droga por uma empresa farmacêutica;• Abuso do sistema de saúde por pacientes para receber serviços que possam ser prejudiciais à sua saúde.

*Com informações da GST (Gesto Saúde e Tecnologia) e IESS

5 cursos online para inspirar empreendedores

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Há quem se culpe por dispor de pouco tempo para se capacitar e investir um pouco mais no seu lado empreendedor. Felizmente, com a miríade de cursos online que vêm surgindo – de instituições renomadas, diga-se de passagem – ficou mais fácil, para quem deseja, lapidar as habilidades empreendedoras, sejam elas técnicas ou de conhecimento da área de atuação.

Nesse contexto, deixo cinco dicas de cursos que acredito serem de interesse de muitos empreendedores, e também de gestores e pessoas interessadas em inovação.

1- Fundamentos de Administração

Primeiro curso oferecido pela Faculdade de Economia e Administração da USP no formato de “MOOC” (Massive Online Open Course), “Fundamentos de Administração” abrange o ensino de diferentes teorias e práticas que embasam o processo administrativo. Entre os tópicos das 17 etapas do curso, estão visão sistêmica, planejamento, produção enxuta, funções do administrador e comentários sobre empresas de sucesso no mundo e no Brasil. Interessou? Segue o link do curso.

2- Desenvolvimento de Ideias Inovadoras para Novas Empresas: O Primeiro Passo para o Empreendedorismo

Oferecido pela University of Maryland, o curso prevê a discussão de conceitos básicos de empreendedorismo, motivações, compreensão da indústria e também do consumidor. Há ainda a discussão de modelos de negócios. Embora a sessão atual já tenha iniciado, ainda é possível se inscrever. Para maiores informações, clique aqui.

3- Design: A Criação de Artefatos na Sociedade

Com próxima seção marcada para início em 20/04, o curso da University of Pennsylvania promete casar teoria e prática para transmitir conceitos básicos de design. Além de ser constituído de palestras online e leituras recomendadas, o feedback é um ponto de destaque da proposta: o aluno do curso avaliará os projetos feitos por outros colegas, bem como terá os próprios trabalhos avaliados. Mais sobre neste link.

4- Uma Introdução à Saúde Global

Essa é para os empreendedores da saúde e demais interessados. Realizado pela University of Copenhagen, o curso terá início no dia 13/04 deste ano. As discussões serão em torno dos principais desafios da saúde na atualidade, bem como de programas e políticas de sucesso aplicadas pelos atores da área. Temas como sistemas de saúde, transição epidemiológica, saneamento e mudança climática serão abordados. Mais informações aqui.

5- Liderança, gestão de pessoas e do conhecimento para inovação

Neste outro curso da FEA-USP, são feitas análises a respeito de conceitos básicos para a gestão de pessoas, liderança na empresa contemporânea, processo sucessório, estruturação de equipes de desenvolvimento e de inovação, dentre outros pontos. O curso já tem todas as aulas e pode ser acessado a qualquer momento. Se interessar, clique aqui e bom curso!

O que é o padrão DICOM?

O que é o padrão DICOM, medicina diagnóstica, imagem, radiologia

A evolução permitiu à medicina mais do que avanços em tratamentos e medicamentos. Depois da introdução da tomografia computadorizada, a imagem passou a ser imperativa na qualidade dos diagnósticos. O uso crescente dos computadores em aplicações clínicas e o desenvolvimento de novas ferramentas por dezenas de fabricantes geraram a necessidade de um método padrão para arquivamento e transferência dessas imagens e informações entre todos os dispositivos, independente do formato adotado pelo fabricante de origem.

Para que a comunicação não ficasse prejudicada pelos diferentes formatos foi desenvolvido o padrão DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicene). Criado em 1983 por um comitê norte-americano formado pelo American College Of Radiology (ACR) e pela National Eletrical Manufacturers Association (NEMA), o padrão DICOM é um conjunto de normas que torna a comunicação e o armazenamento das informações médicas em um formato eletrônico único, estruturado num protocolo. Com esses protocolos as informações associadas às imagens geradas por equipamentos de tomografias, ressonâncias magnéticas, radiografias podem ser trocadas entre si.

O atual padrão DICOM encontra-se na terceira versão, mas segue em constante desenvolvimento. A principal função do comitê, composto por praticamente todos os grandes fabricantes de equipamentos para imagem diagnóstica e por grandes instituições médico-cientificas em todo o mundo, é prezar pela compatibilidade eficaz com edições precedentes do DICOM, ou seja, além de permitir a padronização de novos formatos de imagens diagnóstica, devem manter a compatibilidade com os antigos.

Além de promover a troca de informações de imagens digitais e a padronização dos diversos formatos de imagens médicas, o padrão DICOM visa facilitar o desenvolvimento e expansão dos sistemas PACS (sistema que permite o armazenamento e comunicação de imagens geradas por equipamentos médicos). O compartilhamento de informações é outra vantagem do padrão DICOM.

Como o varejo pode transformar a oferta de serviços de saúde?

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Que o Uber reestruturou a economia e modificou todo o setor de táxis do mundo, não temos dúvida. O que esperamos é que alguma empresa de saúde tenha a mesma importância para o nosso segmento. A valuation atual da empresa é de cerca de $41 bilhões.

Todos os setores estão procurando por gaps na indústria que possam configurar o próximo lugar para uma empresa Uber-like. Empresas americanas têm criado clínicas de fácil acesso, como em Walmarts e Targets, redes de supermercado americanas. Além disso, temos o exemplo da Theranos, laboratório que está perto dos americanos, em diversos pontos da rede Walgreens.

No caso do Walmart, a rede abriu mais de 100 clínicas, em parceria com a QuadMed e os pontos estarão abertos por 12 horas por dia durante a semana e oito horas por dia nos fins de semana. Como modelo de negócios, o Walmart sempre teve foco em modelos disruptivos, eficiência e gestão de custos e isso pode ser trazido para a saúde, onde estes três pontos não são tão desenvolvidos. Já a Target fechou contrato com a Kaiser Permanente para trazer conveniência e soluções de saúde de alta qualidade para os clientes.

Outras empresas, como a Whole Foods, têm se movimentado para a criação de clínicas e serviços que estejam alinhados ao seu core business e, com esse direcionamento do varejo para os serviços de saúde, podemos esperar um grande crescimento dessas facilidades, porque os varejistas americanos têm grande conhecimento das necessidades do mercado americano e entendem de lealdade do consumidor.

Se estas tentativas derem certo, teremos uma nova organização de serviços de saúde, em que a consulta está ao alcance de paciente ao redor dos EUA. Para vencer a guerra da lealdade do cliente, estas empresas devem brigar com grandes nomes do setor - ou juntar operações, como no caso da Kaiser Permanente.

Hospital do futuro sabe ouvir o paciente

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A Saúde do futuro, o hospital do futuro, o paciente do futuro, estamos sempre tentando prever o que vai acontecer com base no passado e no que o presente anda nos contando. Nesta corrida, sempre surgem os desbravadores, para depois serem seguidos pela maioria. No mundo dos hospitais, podemos facilmente elencar os brasileiros que ditam as tendências. Estes, por sua vez, muitas vezes se espelham em experiências internacionais e de países considerados à frente nesta jornada pelo desenvolvimento e melhorias contínuas.

Peguemos de exemplo um “hospital do futuro” de Denver, no Colorado (EUA), que acaba de ser inaugurado. Inserido em um contexto de envelhecimento populacional e alta demanda, o Centura Health System abre as portas para um novo campus St. Anthony North Health Campus em Westminster, baseado no desejo de seus potenciais pacientes, ou seja, da população da região.

O veículo norte-americano H&HN Daily traz a história do projeto, idealizado pela pergunta “como podemos projetar algo que não estará obsoleto daqui há 20 anos?”. A indagação levou o CEO, Carole Peet, perceber que o ideal seria realmente começar do zero ao invés de renovar as estruturas que já tinham.

Todo o conceito e oferta de serviços foram baseados no que a população em torno necessitava, e eles descobriram que eles não queriam algo que os fizessem lembrar de um hospital. Dessa forma, as instalações são adornadas com pedras naturais, materiais de madeira, janelas do chão ao teto, três jardins e uma trilha ao ar livre.

Ao invés do foco específico na internação, o serviço é voltado para o bem estar e atendimentos ambulatoriais, mudando a perspectiva do cuidado centrado na doença. Entretanto, o hospital conta com 92 leitos de internação.

Outro desejo percebido foi o de poder resolver tudo em um único lugar. Dessa forma, o complexo possui 350 mil m², com os mais variados serviços: desde aconselhamento nutricional, aulas de culinária saudável, cirurgias em regime ambulatorial, farmácia, serviços de diagnóstico e 50 práticas de cuidados primários. A instalação foi desenhada para evitar que o paciente faça três viagens; a consulta com o médico, o raio-x, por exemplo, e a cirurgia.

Peet afirmou ao H&HN Daily que uma das coisas que ele mais ouviu foi o desejo de one-stop shopping, ou seja, estacionar o carro no local e fazer tudo em uma só tacada.

O executivo considera um período de ajuste de sua equipe médica e demais profissionais, mas acredita no alinhamento de todos e no propósito de colocar o paciente verdadeiramente no centro de qualquer decisão.

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Mozart Marin: novo diretor de vendas da Agfa HealthCare

Mozart Marin: novo diretor de vendas da Agfa HealthCare

“Sempre fui visto como um profissional de inovação, capaz de implantar soluções integradas, desde o desenho da estratégica até a execução e go-to-market”, descreve Mozart Marin, novo diretor de vendas da Agfa HealthCare no Brasil. Ele ficará responsável por liderar as principais ações do setor da Agfa, fornecedora de diagnóstico por imagem e soluções de TI para Saúde.

Marin é graduado em Sistemas da Informação e Processamento de Dados com MBA em Marketing e especialização em Gestão Empresarial pela FGV, além de extensão em Fusões e Aquisições de empresas pelo INSPER e em Leadership & Motivating People, na Universidade da Califórnia.

O executivo passou por empresas como Datasul, Oracle, SAP, Philips Healthcare e NeoGrid.

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Startup de saúde ganha Prêmio Mulheres Tech em São Paulo

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A OPA foi criada em 2012 pela gerontóloga Tássia Chiarelli. Empresa selecionada pela Incubadora de Negócios Sociais da USP Leste, a OPA é uma empresa de comunicação e entretenimento em gerontologia. Possui um canal de conteúdo sobre bem-estar e experiências de vida, o qual também divulga diferentes atividades que podem ser do interesse do público maduro.  Algumas dessas atividades é a própria OPA que cria e desenvolve. Recentemente uma delas foi honrada com um prêmio que mostra a excelência do trabalho: a OPA foi uma das ganhadoras do Prêmio Mulheres Tech em Sampa, promovido pelo Google, a Rede Mulher Empreendedora, e a Prefeitura de São Paulo, no dia 07 de fevereiro, durante a Campus Party 2015. Conversei com Tassia sobre a OPA e sobre o projeto premiado. Confira:

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1) Conte um pouco sobre a OPA e seus projetos.

A OPA busca interagir e gerar novas experiências com o seu público por meio da integração do ambiente virtual com o off-line. Desde o início em 2012, a OPA está incubada na USP Leste. De lá para cá, desenvolvemos o conceito de negócio, estruturando os serviços e criando uma rede de parceiros. Hoje começamos a colher os frutos de todo o nosso trabalho e empenho. O site foi uma das primeiras iniciativas da OPA e por esse motivo temos um imenso carinho. Além de produzirmos matérias informativas, também contamos histórias reais de pessoas que tenham alguma mensagem de vida para compartilhar. Esse ano, estamos também com novas atividades presenciais em andamento; podemos citar o projeto “Memórias”, de estimulação cognitiva e o projeto “Mulheres 50 + em Rede”.

2) Conte sobre o Projeto “Mulheres 50+ em Rede”, que foi premiado na Campus Party.

O projeto “Mulheres 50+ em Rede” trata-se de uma iniciativa na qual apostamos que trará um retorno significativo para a vida das participantes. A proposta do projeto é oferecer capacitação digital para mulheres a partir de 50 anos que já tenham um pequeno negócio.

Além de o projeto proporcionar mais conhecimento sobre recursos digitais, também tem o intuito de motivar a criação de uma rede de empreendedoras 50+, o estímulo à inovação e criatividade, e muito mais.

3) Quais oportunidades enxerga para a OPA? Como e para onde acha que ela vai crescer?

Esse ano nós estamos com projetos em desenvolvimento que irão complementar e ampliar a área de atuação da OPA. Ainda não podemos falar muito sobre alguns deles, entretanto podemos adiantar que envolvem temáticas como a fotografia e literatura. São novas maneiras de disseminar a mensagem da OPA: “transforme o seu tempo disponível em oportunidade”.

4) Como tem sido sua experiência de empreender para o público idoso? Que mensagem deixa para quem quer empreender para idosos?

A mensagem que eu deixo é que siga em frente!

No caso da OPA, nós não restringimos somente ao público idoso, porque o nosso intuito é promover a socialização entre as gerações. Por isso, a OPA é direcionada para o público da Terceira Idade, mas não exclusiva.

De qualquer forma, tem sido muito gratificante trabalhar com idosos. Eles são bem exigentes quanto ao serviço, aprovam um atendimento diferenciado e também tem demonstrado ser um público fiel quando gostam do que é oferecido. Posso dizer que grandes referências em minha vida são de pessoas que participam dos nossos projetos, conhecidos como Amigos OPA.

“Mais de 900 UBS fora dos padrões”, diz CFM

“Mais de 900 UBS fora dos padrões”, diz CFM

A segunda-feira começou quente com a divulgação do levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) que apontou o sucateamento de 952 unidades básicas de saúde. Os dados mostram que 331 estabelecimentos têm mais de 50 itens em não conformidade com as normas sanitárias, enquanto 100 apresentavam mais de 80 itens fora dos padrões. Em 38 unidades visitadas, não havia consultório médico.

O levantamento, que expõe a falta de infraestrutura e condições de estabelecimentos do SUS, será encaminhado aos secretários estaduais de Saúde e ao Ministério Público Federal. Para o presidente do CFM, Carlos Vital, os resultados atestam a “ausência de uma política de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde”.

Em resposta ao CFM, o Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que desenvolve há quatro anos um programa para construção e melhoria de unidades básicas de Saúde (UBS). “

Segundo Ministério, desde 2011, o governo federal liberou mais de R$ 5 bilhões aos municípios para o aperfeiçoamento de 26 mil UBS em todo o Brasil. “Dessas, há 24.935 obras em execução, das quais 22.782 estão em andamento ou já foram concluídas. Outras 14 mil unidades entrarão em obras nos próximos anos”, informou.

Os números

  • 7% das unidades fiscalizadas não tinham sanitário adaptado para pessoas com deficiência;
  • 25% não tinham sala de esterilização;
  • 22% não dispunham de sala de espera com bancos ou cadeiras apropriadas para os pacientes;
  • 18% não contavam com sala ou armário para depósito de material de limpeza;
  • 29% dos estabelecimentos não tinham seringas, agulhas e equipamentos para aplicações endovenosas;
  • 74% dessas unidades não tinham desfibriladores;
  • 49% sem medicamentos para atendimento de parada cardiorrespiratória;
  • 59% não tinham ressuscitadores manuais do tipo balão autoinflável;
  • 8% das unidades visitadas estavam sem vacinas;
  • 5% com acondicionamento era feito de forma inadequada;
  • 6% estavam com medicamentos em falta;
  • 4% estavam sendo distribuídos remédios com validade vencida;
  • 13% dos postos não havia controle para a movimentação de medicamentos controlados.

Dos consultórios visitados

  • 521 não tinham negatoscópio (utilizado para visualizar resultados de raio X);
  • 430 estavam sem oftalmoscópio (usado para diagnóstico de doenças oculares);
  • 272 estavam sem tensiômetros (utilizado para aferir a pressão);
  • 235 não tinham estetoscópios, que servem para amplificar sons corporais, como batidas do coração;
  • 106 estavam termômetros.

Itens básicos de higiene

  • 23% dos consultórios fiscalizados não tinham toalhas de papel;
  • 21% estavam sem sabonete líquido;
  • 6% não havia pia para higienização do médico após a consulta.

Salas de procedimentos

  • 11% das unidades fiscalizadas estavam sem material para curativos e retirada de pontos;
  • 5% não obedeciam às normas de esterilização sanitárias.

Atualmente estão em funcionamento no Brasil 40,6 mil UBS. De acordo com o Ministério, o investimento atual na atenção básica dobrou nos últimos quatro anos, alcançando R$ 20 bilhões em 2014.

Samaritano desafia tendência e abre Centro de Especialidades Pediátricas

Samaritano desafia tendência e abre Centro de Especialidades Pediátricas

Ao contrário das tantas maternidades e pediatrias sendo fechadas, o Hospital Samaritano desafia tendência e abre um Centro de Especialidades Pediátricas (CEP), apostando em um nicho cada vez mais escasso no País, motivado não por falta de demanda, mas pela baixa remuneração desse tipo de serviço.

Isso acontece pelo perfil de baixa complexidade da maioria dos atendimentos infantis e preferência dos profissionais por outras especialidades que remuneram melhor. Atento a isso, o Samaritano resolveu investir justamente nos casos pediátricos de alta complexidade, que requerem um especialista, e não se enquadram nesse quadro pouco rentável.

A equipe de 20 especialistas é o grande diferencial da unidade de consultórios, localizada em frente ao prédio do Hospital, no bairro de Higienópolis. O coordenador do centro, Francisco Lembo Neto, ressalta a presença de experts em obesidade e diabetes juvenil, entre outras áreas de especialidade como: imunologia, cardiologia, neurologia, infectologia, gastroenterologia, oncologia, neurocirurgia, cirurgia cirurgia infantil, etc.

Há 30 anos com forte atendimento infantil, o Samaritano já era referência em transplante renal e de medula, “com isso surgiu a ideia de contemplar a população de São Paulo com outras especialidades”, contou Lembo Neto, lembrando que as crianças que possuem problemas graves enfrentam dificuldades de encontrar atendimento especializado. “Casos complexos precisam ser acompanhados bem de perto. Esta é a função do centro”, disse.

Voltado apenas para atendimento particular, os pacientes do CEP que precisarem da infraestrutura do Hospital Samaritano, seja para exames ou internação, assim poderão acionar o plano de saúde.

A escassez de serviços de pediatria é ainda mais grave no SUS. O médico-coordenador conta que o Samaritano treina cerca de 26 hospitais públicos, por meio de parceria com o Ministério da Saúde, em áreas como UTI pediátrica, nonatal, além de processos de gestão. Apenas os casos de transplante renal é que o Samaritano realiza o procedimento via SUS, também por contrapartida com o Ministério.

Com pouco mais de um mês de funcionamento, Lembo já está preocupando se vai suportar a demanda por consultas, “está grande, mesmo sem divulgação”.