faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

O Saúde Business Fórum e o data-driven CEO

Captura de Tela 2016-05-22 às 22.37.18

. Neste ano, ficou claro que precisávamos discutir mais sobre um universo tradicionalmente subestimado: a importância dos dados na tomada de decisões de saúde.

A liderança de organizações de saúde vem passando por um profissionalismo, tendo, cada vez mais, gestores capacitados para tomar decisões que aumentem produtividade, reduzam custos e sejam sustentáveis entregando o melhor cuidado para o paciente. Pensando nisso, a informação toma um papel cada vez mais importante em um universo com recursos limitados e condições de saúde cada vez mais complexas e duradouras.

Um dos exemplos que mais me marcaram foi, quando ouvi que, para conhecer os riscos de saúde de uma pessoa, bastava olhar, nada mais, nada menos que o extrato do cartão de crédito dela. Certamente, muitas paradas em restaurantes pouco saudáveis, as horas passadas em bares e centenas de reais gastos em gasolina podem ser indícios de condições de risco para uma das doenças mais significativas da modernidade: a obesidade, por exemplo.

Teria a Visa mais informações preditivas sobre a saúde dos nossos pacientes do que nós como setor de saúde? Precisamente, nosso conhecimento a respeito do nosso paciente começa no momento que ele nos aparece no hospital já com pressão alta no exemplo citado. O quanto perdemos? O quanto conseguimos resolver quando nos responsabilizamos pela saúde quando ela já não é mais saúde e sim doença?

A assimetria de informação, que tanto falamos quando o paciente não tem conhecimento técnico sobre sua doença, aqui joga do outro lado: conhecemos muito pouco da vida que estamos cuidando. Realizamos anamnese, fazemos avaliações clínicas e tentamos minimizar este gap, mas, de verdade, o quanto alguém consegue te conhecer em cinco minutos de perguntas?

Agora, algo que parece bem óbvio, mas ainda bastante difícil, é pensar no quanto sabemos de um paciente enquanto ele está na nossa instituição. Enquanto ele está fora, não nos responsabilizamos (ainda e infelizmente), mas, quando ele já está sob os cuidados do setor de saúde, os dados disponíveis ainda assim não são completos.

Pessoalmente, acho bastante estranho pensar em um time inteiro responsável por glosas em uma seguradora de saúde, em gastos desnecessários com pacientes que ficaram tempo demais internados ou, ainda, em falta de medicamento por uma gestão de estoques pobre. Precisamos de padrões, de processos, de aproximação do sistema do cuidado. E temos muito o que aprender com setores que, a princípio, nada dizem respeito com a saúde. A Amazon pode nos dar uma lição quanto a gestão logística, redes hoteleiras quanto a gestão de leitos e até o setor público, em algumas de suas mais evoluídas áreas, quanto a Receita Federal e suas habilidades de cruzamento de dados e rastreio de informações.

Todo esse contexto nos levou a criar o tema de 2016, "The Data CEO: como os dados influenciam a tomada de decisão?" e essa discussão começa hoje, em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, com 100 executivos de instituições de saúde. Com certeza, serão alguns dos dias mais inspiradores para a discussão deste tema.

E faremos a cobertura completa aqui no portal! :)

Hospital Integrado do Câncer Mater Dei investe em diagnóstico e tratamentos avançados no combate ao câncer de pulmão

shutterstock_187473707

O tabagismo também está entre as principais causas de diversas doenças oncológicas como o câncer de pulmão, esôfago e bexiga entre outros, além de ser associado às doenças cardiovasculares. Dados do Instituto Nacional do Câncer - Inca indicam que em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco, além de ser o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando aumento de 2% por ano na sua incidência mundial. A última estimativa apontou incidência de 1,82 milhão de casos novos de câncer de pulmão no mundo, para o ano de 2012, sendo 1,24 milhão em homens e 583 mil em mulheres, segundo o Inca.

O Hospital Integrado do Câncer Mater Dei conta com equipe multidisciplinar e tecnologia de ponta para diagnóstico, tratamento medicamentoso e cirúrgico para pacientes com câncer de pulmão. “Não existem dúvidas de que o câncer de pulmão é melhor tratado por equipe multidisciplinar e integrada. Dessa forma, a partir de reuniões e discussões do caso podemos traçar qual melhor tratamento e programar a melhor forma de acompanhamento. Um diagnóstico precoce da doença é fundamental para o tratamento bem-sucedido e cura”, fala o médico e cirurgião torácico da Rede Mater Dei de Saúde, Daniel Bonomi.

O cirurgião esclarece que quando o câncer de pulmão apresenta sintomas, muitas das vezes, já é uma doença localmente avançada e, portanto, com tratamento um pouco mais complexo. “Sintomas como tosse persistente, hemoptise (expectoração com raias de sangue), dor torácica dispneia (falta de ar) e perda ponderal são sintomas que levantam a suspeita de doenças do pulmão, entre elas, o câncer. De certo, a melhor forma de diagnóstico para a doença seria o achado ocasional de um nódulo pulmonar (ou lesão pulmonar), atualmente, a literatura tem comentado sobre a importância do rastreamento do câncer de pulmão com tomografia de tórax com baixa dosagem de radiação nos tabagistas com mais de 55 anos de idade”, explica.

Daniel Bonomi conta que “o primeiro passo importante é fazer o estadiamento da lesão, ou seja, estudar os diversos órgãos do corpo no intuito de detectar se está somente no pulmão ou se houve metástase. Para isso, exames como o PET-CT e a Ressonância Nuclear Magnética do encéfalo têm participação primordial, capazes de definir qual a melhor forma de tratamento para o paciente De forma resumida, quando a doença está restrita ao pulmão o melhor tratamento é a cirurgia que pode ou não estar associada à quimioterapia (dependendo do estadiamento definitivo após a cirurgia - estadiamento cirúrgico)”.

O PET-CT é o que há de mais moderno na Medicina Nuclear para diagnóstico e monitoramento de tratamentos oncológicos. O equipamento realiza a avaliação do corpo em toda a sua extensão para diagnosticar, monitorar e controlar a efetividade dos tratamentos oncológicos, com alta qualidade de imagem, baixas dose de radiação e detecção precoce de lesões primárias e metástases. A inovação ainda mostra a ação da quimioterapia e radioterapia no organismo, evitando que o paciente se submeta a mais sessões que o necessário, ou cirurgia desnecessária. O Mater Dei Medicina Diagnóstica também conta com a melhor Ressonância Nuclear Magnética da atualidade, com 3.0 Teslas. A Ressonância é, ainda, muito utilizada para a identificação precoce de tumores e vem revolucionando técnicas funcionais não invasivas para a identificação e quantificação de doenças neoplásticas, metabólicas e inflamatórias.

De acordo com o médico “a cirurgia no estádio inicial da doença é capaz de curar o paciente em cerca de 80% dos casos. Se a doença está um pouco mais avançada, podemos usar a radioterapia associada à quimioterapia com ou sem o auxílio da cirurgia. Já na doença disseminada, de uma forma geral, o único tratamento a ser oferecido é a quimioterapia”, explica Daniel Bonomi. No entanto, um grande avanço é o estudo aprofundado da biopsia com identificação de alterações genéticas do tumor. O médico explica que “este estudo possibilita o uso de terapia alvo para essas mutações, com resultados otimistas e sobrevida aumentada nos casos de doença avançada”.

A medicina pulmonar é uma área de grande avanço técnico científico. O câncer de pulmão tem sido tratado, cada vez mais, com procedimentos minimamente invasivos com operações de alta complexidade realizadas por videotoracoscopia e ou cirurgia robótica. Métodos que também garantem mais segurança para o cirurgião e o paciente “Essas técnicas trazem benefícios grandes aos pacientes, porque a recuperação da cirurgia é menos dolorosa permitindo, inclusive, o tratamento de idosos com mais de 70 anos de idade”, conta o cirurgião.

“O ideal é se evitar o câncer com atitudes como o fim do tabagismo e adoção de medidas mais saudáveis para o seu corpo, além de consultas médicas regulares e participação em programas de check-up oncológico, como já existe no Mater Dei”, finaliza Daniel.

Escola Paulista de Medicina promove Conferências sobre o Zika Vírus

shutterstock_369189926

Com o intuito de atualizar os dados e os estudos mais recentes sobre o Zika Vírus no Brasil, a Escola Paulista de Medicina (Hospital São Paulo, SPDM, UNIFESP) promove duas Conferências, na sede da Universidade Federal de São Paulo. O evento ocorrerá no dia 31 de maio, às 20h, no Anfiteatro Leitão da Cunha, na Rua Botucatu, 720, em São Paulo.

A primeira conferência será ministrada pelo Dr. Albert Icksang Ko, Prof. of Epidemiology and Medicine Chair/Department of Epidemiology Microbial Diseases/Yale University of Public Health/Pesquisador Associado FIOCRUZ, que abordará a Situação Atual, Perspectivas de Pesquisa e sua Experiência em Salvador, na Bahia.

Em seguida, Prof. Dr. Paulo Buss, Ex-Presidente da FIOCRUZ e Diretor do Centro de Projetos Internacionais da FIOCRUZ/Membro da Academia Nacional de Medicina, falará sobre os Determinantes Sociais das Epidemias pelo Vírus Zika e outras Arboviroses. Para encerrar, Prof. Dr. David Uip, atual Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, fará comentários sobre os estudos apresentados e iniciativas realizadas no Estado de São Paulo.

Serviço:

Conferências sobre o Zika Vírus

Data: 31 de maio de 2016.

Local: Anfiteatro Leitão da Cunha

Localização: na Rua Botucatu, 720, em São Paulo.

Pesquisas sobre Zika ganham resource center com acesso livre em português e espanhol

Print Resource Center Zika Elsevier

Mosquitos Aedes Aegypti que carregam a bactéria Wolbachia - encontrada no interior das células de 60% de todas as espécies de insetos – são consideravelmente menos capazes de transmitir o vírus Zika, dizem pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no primeiro relatório publicado sobre o efeito da Wolbachia sobre o Zika. A conclusão é o resultado de um estudo publicado no dia 4 de maio de 2016 na revista Cell Host & Microbe.

Pesquisas como esta e revisões, editoriais, correspondências e comentários sobre o Zika estão reunidas e com acesso gratuito, agora, no Resource Center Zika Virus (http://zika-virus-resource-center.elsevier.com.br/), da Elsevier.

Em um momento em que o Ministério da Saúde brasileiro afirma que ainda há muitas questões sem resposta sobre o assunto, a Elsevier abre seu conteúdo pago publicado nas revistas The Lancet e plataformas ScienceDirect, ClinicalKey, Mendeley, Scopus e SciVal e o disponibiliza gratuitamente, em português e espanhol, para ajudar a comunidade científica, profissionais de saúde, gestores de políticas públicas e a população em geral a entender e a lidar melhor com o surto.

Assim, a empresa democratiza no Brasil e na América Latina o acesso à informação mais atual e confiável, publicada em veículos científicos reconhecidos internacionalmente presentes em seu portfólio e também no Resource Center institucional, criado em inglês, para reunir todas essas fontes de pesquisa.

A editora é responsável por cerca de 25% de todo o conteúdo científico publicado no mundo, entre diversos livros e revistas científicas, informações sobre medicamentos, orientações clínicas e educação para pacientes. O conteúdo apresentado no Resource Center Zika Virus é revisado por médicos e editores profissionais, atualizado com as mais recentes e abrangentes pesquisas e informações baseadas em evidências. Segundo o diretor de Elsevier Brasil, Claudio Della Nina, “a iniciativa faz parte de um esforço da empresa de facilitar o acesso à informação, unificando tudo o que é publicado sobre a doença nas diversas plataformas da Elsevier”.

O Resource Center também faz conexão com outros recursos de pesquisa oficiais, como o da agência norte-americana Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e o da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, disponibiliza links para dados do Scopus e do SciVal, plataformas que fornecem uma visão geral sobre as tendências globais da pesquisa sobre o Zika; e para o Mendeley, que estabeleceu o Grupo de Referência sobre o vírus Zika com o objetivo de compartilhar referências de artigos relevantes, apoiando o trabalho da comunidade científica na descoberta de uma vacina. Durante a epidemia do Ebola, a Elsevier também desenvolveu um centro de informação similar.

Mais conteúdos científicos sobre o Zika Vírus em diversas soluções da Elsevier

A Elsevier ainda oferece acesso às informações baseadas em evidências e pesquisas científicas para o combate ao Zika na fonte de busca clínica ClinicalKey. Os tópicos são atualizados em tempo real na medida em que novas informações são indexadas na plataforma, como, por exemplo, artigos na íntegra: Microcephaly and Zika virus infection (Março, 2016); abstracts do Medline: History, epidemiology, and clinical manifestations of Zika: a systematic review (Abril, 2016); e imagens: Reported dengue-like illness and microcephaly in northeastern Brazil, 2015 (Março, 2016).

Outra solução da Elsevier que também oferece evidências para apoiar o trabalho dos pesquisadores é o ScienceDirect, que abriga quase 1/4 do conteúdo científico, técnico e médico revisado por pares no mundo. Mais de 15 milhões de pesquisadores, profissionais de saúde, professores, estudantes e profissionais da informação usam o ScienceDirect como fonte confiável, com seus 2.500 periódicos e mais de 33.000 títulos de livros.

Instituto Ética Saúde conclama hospitais

shutterstock_284496374

. Foi durante o Seminário “Compliance | Desenvolvimento no Mercado Brasileiro de Saúde”, promovido pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), na Hospitalar 2016.

“Os hospitais congregam os demais stakeholders deste setor e por isso têm papel tão fundamental neste processo. É preciso fomentar cada vez mais os princípios éticos e rever os modelos de remuneração e assistencial praticados hoje”, afirmou Claudia Scarpim, que recebeu o apoio do mediador do seminário, o médico e diretor Clínico do Hospital Santa Paula, Otávio Gebara. “O silêncio dos médicos incomoda. Todos sabem quem não é ético, mas ninguém fala. Os hospitais talvez sejam o único caminho. Eles vão saber o médico que merece ou não ficar no corpo clínico”, defendeu.

Cláudia Scarpim apresentou os pilares do Instituto Ética Saúde, explicou como funciona o Canal de Denúncias e quem são os membros do Conselho de Ética e do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde, este último formado por seis entidades parceiras, além da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (ABRAIDI) e do Instituto Ethos. “Buscamos a participação de todas as entidades, porque reconhecemos que elas têm papel importantíssimo na condução dos seus associados, como a Anahp tem feito para que os hospitais também incluam o filtro de Compliance na escolha de seus fornecedores”.

A diretora do Instituto Ética Saúde lembrou que o Brasil não reconhece na legislação quando a corrupção é no âmbito privado. “São consideradas falhas éticas regidas por códigos de conduta de cada uma das entidades que as representam. Por isso é tão importante que consigamos mobilizar todo o setor em torno desta discussão”.

Também estavam presentes no debate o Diretor de Compliance da Siemens, Reynaldo Goto, e a gerente Executiva de Auditoria Interna de Controles Internos da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Florence Oliva. Todos concordam que é preciso fazer um trabalho também na base. “É preciso ensinar a nova geração de médicos e confiar no futuro”, afirmou Otávio Gebara.

No encerramento, o presidente do Conselho da Anahp, Francisco Balestrin, resumiu o evento com uma frase da ex-primeira-ministra da Inglaterra Margaret Thatcher: “Pode-se ter de travar uma batalha mais de uma vez para vencê-la”.

SBCP-GO promove simpósio sobre a responsabilidade civil e ético-profissional dos médicos

SIMPOSIO_SBCPGO_RESPONSABILIDADE_21_05_16_6

Promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Goiás (SBCP-GO), o evento contou com palestras e debates entre especialistas em cirurgia plástica e da área de Direito Médico

Médicos cirurgiões plásticos e outros especialistas, acadêmicos de medicina, representantes da área médica, juízes, desembargadores e profissionais de direito participaram no sábado, 21, do simpósio “Responsabilidade Civil e Ético-Profissional dos Médicos”. O evento foi realizado na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) e promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Goiás (SBCP-GO).

Durante o simpósio, os participantes assistiram a um ciclo de palestras seguido por debates sobre a judicialização da medicina e o crescente número de processos abertos contra médicos. Entre os temas abordados durante as discussões tiveram destaque também os impactos do novo Código de Processo Civil nos processos por 'erro médico' e o uso ético das redes sociais pela classe médica.

O presidente da SBCP-GO, médico Luiz Humberto Garcia de Souza, abriu o evento relatando que o número de processos contra médicos aumentou cerca de 350% nos últimos anos. “O que está acontecendo com a área de cirurgia plástica também acontece em outras especialidades da medicina”, pontuou.

Luiz Humberto Garcia de Souza ressaltou a realização do simpósio para alertar os médicos para os cuidados que devem tomar para evitar os litígios e criticou a judicialização como forma de resolução de conflitos em várias atividades profissionais. “No simpósio, apresentamos vários esclarecimentos que dão a dimensão exata do problema e como é possível resolver estas situações da melhor maneira possível”, acrescentou.

O presidente do Cremego, Aldair Novato Silva, disse que o crescimento das demandas judiciais é uma consequência de falhas na formação dos médicos. Ele lembrou que muitos cursos de medicina oferecidos hoje foram autorizados sem atender as condições mínimas de funcionamento. “Queremos profissionais capacitados e para isso precisamos de boas escolas de medicina”, completou.

Aldair Novato Silva afirmou que a abertura indiscriminada de instituições de ensino em todo o País que oferecem o curso de medicina leva a uma queda na qualidade da formação profissional. Ele citou que há cursos que foram criados sem mesmo a faculdade ter disponível um hospital de clínicas para as aulas práticas. “Uma forma de melhorar a formação é regulamentar a criação de escolas médicas estabelecendo critérios mínimos para a abertura”, defendeu.

O juiz de direito Rodrigo Silveira, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), explicou que assim como o médico, o profissional do direito deve ter uma relação próxima daqueles que procuram pelo seu serviço. O magistrado destacou que as relações entre médicos e pacientes precisam ser humanizadas e que quanto mais informações os profissionais de saúde repassarem aos seus pacientes menores serão as chances de abrirem processos na justiça contra eles. “Todos, seja da área médica ou jurídica, devemos ter a percepção e a humildade que não sabemos tudo”, comentou.

Redes sociais

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dênis Calazans, apresentou informações sobre o atual cenário brasileiro do mercado de cirurgia plástica e explanou sobre a relação entre os médicos e a mídia, principalmente das propagandas feitas por cirurgiões plásticos em redes sociais que não respeitam o Código de Ética da categoria. O médico disse que assim como em outras profissões na área de cirurgia plástica também existe uma intensa disputa por mercado. “Observamos uma acirrada competitividade entre os profissionais da área”, avaliou.

Dênis Calazans ressaltou ainda que a postura de muitos cirurgiões plásticos nas mídias sociais pode se tornar uma verdadeira armadilha para estes profissionais. Segundo ele, em busca de clientes, há cirurgiões que prometem aos pacientes a realização de um sonho e se esquecem que cada pessoa apresenta uma resposta fisiológica específica para cada cirurgia, o que pode levar a um resultado diferente do esperado.

Direito médico

Considerado um dos especialistas mais renomados do Brasil em Direito Médico, o desembargador Miguel Kfouri Neto, do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR), palestrou sobre as relações das áreas de Direito e Medicina e relatou que ambas as profissões têm como objetivo principal a garantia da dignidade humana.

O jurista recomendou aos médicos que sempre disponibilizem aos seus pacientes todas as informações sobre riscos e possíveis intercorrências que podem acontecer durante os procedimentos. “Nós, juízes e médicos, devemos fugir da onipotência em nosso exercício profissional”, afirmou.

Miguel Kfouri Neto destacou que documentos como o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e outros protocolos médicos devem ser rigorosamente preenchidos pelos cirurgiões plásticos e outros especialistas para respaldar o trabalho destes profissionais. “A informação completa para casos de cirurgia plástica se tornou importantíssima para questões judiciais”, sinalizou. O desembargador disse ainda que o Brasil é o País do mundo com o maior número de cirurgiões plásticos, superando até mesmo os Estados Unidos.

Outra especialista em Direito Médico que também ministrou palestra no simpósio foi a advogada e professora Hildegard Giostri, de Curitiba (PR). A jurista defendeu a documentação de todas as consultas que precedem as cirurgias plásticas e uma maior atenção por parte dos médicos ao informar sobre os procedimentos que serão realizados e todos os possíveis imprevistos que podem aparecer. “O paciente precisa saber que podem acontecer situações adversas”, alertou.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Lúcio Flávio Siqueira de Paiva, palestrou sobre os impactos do novo Código de Processo Civil (CPC) nos processos por “erro médico”. O advogado apresentou dados comparativos entre o antigo e o novo CPC, que está em vigor desde março deste ano. “Embora o novo código tenha sido elaborado para reduzir a morosidade da justiça, não observamos uma maior celeridade nos julgamentos dos processos”, afirmou. O presidente da OAB-GO lembrou que existem hoje cerca de 100 milhões de ações judiciais em tramitação no Poder Judiciário.

Para Lúcio Flávio Siqueira é quase inevitável que pacientes que não estejam satisfeitos com os resultados procurem uma reparação judicial. Ele também ressaltou que o médico deve se cercar de todas as garantias e precauções anteriores ao procedimento, como elaborar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. “Se necessário o médico pode filmar ou gravar a consulta em que são informadas as etapas e riscos da cirurgia”, disse. Em casos nos quais houve a abertura de processo na justiça, o presidente da OAB-GO recomendou que os profissionais de saúde procurem um advogado especializado que possa fazer uma defesa adequada.

Magnamed apresenta solução completa para terapia intensiva

Magnamed apresenta solução completa para terapia intensiva

A Magnamed, empresa brasileira voltada para o mercado de critical care e ventilação pulmonar, apresenta ao mercado o FLEXIMAG PLUS, ventilador com tecnologia de ponta para pacientes neonatais a adultos.

Com baixo custo operacional, o equipamento permite monitoramento de oximetria e capnografia e possui recursos que facilitam o desmame do paciente.

O FLEXIMAG PLUS também disponibiliza as mais novas modalidades ventilatórias aplicadas em terapia intensiva (PRVC, APRV, MMV, VS) e mantém o histórico de funcionamento das últimas 72 horas.

De fácil manipulação, possui interface intuitiva, que permite operações por meio de tela sensível ao toque (touchscreen), correção dos volumes conforme as condições de temperatura.

No quesito segurança, possibilita compensações durante a ventilação, assegurando que seja entregue o que realmente foi ajustado, seja compensação de circuito de vazamento, resistência do tubo endotraqueal ou traqueostomia.

“O novo FLEXIMAG PLUS vai além em todos os detalhes, atendendo todos os tipos de serviços dentro de uma Unidade de Tratamento Intensivo por ser um equipamento completo”, explica Tatsuo Suzuki, fundador e diretor da Magnamed.

TM Jobs leva Business Club Healthcare para a América Latina

BCH 2

Depois de realizar 40 edições no Brasil, com mais de 1.600 participantes, compartilhando casos de sucesso e melhores práticas de gestão hospitalar, o evento será realizado em âmbito latino americano. O Chile será o primeiro país a sediar o BCH Latam, oportunidade para a troca de experiências entre presidentes e diretores de hospitais de toda a América Latina

A TM Jobs, consultoria com atuação destacada no segmento de saúde lançou durante a Hospitalar 2016, em São Paulo, o Business Club Healthcare Latam. O objetivo é compartilhar com clínicas e hospitais dos países da América Latina as melhores experiências, os ganhos de eficiência e as melhores práticas de gestão hospitalar do Brasil. O primeiro BCH Latam acontecerá em agosto próximo (25 a 28), em Santiago (Chile), na Clínica Santa Maria, uma das mais modernas do país, reunindo presidentes e diretores de hospitais privados e universitários do Chile, Peru, Colômbia, Venezuela, Argentina e Brasil.

Tania Machado, presidente do BCH, ressalta que, em pouco mais de três anos de existência, o evento que está em sua 40ª no Brasil, atingiu números surpreendentes, com a participação de 1.600 profissionais, entre CEOs, CMOs, CIOs e representantes da área de engenharia clínica, farmácia e hotelaria. “Diante do sucesso do projeto, é com muita satisfação que vemos hoje ele avançar fronteiras. A troca de experiências minimiza erros, reduz custos, ajuda a apontar caminhos para a melhor gestão e governança dos hospitais. Esta será uma oportunidade de compartilhar experiências, assim como as lições aprendidas e ainda compará-las com as dos países vizinhos”, explica.

O BCH Latam acontece em um momento estratégico para a saúde no Chile, que deve passar, em breve, por mudanças na regulamentação da área de seguro de saúde (operadores) públicos e privados. Desta forma, a troca de conhecimentos entre líderes da saúde do Brasil e de outros países da América Latina auxiliará no aprimoramento da gestão e, sobretudo, na replicação de resultados positivos.

Durante o lançamento na Hospitalar 2016, Pedro Navarrete, CEO da Clínica Santa Maria, ressaltou a importância desta rica troca de experiência, especialmente levando em consideração que o tema principal será a verticalização e integração dos sistemas de operadores e hospitais. “Estamos muito orgulhosos de sermos os primeiros a sediar um encontro com esta magnitude. Serão apresentados casos do Brasil, Colômbia e Chile, que com certeza proporcionarão aos participantes avançar em suas práticas”, enfatiza.

Para Arturo Peró, da rede de ambulatórios da Clinica Santa Maria, “conhecer modelos de outros países é crucial, pois não existe um modelo único e tampouco uma só receita para o sucesso. A verticalização é realidade no Brasil e na Colômbia, mas não acontece no Chile. A troca de experiências certamente ajudará todos os participantes a terem novas ideias”.

Além dos anfitriões, participaram do lançamento oficial do evento, Monica Araujo diretora da Hospitalar 2016; e os idealizadores do BCH Latam, Paulo Roberto Segatelli Camara, presidente da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares; e Santiago Venegas Díaz, que liderou o processo de introdução e desenvolvimento do modelo de concessões de hospitais (PPP), atualmente executado no Chile e aplicado como sênior de gestão de hospitais e serviços de saúde no País.

MV é escolhida para o Copa Star, da Rede D’Or

shutterstock_222757627

Com o objetivo de disponibilizar o que há de mais moderno em tecnologia e estrutura de saúde, a MV foi contratada pela Rede D’Or para implantar no Copa Star a sua plataforma de gestão de informações na saúde. Em construção no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro-RJ, o hospital “triple A” entra em funcionamento a partir de setembro com o SOUL MV em funcionamento.

Destinado a atender pacientes com o conforto, a qualidade e a sofisticação de um hotel cinco estrelas, o Copa Star contará com modernos equipamentos integrados ao SOUL MV para garantir mais segurança e facilidades na rotina de médicos, além de atendimentos ágeis e resolutivos. De acordo com Paulo Magnus, presidente da MV, “depois de analisar várias empresas do mercado, a rede optou pela MV em virtude da alta capacidade tecnológica e da garantia dos serviços executados pela nossa equipe”.

Além do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) do SOUL MV, solução reconhecida como a melhor da América Latina e que garantiu à MV o Prêmio 2015/2016 KLAS Category Leader for Global Acute EMR – Latin America, outras soluções farão parte da rotina de médicos, equipes multidisciplinares e profissionais das áreas de atendimento, suprimentos, faturamento, diagnóstico e terapia, e setores de apoio.

Com 150 leitos, sendo 45 de UTI e 105 apartamentos, nove salas de cirurgia e um centro de diagnóstico, o Copa Star é a 31ª unidade hospitalar da Rede D’Or, maior rede independente de hospitais privados do Brasil com presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco.

Sobre a MV

A MV é líder em software de gestão de saúde no Brasil. Com soluções para hospitais, clínicas, operadoras de planos de saúde, centros de medicina diagnóstica e redes de saúde pública, detém o melhor Prontuário Eletrônico do Paciente na América Latina e o maior market share da região, segundo a empresa norte-americana de pesquisa e insights, KLAS, que concedeu à MV o Prêmio 2015/2016 KLAS Category Leader for Global Acute EMR – Latin America. Atualmente, mais de 1000 instituições e 375 mil usuários utilizam as soluções MV para responder com eficiência, agilidade, precisão e segurança as necessidades de gestão de informações de saúde. Para saber mais sobre a MV, acesse www.mv.com.br. Acompanhe-nos também no Facebook, Twitter e LinkedIn.

Schneider Electric participa do Saúde Business Fórum

shutterstock_283236740

A Schneider Electric, especialista global em gestão de energia e automação, marcará presença no Saúde Business Fórum, encontro destinado aos maiores hospitais e operadoras de saúde do Brasil. Na ocasião, a companhia apresentará seu portfólio completo de produtos e soluções para o segmento de healthcare.

O catálogo de IT Médico da Schneider inclui equipamentos como transformador isolador, monitoramento de rede, concentrador, alertas de falhas no sistema e localizadores de falta de energia. Considerando a segurança exigida por um ambiente hospitalar, as tecnologias asseguram gerenciamento das áreas e a manutenção rápida em caso de quedas de energia, evitando que salas cirúrgicas e UTIs sejam afetadas.

O evento contará com a presença de Ricardo Bonfim Segura, Sales Director - Industrial Solutions da Schneider. A edição de 2016 do Saúde Business Fórum discutirá o tema "The Data-CEO: como os dados influenciam a tomada de decisão do gestor de saúde" e acontece de 26 a 29 de maio, em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, no Hotel Sheraton Reserva do Paiva.