Política: ANS prepara proposta sobre portabilidade da carência

As regras que regulamentam o prazo de carência das operadoras de saúde poderão mudar. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prepara uma proposta para ser apresentada ao Congresso Nacional que visa eliminar o prazo de carência para os clientes que mudarem de plano de saúde. O projeto será apresentado dentro de alguns meses. Atualmente isso só é possível para os planos coletivos, os clientes de planos individuais têm que cumprir o prazo nas duas operadoras.
A medida, segundo o diretor da agência, Fausto Pereira dos Santos, faz parte dos planos da ANS de estimular a concorrência entre as operadoras e investir no aumento de qualidade do setor.
No dia 15 de maio, a ANS enviará ao Ministério da Fazenda o documento com a estimativa de índice de reajuste para os planos de saúde, que deve ser inferior a 9%.

Internacional: Faturamento da Alliance Boots em Portugal foi de ? 4,4 milhões

A Alliance Boots, empresa britânica de distribuição farmacêutica, obteve um faturamento de £ 3 milhões de libras em Portugal, o equivalente a ? 4,4 milhões no exercício encerrado em 31 de março, o que contrasta com os £ 4 milhões (? 137,9 milhões) do ano terminado em março de 2006. Globalmente as vendas da divisão grossista, que é desenvolvido pela associada Alliance Healthcare, o desempenho melhorou e cresceu 3,4%, para £ 9 bilhões (? 13,2 bilhões). No negócio de retalho o faturamento subiu 4,2%, para £ 6,6 bilhões (? 9,7 bilhões). O lucro do grupo cresceu 11,5%, para £ 467 milhões de libras (? 685,3 milhões).
A Alliance Boots, que resultou da fusão entre a Alliance UniChem e o Boots Group no ano passado, anunciou no início desse ano que iria mudar a imagem do negócio grossista para adotar a marca comum Alliance Healthcare.
Até março, o grupo inglês concluiu essa transformação em quatro dos oito mercados no qual está presente.

Saúde Pública: Ministério da Saúde anuncia novas farmácias populares no Mato Grosso

Foi inaugurada hoje mais uma unidade do Programa Farmácia Popular, em Cuiabá, Mato Grosso. Na ocasião, o Ministério da Saúde divulgou que, no segundo semestre, serão abertas novas farmácias em Sinop, Cáceres, Tangará da Serra e Várzea Grande.
O programa é uma parceria do Ministério da Saúde e Fundação Oswaldo Cruz e as despesas são rateadas com os governos locais.
As unidades contam com 95 itens de medicamentos, correspondentes a duas mil unidades ou apresentações comerciais, com preços até 90% mais baixos do que os praticados no mercado.

Política: Lula defende valores éticos na assinatura do licenciamento do Efavirenz

O Brasil precisa ser respeitado. Esse foi o argumento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou em seu discurso na assinatura do ato de licenciamento compulsório do Efavirenz, realizada na tarde desta sexta-feira. O presidente também afirmou que se não houver ?preços justos?, o Brasil vai tomar a mesma decisão em relação a outros medicamentos, não importando a nacionalidade da empresa. Lula disse ainda que o fato de o laboratório Merck Sharp & Dohme vender o medicamento para a Tailândia por US$ 0,60 e para o Brasil por US$ 1,60 é um ato grosseiro, não só do ponto de vista ético, mas também do ponto de vista político e econômico.
Na ocasião, o ministro José Gomes Temporão reiterou que a decisão foi tomada em razão de o laboratório não ter levado em conta o acesso da população ao tratamento e o aumento do consumo do remédio no País ao apresentar uma proposta pouco consistente para o governo.
Desde 2003 o valor do medicamento não foi reajustado, mas o consumo aumentou. Em 1999 o Efavirenz era distribuído para 2.500 pacientes, hoje esse número é de 75 mil.
Quanto à redução de custos, a Merck propôs desconto de 30% , enquanto o ministério defendia redução de 60% para dar continuidade ao programa.
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Lula assina ato de licenciamento compulsório do Efavirenz

Interfarma posiciona-se contra quebra de patente do Efavirenz

País ainda não possui capacidade tecnológica para desenvolver Efavirenz

Política: País ainda não possui capacidade tecnológica para desenvolver Efavirenz

Em comunicado divulgado hoje, a Febrafarma - Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica apontou contradições entre os planos do Governo Federal, de criar um complexo industrial de saúde no País, e a licença compulsória do Efavirenz. ?Como o governo pretende alcançar essa meta ao optar pela mera importação de medicamentos e matérias-primas para anti-retrovirais a pretexto de reduzir gastos?? Para a federação, o Brasil ainda não possui capacitação tecnológica para fabricar ou desenvolver medicamentos de ponta para o tratamento da Aids e a medida apenas abre caminho para a troca de fornecedores.
A Febrafarma afirma ainda que ?o país precisa definir uma orientação clara a respeito da propriedade intelectual e como harmonizá-la com objetivos maiores.?
?É fundamental conciliar interesses de curto prazo e projetos e metas de longo prazo. O subfinanciamento, dificuldades de gestão e a pressão social por melhores serviços na área da saúde não podem se contrapor às estratégias de política econômica capazes de resolver os problemas de produção e acesso aos medicamentos.?
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Lula assina ato de licenciamento compulsório do Efavirenz
Interfarma posiciona-se contra quebra de patente do Efavirenz

Política: Interfarma posiciona-se contra quebra de patente do Efavirenz

A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa ? Interfarma divulgou nota posicionando-se contra a quebra de patente do anti-retroviral Efavirenz, em benefício do Programa Nacional de DST/AIDS. Para a entidade, a medida não atende o interesse público e não é o melhor caminho para ampliar o acesso aos medicamentos. ? A sustentabilidade ou não do programa não pode ser atribuída somente ao custo dos medicamentos, mas ao aumento do número de pacientes em tratamento e no substancial ganho de sobrevida das pessoas atendidas pelo programa.?
De acordo com a Interfarma, o país já paga valores 70% abaixo dos praticados nos EUA e a decisão do Governo cria um ambiente regulatório instável, imprevisível e inseguro, com possível fuga das empresas para nações que respeitem a propriedade intelectual.
A associação alerta ainda para a redução de investimentos dos laboratórios de pesquisa na produção de novos medicamentos e prega a negociação entr empresas e governos em todos os casos.
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Saúde Pública: Prefeitura de Gaspar assume pronto-socorro de hospital

A prefeitura de Gaspar, SC, assumirá o pronto-socorro do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, fechado desde março por decisão judicial.
A prefeitura locará o espaço por R$ 5 mil e investirá R$ 40 mil na reforma do local, que deve ser reaberto em 120 dias.
A administração do hospital investirá o dinheiro recebido com o aluguel em melhorias na instituição. No entanto, estima que para reestruturar o Nossa Senhora Perpétuo Socorro e sanar as dívidas, será necessário R$ 1,1 milhão.

Política: João Pessoa e Havana assinam acordo de cooperação em Saúde

O governo de João Pessoa, PB, assinou um acordo de cooperação com o governo de Havana, Cuba, para estabelecer intercâmbio de ações em saúde. O prefeito Ricardo Coutinho quer aproximar as ações de saúde publica do município com a de Havana e pretende estudar a proposta de importar medicamentos de Cuba para baratear os custos.

Internacional: José de Mello Saúde investirá ? 60 mi em novo hospital

O grupo português José de Mello Saúde investirá ? 60 milhões na construção de um novo hospital na cidade de Sintra. Com área de 33 mil m2, a unidade terá 30 consultórios ambulatoriais, um centro cirúrgico, unidade de terapia intensiva e 100 leitos para internação. O hospital deve ser concluído em 2011.
O José de Mello Saúde gerencia mais de mil leitos em Portugal, incluindo os hospitais CUF Infante Santo, CUF Descobertas e o Amadora-Sintra. O grupo também gerencia as clínicas CUF Alvalade e CUF Santa Maria de Belém, e o Instituto Médico de Cascais.
Em 2007, o grupo inaugurará a clínica CUF Torres Vedras e o Instituto CUF Porto, e em 2009, o Hospital CUF Porto.

Gestão: Unimed Blumenau recebe certificação de responsabilidade social

A Unimed Blumenau recebeu a certificação NBR 16001 da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que reconhece a gestão, as ações e as políticas de responsabilidade social das empresas. O processo de certificação levou sete meses para ser concluído. O presidente da cooperativa Jauro soares atribui a conquista aos valores da empresa e ao envolvimento de todos os funcionários.
A Unimed Blumenau está filiada ao Ethos, à fundação Abrinq e tem dois projetos com a chancela da Unesco.