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Política: Procuradoria Geral do Paraná denuncia laboratórios por falta de desconto

A Procuradoria Geral do Estado do Paraná, por detemrinação do governador Roberto Requião, fará denúncia contra os laboratórios Schering-Plough e Zambon por se negarem a vender medicamentos especiais ao governo sem o desconto de 24,69% determinado por lei. A denúncia será encaminhada às polícias Federal e Civil, e aos ministérios públicos Federal e do Paraná.
O desconto sobre o preço de fábrica é previsto na Resolução 04 do Ministério da Saúde, baseada na Lei 10.742/2003, que determina que o remédio seja vendido mais barato para o poder público. Os custos dos medicamentos dos laboratórios são superiores a R$ 2 mil cada.
A Procuradoria Geral já tinha ameaçado denunciar a Bayer pelo mesmo motivo, mas na semana passada o laboratório concedeu o desconto e argumentou que o impasse foi gerado pela distribuidora, que desconhecia odeterminação da lei.

Internacional: Governo inglês investe £ 500 mil em projeto hospitalar

O governo inglês investirá £ 500 mil em um projeto hospitalar para otimizar o trabalho da NHS (National Health System). O objetivo é prevenir desnecessárias admissões e diminuir fila de espera e tempo de permanência no hospital. Os planos incluem o desenvolvimento de um Centro de Terapia Intensiva no Blackpool Victoria Hospital, de atendimento de média complexidade para reduzir desnecessárias admissões, um serviço de resposta rápida, de home-care e equipe móvel de reabilitação domiciliar.
Entre as outras áreas que serão beneficiadas com o investimento está Oldham, Cheshire e Liverpool.
A previsão é de que até setembro, a sociedade possa ser tratadas em casa ou o mais perto da residência possível.

Exclusivo: Para 31% dos executivos de Lifesciences serviços ainda não disponíveis responderão por 51% do faturamento

Um estudo da Deloitte, divulgado com exclusividade para o portal Saúde Business Web, traçou as perspectivas para o mercado de Lifesciences nos próximos oito anos. Para os principais executivos do setor, as prioridades são: aumentar investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento (P&D), 74%, Fazer alianças e parcerias, 52%, gerenciar melhor os talentos, 41%, e aumentar a aproximação ao consumidor, 37%.
Para 31% dos entrevistados, em 2015, a porcentagem de faturamento gerado a partir da venda de novos produtos e serviços ainda não disponíveis no mercado será entre 51% e 75%.
A maioria, 60%, afirma que a melhor forma para conseguir maior penetração em novos mercados é por meio de fusões e aquisições. Os novos mercados, especialmente os países emergentes, representarão 25% do faturamento das empresas.
Os países emergentes com maior potencial para o segmento são, pela ordem, China, Europa Central, Europa do Leste, Índia e América Latina.
Entre os principais desafios do setor estão: entregar inovações adequadas à demanda, expandir investimentos em P & D em mercados emergentes, modificar estratégias de vendas e de marketing, focar no recrutamento e retenção de talentos.
Foram entrevistados 193 executivos de empresas da área médica, farmacêutica e de biotecnologia, com faturamento entre US$ 500 milhões e US$ 15 bilhões.

Negócios: Febrafarma investirá R$ 1,5 bilhão este ano

A indústria farmacêutica prevê investir R$ 1,5 bilhão em 2007, o que representa aumento de 18,23% em relação a 2006. Do total, R$ 390 milhões serão aplicados em pesquisa. Segundo Ciro Mortella, presidente executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação são o caminho para reduzir o déficit comercial brasileiro do setor farmoquímico, que hoje alcança cerca de U$ 2 bilhões, em decorrência da importação de matérias-primas.
Mortella considera o investimento em pesquisa ainda baixo e apontou que a reversão desse quadro de déficit só será atingida quando se fizerem no Brasil pesquisas sobre os fármacos que serão lançados no futuro, já que a produção mundial está nas mãos de grandes empresas, das quais todos importam.

Política: Celso Amorim defende licenciamento compulsório

Em discurso na 60ª Assembléia Mundial de Saúde, promovida pela Organização Mundial de Saúde, em Genebra, o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a quebra de patente do Efavirenz. Amorim destacou que as regras em propriedade intelectual, quando relacionadas à saúde pública, devem atender ao interesse público e que o governo tomou a medida com total transparência com o laboratório detentor da patente, Merck.
O ministro refutou o argumento de impacto negativo nos investimentos. ?Que tipo de investimento? Não na fabricação de medicamentos. Muito menos na pesquisa e desenvolvimento voltada a novos avanços tecnológicos, já que, como todos sabemos, tais atividades são restritas aos quartéis-generais das grandes companhias farmacêuticas ou, no máximo, a suas filiais em outros países desenvolvidos. Em qualquer caso, nenhuma consideração de natureza econômica pode impedir medidas cujo objetivo é o de salvar dezenas de milhares de vidas humanas.?
O ministro destacou o sucesso do programa brasileiro de tratamento do HIV/Aids e destacou que o Brasil compartilhará seus conhecimentos e tecnologias em saúde com outros países, especialmente os mais pobres da África, Ásia e América Latina.
Para Amorim, os países em desenvolvimento devem ter mais flexibilidade no que diz respeito à propriedade intelectual e a OMS deve encontrar maneiras inovadoras para lidar com a questão de um acesso melhor e mais desimpedido à saúde para aqueles que mais necessitam dela. ?Tem sido dito com freqüência que a fome não resulta da falta de comida, mas da falta de renda. Da mesma forma, a doença freqüentemente não é causada pela falta de medicamentos, mas pela ausência de meios adequados de acesso a eles. Esse fato, além da promoção da pesquisa e desenvolvimento em países em desenvolvimento, constitui o maior desafio enfrentado por esta Organização?, finaliza.

Internacional:Venezuela quer proibir produção de cigarros

O Ministério da Saúde da Venezuela estuda proibir a produção de cigarros e tabaco em todo o país. Para o governo, permitir a atividade pressupõe promover que a cada se consuma mais o produto. Em breve, o governo publicará um decreto para limitar o consumo de cigarros e tabaco em bares, restaurantes, salões de festas, estabelecimentos de jogos e outros locais com oferta de alimentos.
O programa anti-tabagista venezuelano inclui a criação de ambientes livres de fumo, regular todos os produtos derivados do tabaco e promover um estilo de vida mais saudável.
A indústria do tabaco é uma das mais importantes para a economia venezuelana e conta com operações de multinacionais, como a British American Tobacco, por meio da filial Cigarrera Bigott, e Philip Morris, por meio da subsidiária Tabacalera Nacional. O país tem cerca de 13,6 milhões de fumantes acima de 18 anos.

Carreiras: Trey Carter é novo CEO da Acadia Healthcare

Acadia Healthcare anunciou o novo presidente-executivo: Trey Carter.
Graduado em Administração pela Universidade da Geórgia e mestre em Educação pela Universidade da Geórgia, Carter tem cinco anos de experiência em psiquiatria e comportamento humano. O executivo já ocupou os cargos de vice-presidente regional da divisão comportamental dos Serviços de Saúde Universal e de diretor comportamental dos serviços de saúde da Tanner Behavioral Health em Carrollton, na Geórgia. Além disso, ele foi CEO do Anchor Hospital, de Altanta.
Com conhecimentos em operações e processos, Carter tem fama de ser comprometido não apenas com programas clínicos, mas também de relacionamento com clientes e colaboradores.

Gestão: Vidalink associa-se à Pharmaceutical Care Management Association

A Vidalink, empresa brasileira de gestão de benefícios em medicamentos, associou-se à Pharmaceutical Care Management Association (PCMA ? Associação de Gerenciamento de Cuidados Farmacêuticos). A empresa será a única estrangeira na associação norte-americana. Nos Estados Unidos, o mercado de Programas de Benefícios em Medicamentos (PBM) movimenta US$ 100 bilhões por ano e atinge 200 milhões de pessoas.
A Vidalink faturou R$ 6 milhões em 2006, já recebeu investimentos da CVS/Caremark, a maior empresa de PBM dos EUA, e tem entre seus acionistas o Grupo Martins, o maior atacadista brasileiro.

Política: Gripe aviária e quebra de patentes estão na pauta da assembléia da OMS

A possível pandemia de gripe aviária foi o tema principal do primeiro dia da 60ª Assembléia Mundial da Saúde, que acontece até o dia 23 de maio, em Genebra, e reúne representantes dos 193 países-membros da Organização Mundial de Saúde para definir as políticas da organização. A recusa da Indonésia em compartilhar com a comunidade internacional amostras de sangue contaminadas com o vírus H5N1 marcou o início das reuniões.
Membros da comunidade internacional defenderam a união entre as nações para o combate à doença e a adoção universal do Regulamento Sanitário Internacional, enquanto a Indonésia condiciona a liberação das amostras à garantia de pleno acesso às vacinas, uma vez que laboratórios farmacêuticos utilizaram as amostras distribuídas gratuitamente para desenvolver essas vacinas e obtiveram as patentes.
Além da gripe aviária, serão discutidos no evento temas como a quebra de patentes de medicamentos por países pobres, melhor medicina para as crianças e o progresso no uso racional de medicamentos.
Também deverá ser votado o aumento de 15% no orçamento bienal da organização, que deve chegar a US$ 4,2 bilhões.

Internacional:Comissão Européia: ? 2 bilhões para desenvolvimento de tecnologia em saúde

A Comissão Européia e a indústria norte-americana lançarão, nesta semana, um projeto de ? 2 bilhões para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos e tecnologias em saúde. O programa Innovative Medicines Initiative (IMI ? Iniciativa por Medicamentos Inovadores) foi escolhido pela Comissão por pertencer a uma das seis áreas que oferecem as melhores chances para que pesquisadores do Estados Unidos desenvolvam novos produtos.
De acordo com a Comissão, a saúde é um mercado altamente competitivo em nível mundial e a parceria com os Estados Unidos é fundamental, por conta dos altos custos envolvidos no desenvolvimento de novos produtos.