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As Microesferas de Resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres®  são uma alternativa bem tolerada aos tratamentos padrão para câncer de fígado primário inoperável, afirma o novo briefing de inovações em tecnologias médicas do NICE, Reino Unido

LONDRES, 4 de abril de 2016 /PRNewswire/ -- A Sirtex (ASX: SRX) anunciou hoje que o National Institute for Health and Care Excellence (NICE), do Reino Unido, lançou um novo  briefing  sobre inovações em tecnologias médicas (MIB)[1] declarando que os médicos e encarregados do Sistema Nacional de Saúde (NHS) podem considerar as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres como uma alternativa ao tratamento padrão com quimioembolização transarterial (TACE) ou com sorafenibe no caso de pacientes com câncer de fígado primário inoperável (carcinoma hepatocelular ou CHC).

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O novo MIB do NICE declara que pacientes com CHC inoperável apresentam um prognóstico ruim e possuem opções de tratamento limitadas. As evidências de pesquisas clínicas sugerem que as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres são tão eficazes quanto a TACE e o uso de sorafenibe.

Um dos comentaristas especializados da MIB observou que as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres também são mais bem toleradas do que a TACE, com menos incidências da síndrome de pós-embolização e períodos mais curtos de internação.

O novo MIB também explica que, ao contrário da TACE, que exige vários procedimentos, ou do sorafenibe, um medicamento que deve ser tomado diariamente, a maioria dos pacientes tratados com microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres normalmente precisa de apenas um tratamento. As microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres são uma forma inovadora de radioterapia local e, normalmente, enviam de 30 a 40 milhões de grânulos radioativos diretamente aos tumores hepáticos pela corrente sanguínea, o que permite uma distribuição uniforme da radioatividade em volta do tumor, ao mesmo tempo em que poupa as células normais. Em alguns pacientes com CHC inoperável, o tratamento com microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres reduziu de maneira suficiente o tamanho dos tumores do fígado, o que permitiu a cirurgia potencialmente curativa de ressecção, ablação ou o transplante de fígado.

O professor Daniel Palmer, da Universidade de Liverpool e do Centro de Câncer Clatterbridge , afirmou que "esse MIB do NICE é bem-vindo, pois abre as portas para que os pacientes com CHC do Reino Unido tenham acesso às microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres como uma alternativa bem tolerada a outros tratamentos padrão. Como mais pesquisas sobre essa tecnologia já estão quase concluídas,  o novo MIB do NICE podem ser particularmente importantes para nossos pacientes que não toleram TACE ou sorafenibe, ou que não podem realizar esses tratamentos."

Andrew Langford, defensor dos pacientes e diretor do British Liver Trust, afirmou: "Durante muitos anos, os pacientes com CHC inoperável só tiveram acesso a duas opções de tratamento eficazes. Agora, com a publicação do MIB do NICE, os pacientes do NHS terão outra opção na forma microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres. Essa forma de radioterapia local é bem tolerada e prática para o paciente."

Nigel Lange, diretor da Sirtex Europe, afirmou: "Estamos felizes por receber o MIB do NICE para o tratamento de câncer no fígado primário inoperável com microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres. É um tipo de câncer difícil de controlar, e são necessários melhores opções para tratar os pacientes com segurança e eficácia, dando atenção especial à sua qualidade de vida, que é de suma importância. Também estamos trabalhando para proporcionar mais evidências sobre a eficácia e segurança da nossa tecnologia no tratamento de CHC não removível. Espera-se que os resultados do grande estudo SARAH estejam disponíveis no fim deste ano. Outro grande estudo sobre CHC, chamado SORAMIC, concluiu o recrutamento do grupo de paliativos com resultados previstos para 2018. Um terceiro grande estudo sobre CHC, SIRveNIB, também deve concluir seu recrutamento este ano."

Sobre os briefings de inovações em tecnologias médicas (MIBs) do NICE

Os MIBs são desenvolvidos para apoiar o NHS, os encarregados da assistência social e os funcionários que pensam em utilizar novos dispositivos e outras tecnologias médicas e de diagnóstico. As instruções são preparadas de maneira centralizada para evitar que as empresas tenham que produzir informações similares localmente, economizando tempo, esforços e recursos da equipe. As informações fornecidas incluem uma descrição da tecnologia, como é utilizada e seu papel potencial na via de tratamento. O MIB também inclui uma análise das evidências relevantes publicadas e os prováveis custos relativos ao uso das tecnologias. Foram desenvolvidos para ser uma forma rápida, flexível e receptiva de atender a demanda por informações sobre tecnologias inovadoras. Os MIBs são autorizados pelo NHS England e produzidos em apoio ao NHS 5 Year Forward View, especificamente como um dos vários passos para acelerar a inovação em novos tratamentos e diagnósticos.

Sobre o carcinoma hepatocelular (CHC)

O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tipo mais comum de câncer de fígado primário – um câncer que começa no fígado. O CHC é o sexto tipo mais comum de câncer no mundo e a segunda causa mais comum de morte relacionada ao câncer[2]. Ele afeta principalmente pacientes com cirrose derivada de qualquer causa, inclusive hepatite viral e alcoolismo, e ocorre com mais frequência em regiões com maior incidência de hepatite, como a região Ásia-Pacífico e o sul da Europa. O CHC pode ser tratado com cirurgia de ressecção ou transplante, com chances de sobrevida de longo prazo. No entanto, essas opções não estão disponíveis para a maioria dos pacientes. Para pacientes com CHC que não pode ser removido, as perspectivas são sombrias, e a taxa de sobrevivência varia de alguns meses a cerca de dois anos, dependendo do tamanho do tumor e da condição do fígado no momento do diagnóstico [3]. Como o briefing sobre inovações em tecnologias médicas do NICE de fevereiro de 2016 sobre as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres esclarece, há poucas opções comprovadas de tratamento local e sistêmico para CHC irremovível. Nenhuma nova opção foi testada com sucesso em grandes estudos em quase uma década.

Sobre as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres

As microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres são um dispositivo médico usado em um procedimento de radiologia intervencionista conhecido como radioterapia interna seletiva (SIRT), ou radioembolização, que envia altas doses de radiação diretamente aos tumores do fígado. O tratamento consiste em dezenas de milhões de partículas de resina radioativas Y-90, revestidas de radionuclídeo ítrio-90 (Y-90), com diâmetros tão pequenos quanto o cabelo humano. Os radiologistas intervencionistas injetam essas partículas de resinas, ou microesferas, na artéria hepática por meio de um cateter inserido na artéria femoral por meio de uma incisão na virilha. As microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres se alojam nos capilares que rodeiam os tumores do fígado, poupando os tecidos saudáveis. A baixa gravidade específica das microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres permite que a corrente sanguínea distribua de maneira uniforme a radioatividade dentro e ao redor dos tumores do fígado.

As microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres são aprovadas para o tratamento de tumores do fígado inoperáveis na Austrália, União Europeia (marcação CE), Argentina (ANMAT), Brasil e vários outros países da Ásia, como Turquia, Índia e Singapura. O produto também é fornecido para uso em países como Hong Kong, Israel, Malásia, Nova Zelândia, Taiwan e Tailândia. As microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres são aprovadas nos Estados Unidos (aprovação PMA da FDA) para o tratamento de tumores hepáticos metastáticos não removíveis de câncer colorretal primário em combinação com quimioterapia intra-arterial hepática com o uso de floxuridina.

A Sirtex Medical Limited (ASX: SRX) é uma empresa global de cuidados com a saúde com sede na Austrália, que trabalha para aprimorar os resultados de tratamentos de pacientes com câncer. Atualmente, nosso principal produto é uma radioterapia direcionada para câncer do fígado chamada microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR-Spheres. Aproximadamente 55.000 doses já foram fornecidas para tratar pacientes com câncer no fígado em mais de 900 centros médicos de mais de 40 países. Para mais informações, acesse http://www.sirtex.com.

SIR-Spheres® é marca comercial registrada da Sirtex SIR-Spheres Pty Ltd

Referências:

1.NICE National Institute for Health and Care Excellence. Medtech Innovation Briefings. Disponível em:https://www.nice.org.uk/about/what-we-do/our-programmes/nice-advice/medtech-innovation-briefings. Acessado pela última vez em março de 2016.

2.Ferlay J, Soerjomataram I, Ervik M et al. Globocan 2012. v1.0, Cancer Incidence and Mortality Worldwide: IARC CancerBase No. 11 [Internet]. Lyon, França: International Agency for Research on Cancer; 2013. Disponível em: http://globocan.iarc.fr, acessado em 31 de março de 2016.

3.European Association for the Study of the Liver, European Organisation for Research and Treatment of Cancer. EASL-EORTC clinical practice guidelines: Management of hepatocellular carcinoma. Journal of Hepatology 2012; 56: 908-943.

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FONTE Sirtex Medical United Kingdom Ltd

Tasigna® é aprovado como tratamento para pacientes com leucemia

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Os pacientes adultos com leucemia mieloide crônica (LMC), um tipo de câncer sanguíneo, têm agora uma nova opção de tratamento de primeira linha. O medicamento do laboratório farmacêutico suíço Novartis, Tasigna® (nilotinibe), que já era aprovado para utilização após resistência ou intolerância à primeira linha de tratamento, agora também possui seu uso aprovado para terapia inicial dos pacientes com a doença crônica, que se diferencia das demais leucemias por uma mutação denominada cromossomo Philadelfia positivo (LMC Ph+).

A decisão foi publicada no dia 28 de março de 2016, no Diário Oficial da União. O medicamento já está aprovado como primeira linha no tratamento da LMC em mais de 100 países no mundo, incluindo EUA e União Europeia.

A fim de viabilizar a posologia para o tratamento de primeira linha, uma nova concentração de Tasigna (150 mg) foi aprovada pela ANVISA. Entre os próximos passos, Tasigna® será submetido à aprovação de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para posterior comercialização.

O Tasigna® foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como segunda linha de tratamento para a LMC em 2009 e foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2013.

A LMC é um tipo de câncer sanguíneo que afeta as células mieloides (subtipo de glóbulos brancos) presentes na medula óssea e que corresponde a 15% dos casos de leucemia em adultos. A maioria dos quadros está relacionada à presença de uma anormalidade genética celular, denominada cromossomo Philadelphia (Ph).

A alteração leva à produção da proteína tirosino quinase BCR-ABL, apontada como principal causa da doença. Tasigna® é um inibidor de tirosino quinase de segunda geração que vem atingindo índices significativos de resposta no tratamento da doença. Resultados recentes de estudos clínicos Fase III comprovam a eficácia do medicamento para a obtenção de respostas moleculares profundas e precoces em um número maior de pacientes. Na prática, isso significa uma maior sobrevida livre de progressão da doença.

Disclaimer

As informações contidas neste texto têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento adequado.

Sobre a Novartis

A Novartis oferece soluções inovadoras de cuidados com a saúde que atendem às necessidades em constante mudança dos pacientes e da população. Com sede em Basileia, na Suíça, a Novartis oferece um diversificado portfólio para atender estas demandas: medicamentos inovadores, cuidados com os olhos e medicamentos genéricos. Novartis é a única empresa global com posições de liderança nessas áreas. Em 2015, as operações do Grupo atingiram vendas líquidas de US$ 49,4 bilhões, enquanto cerca de US$ 8,9 bilhões foram investidos em pesquisa e desenvolvimento (US$ 8,7 bilhões excluindo encargos de depreciação e amortização). As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 119.000 colaboradores e seus produtos estão presentes em mais de 180 países ao redor do mundo. Para mais informações www.novartis.com.br

Instituto Ética Saúde e AMPASA assinam acordo

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O Acordo de Cooperação Técnica com a Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde (AMPASA) foi firmado na presença do presidente do Instituto Ética Saúde, Gláucio Pegurin Libório, da diretora executiva do Instituto Ética Saúde, Claudia Scarpim, do presidente do Conselho de Ética do Instituto Ética Saúde e subprocurador da República, Antônio Fonseca, do presidente da AMPASA e Promotor de Justiça de Minas Gerais, Gilmar de Assis, da 1ª vice-presidente da AMPASA, Isabel Maria Salustiano Almeida Porto, e da 2ª vice-presidente da entidade, Maria Roseli de Almeida Pery.

“Este Acordo é muito importante não só por ser o primeiro, mas por se tratar de uma entidade que tem capacidade de resolução dos problemas encontrados no Canal de Denúncia de forma muito rápida. Para o Instituto será o braço do Estado neste projeto, fundamental para o sucesso do Canal”, comemorou Gláucio Pegurin Libório.

Para o presidente da AMPASA, o Instituto Ética Saúde faz um trabalho espetacular para evitar a concorrência desleal em um segmento tão sensível como o de DMI. Ele fez questão de ressaltar que este Acordo de Cooperação é primordial para o Ministério Público, que até então ressentia, muitas vezes, de informações técnicas para qualificar seus procedimentos investigatórios.

“Estaremos qualificando em muito a nossa atuação, a partir do recebimento dos resultados dos julgamentos dos processos éticos nesta cadeia produtiva. Neste momento crítico em que o país está passando, o MP terá seu braço no terceiro setor. Tenho certeza que será uma articulação solidária, interinstitucional que trará seguramente resultados promissores para nossos destinatários: a sociedade brasileira”, afirmou. _IGO3483

A diretora executiva do Instituto Ética Saúde, Claudia Scarpim, lembrou que o Ética Saúde – uma iniciativa da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (ABRAIDI) e do Instituto Ethos - vem experimentando inúmeros sucessos desde o lançamento, em Brasília, em junho do ano passado. “Temos mobilizado empresas, órgãos de governo e insistido na necessidade de enfrentamento de todas as formas de corrupção no setor de dispositivos médicos. Já conseguimos apoios importantes de outras entidades do setor e a parceria que ora firmamos com a AMPASA vem coroar definitivamente esse esforço”.

A AMPASA reúne promotores e procuradores que atuam na defesa da saúde em todo o Brasil. “Muitos casos de desvios éticos e crimes são difíceis de serem investigados justamente porque os caminhos da corrupção são muito criativos. As informações altamente qualificadas obtidas pelo Canal de Denúncias do Ética Saúde serão um importante subsídio aos membros do Ministério Público para que procedam a função de defesa dos interesses da sociedade ligados à saúde, enfrentando os desvios que tanto comprometem à saúde do brasileiro”, complementou Claudia Scarpim.

O presidente do Conselho de Ética do Acordo Setorial e subprocurador da República, Antônio Fonseca, destacou que a AMPASA, através dos seus membros do Ministério Público, tem capilaridade em todo o território nacional e também tem a coordenação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). “Temos, portanto, um parceiro com poder institucional e tudo isso fortalece o trabalho do Instituto. O Acordo Setorial é de autorregulação e autorregulação sozinha tem força relativa, portanto ela precisa das instituições”.

Para Gilmar de Assis, esta é a primeira de uma série de outras parcerias que o Instituto Ética Saúde vai firmar. “Com certeza teremos desdobramentos enormes entre as demais entidades”.

Estavam presentes na assinatura do Termo de Cooperação, em Brasília, representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Ministério Público Federal, do Ministério Público de São Paulo, da Associação Médica Brasileira (AMB), da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG), o Deputado Antônio Jorge e a diretora da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), Lilian Orofino.

“Essa parceria é a demonstração viva da mobilização e engajamento da sociedade civil no combate à corrupção. Temos confiança que ações desta natureza são determinantes para construir um sistema de saúde sustentável cujo acesso seja possível a todos os cidadãos", finalizou a diretora executiva do Instituto Ética Saúde, Claudia Scarpim.

Inovação tecnológica sem gestão é desperdício

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A inovação tecnológica tem sido condição essencial nos sistemas de saúde, garantindo mais precisão e otimização de processos, que em médio e longo prazo geram mais economia para os gestores e os usuários de seus produtos e serviços. Mas para que ela feche a conta de seus investimentos, precisa ser estrategicamente aplicada, partindo de uma visão holística e da operacionalização racional que atenda de forma eficiente sua demanda.

De ponta a ponta do sistema, do back office à linha de frente do atendimento é preciso mapear todos os públicos envolvidos em seu manuseio e benefício. Da gestão de medicamentos de uma cidade, ao fluxo de prescrições de uma unidade hospitalar, tudo precisa ser contabilizado, rastreado, processado, reportado. Caso contrário, será dinheiro e energia jogados fora.

Equipamentos caros, mas com pouco ou nenhum uso não se pagam, e muito rapidamente ficam obsoletos. É preciso fazê-los girar, com critérios e estudo de necessidades, para também não aumentarem os custos do sistema como um todo. Caso contrário, perde um, perde dois e logo perdem todos, pela inviabilidade de acesso.

É preciso lembrar também que quando falamos em investimento em inovação tecnológica, não estamos falando apenas de máquinas e softwares, mas de pessoas habilitadas para a sua condução. E esta qualificação passa por ensino e atualização constante de equipe, na velocidade da atualização dos recursos, que é cada vez mais dinâmica.

Desta forma, consideremos que não temos como fugir destes investimentos se quisermos sobreviver no mercado, mas se quiser prosperar, é preciso focar em uma excelente gestão destes recursos, de forma inteligente, séria e responsável.

Mayuli Fonseca, diretora de novos negócios da UniHealth Logística Hospitalar

Instituto Nacional de Cardiologia realiza evento de Cardiologia Fetal

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O Instituto Nacional de Cardiologia promove, nesta sexta-feira (1º), uma conferência sobre Medicina fetal (cardiologia fetal), com foco na ecografia obstétrica. O chefe do Serviço de Cardiologia da Criança e do Adolescente do INC, Dr Luiz Carlos Simões, explica a importância desse exame para as gestantes.

“O ecocardiograma fetal é realizado em pacientes que apresentam fatores de risco que propiciam o surgimento de doenças cardíacas em seus bebês. O tempo de gestação ideal para ser realizada é após 20 semanas de gestação. No caso de problema no coração do feto diagnosticado por meio da ecocardiografia fetal, há possibilidade de uma intervenção intrauterina de modo a evitar a deterioração do coração do feto”, esclarece.

A palestra será ministrada pela Dra. Simone Pedra, chefe do Programa de cardiologia fetal do HCOR-São Paulo, e também contará com a participação do Dr. Jofre Amim, diretor da maternidade Escola da UFRJ.

O evento será coordenado pelo Serviço de Cardiologia da Criança e do Adolescente do INC; Coordenação Médica Hospitalar; e pela Coordenação de Ensino e Pesquisa e da Maternidade Escola da UFRJ. O encontro será realizado no auditório do 12º andar do INC, às 08 horas. Destinado a profissionais de saúde, o evento não precisa de cadastro prévio.

Nova ferramenta permite acessar exames de imagem pela internet

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Este mês, a CDPI lançou uma nova ferramenta que permite que o paciente consulte, além dos laudos, as imagens de seus exames pela internet, sem precisar se deslocar até a clínica – e as pastas de resultados impressos continuam disponíveis para retirada. O novo mecanismo, que já está disponível para os pacientes, possibilita, ainda, download e compartilhamento dos resultados com seu médico.

“Uma janela se abrirá indicando um campo que deve ser preenchido com o e-mail do destinatário, que receberá um link de acesso”, explica o Dr. Leonardo Kayat, médico radiologista que compõe o corpo clínico da CDPI e é responsável pelo projeto. Segundo ele, também é possível manipular a imagem para aprimorar a visualização ou ressaltar detalhes de interesse. “Podemos alterar as medidas, dar zoom e até ajustar os níveis dos tons de cinza para destacar determinadas estruturas”, conclui.

Os benefícios se estendem para quem fez exames antes da implementação da nova ferramenta, pois o sistema conta com um banco de dados que permite armazenar histórico de até dois anos.

Por enquanto, a tecnologia está disponível para tomografia computadorizada e ressonância magnética realizadas nas unidades BarraShopping, MDX, Nova América e Ilha do Governador. “Em breve, novos exames e unidades serão incorporados”, ressalta o médico.

Como acessar o resultado

Veja como é fácil visualizar e compartilhar seus exames de imagem:

- entre no site www.cdpi.com.br

- coloque o identificador e a senha (disponíveis no protocolo de exame) e sua data de nascimento;

- uma nova janela se abrirá mostrando o resultado mais recente. No quadro à esquerda da tela, você verá o laudo e, à direita, é possível navegar pelas imagens de seu exame;

- para sua comodidade, há também as opções “salvar exame”, “compartilhar exame” e “imprimir laudo”.

Sistema sem ajuste de processo não melhora o faturamento hospitalar

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É tragicômico porque “se fosse na minha época de formação acadêmica”, quando as pessoas não tinham muita noção do que é informática, computador, sistema, etc. seria compreensível, mas hoje em dia quando a TI está disseminada em “todos os cantos”, para uso de pessoas com ou sem instrução, e para os mais variados tipos de aplicações.

O tempo passa e eu acabo vivenciando a cada ano uma enormidade de situações em que “se põe a culpa no sistema” para o que dá errado, ou quando o que se pensava que ia acontecer não acontece . Vai chegar o dia que a reapresentação do Chaves na televisão vai acabar, mas esta mania parece que não vai acabar nunca – é possível uma coisa dessas?

O assunto se torna particularmente mais grave quando falamos de um sistema fundamental para os hospitais, que lidam com a parte mais preciosa da organização: o bolso.

Claro que estamos falando do sistema de faturamento hospitalar.

Nos últimos meses em que a crise está “pressionando a jugular” dos hospitais que passaram a correr atrás de dinheiro como nunca antes, estou vendo o mesmo velho e conhecido filme “O Sistema não Ajuda” como desculpa para encobrir a real razão da perda absurda de receita que existe em função dos processos mal desenhados e completamente desalinhados com as funcionalidades que o sistema oferece e ninguém acaba usando adequadamente.

Não costumo dizer “modéstia à parte”, mas neste caso tenho certa autoridade para tratar o assunto porque no meu histórico profissional consegui conduzir um projeto em um importante hospital de porta 2 (atende SUS e SS) e, sem mexer em uma vírgula de sistema e com o mesmo volume de atendimento conseguimos aumentar o faturamento e mais de 30 % na saúde suplementar em outro o ticket médio nas internações SS praticamente dobrou sem troca ou alteração de sistema e assim por diante.

E o primeiro grande projeto da minha vida na área da saúde foi a implantação de um sistema hospitalar que viabilizou a expansão de um dos hospitais privados mais importantes do Brasil e do mundo, que entre outras coisas multiplicou a receita.

Não existe segredo – costumamos discutir isso exaustivamente nas aulas do curso Modelo GFACH: as regras de formação de contas, tanto na Saúde Suplementar quanto no SUS, são tão complexas e caóticas que a chance da conta hospitalar possuírem erro “pra mais ou pra menos” é de 100 %, e de 200 % quando consideramos só o “pra menos”. E o que garante esta certeza do erro é o processo de formação inadequado.

Para quem não domina o tema, como exemplo, na última semana fiz um levantamento para um grupo de hospitais públicos baseado no próprio arquivo de faturamento deles. Faturar SUS é mais fácil do que Saúde Suplementar, mas isso não significa que é simples, ou que não seja caótico. Este levantamento demonstrou, por exemplo, que hospitais que possuem várias UTIs praticamente não faturam diárias de UTI – que hospitais com grande foco cirúrgico faturam pouco OPME, e assim por diante .

Nessas aulas discutimos e concluímos que sem a definição de kits de registro, padronização e pré codificação de registros, envolvendo áreas assistenciais na definição, e mais “uma meia dúzia” de diretrizes básicas de ajustes em processos, a receita “escorre entre os dedos” e “desaparece que nem cabeça de bacalhau”.

Mas o principal disso é que o desenvolvimento dos kits não pode ser uma atividade mecânica de “tabelar o que é feito de forma errada” – deve ser encarado como um projeto que é única forma de fazer com que os envolvidos na geração da receita reservem “um minuto” das suas atividades de rotina para pensar no assunto e se perguntar:

  • Será que existe alguma coisa que não estamos fazendo e tem relacionamento com regras de formação das contas ?
  • Será que existe alguma coisa nova que podemos fazer para aproveitar a chance de faturar o que não faturamos ?

O sistema, seja lá qual for, na essência não responde estas perguntas.

Fazer alguma coisa, da maneira certa, sempre está associado a fazer de forma regrada e planejada, ou seja, de acordo com um processo pré-estabelecido que foi desenhado para obter algum resultado esperado – isso é gestão dos processos, e está muito longe de ser resolvido por funcionalidades de sistema que estão à disposição para uso.

Há anos tenho dito que os sistemas de mercado sobram em funcionalidade em relação às necessidades dos hospitais para faturar suas contas  e há anos eles são mal utilizados porque os hospitais teimam em achar que os sistemas devem se adaptar aos processos, sem analisar se os processos deveriam ser da forma como são.

Então vemos um processo “ridículo” de formação de contas hospitalares, e ao invés da revisão de modo a ajustar ao que deveria ser, ouve-se “fulano” dizendo que a tela não tem o “campo X”, quando esta informação não é relevante porque vem automaticamente de outra funcionalidade se o processo mudar, ouvimos que o “relatório não atende” porque não identifica “Z”, quando na verdade o processo não garante que a informação “Z” é alimentada adequadamente ... e assim por diante.

Como os processos são mal definidos e não aderentes ao sistema, as informações são jogadas no sistema desordenadamente sem a consistência adequada, obrigando os hospitais a fazer uso do BI, para minimamente extrair dados necessários para tomada de decisão porque o sistema “não atende à necessidade”.

BI é uma “forma elegante” de dizer que os gestores “ralam a barriga” fazendo planilhas EXCEL para controles paralelos e relatórios gerenciais, porque de fato pouquíssimos hospitais realmente têm ambiente de BI – alguns que acham que têm na verdade construíram um grupo de relatórios que o sistema não tem, ou compraram um “módulo complementar” que o fornecedor chama de BI, mas deveria estar no próprio sistema: é apenas uma forma do fornecedor cobrar um pouco mais pela licença de uso do sistema.

A crise é séria:

  • Na saúde suplementar, como vimos uma prévia divulgada pela ANS, pela primeira vez na sua história o volume de participantes do sistema caiu – e este sistema está estruturado para sobreviver com crescimento vegetativo do número de beneficiários – não sabe se sustentar nem mesmo mantendo sua base de beneficiários;
  • No sistema SUS o dinheiro está escasso porque a arrecadação de tributos caiu e o custo da operação hospitalar tende a subir: menos pessoas na saúde suplementar significa “mais gente” buscando o SUS;
  • E não existe previsão do quadro reverter no curto e médio prazo: nunca foi tão importante correr atrás do dinheiro – o que se vê é “gente vendendo o almoço pra pagar a janta”.

Tenho repetido em todos os cursos: é na crise que se vê se o administrador é bom mesmo: com dinheiro é fácil administrar – quando o dinheiro fica escasso é que avaliamos a competência do administrador.

Vivemos “a hora” do administrador, do auditor de contas, do gestor de custos, do gestor orçamentário – se “este povo” não trabalhar bem agora, o profissional assistencial não tem como cuidar dos pacientes.

Então vamos combinar 2 coisas:

  • Ao invés de reclamar que o sistema não atende, está na hora de “mergulhar” no processo para ver se o sistema não atende mesmo, ou se o processo necessita ser ajustado;
  • Se estiver pensando em implantar ou trocar o sistema de faturamento, a etapa zero é a reavaliação do processo, senão você vai acabar informatizando o caos e, me desculpando pela linguagem chula, informatizar o caos significa que se você está fazendo bobagem sem o sistema, com ele você vai fazer muito mais bobagem, porque o sistema só vai servir para fazer bobagem com uma velocidade muito maior.