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7 desafios e 3 soluções para gerir multimorbidades

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Cada vez mais comuns, devido ao envelhecimento da população e aos atuais hábitos de vida, pacientes com múltiplas doenças crônicas ou multimorbidades não têm encontrado o padrão ouro na assistência. Frequentemente, aliás, acabam sofrendo com eventos adversos ou vendo seus indicadores de saúde piorarem, mesmo quando estão sob tratamento.

Pesquisadores do National Health Service (NHS), o serviço público de saúde do Reino Unido, Keith Moffat e Stewart Mercer, da Universidade de Glasgow, na Escócia, elencaram sete desafios para gerir as comorbidades:

1)    Evidências e diretrizes: em geral, as doenças são vistas individualmente e esses pacientes são excluídos dos testes clínicos, o que impede o bom gerenciamento de sua saúde;

2)    Polimedicação: com diferentes medicamentos para tratar todas as suas condições clínicas, os pacientes são frequentemente expostos a eventos adversos ou doenças e reações causadas pelos próprios medicamentos ou pelas interações medicamentosas;

3)    Especialização: cada vez mais, estruturas e profissionais têm se superespecializado em diferentes ramos da Medicina, em detrimento da visão generalista e holística da Saúde, o que leva a cuidados fragmentados e descoordenados;

4)    O fardo do tratamento: com cuidados fragmentados, os pacientes precisam se submeter a inúmeras consultas, exames e intervenções e consideram difícil a gestão de sua própria saúde, o que pode levar à baixa aderência ao tratamento;

5)    Recursos: pacientes com comorbidades geram mais custos aos sistemas de saúde. As condições crônicas são frequentemente apontadas como uma ameaça à sustentabilidade financeira do setor;

6)    Multimorbidades mentais e físicas: depressão e outros transtornos mentais são comuns nesses casos, o que dificulta também o autocuidado;

7)    Continuidade do cuidado e consultas: portadores de múltiplas doenças precisam de mais tempo e dedicação de seus médicos, bem como cuidados continuados, ambos pouco incentivados pelos atuais modelos de pagamento e estrutura dos sistemas de saúde.

Três caminhos para uma gestão melhor

Assim como acontece no Reino Unido e em diversos outros países ao redor do mundo, no Canadá, o problema também está debaixo dos holofotes. No Fórum de Saúde promovido pela Universidade McMaster, os pesquisadores sugeriram três caminhos para melhorar a gestão dos pacientes com multimorbidades:

1)    Mudar a forma como a assistência é organizada, tornando o paciente o foco do sistema, oferecendo cuidados coordenados, considerando a complexidade dos tratamentos farmacêuticos e os fatores de risco associados às doenças;

2)    Estimular a interação entre médicos e pacientes para que, juntos, priorizem necessidades e tracem um plano de cuidado, o que passa por investimentos em ferramentas de suporte à decisão médica e materiais educativos e informativos para que o paciente possa refletir sobre as opções de tratamento e suas consequências.

3)    Incentivar o autocuidado, educando o paciente e seus familiares, apostando em ferramentas tecnológicas, como o monitoramento à distância e a telemedicina, apoio em casa, para que o paciente não precise recorrer sempre ao hospital, e intervenções para que utilize apropriadamente seus medicamentos.

Com o avanço tecnológico, que torna o monitoramento de crônicos mais fácil e ágil; a mudança de comportamento, que traz aos estabelecimentos de saúde pacientes mais questionadores e interessados em sua própria saúde; e a pressão crescente dos custos, que empurra o setor para a busca de novos modelos assistenciais, o momento é propício para uma mudança focada em garantir mais qualidade de vida aos pacientes e menos custos ao setor.

Universidade Federal de São João del-Rei adota UpToDate para aprimorar a qualidade de ensino

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A Wolters Kluwer, líder mundial em fornecimento de informações para profissionais e estudantes da área da saúde, está presente na Universidade Federal de São João Del-Rei. Os alunos do curso de medicina e participantes do programa de residência médica da instituição de ensino, presente em cinco municípios mineiros, após a adoção do UpToDate® Anywhere - recurso de suporte a decisões médicas habilitado para tecnologia móvel, adquiriam uma postura mais crítica e proativa dentro do seu ambiente de aprendizado.

Como uma Instituição federal de ensino público superior, a UFSJ zela pela autonomia científica, didática, administrativa, disciplinar e de gestão financeira e patrimonial. Desde o início, a Instituição trabalhou para a qualificação de seu quadro docente, sobretudo com o incentivo ao doutoramento, bem como da formação e a estabilização dos grupos de pesquisa e da implantação de pós-graduação stricto sensu, elementos fundamentais para a sua transformação em Universidade. Atualmente, a Instituição estrutura-se administrativamente em seis unidades educacionais e um centro cultural. Estão localizados em São João del-Rei o Campus Santo Antônio, o Campus Dom Bosco e o Campus Tancredo de Almeida Neves, além do Centro Cultural da UFSJ. Entre 2007 e 2008, a UFSJ criou ainda três unidades educacionais em outros municípios de Minas Gerais: o Campus Alto Paraopeba, localizado na divisa entre os municípios de Congonhas e Ouro Branco; o Campus Sete Lagoas, na cidade homônima; e o Campus Centro-Oeste Dona Lindu, situado no município de Divinópolis.

Neste contexto de sempre incentivar o aprimoramento e a qualidade de ensino, a decisão de adotar o UpToDate partiu da coordenação do curso de medicina e, desde a primeira turma de residência médica, o recurso vem sendo utilizado. “Assim como o UpToDate fez a diferença durante a minha formação acadêmica, pois foi ainda na universidade que tive contato com a ferramenta graças a um professor que a utilizava, percebi que o UpToDate seria de grande valia para os nossos alunos. Queremos que eles sejam críticos e possam até contrapor a opinião do professor. E sem embasamento fica difícil assumir essa posição. A ferramenta tem um peso enorme no que diz respeito a essa forma de conduta do dia a dia. Sem dúvida conseguimos formar profissionais muito mais bem preparados e com muito mais conhecimento graças a ela”, afirma o Dr. Denny Veloso, coordenador do curso de Medicina da UFSJ.

A possibilidade de mudar condutas médicas é, na opinião do coordenador, uma das principais vantagens do UpToDate e o que apoia demasiadamente o processo de formação dos alunos e os objetivos da universidade em relação à qualidade dos profissionais que forma “Eu era um pouco cético a respeito de mudanças de condutas, por toda a bibliografia que conheço e pela minha própria experiência. Mas, de repente, nos deparamos com algum caso que não está no livro e aí encontramos no UpToDate uma forma nova de enxergar e tratar aquele problema”, ressalta.

Dr. Denny Veloso, que além de coordenador do curso da UFSJ é urologista, conta que, recentemente, ao se deparar com um caso de cisto de úraco (que é um cordão fibroso, resultado da contração e obliteração do alantoide, ligado ao ápice da bexiga e ao umbigo) esse benefício ficou bastante claro. “Normalmente, a literatura médica nesse tipo de diagnóstico não indica a cirurgia. Embora tivesse esse conhecimento e ainda considere os livros importantes no aprendizado, percebi que era um caso com algumas especificidades, por isso, resolvi consultar o UpToDate. Foram dois minutos, na frente do paciente, que me levaram a mudar a minha primeira opinião e indicar uma cirurgia. Isso sem dúvida trouxe uma percepção positiva para o paciente e o fez se sentir muito mais seguro.”

O recurso pode ser acessado dos dispositivos móveis e também em todos os computadores do Hospital conveniado da instituição da UFSJ. Todas as especialidades médicas, como por exemplo, nefrologia, urologia e cardiologia, além do CTI (Centro de Tratamento Intensivo), fazem uso do UpTodate. As pesquisas e consultas são realizadas de forma rápida, em português, no momento do atendimento, diante do próprio paciente, sanando dúvidas de diagnóstico, por exemplo, que se fossem tiradas no dia seguinte poderiam não ser mais úteis e eficientes nos cuidados à saúde.

“Posso afirmar que, além de aprimorar e elevar o nível da qualidade de ensino, a chegada do UpToDate trouxe melhorias consideráveis para o dia a dia dos seus cerca de 100 usuários, entre professores, preceptores de residência médica, residentes e alunos. É um recurso hoje imprescindível dentro da universidade. Sem falar que se trata de uma ferramenta muito simples de ser utilizada, que não demanda treinamento. Por incrível que pareça, o que tomou mais tempo foi criar a senha de acesso”, ressalta o Coordenador.

O UpToDate ajuda não só a melhor o atendimento aos pacientes como também a aprimorar a qualidade de ensino e preparar os futuros médicos. Trata-se de uma ferramenta que proporciona acesso rápido e fácil a uma grande quantidade de informações clínicas relacionadas e uma série de especialidades médicas.

Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia recebe a Medalha da Inconfidência

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TaquiNews_3_Medalha da InconfidênciaMarcus Bolívar Malachias assumiu, em janeiro, a presidência da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Fazia 36 anos que um mineiro não ocupava esta posição à frente dos mais de 15 mil cardiologistas brasileiros. Marcus Bolívar Malachias é doutor em cardiologia pela USP, professor de pós-graduação da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, cardiologista do Hospital Biocor e diretor do Instituto de Hipertensão de Minas Gerais.

Ocupou na Sociedade Brasileira de Cardiologia importantes cargos, como presidente da Sociedade Mineira de Cardiologia, presidente do Departamento de Hipertensão, idealizador e coordenador da campanha "Eu sou 12 por 8", além de outros postos em diversas diretorias passadas.

Como coordenador da campanha "Eu sou 12 por 8", conseguiu sensibilizar artistas, músicos e personalidades a vestirem a camiseta da ação e passar a mensagem da importância da prevenção e tratamento da hipertensão. A doença atinge 47,5 milhões de hipertensos no Brasil e somente 19,6% estão com os valores pressóricos adequadamente controlados. A hipertensão é uma das principais causas das doenças do coração, que matam 350 mil brasileiros todos os anos.

A solenidade Medalha da Inconfidência foi em 21 de abril, feriado de Tiradentes, em Ouro Preto/MG. A medalha, criada em 1952 durante o governo de Juscelino Kubitschek, é entregue sempre nesta data com quatro designações: Grande Colar (Comenda Extraordinária), Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência.

Marcus Bolívar Malachias já recebeu, em anos anteriores, a medalha nas categorias: Medalha da Inconfidência e Medalha de Honra, sendo que agora foi homenageado com a Grande Medalha. O Grande Colar é conferido a uma só personalidade em cada ano, e em 2016, foi para o ex-presidente do Uruguai, José Mujica.

ABIMED promove treinamento antitruste

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Com o objetivo de fomentar uma concorrência ética entre empresas e prevenir infrações contra a ordem econômica, a ABIMED – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde, que representa 190 indústrias de equipamentos e produtos médico-hospitalares, inicia no próximo dia 28 de abril (quinta-feira) o primeiro de uma série de treinamentos antitruste que será realizado ao longo do ano.

A importância da livre concorrência, condutas anticoncorrenciais, programas de compliance antitruste e boas práticas de mercado, a relação ética com concorrentes, clientes, fornecedores, associações da indústria e sindicatos e outros tópicos da Lei de Defesa da Concorrência (LDC) serão foco dos treinamentos, dirigidos às empresas associadas da ABIMED.

“Neste momento de transformação que o país atravessa, marcado por denúncias de formação de cartel e outras práticas anticompetitivas, é importante fomentarmos uma mudança de comportamento e aproveitarmos a oportunidade para discutir a conduta das empresas e revermos a legislação concorrencial, em especial as leis públicas de licitação”, afirma Carlos Goulart, presidente-executivo da ABIMED.

Além de evitar penalidades para as empresas, o propósito do treinamento é prepará-las para fazerem uma prevenção de riscos, identificar e sanar problemas e reconhecer práticas ilícitas em outros concorrentes ou organizações, contribuindo para um ambiente concorrencialmente ético.

Goulart destacou ainda que, como associação de setor e fórum de encontros de empresas, é fundamental que a ABIMED observe as determinações do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para assegurar, entre outros requisitos de conduta, que a discussão de temas concorrencialmente sensíveis seja terminantemente proibida na associação.

Ciente dessa necessidade, a ABIMED criou no ano passado uma Declaração Antitruste que é lida no início de todas as reuniões. Os participantes declaram conhecer as restrições dos regulamentos antitruste, se comprometem a não discutir acordos ou ações que possam afetar a concorrência e a alertar caso identifiquem condição contrária à declaração.

Sobre a ABIMED

A ABIMED congrega 190 empresas de tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares. As empresas associadas da ABIMED respondem por 65% do faturamento do segmento médico-hospitalar. O setor de produtos para saúde tem participação de 0,6% no PIB brasileiro, conta com mais de 13 mil empresas e gera em torno de 140 mil empregos.

Criada em 1996, a ABIMED é sócia-fundadora do Instituto Coalizão Saúde e membro do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde. A entidade também coopera com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e com autoridades da Saúde, fomentando a implementação de políticas e regulamentações que proporcionem à população acesso rápido a novas tecnologias e a inovações, em um ambiente ético de negócios.

O Doutor em Medicina Tadataka Yamada se junta à BGI como presidente do Conselho Consultivo Científico

SHENZHEN, China, 25 de abril de 2016 /PRNewswire/ -- A BGI anunciou hoje que Tadataka (Tachi) Yamada, Doutor em Medicina, juntou-se à BGI para assumir o cargo de presidente do Conselho Consultivo Científico (Scientific Advisory Board, SAB).

O Dr. Yamada possui vasta experiência e conhecimento na área da saúde. Ele atualmente é presidente e cofundador da Outpost Medicine e sócio da Frazier Healthcare Partners. Durante sua carreira, ele foi médico-chefe, gestor científico e membro do conselho diretor da Takeda Pharmaceuticals, presidente do Global Health Program (Programa de Saúde Global) da Bill & Melinda Gates Foundation, presidente do conselho de pesquisa e desenvolvimento da GlaxoSmithKline e membro do conselho diretor, ex-presidente da American Physician Association (Associação Médica Americana) e médico-chefe do sistema médico da Universidade de Michigan.

Com um número crescente de doenças genéticas e pacientes com câncer na China, há uma grande necessidade de tecnologias médicas de precisão que sejam baseadas em informações clínicas de grandes dados de coorte e big data a partir de tecnologias transomics. Nos próximos anos, a BGI pretende tornar as tecnologias de sequenciamento e omics amplamente disponíveis e acessíveis, trabalhando com médicos e profissionais de saúde, aplicando conhecimentos da medicina de precisão e soluções para reduzir defeitos de nascimento e oferecer a estes pacientes tratamentos melhorados (incluindo detecção, diagnóstico, tratamento, monitoramento e reabilitação precoces).

A BGI vai inaugurar em breve a International Community of Precision Medicine (Comunidade Internacional de Medicina de Precisão) para acelerar o progresso e 30 hospitais na China, com um total de 50 milhões de pacientes ambulatoriais anuais já inscritos. Como presidente da SAB, o Dr. Yamada dedicará esforços para oferecer consultoria profissional com base em sua rica experiência e conhecimentos na área.

Wang Jian, presidente da BGI, disse: "A BGI tinha um plano estratégico na medicina de precisão desde seus primeiros momentos e suas principais prioridades são a pesquisa médica e sua aplicação. A BGI está trabalhando ativamente com universidades, hospitais e governos locais para impulsionar a iniciativa da medicina de precisão. A BGI espera obter conquistas significativas através desses esforços para melhor atender pacientes com necessidades médicas e promover o bem-estar público".

"Através do trabalho do Dr. Yamada, as tecnologias e soluções avançadas passarão de bancos de dados para leitos de maneira mais eficiente e eficaz, a fim de obtermos melhores diagnósticos, tratamentos mais corretos e uma prevenção mais precisa".

Ele de Yiwu, diretor global de pesquisa e desenvolvimento da BGI, disse: "Tachi é um líder de nível internacional da comunidade de saúde. Sua visão e sabedoria irão agregar enorme valor à busca da BGI por soluções de problemas de saúde usando tecnologias de ponta e soluções inovadoras".

FONTE BGI

Saúde Para Doentes Crônicos e Financiamento: Desafios

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Consequência da evolução demográfica, o envelhecimento populacional na Europa vem pressionando os sistemas de saúde e seus custos já há algum tempo. Em 2040, estima-se que 26,9% dos europeus terão 65 anos ou mais. Com o número crescente do público idoso, além da manutenção de um estilo de vida pouco saudável no ocidente, o cuidado de doenças crônicas terá demanda cada vez maior. Será que estamos preparados para isso?

Neste mês, tive oportunidade de assistir a uma palestra que abordou o assunto. Ministrada pelo economista holandês Wim Oosterom, a palestra abordou pontos necessários para a entrega de serviços personalizados para os idosos e as vantagens de um modelo de saúde mais centrado no paciente. Wim é membro de três diferentes órgãos de supervisão de organizações de saúde e ainda preside a comissão de auditoria da Federatie Medisch Specialisten (Holanda). De 1985 a 2008, trabalhou na PricewaterhouseCoopers (PwC) e coordenou o Global PwC Report on Elderly Care 2014-2015.

Após a palestra, entrevistei Wim Oosterom para saber um pouco mais dos desafios dentro do contexto europeu, pela perspectiva de um economista. Do ponto de vista de financiamento, existem desafios em comum entre os sistemas de saúde, dentro e fora da Europa. Nesse sentido, o caminho para trazer o paciente para o centro do sistema e simultaneamente equilibrar as contas promete ser longo.

José Eduardo: Atualmente, qual o maior desafio no financiamento da saúde na Europa?

Wim: Primeiramente, eu gostaria de fazer uma distinção entre financiamento e pagamento. Nas respostas, quando falarmos sobre problemas envolvendo o financiamento dos crescentes custos dos atuais sistemas de saúde, seja por aumento de impostos ou aumento de prêmios dos seguros de saúde, refiro-me a financiamento. Em todo sistema de saúde, há um pagante que pagará o provedor e o provedor que fornecerá serviços ao paciente/cidadão/consumidor. Resumidamente, financiamento é como o pagante coloca dinheiro no sistema. No que diz respeito a pagamento, trata-se da forma como os pagantes pagam pelos serviços dos provedores e em que medida isso dá incentivos à entrega de serviços de forma eficiente e efetiva por parte dos últimos.

Voltando ao financiamento, todos os sistemas de saúde – não apenas os europeus – estão lidando com questões em comum. O primeiro ponto é que, devido ao estilo de vida e ao envelhecimento, o número de doentes crônicos está crescendo. Como os sistemas de saúde são em geral construídos para curar pessoas em hospitais, esse fenômeno resulta em mais recursos financeiros sendo gastos nesses locais – que não são exatamente os melhores para manejar um número crescente de doentes crônicos. Os hospitais são os pontos mais caros do sistema, além de oferecerem riscos a esse tipo de paciente. Se nós não mudarmos essa realidade, nós teremos custos excessivos para manter um sistema que não entrega os serviços desejados pelos cidadãos.

Em segundo lugar, os hospitais existentes e os médicos especialistas são treinados para fazer intervenções. Eles o fazem de uma maneira correta, mas a questão é que doentes crônicos na maioria dos casos não são ajudados por intervenções, ou até pior: eles podem morrer mais rápido devido ao intervencionismo. O cidadão está interessado em sua própria qualidade de vida, não em intervenções excessivas. Mesmo nos Estados Unidos, uma comissão do Estado apresentou um relatório sobre o atual cuidado de saúde no fim da vida, questionando se gastar tanto dinheiro em testes, procedimentos e operações no último meio ano de vida aumenta a qualidade da saúde.

Por último, com o envelhecimento, a maior parte das economias cresce mais lentamente do que antes. Isso leva a menos receitas vindas de impostos e considerando outras questões importantes, como as mudanças climáticas, faz com que os países não possam continuar gastando mais e mais com saúde.

Em suma, os sistemas de saúde existentes não dão a resposta certa para a demanda crescente de doentes crônicos. O sistema atual é muito caro e é extremamente focado em intervenções (especializadas).

José Eduardo: Para você, quais países tiveram avanços na mudança de seus sistemas de saúde?

Wim: Os países com um sistema de saúde mais centralizado, como o Reino Unido e a Finlândia, estão à frente na aplicação de mudanças. A Finlândia possui uma nova lei em que todos os provedores de cuidado social e de saúde estão em um único sistema. Nesse modelo, é possível transferir recursos de hospitais para a atenção comunitária e primária.

O desafio para qualquer país é que no curto prazo existem custos de transição. Construir capacidade de atendimento em atenção comunitária, atenção primária e home care requer investimentos. Ao mesmo tempo, o custo dos hospitais não recuará imediatamente nesse processo. Nesse contexto, fechar leitos hospitalares seria um caminho rápido para economizar recursos, porém a população percebe isso como perda de qualidade.

Para lidar com essa questão, primeiro você precisa mostrar para a população que o novo modelo é melhor a fim de ter apoio suficiente e poder superar o modelo antigo. Isso significa que mudar de um sistema para outro levará tempo em vários países. Em nações com um modelo de competição por provedores de saúde, esse processo fará com que alguns hospitais provavelmente entrem em falência em razão da perda de pacientes. Investidores e bancos relutarão em investir em novos hospitais e provavelmente terão maior interesse em aplicar na atenção primária. Novas tecnologias deverão acelerar essa tendência.

Apesar da pergunta estar relacionada a financiamento, também é importante saber de que tipo de novo sistema nós precisamos. As principais características de um novo sistema citadas pela PwC são:

- Foco em prevenção e bem-estar. Eduque e apoie o cidadão.

- O indivíduo no coração do sistema. Isso significa que o cidadão é mais responsável por guiar o processo, mas também implica em maior responsabilidade no pagamento dos cuidados de saúde.

- Serviços mais próximos possíveis do cidadão. Em casa, na comunidade etc.

- Os pagamentos devem ser baseados nos resultados finais, como qualidade de vida.

- Saúde como um esforço coletivo. Não apenas os provedores atuais, mas também as novidades devem ser consideradas (novos dispositivos diagnósticos, smarthome etc).

José Eduardo: Por que é tão difícil mudar o sistema atual?

Wim: Existem algumas razões pelas quais é difícil promover mudanças. Com relação aos hospitais, os melhores médicos trabalham nesses locais e eles têm o poder de fazer lobby, explicando que fazem um bom trabalho – e realmente fazem. Porém, o ponto é que uma crescente parcela da população não precisa de intervenções e caso esse público venha a precisar, o seguimento pode ser feito em casa.

Outra razão que impede mudanças é a falta de incentivos para uma abordagem multidisciplinar, que ainda tem de ser construída em muitos países. Frequentemente, temos sistemas de pagamento que incentivam mais intervenções e resultam em mais gastos, em vez de investimentos em educação e prevenção. Dessa forma, para implementar uma nova estratégia em que todos concordem, nós precisamos de novas formas de pagamento, assim como novos instrumentos, visão e liderança.

Também é importante mencionar os custos de transição como barreira. Essa mudança para um novo modelo tem um custo maior no curto prazo, como expliquei anteriormente. Além disso, os recursos financeiros para executar esse processo nem sempre estão disponíveis.

José Eduardo: Como nós podemos alcançar uma abordagem mais centrada no paciente e engajar os profissionais da saúde nessa tarefa?

Wim: A meu ver, o principal fator para se alcançar uma abordagem mais centrada no paciente é o próprio cidadão. Novas tecnologias e serviços que o usuário obtém por outras indústrias colocarão mais pressão nos sistemas de saúde existentes. Por exemplo, como explicar para um cidadão do futuro que ele pode ter diferentes tipos de serviços através de seu smartphone em casa e na saúde ele precisa aguardar em salas de espera cheias, com pouca ou nenhuma informação? Novos atores na saúde darão respostas a essa e outras questões, seja por meio de smartphones, pontos de assistência em shopping centers ou centros comunitários que o paciente costuma frequentar.

Estou convencido de que mudanças disruptivas também ocorrerão na indústria da saúde. Em vários países, a saúde representa de 10 a até mais de 20% da economia. Esse mercado é interessante para vários e novos players.

Quanto ao papel dos profissionais de saúde nessa mudança, nós temos que começar com a educação oferecida a eles. Essa é uma mudança cultural que começa nas escolas e universidades, com a consciência de que o cidadão está à frente do processo e você enquanto profissional da saúde assume um papel de coach. Além disso, mais recursos financeiros devem ser investidos na educação de médicos generalistas, em vez de especialistas.

A grande demanda no momento é por profissionais da saúde generalistas que estejam dispostos a atender o cidadão em domicílio ou o mais próximo possível das residências. Por outro lado, a demanda por médicos especialistas em hospitais universitários está caindo. No entanto, enquanto todos pensarem que o médico especialista é o mais desejado e o mais bem pago, a mudança será difícil. Imagine se em dez anos nos encontrarmos no seguinte cenário: vários médicos especialistas sem emprego somado a uma falta de profissionais da saúde para assistir o crescente número de doentes crônicos. Sem dúvida seria algo constrangedor.

Lições sobre a "Pílula do Câncer"

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"A ciência sem fé é manca. A fé, sem ciência, é cega" (Albert Einstein)

A fosfoetanolamina é uma substância que foi sintetizada pela primeira em 1936 por Edgar Laurence Outhouse, do Departmento de Pesquisas Médicas do Instituto Banting, ligado à Universidade de Toronto, Canadá. No início dos anos 90 esta substância começou a ser estudada por Gilberto Orivaldo Chierice que integrava o Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo. A partir de resultados em alguns modelos experimentais em linhagens celulares de câncer em animais, teve início o uso em alguns pacientes portadores de câncer.

Apesar de não ter registro na Anvisa e nunca ter sido testada em humanos, a fosfoetanolamina era distribuída gratuitamente na USP-São Carlos, até que uma portaria do Instituto de Química proibiu a atividade. Então, pacientes entraram em queda de braço judicial com a USP para obter a substância, com base em relatos espontâneos, sem os testes clínicos apontados pela comunidade científica internacional como fundamentais.

A Nature, uma das publicações científicas mais conceituadas do mundo, condenou em editorial a liberação da fosfoetanolamina no Brasil. O editorial da revista afirma que é improvável que a droga realmente seja um milagre e cure todo e qualquer tipo de câncer sem efeitos colaterais, como alegado, e classificou a situação brasileira de distribuição de substâncias experimentais como "extrema" 4.

Em meio à polêmica e a um debate entre entusiastas e céticos, o governo federal anunciou investimento na pesquisa com a substância. O anúncio, visto como resultado de pressão política, foi alvo de críticas de pesquisadores e cientistas. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Saúde definiram a necessidade de realização de estudos para verificar a segurança e a eficácia da fosfoetalonamina em instituições nacionais de excelência e com reconhecida experiência na pesquisa e no desenvolvimento de fármacos. No total, o MCTI pretende investir, em três anos, R$ 10 milhões nos estudos da fosfoetanolamina, valor excepcional para a ciência brasileira.

Os primeiros resultados nos testes feitos pelo Ministerio da Saúde foram negativos, ou seja, a substância mostrou atividade nula em linhagens. Ainda assim, a Câmara de Deputados, o Senado e a Presidência da República liberaram a substância, mesmo com parecer contrário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O Conselho Federal de Medicina (CFM) e todas entidades científicas foram contrários à liberação no cenário vigente, pela falta de informação sobre segurança e efetividade. Foi cogitado, pelo Ministério da Saúde, que fosse liberado como “suplemento”, o que minimizaria a falta completa de uma bula minimamente séria.

Neste imbróglio instalado, qualquer posicionamento gera reações contrárias. De um lado, milhares de pacientes querem acesso a qualquer coisa que possa eventualmente trazer benefício, mesmo que seja sustentada em relatos isolados de sucesso, sem o rigor científico demandado por pesquisadores e ainda que possa, pela ausência de dados, piorar o câncer. O tema é temperado por pontos quase ideológico, com acusações de sabotagem proposital a fim de proteger uma indústria bilionária. A leitura de que a cura do câncer já existe e médicos, pesquisadores e pacientes curados e suas famílias conspiram com o silêncio para que a indústria siga vendendo velhas drogas, mesmo que casos novos surjam de forma gigantesca todo ano, alimenta discussões intermináveis.

Do outro lado, uma comunidade médica está preocupada com a absoluta falta de critérios técnicos para as demandas de registro de substância sem o apropriado roteiro científico. Dados de interação medicamentosa, resultados a curto e longo prazo comparados com placebo e riscos de utilização de substância química não são disponíveis em publicações adequadas e acessíveis para avaliação da comunidade global, que tem lutados contra o câncer há décadas.

Alegar que um remédio tem efeito positivo através de relatos não controlados e, com isso, passar a comercializá-lo, realmente, traz riscos. Já na metade do século passado, mais de 100 crianças morreram em decorrência do aditivo que dava sabor a um elixir para tosse, o que mostrou que o rigor para medicamentos deveria ser maior. Desde então, várias drogas já prometeram resultados maravilhosos, geralmente curas de doenças graves sem toxicidade, com base em relatos isolados e sem qualquer controle de outras variáveis básicas, como tratamentos associados. Todos os produtos alardeados como milagrosos naufragaram em algum tempo, não antes de arrastar muitos inocentes que procuravam respostas onde a ciência ainda não havia chegado.

Etapas científicas, que vão desde testes em laboratório até estudos clínicos, permitem separar efeitos — tanto positivos como negativos — do novo produto comparados com os de um placebo (substância sem atividade farmacológica usada como controle) ou com os de outros tratamentos mais estudados. É um processo caro, que demanda número grande de casos e estatísticas sofisticadas, mas é a forma responsável de fazer ciência.

Separar o efeito placebo é sempre um desafio. A American Cancer Society estima entre 20% a 30% de algum tipo de efeito placebo em qualquer intervenção. Não é infrequente que estudos clínicos descrevam até 5% de resposta com uso de “pílulas de farinha" (portanto 1 em cada 20 pessoas que usaram placebo). É um dos motivos da necessidade de estudos chamados de fase III (comparativos) e, idealmente, duplo-cego (nem paciente e nem pesquisador sabe o que está sendo usado antes da abertura programada dos dados). Sem avaliação pertinente, não se pode saber se a substância é positiva, nula ou ate mesmo deletéria.

Evidente que todo paciente tem direito legítimo de entrar em protocolos de tratamentos experimentais, mas a regulação desses protocolos é muito cuidadosa e regrada por rotinas internacionais de avaliação, a fim de evitar uma indústria do desespero. Itens como termos de consentimento aprovados por comitês de ética e ausência de custo para o paciente são universais.

Algumas questões não estão respondidas e merecem reflexões amplas: o que levaria pessoas a abandonar tratamentos amplamente avaliados e com taxas de sucesso conhecidos para embarcar em substâncias que apresentam mais incertezas do que documentação científica? As respostas mais comuns são toxicidade e baixas taxas de repostas de grande parte das drogas vigentes, o que é fato, mas o componente de descrédito nas instituições é eloquente nestes tempos.

De toda essa discussão, temos lições que devem ser aprendidas, como necessidade de investigação científica com financiamento realista e cuja prioridade não seja lucro elástico; etapas regulatórias ágeis e transparentes e acesso a protocolos de pesquisa sérios e desburocratizados. Outro ponto visceral é que se tenha abordagem honesta com as pessoas sobre quais reais expectativas que se pode ter com cada tratamento. Todos torcemos para que remédios se provem excepcionais, e temos que ter fé de que a ciência nos dará respostas.

Subfaturamento Hospitalar continua sendo um grande problema

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Minha atividade profissional permite indicar “em alto e bom som” o que é o ponto fraco de qualquer hospital brasileiro: a capacidade de realizar a sua receita.

Cada vez que me deparo com arquivos de faturamento de hospitais privados e públicos me surpreendo com “o vácuo” que existe nas suas contas, AIHs e BPAs: é impressionante o esforço que os hospitais fazem para “jogar dinheiro fora”.

O que mais me surpreende na verdade é que a maioria absoluta deles dispõe de uma estrutura de auditoria relativamente grande para correr atrás das glosas, e como perda de receita não é glosa, evidentemente a auditoria não vê.

A primeira grande dica para quem não está com dinheiro o suficiente para gastar em bobagem é diferenciar glosa, que é uma receita apontada que não deu certo, da perda de receita, que como não ocorreu, nunca será glosada – aqui vou comentar apenas sobre perda de receita e não de glosa.

Nos últimos 2 anos tive a oportunidade de tomar contato com algumas dezenas de hospitais: públicos, públicos com porta 2, privados e privados que atendem SUS.

Em alguns prestei serviço diretamente, literalmente vendo a perda de receita pessoalmente. Em outros tive a oportunidade de trabalhar arquivos de faturamento e por comparação (benchmarking) das contas entre eles, combinando tipo de atendimento, especialidade e procedimento principal, pude apurar os “gaps” que existem de um hospital para outro.

São as duas formas básicas que discutimos nos cursos do Modelo GFACH para identificar perdas. A tabulação que fiz mesclando o que vi pessoalmente com os dados dos arquivos que analisei permitiram a construção do estudo que é discutido no curso.

Analisando os gráficos do estudo (estão na página do modelo, na aba “GFACH para TCCs e Trabalhos”) é possível confirmar que a maior incidência de perda ocorre pela capacitação inadequada dos envolvidos: 30,8 % na Saúde Suplementar e 31,4 % no SUS.

Não é surpresa porque na saúde suplementar cada contrato do hospital com cada operadora tem regras diferentes, envolvendo diversas tabelas de preços, e são tantas as origens da receita dentro do hospital que é impossível para um ser humano dominar tudo. Como geralmente esta responsabilidade é centralizada por alguém que não envolve adequadamente outras pessoas, ou porque não quer, ou porque não consegue, o conhecimento é insuficiente para a demanda que “a guerra” exige – pior para o hospital, porque quando temos a oportunidade de mostrar contas de outros hospitais para ele, começam as lamentações: “o comercial não ajuda”, “o sistema não ajuda”, etc.

Pode ser surpresa no SUS, porque a maioria das pessoas pensam que como neste sistema de financiamento a regra é única (tabela unificada do SUS) tudo é muito simples. E aí está o outro grave engano dos hospitais: o fato da tabela ser única simplifica o faturamento, não a geração da receita. Tanto isso é verdade que é comum encontrar o “chefe do faturamento” dizendo que “fatura tudo direitinho” e quando mostramos que outros hospitais lançam nas AIHs e BPAs uma série de códigos que ele não lança, começam as lamentações: “não tenho gente pra estudar o assunto”, “o hospital não me dá curso”, etc.

Não vamos nos esquecer que uma enorme parcela dos hospitais está inserida nos 2 sistemas, SUS e saúde suplementar, simultaneamente.

Então, em relação aos “reclamantes”, o pior é que eles estão cobertos de razão.

Os hospitais tratam suas informações de faturamento como sigilosos e não fazem benchmark adequado por conta disso. Veja que eu tenho como comentar o assunto desta maneira porque tenho a oportunidade de me envolver com ele em dezenas de hospitais, mas “ai de mim” se citar o nome de algum deles.

O que dá pena é saber que, especialmente os hospitais públicos, onde “falta tudo”, poderiam ter uma vida “com menos emoção” se cuidassem da sua receita da mesma forma com que se preocupam em cuidar dos seus pacientes.

Poderia escrever horas sobre este tema, mas os gráficos estão disponíveis e qualquer um pode perceber claramente como é relativamente simples para os hospitais minimizarem a perda de receita se passassem a olhar para elas como algo que está “debaixo do tapete”, e não declarado nas contas (as glosas).

Para não me alongar, gostaria de chamar a atenção para um motivo de perda que aparece nos gráficos (2,2 % na saúde suplementar e 3,9 % no SUS): a ausência ou deficiência de documentação relacionada ao OPME !

Vejam que interessante:

  • OPME costuma representar alto volume de glosas;
  • Mas a perda com OPME é quase insignificante.

Este paradoxo é totalmente coerente com o fato da capacitação inadequada representar a maior fonte de perda de receita:

  • Como OPME tem alto valor, a estrutura se equipa para fiscalizar melhor tudo que se relaciona com ele: controles, fluxo de documentos, preços, coberturas, compatibilidades, etc.;
  • Então existe toda uma estrutura disposta a não deixar que o OPME escape da conta, ao mesmo tempo que existe uma estrutura contrária para glosar “qualquer detalhezinho”;
  • Ou seja, o cenário que envolve o OPME evita que ele fique “debaixo do tapete”.

Os demais itens da conta não têm preço individual tão elevado quando OPME, mas somados geralmente representam o maior valor absoluto das contas.

É justamente por isso que o hospital “é atropelado sem saber se foi por um carro ou por um caminhão” . Eu digo mesmo sem estar presente “na cena do crime” para testemunhar o flagrante: foi caminhão.

Grupo Fleury é eleito a empresa mais hospitaleira do Brasil

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O Grupo Fleury foi eleito a empresa mais hospitaleira do Brasil pelo sétimo ano consecutivo pela pesquisa Hospitalidade Empresarial, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Hospitalidade Empresarial (IBHE). Durante as 687 entrevistas concedidas por profissionais de diferentes áreas do mercado, como indústria, comércio e serviços, o Fleury foi a marca mais citada, com 43%.

De acordo com o diretor de Comunicação e Relações com Stakaholders do Grupo Fleury, William Malfatti, este reconhecimento é consequência da entrega diária de serviços diferenciados da Companhia. “A preocupação com cada detalhe está presente no atendimento acolhedor das marcas do Grupo, refletindo nossa cultura de cordialidade combinada com excelência técnica e médica”, declara o executivo.

O foco no cliente está presente no dia a dia da empresa, que em 2016 chega a 90 anos de existência. Nesse período, a empresa construiu uma história de pioneirismo, que oferece soluções completas para necessidades específicas em medicina diagnóstica. Na marca Fleury Medicina e Saúde, por exemplo, a personalização do atendimento se dá em ambientes dedicados, como os centros de diagnósticos avançados em cardiologia, saúde da mulher, gestantes, crianças e para investigação de nódulos tiroidianos.

“Independentemente da função, todos nós trabalhamos em uma empresa ‘de gente que gosta de gente e que gosta de cuidar de gente’”, acrescenta Malfatti. “Cada cliente é único, assim como cada colaborador também, por isso estimulamos iniciativas para aumentar a agilidade e eficiência dos processos e influenciar positivamente a experiência dos clientes com a marca”, conclui Malfatti.

Sobre o Grupo Fleury

O Grupo Fleury é uma das maiores e mais respeitadas empresas de medicina e saúde do Brasil. Aqui, pessoas, conhecimento e tecnologia são pilares que sustentam o presente e constroem o futuro. Com 90 anos de história somos reconhecidos pela opinião pública e comunidade médica em virtude da excelência em serviços ao cliente, qualidade técnica e inovação.

Pronto Atendimentos da Unimed-Rio passam a contar com sistema de reconhecimento facial

PA Barra Unimed-Rio

A Unimed-Rio – cooperativa com mais de 1 milhão de usuários – passou a investir em um sistema inteligente de reconhecimento facial em seus Pronto Atendimentos (PAs) da Barra da Tijuca e de Copacabana. O recurso, que confirma a identidade do paciente ao dar entrada na unidade, tem como objetivo garantir maior agilidade no atendimento, e assegurar que o cartão do plano do cliente não seja utilizado de forma indevida por terceiros.

“Investir no recurso da biometria facial contribui com mais agilidade e segurança no atendimento dos pacientes, e é parte do compromisso da empresa de proporcionar uma assistência de qualidade e mais eficiente para nossos clientes”, destaca Andrea London, da Assessoria de Informações e Apoio à Gestão da Unimed-Rio.

Em um segundo momento, a aplicação da tecnologia de biometria facial poderá também ser utilizada em unidades de saúde prestadoras da Unimed-Rio, assim como com os cooperados e até mesmo no cadastro de clientes no momento da aquisição do plano. Ainda em fase de implementação, todas as imagens registradas estão sendo arquivadas em um banco de dados monitorado por uma equipe da Unimed-Rio Empreendimentos.

Medida de segurança - Além de agilizar o atendimento, assegurar ao cliente que o cartão do plano não seja usado indevidamente por terceiros, também está entre os objetivos do uso da biometria facial. A validação dos resultados será por meio da comparação da imagem dos rostos dos clientes, obtidas durante a admissão para o atendimento, com a foto de cadastro. “É uma medida de segurança para viabilidade da operadora e de garantia para o bom atendimento do paciente, e a sua conscientização é de grande importância neste processo”, afirma Andrea.

Unidades - As unidades de Pronto Atendimento da Unimed-Rio oferecem atendimento de urgência e emergência nas especialidades de Clínica Médica, Pediatria, Ortopedia e Otorrinolaringologia. O PA da Barra da Tijuca foi a primeira unidade da rede assistencial própria aberta pela Unimed-Rio, em 2010. Já a unidade do Copacabana, inaugurada em 2011, tornou-se referência para estes atendimentos na Zona Sul do RJ.

Em números - Em 2015, os PAs realizaram o total de 276 mil atendimentos. A unidade da Barra registrou média de 12,2 mil atendimentos mensais – a maior unidade de urgência e emergência privada do estado – e, a de Copacabana, 10,7 mil. A taxa de internação (atendimentos que resultaram em internações hospitalares) foi de 2,37% e 1,93%, respectivamente.