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Startup de saúde brasileira recebe aporte de US$5 milhões

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A SaúdeControle, empresa que possui um produto de armazenamento do histórico médico do paciente, acaba de receber um aporte de US$ 5 milhões para internacionalização da operação.

A empresa teve seu lançamento há pouco mais de um ano e teve 2014 como ano de consolidação do produto. Eles tiveram Aadvisory da E&Y e conseguiram transformar o que era uma ideia em um produto pronto. O modelo de negócios trabalha com diversos players de mercado, dando poder ao usuário e viabilizando o controle de informações de saúde.

O lançamento do aplicativo nas lojas Apple e Google foi realizado em 13 de junho e, em novembro, houve aquisição de clientes corporativos.

Em 2014, eles participarem de um evento em Nova York e, assim, passaram a entrar em contato com investidores americanos. Sem citar o fundo de investimento, Adrianno Barcellos disse, em entrevista à Valor, que eles receberão US$ 5 milhões para lançamento do sistema no mercado americano.

Este orçamento irá para diversas áreas da operação, como marketing e TI, focando na adequação do produto ao mercado internacional. No Brasil, o sistema conta com 18 mil usuários e, a maior parte deles vem de contratos corporativos. Para Adrianno, “As empresas estão utilizando informações médicas dos colaboradores para criar ações mais eficazes de saúde”.

Leia mais sobre Internacionalização de Startups de saúde.

Hospitais e operadoras aderem a projeto para redução de cesáreas

Hospitais e operadoras aderem a projeto para redução de cesáreas

“Não há razões clínicas que justifiquem taxas tão altas de cesáreas no País. Por isso estamos estudando as razões e buscando alternativas que ajudem a mudar esse cenário”, explicou a diretora-presidente substituta da ANS, Martha Oliveira, durante encontro entre hospitais e operadoras de planos de saúde no dia 25 de fevereiro, no Rio de Janeiro.

Iniciativa faz parte de uma parceria entre a ANS, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI). Mais de 130 representantes de entidades de diversos estados estiveram no encontro e discutiram detalhes do projeto, evidenciando a relevância do tema.

De acordo com Martha, a ideia é que seja construído uma proposta conjunta para a mudança do modelo de atenção ao parto e nascimento”.

Atualmente, no Brasil, o percentual de partos cesáreos chega a 84% na saúde suplementar. A cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade.

Detalhes do projeto

O projeto-piloto será desenvolvido por 20 hospitais que tiverem interesse em aderir à iniciativa e serão trabalhados três modelos distintos de atendimento à parturiente: o parto realizado por uma equipe de plantonistas, por enfermeiras obstetras e por uma equipe de médicos que se reveza no atendimento à grávida durante o pré-natal.

O hospital que participar poderá escolher, entre esses modelos, aquele que melhor se adapta à sua realidade e também propor outras estratégias a serem testadas. No escopo do projeto também devem ser discutidas questões como o treinamento dos profissionais e formas de financiamento do procedimento.

O diretor-executivo e coordenador regional do IHI na América Latina e Europa, Pedro Delgado, considera a iniciativa um grande desafio e oportunidade de melhor experiência para mulheres e recém-nascidos a custos menores.

Uma das principais contribuições do Hospital Israelita Albert Einstein será no treinamento e a capacitação dos profissionais envolvidos.

Prazo

Os hospitais e operadoras têm até o dia 11 de março para manifestar interesse em aderir ao projeto. A partir do dia 20, a ANS divulgará os candidatos que farão parte da inciativa e, sem seguida, será dado início ao desenvolvimento do trabalho.

Passo a passo para adesão ao projeto

Para formalizar interesse em participar do projeto, os hospitais devem seguir os seguintes passos:

1 - Encaminhar à ANS, até 11 de março, a proposta de adesão ao projeto piloto. Os modelos dos documentos a serem encaminhados e o endereço eletrônico para o envio estarão disponíveis em breve no portal da ANS.

2 - Aguardar a análise da ANS, que reunirá o conjunto de informações sobre hospitais proponentes e fará a seleção final em conjunto com o Hospital Israelita Albert Einstein e o IHI, comunicando o resultado aos candidatos por e-mail e ofício até 24 de março de 2015;

3 - Aderir formalmente ao projeto, mediante assinatura de contrato como hospital voluntário, em data a ser definida e comunicada por e-mail e ofício aos hospitais selecionados.

Mindfulness chega ao SUS

Mindfulness chega ao SUS

Ainda bem pouco conhecido pelos gestores e profissionais de saúde no Brasil, o Mindfulness, também chamado de “atenção plena”, tem sido propagado pela Escola Paulista de Medicina (EPM), da Unifesp, como um meio para o bem-estar e promoção da saúde. Sendo uma prática meditativa, pode ser experimentado por qualquer um, e tem se mostrado eficiente no tratamento do estresse, ansiedade, depressão e dores crônicas.

Coordenado pelo professor e médico de família Marcelo Demarzo, o Centro Brasileiro de Mindfulness da Unifesp tem levado a prática ao sistema público de saúde (SUS). São montados grupos de pacientes para o aprendizado da técnica, assim como seminários científicos gratuitos para a população.

Composto por três módulos, que duram cerca de um ano, o centro também oferece formação para profissionais de diversas áreas, inclusive empresários. “A alta procura tem nos surpreendido, mesmo quase sem divulgação as pessoas estão chegando até nós”, comentou Demarzo.

O centro, batizado de Mente Aberta, é formado por uma equipe multidisciplinar de 20 pessoas e segue as diretrizes de uma rede britânica de especialistas no assunto. “A maioria dos profissionais de saúde do Brasil ainda não conhece a técnica e sua aplicação clínica. A gente precisa se comunicar melhor com os ambulatórios”, ressaltou o coordenador.

Além dos comprovados benefícios clínicos, a prática meditativa promove mudanças comportamentais, o que tem atraído gestores e líderes. Calma, maior concentração, produtividade e até mais abertura para os relacionamentos são algumas das decorrências do mindfulness. Há registros de que muitos atletas estão aderindo à prática.

Experiência internacional

Demarzo é também professor e pesquisador sobre o tema na universidade espanhola Zaragoza e conta que o conceito tem se popularizado rapidamente nos Estados Unidos (EUA) e Europa, inclusive está sendo experimentado por parlamentares ingleses. “Eles estão conhecendo e estudando a possibilidade de o mindfulness tornar-se uma política pública”, contou, lembrando que os deputados norte-americanos também estão trabalhando nessa mesma ideia.

“Obviamente isso não é uma panaceia. Temos que tomar cuidado”, alertou para o perigo de se criar muito expectativa em torno da novidade.

A Unifesp está envolvida em um congresso internacional sobre o tema, programado para 24-27 de junho, e estuda parceria com Harvard.

Influência da meditação na saúde

Têm sido progressivamente confirmadas a eficácia e a efetividade da meditação, em especial dos tipos mindfulness e transcendental, nas seguintes condições, entre outras:

  • ansiedade;
  • depressão;
  • dor crônica;
  • câncer;
  • dependência de substâncias;
  • agressividade;
  • artrites;
  • fibromialgia.

As intervenções têm sido testadas em diversos cenários de saúde, incluindo a atenção primária à saúde (APS), como também em outros equipamentos sociais, como nas penitenciárias, por exemplo.

Diversos resultados positivos têm sido observados em pessoas da comunidade e pacientes, tais como:

  • melhora da aceitação da dor;
  • melhora do manejo de situações com alto grau de estresse (portadores de morbidades crônicas, por exemplo);
  • diminuição dos níveis de agressividade em pacientes psiquiátricos;
  • melhora da qualidade de vida e da autoeficácia em saúde para a população em geral (promoção da saúde).

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Tendências para 2015 na Saúde Digital dos EUA

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2015 está preparado para ser um ano de transição na saúde americana. A implementação do CID-10 em outubro, e a otimização dos sistemas de Prontuário Eletrônico, visando a fase 2 do Meaningful Use, serão dois marcos importantes.

 

O foco de combate aos custos continuam sendo as doenças crônicas, que fazem 1% dos pacientes responderem por 20% dos gastos totais com saúde – e que devem crescer perto de 7% no ano.

 

O mercado de aplicativos móveis estará explodindo, e a maioria dos líderes de saúde estarão considerando adotar serviços de telessaúde. Será a única saída para enfrentar um mercado que apenas em 2014 recebeu 10 milhões de novos segurados.

 

O infográfico criado pela eVisit ilustra algumas destas tendências principais de saúde para este ano.

 

O que é PEP?

O que é PEP (EHR, Prontuário Eletrônico)

No atendimento à saúde, fontes diferentes de dados geram uma grande variedade de informações. Esses dados precisam ser organizados de modo a produzir um contexto de apoio para tomada de decisão sobre tratamentos e de orientação de todo o processo de atendimento à saúde de uma população. O termo PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) vem originalmente do latim promptuarium e quer dizer “lugar onde se guardam ou depositam as coisas de que se pode necessitar a qualquer instante”.

Partindo desse princípio, a ferramenta PEP é padronizada e digital e contribui substancialmente para o processo de atenção à saúde. Com ela é possível reunir e gerenciar todas as informações clínicas e assistenciais de todos os atendimentos, simplificando o armazenamento de dados e facilitando a rotina de trabalho de médicos, enfermeiros e outros profissionais da área. Outros benefícios do PEP estão ligados à pesquisa clínica, adesão aos protocolos clínicos e assistenciais, além de usos secundários da informação para fins epidemiológicos e estatísticos.

Implementado no Brasil em 2002, o PEP tem como principais vantagens a otimização de recursos (como o hospital sem papel, por exemplo) e o rápido acesso aos problemas de saúde do paciente, tanto antigos como recentes. O acesso ao conhecimento científico atualizado permite não somente o aprimoramento do processo de tomada de decisão, como também colabora para uma melhor legibilidade e segurança dos dados, via certificado digital. Coletada via PEP, a informação do paciente pode ser compartilhada entre clínicas, laboratórios, hospitais, agências de seguro saúde e outras instituições médicas. Além de integração, seu principal objetivo é melhorar o atendimento do profissional de saúde, dando maior produtividade e provendo um rol de informações sobre o paciente (com imagens e resultados de exames), o que diminui a incidência de erros na tomada da decisão.

Para o profissional de saúde, o PEP, na essência de seu conceito eletrônico, significa mais que uma ferramenta de rotina de trabalho. Ele pode, por exemplo, anexar protocolos clínicos e propor novas condutas ao setor. Se bem implementado, ele permite a disponibilidade da informação para acesso, com controles de segurança, privacidade e a confidencialidade do paciente. Isso é fundamental para evoluir o sistema de saúde nacional, para ele ser mais sustentável. O PEP é o primeiro passo para o Registro Eletrônico de Saúde (RES). No âmbito do município, do estado, de um grupo de hospitais ou de uma operadora de plano de saúde; o RES é uma reunião de vários prontuários eletrônicos, tendo um repositório central de informações sobre o paciente.