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Estudo: Variação de custo médico hospitalar

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O índice de variação de custo médio hospitalar (VCMH) é o principal indicador utilizado pelo mercado de saúde suplementar como referência sobre o comportamento de custos. O estudo realizado pelo Instituto de estudos de Saúde suplementar (IESS) registrou uma alta de 19.3% nos últimos doze meses, se referindo do ultimo data-base do instituto em dezembro de 2015.

A VCMH se manteve superior à variação da inflação geral (IPCA) que foi de 10,7% para o mesmo período. Desde julho de 2015, o índice apresenta tendência de crescimento. De dez/14 à dez/15, a VCMH passou de 15,3% para 19,3%, respectivamente, o que corresponde à um aumento de 4,0% no total.

O estudo declara que a Internação é o principal item dos gastos médicos em planos de saúde, principalmente devidos aos componentes Materiais e Medicamentos.  O mercado de trabalho foi bastante impactado, assim como a renda média da população brasileira desde 2011, mais precisamente, com a recessão na economia até então. O que tem maior impacto sobre os beneficiários de planos individuais.

Dada a conjuntura econômica do país e seus impactos sobre a saúde suplementar, a alta inflação médica é uma fonte de preocupação no setor, percebe-se uma tendência de desaceleração no índice no primeiro semestre de 2013, seguida de uma aceleração e culminando numa variação de 18,2% em mar/14. Após um curto período de desaceleração da VCMH, o índice volta a subir em mar/15, crescendo continuamente e alcançando 19,3% em dezembro de 2015.

A VCMH tem sido impulsionada principalmente pela aceleração no índice dos procedimentos de Internação e de Exames. O estudo separou grupos de atendimento para analisar separadamente. Consultas, Exames, Terapias e Internações, em que o principal componente da VCMH é o grupo de Internações, responsável por 10,7 p.p. do total da variação em dezembro de 2015.

O grupo de Internações é responsável por mais da metade da variação do VCMH total. Os demais grupos possuem uma participação menor no aumento dos custos, sendo que Terapia foi responsável por 4,8%, Exames por 1,8%. e Consulta por 1,7%. Em dezembro de 2014, a variação de custos médio hospitalar total foi de 15,8%, ou seja em um ano, o aumento da variação foi de 3,4%. Historicamente o valor atual apresenta a maior variação em 2015.

A faixa etária dos beneficiários é também um fator que influencia na variação dos custos médicos – crianças e idosos utilizam mais serviços de saúde que o restante da população assim como as mulheres em idade fértil, devido aos procedimentos obstétricos. A amostra de beneficiários utilizada para o cálculo da VCMH/IESS, 24,6% dos beneficiários têm mais de 59 anos, enquanto no conjunto de beneficiários de planos individuais da ANS essa proporção é bem parecida: 23,7% (ANS Tabnet).

Faça o download do estudo completo, aqui.

Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprova o Projeto de Lei que determina certificação dos Glicosímetros

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Foi aprovado nesta semana o Projeto de Lei 106/2016, que determina que os aparelhos de medição de glicemia, chamados de glicosímetros, tenham o selo do INMETRO ou do IPEM (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo). Este projeto é de extrema importância, pois com avaliação de uma das instituições, será possível atestar a segurança dos glicosímetros das pessoas com diabetes.

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de São Paulo, aprovou a PL 106 nesta última quarta-feira. O projeto é de autoria do deputado estadual Gil Lancaster com a parceria da ADJ Diabetes Brasil.

O Projeto de Lei nº106, de 2016, será o primeiro passo para que o governo, na hora da licitação, não aprove somente os glicosímetros que tenham o menor preço, mas sim aqueles que tenham aprovação de um órgão competente e que apresente o valor da glicemia condizente com o resultado de referência.

Por lei, os resultados exibidos nos monitores de glicemia capilar – ou seja, dos testes de ponta de dedo – não podem variar mais do que 15% em relação aos valores de glicose plasmática. Ou seja, a diferença entre o resultado do monitor de glicemia e o exame do laboratório pode ser de 15% para mais ou para menos. Este valor inclusive é utilizado pela American Diabetes Association (ADA). Atualmente há no mercado marcas de glisosímetros que apresentam valores incorretos da glicemia, o que pode levar uma pessoa a ter complicações, que vão desde episódios de hiperglicemia e hipoglicemia, como também podem levar à morte.

Em duas semanas haverá outra votação, da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais, dentro da Assembleia. Se os deputados aprovarem este projeto, o mesmo será levado para a Ordem do Dia dentro da Instituição e submetido à votação dos 94 deputados, para depois ser submetida ao governador.

Assim, se houver promulgação da PL 106, a lei beneficiará milhares de pessoas com diabetes no estado de São Paulo e poderá ser levada a outros estados para beneficiar ao todo 14, 3 milhões de pessoas diagnosticadas com diabetes no país.

Fleury Medicina e Saúde apoia Copa do Mundo de Ginástica Artística

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Entre 20 e 22 de maio acontecerá a Copa do Mundo de Ginástica Artística, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O evento contará com a participação de grandes atletas brasileiros e também da Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, China, Croácia, Estados Unidos, Finlândia, Hong Kong, Letônia, México, Peru, Portugal e República Dominicana. Arthur Zanetti, Caio Souza, Diego Hypolito, Daniele Hypolito, Jade Barbosa e Rebeca Andrade são alguns nomes que estarão representando o Brasil. A elite desta modalidade esportiva também merecerá uma atenção especial em saúde.

Como parte da estrutura multidisciplinar médica da Copa do Mundo de Ginástica Artística, os especialistas em radiologia do Centro Avançado de Diagnóstico Ortopédico e Reumatológico do Fleury Medicina e Saúde prestarão atendimento diagnóstico integrado aos atletas no Ginásio do Ibirapuera. Além da expertise dos radiologistas do Fleury no local das provas, a equipe médica do evento vai contar com o suporte em ressonância magnética, tomografia computadorizada e estudos radiográficos nas unidades República III e Itaim do Fleury para atender os atletas da competição.

De acordo com Marcelo Nico, coordenador médico do Centro Avançado de Diagnóstico Ortopédico e Reumatológico do Fleury Medicina e Saúde, esse tipo de atendimento diferenciado é essencial para atletas de alta performance. “É comum que, em eventos como esse, os ginastas sofram lesões musculares e nos tendões, assim como fraturas. Nestes casos, os métodos de investigação especializados podem auxiliar na identificação do melhor tratamento para estes atletas”, completa o coordenador.

Para mais informações sobre a Copa Mundial de Ginástica acesse:

http://copadomundodeginastica.com.br/

Centro Avançado de Diagnóstico Ortopédico e Reumatológico do Fleury Medicina e Saúde

Inovação no mercado radiológico nas áreas de ortopedia, fisiatria e reumatologia. Esta é a proposta do Centro Avançado de Diagnóstico Ortopédico e Reumatológico do Fleury Medicina e Saúde. Instalado na Unidade Higienópolis, o Centro integra o atendimento clínico radiológico, por meio do que há de mais moderno em tecnologia na área de Diagnóstico por Imagem, em um espaço físico dedicado à resolução das necessidades do cliente. No local são oferecidas todas as modalidades diagnósticas por imagem do sistema osteomuscular, além da possibilidade de intervenções diagnósticas (biópsias), bem como terapêuticas, tudo em ambiente ambulatorial. A equipe também atua na supervisão e laudos de exames realizados nas demais unidades de atendimento da marca Fleury e conta com médicos altamente capacitados e especialistas nas áreas de ortopedia, reumatologia, medicina esportiva e coluna vertebral, todos preparados para oferecer respostas focadas na patologia e na resolução do problema do cliente.

Sobre o Fleury Medicina e Saúde

Referência nacional em medicina diagnóstica, o Fleury oferece mais de 3 mil diferentes testes em 37 diferentes especialidades médicas. Também é precursor no conceito de centro médico integrado que, entre outras vantagens, oferece uma solução diagnóstica completa, assessoria médica além de serviços singulares como a Vila da Saúde e o Gestar. Seu serviço de Check-up oferece soluções para empresas e clientes individuais, além de produtos diferenciados como o Check-Up Fitness, para atletas iniciantes ou profissionais, e a Consulta do Viajante, para aqueles que pretendem viajar para localidades de risco. Além da área diagnóstica, o Fleury mantém o serviço de vacinação e o núcleo de aconselhamento genético, para detecção de risco para doenças genéticas e oncológicas. O Fleury possui unidades de atendimento nos municípios de São Paulo (SP), Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP), Barueri (SP), Campinas (SP) e Jundiaí (SP), além de Brasília (DF).

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Os desafios de um modelo de saúde sustentável

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Com uma população que envelhece vertiginosamente e maus hábitos que contribuem para uma geração de obesos, fica cada dia mais difícil para os players da saúde lidarem com uma questão fundamental que rege todo o mercado: como se tornar sustentável num cenário em que a inflação médica e o mau uso do sistema consomem todos os recursos?

Um fato é inquestionável: não se pode discutir este tema sem que haja compromisso entre os envolvidos, ou seja, governo, empregadores, empregados, profissionais de saúde e população têm que assumir suas responsabilidades dentro desse novo contexto.

Segundo dados de 2015 da Abramge, o setor de saúde suplementar no Brasil movimentou R$ 143,9 bilhões, ou seja, 2,6% do PIB nacional. Desse total, as internações hospitalares representam o principal destino dos recursos, com R$ 48,9 bilhões (34% do faturamento), seguido das consultas e atendimento ambulatoriais, com R$ 32,6 bilhões (22,7%), exames, com R$ 20,9 bilhões (14,5%) e terapias, com R$ 5,2 bilhões dos gastos (3,6%). Já as despesas administrativas e operacionais foram de R$ 16,5 bilhões (11,5%) e R$ 15,3 bilhões (10,7%), respectivamente.

As despesas assistenciais (resultantes de toda e qualquer utilização, pelo beneficiário, das coberturas contratadas), que consomem 85% dos recursos (R$ 107,6 bi) devem aumentar em decorrência do envelhecimento da população e da rápida incorporação de novas tecnologias. Cedo ou tarde o sistema suplementar tende a sucumbir, uma vez que está baseado no mutualismo – pelo qual os mais jovens contribuem com valores maiores dos que efetivamente consumiriam, para cobrir os gastos dos idosos, que contribuem com valores menores que as suas despesas.

Isto significa que o mau uso dos recursos disponíveis provoca um desequilíbrio nas contas. Faz-se necessário rever um dos grandes entraves do modelo atual: o foco exclusivo no acesso e intensa valorização de novas tecnologias. Temos que superar velhas questões da superlotação hospitalar, com prontos-socorros se tornando um depósito de problemas não resolvidos; no uso indiscriminado e incorreto da rede de prestadores; e na duplicidade ou indicação de exames desnecessários.

Também precisa ser revista a questão da remuneração, baseada na conta aberta e no pagamento por serviço, que estimula o consumo de materiais, medicamentos e exames. Esses métodos indiscriminados de atendimento nos fazem esquecer o que é realmente fundamental – a atenção básica ou primária, aquela relacionada ao conjunto de ações que incluem a prevenção de doenças, a redução de danos e a manutenção da saúde.

É preciso buscar a inovação por meio do incentivo ao autocuidado, prevenção de doenças e promoção de saúde. Com programas de orientação clínica por telefone e a adoção de sistemas de triagem, é possível desafogar os prontos-socorros dos hospitais, por exemplo. O enfermeiro avalia o estado de saúde do usuário e presta aconselhamento adequado, acompanhando-o até a normalização do quadro. Em caso de necessidade, um médico dá continuidade ao atendimento e, caso a situação seja grave, uma ambulância é acionada. Em quadros clínicos de alto risco (infarto, hemorragias, feridos em trânsito etc.), o próprio atendimento providencia socorro no local por meio de serviços paramédicos.

Mais do que tendências, estamos falando de urgências. A proposta pode inspirar os responsáveis pelas políticas públicas de saúde do Brasil a implementar um modelo que outros países já aplicam. Os prontos-socorros seriam poupados dos casos menos graves e cumpririam, de fato, a sua finalidade de absorver casos de atenção imediata.

O envelhecimento populacional, a explosão de doenças crônicas e o sedentarismo estão onerando os sistemas de saúde e um dos caminhos para escapar desse caos é justamente o incentivo à cultura de prevenção e ao autogerenciamento das nossas condições clínicas. Informação é a chave do sucesso e abre caminhos para o empoderamento do paciente, a fim de que ele esteja engajado no cuidado com a sua saúde e seja capaz de tomar a melhor decisão.

* Dra. Cátia Motta é médica, responsável técnica da AxisMed,

empresa especializada em gestão de saúde populacional

S c r i t t a

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Maio/2016

ABIMED entrega para Ministro da Saúde estudo sobre impactos da regulação de preços no setor de produtos médico-hospitalares

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O presidente do Conselho de Administração da ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde), Fabrício Campolina, entregou ontem para o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, estudo que demonstra que a regulação de preços pode ser prejudicial à cadeia de produtos para saúde.

Encomendado pela ABIMED à consultoria Tendências, o estudo revela que nos países em que o controle de preços foi praticado, como Japão e França, ele inibiu a pesquisa e a inovação e provocou aumento nos preços médios dos produtos médico-hospitalares – exatamente o contrário do que ocorreu em países que adotam o livre mercado, como Estados Unidos e Alemanha.

Em linha com as metas do Ministério, cujo foco, segundo Barros, é aumentar a eficiência e a gestão do setor, testar novas tecnologias e “fazer mais com menos”, Campolina manifestou ao Ministro a intenção da indústria de contribuir com ideias, estudos e propostas, para melhorar a sustentabilidade do sistema de saúde. A ABIMED entende que por meio do uso racional da tecnologia é possível reduzir custos e obter melhores resultados para pacientes e gestores da Saúde.

O encontro da ABIMED com o Ministro ocorreu durante visita de Barros à Feira Hospitalar, em São Paulo, e ao estande da associação.

Sobre a ABIMED

A ABIMED congrega 190 empresas de tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares. As empresas associadas da ABIMED respondem por 65% do faturamento do segmento médico-hospitalar. O setor de produtos para saúde tem participação de 0,6% no PIB brasileiro, conta com mais de 13 mil empresas e gera em torno de 140 mil empregos.

Criada em 1996, a ABIMED é sócia-fundadora do Instituto Coalizão Saúde e membro do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde. A entidade também coopera com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e com autoridades da Saúde, fomentando a implementação de políticas e regulamentações que proporcionem à população acesso rápido a novas tecnologias e a inovações, em um ambiente ético de negócios.

Desafios e Dilemas em Saúde

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Desafios esperam o novo ministro da Saúde. Enquanto a crise econômica fez com que 1,33 milhão de pessoas perdessem seus planos de saúde, o que leva mais gente a procurar o SUS já sobrecarregado e subfinanciado, há redução de R$ 5,5 bilhões no orçamento para o ministério. Só que cortar verba da saúde é cortar vidas. O ex-ministro Agenor Álvares da Silva já havia assinalado que o Samu e o programa Aqui Tem Farmácia Popular só têm poucos meses de recurso e a previsão é de que haverá outros cortes. Hospitais e postos estão sendo fechados ou restringindo atendimento em todo o Brasil.

Funcionários da saúde de diversos Estados e municípios estão com salários atrasados ou parcelados. E, às portas dos Jogos Olímpicos, temos epidemias de dengue, zika, chikungunya e H1N1. Ao mesmo tempo, há novos remédios sofisticados e efetivos para câncer — mas que podem custar quase R$ 1 milhão por ano por paciente.

De forma irrealista, poderíamos definir que todo o dinheiro seja alocado para que se possa dar tratamentos básicos e de ponta para todos os pacientes. Como o recurso é finito, nossas escolhas vão significar retirar investimentos de outra área. É um dilema moral. Foot & Thomson propuseram o Problema do Bondinho. Você depara com um bondinho desgovernado indo na direção de cinco trabalhadores. Feliz ou infelizmente, você pode apertar um botão para desviá-lo. Só que, se você fizer isso, ele vai direto pra cima de outra pessoa. Então? Você mata um ou mata cinco? Dilemas morais não nos dão a opção para escolher "salvo todos". Não existe resposta certa ou errada, mas só o desconforto de não haver solução simples.

Questões áridas, mas necessárias e já pautadas mundialmente, não podem seguir tão tímidas, como por exemplo a inclusão somente de tecnologias que tragam impacto relevante e preços viáveis. Sequer definimos o que é "relevante e viável" na perspectiva do brasileiro. Temos que ter coragem de escolher qual nossa prioridade, aumentar a transparência e lutar duramente contra o mau uso de nosso parco recurso. Postergar ainda mais esse remédio amargo pode inviabilizar o sistema todo.

@StephenStefani

Inovação e tecnologia marcam Congresso de Cardiologia em São Paulo

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O 37º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) será realizado entre os dias 26 e 28 de maio, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Com o tema central A Cardiologia Atual e Futura, o tradicional evento terá diversas novidades e inovações e algumas iniciativas de sucesso promovidas na edição de 2015.

O evento contará com o Treinamento de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP), para os alunos da rede pública de São Paulo e público em geral, que aprenderão a fazer a massagem cardíaca, que aumenta quatro vezes a chance de salvar uma vida. A ação, que também foi realizada ano passado, teve a participação de 2.204 pessoas, batendo o recorde registrado pelo Rank Brasil. A expectativa da entidade é que este ano o número de participantes aumente, chegando à casa dos 4 mil presentes,  estabelecendo-se um novo recorde.

A programação científica terá como destaque uma mesa que debaterá o efeito das drogas lícitas e ilícitas no coração (como anabolizantes, energéticos, álcool, cocaína e anfetamina); outra que debaterá o perigo das arritmias cardíacas no motorista particular e profissional; também abordagens das peculiaridades das doenças do coração nas mulheres, crianças e idosos; novas evidências no estudo de doenças como infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e outras patologias; implicações das dietas vegetarianas e Dukan na saúde cardiovascular; discussão da prática do impacto da espiritualidade no desenvolvimento de doenças do coração; uma sessão voltada ao debate das arritmias, com origem no ventrículo direito; e, como o Brasil está prestes a sediar as Olimpíada, haverá sessões específicas a respeito das doenças cardiovasculares em atletas, com foco na Cardiologia Esportiva. Ainda durante o evento, serão apresentados estudos e casos clínicos reais, além da realização de colóquios, fóruns, oficinas, mesas-redondas e workshops.

Segundo Ibraim Masciarelli Pinto, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), o congresso deste ano apresentará inovações, tanto no conteúdo, quanto na abordagem.

“A discussão será verticalizada, levando o assunto ao que há de mais recente. Primaremos pela informação no diagnóstico e no manejo dos pacientes. Tanto os colóquios, quanto as mesas redondas raramente irão abordar um tema visto pela mesma ótica ou por um único especialista. Buscaremos integrar os profissionais e fazer com que todos possam contribuir para a relevância do que está sendo discutido. A forma de discutir as doenças do coração durante o congresso deve acompanhar a evolução da prática cardiológica, entrando em sintonia com os novos tempos”.

O Congresso da SOCESP de 2016, como no último ano, contará com a parceira da American College of Cardiology Foundation e receberá diversos profissionais renomados do Brasil e de distintas nações, com destaque para os médicos Carl Michael Valentine, Peter Libby, Carlos Morillo e Robert C. Hendel.

De acordo com o presidente da entidade, a oportunidade é ímpar, pois viabilizará a troca de conhecimento e comparação de práticas profissionais. “É oportunidade interessante de trocar informação e comparar nossa prática com as existentes em outros países. É totalmente enriquecedor. Além do que, são autores que participam da produção de conhecimento, e ter contato com esses profissionais é benéfico para o nosso cardiologista” – afirma.

Serviço:

XXXVII Congresso da SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo)

Data: 26 a 28 de maio

Local: Transamerica Expo Center

Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 - Santo Amaro - CEP 04757-020

Acesso pela Av. das Nações Unidas (Marginal Pinheiros), Ponte Transamérica

Informações: http://www.socesp2016.com.br/

Credenciamento Imprensa: (11) 3675-5444 (Rodrigo Freitas/ Geraldo Campos)

SOCESP – SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Como garantir mobilidade de informação com segurança?

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Prontuários eletrônicos estão se espalhando pelo país, criando, dessa forma, uma importante fase para a saúde.

Mas isso é seguro?

De acordo com as normas destinadas à área da saúde, é fundamental que a privacidade do paciente seja mantida e os prontuários eletrônicos não impedem que o corpo clínico use, para trabalhar, aplicativos gratuitos. Um exemplo? O WhatsApp. Com uma base de mais de 900 milhões de usuários pelo mundo, o tão popular aplicativo não para de crescer e isso faz com que seja, normalmente, um ponto em comum entre médicos e pacientes. Entretanto, vale lembrar que o aplicativo não é 100% seguro. As ligações, por exemplo, ainda estão sem criptografia e quem arca com as consequências jurídicas de qualquer informação vazada é a empregadora. Ou seja: hospitais, clínicas e laboratórios.

Existe alguma solução que permita a mobilidade e preserve o sigilo?

Sim, os Estados Unidos lidera o uso de soluções móveis que chegaram ao país esse ano. Um dos melhores hospitais estadunidenses , o Hennepin County Medical Center (HCMC), que fica em Minnesota, utiliza uma solução para oferecer aos funcionários o trabalho de qualquer dispositivo. Isso faz com que os processos burocráticos sejam ágeis e ainda assim respeitem as normas do HIPAA e das regras e normas que envolvem a área.

O Keaweah Delta Medical Center (KD), na Califórnia Central, usa solução de desktop virtual completo que roda com toda segurança em qualquer tipo de computador.  Um outro exemplo de mobilidade é dado pelo Medical University of South Carolina: Eles virtualizaram a estrutura, melhoraram a eficiência e reduziram os custos drasticamente. Sem contar que lugares mais remotos podem se beneficiar dos últimos avanços da medicina.

É possível extrair o melhor da mobilidade com toda a segurança!

Veja a vantagem da mobilidade segura e dentro da conformidade.

  • Diminuição drástica do uso de papel;
  • Diminuição dos espaços físicos destinados ao armazenamento dos documentos;
  • Diminuição do custo operacional;
  • Agilização dos processos;
  • Diminuição da quantidade de erros por grafia;
  • Integração com outras áreas de atendimento;
  • Adequação aos novos formandos de medicina, que fazem parte de uma geração onde a conexão está no dia a dia;
  • Capacidade, através da digitalização de extrair relatórios de maneira rápida e eficiente;
  • Mapeamento de doenças comuns e efeitos de medicamentos;
  • Capacidade de expansão física com acesso em nuvem sem travas de desktops, o que facilita o trabalho da equipe de tecnologia cada vez que há mudanças.

Idosos: programas de gestão devem considerar funcionalidade, não só doenças

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Rede de assistência fragmentada, foco prioritário em custos e um sistema que só identifica pacientes crônicos depois que agudizam são alguns dos desafios a serem superados no Brasil e no mundo. Em entrevista, a diretora médica do GRUPO GERIATRICS, Patrícia Cristina Ferreira, aborda, principalmente, os idosos, população que cresce velozmente e responde pelo uso do maior volume de recursos em saúde.

Baixe aqui o ebook Cuidados de Transição e Case Management: construindo pontes para uma visão global da assistência

1)    Você esteve recentemente no Fórum Asap (Aliança para a Saúde Populacional). De que forma as empresas que contratam planos e os demais players da cadeia estão se movimentando para buscar uma nova forma de gerenciar e entregar serviços de saúde?

Patrícia Cristina Ferreira: O Frederic Goldstein, ex-presidente da Population Health Alliance e keynote speaker do evento, começou a apresentação mostrando suas meias cor de rosa. Nos Estados Unidos, essa campanha, a #pinksocks, está mostrando a insatisfação das pessoas com o sistema de saúde e sua vontade de causar um disruptura no setor. Ele concluiu que quem participava de um fórum como aquele também não deveria estar satisfeito.

Depois, falou o Dan Witters, diretor de pesquisa de bem-estar da Gallup-Healthways, que comprovou a relação entre bem-estar e produtividade. Pessoas com problemas físicos ou mentais faltam até três dias a mais no trabalho do que os funcionários que se sentem plenos. Se pegarmos o exemplo do Brasil, que é um dos países de produtividade mais baixa e com altos índices de absenteísmo e presenteísmo, vemos como questões financeiras, a falta de mobilidade urbana, a violência e outros fatores associados à qualidade de vida acabam afetando o desempenho das pessoas.

Os debates giraram em torno do que traz valor para a saúde, o que pode levar a uma gestão de saúde populacional (GSP) melhor. E eu entendo que a resposta vai além de custo. Claro que tudo tem um preço, mas precisamos considerar o valor agregado para tomar uma decisão. As pessoas não vão fazer GSP só como um benefício para o funcionário, mas porque isso melhora a produtividade e porque, se continuarmos assim, as empresas não serão mais capazes de pagar os planos de saúde. Minha preocupação é só ficarmos pregando para convertidos. Precisamos convencer o decisor, que vê prioritariamente o custo, da importância desse assunto. Ter saúde não é só ausência de doença.

2)    Você é coautora do caderno da Asap sobre envelhecimento ativo. Quais são as melhores estratégias para atender às necessidades específicas dos idosos, sem causar uma disparada nos custos assistenciais?

Patrícia: É preciso mudar a forma de gerenciar os casos. Não raro, as empresas fazem gerenciamento por doenças, como câncer, diabetes, etc. Os idosos precisam ser avaliados por cognição e funcionalidade. Pode ser que ele tenha algumas condições que o levem a ser considerado crônico, mas ele toma remédio todos os dias e trabalha normalmente, ou seja, todas as suas funções estão preservadas. Em outros casos, a pessoa tem apenas uma doença, como Parkinson ou Alzheimer, mas sua cognição e sua funcionalidade ficam alteradas. Então, é preciso definir a porta de entrada do paciente no programa de gestão de saúde e ver quem realmente se beneficia dele.

Outro fator preocupante é a rede de atenção fragmentada que temos no Brasil. Os idosos vão de médico em médico, fazem uma série de exames, mas nem por isso deixam de ser internados. Os programas para geri-los precisam ter como foco a redução dos agravos e internações e, por último, a redução de custos. Ou seja, o fator mais importante é a qualidade assistencial e o resultado que ela traz para aquele paciente.

3)    Há um questionamento sobre até onde vai a efetividade dos programas de gestão de crônicos, que parecem não reduzir custos para uma determinada faixa de participantes. Por que isso acontece, se os objetivos gerais são melhorar a condição de saúde e evitar o uso intensivo dos recursos?

Patrícia: O primeiro problema é que esses programas desenvolvem bancos de dados sobre as doenças. Olhando de perto, percebe-se que eles não pegam os grandes utilizadores da rede. A operadora não sabe quem é o beneficiário até que ele precise ser internado. Nosso sistema de identificação de candidatos a um programa de gestão de crônicos é baseado no fato de a pessoa usar ou não os serviços. Antes disso, ele não parece alguém importante a ser gerenciado ou entrar num programa de prevenção. Aí você tem um idoso de mais de 60 anos, que paga o plano e não consome, porque só vai ao seu médico particular. Parece o cliente perfeito, mas dentro de uma certa faixa etária isso não é bom, porque pode significar que ele não faz prevenção. E aí, eventualmente, ele acaba na Emergência. O paciente usa a rede credenciada da forma que acha melhor e um dia acaba enfrentando uma internação longa. É nessa hora que o plano descobre que ele existe, mas, depois que o sinistro ocorreu, o gasto já foi consumado. Salvo exceções, as operadoras não fazem um banco de prevenção com perguntas. Nossa sugestão, no caderno da Asap, é que os beneficiários, especialmente idosos, sejam submetidos a um questionário para avaliação de risco: o senhor fuma? Já teve dor no peito? Tem diabetes? Mora sozinho? São perguntas já validadas pela literatura, que levam a um cálculo do fator preditor de risco. É um método barato, que pode ser realizado por telefone, rápido e que atinge um grande número de pacientes. A partir daí, é feita uma avaliação funcional dos casos de risco, considerando a escala de atividade instrumental de vida diária e cognição. Se esse teste der positivo, mesmo que o usuário nunca tenha sido internado, ele precisa entrar no programa de gerenciamento, porque é um paciente potencial. É como o câncer. Não é todo o mundo que fuma que vai desenvolver a doença, mas o risco é tão grande, que não vale a pena corrê-lo.

Caminhos para melhorar o desempenho do RIS

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HIS (Hospital Information System), RIS (Radiology Information System), PACS (Picture Archiving and Communication System), PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), ERP (Enterprise Resource Planning)... São várias as siglas e sistemas de TI que apoiam as áreas clínicas e administrativas em saúde. Já estão comprovados benefícios como o aumento da eficiência dos departamentos, melhoria dos serviços aos clientes e redução dos custos, mas essas tecnologias ainda enfrentam resistências, especialmente das equipes assistenciais.

Comuns a todos os sistemas, estão reclamações dos usuários quanto à interoperabilidade e usabilidade. “Os médicos esperam intuitividade, flexibilidade e simplicidade”, resumiu o radiologista Marcelo Niek, assessor Estratégico para Gestão Clínico-Hospitalar da MV, no MV Experience Fórum de 2015.

E o que acontece é justamente o contrário quando não há integração: os profissionais precisam lidar com diferentes interfaces e repetir entradas manuais de dados para o mesmo paciente, especialmente em radiologia, em que ferramentas como RIS e PACS costumam estar totalmente desconectadas dos sistemas hospitalares (HIS).

“A falta de estratégias de integração entre fabricantes dos sistemas e as instituições que os utilizam tem produzido um ambiente em que imagem e texto estão disponíveis eletronicamente, mas em locais separados”, dizem os pesquisadores Johannes M. Boehme e Robert H. Chaplin no artigo “Systems Integration: Requirements for a Fully Functioning Electronic Radiology Department”, publicado na revista Radiographics, da Radiology Society North America (RSNA – Sociedade Norte-Americana de Radiologia).

As consequências dessa falta de integração vão de aumento dos custos com trabalhos redundantes à perda de dados do paciente. “Quando esses sistemas permanecem desintegrados, entradas redundantes de demografia dos pacientes, exames e agendamentos são necessárias, o que aumenta os níveis de inconsistência e leva a uma restrição na aceitação da tecnologia pelas equipes. A edição e a modificação dessas bases de dados adicionam custos de trabalho substanciais. Mais ainda, imagens e outros dados podem não estar presentes em todas as interfaces”, explicam os pesquisadores.

A integração otimizaria a integridade dos dados e reduziria o consumo de tempo das equipes, além de proporcionar novas possibilidades ao setor de radiologia, como apoio à tomada de decisão, melhoria do workflow, apoio à decisão clínica, painéis de controle digital, data mining e acompanhamento dos resultados. “O interesse crescente em uma assistência centrada no paciente, medicina individualizada e aumento da qualidade são o chamado à ação”, conclui o artigo The Future of the Radiology Information System, publicado na revista American Journal of Roentgenology.