SBC: Arquiteto deve ser mais envolvido no projeto hospitalar

"O arquiteto deve estar envolvido no projeto hospitalar desde o início. Não se pode entregar o programa físico como uma passagem de bastão?, afirma João Carlos Bross, palestrante da mesa ?Recurso Físico ? A gestão estratégica e o impacto no recurso físico?, durante o primeiro dia do Saúde Business Conference, em São Paulo. Esta é a proposta aos novos projetos hospitalares, que Bross propõe ao mercado de saúde, que profissionais trabalhem juntos para uma melhor viabilização do negócio. Segundo Bross, o hospital precisa de constantes modificações e achar que o edifico está pronto e ocupado é uma visão míope. ?Ainda existem muito fatores emocionais que se agregam ao projeto e que precisam ser justificados. Por exemplo, o ?eu acho que dá? e o ?já que fizemos daquele jeito...?, não viabiliza o negócio. Ainda há muita fixação pelo cronograma da obra e não pelo projeto como um todo. Além disso, muitos negócios se viabilizam apenas no papel?, enfatiza.
Afonso Matos, da Planisa, participante também da mesa, enfatiza que a decisão do investimento não é só para o momento. ?O planejamento financeiro é um embrião fundamental da decisão. Cabe avaliar a resposta deste investimento e entender quais são as margens do negócio, retorno e desempenho dos diversos serviços oferecidos?, explica.
Na opinião de Bross, o principal entrave que o arquiteto encontra hoje dentro das instituições é o desconhecimento das partes do papel de cada um. ?Existem limites dos próprios arquitetos. É preciso investir muito em ações preventivas para evitar conflitos no momento de decisão?, conclui.
Leia esta reportagem na íntegra e a cobertura completa do Saúde Business Conference na revista Fornecedores Hospitalares de junho

Negócios: InterSystems oficializa aquisição da TrakHealth

A InterSystems, especializada na oferta de banco de dados e software de integração, anuncia a aquisição da TrakHealth, orientada a soluções de gestão clínica e hospitalar. As companhias já atuavam em parceria há mais de 15 anos e, com o acordo, esperam acelerar a ampliação dos negócios internacionais, especialmente em mercados emergentes. De acordo com Carlos Eduardo Kühl Nogueira, diretor-geral da InterSystems para países emergentes, apesar do foco da TrakHealth no setor de saúde, a fornecedora manterá sua oferta a outros segmentos de mercado.
A InterSystems fechou o último ano com um incremento de 13% no Brasil e de 20% no mundo, em relação a 2005. Já para 2007, a companhia projeta um salto de 30% na receita global.
Por Reseller Web

Artigo: Na saúde, terceirizar instalações pode envolver riscos de imagem

Há alguns anos, um médico veio à agência solicitar nossos serviços de comunicação em situações de crise porque o seu nome e do hospital onde prestava serviço apareceram, de maneira não lá muito positiva, num jornal popular e de grande circulação em São Paulo. O doutor e seu hospital viraram notícia por causa de um procedimento feito sem a devida e necessária autorização da paciente, que foi à Justiça. O juiz, em primeira instância arbitrou, contra o hospital, uma indenização de valor considerável e o nome do médico, como era de se esperar, foi parar também no CRM. O médico afirma que, numa das consultas, falou sobre o tema com a mulher e seu marido, mas nada anotou no prontuário. Ele disse, na ocasião, que fez o que fez apenas para salvá-la. O caso ainda corre na Justiça. O hospital prossegue se defendendo, a mulher continua vivinha da silva, o médico exerce suas funções no mesmo local de antes, visto que foi absolvido no CRM. Por ora não se sabe se o hospital, condenado definitivamente, acionará o médico para recuperar os seus recursos financeiros.
Esse caso, relatado muito superficialmente em função do espaço, serve como alerta e orientação para médicos e hospitais, principalmente para aqueles que terceirizam suas instalações. Os médicos devem se conscientizar, de uma vez por todas, que o prontuário é o seu ?melhor instrumento de defesa?; já os administradores hospitalares, que anseiam por verem lotados por terceiros seus centros cirúrgicos e UTIs, devem ter plena consciência de que sofrerão, na mídia e na Justiça, os respingos por qualquer problema envolvendo a equipe médica contratante durante o procedimento.
Em função de problema grave, a mídia, ao menos num primeiro momento, jamais fará a distinção entre o hospital que terceirizou sua instalação e a equipe médica que a contratou. Muito dificilmente o hospital deixará de ter o seu nome estampado com destaque e os seus médicos e executivos procurados para dar explicações. O nome do médico que realizou o procedimento deverá constar no corpo do texto e ele também deve ser convidado a se pronunciar. É nessa fase que mora o risco de dano à imagem pública de ambos - hospital e médico ? se a situação não for administrada profissionalmente.
A mídia, importante deixar claro, chegará com um partido tomado, o do paciente, que se sentiu ?vítima? do procedimento médico. O hospital e equipe médica, se instados pela mídia a se pronunciarem sobre o caso, não podem simplesmente se defender acusando um ao outro.
É possível imaginar o caos, se os dois lados se arrefecerem: se o hospital disser que o problema foi incompetência da equipe médica, a mídia seguramente perguntará sobre seus requisitos e critérios para locar suas instalações; se a equipe médica falar mal dos serviços e da qualidade dos equipamentos do hospital, a mídia logicamente perguntará se não conheciam o que estavam locando, se não visitaram antes o local e se não havia outros em melhores condições.
Como se vê, situações como essas são de extrema delicadeza e assim devem ser tratadas, sem qualquer nuance de emoção. Antes de qualquer exposição pública, equipe médica e hospital devem desenhar uma estratégia de ação, definir statements e os seus porta-vozes. E treiná-los para responder a todo e qualquer tipo de questionamento. Depois, chamar a mídia e cada um, juntos numa mesma mesa, de forma ética e profissional, assumir a parte que lhes cabe. Afinal, não há remédio melhor do que o bom senso, mesmo na área da saúde!

Regulação: Hospital Erasto Gaertner tem cateter aprovado pela Anvisa

O Instituto de Bioengenharia (IBEG), do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, acaba de obter o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permite a comercialização dos cateteres para quimioterapia, projeto desenvolvido com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Fabricados em titânio e pesando 20 gramas, os cateteres surgem para substituir as punções freqüentes dos vasos sangüíneos usadas no tratamento convencional, tanto em adultos quanto em crianças, segundo o engenheiro mecânico do IBEG.
Atualmente, no Brasil, esse tipo de material, importado, é encontrado por R$ 700,00 até R$ 2.000,00, dificultando o tratamento nas instituições públicas.
O IBEG pretende inicialmente produzir cerca de mil kits contendo um reservatório em titânio, uma pequena mangueira em silicone e alguns instrumentos para cirurgia.

Gestão: Hospital Pró-Cardíaco conquista nível 3 da Acreditação

O Hospital Pró-Cardíaco, do Rio de Janeiro, conquistou o certificado de Excelência da Organização Nacional de Acreditação. O hospital é o primeiro da cidade do Rio de Janeiro a conquistar o nível 3 da Acreditação. A instituição foi avaliada pelo Instituto Qualisa de Gestão. O projeto de Acreditação começou em 2004, quando o hospital identificou a necessidade de garantir a excelência de seus processos e de implantar uma política de qualidade.

Carreiras: Luiz Manuel Rebelo Fernandes é o novo presidente da Finep

O Ministério da Ciência e Tecnologia nomeou Luis Manuel Rebelo Fernandes para a presidência da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Fernandes já era secretário executivo do Ministério e é professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, do Departamento de Ciência e Política da Universidade Federal Fluminense e do Instituto Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores.
O Ministério também nomeou Marco Antonio Zago para a presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Zago é professor titular da USP, diretor científico do Hemocentro de Ribeirão Preto e coordenador do Centro de Terapia Celular da Fapesp.

Internacional: OMS e Saúde de Angola lançam projeto de US$ 1 milhão para controle da cólera

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde de Angola, estão organizando uma missão multidisciplinar para treinar equipes de saúde das províncias de Benguela e Malanje no controle da cólera. A ação faz parte de um projeto para controlar também outras epidemias do país. O projeto está avaliado em mais de US$ 1 milhão de dólares, concedidos a Angola pelos Fundos Centrais das Nações Unidas para a Emergência (CERF).
A ação irá acontecer de 21 a 25 de maio,em Luanda, onde técnicos de oito províncias serão capacitados nas disciplinas de vigilância epidemiológica, manuseamento de casos, gestão de centro de tratamento de cólera, saúde ambiental, higiene alimentar e promoção da saúde.

Gestão: Hospital da PUC-Campinas cria kit especial para pacientes alérgicos ao látex

O Hospital da PUC-Campinas acaba de lançar um kit especial para pacientes que apresentam alergia ao látex. A necessidade surgiu do resultado de uma pesquisa que apontou ser o látex a causa mais comum de anafilaxia em 16,6% dos casos em ambientes cirúrgicos. O trabalho envolveu o esforço conjunto multidisciplinar e o apoio do hospital para estabelecer rotinas e padronizações. O paciente que passará por uma cirurgia já é diagnosticado no pré-operatório. Já o que irá passar por uma internação é identificado na consulta. Para este paciente é direcionado um kit especial, com materiais de silicone.

Internacional: Ministro da Saúde da Venezuela é destituído

O comandante Jesús Mantilla, presidente do Instituto Venezuelano de Seguros Sociais (IVSS), é o novo ministro da Saúde da Venezuela. O ex-ministro, Erick Rodríguez, foi destituído. Especula-se que a causa tenha sido o posicionamento pela extinção da indústria tabacaleira no país, uma das mais importantes para a economia.
Rodríguez, após impedir o consumo de cigarros em restaurantes, disse que não havia porque manter na Venezuela um indústria que, sabidamente, traz danos à saúde.
Leia mais
Internacional: Venezuela quer proibir produção de cigarros

Aquisição: Walgreen Co. compra Take Care Systems

A rede americana de drogarias Walgreen Co. anunciou a compra do Take Care Health Systems, portifolio de clínicas de saúde do fundo de investimento ETF. A negociação deve ser assinada na próxima semana, os valores não foram divulgados. O Take Care Health System administra 50 clínicas médicas espalhadas por Chicago, Kansas, Milwaukee, St. Louis and Pittsburgh. A empresa havia foi adqiurida pela ETF em 2004, e em dois anos aumentou teve seu resultado incrementado em US$ 77 milhões.
A Walgreen Co., que tem 5700 drogarias por todo país e teve um faturamento de US$ 47,4 bilhões em 2006, planeja abrir 400 novas clínicas conveniadas até o final de 2008.