SBC: Base de informações é fundamental para defesa jurídica

Para discutir a implementação de ferramentas para prevenir processos em hospitais e instituições da saúde estiveram presentes os advogados da Eugenio de Lima e Pitella Advogadas, Emerson Eugenio e Juliane Pitella, além da assessora jurídica da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Adriana Joubert. Juliane elencou os principais problemas dos prontuários médicos manuscritos e ressaltou a importância de possuir dados completos para defender um cliente. Segundo Institute of Medicine, 55% das mortes dentro dos hospitais, que podem ser prevenidas acontecem devido a erros médicos, muito deles associadas a falhas no registro de prontuários médicos, como erros na prescrição médica e anotações ilegíveis.
?E não é só isso. Hoje, a seqüência de registro de informações é desorganizada, há rasuras, perdas e roubos. É complicado defender o médico ou o hospital se essa base de informações não está bem apresentada?, salienta Juliane.
A assessora ressaltou ainda que o impacto jurídico do prontuário eletrônico pessoal, que é uma tendência de mercado, será enorme. ?Com isso, o paciente sai de uma situação passiva, de acatar as informações, e passa a estar do lado do médico, do hospital e até do próprio governo. Ele torna-se um agente ativo na tomada de decisões. Portanto, será preciso avaliar a causa jurídica disso, como a confidencialidade dessas informações, por exemplo?.
Emerson explica que os principais documentos que isenta as instituições de uma ação judicial são: prontuário eletrônico, ficha atendimento, termos de consentimento e contrato com os demais players. ?Vemos hoje que a relação médico-paciente está se tornando cada vez mais impessoal. Assim, torna-se difícil termos qualquer tipo de provas testemunhais?, diz.
O advogado salientou ainda a importância da instalação de ouvidorias, sensibilizando o público com canais de comunicação, e a instalação de programas de treinamento, para que eles saibam lidar com as reclamações. Para ajudar na gestão de riscos, Emerson também orienta os administradores a pesquisarem as ações na comarca. ?Assim, você se antecipa quando chega a liminar?, ensina.
A legislação de aquisições, terceirização de serviços, contrato ou estatuto social também foram abordadas pelos palestrantes.
Leia esta reportagem na íntegra e a cobertura completa do Saúde Business Conference na revista Fornecedores Hospitalares de junho

SBC:Envolvimento e comprometimento de pessoas são pontos fundamentais para Acreditação

A importância de se criar um planejamento sólido e de envolver toda a equipe no processo de conquista da Acreditação foi o norte do painel de gestão realizado no primeiro dia do Saúde Business Conference.Não só para garantir a qualidade e segurança dos procedimentos realizados dentro das instituições de saúde, a Acreditação acaba sendo também fundamental para direcionar as ações de gestão dos hospitais. ?A Acreditação cria padrões de confrontação, não externa, mas também internamente?, assinalou Américo Bez, consultor do Senac de São Paulo.
Não só para garantir a qualidade e segurança dos procedimentos realizados dentro das instituições de saúde, a Acreditação acaba sendo também fundamental para direcionar as ações de gestão dos hospitais. ?A Acreditação cria padrões de confrontação, não externa, mas também internamente?, assinalou Américo Bez, consultor do Senac de São Paulo.
A valorização das pessoas e o comprometimento da alta gestão dos hospitais foram apontados como elementos essenciais para a conquista da certificação, sobretudo pela mudança de processos que ela exige e pela avaliação integrada do hospital. ?A instituição se transforma com a conquista. Depois do processo, todos os colaboradores incorporam a qualidade nas suas ações?, complementou.
O impacto da certificação na gestão de hospitais filantrópicos também foi um dos assuntos abordados no painel. A maior resistência ainda é de os hospitais não terem uma administração profissional, de não terem acesso aos recursos e muitas vezes não acreditarem na possibilidade de se obter a certificação. ?O processo de certificação tem que ser visto como investimento e não como custo. Os ganhos vêm a longo prazo?, apontou Bez.
O exemplo foi o case da Santa Casa de São José dos Campos apresentado também no painel de gestão pelo Superintendente da instituição, Carlos Magno Marcondes. O plano diretor implantado em 1990 serviu como base para a implantação do processo. Para a conquista, foram criadas comissões de avaliação interna, realizados treinamentos específicos tendo em vista a capacitação dos seus profissionais, e angariado recursos tanto da esfera pública como da iniciativa privada. ?Mudamos a cultura de nossa instituição e acompanhamos a evolução do mercado da saúde. Hoje não há mais como fugir dos padrões de qualidade?, destacou Marcondes.
Com a conquista da Acreditação, a Santa Casa de São José dos Campos conseguiu diminuir os riscos de atendimento, maximizar dos cuidados, reduzir desperdícios, agregar benefícios, além de ter trabalhado para a humanização do atendimento.

SBC: Redução de custos em saúde depende da responsabilidade de todos

Os custos em saúde estão ficando cada vez mais caros e num menor tempo, apesar dos últimos seis anos as comodities em saúde apresentarem uma estabilidade relativa. Agora, o grande desafio dos hospitais é controlar os estoques mantendo a qualidade e segurança na operação. Estas foram as principais vertentes discutidas durante a mesa ?Controle de Custos ? Estratégias para gerir materiais, medicamentos e suprimentos em hospitais?, no segundo dia do Saúde Business Conference. Segundo Rubens Baptista Jr., consultor do Senac, a redução de custo não depende apenas de uma conversa com o corpo clínico. ?Precisamos considerar as experiências externas, levando em conta a diferenciação, limitação e as particularidades que o setor possui. Existem muitas estratégias desenvolvidas em outras indústrias que podem ser utilizadas em saúde?, afirma Batista.
É preciso evitar ainda os erros mais comuns, como delegar apenas ao departamento de compras a responsabilidade, seja quando falta um medicamento ou quando o estoque está baixo. Para o consultor do Senac, não se pode interferir na relação médico-paciente ditando ao corpo clínico o que ele deve ou não usar.
Já Emanuel Toscano, do Hospital e Maternidade São Camilo, afirma que é preciso mudar a cultura e buscar padronizações com diálogos. ?No São Camilo realizamos uma revisão semestralmente para definir o que podemos incluir ou excluir dos materiais e medicamentos. Todas as lideranças são responsáveis pelo controle. É preciso gerar o envolvimento indireto dos colaboradores?, diz Toscano.
O São Camilo, conseguiu reduzir alguns custos implantando metas de custo por estrutura e receita. A execução de alguns serviços que antes eram terceirizados passou a ser feita internamente, como processamento de carnes, que teve uma redução direta de 15%, legumes e frutas, com 25% e também no processo de compras conjuntas. Com outsourcing de impressão, o hospital que gastava em abril de 2006 uma média de R$ 12 mil, conseguiu registrar após um ano de implantação do projeto um gasto médio com impressões de R$ 4 mil.

Internacional: Basrah, no Iraque, terá 11 novos centros médicos

O corpo de engenheiros do exército norte-americano anunciou que a província de Basrah, no Iraque, terá 11 novos centros médicos até julho deste ano. As unidades possuirão farmácia, centro de radiologia e oferecerão serviços odontológicos. Algumas também contarão com maternidade.
Cada uma delas deve atender de 100 mil a 250 mil pacientes por ano. Os custos para a construção e compra de equipamentos em cada unidade variaram de US$ 500 mil a US$ 600 mil.
As clínicas serão, num primeiro momento, lideradas pelo exército dos EUA, em parceria com o Ministério da Saúde do Iraque.

Carreiras: Jacob Reider é o novo diretor de P & D da Misys Healthcare Systems

A Misys Healthcare Systems nomeou Jacob Reider para o cargo de diretor de pesquisa e desenvolvimento (P & D). O executivo de Nova York trabalhará com foco no desenvolvimento de software que facilite o trabalho dos médicos com o prontuário eletrônico.
A relação de Reider com a Misys Healthcare teve início no ano passado, como consultor informal da empresa. O executivo também é editor associado do site Physician?s First Watch e responsável pelos blogs Medlog.com e Docnotes.net.

Artigo: Desempenho dos hospitais na visão do paciente, como medir?

Uma visão gerencial estratégica foi desenvolvida nos anos 90 por Robert Kaplan e David Norton, com o nome de ?Balanced Scorecard?. Reconhecendo alguma das fraquezas e visão vaga do gerenciamento da época, o balanced scorecard fornece uma clara prescrição de como as empresas devem medir ?para balancear? a perspectiva financeira com a estratégia da empresa. O balanced scorecard (BSC) é um instrumento de planejamento e gestão, um sistema gerencial (não somente um sistema de medição), que permite às organizações esclarecer suas visões e estratégias, além de divulgar claramente os objetivos para traduzir em ação. Fornece um feedback e uma revisão geral em torno dos processos internos do negócio e dos resultados externos, a fim de melhorar continuamente o desempenho e os resultados estratégicos. Quando desdobrado inteiramente, o scorecard transforma o planejamento estratégico de um exercício acadêmico no centro nervoso da empresa.
A metodologia sugere que a organização seja vista em quatro perspectivas:
? Financeira: Como os sócios a vêem? Como é possível diminuir os custos e aumentar os lucros? Como podemos atingir os objetivos financeiros?
? Cliente: Como os Clientes a vêem / Como deve ser percebida pelos clientes? Eles estão satisfeitos?
? Processos Internos: Em que processo do negócio a empresa deve ser perfeita? Quais devem ser melhorados? Quais devem ser terceirizados?
? Aprendizado e Crescimento: Que habilidades desenvolver para a melhoria dos processos? Como manter a habilidade em mudanças?
Quinze anos mais tarde, milhares de empresas têm seus BSC implantados, revisados, refinados e constam como uma das principais ferramentas de gestão da empresa. Algumas foram adiante e implantaram um conceito de gestão mais robusto, chamado de Pilotagem Estratégia.
Em hospitais, a utilização do BSC ou da Pilotagem Estratégica está muito embrionária, mas a intenção do artigo é mostrar a atual necessidade da visão externa dos hospitais (uma visão de fora para dentro, de nós, clientes, para os indicadores dos hospitais).
Para isso, seria importante propor uma medida, indicador ou um ranking para que clientes, Governo, empresas de auto gestão de saúde, planos de saúde avaliassem melhor o desempenho e confiabilidade dos hospitais, como temos hoje as estrelas para hotéis (antes feita pela Embratur ou Guia Quatro Rodas), restaurantes (Guia Michelin), fundo de investimentos (Andima, Bacen, Valor, Exame), instituição de ensino (Enem e Mec), previdência privada entre outros.
Se analisarmos melhor as perspectivas do Cliente e de Processos Internos de um hospital, com certeza, teremos indicadores para medir e acompanhar, como por exemplo: tempo de espera de atendimento, satisfação dos pacientes, infra-estrutura, taxa de infecção hospitalar, retorno do paciente, taxa de ocupação, etc.
Hoje, poucas empresas de auto gestão e planos de saúde negociam acordos de nível de serviço complexos (ANS, vindo do inglês Service Level Agreement ? SLA) com clínicas e hospitais contemplando esses indicadores, mas o processo ainda se encontra em estado inicial e individualizado. A melhor alternativa seria algo com ampla divulgação, que possa ser consultado por toda população, de simples visualização para assim identificarmos em que nível de hospital estaríamos sendo atendidos, um 5 estrelas ou um sem classificação, um cor verde ou vermelha.
Como sugestão, poder-se-ia, inicialmente trabalhar em uma metodologia que cubra hospitais de todas especialidades e avalie os três aspectos-chave para os clientes: (1) qualidade do tratamento, (2) satisfação do paciente e (3) investimentos.

A qualidade do tratamento (1) mede os resultados clínicos. Usa a relação matemática de taxa de mortalidade, retorno ao hospital, infecção hospitalar, junto à idade, o sexo e o diagnóstico dos pacientes admitidos.
A satisfação do paciente (2) mostra o grau de satisfação com o tratamento, envolvendo: acomodações, atendimento, cuidados, conforto, tempo de espera, recuperação, medicamentos e serviços utilizados.
Investimentos (3), mede o quanto é investido no hospital sobre a receita anual (no caso dos hospitais públicos, deve-se apresentar uma fórmula matemática diferente).
Assim, para a concretização da metodologia de ?ranking?, o melhor caminho seria uma proposta do Governo (Ministério da Saúde), união de empresas filiadas à Unidas ou a grandes operadoras de saúde. Em resumo, vale ressaltar a importância de externalizar os indicadores hospitalares para que pessoas jurídicas e físicas possam escolher melhor seus tratamentos.

Carreiras: Cardinal Health nomeia Scott Storrer para a presidência de Supply Chain

A Cardinal Health, empresa de soluções para supply chain, anunciou que Scott Storrer será presidente de Supply Chain e liderará o negócio, estimado em US$ 70 bilhões. Storrer será responsável pela distribuição farmacêutica, serviços de farmácia nuclear e operação das franquias Medicine Shopp.
O executivo era vice-presidente do Serviço de Informações e de TI da Cigna Corp. Em 1989, deu início à sua carreira no Programa de Gerenciamento Financeiro da GE e trabalhou com as aquisições e integrações da companhia.
Storrer também já passou plea Liberty Mutual, onde comandou a aquisição da Blue Croos Blue Shield de Ontario.

SBC: Adoção de protocolos melhora relacionamento entre operadoras e hospitais

Buscando não só o controle de custos e de qualidade, a adoção de protocolos passou a ser também uma importante ferramenta para a gestão integrada da saúde e o resgate da confiança entre a operadora e os prestadores de serviço. Estes são alguns dos resultados apontados pela superintendente de provimento de Saúde da Unimed Belo Horizonte, Maria Helena Brandão Oliveira, em apresentação no Saúde Business Conference. ?A operadora deixou de ter o perfil de seguro, para assumir o papel de gestora da saúde?, destacou a superintendente.
Como forma de melhorar a aplicação dos recursos e evitar o ?uso fútil? dos serviços cobertos pela operadora, a Unimed-BH criou uma estratégia de regulação positiva em parceria com a rede credenciada, o que envolve a maior participação do médico na gestão da cooperativa, a incorporação tecnológica, a adoção de protocolos e a remuneração diferenciada por melhores práticas.
Os critérios são estabelecidos pelos comitês das cooperativas e implantados nos hospitais por meio por um contrato de negociação, o que permite maior transparência na geração de relatórios e na justificativa das glosas.
Dentro da remuneração, a Unimed estabeleceu taxas diferenciadas para hospitais em processos de Acreditação, sendo 7% para hospitais em processo e 15% para instituições que conquistaram a certificação. A operadora também criou um processo para qualificação dos consultórios médicos e um protocolo diferenciado para a remuneração dos pronto-atendimentos e está em fase de estudo para implantar um protocolo para complicações em cirurgia. ?Não podemos pagar mais para quem complica mais?, afirmou Maria Helena.
Dentre os resultados alcançados com a adoção da nova política, a Unimed-BH aponta o crescimento na carteira de clientes, melhor avaliação dos usuários por meio de pesquisa, e melhores resultados, tendo a cooperativa dobrado seu faturamento no período de 2002 a 2006.
Para os hospitais que adotam os protocolos, a melhoria da qualidade do atendimento, a melhora nos índices clínicos e a melhor eficiência na gestão de custos, como destacou Mario Vrandecic, diretor-presidente do Biocor Instituto. ?Os protocolos tem que ser sistêmicos e contribuem para a gestão integrada dos hospitais e operadoras, afinal a saúde não tem preço, mas a tem custo?, salientou.

SBC: Governança Corporativa gera bons resultados nos negócios

?A incorporação de boas práticas de gestão corporativa são geradores de bons resultados nos negócios?. É o que garante o presidente da Governance Solutions, Carlos Airton Pestana, que abriu o painel: Governança Corporativa: considerações sobre o impacto da adoção das boas práticas em empresas com controle familiar. Para ele, os benefícios incluem maior facilidade de acesso e menor custo de capital, maior valorização do preço das ações, maior retorno aos acionistas e criação de valor no longo prazo. Além disso, os valores da governança corporativa passam pela trasparência, eqüidade e senso de justiça, prestação responsável de contas, conformidade e responsabilidade corporativa. ?As empresas não podem ser geridas por laços sanguíneos, mas sobretudo por competências?, alerta o consultor.
?A governança corporativa se resume em duas questões: ?vamos parar com essa sacanagem? e ?cada macaco no seu galho??. Foi assim que o diretor presidente do Hospital e Maternidade São Luiz, André Staffa, abriu sua palestra.
O executivo acompanhou a transição da gestão familiar para a profissional da instituição na qual lidera. Atualmente, ele reporta ao conselho administrativo, composto por seis pessoas. ?Esse relacionamento é pautado por critérios e avaliações periódicas de estratégias e resultados?, conta.
Segundo Staffa, há uma visão romântica do conceito de governança corporativa. ?A governança corpotativa é um termo legal, mas não diz absolutamente nada. As pessoas pensam que vendem algo que não podem entregar. Ela é vista hoje de uma forma muito romântica. Ela tem aplicabilidade, mas precisa ser contextualizada?, ressalta.
Ele lembrou ainda a diferença entre boas práticas e governança corporativa. ?As boas práticas podem ser adotadas em vários níveis, independente da empresa seguir ou não um modelo de governança corporativa?.
Carlos Airton finalizou lembrando que estamos embarcando em uma revolução cultural global, que tem como epicentro a sustentabilidade. ?E esse comando que se exercerá pelos princípios da governança corporativa?, afirma.
Leia esta reportagem na íntegra e a cobertura completa do Saúde Business Conference na revista Fornecedores Hospitalares de junho

Internacional:Conselho de cidade canadense destina $ 31,2 milhões para construção de hospital

O Conselho de St. Catharines, no Canadá, determinou que a prefeitura destine $ 31,2 milhões de dólares canadenses para a construção de um novo hospital do Niagara Health System. No entanto, a prefeitura pretende cobrar o financiamento dos moradores da cidade, com uma taxa anual extra de $ 42,65 dólares canadenses por moradia da cidade, iniciando em 2008 e terminando em 2037. A arrecadação total ao longo dos 30 anos será de $ 64,48 milhões.