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Empresa lança solução de pagamentos para profissionais de saúde do Brasil

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A Secretaria da Receita Federal anunciou recentemente uma importante mudança: os profissionais da área de saúde (médicos, dentistas, fisioterapeutas, etc) vão ter que declarar já a partir do Imposto de Renda deste ano (ano base 2015) o CPF de todos os pacientes e o valor cobrado por cada procedimento. Caso isso não ocorra, cairão na malha fina.

Para quem está preocupado, uma novidade: a empresa mineira Vitta, que passou pela Berrini Ventures no primeiro round de aceleração, lançou o Vitta Pagamentos, a 1ª solução de pagamentos do Brasil voltada exclusivamente a esses profissionais. A máquina simplifica a gestão administrativo-financeira das clínicas e torna fácil saber quais os pagamentos que foram realizados e, consequentemente, CPFs que devem ser declarados.

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O principal diferencial em relação às máquinas de cartões existentes no mercado - e que não foram desenvolvidas com foco nos profissionais da área de saúde - é a possibilidade de pagar múltiplas contas.

Hoje, uma máquina de cartão só pode estar atrelada a um CNPJ (e uma conta bancária). Assim, em uma clínica com 10 médicos, por exemplo, e em que todos desejam oferecer pagamentos por cartão a seus pacientes, seriam necessárias 10 máquinas - ao aluguel mensal aproximado de R$ 120 cada (10 x R$ 120= R$ 1.200).

A Vitta Pagamentos, por sua vez, permite o pagamento de diversos CNPJs. Assim, nessa mesma clínica de 10 médicos, todos podem compartilhar uma única máquina. E o aluguel mensal dela é de apenas R$ 39,90.

Outra grande vantagem da Vitta Pagamentos é emitir um relatório de pagamento específico. Hoje, nas clínicas, funciona da seguinte forma: os secretários devem guardar todos os canhotos para saber quais pacientes pagaram com cartão, qual valor e para qual médico. Esses canhotos, no entanto, só mostram o ID da transação e o valor. Então, os médicos têm que conferir cada um desses canhotos com os extratos das operadoras das máquinas para saber quem pagou e por qual procedimento.

Com a Vitta Pagamentos, nada disso é necessário, já que a máquina emite um relatório completo com nome e CPF do paciente, nome do profissional, data e tipo de procedimento realizado (se exame ou consulta) e forma de pagamento (débito ou crédito).

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"A Vitta Pagamentos facilita muito o dia-a-dia dos profissionais da área de saúde, ainda mais agora com essa nova exigência da Receita Federal. A preocupação deles vai ser cuidar dos pacientes e a gente faz o resto", afirma Athus Formiga, um dos membros do time da Vitta. "Já estamos em 14 Estados e podemos entregar a máquina em qualquer lugar do Brasil em até 5 dias úteis", completa.

Gerilimzumabe da Bird Rock Bio, um anticorpo anti-interleucina-6 (IL-6), demonstra potencial para acesso global econômico a um novo agente biológico para tratamento da artrite reumatoide

LA JOLLA, Califórnia, 16 de março de 2016 /PRNewswire/ -- A Bird Rock Bio, Inc., empresa biofarmacêutica de fase clínica, anunciou hoje resultados positivos de dois estudos clínicos que avaliaram a segurança e a farmacocinética do gerilimzumabe, um novo anticorpo da citocina anti-interleucina-6 (IL-6) para o tratamento de doenças inflamatórias, incluindo a artrite reumatoide (AR). Nos dois estudos, o gerilimzumabe demonstrou segurança, bem como apoio farmacocinético para doses muito baixas (menos de 50 mg por paciente, por ano) e infrequentes (uma injeção subcutânea a cada oito semanas), o que deverá viabilizar um custo anual extremamente baixo, de $ 2.000 por paciente. A Bird Rock Bio planeja apresentar o requerimento para o estudo clínico principal da artrite reumatoide no primeiro semestre deste ano.

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"A IL-6 é um alvo bem validado para a artrite reumatoide e o gerilimzumabe, um novo anticorpo anti- IL-6, tem um perfil farmacocinético único, o que dá suporte a doses baixas e infrequentes", disse o CEO da Bird Rock Bio, Paul Grayson. "Com a possibilidade de administrar uma dose extremamente baixa a cada dois meses, podemos fixar um custo para o gerilimzumabe tão baixo quanto $ 2.000 por paciente, por ano. Com mais de 20 milhões de pacientes com artrite reumatoide globalmente, muitos dos quais não tem acesso às terapias mais avançadas, o gerilimzumabe representa uma oportunidade extraordinária para inovação, no sentido de oferecer acesso mais econômico à melhor terapia disponível no mundo. Isso poderá resultar em economia para os sistemas de saúde de todo o mundo de bilhões de dólares no futuro".

Hoje, o impacto econômico farmacêutico para um paciente com artrite reumatoide, que recorre à terapia biológica, é de $ 20.000 a $ 40.000 ao ano, pelo resto de suas vidas. Os pacientes com artrite reumatoide podem ser tratados com terapia biológica por duas ou três décadas, o que equivale a um impacto no sistema de saúde de $ 1 milhão ou mais, por paciente com artrite reumatoide. Com mais de 20 milhões de pacientes com artrite reumatoide globalmente, os sistemas de tratamento de saúde de todo o mundo estão buscando maneiras mais adequadas de fornecer os melhores tratamentos, ao mesmo tempo que reduzem custos.

O professor de medicina e codiretor da Divisão de Imunologia e Reumatologia do Centro Médico da Universidade de Stanford, Mark Genovese, M.D., que também é diretor clínico do Comitê Consultivo para o Gerilimzumabe da Bird Rock Bio, declarou: "Como médicos, temos observado o impacto benéfico nos pacientes dos avanços nos tratamentos biológicos da artrite reumatoide nos últimos 20 anos. Os inibidores da IL-6, especificamente, emergiram como uma classe de terapia segura e eficaz, tanto como tratamento biológico de primeira linha quanto de segunda linha, para os pacientes em que os inibidores do fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α) não são eficazes. As recentes descobertas clínicas do gerilimzumabe indicam uma outra grande oportunidade para aumentar a conveniência para pacientes, através de doses menos frequentes e da redução significativa do alto custo atual do tratamento da artrite reumatoide".

Os dois estudos clínicos, com voluntários adultos e saudáveis, focados na farmacocinética do gerilimzumabe em doses crescentes únicas e múltiplas, respectivamente, para validar sua farmacologia e possível perfil farmacoeconômico. No estudo de dose única crescente, o gerilimzumabe foi administrado por injeção subcutânea em quatro doses (1 mg, 5 mg, 15 mg e 30 mg) e, no estudo de doses múltiplas crescentes, o gerilimzumabe foi administrado por injeção subcutânea em duas doses (5 mg e 20 mg) uma vez por mês, por três meses. No total, 50 pacientes participaram dos dois estudos, que também avaliaram a segurança e a tolerabilidade do gerilimzumabe, em comparação com o placebo. Nos dois estudos, o gerilimzumabe foi bem tolerado e efeito colateral adverso sério foi relatado.

A meia-vida em média do gerilimzumabe, observada nos dois estudos, foi de aproximadamente 50 dias, apoiando um regime de dosagem proposto de 5 mg a 10 mg, uma vez a cada oito semanas. Em comparação com os produtos biológicos normalmente prescritos para artrite reumatoide, como o Actemra da Roche ou o Humira da Abbvie, isso representa de um décimo a um centésimo da quantia do medicamento. Com esses dados, o gerilimzumabe traz uma oportunidade para uma redução expressiva do custo da terapia, ao mesmo tempo que oferece aos pacientes a grande conveniência de receber apenas seis doses por ano.

O CEO da argenx, Tim Van Hauwermeiren, declarou: "Os resultados favoráveis dos dois estudos do gerilimzumabe representam um avanço estimulante para esse anticorpo excepcional. O gerilimzumabe foi descoberto originalmente com o uso da plataforma SIMPLE Antibody™ da argenx e foi diferenciado ainda mais através de nossa tecnologia patenteada NHance®, que prolonga o tempo de circulação e melhora a distribuição do tecido dos anticorpos. Estamos muito satisfeitos com a rapidez e o sucesso com que a Bird Rock Bio fez progressos com o gerilimzumabe".

O presidente e CEO da Genor Biopharma, Joe Zhou, declarou: "Estamos extremamente satisfeitos com a comprovação da segurança do gerilimzumabe e com o suporte à dose infrequente que foi demonstrado nesses estudos do gerilimzumabe. Há mais de quatro milhões de pacientes com artrite reumatoide na China. No entanto, o mercado permanece mal atendido, por causa da questão do alto preço. Vemos o gerilimzumabe como um produto potencial único, que pode ter um preço definido de uma maneira que irá possibilitar que pacientes com artrite reumatoide moderada a grave possam ter, finalmente, o melhor tratamento de sua classe".

Sobre o Gerilimzumabe
O gerilimzumabe é o resultado de um modelo único de colaboração, que envolveu a Bird Rock Bio, a argenx (Euronext Brussels: ARGX) e a Genor Biopharma. No final de 2012, a Bird Rock Bio lançou um projeto de colaboração para os direitos mundiais do gerilimzumabe da argenx, uma empresa biofarmacêutica focada na criação e desenvolvimento de anticorpos diferenciados para o tratamento do câncer e de doenças autoimunes graves. No início de 2013, a Bird Rock Bio fez uma parceria com a Genor Biopharma, relativa ao gerilimzumabe, para viabilizar o estudo clínico do novo medicamento (IND -- investigational new drug), desenvolvimento do processo de fabricação e comercialização na China. A Bird Rock Bio se reservou todos os demais direitos comerciais do gerilimzumabe no resto do mundo.

Sobre a Bird Rock Bio, Inc.
Com o apoio de grandes investidores de risco em biotecnologia, a estratégia da Bird Rock Bio alavanca os alvos biológicos com prova humana substancial do mecanismo para o desenvolvimento de moléculas, as primeiras em sua classe ou as melhores em sua classe, com forte diferenciação clínica e comercial. A empresa se foca no desenvolvimento de anticorpos patenteados para doenças fibróticas, metabólicas e inflamatórias, incluindo a esteatohepatite não alcoólica (NASH) e a artrite reumatoide. A equipe científica da Bird Rock Bio tem experiência em traduzir pesquisa pioneira em terapêuticas promissoras, com potencial para oferecer benefícios farmacoeconômicos consideráveis. Para mais informações, visite www.birdrockbio.com.

FONTE Bird Rock Bio, Inc.

'Enfrentamos uma doença medieval', afirma secretário interino de saúde de SP, em SEMINÁRIO LIDE

SÃO PAULO, 15 de março de 2016 /PRNewswire/ -- "É medieval hoje pessoas morrerem por doenças infecciosas. Estamos vivendo as mesmas dificuldades do sanitarista Oswaldo Cruz", afirmou Wilson Pollara, secretário interino de Estado de Saúde de São Paulo, nesta quinta-feira (15), durante o SEMINÁRIO LIDE, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, no Hotel Pullman, na capital paulista. Pollara detalhou todo o trabalho que vem sendo feito pelo Governo do Estado de São Paulo no combate do Aedes aegypti e contra a multiplicação dos casos de dengue, zika e chikungunya.

Legenda: Wilson Pollara, secretário interino de Estado de Saúde de São Paulo
(Foto: Fredy Uehara/Uehara Fotografia)

"A única ação efetiva disponível é combater o vetor. Porém, a saúde pública brasileira conta com dois grandes esforços nessa guerra. A vacina da farmacêutica multinacional Sanofi Pasteur e o Instituto Butantan, que acaba de entrar na última fase de testes, e espera-se que até 2017 esteja no mercado", pontuou o secretário. "Infelizmente, os casos de microcefalia foram o principal motor para que as pessoas tomassem consciência e se preocupem mais na luta contra o mosquito", acrescentou o secretário interino.

Marcos Boulos, professor da USP e um dos principais especialistas em doenças infecciosas e parasitárias do Brasil, que atua na Secretária de Estado de Saúde de São Paulo, contribuiu com o debate. Ele disse que foi pego de surpresa no ano passado pelo zika vírus. "Nunca tinha ouvido falar nesse vírus, apesar de atuar há mais de 40 anos com doenças infecciosas", afirmou.

Segundo o professor, são 50 milhões de caso de dengue por ano no mundo e, infelizmente, o Brasil dispara no gráfico do ranking. Um levantamento do custo financeiro da dengue nos serviços estaduais de saúde do Estado de São Paulo revela que foram gastos entre U$ 122 milhões a U$ 161 milhões, somente no primeiro trimestre do ano passado, para atendimento ambulatorial, internação e serviços de UTI para aproximadamente 409 mil pacientes que foram notificados com a doença no mesmo período.

"O grande problema do Brasil no combate ao Aedes aegypti é político. A batalha contra o mosquito acontece na esfera municipal e, infelizmente, durante as eleições, as prefeituras deslocam funcionários que atuam no combate do vetor para outras atividades. Aí está um o grande erro: não há barreira de municípios nem de Estados para o Aedes", argumentou Boulos.

O SEMINÁRIO LIDE SAÚDE contou com o copatrocínio da INFORMAR SAÚDE, ROCHE, RV IMOLA e SANOFI. Como fornecedores oficiais estão ANTILHAS, CDN COMUNICAÇÃO, CORPORATE FILMS, ECCAPLAN e GRUPO BEM. A revista AMÉRICA ECONOMIA BRASIL, as rádios ANTENA 1, BAND e BANDNEWS, a PR NEWSWIRE, e revista e TV LIDE são mídias partners do evento.

Contato:
Pamela Viotto
3039-6069
pamelaviotto@grupodoria.com.br

(Foto: http://www2.prnewswire.com.br/imgs/pub/2016-03-15/original/2928.jpg)

FONTE SEMINÁRIO LIDE

ABIMED participa do Fórum Internacional de Reguladores de Produtos para Saúde

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A ABIMED – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde participou do Fórum Internacional de Reguladores de Produtos para a Saúde (IMDRF, na sigla em inglês), que reuniu em Brasília agências de sete países e da Comunidade Europeia. Entre as atribuições do Fórum está a busca de uma convergência regulatória que possibilitará a adoção de critérios e procedimentos comuns entre países para auditar e monitorar a fabricação de produtos para a saúde – uma das principais reivindicações da indústria para acelerar o registro e comercialização de produtos médico-hospitalares.

O evento foi realizado entre os dias 8 e 10 de março, presidido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e com a participação de reguladores da Austrália, Canadá, China, Comunidade Europeia, Estados Unidos, Japão e Rússia. Representantes da indústria de tecnologia médica, profissionais de saúde, acadêmicos e grupos de pacientes e consumidores participaram de uma sessão aberta na qual puderam apresentar sugestões aos reguladores.

ABIMED –  Associação Brasileira de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares promove evento em sua sede.data 18/03/2015.Carlos Alberto Pereira Goulart  – Presidente Executivo Foto-Luludi/LUZ ABIMED – Associação Brasileira de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares promove evento em sua sede.data 18/03/2015.Carlos Alberto Pereira Goulart – Presidente Executivo
Foto-Luludi/LUZ

Segundo o presidente-executivo da ABIMED, Carlos Goulart, a demora para realizar inspeções e certificações de fabricantes e produtos e colocá-los no mercado é um gargalo enfrentado pela maioria dos países. Para acelerar o processo, as agências participantes do IMDRF decidiram certificar auditores externos que, com base em critérios regulatórios comuns e previamente acordados, realizarão vistorias de fábricas que poderão ser aceitas por elas.

“Hoje as inspeções demoram até quatro anos para serem realizadas no Brasil, atrasando a introdução de novas tecnologias médicas. A terceirização das vistorias agilizará o processo e possibilitará que os pacientes tenham acesso mais rapidamente às inovações”, explicou Goulart.

A realização de vistorias por meio de auditores externos certificados já está sendo testada com bons resultados como parte de um projeto-piloto iniciado em 2014 e com término previsto para o final deste ano.

Outra prática comum que começa a ser discutida entre os reguladores é a adoção de um a identificação única de produtos para saúde que poderá facilitar a rastreabilidade dos produtos médicos e sua importação e exportação para vários países.

Para a indústria outro ponto importante e alvo de discussões durante o evento do IMDRF é a regulamentação de softwares e aplicativos médicos como produtos para saúde.

Sobre a ABIMED

A ABIMED congrega 190 empresas de tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares. As empresas associadas da ABIMED respondem por 65% do faturamento do segmento médico-hospitalar.

Criada em 1996, a entidade é sócia-fundadora do Instituto Coalizão Saúde e membro do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde. A ABIMED também coopera com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e com autoridades da Saúde, fomentando a implementação de políticas e regulamentações que proporcionem à população acesso rápido a novas tecnologias e a inovações, em um ambiente ético de negócios

Philips e Amazon introduzirão serviço de rápida recuperação de dados

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  • Desenvolvido pela plataforma digital Philips HealthSuite e Amazon Web Services, novo serviço de backup de dados seguro e rápido, pode mover o repositório de todos os dados para qualquer organização de saúde à nuvem em dias ao invés de meses.
  • O serviço de armazenamento habilitado para nuvem Philips visa eliminar barreiras de tempo e de custos para as organizações de saúde com a adoção de recuperação de dados baseado em nuvem.

Royal Philips anunciou hoje a introdução de um serviço de recuperação de dados seguro, construído em parceria com a Amazon Web Services (AWS), que rapidamente capta e realiza cópias de segurança de depósito de dados de uma organização profissional da saúde na nuvem. Especificamente desenhada para satisfazer as necessidades de cópia de segurança médica, o novo serviço de armazenamento da Philips ajuda as empresas de saúde a encaminhar mais informações seguras do paciente contra eventos de perda de dados locais, que vão desde falhas nos equipamentos a eventos catastróficos como terremotos, fogo e inundação.

Com esta nova solução de armazenamento de informação, Philips e AWS continuarão fortalecendo sua parceria para oferecer soluções inovadoras que acelerem a transformação da indústria para um modelo de atenção mais conectado, baseada em valores e centrada no paciente.

Devido ao uso crescente de imagens médicas e o emergente uso de patologia digital e genômica no diagnóstico e tratamento da enfermidade, organizações da saúde necessitam armazenar cópias de segurança cada vez maiores.

O repositório de dados de um hospital típico pode superar facilmente os centos de terabytes a petabytes e é com frequência fragmentado ao longo da instalação, fazendo a transferência de dados a serviço da proteção remota, inclusive via conexões banda larga de alta velocidade e a transferência de dados a serviço de proteção remota, inclusive via de conexões de banda larga de alta velocidade de linha alugada, proibitivamente caro e desperdiçador de tempo.

Devido a estas limitações, muitas organizações de saúde dependem atualmente de servidores de backup conectados diretamente à sua rede interna que não garantem a recuperação dos dados no caso de uma falha catastrófica.

A nova solução de armazenamento híbrido da Philips combina a experiência da empresa na gestão de dados médicos com serviço de transporte de dados AWS na escala petabytes, AWS Import/Export Snowball para integrar, administrar, cifrar e transferir o repositor de todos os dados de um hospital à nuvem dentro de dias, no lugar de semanas ou meses através de uma rede de cabo.

Utilizando o serviço de recuperação de dados da Philips, uma organização de hospital simplesmente conecta um dispositivo AWS Import/Export Snowball à sua rede, unindo as características de segurança apropriadas e transferindo os dados à unidade. O dispositivo então é enviado fisicamente e os dados são transferidos à plataforma digital de Philips HealthSuite, uma plataforma aberta baseada em nuvem que permite a criação da nova geração da saúde conectados, inovações de TI e clínicas.

Fornecedor neutro em termos de tipo, formato e fonte dos dados, a solução de Philips maneja segurança, identidade e acesso, auditoria, registro e traços associado com backup de dados médicos. O objetivo é oferecer um serviço que cumpra os requisitos dos Estados Unidos Health Insurance Portability e Accountability Act (HIPAA) no segundo semestre de 2016.

Além de atender a requisitos de backup de uma só vez, o serviço de armazenamento de recuperação de dados HealthSuite Philips é projetado para auxiliar no atendimento das necessidades de backup em curso de departamentos de TI para saúde. Um ou mais dispositivos de transporte de dados de 50 terabytes AWS permanecerá no local para fornecer um backup local, a partir do qual todos ou parte dos dados podem ser rapidamente recuperados.

A plataforma digital Philips HealthSuite irá fornecer aos usuários a opção de adicionar análise de dados poderosas, tais como estudos de população e recursos de relatórios sofisticados. Ele também irá oferecer-lhes a capacidade de transferir arquivos de ou para a nuvem por meio de uma conexão de rede Philips segura.

“Devido à natureza dos seus dados, muitas organizações de saúde têm, compreensivelmente, no passado adotado soluções in-house, mas a explosão na quantidade de dados que eles precisam garantir agora, em conjunto com as novas exigências regulamentares, significa que eles precisam adotar uma abordagem diferente", disse Dale Wiggins, Gerente Geral HealthSuite da Philips.

"Ao trabalhar em conjunto com a AWS podemos oferecer aos nossos clientes uma solução de próxima geração habilitada por nossa plataforma HealthSuite que remove as barreiras de tempo e de custos de backup de dados de saúde baseada em nuvem e gestão."

"Estamos animados para trazer o valor da nuvem para as organizações de saúde em colaboração com a Philips", disse Bill Vass, Vice-Presidente, AWS Storage Solutions. "Ao combinar a expertise da Philips HealthSuite com o poder do nosso serviço AWS Import / Export Snowball, que transfere dados em escala petabyte com aparelhos seguros dentro e fora da AWS, os clientes de saúde serão capazes de forma segura e confiável backup de seu paciente, que é um importante dado para a nuvem. "

Uma das primeiras a adotar uma tecnologia da AWS, a Philips anunciou anteriormente uma colaboração com AWS focada no serviço AWS Internet das coisas para permitir um ecossistema para novos tipos de soluções de saúde conectados e personalizados.

Sobre a Philips do Brasil

A Philips do Brasil é uma subsidiária da Royal Philips da Holanda e atua no País há mais de 90 anos. Líder dos mercados locais de eletroeletrônicos, eletrodomésticos portáteis, produtos para cuidados pessoais, lâmpadas, aparelhos de raios-X e sistemas de monitoramento de pacientes. Outras informações para a imprensa estão disponíveis no site www.philips.com.br.

Sobre a Royal Philips

Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA) é uma empresa diversificada de saúde e bem-estar, focada em melhorar a vida das pessoas por meio de inovações significativas nas áreas de Saúde, Consumo e Estilo de Vida e Iluminação. Com sede na Holanda, a Philips alcançou em 2015 um faturamento de 24,2 bilhões de euros e emprega aproximadamente 104 mil funcionários com vendas e serviços em mais de 100 países.

A empresa é líder em cuidados cardíacos, cuidados com a saúde em casa, soluções de iluminação energeticamente eficientes e novas aplicações de iluminação, bem como barbeadores elétricos e cuidados de saúde oral. Notícias sobre a Philips podem ser encontradas em www.philips.com/newscenter.

Assinatura mensal de serviços de saúde, por que não?

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Radiologistas e cirurgiões tendem a ser mais bem remunerados por manterem  parcerias com hospitais e clínicas. Mas e os médicos clínicos, que não são sócios de ninguém e essencialmente vivem do seu próprio conhecimento e reputação? Hora de arriscar novos modelos, como um clube de acompanhamento a distância.

Um dos paradigmas mais antigos da prática médica é a remuneração por eventos pontuais, como consultas e procedimentos. Como procedimentos envolvem diversos outros investimentos e custos - incluindo materiais, equipamentos, infraestrutura hospitalar, etc. - o honorário médico, nesses casos, acaba sendo adicionado também de um certo tipo de participação no investimento.

Radiologistas, por exemplo, tendem a ser mais bem remunerados do que os clínicos porque são um tipo de sócio do investidor no aparelho (que pode ser do próprio radiologista ou de um terceiro). O mesmo vale para cirurgiões, que são parceiros de negócios do hospital ou clínica e se beneficiam do poder de negociação destes sobre as operadoras. Mas, e os médicos clínicos, que não são sócios de ninguém e essencialmente vivem do seu próprio conhecimento e reputação?

O futuro da Medicina Clínica

Claramente, a venda de “conhecimento” está com os dias contados. O processo que há 20 anos se iniciou com a proliferação de sites de conteúdo, hoje se aproxima de mais uma fase, com robôs inteligentes (como o Watson da IBM) oferecendo orientação clínica com base num conjunto tão grande de evidências, que ficou difícil para o cérebro humano acompanhar. Qual será portanto o futuro da medicina clínica? A regulação ainda dá uma sobrevida à profissão, restringindo ao médico o poder de prescrever. Mas sinceramente, não há regulação que resista ao rumo natural da história, muito menos em um país onde receitas são praticamente desnecessárias para obtenção de medicamentos.

Coelho na cartola: modelo de clube de acompanhamentos a distância

Há um papel do médico clínico que me parece difícil ser substituído por conteúdo e algoritmos: o acolhimento dos pacientes e a gestão de casos. Acredito que seja isso o que os pacientes precisam. Muitos pacientes simplesmente querem uma receita e uma solução rápida para o seu problema. Esses nunca serão bons pacientes e não estão efetivamente preocupados com sua saúde. Mas cada vez mais, cresce o contingente de pessoas preocupadas com a sua saúde, e não exatamente com a sua doença. Basta ver a quantidade de maratonistas hoje em dia comparado a 20 anos atrás para entender do que eu estou falando. Cada vez mais, as pessoas enxergam no médico um coach, um conselheiro, um parceiro que o acompanha ao longo da sua vida. No entanto, os médicos relutam em assumir esse papel.

Na minha opinião, a Medicina Clínica precisará passar por uma drástica atualização do seu modelo de negócios. Em vez de pacientes com um problema em busca de solução, teremos pessoas com diversas condições crônicas, que não se entendem doentes, mas que gostariam de ter no médico uma assistência continuada e de longo prazo para permanecerem saudáveis. Me parece portanto natural que um dos modelos de negócio de maior potencial para médicos clínicos seja a criação de “clubes de acompanhamento”.

O médico hoje apenas é remunerado pelo paciente que está na sua frente no consultório, mas a verdade é que cada médico possui centenas de pessoas que têm nele (ou nela) o seu maior referencial de saúde. Só que o médico solenemente ignora essa população. Faria todo sentido acolher essa população e abandonar o modelo de consultas pontuais por um modelo de gestão de populações. Cada paciente membro da clínica do médico seria um membro continuamente acompanhado pelo médico e sua equipe, ainda com consultas no consultório (quando estritamente necessário), mas principalmente a distância. E para isso, para acompanhar toda essa população, nada mais justo do que receber uma mensalidade de cada membro para isso.

Ainda estamos muito longe de provar a viabilidade desse modelo em específico, mas não reagir e não experimentar novos modelos de atuação e remuneração, apenas resultará na extinção certa do médico clínico.

Quanto pesa as perdas de medicamentos e insumos médicos no Brasil?

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A pergunta do título acima é propositalmente metafórica para contextualizar dois sentidos distintos para um mesmo fim e, que neste caso, se complementam. Dando início à resposta, podemos dizer que as perdas de medicamentos e insumos médicos pesam em volume, que por sua vez se configura em valor inestimável, especialmente quando se analisa as milhares de toneladas movimentadas diariamente. Nestes casos, percentuais mínimos já podem representar grandes montantes.

Para ilustrar um pouco do que falo, pense que 2% de medicamentos vencidos de um lote de uma tonelada representa 20 quilos que, claro, precisará de análise de valor quanto a especificidade do produto sobre preço, tamanho, gramas ou kilos. Um lote de soro fisiológico com peso de 1 litro cada unidade representa valores bem diferentes de uma embalagem de aspirina, por exemplo. Em todos os casos, porém, há que se valorizar a perda e entender as contas para termos condições de cobrar de forma correta por melhorias neste processo.

Quando falamos de administrações públicas, cujos volumes são realmente muito altos, envolvendo a distribuição de medicamentos de cidades inteiras, a logística inteligente e eficiente deve realmente de ser muito eficiente para evitar questões como estas, especialmente em situações de emergências, em que é necessário investir de forma rápida e com grande volume para a contenção de epidemias ou a eminências dela.

Não tão distante, tivemos a crise trazida com a H1N1, conhecida como gripe aviária, onde fizeram o investimento na compra de medicamentos para a contenção da epidemia. Fim da crise e muitos medicamentos se tornaram obsoletos. Sem demanda de consumo e, muitas vezes, sem possibilidades de troca com laboratórios, eles devem ser descartados. Além disso, medicamentos excluídos do rol da ANS, que por ventura também estejam em estoque em pequena ou grande quantidade, também acabam por serem inutilizados.

Padrões internacionais de logística consideram a média de obsolência de medicamentos de até 2% do estoque. As proporções, especialmente se avaliarmos as necessidades da saúde brasileira e o quanto poderia ser feito com o valor deste percentual de perda, realmente assustam, mas é preciso considerar todas as questões colocadas acima.

O importante é assumir que é possível e é importante reduzir estes percentuais o máximo possível, com logística hospitalar eficiente e séria, que em sua essência, precisa ser atendida em suas análises e orientações pelos gestores que contratam seus serviços, caso contrário, o investimento neste tipo de serviço será em vão.

Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar

InterSystems firma parceria com a Pulse Infoframe

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A InterSystems, líder global em tecnologia da informação para saúde, firmou parceria com a empresa Pulse Infoframe, líder em pesquisa colaborativa e soluções para registro de pacientes, para facilitar pesquisas clínicas e estudos de saúde da população. Utilizando o InterSystems HealthShare®, plataforma de informática de saúde para interoperabilidade entre sistemas de pesquisa clínica e Prontuários Eletrônicos de Pacientes (PEP), médicos e pesquisadores podem facilmente capturar, organizar, definir, armazenar e compartilhar dados de pesquisas através de uma aplicação segura e baseada na web.

“Parabenizamos a InterSystems e a Pulse Infoframe por colaborar no desenvolvimento de soluções inovadoras para a saúde. A Pulse Infoframe é uma das líderes emergentes em saúde no Canadá, e a InterSystems é globalmente respeitada pela tecnologia de saúde que serve a milhões de pessoas. Apoiamos com entusiasmo essa parceria”, disse David Alward, cônsul geral no Consulado Geral do Canadá, em Boston (EUA).

Healthie, a plataforma da Pulse, é uma solução de inteligência em negócios clínicos que conecta especialistas de todo o mundo em uma rede autoconfigurável. Criado por médicos e para médicos, a solução baseada em nuvem aceita e agrega dados tanto de dispositivos móveis quanto fixos. A plataforma InterSystems HealthShare possibilitará a interoperabilidade entre uma ampla variedade de sistemas de informação de saúde e entre diferentes países, regiões, cidades e instituições, permitindo integração entre dados de curadoria recolhidos em prontuários de pacientes sem identificação (nome, localidade) do paciente e informações da comunidade de pesquisa, com análises em tempo real.

Por exemplo, a Pulse Infoframe criou o primeiro registro de melanoma norte-americano, agora implantado em 12 principais centros de câncer, número que deve continuar crescendo. O Dr. Scott Ernst, líder da divisão de Oncologia Médica, no London (Ontário) Health Science Centre, disse, “Percebemos que mesmo ao introduzir novos tratamentos de melanoma, nós não tínhamos plena certeza dos impactos nos resultados dos pacientes. Usando o Healthie, nós podemos agora rastrear pacientes não só no nosso centro, mas em todo o país, para responder a esta pergunta mais básica, ‘Como estão indo os pacientes?’”.

“Nosso objetivo é transformar o médico de um especialista que não se comunica com outros profissionais para um membro de uma comunidade vibrante de líderes habilitados com dados relevantes e assistência avançada ao paciente. Nós chamamos a informação que coletamos de “pouca informação” (little data, em inglês), na medida em que apenas a informação correta é relevante e acionável”, disse o Dr. Femida Gwandry-Sridhar, CEO e fundador da Pulse Infoframe.

De fora para dentro da Saúde da População

Em outro exemplo, a Pulse está trabalhando com o principal hospital metropolitano de ensino dos Estados Unidos em um programa de saúde digital para desenvolver soluções online, móveis e de software para problemas no setor de saúde.

O Dr. Robert L. Goodman, enquanto servia como Professor de Radiação Oncológica no Jefferson University Hospital, na Filadélfia, trabalhou com a Pulse neste programa para melhorar os resultados de saúde da população para mais de 100 mil trabalhadores membros de sindicatos na Filadélfia.

Como um benefício sem custo, membros de sindicatos receberam um aplicativo para smartphone que pode identificar potenciais riscos para doenças cardiovasculares. Os dados sem identificação do paciente, puderam ser acessados para estudos de saúde da população pelos médicos, e os membros dos sindicatos que eram identificados com alto risco poderiam contatar um médico para acompanhamento.

“Os participantes podem optar por receber suporte e informações adicionais se desejarem. Cardiologistas podem usar a plataforma do Pulse para enviar e receber dados, combinando conscientização do público com estudos de saúde populacional. O resultado é uma população mais saudável”, apontou o Dr. Goodman.

“Estas aplicações “de fora para dentro” da nossa tecnologia são muito importantes”, afirmou o Dr. Gwadry-Sridhar. “A informação é baseada em uma população da vida real na qual nem todo mundo está doente, onde a tecnologia cria uma oportunidade tanto para educação de saúde cardiovascular como para intervenções de bem estar”.

“Estamos orgulhosos de trabalhar com a Pulse Infoframe. A plataforma Pulse poderia realmente ser uma divisora de águas na medicina, não apenas para facilitar pesquisas colaborativas entre médicos e pesquisadores, mas para educar pacientes e manter comunicações produtivas com eles após o tratamento”, disse Joe DeSantis, vice-presidente de Plataformas HealthShare.

Atualmente a plataforma Pulse é usada pelas principais organizações de saúde em todo o mundo para mensurar, avaliar e melhorar os resultados de pacientes para 24 doenças, incluindo câncer, diabetes e doenças cardíacas. As soluções são replicáveis, de rápida implantação e globalmente escaláveis.

Sobre Pulse Infoframe

Fundada em 2011, a Pulse Infoframe é uma companhia privada baseada na cidade de London, Ontário, no Canadá, que desenvolve soluções conectadas de inteligência clínica. Sua plataforma de analytics baseada na nuvem permite que médicos em um ambulatório ou de especialidade clínica facilmente capturem, organizem, definam, armazenem e compartilhem dados administrativos e médicos detalhados com pacientes e outras partes interessadas do setor de saúde, através de uma aplicação segura baseada na web. Em 2013, a Pulse Infoframe foi selecionado entre mais de 70 candidatos para receber um lugar no Canadian Technology Accelerator (CTA) na University Science Center, na Filadélfia, um lugar para empresas promissoras e em estágio inicial no setor de Tecnologia da Informação para Saúde. Para mais informações, visite: www.pulseinfoframe.com

Sobre a InterSystems

A InterSystems fornece os mecanismos da informação que alimentam algumas das mais importantes aplicações do mundo. Em Saúde, Serviços Financeiros, Governo e outros setores onde vidas e meios de subsistência estão em jogo, a InterSystems tem sido um fornecedor estratégico de tecnologia desde 1978. A InterSystems é uma empresa privada com sede em Cambridge, Massachusetts (EUA), com escritórios pelo mundo inteiro, e seus produtos são usados diariamente por milhares de pessoas em mais de 100 países. Para mais informações, visite: InterSystems.com.br.

Nova técnica para biópsia de próstata disponível no Rio

Nova técnica para biópsia de próstata disponível no Rio

Saber sobre a malignidade de um nódulo ou algum achado de um exame é sempre um momento tenso para quem o vive, principalmente para os pacientes com suspeita de câncer de próstata, pois o método mais utilizado para rastreio – a biópsia sistemática por sextantes, feita por ultrassom – exibe algumas notórias limitações diagnósticas, como a baixa sensibilidade da ultrassonografia para visualizar lesões suspeitas, o excesso de diagnóstico de lesões insignificantes e a falha em detectar lesões em localizações atípicas na próstata.

Mas os cariocas acabam de ganhar uma maneira nova e mais avançada para a detecção de tumores dessa origem: a biópsia por fusão de imagens de ultrassom e ressonância magnética. O primeiro procedimento realizado no Rio de Janeiro aconteceu em 26 de fevereiro deste ano, feito pela Clínica de Diagnóstico por Imagem (b) e liderado pelo professor e radiologista Leonardo Kayat, integrante do corpo clínico da CDPI.

Dentre as vantagens, o novo método possui maior precisão na detecção de lesões suspeitas e significativas – aquelas que necessitam de tratamento imediato – e reduz o diagnóstico excessivo de lesões insignificantes e tratamentos desnecessários. Segundo um estudo da European Urology, a biópsia por fusão de imagens detecta 32% a mais de tumores significativos do que a biópsia comum por ultrassom.

Fusão das imagens de RM e US

Leonardo traça um paralelo entre os dois métodos e explica o porquê do melhor desempenho da fusão: “A ultrassonografia colhe amostras aleatórias de setores da próstata, sendo necessário, por vezes, perfurar toda a extensão da glândula para colher diversas porções, uma vez que as imagens ultrassonográficas não têm a acurácia necessária para detectar as lesões significativas que precisam de tratamento. É como se precisássemos, para acertar um animal, atirar para todos os lados.

Em contrapartida, ao utilizar isoladamente a ressonância, conseguimos uma imagem muito mais nítida e de elevada acurácia, mas sem permitir procedimentos que abordem diretamente a lesão. Nesse caso, é como se víssemos o animal em uma jaula, protegido. A fusão dessas duas imagens resulta em um ganho aditivo, pois combina a praticidade e disponibilidade do ultrassom para chegar à lesão com a nitidez e o poder diagnóstico das imagens de RM.”

Na prática, o paciente faz antes o exame de ressonância, e as imagens resultantes são exportadas para o equipamento de ultrassom, no qual o radiologista consegue abri-las lado a lado, demarcando a lesão significativa na imagem obtida com a ressonância – mais definida – e guiando a agulha para a biópsia pelo ultrassom. “A navegação nas imagens para encontrar a lesão suspeita de tumor acontece como uma espécie de GPS para posicioná-las de forma corregistrada”, conta Kayat.

De acordo com o médico, a biópsia por fusão se tornará, brevemente, o padrão para diagnóstico de câncer de próstata, já com grande aceitação em serviços nos Estados Unidos e na Europa, e o Rio de Janeiro lança mão dessa inovação junto com outros grandes centros de medicina.

“A técnica é superior, pois aumenta a precisão na detecção de tumores significativos – aqueles que necessitam de tratamento imediato –, enquanto a biópsia por sextante encontra proporcionalmente mais lesões insignificantes, ou seja, aquelas que não necessitariam de intervenção. Usar a biópsia por fusão significa otimizar o diagnóstico de câncer de próstata, reduzindo falhas diagnósticas de lesões significativas ou tratamentos desnecessários em lesões irrelevantes”, afirma o radiologista.

A biópsia de próstata por fusão de imagens de ressonância e ultrassom está acessível aos cariocas na CDPI, pioneira na utilização da técnica no Rio, na unidade BarraShopping – Av. das Américas, 4.666/3º andar. Informações: (21) 2212-2525.

Sociedade Brasileira de Cancerologia: Nota de esclarecimento sobre a “Pílula do Câncer”

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Em decorrência da aprovação do Projeto de Lei 4.639/16, que autoriza a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”, aos pacientes oncológicos, a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) esclarece:

Até o momento, não há dados suficientes que comprovem a eficácia e a segurança deste composto para se prescrever como modalidade de tratamento. A inexistência de uma análise minuciosa e séria, com base nos critérios científicos aceitos mundialmente, além de seu registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não permitem que a fosfoetanolamina sintética seja considerada como um medicamento.

Não podemos apoiar a legalidade de algo que não apresenta valor médico. A Sociedade Brasileira de Cancerologia, enquanto entidade representativa da especialidade no Brasil, defende o debate às problemáticas em torno do combate ao câncer no País, sem oportunismos, a partir de atitudes mais responsáveis que visem sua efetividade no tratamento de uma doença de grande impacto para a saúde pública.