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LGPD: O consentimento não será obrigatório

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Na semana passada acompanhamos um projeto da Unimed Fesp em relação à implantação e padronização das questões relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para a suas singulares. “A Unimed Fesp criou uma área de governança de TI e a figura do Data Protection Officer (DPO) na Federação de São Paulo. Esse projeto engloba a implantação em 77 operadoras do Estado. A Federação passa, a partir de hoje, a criar um grupo de trabalho que vai instituir a LGPD nessas operadoras Unimed do Estado de São Paulo, seguindo a data prevista na legislação para que todas tenham isso funcionando e integrado com o prontuário eletrônico estadual e nacional do sistema Unimed”, disse Maurício Cerri, gerente de TI da Unimed Fesp.

Ele diz que as operadoras participantes não responderão para o DPO central da Federação, mas que as de pequeno porte poderão requisitar apoio na forma de consultoria. O principal papel da Federação será padronizar a implantação para as Unimed interessadas, e criar um grupo de trabalho com o passo a passo.

Para elucidar o conteúdo da LGPD, que está prevista para entrar em vigor em agosto deste ano, Caio César Lima, advogado da Ópice Blum, pontuou alguns pontos em uma palestra para os presentes. O primeiro conceito abordado foi o de dados pessoais. A definição do que pode identificar uma pessoa é parcialmente verdadeira. Ele explica que dados pessoais não se restringem à identificação direta, como nome ou CPF, mas também ao que, dentro de um contexto, pode tornar uma pessoa identificável.

Poderíamos dizer que nacionalidade não é um dado pessoal, por exemplo, se disséssemos que dados de 2 milhões de brasileiros foram vazados. A partir disso não é possível, sem mais informações, dizer quais foram estas pessoas. Mas, se um único estrangeiro estivesse presente na sala, e disséssemos que o dado vazado foi de um chileno, só com a nacionalidade, já seria possível a identificação. “É um conceito expansionista de dados pessoais. Na dúvida, vamos ter uma postura mais cautelosa e tratar como se todos os dados fossem pessoais”, disse Caio. No outro extremo temos os dados anonimizados, que são aqueles que não identificam e nem tornam identificáveis. Estes estão isentos da LGPD.

“E os dados sensíveis, o que são? Holerite, senha do cartão? Nada disse são dados sensíveis para a Lei. Para fins da Legislação, são informações de origem racial e étnica, preferências políticas e filosóficas, orientação sexual, dados de saúde e filiação a sindicato. A lei não impede a coleta ou o tratamento desse tipo de dados, mas coloca barreiras ou requisitos a mais para manipulá-los”, ele diz. Hoje temos que ter o consentimento para adquirir e tratar esses dados de forma legítima, mas com a LGPD, o consentimento será uma das dez hipóteses disponíveis para o uso de dados pessoais.

Caio conta que o consentimento não será abandonado, até porque é uma das formas mais objetivas de se comprovar. Mas será possível, por exemplo tratar dados pessoais para a execução de um contrato, por obrigações legais ou diligências pré contratuais, mesmo sem a autorização do titular. Também será possível possível armazenar dados para o exercício regular do direito, para proteção em casos de eventuais ações judiciais. “Essa lei vai trazer diversos direitos ao titulares, mas devemos pensar que não existem direitos absolutos, nem mesmo o direito à vida. Todo direito tem que ser sopesado diante de um caso concreto. Então ainda que o cidadão tenha o direito de pedir a exclusão dos seus dados, esse não é um direito absoluto.”

Segundo o advogado, as empresas deverão seguir três grandes princípios: finalidade, adequação e necessidade. A finalidade é a transparência com o titular sobre para que o dado está sendo armazenado e tratado. A adequação é a compatibilidade com a finalidade que se quer atingir no fim, e devem-se ser utilizados dados minimamente necessários. Diante deste contexto, há a possibilidade de que se argumente, por parte do titular, que os dados presentes na instituição são excessivos.

A partir desta lei, será possível para o titular perguntar se existem dados pessoais dele em uma instituição, e se sim, até solicitar a exclusão. Caio diz que as empresas terão que implantar mecanismos para, em primeiro lugar, saber se o solicitante é mesmo a pessoa que ele diz ser. Caso contrário pode haver um incidente de segurança da informação por parte da instituição, pelo cumprimento incorreto da lei. O titular terá direito a um relatório simples imediato, em 15min ou 30min, e outro completo dentro de 15 dias, o que facilitará a portabilidade de tratamento, por exemplo. Os sistemas terão que ser preparados para atender a essa demanda, ele ressalta. Em caso de dados contendo segredo ou inteligência de negócios, há uma justificativa para que a instituição não entregue os dados.

O encarregado de todas as questões sobre o que ou não liberar, as justificativas, o controle, tratamento e o fluxo da informação é o DPO. Ele também é o ponto de contato para eventuais situações e demandas do consumidor e órgãos legais em relação aos dados da instituição. Não é necessário que essa pessoa seja o CIO e nem um advogado, mas alguém que tenha um certo conhecimento de tecnologia e jurídico.

Hoje, se há um vazamento, a empresa não precisa comunicar aos usuários o incidente. A partir da vigência da LPGD a notificação será mandatória para o titular dos dados e para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), se estes trouxerem riscos para o titular. Um vazamento de dados podem custar até 2% do faturamento do grupo econômico para as empresas, com teto de 50 milhões de reais para cada ato de infração.

Luis Kiatake, presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), contou que o papel da SBIS é auxiliar as instituições de saúde no processo de conformidade com a LGDP. Isso é útil, por exemplo, no demonstrativo do cumprimento de boas práticas para atenuantes de pena no caso de incidentes.

Para finalizar, ele trouxe um ponto importante, e não muito mencionado. “Sabemos do papel social que a informação, que os dados têm. Seria interessante se começarmos a pensar, em formas para doação de dados após a morte, como acontece com órgãos. Não de forma prioritária, mas em um segundo momento”.

Hospital Samaritano Paulista é inaugurado em São Paulo

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No ano em que comemora 125 anos, o Hospital Samaritano inaugura a sua segunda unidade, na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, oferendo a população paulistana medicina hospitalar de excelência no coração de São Paulo. A partir de hoje, o novo Hospital Samaritano Paulista, integra emergência, cirurgia e reabilitação: uma tríade de serviços focados nas especialidades cardiológica e neurológica. Atuando sob os mesmos princípios de excelência que construíram a reputação da marca Samaritano, a nova unidade oferece padrão de qualidade compatível com os mais avançados centros internacionais de medicina hospitalar, abrangendo pronto-socorro, atendimento ambulatorial, tecnologias de diagnóstico e cirurgias minimamente invasivas.

“Uma cidade com as dimensões de São Paulo merece um hospital com a expertise de especialistas e a melhor tecnologia disponível para intervenção em episódios agudos, sobretudo os que acometem grande parte da população mundial, como o acidente vascular cerebral e o infarto. Posso afirmar que nosso hospital está operando com o que há de mais moderno em medicina e estruturado com uma linha de cuidado completa, que assegura maior previsibilidade e melhor resolutividade”, antecipa Valter Furlan, diretor do Hospital Samaritano Paulista.

O investimento de R$ 340 milhões foi o responsável por erguer um prédio com 10 andares e um heliponto. Em uma área construída de 27 mil m2, destacam-se um espaço voltado para a reabilitação, com 1.000 m² e piscinas para hidroterapia, e um andar inteiro dedicado à cirurgia, com salas híbridas e inteligentes. Neste local, encontra-se o primeiro aparelho ARTIS Pheno disponível aos pacientes de um hospital brasileiro. Trata-se de um sistema de angiografia de braço C suportado por robô, desenvolvido para uso em cirurgias minimamente invasivas, radiologia e cardiologia intervencionistas e cirurgia vascular periférica. Por ser extremamente versátil, o equipamento acomoda pacientes com qualquer tamanho, condição clínica ou requisitos de posição.

Em neurologia, destacam-se ainda os microscópios de alta definição e o neuronavegador de última geração, que permitem visualizar e atuar em áreas profundas do cérebro, com menor risco de lesões ao paciente. No total, o centro cirúrgico conta com oito salas com tecnologia para transmissão ao vivo. Nos demais andares, estão 163 leitos, sendo 27 de unidade de terapia intensiva (UTI) e oito VIPs.

“Além de equipes multidisciplinares, tecnologia avançada e processos que asseguram os mais altos níveis de qualidade médica, damos ênfase absoluta na experiência do paciente e do seu familiar. Nossa equipe é especialmente dedicada a assegurar que os nossos valores estejam presentes nas relações de atenção e cuidado que estabelecemos”, conclui Claudio Lottenberg, Presidente do UnitedHealth Group Brasil.

Um hospital que já nasce premiado e certificado

O Hospital Samaritano Paulista possui acreditação pela Joint Commission International (JCI) e certificação em doenças clínicas, como infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca. Além disso, também é considerado um centro internacional de excelência em cardiologia pelo American College of Cardiology (ACC). Detém, ainda, o prêmio Platinum da American Heart Association (AHA), de excelência no tratamento do infarto agudo do miocárdio, apresentando indicadores de qualidade que o destacam entre os melhores do mundo.

Essa conquista antecipada foi possível porque o Hospital Samaritano Paulista adotou o modelo assistencial implementado pelo TotalCor – hospital que pertence ao mesmo grupo, o Americas Serviços Médicos, e que foi integralmente transferido para a nova unidade.

3º Encontro de Comunicação da FenaSaúde debate Atenção Primária à Saúde

3º Encontro de Comunicação da FenaSaúde debate  Atenção Primária à Saúde

A programação do 3º Encontro de Comunicação da Saúde Suplementar – organizado pela Federação Nacional da Saúde Suplementar (FenaSaúde), no próximo dia 23/04 (terça-feira), em São Paulo – tem por objetivo promover amplo debate em torno de um dos temas mais pertinentes para o setor no momento – a Atenção Primária à Saúde (APS). Vale destacar que a APS é um modelo eficiente na prevenção de doenças e promoção à saúde, melhorando consequentemente o bem-estar dos beneficiários de planos de saúde e, em paralelo, ainda contribui para a redução de custos ao longo da cadeia do setor. Um exemplo é a diminuição nas idas consideradas desnecessárias ao pronto-socorro. Confira a programação https://bit.ly/2TNIQp9 . As vagas são limitadas.

Com direito a mesa-redonda para o debate entre jornalistas, assessores de Comunicação e executivos das operadoras, o 3º Encontro de Comunicação da Saúde Suplementar reunirá representantes da Saúde Suplementar que abordarão os vários aspectos que norteiam a APS dentro do contexto da Saúde Suplementar no Brasil. Na abertura do evento, o presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, traçará um panorama da atual conjuntura do setor e discorrerá sobre a implantação desse modelo assistencial focado na prevenção. “A adoção e fortalecimento da Atenção Primária à Saúde é uma das bandeiras da FenaSaúde. Já está comprovado que esse modelo promove a queda de 20% nas internações e de 30% na frequência de consultas, sem que haja prejuízo para o atendimento de qualidade aos consumidores de planos de saúde. Pelo contrário, um médico de família ou generalista terá todo o histórico do paciente e o conduzirá dentro do sistema, evitando que fique ‘perdido’, indo a vários especialistas e sem cuidar de fato da sua saúde”, assinala João Alceu.

O 3º Encontro de Comunicação da Saúde Suplementar será dividido em cinco painéis e plenárias. O professor da disciplina de Clínica Geral e Propedêutica da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Gusso mostrará a “Jornada do paciente sem e com APS na Saúde Suplementar”. Na sequência, Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional da Saúde Suplementar, abordará a “Atenção Primária na Visão da ANS”, e José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde, palestrará sobre “A jornada do paciente com atenção primária à saúde nas operadoras de planos e seus resultados práticos”.

Já o painel “Direito do Consumidor e APS”, será divido entre os palestrantes Ricardo Morishita, professor de Direito do Consumidor e presidente do Instituto Brasiliense de Direito Púbico (IDP Pesquisas), e Juliana Pereira, diretora executiva de Clientes da Qualicorp e ex-secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Morishita abordará “Atenção Primária à Saúde – conhecimento e informação para o consumidor decidir”, enquanto Juliana falará sobre “Atenção Primária na Saúde Suplementar – o desafio de construir a confiança do consumidor”.

Vale destacar que ambos têm vasta experiência na área de defesa do consumidor – Juliana, com mais de 20 anos de vivência na área, foi responsável pela adoção do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor e pela criação do portal Consumidor.gov.br, enquanto Morishita trabalhou por 15 anos no Procon-SP.

O encerramento do evento será conduzido por Sandro Leal, superintendente de Regulação da Federação, que apresentará uma conclusão dos debates. Durante o evento, Fernando Pesciotta, diretor da CDN Comunicação Corporativa, fará uma breve apresentação do interesse da imprensa em torno do assunto Atenção Primária à Saúde, por meio das matérias publicadas em vários tipos de mídia, em 2018.

SERVIÇO

 Evento: 3º Encontro de Comunicação da Saúde Suplementar

Data: 23/04/2019

Horário: das 8:30 às 14 horas

Local: Hotel Grand Mercure (Rua Sena Madureira 1355, bloco 1 – Ibirapuera)

 PALESTRANTES

  • João Alceu Amoroso Lima: economista e vice-presidente do Notredame Intermédica, responsável pela Interodonto, segundo maior plano odontológico do Brasil, com 1,9 milhão de beneficiários. Detentor do título de Chartered Insurer (selo de excelência profissional), do Chartered Insurance Intitute, UK.
  • Fernando Pesciotta: vice-presidente da CDN na área de Análise e Pesquisa, integrou a equipe de criação do Índice de Qualidade de Exposição na Mìdia (IQEM) e do Índice de Qualidade de Exposição nas Mídias Sociais (IQEMS).
  • Gustavo Gusso: doutor em Ciências Médicas pela USP, com residência em Medicina da Família e Comunidade pelo Grupo Hospitalar Conceição, do Rio Grande do Sul. É membro do Wonca International Classification Committee, instituição de classificação para o sistema de atenção primária.
  • Rodrigo Aguiar: servidor da ANS desde 2007, é graduado em Direito pela Universidade da Cidade, com pós-graduação em Direito Público. Em sua especialização, concluiu os cursos de Governança Corporativa, no Instituto Brasileira de Governança Corporativa em Saúde (IBGC), e de Gestão Pública, pela Fundação Dom Cabral.
  • José Cechin: doutor em Economia Política por Cambridge (Inglaterra), também formado em engenharia e economista, foi ministro da Previdência Social no governo Fernando Henrique Cardoso e técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
  • Juliana Pereira: diretora executiva de Clientes da Qualicorp e ex-escretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), onde esteve à frente de vária iniciativas importantes, como a elaboração do Plano Nacional de Consumo e Cidadania (Plandec) e da Estratégia Nacional de Não Judicialização (Enajud).

  • Ricardo Morishita: doutorado em Direito pela PUC-SP, foi diretor do Departamento Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor e coordenador de pesquisas de direito do consumidor vinculadas ao Centro de Justiça e Sociedade da Escola de Direito do Rio de Janeiro.

Abramed promove seminário sobre Lei Geral de Proteção de Dados na Saúde

Abramed promove seminário sobre  Lei Geral de Proteção de Dados na Saúde

A nova Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em agosto de 2020, gera muitas dúvidas e questionamentos em todos os setores da economia. Na saúde, onde os dados são considerados sensíveis – carregam informações que podem levar à discriminação de seu titular – a preocupação em adequar todos os processos a fim de seguir o que rege a legislação é ainda maior. Para tratar desse assunto, explicando todos os impactos da lei nº 13.709/2018, as melhores práticas para a adequação empresarial e para apresentar experiências nacionais e internacionais de quem recentemente passou por esse mesmo processo, a Abramed realizará no dia 17 de abril o seminário "Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados na Saúde", uma realização da Associação em parceria com a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), o Instituto Coalizão Saúde (ICOS), a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e o Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (ComSaude).

"A área da saúde está em constante questionamento sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Brasileira, por ser uma das áreas que mais se vale de dados pessoais para oferecer melhores serviços, e a assertividade no tratamento depende basicamente desse fator", diz a presidente da Abramed, Claudia Cohn. "Falta comunicação sobre a lei, falta debate e falta entendimento de todos os que serão impactados, por isso, resolvemos juntar as principais entidades do setor da saúde e dos órgãos reguladores para promover uma discussão única e integrada sobre os rumos que o assunto deve tomar", explica.

Para o diretor-titular do ComSaude, Ruy Baumer, a nova lei traz um importante avanço, mas é necessário um bom diálogo com a sociedade antes de sua implementação. "A área da saúde, por lidar com dados tão sensíveis, será uma das mais impactadas", diz. "Precisamos encontrar um equilíbrio entre garantir privacidade ao paciente sem prejudicar a necessária troca de informações entre alguns elos da cadeia produtiva do setor. "

O tema do evento é de extrema importância para a Anahp. "É uma das principais pautas da entidade nesse momento, decorrente de seu impacto no trabalho desenvolvido pelos hospitais, que dependem de informações dos pacientes. Hoje, da forma como está, inviabiliza a inovação no setor e no desenvolvimento de novas terapias ou melhoria da prestação de serviços na cadeia da saúde. Reunir os players do segmento para debater esse desafio é fundamental", explica Eduardo Amaro, Presidente do Conselho de Administração da entidade.

"Apesar de já ser constitucional, a LGPD dará maior consciência às pessoas de que efetivamente são proprietárias de todas suas informações de saúde, que são geradas e processadas nas inúmeras passagens que realizamos nas instituições de saúde, sejam pelo sistema público, pela saúde suplementar ou particular, diz o presidente da SBIS, Luis Gustavo Kiatake. "Dada a complexidade do sistema de saúde, o volume de entidades envolvidas, e a baixa maturidade digital do setor, é urgente as iniciativas de informação, debate e auxílio para a implementação das melhores práticas em busca da conformidade."

"Nos últimos anos, temos acompanhado o grande volume de dados produzidos no sistema de saúde e a velocidade cada vez maior com que são processados. Sabemos que a boa utilização desses dados poderá trazer enormes benefícios para os cidadãos, tanto no setor público como no privado", comenta Denise Eloi, CEO do ICOS. "As entidades realizam esse fórum com o propósito de contribuir para a sua adequada aplicação, garantindo a segurança, transparência e proteção das informações pessoais dos cidadãos por parte dos serviços de saúde. Trata-se de um avanço importante para todos que integram a cadeia produtiva de saúde e, principalmente, para a sociedade brasileira ", finaliza.

PROGRAMAÇÃO

A programação, que terá início às 13h30 e se prolonga até o final do dia, conta com especialistas que apresentarão as visões de hospitais, laboratórios, planos de saúde, da indústria e também da ANS, que regula o segmento. Cláudia Cohn, presidente do Conselho da Abramed, participará da abertura ao lado de Ruy Baumer, diretor titular do ComSaude; Claudio Lottenberg, presidente do ICOS; Eduardo Amaro, presidente da Anahp; e Luis Gustavo Kiatake, presidente da SBIS.

Cláudia ainda moderará o painel "O que muda após a publicação da LGPD? Qual o papel da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)?", que será iniciado às 14h10 e receberá Rony Vainzof, diretor do Departamento de Segurança da Fiesp, e Teresa Gutierrez, sócia do Machado Nunes Advogados. A intenção, nesse debate, é falar sobre as principais alterações propostas pela legislação e como será o controle por meio da ANPD, órgão responsável por regulamentar, interpretar e fiscalizar o cumprimento da lei geral, punindo quem a descumprir.

Na sequência, o seminário tratará dos impactos da LGPD no ambiente de saúde, entrando em detalhes sobre a importância das instituições estarem preparadas. Na ocasião, a discussão contará com Rogéria Cruz, coordenadora do GT de Proteção de Dados da Abramed; Lilian Hofmann, coordenadora do GT de Tecnologia da Informação da Anahp; Tatiane Schofield, diretora jurídica da Interfarma; Benny Spiewak, da Abimed; Donizetti Louro, da ABIMO e um representante da Fenasaúde. Giovanni Cerri, vice-presidente do ICOS, será o moderador desse painel.

Rodrigo Aguiar, diretor de desenvolvimento setorial da ANS, apresentrá ainda como a agência enxerga os impactos da legislação. Posteriormente, Kiataki, da SBIS, falará sobre o Manual de Melhores Práticas e os participantes terão a oportunidade de conhecer cases nacionais e internacionais vinculados a essa temática. Sandro Süffert, da Associação Brasileira de Segurança Cibernética, e Steve Wood, deputy commissioner do Information Commissioner's Office (ICO) do Reino Unido serão os apresentadores. Antes do encerramento, o seminário abrirá espaço para uma sessão de perguntas e respostas.

Global summit telemedicine & digital health debate a nova era da saúde digital

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A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) esteve presente no Global Summit Telemedicine & Digital Health, realizado de 03 a 06 de abril, em São Paulo. Pela primeira vez no Brasil, o evento internacional trouxe à tona diversos aspectos da nova era da Saúde Digital e o futuro da Telemedicina no Brasil e no mundo.

A telemedicina e a saúde digital são mudanças em curso já consumadas em países ricos, mas ainda incipiente no Brasil. De acordo com José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, trata-se de uma mudança inexorável. “A resistência à mudança pode nos impedir de experimentar avanços”, afirmou Cechin ao abrir a moderação do painel ‘Experiências Exitosas em Telemedicina e Saúde Digital’, com a participação de Erika Fuga, diretora de Sinistros Saúde da SulAmérica; Lais Perazo, diretora de relações institucionais da Amil; Marcos Loreto, diretor médico da Omint; e Caio Seixas Soares, da Teladoc.

Os participantes do painel abordaram os seguintes temas: ‘Telemedicina: Oportunidades de Uso no Cuidado Coordenado de Saúde’; ‘A Experiência dos Hospitais do América no Atendimento AVC’; ‘Teleavaliação Pediátrica em uma Operadora de Saúde - Nova Perspectiva para Gestão e Logística de Cadeia de Serviços em Saúde’; e ‘Telemedicina em Família: Aplicações e Casos de Sucesso’, respectivamente.

Para Erika Fuga, da SulAmérica, a medicina será mais humanizada a partir dos avanços tecnológicos, pois colocar o médico a dois cliques do paciente os aproxima. “A medicina do futuro vai avançar com tecnologia, isso é inexorável. A telemedicina possibilita uma medicina conectada – com mais facilidade para orientar o segurado na sua jornada – e integra os serviços disponibilizados, o que gera uma melhor experiência do beneficiário e uma melhor gestão da operadora”, concluiu.

Lais Perazo afirma que a telemedicina é apenas mais uma forma que a Amil utiliza para ajudar as pessoas a viverem da forma mais saudável, estando sob os mesmos princípios e valores que regem todas as ações e produtos da empresa. Ela acredita que a telemedicina pode ser acessível. Pesquisas apontam que os médicos estão vendo valor em sua utilização e artigos científicos mostram o impacto positivo na qualidade de atendimento, nos resultados de saúde e na redução de custos.

Marcos Loreto, da Omint, defende que a necessidade de regulamentação é urgente. “O mundo pratica telemedicina. Também precisamos praticar no Brasil, com responsabilidade. A telemedicina pode ajudar na logística do atendimento, além de contribuir para evitar desperdícios, sendo uma ótima ferramenta para triagem, orientação e monitoramento de doentes crônicos”, enfatizou.

Por último, Caio Seixas Soares, da Teladoc (empresa de telemedicina), chamou a atenção para a satisfação do paciente em relação à atenção dada pelos médicos durante os dois tipos de contato: presencial e virtual. “A escuta do paciente é a principal crítica feita a consultas presenciais hoje. E é o principal elogio feito pelos clientes do serviço de atendimento virtual”, destacou.

Por fim, os participantes debateram questões como a gravação das teleconsultas e a privacidade do paciente; a importância de discutir a regulamentação da telemedicina no Brasil e a necessidade dessa regulação ser aprovada, uma vez que a prática mostra o potencial para trazer eficiência em custo e gerar maior satisfação ao paciente. José Cechin, da FenaSaúde, concluiu conclamando todos os envolvidos a somarem esforços para que sua adoção produza melhores resultados para todos. “Mais do que resistir a uma mudança inexorável a postura adequada que é expressa por aqueles que percebem a transformação na sociedade”.

Instituto Ética Saúde e Anvisa promoveram debate sobre integridade e regulação

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Compliance, modelos regulatórios, como a cadeia da saúde pode ajudar neste processo e os grandes problemas no combate de desvios de conduta ética no setor foram amplamente debatidos no “Encontro Ética Saúde com a Anvisa”, realizado no dia 25 de março, em São Paulo. O Instituto Ética Saúde reuniu mais de 60 convidados, entre associados e integrantes do Conselho Consultivo, para a troca de experiências com o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Renato Alencar Porto, e o ex-secretário Nacional de Justiça, Beto Vasconcelos.

Este foi o terceiro encontro promovido pelo IES com órgãos reguladores do governo, com quem possui acordos de cooperação firmados. Nos últimos meses, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) também participaram de eventos com o setor produtivo. “Este espaço é de extrema importância para que os elos da saúde se conversem. A falta de interação entre prestadores de serviço e fornecedores, fabricantes, distribuidores e os órgãos reguladores era um problema enorme na nossa área, porque interpretar as normas a serem seguidas é complexo”, enfatizou o presidente do Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde, Gláucio Pegurin Libório, na abertura do encontro.

“Em seguida, o ex-secretário Nacional de Justiça, Beto Vasconcelos, contextualizou o Compliance na saúde, no âmbito do governo. Apresentou o histórico das mudanças relativas ao assunto nas últimas décadas e analisou o cenário atual. “As mudanças nas últimas décadas representaram quatro movimentos principais: (i) transparência pública, (ii) fortalecimento institucional, (iii) expansão legislativa e (iv) mutação na jurisprudência. Estes quatro movimentos culminaram com a alteração profunda da expectativa de comportamento e do padrão de integridade exigido do setor privado, fundado hoje em três pilares: (i) transparência corporativa, (ii) corresponsabilidade e (iii) colaboração. São mudanças estruturais, não conjunturais”. Vasconcelos destacou ainda os próximos passos, tanto no setor público quanto privado. “No setor público eu cito a estabilização institucional e o movimento de qualificação da avaliação das políticas públicas e avaliação de impacto regulatório. E, no setor privado, destacaria dois movimentos altamente relevantes: a implementação de efetivos programas de integridade (compliance) e a autorregulação, que me parecem ser formas desafiantes e eficientes de promover mudanças que garantam a melhoria do ambiente de negócios, com mais competitividade e maior racionalidade econômica”. A fala levou o presidente do IES a destacar que estes são os principais fundamentos do Instituto Ética Saúde.

Renato Porto falou sobre Gestão de Riscos Corporativos (GRC) na Anvisa, o novo processo regulatório e monitoramento de produtos para saúde. O diretor da Agência salientou que o uso de avaliações de impacto regulatório tem se mostrado útil para aumentar a concorrência entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo ele, no Brasil, o grande desafio é a redução da assimetria de informação. “Há dificuldade na identificação dos modelos e produtos (registro por família); escassez de informações sobre preços de Dispositivos Médicos Implantáveis (DMI); e definição de atributos que permitam comparar produtos similares”, enumerou Porto. As propostas da Anvisa são “adoção da Terminologia Unificada em Saúde Suplementar (TUSS) e coleta do GTIN para identificação dos modelos; alteração da RDC nº 185/06, com atualização do rol de produtos para o monitoramento de preços, atualização dos atributos com vistas a permitir a comparação entre produtos e simplificação administrativa; implantação do monitoramento de preços; divulgação de informações sobre modelos, produtos e estatísticas de preços com vista a permitir a comparação de produtos substitutos e assim estimular a concorrência; e mapeamento de possíveis fontes de preços”, citou.

No encerramento, Renato Porto salientou que encontros como o promovido pelo IES são fundamentais para a população brasileira, para o setor produtivo e para a Anvisa. “Não há soluções simples para problemas complexos. Eu acredito que os problemas pequenos já ficaram para trás. Precisamos enfrentar estas questões mais sérias de maneira complexa também. A Anvisa tem modelos e ferramentas para que todos os atores façam isso de maneira segura. Este é um processo desenvolvido com variáveis e evidências, com um único objetivo: levar um produto com qualidade e eficácia para o cidadão”, finalizou.

Telemedicina no Brasil e proteção de dados do paciente: estamos preparados para este passo?

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A discussão em torno das atualizações das normativas para a telemedicina é uma das novidades que impactaram o universo da saúde e que ainda muito se tem debatido. Muito se tem discutido sobre a eficiência deste recurso, mas o fato é que, assim como a tecnologia muito tem agregado em outras áreas de nossas vidas, mesmo na própria medicina, ela com certeza pode preencher lacunas que, dependendo apenas de atendimentos físicos, impactam a vida do paciente.

O principal valor da telemedicina não é substituir a interação presencial, mas preencher todo aquele intervalo de tempo entre as consultas e garantir que o paciente irá sempre retornar. A partir dela, podemos agilizar processos urgentes, encurtar distâncias, otimizar o tempo, além de conseguir atender regiões precárias e de pouco acesso à medicina avançada. Em um país com 210 milhões de habitantes e apenas 500 mil médicos, não há dinheiro que resolva a dificuldade de acesso à saúde.

Porém, há uma dúvida que precisa ser solucionada antes de qualquer outra: temos uma base sólida para atender remotamente os pacientes da melhor maneira possível?

Pensando em atendimento remoto, precisamos analisar principalmente a questão da proteção de dados do paciente. No último ano, entrou em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para estabelecer regras sobre a privacidade de todos os cidadãos, além de ter reorganizado a maneira como empresas lidam com dados privados. Esse é o principal ponto de atenção. A partir do momento em que uma consulta é realizada remotamente, na casa de um médico ou qualquer outro lugar fora de um hospital ou clínica, como os dados do paciente seriam protegidos? Como garantir a transmissão segura de informações, sem que haja vazamento de dados ou até mesmo a perda deles?

Hoje, já existem empresas especializadas em telemedicina que possuem fortes programas de proteção de dados para um melhor atendimento ao paciente. A normativa estabelece que os dados e imagens dos pacientes devem trafegar na internet com infraestrutura que assegure guarda, manuseio, integridade, veracidade, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional das informações. Esse é um dos principais pontos de atenção que precisam ser estudados antes de a telemedicina começar a funcionar de fato em nosso país.

A regularização da telemedicina tem tudo para ser um grande avanço para o nosso país - a medicina precisa ser escalável, precisa estar disponível para todos. A aplicação correta desta nova prática - com a segurança e a proteção de dados dos pacientes garantidas - é o que definirá o sucesso. Afinal, muitas complicações da saúde humana e mesmo de vidas podem estar diretamente relacionadas ao nível de exposição indevida de informações.

Sobre o Autor:

Luciana Soldá é Head da Proxismed, empresa referência em jornada de relacionamento em saúde por meio de produtos que compõem um Medical Call Center Omnichannel.

Unimed Volta Redonda adota Clinical Key

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  • Unimed Volta Redonda adota Clinical Key, a ferramenta de aprimoramento médico da Elsevier
  • Com a utilização do Clinical Key, que possui conteúdos para todas as especialidades médicas e cirúrgicas, a Unimed Volta Redonda conquistou a certificação da ONA (Organização Nacional de Acreditação)
  • Com 1.400 colaboradores e 452 cooperados, um dos pilares da cultura organizacional da Unimed Volta Redonda é investir no aprimoramento dos conhecimentos e da qualificação dos profissionais para atender cada vez melhor e com mais segurança os pacientes.

Para cumprir esse objetivo e colaborar com o desenvolvimento da equipe médica e de assistência, a Unimed Volta Redonda optou pela contratação do Clinical Key, plataforma digital da Elsevier que empodera os profissionais e estudantes da saúde para aproveitar ao máximo o conhecimento clínico mais aprofundado e atualizado. Essa plataforma está integrada ao prontuário MV, facilitando o trabalho do corpo clínico e proporcionando mais agilidade e produtividade durante a consulta no hospital.

Ao todo, são mais de 1.000 e-books, 500 revistas científicas, 15.000 vídeos e 3.000.000 imagens de procedimentos clínicos e cirúrgicos presentes no Clinical Key. Dr. Vitório Moscon Puntel, vice-presidente da instituição, conta que quando houve a contratação da ferramenta, o cenário era de expansão do Hospital, com aumento da complexidade de serviços e interesse em ter uma ferramenta de atualização científica.

Os resultados foram positivos. “Após a implantação do Clinical Key podemos destacar a conquista da certificação da ONA (Organização Nacional de Acreditação), processo utilizado pelas organizações de saúde para implementar e avaliar a qualidade dos serviços prestados” revela o Dr. Vitório. A Unimed Volta Redonda é uma das poucas que possui também a acreditação HIMMS estágio 7, o que aponta a excelência da unidade. Já são 275 cooperados do hospital cadastrados no Clinical Key com “acesso ao conteúdo no consultório, no Hospital Unimed Volta Redonda, em casa ou em qualquer lugar. Além do aplicativo Coopera App”.

Por ter sido bem aceito e apresentado ótimos resultados para as equipes médicas e de assistência, a Unimed Volta Redonda decidiu contratar também o Clinical Skills da Elsevier, uma plataforma digital de educação continuada que combina o poder de desenvolver a prática com base em evidências com o gerenciamento das competências da equipe multidisciplinar. Auxilia na padronização e redução da variabilidade clínica no cuidado do dia a dia. A ferramenta oferece um conteúdo atual desenvolvido por grandes nomes em diversas áreas, inclusive da enfermagem brasileira, que contemplam procedimentos, casos clínicos, avaliações iniciais e Protocolos, todos eles apresentados de forma digital e que podem ser acessados em qualquer dispositivo conectado à internet.

O Diretor de Vendas Institucionais para América Latina da Elsevier, Alexandre Ribeiro, ressalta que essa parceria entre as instituições “do ponto de vista estratégico, é importante porque a aquisição dissemina o conhecimento da tecnologia das soluções da Elsevier por todo o Brasil, por meio da rede Unimed. Essas são ferramentas que incentivam a educação continuada e que podem auxiliar as equipes nos hospitais a oferecerem um melhor atendimento, com resultados ainda mais positivos”.

O objetivo da Unimed Volta Redonda com o Clinical Skills é justamente “ampliar a segurança dos pacientes e a proposta de educação continuada para todos os profissionais assistenciais”, explica Dr. Vitório. A ferramenta ainda está em fase de implementação e a receptividade pelas equipes, tanto com o Clinical Key quanto com o Clinical Skills tem sido positiva.

A Diretora de Clinical Solutions da Elsevier, Claudia Toledo, diz que “as soluções desenvolvidas pela Elsevier, como o Clinical Key e o Clinical Skills, vão de encontro com os avanços tecnológicos da medicina, que demanda maior aprimoramento de técnicas médicas para a precisão na execução dos procedimentos de atendimento ao paciente, uma vez que estamos cuidando de vidas. Qualquer desvio de conduta ou falta de conhecimento pode levar a perda do paciente. As soluções da Elsevier auxiliam os profissionais na tomada de decisão e favorecem o quadro positivo dentro dos hospitais”.

Hospital São Francisco de Araraquara já está totalmente aberto ao público

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A São Francisco Saúde, que faz parte do São Francisco, um dos maiores grupos do segmento no país, finalizou a reestruturação do Hospital São Francisco de Araraquara. Todas as áreas já estão abertas para atender aos mais de 73 mil beneficiários da região. Foram investidos mais de R$ 60 milhões em recuperação e modernização da estrutura com base nas leis de proteção a edifícios tombados, além de aquisição de equipamentos de última geração e implantação de uma maternidade.

Para Lício Cintra, CEO do Grupo São Francisco, a reabertura do hospital simboliza a importância de Araraquara para a região. “Isso se reflete no grande aporte de investimentos realizados, o que nos permitiu tornar a cidade referência, com uma estrutura completa para atendimentos de alta complexidade e que permitirá gerar mais empregos e fomentar a economia local”, informa o executivo. Estiveram presentes no evento as principais autoridades locais, o que mostra a relevância da iniciativa para a cidade. “No salão nobre, podemos ver que cada presidente do antigo hospital representa um momento importante da história da cidade”, lembra o executivo e afirma “O Hospital que reabre com peso histórico, mas olhando para o futuro, com altíssima tecnologia, capacidade de oferecer serviços de alto nível para a cidade de Araraquara. Isso, inclusive, caracteriza a nossa cidade como um polo regional de prestação de serviços na área da saúde”, diz Edinho Silva, prefeito de Araraquara.

Para tenente Santana, presidente da Câmara de Vereadores, a inauguração do Hospital São Francisco representa mais do que uma grande unidade médico-hospitalar. “É o resgate de uma condição que nos acostumamos a ter, voltando ao tempo em que tínhamos uma rede de saúde tão boa, difícil de encontrar em cidades do mesmo porte”, afirma e completa “Este ato é um marco para nossa cidade. Ganhamos um hospital com a estrutura de referência e que vai melhorar ainda mais o conceito de atendimento médico. O Hospital São Francisco está absorvendo uma quantidade enorme de profissionais especializados, pessoas com qualificação, que estavam fora do mercado de trabalho”. Os convidados tiveram a oportunidade de conhecer detalhes do novo hospital em uma visita guiada aos principais ambientes. Foi possível ir aos ambientes dedicados ao ambulatório, internação, ala de quimioterapia, maternidade, o novo solário, além do andar em que ficam o Centro Cirúrgico, a Unidade de Terapia Intensiva e Unidade de Cuidados Especiais para atendimento a pacientes crônicos.

Do total investido, cerca de R$ 6.5 milhões foram direcionados à área de Medicina Diagnóstica, também apresentada aos visitantes durante o evento, para a compra de equipamentos com a mais moderna tecnologia como ressonância magnética, tomografia computadorizada, mamografia, raios-x, ultrassonografias com Doppler e densitometria óssea. Além de equipamentos de suporte à vida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e uma sala exclusiva para realização do Ecocardiograma adultos e gestantes (exame fetal). ​

O hospital já nasce com uma maternidade focada em parto humanizado. As gestantes poderão utilizar equipamentos para estimular o trabalho de parto em um ambiente acolhedor e seguro. Serão cinco leitos e duas salas de pré-parto e uma sala para cuidados com o recém-nascido. Como sequência do parto, a mãe será incentivada a amamentar logo após o nascimento do bebê, antes mesmo do primeiro banho ou pesagem.

O Centro Cirúrgico tem seis salas ​cirúrgicas e capacidade mensal de realizar até 533 procedimentos em diversas especialidades de alta complexidade, como cirurgia geral, vascular, gastrocirurgia, ortopedia entre outras. Um dos diferenciais do hospital será a realização dos exames de endoscopia e colonoscopia no Centro Cirúrgico com todo apoio, inclusive, de recuperação pós-anestésica especializada.

Unidade de Terapia Intensiva (UTI) tem dez leitos, todos com estrutura para realização de hemodiálise. A ​Unidade de Cuidados Especiais também conta com dez leitos dedicados à internação de pacientes com doenças crônicas e idosos. Há ainda mais 50 leitos de internação, com leitos específicos de isolamento.

A reforma do Hospital preservou a fachada histórica, salão nobre, capela e área de atendimento que tiveram suas estruturas restauradas. Mais do que oferecer assistência de qualidade, a São Francisco Saúde reconhece a importância de valorizar a cultura local. “Por isso, desenvolvemos todo o projeto das demais áreas de maneira a harmonizar com a estrutura histórica”, afirma José Miranda da Cruz Neto, diretor superintendente de Operações do Grupo São Francisco.

“Prevíamos investir R$ 43 milhões entre a aquisição do hospital e a reestruturação, mas chegamos a R$ 60 milhões por entender o grande potencial da região”, explica. O executivo também destaca que “tivemos o cuidado de atender a pedidos dos nossos beneficiários, entre eles o de contar com uma maternidade completa e focada em humanização”.

Além de um atendimento ambulatorial completo, o Hospital São Francisco de Araraquara receberá as urgências e emergências do pronto atendimento. Há ainda um importante parceiro local no segmento hospitalar, a Santa Casa de Araraquara, que continuará atendendo a São Francisco Saúde.

A estrutura da operadora em Araraquara inclui também uma Clínica de Especialidades Médicas que realiza consultas para diversas áreas, um Centro Avançado de Oncologia (CAON), laboratório de Análises Clínicas (Hemac), unidade de pronto-atendimento, unidade administrativa para emissão de guias e comercial para vendas de planos. “Temos planos de continuar crescendo na cidade tanto em número de vidas, quanto em estrutura. E, com infraestrutura hospitalar instalada, e os investimentos já feitos por nossos parceiros, Araraquara deve se tornar em curto prazo um polo importante de atendimento regional”, finaliza Miranda.

Senne Liquor Diagnóstico completa 45 anos e inicia uma nova fase com reposicionamento da marca

Senne Liquor (40)

“Experiência e inovação para o melhor resultado”. É assim que o Senne Liquor Diagnóstico apresenta ao mercado a sua nova marca e todas as mudanças de estrutura, com o principal objetivo de ser, cada vez mais, o serviço de escolha preferencial da comunidade médica, na área de coleta, análise e diagnóstico através do Líquido Cefaloraqueano (LCR), mais conhecido como Líquor.

A análise do Líquor auxilia no diagnóstico de doenças que acometem direta ou indiretamente o sistema nervoso, estando subdivididas em quatro grupos principais: Neuroinfecção, Neuroimunologia, Neuro-oncologia e Doenças Neurodegenerativas.

Com 45 anos de atuação, o Senne é hoje um centro de referência nacional que se dedica a auxiliar o médico na precisão do diagnóstico através do Líquor e também ao estudo de casos, a fim de contribuir com a medicina baseada em evidências.

O Senne presta atendimento para mais de 70 hospitais das cidades de São Paulo, Campinas, Sumaré, Osasco, Barueri, Valinhos e São Caetano do Sul, por meio de parceria com mais de 60 operadoras de Planos de Saúde.

Além disso, recebe amostras de hospitais, clínicas e laboratórios de todo o país que necessitam dos seus serviços.

“Nós somos, hoje, o maior serviço especializado em Líquor no Brasil, em número de amostras analisadas e diagnósticos entregues aos médicos e seu paciente”, afirma Dr. Carlos Senne, fundador da empresa.

Uma nova marca, uma nova fase

A campanha de reposicionamento da marca, que acaba de completar 45 anos, tem como objetivo demonstrar o quão importante é para a medicina e para toda a sociedade o trabalho que o Senne realiza, devido à especificidade do exame; a necessidade de uma equipe altamente capacitada para as análises e coleta e os investimentos que precisam ser feitos em termos de pesquisas, estruturas e equipamentos para a entrega de um resultado cada vez mais rápido, seguro e confiável.

O conceito da campanha traz a coragem e a disposição de se reinventar aos 45 anos e jamais se acomodar, independente da “idade”. A ideia da marca é “se manter jovem aos 45, apresentando diversas novidades, como a modernização e automação das unidades de São Paulo e Campinas, aquisição de novas tecnologias e equipamentos.

A nova identidade visual do Senne traz o “cérebro” e a “medula espinhal” como ícone principal, já que sintetiza o foco do serviço prestado, mas, agora, com cores mais vivas, onde o verde representa saúde, equilíbrio e harmonia; o laranja, entusiasmo, expansão, mudança e dinamismo; e o cinza, tecnologia e modernidade.

A campanha já pode ser vista em ambas as unidades, nas áreas técnicas e administrativas, nas salas ambulatoriais. A divulgação inclui ainda criação de um novo site, nova papelaria, adesivagem de frota, anúncios em jornais e revistas, cartazes, e-mail marketing para clientes, parceiros e fornecedores.

Estrutura e equipe capacitada

O Senne Liquor conta com dois centros de coleta, análise e diagnóstico, sendo um em São Paulo (Av. Angélica, 2071, 3º andar – Consolação) formado por uma equipe multidisciplinar de 45 médicos; e outro em Campinas (Avenida Francisco Glicerio,2.331 – conjunto 12 – Vila Itapura), com 5 médicos. Ambas as unidades funcionam 24 horas por dia, 365 dias no ano.

No ato da coleta, diversos diagnósticos podem ser fechados, por isso, a importância de o Senne contar com médicos especialistas. Outro diferencial é possuir um corpo técnico formado, em sua maioria, por biomédicos, ou seja, profissionais com formação de nível superior.

Logística de coleta diferenciada

O Senne conta com uma logística diferenciada de coleta do Líquor, que privilegia a “agilidade”:

A equipe médica responsável pela coleta é dividida, estrategicamente, pelas regiões das cidades, para estar o mais próximo possível dos hospitais atendidos.

O médico faz o atendimento ao paciente e coleta das amostras dentro do próprio hospital. Para casos de emergência, que incluem, por exemplo, suspeitas de meningite, a equipe do Senne é treinada para a liberação de um resultado parcial, logo após a coleta. Muitas solicitações de exames recebidas vêm dos pronto-atendimentos dos hospitais, o que explica essa necessidade de urgência.

Imediatamente após a coleta, a equipe médica do Senne está disponível para a realização de um novo procedimento, que pode ser no mesmo ou em outro hospital.

Uma empresa especializada no transporte de amostras biológicas é acionada e encarregada de levá-las ao Senne, em embalagem especial inviolável, o que garante sigilo e segurança. O transporte cumpre integralmente as normas vigentes.

Graças a esse sistema de logística integrado, o resultado é a redução de tempo para processar e liberar os resultados dos exames.

As amostras de hospitais de outros estados são enviadas ao Senne, preferencialmente, via transporte aéreo.

Assessoria aos médicos solicitantes

A assessoria prestada aos médicos solicitantes dos exames e o direcionamento em relação ao diagnóstico é outro grande diferencial divulgado pela marca, já que o Senne vai além da entrega dos resultados e mantém com eles uma relação de proximidade e parceria. Trata-se de uma correlação clínico-laboratorial, um serviço que é completo.

Os pedidos são feitos, principalmente, por médicos neurologistas, infectologistas, oncologistas e pediatras.

“Nosso procedimento é muito específico, considerado, quase, “artesanal”, por isso, mantemos nosso conhecimento muito atualizado sobre o assunto. Conhecimento este, que eu tenho como filosofia de vida, sempre compartilhar com médicos, com hospitais e com as universidades. Juntos, trocando informações com a comunidade médica, poderemos analisar o Líquor de forma, cada vez melhor”, diz Dr. Senne.

Pesquisa com instituições de ensino

O Senne conta com um projeto pioneiro de pesquisa ao lado de instituições de ensino no Brasil, visando o desenvolvimento e descobertas relacionadas ao Líquor, estabelecendo novos marcadores com aplicabilidade na prática clínica e contribuindo para a melhoria da assistência.

As análises de amostras e resultados obtidos por meio dessas parcerias são compartilhados pelo Senne com médicos e hospitais, o que promove avanços no segmento.

Parceria com a indústria

O Senne também é hoje uma referência para a indústria, devido à sua importância no mercado como serviço especializado em LCR.

Em 2018, o Senne Liquor foi o centro que realizou o teste de meningite e encefalite no primeiro equipamento de diagnóstico a utilizar uma plataforma capaz de identificar 14 dos principais agentes relacionados as meningites e encefalites.

O teste permite um diagnóstico preciso em aproximadamente uma hora, o que antes poderia demorar de 1 a 5 dias. O Senne foi o primeiro a utilizar o equipamento, que hoje já está disponível no mercado.

Esse tipo de teste é importante, não só para a assistência do paciente, mas para a otimização dos custos do Sistema de Saúde, o que demonstra a parceria do Senne com as operadoras.

Qualidade Acreditada

O Senne foi o primeiro laboratório especializado em líquido cefalorraqueano do Brasil a obter as certificações de qualidade ISO 9001 (em 2001) e ONA Pleno (em 2009), ambos pela Fundação Vanzolini.

É referência da principal empresa de CQE (Controllab), ou seja, as amostras que são utilizadas em todo o Brasil partem do Senne.

Foi o primeiro a conquistar o ONA 3, nível de excelência, em 2017, para São Paulo e, em 2018, conquistou a certificação ONA nível 3 para unidade de Campinas. A ONA (Organização Nacional de Acreditação) é uma entidade que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco na segurança do paciente. A metodologia é reconhecida pela ISQua (International Society for Quality in Health Care), associação parceira da OMS e conta com representantes de instituições acadêmicas e organizações de saúde de mais de 100 países.

O objetivo da ONA é promover um processo constante de avaliação e aprimoramento nos serviços de saúde e, dessa forma, melhorar a qualidade da assistência no País.