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Nova diretoria da SBCP-GO é empossada

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A nova diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Goiás (SBCP-GO), que estará à frente da entidade no biênio 2016/2017, foi oficialmente empossada no dia 23 de março. Na presidência da entidade está o cirurgião plástico Luiz Humberto Garcia de Souza. Os médicos Sérgio Augusto da Conceição e Adriana Gondim do Amaral ocupam, respectivamente, a secretaria e a tesoureira da SBCP-GO.

DRA ADRIANA_DR LUIZ HUMBERTO_DR SERGIO_2Foto: Adriana Gondim do Amaral, Luiz Humberto Garcia de Souza e Sérgio Augusto da Conceição

Uma peculiaridade desta nova diretoria é que os três diretores são regentes de serviços de residência em cirurgia plástica em Goiás. Luiz Humberto Garcia é regente do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás; Sérgio Augusto da Conceição, do Hospital Geral de Goiânia, e Adriana Gondim do Amaral, da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia.

A solenidade de posse reuniu cerca de 160 convidados, entre cirurgiões plásticos; o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Aldair Novato Silva, que ressaltou a parceria entre o Conselho e a SBCP-GO em defesa da ética médica e do bom atendimento à população; o vice-presidente do Cremego, Leonardo Mariano Reis; o diretor Científico, Erso Guimarães; o conselheiro federal Salomão Rodrigues Filho; o presidente da Associação Médica de Goiás, José Umberto Vaz de Siqueira, e o senador e médico Ronaldo Caiado.

O presidente da SBCP, Luciano Chaves, também participou do evento. Ao falar aos colegas, ele criticou a “invasão” da área da cirurgia plástica por médicos sem especialidade, muitos deles pós-graduados em instituições que oferecem cursos de curta duração na área de estética. “A SBCP está atenta a esses casos e agindo para coibir essa situação”, disse.

Segundo o novo presidente da SBCP-GO, coibir essa invasão da cirurgia plástica por outras profissões e médicos sem a devida capacitação e treinamento é também uma das prioridades da nova diretoria da regional goiana. A SBCP-GO, de acordo com Luiz Humberto Garcia, vai trabalhar também para o fortalecimento da ética médica, o esclarecimento da população sobre a importância da realização de cirurgias plásticas com médicos especialistas e a promoção de ações educativas visando a atualização do conhecimento científico dos cirurgiões plásticos.

Durante a solenidade de posse, o médico Jackson Caiafa (RJ) ministrou uma aula sobre “Prevenção do Tromboembolismo” e o médico César Bariani (GO) falou sobre a ”Importância dos Exames Hematológicos na Prevenção de Tromboses e Hemorragias no Pré-operatório”. Para presidente da SBCP-GO, as aulas foram “um divisor de águas” na orientação dos médicos goianos sobre a prevenção das tromboses venosas e das embolias pulmonares, duas grandes vilãs da cirurgia plástica.

Estatísticas dos últimos dez anos revelam que, a cada ano, pelo menos, um paciente que se submete a cirurgia plástica morre em Goiânia vítima de embolia.

“Um problema que poderia ser prevenido na quase totalidade dos casos com a realização de exames pré-operatórios e com o uso de medicamentos anticoagulantes antes da operação e nos 30 dias após a cirurgia”, alerta Luiz Humberto Garcia, que à frente da SBCP-GO vai trabalhar também para aumentar a segurança do atendimento aos pacientes.

Outro projeto da nova diretoria, que começa a ser colocado em prática ainda neste semestre, é o desenvolvimento de campanhas sociais para o atendimento de pacientes de baixa renda. Com o apoio de cirurgiões plásticos voluntários, a SBCP-GO promoverá duas grandes campanhas nos meses de julho e dezembro para atender pacientes que necessitam de cirurgias plásticas reparadoras e estéticas e não dispõem de recursos para o pagamento dos médicos.

Informação de qualidade e ferramentas de apoio à decisão clínica são cruciais

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Os erros ocorridos em diagnósticos médicos são uma preocupação mundial comum a todo o ecossistema de saúde. Os números são elevados. 44 mil americanos morrem todos os anos desses graves equívocos e como consequência US$ 17 bilhões são gastos desnecessariamente. No Brasil, esta realidade não é diferente.

A maioria das pessoas conhece alguém que recebeu medicação errada ou passou por um procedimento médico desnecessário. Dados do Supremo Tribunal de Justiça apontam que, de 2010 para 2014, houve um crescimento de 140% no número de processos movidos em decorrência de erros cometidos dentro do sistema de saúde do país.

Uma imprecisão durante o atendimento ou um diagnóstico errôneo provoca danos ao paciente, como consternações que poderiam ser evitadas ou aquisição de alguma doença até então inexistente, além de impactar negativamente nos resultados dos prestadores de serviços e aumentar os custos relacionados à manutenção da estrutura de atendimento.

Recentemente, uma discussão em fórum de debates online promovido pelo Projeto Global Health Delivery, da Universidade de Harvard, evidenciou a preocupação dos profissionais de saúde em todo o mundo e os desafios que enfrentam para chegarem ao diagnóstico exato, para o paciente certo, em casos nos quais segundos podem ser determinantes para salvar ou não uma vida.

Peter_Bonis (2)Os motivos que levam um profissional da saúde a ter uma interpretação equivocada do quadro clínico de um paciente são diversos. Em regiões menos desenvolvidas, seja por falta de programas de pós-graduação ou pela carência de especialistas treinados, os profissionais da saúde muitas vezes têm que exercer a prática médica muito além da sua formação, o que comprovadamente reflete em diagnósticos incoerentes. Ademais, o défice no acesso a informações clínicas de qualidade, tanto por parte das equipes médicas como de enfermagem, é um dos grandes vilões neste aspecto: o médico depara-se com um caso desconhecido e/ou relativamente novo e não tem onde buscar recomendações que realmente sejam efetivas e que ajudem a direcionar melhor o diagnóstico.

Mas, como ter acesso a conteúdos de relevância? Os recursos abertos que são acessados por milhares de profissionais da saúde poderiam sim ser uma alternativa, porém sua veracidade e credibilidade são questionáveis. Apenas 1% dos artigos médicos disponíveis no Wikipedia, por exemplo, passou por algum tipo de revisão antes de ser disponibilizado.

Um relatório recém-publicado pelos pesquisadores membros do Projeto Global Health Delivery da Universidade de Harvard, traz como alternativa bem sucedida para essa problemática os recursos de apoio à decisão clínica. Essas ferramentas combinam tecnologia e plataformas de publicação avançada a um rigoroso e sofisticado processo editorial, gerido por autores médicos e editores especialistas.

Outro ponto interessante é o fato de existir um elevado grau de comprometimento com a qualidade da informação, ampliando o leque de possibilidades de diagnósticos e assegurando a aplicação de critérios validados, o que por sua vez acarreta em uma avalição apropriada dos casos.

Para exemplificar, esses pesquisadores citam um estudo feito pela Mayo Clinic – organização americana sem fins lucrativos da área de serviços médicos e de pesquisas médico-hospitalares – que demostrou que os profissionais que fazem uso de soluções de apoio à decisão clínica baseada em evidências e que contam com uma base sólida de recomendações de autoria de especialistas são aqueles que obtêm as maiores notas em exames de certificações.

Foi revelado ainda que esses recursos estão associados a menores taxas de mortalidade e tempo de permanência nos hospitais, especialmente em instituições de pequeno porte e não dedicadas ao ensino médico.

É fato, portanto, que quanto mais os profissionais da saúde puderem contar com conteúdo de qualidade e ferramentas de apoio à decisão clínica, menores serão as chances de errarem, seja no momento em que realizam os diagnósticos ou na escolha dos melhores tratamentos.

Unimed Sete Lagoas adota sistema MV para operadoras

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Ampliando o portfólio de cooperativas médicas clientes, a MV deu início à implantação do sistema Gestor de Planos de Saúde Integrado (GPSi) na Unimed Sete Lagoas. Localizada no município de Sete Lagoas-MG e com 49 mil beneficiários, a cooperativa referência na região fechou contrato com a MV para substituir o sistema de gestão utilizado.

Com restrições tecnológicas, ausência de informações estratégicas dinâmicas e outras limitações que faziam com que necessidades não fossem atendidas, a Unimed Sete Lagoas contratou a Salutar Consultoria para auxiliar na escolha de uma nova solução.

“Por meio de uma metodologia baseada nas melhores práticas de gerenciamento de projetos e desenvolvida em cinco grandes etapas de caráter eliminatório, foram selecionados 11 fornecedores e, depois de oito meses de criteriosa avaliação com apuração de mais de 1400 requisitos, a MV foi a empresa escolhida”, disse o consultor da Salutar, Claudiney Marinho.

Com a implantação do GPSi, plataforma homologada pela Unimed Brasil, cerca de 120 colaboradores passarão a utilizar o sistema. Com a mudança, será possível eliminar trabalhos manuais, reduzir o tempo de execução de tarefas, acessar informações confiáveis, apoiar a tomada de decisões e garantir o cumprimento de prazos.

Para o superintendente de Operações da Unimed Sete Lagoas, Renato Figueiredo, “a expectativa é de que possamos corrigir vários processos técnicos e funcionais que atualmente não são executados de forma adequada pela limitação do nosso sistema atual”.

Somente no Estado de Minas Gerais, a MV já conta com sete cooperativas Unimed em seu portfólio de clientes. São elas: Unimed Vale do Aço, em Ipatinga; Unimed Inconfidentes, em Ouro Preto; Unimed Centro-Oeste, em Pará-de-Minas; Unimed Alto São Francisco, em Formiga; Unimed Guaxupé, em Guaxupé; e Unimed Conselheiro Lafaiete, em Conselheiro Lafaiete.

Sobre a MV

A MV é líder em software de gestão de saúde no Brasil. Com soluções para hospitais, clínicas, operadoras de planos de saúde, centros de medicina diagnóstica e redes de saúde pública, detém o melhor Prontuário Eletrônico do Paciente na América Latina e o maior market share da região, segundo a empresa norte-americana de pesquisa e insights, KLAS, que concedeu à MV o Prêmio 2015/2016 KLAS Category Leader for Global Acute EMR – Latin America. Atualmente, mais de 1000 instituições e 375 mil usuários utilizam as soluções MV para responder com eficiência, agilidade, precisão e segurança as necessidades de gestão de informações de saúde. Para saber mais sobre a MV, acesse www.mv.com.br. Acompanhe-nos também no Facebook, Twitter e LinkedIn.

3 dicas para reduzir o tempo de espera do paciente

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O aumento das avaliações online dos pacientes está influenciando a gestão hospitalar a olhar mais de perto as áreas do atendimento que precisam ser melhoradas.

Pesquisas feitas nos hospitais do Maine, nos Estados Unidos, revelaram que o tempo de espera é um dos principais problemas apontados pelo paciente. Instituições como Lincoln Medical Partners  e o Southern Maine Health Care investiram em pesquisas mais apuradas que apontam os motivos para atrasos e ainda como reduzir esse tempo de espera:

  1. Revisitar procedimentos para se assegurar que estão no padrão desejado e melhorar o treinamento.

Os internos da clínica de Biddeford foram capazes de melhorar a experiência do paciente pela identificação e eliminação de falhas em uma série de procedimentos que eram feitos por médicos e por membros do staff. Adotando um padrão de procedimentos, os internos tornaram bem mais fácil até mesmo de treinar e guiar o paciente em uma experiência mais consistente.

2. Organizar pela manhã as estratégias e o que será feito ao longo do dia.

Na Lincoln Medical Partners de Damariscotta, o staff, enfermeiros e médicos, se reúnem diariamente para prever e identificar os problemas em potencial para poder amenizá-las nas emergências. Os médicos afirmaram que a equipe fica muito mais preparada e todo mundo mais alinhado para reduzir atrasos.

3. Aceitar e solicitar sugestões de todos os stakeholders, incluindo pacientes, enfermeiros e médicos.

Permitindo o staff a guiar essas melhorias ajuda com que eles mesmo estejam engajados nessa evolução. Recomendações de quem vive e respira o sistema todo dia são essenciais para analisar os erros que eles mesmos vivenciam.

Mais do artigo em inglês aqui.

Laboratório Sabin muda seu parque de impressão a favor da Sustentabilidade

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Black & White Press Room...

A OKI Data, uma das principais marcas de soluções de impressão do mundo, é a nova parceira do Laboratório Sabin - um dos maiores players do Brasil em Medicina Diagnóstica. Por meio da World Digital, revenda autorizada da OKI Data em Brasília, foi realizada a troca de todo o parque de impressão do Sabin.

O projeto de instalação das novas impressoras foi dividido em três etapas. Na primeira, as máquinas foram homologadas pelo gerente de TIC do Laboratório Sabin, Edgar Moreira, e, caso seguissem todas as exigências técnicas da empresa e apresentassem bom desempenho, elas seriam instaladas em todas as unidades do Sabin - que tem mais de 190 unidades de atendimento. Ainda nessa fase, como os testes ocorreram de forma satisfatória, mais de 60 equipamentos dos modelos MPS5502MB e ES5112 foram distribuídos pela rede. Na segunda fase, mais 80 impressoras dos mesmos formatos começaram a operar e, na última fase, mais 160 equipamentos - entre impressoras e multifuncionais - foram instalados.

Um dos pontos decisivos para o Sabin escolher as soluções de impressão da OKI Data foi a preocupação da marca com a Sustentabilidade. As ações que incentivam o uso de suprimentos originais e o descarte apropriado dos insumos mostraram como a OKI estava alinhada com os valores do laboratório. Além disso, a qualidade e a agilidade de impressão foi outro fator importante para a escolha.

Devido ao número elevado de impressões de análises clínicas e o tipo de documento nos quais o material é impresso, o laboratório precisava de equipamentos que apresentasse essas características. Dessa forma, foram escolhidos os modelos MPS5502MB, uma multifuncional compacta que cabe facilmente em diferentes formatos de escritórios e que imprime a primeira página em apenas 5 segundos, e a ES5112, que processa altos volumes de impressão com facilidade e robustez e a qualidade da tecnologia LED.

Cláudio Borges, Diretor Geral da World Digital, reforça que outro fator importante para o sucesso do negócio deu-se pelo fato de a multifuncional MPS5502MB da OKI ter predisposição para um processo de Gestão Eletrônica Documental (GED). Com o recurso, será possível preservar e organizar os documentos do laboratório, garantir segurança das informações e o maior controle dos dados, já que a armazenagem dos arquivos vem acompanhada de uma conferência do conteúdo existente, incluindo sua classificação automática. Tal fator facilita a busca de documentos específicos, principalmente em um laboratório que tem grande circulação de materiais.

Ainda segundo o executivo, a participação ativa da OKI Data pode ser percebida em todas as fases do projeto. “O envolvimento da OKI Data durante a execução do trabalho foi fundamental. Desde a primeira etapa, a empresa cumpriu todos os prazos estabelecidos e seguia todos os critérios técnicos estabelecidos pelo Sabin. Além disso, o atendimento prestado, a conduta e as políticas de Sustentabilidade foram decisivos para ganhar a concorrência”, finaliza Borges.

Sobre a OKI

A OKI é uma das principais marcas de soluções de impressão do mundo, com mais de 30 anos de experiência no mercado e presença em mais de 120 países. No Brasil há 19 anos, se destaca por seu pioneirismo e desenvolvimento de tecnologias inovadoras. Com uma linha completa de mais de 30 modelos, a OKI possui impressoras e multifuncionais LED monocromáticas e em cores, além de matriciais. A companhia faz parte do grupo japonês OKI Electric Industry, fundado em 1881, composto por empresas dos setores de telecomunicações, informática, eletroeletrônicos e componentes. O grupo emprega diretamente mais de 16.000 funcionários e fatura mundialmente US$ 4,5 bilhões. Acesse o site www.oki.com.br.

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Sobre a World Digital

A World Digital é uma empresa de tecnologia para gestão de documentos e serviços corporativos. Representante autorizado das marcas mais conceituadas do segmento de produção gráfica de documentos digitais em alto volume. Prestação de Serviço, Outsourcing de Impressão, Locação e Comercialização de Equipamentos, Suprimentos e Acessórios são algumas das modalidades oferecidas pela World Digital. Atendendo a todos os tipos de sistemas de reprodução, impressão e digitalização de documentos com os melhores softwares de gerenciamento eletrônico, bilhetagem e monitoramento de cópias e impressões. Trazendo uma solução personalizada para cada cliente de acordo com suas necessidades, a World Digital, com sede em Brasília, atende varejo, pequenas e médias empresas, grandes corporações, indústria e governo em todo país.

Sobre o Laboratório Sabin

O Laboratório Sabin é um dos maiores players do Brasil em Medicina Diagnóstica com unidades no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Bahia, Minas Gerais, Amazonas, Tocantins, Pará, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Fundado por duas mulheres, Janete Vaz e Sandra Costa, em 1984, é conhecido no Brasil não apenas pela qualidade, agilidade e exatidão nas análises, mas também por figurar na lista das 100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil e na América Latina e entre as dez melhores empresas para trabalhar no Brasil, segundo o ranking da Great Place to Work Institute (GPTW), Revista Exame - Você S/A e Valor Carreira.

Como evitar a reospitalizações não programadas?

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Com custos estimados de US$ 41,3 bilhões por ano, as reospitalizações estão entre as principais vilãs da sustentabilidade em saúde nos Estados Unidos. E o quadro se repete, em maior ou menor grau, em todos os sistemas de saúde do mundo.

No Brasil, o caso é tão grave que interfere até no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação utilizado como base para reajustes dos contratos firmados entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço.

“Diversos estudos mostram que um grande número de hospitalizações são evitáveis, particularmente entre os pacientes que têm o que são conhecidas como ‘condições ambulatoriais sensíveis’, tais como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência cardíaca congestiva, diabetes, etc. Além disso, uma alta proporção de pessoas que estão hospitalizadas são readmitidas em 30 dias, frequentemente para a mesma condição em que foram admitidas ou por uma complicação ou infecção resultante da admissão inicial. Reduzir internações e reinternações representa uma vitória para a qualidade e custo [da assistência]”, atesta o órgão norte-americano Center for Healthcare Quality & Payment Reform (Centro para a Qualidade de Saúde e Reforma do Pagamento).

Um artigo publicado no King’s Fund, órgão dedicado a pesquisas e análises para melhorar a assistência à saúde na Inglaterra, indica que um planejamento estruturado de alta e o desenvolvimento um programa personalizado de cuidados para pessoas em home care, mas que são frequentemente hospitalizadas, podem reduzir as readmissões.

A conclusão é corroborada por pesquisadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Ao encontro de outros estudos, as reinternações na população adulta se deveram a pacientes portadores de doenças crônicas, na sua maioria doenças cardiovasculares, doenças do trato gastrintestinal, patologias pulmonares e neoplasias. Avaliando o perfil dos pacientes suscetíveis à reinternação, acreditamos que o investimento em cuidados domiciliares, uma política de integração com a rede de atenção primária, retorno ambulatorial precoce e a possibilidade do desenvolvimento de Hospital Dia possam ser alternativas para evitar reinternações hospitalares não programadas.”

Pelo Brasil

Algumas iniciativas começam a surgir pelo País para reduzir o impacto das reospitalizações. Em Canoas (RS), o Hospital de Pronto Socorro criou a Equipe de Suporte de Alta Hospitalar, que orienta os pacientes na transição do hospital para a casa e desenvolve um plano de conduta terapêutica, incluindo integração com a rede municipal, para cuidados primários. O objetivo é “reduzir inseguranças e proporcionar melhor qualidade de vida familiar e social, prevenir complicações e/ou comorbidades e evitar reinternações”.

No Rio de Janeiro, o Hospital Estadual Eduardo Rabello dedicou uma equipe multidisciplinar às visitas domiciliares, para dar continuidade ao tratamento e evitar reospitalizações e, em Brasília, mais de mil pacientes crônicos recebem visitas periódicas de profissionais da Gerência de Atenção Domiciliar, ligada à Secretaria de Saúde.  

Hospitais, clínicas e laboratórios consideram o perfil dos médicos conectados?

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Os médicos recém-formados engrossam as estatísticas de uma geração denominada de "Y". Fazer parte desse grupo significa ter todos os meios digitais incorporados ao dia a dia, principalmente o celular e a internet.

Logo, é natural que essa familiaridade com aparelhos, aplicativos e tecnologias apareça na relação de trabalho. Aliás, isso é tão importante, que, pela primeira vez, uma geração mais jovem tem relacionamento bilateral com o alto escalão. Por não serem habituados com o mundo digital, é comum aprenderem com a geração "Y" e isso transforma por completo a relação entre os mais novos e os mais velhos, pois ambos ensinam e aprendem.

Mas o que a geração Y espera da empresa?

Por terem suas particularidades como o uso da tecnologia incorporado ao dia a dia, os profissionais recém-formados possuem as seguintes expectativas:

  • Desenvolvimento de habilidade para o futuro;
  • Valores sólidos;
  • Opções personalizáveis de benefícios;
  • Possibilidade de mesclar trabalho e vida pessoal;
  • Plano de carreira claro;
  • Flexibilidade de horário;
  • Programas de desenvolvimento;
  • Ajuda para evoluir no plano de carreira;
  • Feedback honesto;
  • Facilidade para trabalhar, inclusive de forma remota.

Como os centros médicos estão se preparando para essa geração:

Nos Estados Unidos a cultura da mobilidade já apresenta resultados de sucesso. Um dos melhores hospitais do país, o Hennepin County Medical Center (HCMC), em Minnesota, usa soluções que oferecem aos funcionários e médicos a possibilidade de trabalhar através de qualquer dispositivo móvel com toda segurança. Com setenta e cinco mil funcionários o Kindred Healthcare integra provedores de serviços de saúde para ajudar as pessoas a conseguirem tratamento mais facilmente. O Kaweah Delta Medical Center (KD), na Califórnia, usa um desktop virtual que pode ser acessado de qualquer lugar.

Já o Miami Children's Hospital (MCH), Medical University of South Carolina (MUSC) e o Seattle Children's Hospital usam respectivamente: uma plataforma onde os médicos conseguem trocar informações em diversos lugares do mundo, suporte aos médicos e às pesquisas e recursos de tecnologia para a equipe. E essa plataforma que facilita a vida do médico (colocar link para o material) já está no Brasil.

A mobilidade permite horários mais flexíveis, acompanhamento de casos importantes de forma segura, facilita o trabalho e o aprendizado e com isso, responde a muitas das expectativas dos médicos recém-formados da geração "Y".

É fundamental que as empresas tenham ferramentas para reter talentos e aumentar a produtividade dos médicos dessa geração.

Certificado de qualidade para PEP, você conhece?

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A área da saúde implica em uma série de regulamentos para segurança, integridade e gestão de dados. Afinal de contas, por trás de cada software de Prontuário Eletrônico está um profissional e instituição que respondem legalmente por tudo o que acontece com as informações clínicas que estão circulando digitalmente.

É para salvaguardar essas implicações e garantir a qualidade dos softwares, que a Sociedade Brasileira de Informática para Saúde juntamente com o Conselho Federal de Medicina criaram uma certificação de qualidade para Sistemas de Registro Eletrônico de Saúde (S-RES) - qualquer sistema que capture, armazene, apresente, transmita ou imprima informação identificada em saúde.

A certificação SBIS-CFM foi criada a partir de padrões nacionais e internacionais, incluindo padrões de interoperabilidade como o HL7. O manual de certificação está na sua versão 4.1 e teve seu início conceitual no começo dos anos 2000. É respaldado, hoje, pela Resolução CFM N.º 1821/2007. Embora seu uso não seja obrigatório, é um importante selo de qualidade.

As avaliações de segurança realizadas pela SBIS são classificadas em duas: NGS1 e NGS2. A NGS1 (Nível de Garantia de Segurança 1) é obrigatório e diz respeito a requisitos básicos de segurança do software, como método de autenticação de pessoa, controle de tentativas de login, identidade única e etc.

Quando um software possui apenas o NGS1, a instituição que o adota não pode abandonar o papel. Esse nível de segurança não é suficiente para um hospital paperless e, nesse caso, todo o prontuário eletrônico deve ser impresso e assinado pelo responsável, além de arquivado fisicamente dentro das regras estabelecidas para registros de saúde.

O NGS2, por outro lado, tem como requisito o uso de certificado digital homologado pelo ICP-Brasil em diversas operações e por diversos operadores do sistema, incluindo o médico. Isso significa que, para um sistema com NGS2 entrar em operação, o corpo clínico todo precisa ter um certificado digital, que é emitido individualmente em formato de um cartão magnético, para realizar assinaturas dentro do sistema. Ele é que possibilita o hospital paperless legalmente no Brasil.

Com a sensibilidade, a legislação e as resoluções pertinentes aos dados médicos e sua complexidade, o gestor de TI das instituições de saúde tem um aliado na hora de avaliar a adoção de softwares no hospital, a certificação SBIS-CFM. A SBIS mantém uma página atualizada com todos os sistemas licenciados e uma página com o manual usado para certificação.

O Portal Saúde Business vai realizar no dia 12 de abril às 20:00h um webinar ao vivo sobre Certificação Digital e Certificação de Qualidade para PEP, tendo como facilitador o Professor Renato Sabbatini, PhD e um dos fundadores da SBIS. Se você quer saber mais sobre o tema, faça sua inscrição, as vagas são limitadas.

Hierarquia de resultados clínicos: caminho para um sistema centrado no paciente

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Quando se fala em um sistema de saúde focado no paciente, em oposição ao hospitalocêntrico em vigor hoje, os estudos e teorias se debruçam sobre o aumento da qualidade assistencial e a segurança do paciente. São abordados temas como capacitação, acreditação, estrutura física e recursos tecnológicos. Mas como traduzir esse novo modelo em números e monetizá-lo?

Um dos caminhos para alcançar esse objetivo é hierarquizar os resultados clínicos, em vez de priorizar processos e áreas assistenciais.

“Valor em saúde é a divisão dos resultados clínicos pelo custo para obtê-los. Então, centralizando o que é valor, focado na figura do paciente, podemos hierarquizar os resultados em três níveis. O primeiro se refere ao estado de saúde, à sobrevivência e o grau de recuperação da saúde. Por exemplo: o primeiro resultado esperado de uma cirurgia cardíaca é que o paciente saia vivo”, explica o CEO da Geriatrics, Gabiel Palne. “O segundo trata do processo de recuperação e o tempo para retomar as atividades: o paciente saiu com alguma incapacidade ou houve algum evento adverso? O resultado dele é observado também em outros casos? Vai precisar de reabilitação? Por fim, o terceiro analisa as consequências de longo prazo da assistência, se houve recorrência ou novas doenças induzidas pelo tratamento”, enumera.

Embora essa avaliação seja primordial para garantir a qualidade de vida do paciente e criar uma base de dados que possibilite aprimoramento dos diagnósticos e procedimentos, ela ainda não é realidade nos serviços brasileiros. “Mesmo entre os melhores hospitais do País, é pouco provável que esses indicadores estejam em nível AAA. Em geral, as instituições têm apenas indicadores de processos”, avalia.

Sem dados sobre os resultados clínicos, os pacientes acabam escolhendo os prestadores de serviços por proximidade, hotelaria, tecnologia ou outros critérios não diretamente relacionados à qualidade da assistência. Do lado dos prestadores, essa falta de informação os impede de calcular o custo real dos serviços e dedicar-se ao que, de fato, gera receita.

Para mudar essa situação, Palne defende a metodologia TDABC (Time Driven ABC Costing – custo baseado em atividades direcionado pelo tempo), desenvolvida pelos pesquisadores Michael Porter e Robert Kaplan, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos: “É hora de revermos as estruturas do sistema de saúde. Hoje, nenhum player está feliz. E o modelo TDABC deve começar no prestador, que deixa de olhar o custo por setor e passa a saber as despesas de seus casos mais frequentes, para desenhar melhor o negócio."

Para Palne, esse novo modelo pode levar a um sistema que realmente funcione, entregando valor para quem necessita dos serviços, com um custo considerado aceitável. “Estamos nessa etapa de avaliação aqui na Geriatrics, recompondo processos para a estrutura e os serviços serem enxutos, mantendo os níveis de qualidade. Queremos provar que reduzir o dispêndio de recursos pode ser, sim, sinônimo de aumentar valor”, conclui.

PACS na nuvem: 10 vantagens e 7 desafios

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O aumento do volume de imagens geradas em radiologia, que somente nos Estados Unidos chega a 40% ao ano, a necessidade de se ter sistemas escaláveis e que possam se adaptar rapidamente ao crescimento das instituições e a busca por informações a qualquer hora e em qualquer lugar, impulsionada pela mobilidade, levam a uma demanda cada vez maior por serviços de cloud computing, como é o caso do PACS (Picture Archiving and Communication System).

O serviço de gestão, armazenamento e transmissão de imagens médicas começa a ser oferecido também na modalidade software as a service (SaaS – Software como Serviço) e pode interessar tanto a instituições de menor porte, com baixa capacidade de investimento em soluções mais parrudas, como organizações maiores, que precisam se adaptar rapidamente a novas necessidades de negócio.

“A cloud computing, que está rapidamente se tornando uma alternativa atrativa às tradicionais e centralizadas infraestruturas de TI, é um novo paradigma que foca na entrega de serviços de hardware e software via internet”, diz o artigo “A PACS archive architecture supported on cloud services”, publicado pelo International Journal of Computer Assisted Radiology Surgery.

Entre os benefícios estão:

  1. Acesso fácil aos dados e aos recursos para gerenciá-los
  2. Sistema escalável
  3. Investimento inicial menor em equipamento, manutenção e equipe de data center
  4. Modelo “pague quando e quanto usar”
  5. Redução do custo de propriedade, infraestrutura e armazenamento
  6. Flexibilidade: adaptável a diferentes níveis de tecnologia e modelos de negócios
  7. Acesso instantâneo às imagens, com alta resolução e qualidade, de qualquer lugar
  8. Resiliência contra falhas de sistema
  9. Eficiência operacional
  10. Implementação rápida

“Entretanto, há novas tendências associadas com a mudança de imagens para a nuvem. Embora a migração traga muitos benefícios, ela também apresenta desafios para armazenar, indexar e compartilhar dados”, aponta também o artigo. Entre eles, podemos citar:

  1. Impacto financeiro, se a decisão for por uma nuvem privada
  2. Infraestrutura de telecomunicações instável ou deficiente, a depender da localidade
  3. Barreiras legais
  4. Dificuldade em transferir um grande volume de dados armazenados on-site para a nuvem
  5. Visão conservadora de médicos e radiologistas sobre cloud computing
  6. Dúvidas sobre interoperabilidade e segurança na nuvem
  7. Obter o necessário comprometimento do fornecedor quanto à confidencialidade dos dados

Os obstáculos existem, mas precisam ser superados. “Rodar o PACS na nuvem é um passo lógico para a TI destinada às imagens. Os benefícios são materiais: não apenas em termos de custos, economia de tempo e risco reduzido, mas prioritariamente em como os hospitais podem apoiar melhor todas as suas funções clínicas”, conclui a diretora geral de Saúde & Serviços Públicos da Accenture no Reino Unido, Aimie Chapple, no blog da consultoria.