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Hospital da Luz amplia em 45% os nascimentos por parto normal

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O Hospital da Luz – localizado no bairro da Vila Mariana, em São Paulo – registrou um aumento de 45% em partos normais no mês de fevereiro deste ano, ultrapassando a meta estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pelo Projeto Parto Adequado, que incentiva a redução de cesarianas e busca valorizar o parto normal em todo o país. Até setembro deste ano, as instituições participantes deverão alcançar 40% dos nascimentos pelo método normal.

“Acreditamos que o nosso compromisso com esse tema certamente nos levará a ter indicadores cada vez melhores, proporcionando a melhoria contínua da qualidade da assistência prestada a todas as gestantes”, declara o diretor do Hospital da Luz, José Luiz Cunha Carneiro Junior.

Segundo dados da ANS, a iniciativa, lançada em junho de 2015, ajudou a aumentar em 7,4% a taxa de partos normais nos 42 hospitais e maternidades inscritos no projeto-piloto, iniciando a reversão dos altos índices de cesárea registrados nos últimos dez anos no Brasil.

Assim que aderiu ao projeto, o Hospital da Luz lançou o Plano de Parto no Pré-Natal. Trata-se de um programa de cursos e de atendimento às gestantes, no qual especialistas esclarecem todas as dúvidas sobre os diversos tipos de parto e as vantagens do método normal. Com isso, além de as pacientes obterem o monitoramento frequente de sua evolução clínica, sentem-se mais seguras na hora do procedimento obstétrico.

Agora, o hospital possui dois andares destinados à maternidade, o 5º e o 9º, que foram reformados recentemente e que contam com 23 leitos exclusivos, proporcionando mais conforto para as gestantes e seus acompanhantes. A medida faz parte do pacote de mudanças e adequações que a instituição se comprometeu a realizar desde que passou a integrar o projeto. A unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal do hospital, considerada uma referência no cuidado de casos de alta complexidade, também está preparada para atender subespecialidades como neurologia e cardiologia pediátrica, além de tratar todas as patologias do período neonatal.

A área de obstetrícia da unidade conta com mais de 40 profissionais dedicados e leitos exclusivos, além de salas para parto normal. O Hospital da Luz é também uma referência na cidade em acompanhamento de gestações de alto risco, por isso conta com programas de pré-natal consolidados e reconhecidos, além da retaguarda de uma equipe multidisciplinar e de unidades de terapia intensiva (UTI) adulta e neonatal. A instituição também recebe gestantes de baixa e média complexidades.

Sobre o Hospital da Luz:

Fundada em 1944, a instituição é referência em procedimentos de gestação de alto risco e também em procedimentos pediátricos. Possui estrutura completa e equipe preparada para atender casos de baixa e média complexidades. Oferece serviço médico altamente qualificado nas especialidades de oncologia, onco-hematologia e medicina fetal. Sua excelência nos serviços prestados é reforçada pela certificação Nível 3 da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Para mais informações, acesse www.hospitaldaluz.com.br.

Pelo melhor diagnóstico em imagem na saúde

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As causas de falhas no diagnóstico radiológico, o chamado missed radiographic diagnosis, são variadas e complexas. A interpretação das imagens depende desde as condições de trabalho – infraestrutura, qualidade e calibração dos equipamentos – até a capacitação e bagagem do médico. No Brasil, onde a Radiologia e Diagnóstico por Imagem é a 10ª maior especialidade entre as 53 reconhecidas oficialmente no país (Atlas Demografia Médica 2015), os profissionais da área já contam com ferramentas exclusivas para a radiologia, com o objetivo de auxiliá-los na complexa tarefa de definir o problema de saúde de um paciente e, assim, todas as decisões subsequentes.

Uma delas é a plataforma digital STATdx, maior banco digital de radiologia do mundo que a Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR), por exemplo, oferece aos seus associados desde maio de 2015. Criada pela editora Amirsys, adquirida pela Elsevier e em funcionamento no Brasil há cerca de um ano, ela é um sistema online com base na opinião de especialistas que oferece suporte para a tomada de decisão, para maior agilidade, precisão e confiança no diagnóstico de casos com imagens complexas.

Para o atual presidente do Conselho Consultivo da SPR, Dr. Antônio José da Rocha, o que mais ajuda na interpretação da imagem e no diagnóstico final é o reconhecimento de padrões. “Além de muitas publicações científicas, hoje a radiologia conta com enorme quantidade de exames realizados em diferentes regiões do mundo que estão disponíveis em plataformas como a STATdx. Assim, o profissional pode ampliar sua experiência e ser mais contundente na interpretação. Oferecer uma ferramenta de alto nível, com informações confiáveis e imagens de qualidade, consulta online rápida e fácil para os associados, onde estiverem, foi uma grande conquista da SPR em 2015, que demandou bastante investimento”, destaca Rocha.

Dr. Arnaldo Rabischoffsky, presidente do Departamento de Imagem Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DIC/SBC), que disponibiliza a plataforma aos associados há cinco meses, compactua da mesma opinião e afirma que ela realmente faz diferença no dia a dia dos profissionais.

"Mais do que uma ferramenta para consulta em momentos de dúvida no diagnóstico, é um conteúdo para estudo permanente. Quando usamos o sistema de forma contínua, acabamos por memorizar as imagens e esse conhecimento, claro, é de grande utilidade no momento de um exame, seja sobre um caso mais comum ou raro".

Novas edições Amirsys publicadas pela Elsevier

& Dra. Anne Osborn na JPR 2016

Entre 2016 e 2017, especialistas e residentes da área terão acesso às obras de maior qualidade na Radiologia, publicadas pela Amirsys e, agora, em lançamento pela Elsevier no Brasil. Já está confirmada a tradução de três séries nas subáreas de diagnóstico por imagem, ultrassom e diagnóstico, especialidades em imagens. Para uso na prática, cada livro tem 2.800 imagens.

Outra oportunidade de aprofundar conhecimentos será com a vinda, ao Brasil de uma das mais conhecidas e respeitadas neurorradiologistas do mundo e uma das criadoras da STATdx, Dra. Anne Osborn. Ela estará na Jornada Paulista de Radiologia – JPR 2016 nos dias 30/04 e 1º de maio para duas aulas, respectivamente: “Atualização em tumores do encéfalo (OMS 2016): novidades e por que você deve se importar”, das 9h05 às 9h35, e “Vasculite Cerebral: atualização”, das 11h20 às 11h40.

Mais sobre STATdx

STATdx é escrito por renomados radiologistas em cada especialidade e compreende imagens e diagnósticos em ginecologia, neurologia pediátrica, abdômen, pulmão, tórax, cérebro, sistema cardiovascular, emergência, cabeça e pescoço, sistema musculoesquelético, gastrointestinal, medicina nuclear, obstetrícia, oncologia, sistema oral e maxilofacial, resultando na maior bibliografia digital e compilada em radiologia disponível na atualidade.

É direcionada a radiologistas, residentes em radiologia, sociedades radiológicas e aos profissionais de áreas afins que precisam orientar suas decisões por exames de imagem, como cardiologistas, obstetras, neurologistas, entre outros.

Sobre a Elsevier

Líder mundial em publicações de Saúde, Ciência e Tecnologia, a Elsevier responde por 25% de todo o conteúdo científico publicado no mundo e atende a uma comunidade demais de 30 milhões de cientistas, estudantes e profissionais de informação e saúde. A editora publica ainda mais de 2.000 periódicos e cerca de 20.000 livros e enciclopédias de selos como Mosby, Saunders e Churchill Livingstone.

Google Ventures investe U$ 40 milhões em startup de saúde comportamental

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A Startup Quartet Health está promovendo a sua expansão graças aos investimentos da Google Ventures e está ampliando sua plataforma com a proposta de ajudar os pacientes a se conectarem com médicos e prestadores de cuidado em geral, além de monitorar os resultados dos tratamentos.

A empresa norte-americana vem buscando aumentar seu alance e para isso planeja contratar mais 100 profissionais, totalizando em 600 colaboradores. Os hospitais estão buscando essa tecnologia e serão cada vez mais atendidos pela startup a medida que a plataforma toma um formato maior. Entre as instituições que contratam a Quartet estão a Lahey que atua em  Massachusetts e em New Hampshire, e clínica Yeshwant em Brigham e também o Women’s Hospital em Boston.

A tendência da demanda é de aumentar. Estudos apontam que indivíduos com problema de saúde comportamental representam entre 51 e 62% do total de custos de cuidado com a saúde nos Estados Unidos. A maioria desses pacientes também tem outras doenças físicas, um terço dos pacientes de patologias comportamentais não são tratados por ano.

A Quartet foi fundada em 2014 e em Janeiro de 2015 já tinha levantado U$ 7 milhões, liderada pela Annie Lamon que apoiou outras companhias de saúde como a AthenaHealth e a Health Dialog.

Leia mais aqui.

Big data e analytics: aliados na gestão de saúde da população

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Prontuários eletrônicos, cartões SUS ou de planos de saúde, campanhas de vacinação, comissões de infecção hospitalar e reportes ao Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) ou à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já são alguns dos mecanismos para a coleta e análise de informações em Saúde no Brasil.

A esses dados estruturados, somam-se os não estruturados, conhecidos como big data. Isso significa que o planejamento de estratégias e a tomada de decisão no setor agora também podem contar com as inúmeras informações geradas pelos wearable devices (dispositivos vestíveis), redes sociais e aplicativos móveis.

A expectativa é que, aliado ao Analytics, conceito de análise estatística dos dados que envolve modelagem preditiva, data mining (mineração dos dados) e forecasting (previsão), entre outras ferramentas, a tendência seja um marco de transformação do segmento.

“Com os avanços tecnológicos, atingimos a Quarta Onda da Saúde, em que o envolvimento crescente do indivíduo na reunião de informações aprimora a emissão de alertas às condutas médicas, a formulação de hipóteses diagnósticas, o apontamento de melhores práticas de tratamento, a prevenção primária e o acompanhamento da evolução da saúde do paciente”, afirma o presidente da MV, Paulo Magnus, no blog da empresa.

Consultor de inovação e novos negócios em Mobilidade, Saúde e Big Data, Eduardo Prado, que também é colunista do portal Saúde Business, elenca as principais vantagens do Big Data em Saúde:

  • redução de desperdícios e custos,
  • melhoria nos cuidados dos pacientes,
  • pesquisa e desenvolvimento da indústria farmacêutica,
  • melhoria na transparência dos subsídios governamentais e
  • melhoria na monitoração da saúde digital.

O consultor cita como exemplo de sucesso o uso do conceito pela United Health, empresa que adquiriu a Amil em 2012. “O grupo utiliza big data de diferentes maneiras em vários nichos: na análise financeira, fraudes e monitoração de perdas, gestão de custos, gestão de benefícios farmacêuticos (“pharmacy benefit management”), melhorias clínicas entre outros.”

Em saúde pública, por meio de seu braço de tecnologia, a Optum Health, a empresa está realizando pesquisas em análise preditiva em parceria com o The National Patient-Centered Clinical Research Network (PCORnet – Rede Nacional de Pesquisa Clínica Centrada no Paciente).

“Em um momento que a ‘espiral de custos’ ameaça as Organizações de Saúde em todo mundo, a contribuição dessa tecnologia no negócio realmente poderá ser representativa. Nos EUA estima-se que a ajuda do big data na redução dos custos giraria em torno de 8% dos gastos anuais nesse segmento, o que representa US$ 300 bilhões dos gastos totais”, complementa Prado.

“O uso de big data na área da saúde trará importantes ganhos em termos de dinheiro, tempo e vidas e precisa ser ativamente defendido por cientistas de dados e epidemiologistas”, conclui o professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho, em artigo publicado na Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde.

Ciências da Vida é tema da 3ª edição da Casa Rio

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. Em foco, o setor de Biotecnologia, que segundo estudos da JP Morgan, líder global em serviços financeiros, tem potencial para movimentar cerca de R$ 445 bilhões em todo o mundo até 2019. Durante o evento, que reuniu investidores nacionais e internacionais, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participou da abertura e destacou o potencial da cidade em atrair novos investidores para esse setor em ascensão.

Caroli_Casa Rio_baixa“Reconhecemos que há diversos entraves que dificultam o progresso da inovação, por conta da carga tributária e burocracia nos processos, por exemplo. Mas sabemos também que a cidade do Rio de Janeiro apresenta um ambiente propício para que haja investimento nesses setores, uma vez que estamos cercados de universidades, parques tecnológicos e instituições de pesquisas de grande excelência. Por isso, um debate como este traz a oportunidade de novos negócios atraindo investidores não apenas nacionais, mas também estrangeiros para nossa cidade”, aponta Paes.

No primeiro painel, focado em Biotecnologia, o presidente da Interfarma, Antônio Brito, ressaltou que é fundamental que as empresas invistam em inovação, mesmo sendo uma área de alto risco, uma vez que o Brasil precisa, segundo ele, encarar a inovação como obrigação, e não como uma opção. “O País já avançou em vários aspectos, mas temos capacidade para crescer mais, pois nossas universidades precisam enxergar as oportunidades da pesquisa aplicada à indústria, assim como essa indústria precisa investir mais em pesquisas. O governo, por sua vez, deve promover um cenário favorável e apontar as prioridades de investimento em Biotecnologia”, ressalta Brito.

Já para o representante do BDNES, João Paulo Pieroni, são poucas as empresas que buscam relacionamento com as universidades. “Não basta esperar que a universidade produza pesquisa aplicada. É preciso saber o que está sendo produzido no ambiente acadêmico. Um bom exemplo é a empresa Biozeus, que vem realizando esse papel de identificar nas universidades inovações radicais com potencial para gerar novos fármacos”.

No segundo painel do evento, com tema sobre Pesquisa Clínica, o CEO da Biozeus, Luis Eduardo Caroli, destacou a importância de buscar inovação radical nas universidades para atender a uma necessidade global. “O desenvolvimento da inovação radical, que significa uma mudança de paradigma que pode trazer melhorias à sociedade, tem custo de investimento elevado de maneira que o retorno só é possível se a inovação for disponibilizada de forma global. De fato, o segmento farmacêutico não tem fronteiras nem nacionalidade”, ressalta Caroli. Também participaram do encontro a representante da Secretaria Municipal de Saúde, Betina Durovni, e a representante da Roche, Camila Diaz, além de executivos de multinacionais dos setores de Fármacos e de Biotecnologia, e de pesquisadores e autoridades formuladoras de políticas públicas.

No Brasil, a área de Biotecnologia está em ascensão e, nos próximos três anos, o País deve saltar do 10º para o 5º lugar no ranking do setor. Com a publicação do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, em janeiro de 2016, a expectativa é que os investimentos no desenvolvimento de pesquisas qualificadas nas universidades brasileiras sejam ampliados.

Desde 2006, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) acompanha essa evolução e revela que em 2014 foram realizados pouco mais de 900 contratos de transferência de tecnologia. Também de acordo com dados do MCTI, os investimentos repassados as universidades, em decorrência de parcerias com empresas privadas, saltaram de R$ 700 mil, em 2006, para R$ 215 milhões, em 2014.

Sobre a Biozeus

Criada em 2012, a Biozeus é uma empresa biofarmacêutica brasileira com foco na translação de pesquisas acadêmicas nacionais para o desenvolvimento de medicamentos — classificados como inovações radicais e promissores em atender necessidades médicas reais — em direção ao mercado farmacêutico global. Com investimentos do Fundo BBI Financial, fundo brasileiro de venture capital voltado exclusivamente para o segmento de Ciências da Vida, a Biozeus tem a expertise científica e de negócios para buscar, selecionar, investir e conduzir as diversas etapas de desenvolvimento e comercialização de fármacos, desde os estágios iniciais até a etapa quando o projeto é licenciado para a indústria farmacêutica, que assume a fase final do desenvolvimento e comercialização global.

Hapvida anuncia investimentos em Belém e Recife

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Embora o cenário seja de retração econômica, o Hapvida mantém um crescimento constante e não para de investir em estrutura médica no Norte e Nordeste. A maior operadora de saúde nestas regiões brasileiras anuncia investimentos em Belém (PA) e Recife (PE).

Após inaugurar um novo hospital materno-infantil em Belém, o Hapvida se prepara para oferecer ainda mais saúde na capital paraense. Como parte dos investimentos iniciais de R$ 170 milhões em toda sua rede própria no Norte e Nordeste ao longo de 2016, a operadora se prepara para implementar modernizações também no Hospital Layr Maia, além de nova clínica para atendimento com hora marcada, na capital paraense.

O grande destaque na unidade em Belém será a nova Hemodinâmica. Com ela, o Pará ganhará um aparelho de última geração para que os procedimentos cardíacos, vasculares e neurológicos sejam ainda menos invasivos. Além do aparelho, o Hospital também irá modernizar o Centro Cirúrgico e, ainda para este ano, uma nova Clínica Médica, com serviço de diagnóstico por imagem, também está prevista para ser inaugurada, em breve. Com ela, os pacientes terão mais opções para agendar consultas e exames.

Já para o Recife foi anunciada a ampliação do Hospital Ilha do Leite, com investimento total de R$ 25 milhões. A nova torre, que ficará anexa ao hospital, disponibilizará mais de 200 leitos de internação, sendo 30 apenas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e dois leitos de isolamento. Com a nova torre, prevista para ser entregue o último trimestre de 2016, são quase R$ 30 milhões investidos só neste primeiro semestre em Pernambuco, somada à inauguração do pronto-atendimento Derby, com um investimento de R$ 4 milhões.

Dr. Jorge Pinheiro, presidente do Hapvida, tem os investimentos constantes como prioridade na operadora de saúde. “Temos como compromisso garantir um atendimento exemplar e eficiente aos nossos beneficiários. Por isso, não paramos de investir em tecnologia de ponta e serviços, que garantam uma maior qualidade em nosso trabalho”, declara.

Na contramão do setor, em 2015, o Hapvida atingiu crescimento de 10,9% em saúde e 18,8% em odontologia. Neste ano, a operadora já superou, em janeiro, 143% da meta de vendas no varejo. Só no Pará, o Hapvida ultrapassou em mais de 150% sua meta de vendas, somente nos primeiros meses do ano, e registra market share de 32,4%, no Estado. Já na Região Metropolitana do Recife, a operadora detém 33,4% de participação no mercado.

SOBRE O HAPVIDA

Logo - HapvidaCom mais de 3,2 milhões de usuários, o Hapvida é a maior operadora do Norte e Nordeste em número de clientes. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e constantes investimentos: são 17 mil colaboradores diretos envolvidos na operação de 20 hospitais, 71 clínicas médicas, 16 prontos atendimentos, 61 centros de diagnóstico por imagem e 57 laboratórios com diversos postos de coleta distribuídos nos 11 estados onde a operadora atua com rede própria.

Segurança e Qualidade na saúde: como identificar e reduzir eventos indesejados?

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A saúde é direito de todos e dever do Estado. Esta declaração está na Constituição Federal de 1988 e, sem dúvida, foi um grande avanço em direção a cobertura de saúde para a população brasileira. Mas como podemos avaliar a qualidade dos serviços de saúde prestados? Como oferecer qualidade nos processos, práticas e tecnologias que são utilizadas em serviços de saúde?

Os meios de comunicação têm noticiado diversas falhas na prestação de cuidados aos pacientes: cirurgias no paciente errado ou no lado errado do corpo, fuga de pacientes, erros de administração de medicamentos, permanência de materiais cirúrgicos no corpo após um procedimento etc. As instituições de saúde precisam muito mais do que boas intenções para implantar a cultura de segurança para prevenir estes eventos.

Os fatores envolvidos no processo para que os cuidados prestados sejam considerados seguros e de qualidade são vários, e são temas de interesse e atenção no mundo inteiro, mobilizando organismos nacionais e internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Joint Commission International (JCI), maior agência certificadora da qualidade e segurança em saúde, do mundo.

Apesar de políticas públicas de saúde que visam aumentar a segurança e a qualidade dos cuidados, como o programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), alcançar a cultura de qualidade tem sido um grande desafio, principalmente para hospitais que ainda estão começando a discutir sobre conceitos e princípios de qualidade.

Para atingir o nível de segurança desejável é necessário usar metodologia e ferramentas adequadas para identificar e reduzir os riscos de ocorrência de eventos adversos; implantar as metas internacionais de segurança; garantir o gerenciamento e uso de medicamentos; prevenir e controlar infecções; e oferecer ambiente e instalações seguras, profissionais treinados e pacientes educados quanto aos seus direitos. Existem ferramentas de autoavaliação que identificam o nível de desenvolvimento relacionado aos Fundamentos de Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente.

A partir deste processo, as instituições de saúde podem planejar as ações necessárias para melhorar os seus cuidados de saúde, monitorar seus resultados e manter a qualidade e segurança dos serviços fornecidos. Assim começa a jornada rumo à qualidade na saúde, um direito de todos os pacientes.

SBCP-GO vai lançar campanha Cirurgia Plástica Solidária

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A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Goiás (SBCP-GO) prepara o lançamento da primeira etapa da campanha Cirurgia Plástica Solidária. Trata-se de uma ação social, que faz parte do compromisso de trabalho da atual diretoria da SBCP-GO e teve sua realização anunciada pelo presidente Luiz Humberto Garcia de Souza na solenidade de posse dos novos diretores, que aconteceu em 23 de março.

A campanha é voltada para o atendimento de pacientes, que necessitam de cirurgias plásticas reparadoras (prioritariamente) e estéticas e não podem arcar com os custos totais dos procedimentos. Os cirurgiões plásticos voluntários vão doar um dia de trabalho à campanha e realizar os procedimentos sem a cobrança de honorários médicos.

Os hospitais parceiros da SBCP-GO nesta ação vão cobrar dos pacientes preços de custo. Mas, o paciente que não puder arcar com nenhum valor será encaminhado aos serviços públicos de cirurgia plástica, que funcionam no Hospital Geral de Goiânia, Santa Casa de Misericórdia e Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A SBCP-GO também está buscando a parceria de órgãos públicos e de laboratórios privados para a realização de exames pré-operatórios.

A primeira etapa da campanha será realizada em maio. A segunda está agendada para dezembro deste ano. Todos os pacientes interessados vão passar por uma seleção feita por assistentes sociais e por uma triagem clínica e cirúrgica feita por membros da Comissão de Ação Social e Solidariedade da SBCP-GO.

A expectativa da SBCP-GO é contar com a adesão de, pelo menos, 80% dos cerca de 200 médicos inscritos na Sociedade e atender cerca de 300 pacientes em cada etapa da campanha.

Hospital de Niterói investe mais de R$100 milhões em projeto de expansão

Hospital de Niterói investe mais de R$100 milhões em projeto de expansão

O Complexo Hospitalar de Niterói, antes chamado de Hospital das Clínicas de  Niterói, passou por um reposicionamento, onde deixa de ser um hospital geral e passa a operar clínicas ou hospitais especializados dentro de um complexo. Tal reposicionamento permite o foco em expansão e a garantia da qualidade em diferentes áreas clínicas.”Entendemos que não éramos mais um hospital só e sim um complexo hospitalar em que há vários hospitais em um só: um de transplante, um de materno-infantil, um de pediatria, um cardiovascular.” No total, em todas as fases do projeto de expansão, serão mais de 100 milhões de reais de investimento.

“O hospital foi, cada vez mais, se especializando em algumas coisas que estavam carentes na cidade. É um hospital que completa 25 anos e, nisso, viemos com um projeto de expansão em 2014, inauguramos a Unidade 3, com mais 178 leitos. Hoje, temos 257 leitos em 17 mil m² construídos, uma maternidade com espaço dedicado e RFID para rastreamento dos bebês, leitos para queimados e uma grande variedade de serviços.”, disse a Dra. Ilza Fellows, diretora geral do hospital.

A expansão da unidade de maternidade teve um investimento de 35,5 milhões de reais. Já os próximos projetos envolvem a construção da Unidade 4, já em andamento, com investimento, em obra, na ordem de 100 milhões de reais. Um dos indicadores para a tomada de decisão foi a taxa de ocupação atual dos leitos, de 90%. “O ideal é trabalhar na faixa dos 84, 85%. Ter 90% significa que, em alguns momentos, você tem uma taxa de 100% de ocupação.”, disse Ilza.

Além disso, a última fase do projeto contempla a reforma de algumas áreas, como a entrada principal do hospital, com um investimento de mais de 26 milhões de reais previsto para o ano de 2018.

Dra. Ilza, contou que, para ser um serviço de excelência, é preciso considerar a diferença em cada uma das áreas-foco. “O perfil do paciente, o perfil do profissional e os recursos hospitalares são diferentes. Se você não olhar estes pontos separados, você vira um hospital geral - e acaba não sendo bom em nada.” E, ainda em busca da qualidade assistencial, o complexo foi re-certificado pela ONA (Nível 3) e está em processo de avaliação para a Acreditação Canadense Internacional.

Um procedimento no qual a instituição se destaca e é considerada referência no estado do Rio de Janeiro é o Transplante de Medula Óssea, em que, entre 54 transplantes alogênicos feitos no estado, 24 foram feitos na instituição em um período de um ano. Já entre os autólogos, de 106 feitos no RJ, 73 foram realizados pelo complexo.

Para o segundo semestre, o plano é ter tanto o transplante alogênico aparentado como o não-aparentado. “A expectativa é de que, a médio prazo, o número de não-aparentados supere o número de transplantes aparentados.”, disse Paulo César Dias, diretor médico do CHN.

Para a Diretora, o hospital ainda não sentiu a crise financeira - e torce para não ser atingido. Segundo ela, por ser referência em algumas áreas, como o transplante, a demanda continua alta. Uma preocupação importante, no entanto, para o atendimento no Rio de Janeiro é o atual estado da Unimed Rio. Proporcionalmente, ela tem mais expressividade que a Unimed Paulistana, ou seja, o impacto gerado no caso de uma interrupção do atendimento poderia ser mais significativo que o que vimos em São Paulo.

O câncer e a polêmica da pílula

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Atualmente, milhares de brasileiros compartilham a esperança de dias melhores. Tal frase se encaixaria muito bem em nosso cenário político, porém, neste caso, ela é aplicada a um mal muito maior. Afinal, quase 600 mil pessoas serão diagnosticadas com câncer no Brasil ainda neste ano. Quem passa a fazer parte desta triste e alarmante estatística direta ou indiretamente (familiares, amigos etc) possui somente um objetivo em mente: a cura. E tudo que promete o alcance dessa meta vira prioridade imediata. Nada mais natural e compreensível. Porém, é preciso equilíbrio e bom senso, especialmente com o que possuímos de mais importante, que é a nossa própria vida.

Ultimamente, muito tem se comentado sobre uma nova promessa de cura: a pílula do câncer. E ela tem sido também alvo de uma discussão que, assim como a frase de abertura, abrange a política e a oncologia. Ainda desprovida de comprovação científica ampla e estudos de longo prazo em humanos e baseando-se apenas em resultados preliminares de atoxicidade, a pílula do câncer ganhou os jornais ao ter seu uso aprovado pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado (sob o Projeto de Lei da Câmara 3/2016), além de receber a sanção da presidente Dilma, o que autoriza seu uso por pacientes diagnosticados com câncer.

Trata-se de uma clara interferência à função do órgão competente, neste caso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, vinculada ao Ministério da Saúde), que ainda analisa e busca comprovação científica sobre o assunto. Endossada por entidades médicas como o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileria de Cancerologia (SBC), e a Associação Médica Brasileira (AMB), a Anvisa divulgou recentemente uma nota que repudia a arbitrária decisão dos políticos.

A liberação final, recentemente aprovada pela sanção presidencial, já estava em destaque nas discussões e na imprensa durante as últimas semanas. Uma discórdia oriunda da impossibilidade de se atestar a eficiência da substância com os (poucos) estudos até então apresentados, contrária ao imediatismo de sua defesa por nossos políticos. Se por um lado a sociedade clamava por desburocratização e celeridade do maquinário público, é preciso critério para se aprovar o uso de qualquer substância de maneira indiscriminada pela população. Critério este minuciosamente implementado (e internacionalmente reconhecido) por parte da Anvisa.

Por mais ávidos que estejamos na busca pela cura do câncer, qualquer pesquisa, substância ou solução deve, necessariamente, se submeter a uma série de testes antes de ser comercializada como um medicamento. Exaustivos estudos pré-clinicos divididos em algumas fases precedem os testes em humanos em árduas, mas essenciais etapas para se observar eficiência e efeitos colaterais do potencial medicamento. Fica fácil entender a necessidade de tais testes através de estatística globais: de cada mil moléculas avaliadas, em média apenas uma será apta a seguir para testes em humanos e, muito dificilmente, em processo inferior a 10 anos, desde a descoberta da droga até sua comercialização, dada a rigorosidade dos testes necessários.

Negligenciar a exigência desses testes apoiando-se na urgência de uma solução para um mal tão presente na vida do brasileiro é no mínimo um flerte com a demagogia. Até agora, os poucos resultados encontrados não foram animadores, demonstrando pouco ou nenhum efeito sobre as células tumorais, com desempenho inferior ao de outras drogas anticâncer disponíveis há décadas. O embasamento da defesa e urgência de comercialização da pílula em sua inocuidade é superficial e frágil. Superficial dada, novamente, à escassez de estudos aprofundados e de longo prazo em humanos, análises de associação com outros medicamentos do cotidiano, tratamentos de comorbidades e etc. E frágil ao suscitar a possibilidade de estarmos direcionando nossas esperanças de cura a uma substância que parece não nos fazer nenhum mal, mas que talvez também não nos faça bem.

Relatos de cura invariavelmente nos entusiasmam, mas, infelizmente, não devem privar a substância de comprovação científica e, por ocasião da pouca representatividade populacional, sequer excluem a possibilidade de um efeito placebo. É preciso investigar mais. Para se entender um pouco mais a discussão no aspecto técnico, a pílula do câncer possui fosfoetanolamina como componente chave. De maneira simplificada, a fosfoetanolamina é uma substância que mimetiza um composto ja existente no organismo, capaz de identificar células cancerosas, iniciando um fenômeno de sinalização ao sistema imunológico, para que o mesmo as reconheça e remova. Obviamente promissor, certo? Mas a simplicidade acaba aqui. A fórmula patenteada não é pura.

Na realidade, pouco mais de 30% é fosfoetanolamina de fato. Há diversos outros compostos químicos em sua composição e foram encontradas variações enormes, inclusive no peso das cápsulas avaliadas. Além disso, eficiência e efeitos colaterais são altamente dependentes de dosagem. E aqui volta a residir um lapso conclusivo em toda esta questão. A comparação entre alguns estudos atuais e os do próprio grupo detentor da patente revela  diferenças na ordem de cem vezes na concentração usada da substância. E a quantidade de fosfoetanolamina necessária para o efeito desejado foi milhares de vezes maior do que as de outras drogas anticâncer convencionais. Soma-se a isso à inexistência de estudos a respeito dos tipos de câncer contra os quais ela é eficiente, ou ainda da porcentagem de atuação, cura ou recidiva da doença.

Com inúmeros tipos de doença e consequentes tratamentos diferenciados, por mais tentador que seja acreditar numa cura universal, parece improvável que uma única substância seja capaz de curar todos os tipos de câncer. E singularidade parece ser uma palavra chave na luta contra a doença. Desde a manifestação dos inúmeros tipos de câncer, até o tratamento para cada um deles, sem esquecer da personalização do diagnóstico, cada tipo de câncer é único. Cabe aqui o parêntese importante que os testes e paineis genéticos têm desempenhado recentemente, auxiliando um número crescente de pessoas a realizarem o diagnóstico (ou prognóstico) precoce de câncer. Novos testes são constantemente disponibilizados e, invariavelmente, cada um é analisado de maneira singular. Cada caso tem sua particularidade, seja no diagnóstico ou no tratamento.

Por fim, uma substância com custo muito baixo, com (possível) atoxicidade e com potencial de cura do câncer merece ser tratada com toda urgência, mas, também, com a toda seriedade que o caso exige. Exatamente por isso, ela precisa se submeter a todos os testes necessários a qualquer candidato a medicamento. Muito além de opinião ou pressão pública, estamos invariavelmente em meio a uma torcida cientificamente imparcial para o sucesso de qualquer potencial de cura, inclusive a pílula do câncer.

Que sigamos sempre otimistas e abertos ao diálogo com a sociedade. Mas, também, preconizando o embasamento de decisões importantes em conhecimento e, exatamente por isso, confiando temas relevantes às esferas compententes. Que a frase de abertura seja regida por quem entende de política na esfera política. E por quem entende de saúde a respeito da pílula do câncer.

*Nicolas Marchon é formado em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possui mestrado em Microbiologia, com foco em Biologia Molecular, também pela UFRJ, além de um MBA em Gestão Empresarial pela FVG. Há mais de quatro anos na Thermo Fisher Scientific, o especialista atua há dois anos como Gerente de Desenvolvimento de Mercado para a América Latina. Além disso, acumula a função de diretor executivo na Associação Brasileira de Ciências da Vida (ABCV). Possui amplo conhecimento sobre sequenciamento, biotecnologia e ciências da vida em geral.