Startups de biotecnologia recebem incentivos do Sebrae e da Anbiotec

Startups de biotecnologia recebem incentivos do Sebrae e da Anbiotec

A Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia e Ciências da Vida (Anbiotec Brasil) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) promoveram duas premiações no dia 22 de maio, durante a Hospitalar: o BioInnovation Challenge e o Desafio Sebrae Like a Doctor, no Pavilhão Vermelho da Hospitalar 2019, realizado na Expo Center Norte, São Paulo.

Com apoio da Hospitalar, a primeira edição do BioInnovation Challenge se tratava de um desafio realizado pela Anbiotec com o tema: “Soluções tecnológicas para o desenvolvimento de produtos para saúde”. Os três destaques vão ter a oportunidade de participar gratuitamente da rede Anbiotec por 1 ano e participar da banca de seleção da próxima edição do programa de desen­­­­volvimento da Biotechtown. 
As startups premiadas foram: Birth Tech, facilitador que prevê partos prematuros e combate a mortalidade infantil; Safe Teste plataforma que possibilita a detecção precoce de doenças infecciosas como Leishmaniose;  e a APTAH, empresa de bioengenharia que trabalha com um algoritmo próprio capaz de reduzir o tempo, custos e riscos do processo de descoberta de novas moléculas sintéticas e biológicas baseadas em DNA e RNA para fabricação de medicamentos.

Já o Desafio Sebrae Like a Doctor consistia na apresentação de soluções de negócios de saúde para uma banca de investidores e profissionais do mercado de saúde. A APTAH foi novamente a vencedora e terá o direito de se apresentar na grande final nacional do “Desafio Like a Doctor”, que está prevista para acontecer nos dias 15 e 16 de agosto, em Florianópolis (SC), durante o evento Startup Summit.

O  presidente da Anbiotec, Pedro Vidigal, e a Coordenadora Nacional de Saúde e Bem-estar do SEBRAE, Léa Lagares, agradeceram a participação das startups e das empresas que apoiaram a avaliação: Alcance Inovação, Grupo Alcatti, Biotechtown, Cmos Drake, Enzytec Biotecnologia, Hermes Pardini, Johnson & Johnson e Sanofi.

As atividades na Arena de Tecnologia seguiram na quinta-feira, 23, com destaque para as palestras sobre saúde 4.0 com Roberto Gordilho, Brazil Fundador e CEO  da GesSaúde, neurociência da realidade virtual com Daniel Bechara, Brazil Executivo de Negócios da MedRoom e como a inteligência artificial vem mudando os rumos da medicina com Antonio Carlos Navarro, especialista técnico para soluções em HPDA , da IBM.

Instituições de saúde terão de se adequar para enfrentar a lei de proteção de dados

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Especialistas acreditam que o vazamento de informações será um sério problema a ser enfrentado no setor

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e seus impactos no mercado da Saúde foi debatida pelo Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde – Capítulo Paraná (CBEXs-PR) no dia 23 de maio, no auditório da FAE Business School, em Curitiba, com o líder do Projeto LGPD do Grupo Marista, Luciano Johnson, e o advogado e consultor associado do escritório Marins Bertoldi Advogados na área de Direito Digital e Tecnologia, Rafael Almeida Oliveira Reis, e teve como moderadora a vice-presidente da Associação dos Hospitais do Paraná e membro do CBEXs—PR, Márcia Rangel.

A Lei 13.709/2018 começa a valer em fevereiro de 2020 e já preocupa a área de Saúde. “O assunto é tão relevante e atual que tem preocupado não só a área de Saúde como as empresas e impacta também nas Prefeituras e nos Governos”, avisa o advogado Rafael Almeida Oliveira Reis. A LGPD cria uma regulamentação com o uso, proteção e transferência de dados pessoais no Brasil, tanto no âmbito privado como público, e estabelece de modo claro que são as figuras envolvidas e quais suas atribuições e penalidades no âmbito civil, que podem chegar a multa de R$ 50 milhões por incidente. A lei está baseada nos direitos fundamentais de liberdade e privacidade como a livre iniciativa e o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.

Reis alertou sobre o artigo 11 da LGPD, considerado muito importante para a área da Saúde. O artigo diz que os dados pessoais “sensíveis” precisam ter consentimento do paciente para serem utilizados para outras finalidades pelas instituições de Saúde. Existem princípios fundamentais da LGPD, como o da finalidade que permite a coleta de dados sem autorização da pessoa, mas é preciso que se justifique esse ato. “Para usar os dados para outra finalidade é preciso informar a pessoa que será utilizado para outros fins”, explica o advogado. Ele citou como exemplo simples utilizar os dados do paciente para lhe enviar informações sobre um evento do hospital.

Vazamento de dados

Johnson, que apresentou o trabalho que vem sendo implantado nas instituições do Grupo Marista com relação à LGPD, acredita que o vazamento de dados será a principal questão da lei no Brasil. Ele fez um paralelo com a Europa, em especial a França, onde a maioria das multas da lei de proteção de dados é por vazamento de dados. Ele exemplificou a facilidade de se vazar informações de um hospital através do WhatsApp utilizado por um grupo de médicos. Johnson acredita que no Brasil, a nova lei funcionará através de denúncia. Por sua vez, Reis acha que a recém-criada Autoridade Nacional de Proteção de Dados não terá estrutura para fiscalizar em todo o país. Segundo Reis, outros órgãos poderão ajudar na fiscalização, como por exemplo, os Procons.

Capacitação

O líder do Projeto LGPD do Grupo Marista afirmou ainda que é preciso capacitar as pessoas dentro das empresas e instituições para proteger os dados. Inclusive não só para os dados digitais como para os papéis ou documentos que devem estar protegidos. “Os dados vazam facilmente”, alertou, acrescentando que a área de Saúde já é alvo do ransomwares, tipo de malware que sequestra o computador da vítima e cobra um valor de resgate. Para ele, é preciso saber onde estão as armadilhas dentro da instituição ou da empresa para identificar onde podem acontecer os vazamentos de dados.

Preocupação

A moderadora do debate Márcia Rangel manifestou sua preocupação com o vazamento de dados na cadeia da Saúde. “O que nos preocupa é que os hospitais são depositários de dados sensíveis para a cadeia de Saúde que tem diversos segmentos. Como vamos nos prevenir de toda essa cadeia para os dados não serem utilizados indevidamente?”, questionou. Segundo o advogado Rafael Almeida Oliveira Reis, todos da cadeia de Saúde são responsáveis solidários pelos dados. “Na lei tem o controlador e o operador de dados. É preciso verificar, fazer um filtro com os fornecedores, se eles estão em compliance, se têm governança corporativa”, observou.

O presidente do CBEXs-PR, Claudio Enrique Lubascher, encerrou o evento ressaltando a importância e a vastidão do tema e afirmou que a LGPD deverá ser assunto de próximos debates. Lubascher destacou que há ainda grande desconhecimento da lei e o debate vem justamente promover um maior conhecimento entre os participantes e uma discussão apartidária para o crescimento das instituições.

O debate teve o patrocínio da Sodexo (gestão) e o apoio institucional da FAE Business School, Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), KPMG, Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Fehospar), Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná (Femipa), Associação Brasileira de Planos de Saúde do Paraná e Santa Catarina (Abramge PR-SC) e do Instituto Brasileiro de Valor em Saúde (Ibravs).

Elsevier e Sobrasp se unem em prol da qualidade no cuidado e segurança do paciente

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Empresa e associação estão trabalhando juntas para levar ao mercado soluções que colaborem com a melhoria da Jornada da Qualidade e Segurança do Paciente

A Elsevier, uma das mais conceituadas empresas provedoras de informação científica e médica do mundo, e a Sociedade Brasileira para Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp), fecharam uma parceria para colaborar com a realização de melhorias sustentáveis na qualidade clínica e na segurança do paciente que exigem mudanças educacionais, tecnológicas e organizacionais.

O assunto é importante e está nos principais tópicos de preocupação dos hospitais e nos demais pontos de atenção. Afinal, o Brasil detém números preocupantes: de acordo com o Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, cerca de 58 mil pessoas chegaram a óbito nos hospitais brasileiros por conta de eventos adversos, ou seja: falhas que impactam o resultado assistencial relacionado à terapêutica ou ao diagnóstico.

O objetivo da parceria entre Elsevier e Sobrasp é a educação continuada de alto nível e a viabilização do acesso de profissionais e instituições ao conhecimento, atualizações e tecnologias que apoiam os 5 pilares ou etapas da Jornada da Qualidade e Segurança do Paciente, fomentando as boas práticas em saúde, a fim de colaborar com a diminuição dos riscos e dos eventos adversos.

Qualidade e segurança andam de mãos dadas quando o assunto é saúde. Para que o setor siga se desenvolvendo, é importante ter em mente boas práticas de cuidado. Cada dia mais instituições buscam melhorias nesse quesito e investem em padronização de processos, criação de departamentos e comitês específicos e contratação de profissionais qualificados. Essas equipes necessitam de instrumentalização para manter os profissionais atualizados e com o conhecimento necessário para que haja evolução. Neste ponto entram as Soluções de Apoio à Decisão Clínica, que munem profissionais com conteúdos multidisciplinares atualizados, confiáveis e baseados em evidência.

“O mercado de saúde brasileiro está aberto às novidades! É um setor disposto a construir novos caminhos e no qual há muito o que desbravar. Nossa parceria com a Sobrasp tem essa via de mão dupla: juntos vamos criar expertise e promover conhecimento”, diz Laís Junqueira, especialista em Qualidade e Segurança do Paciente da Elsevier Clinical Solutions.

Jornada

A criação de sistemas seguros é um aspecto fundamental para superar esse desafio. Um sistema seguro é composto por processos seguros aliados a decisões seguras. Para apoiar instituições e profissionais na criação e manutenção de sistemas seguros, Elsevier e Sobrasp desenvolveram uma Jornada de QPS que une processos seguros e decisões seguras para promover uma cultura de segurança dentro de sistemas sustentáveis que proporcionam um cuidado de alta qualidade, seguro e custo-eficiente. Cinco pilares essenciais da prestação de cuidados são abordados na Jornada SOBRASP-Elsevier: Políticas e Procedimentos, Educação dos Profissionais, Cuidado ao Paciente, Educação do Paciente e Melhoria Contínua.

  • Definição das políticas e procedimentos: o envolvimento de profissionais na criação, implementação e uso de políticas e procedimentos; e como o uso de evidências e tecnologia apoia o processo de gerenciamento de políticas;

  • Educação profissional: implementação de soluções que levem à educação continuada das equipes multidisciplinares para entrega do cuidado de alta qualidade, prezando pela segurança do paciente. Com a utilização da tecnologia, as instituições garantem que tudo ocorra dentro de um padrão que leva à qualidade e segurança;

  • Cuidado do paciente: a variabilidade permanece sendo um grande desafio no cuidado ao paciente. A informação com base em evidências e a criação de processos seguros com apoio da tecnologia apoia a redução da variabilidade do cuidado – prevenindo danos evitáveis ao paciente

  • Educação do Paciente: o envolvimento de pacientes no cuidado traz consigo um desafio aos hospitais – como educar e engajar esses pacientes para que sejam participantes ativos do cuidado?

  • Melhoria contínua: a jornada de melhoria é um caminho sem volta – e a melhoria proativa e reativa é essencial para a criação de processos que apoiem a tomada de decisão segura.

Esta Jornada será lançada no 1º Congresso da SOBRASP durante o World Café, e estará disponível para os membros da Sobrasp em uma série de atividades, como eventos, webinars, conteúdos no site da associação, presencial ou no site.

“Tanto a Sobrasp quanto a Elsevier observaram a necessidade de manter profissionais e instituições atualizadas, adotando e implementando práticas de cuidado baseadas em evidências. Nossa expectativa é muito positiva, visto que a Elsevier tem Soluções de Apoio à Decisão Clínica que são muito úteis a um contingente enorme de profissionais e instituições que querem evitar eventos adversos. Temos o objetivo de que essas plataformas se espalhem e que possamos produzir inovação juntos”, explica Victor Grabois, presidente da Sobrasp.

“Estamos desenvolvendo uma série de iniciativas com focos diferentes. Queremos promover conhecimento e facilitar o fluxo de trabalho e gestão que atenda a complexidade da prestação de cuidados de saúde modernos. E colaborar para que os profissionais se empenhem em atender à necessidade urgente de oferecer cuidados seguros e de alta qualidade. As soluções da Elsevier são direcionadas para este mercado complexo, que necessita de mudança de cultura e melhoria da qualidade. Trabalhar nessa missão junto à Sobrasp nos dá muita satisfação, porque é a junção de times apaixonados pelo tema, com muita competência, domínio e paixão pela construção de um ecossistema de saúde que funcione melhor para o paciente, os profissionais e o sistema de saúde. Afinal, esta é a razão de ser de todo o nosso esforço”, diz Claudia Toledo, diretora de Clinical Solutions da Elsevier.

Conhecimento com Tecnologia

A Elsevier desenvolveu várias plataformas para atender a todas as 5 fases da Jornada de Qualidade e Segurança do Paciente:

Care Planning

Planos de cuidados completos, baseados em evidências, que a Elsevier insere dentro do prontuário eletrônico do Hospital. São multidisciplinares, atendem a diversas populações e especialidades, e estão de acordo com a SAE. São importantes para padronizar o atendimento, reduzir a variabilidade do cuidado, desenvolver uma cultura de qualidade e segurança e ajudar a atender os requisitos regulatórios.

Clinical Key

O ClinicalKey apoia decisões clínicas, facilitando a localização e aplicação de conhecimentos relevantes.

Considerada como a maior fonte de busca Clínica, fornece aos profissionais de saúde acesso a uma abrangente coleção de conteúdo médico e cirúrgico. Ele é construído sobre uma tecnologia de busca que usa as técnicas mais avançadas para fornecer as respostas mais rápidas e clinicamente relevantes.

Clinical Skills

Clinical Skills é uma plataforma digital de educação continuada combina o poder de desenvolver a prática baseada em evidências com a capacidade de gerenciar as competências de acordo com a necessidade da instituição por meio de um conteúdo atual, desenvolvido por profissionais renomados em diversas áreas, incluindo da enfermagem brasileira, e que contempla vários procedimentos, casos clínicos, avaliações iniciais e protocolos. Além disso, possibilita ter um nível avançado de controle para personalizar o conteúdo, definir procedimentos e realizar avaliações, tudo por meio de uma interface intuitiva e fácil de usar, podendo ser customizada a partir da necessidade da instituição.

Interactive Patient Education

Material educativo em texto, imagens e vídeos em formato amigável para educar o paciente e sua familia e fortalecer o relacionamento e o comprometimento com sua saúde, oferecendo educação consistente e baseada em evidências. O objetivo é capacitar e incentivar os pacientes a participarem ativamente de seus cuidados enquanto estiverem sob os cuidados da equipe e em casa.

Order Sets

Protocolos clínicos em formato de prescrição, baseados em evidências, que a Elsevier insere dentro do prontuário eletrônico do Hospital. Eles padronizam a prestação de cuidados para reduzir complicações evitáveis, erros e prolongar as estadias do paciente, melhorando a experiência do paciente, evitando testes, tratamentos e procedimentos desnecessários. Assim, reduz riscos financeiros e eventos adversos, promovendo práticas baseadas em evidências e melhorando os resultados de saúde.

PolicyStat

A necessidade de definir políticas e comunicá-las eficazmente a todos os funcionários é fundamental para a segurança do paciente. Policy Stats simplifica todo o ciclo de vida da política e ajuda a consolidar e padronizar a administração de políticas e procedimentos para responder rapidamente a mudanças organizacionais e regulatórias, e ainda a qualidade e segurança do paciente.

O que as empresas de saúde precisam saber sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

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A partir de agosto de 2020, empresas de todos os portes e segmentos precisarão garantir que seus stakeholders autorizem de maneira formal a coleta de suas informações pessoais. As companhias também devem garantir ao cliente o direito de saber a finalidade do mapeamento, quem terá acesso aos dados, como eles serão armazenados e se haverá compartilhamento das informações. A exigência passa a vigorar em virtude da nova Lei Geral de Proteção de Dados, também conhecida pela sigla LGPD.

Também é importante destacar que a Lei Geral de Proteção de Dados se baseia em 10 princípios:

  1. Finalidade - Dados coletados só podem ser tratados para fins legítimos e especificados aos titulares, ou seja, as empresas não podem coletar informações e, depois, usá-las para outros fins. Por exemplo, o hospital diz que vai utilizar um dado para fins de internação do paciente e depois utiliza a informação para compor uma pesquisa que será divulgada na imprensa.
  2. Adequação - O tratamento dos dados deve ser compatível com a finalidade que foi informada para o usuário. Ou seja, a empresa não pode usar os dados dos clientes para qualquer fim que não tenha sido previamente informado. Por exemplo, se o paciente manifestou o desejo de ser acessado apenas por e-mail, ele não pode receber ligações ou mensagens de texto da instituição.
  3. Necessidade - Os dados devem ter o uso limitado ao necessário para o alcance de objetivos pré-estabelecidos. Ou seja, as empresas devem coletar apenas aquelas informações estritamente necessárias para prestação dos seus serviços. Por exemplo, caso o objetivo seja disparar e-mails, é desnecessário solicitar o número do telefone ou endereço do paciente.
  4. Livre acesso - Os titulares dos dados devem sempre ter acesso fácil e gratuito às suas informações, além de serem informados sobre como essas informações serão utilizadas e qual será a duração desse processo. Por exemplo, um paciente cadastrado em uma base de dados há seis meses, pode decidir revisar as informações ou excluir dados que não queira mais compartilhar com a organização.
  5. Qualidade dos dados - Princípio que garante aos titulares que seus dados serão exatos, terão informações claras, relevantes e atualizadas para tratamento. Por exemplo, se o paciente, cadastrado em uma base de dados há algum tempo, notou que as informações estão desatualizadas, poderá solicitar alteração a qualquer momento.
  6. Transparência - Garante aos usuários informações claras e de fácil acesso sobre o tratamento de seus dados e quem são os responsáveis por tratá-los. Por exemplo, ao receber um SMS de um hospital falando sobre uma nova unidade de atendimento na região onde mora, o paciente pode questionar o motivo para que tenha recebido essa mensagem e qual critério utilizaram para selecioná-lo.
  7. Segurança - As empresas que tratam de dados devem adotar medidas para proteger as informações de acessos não autorizados, eventos acidentais, alteração, perda, comunicação ou compartilhamento irregular. Por exemplo, o paciente informou o número do seu CPF ou Seguro de Saúde para realizar um procedimento. É responsabilidade da empresa proteger esses dados para que esse usuário não seja prejudicado por fraudes.
  8. Prevenção - É importante adotar medidas para prevenir a ocorrência de danos no tratamento das informações. Em caso de invasão ao sistema em que os dados estão armazenados, por exemplo, a empresa detentora de dados de cidadãos brasileiros será responsabilizada por qualquer uso indevido das informações que estavam em seu poder.
  9. Não discriminação - Os dados não podem ser utilizados para a promoção de ações ilícitas, discriminatórias ou abusivas. Por exemplo, o tabelamento do mesmo serviço por preços diferentes, considerando a região de residência do cliente, que foi identificada no banco de dados, é uma prática considerada inadequada.
  10. Responsabilização e prestação de contas - As organizações são responsáveis pelos dados que detém e, por essa razão, têm o dever de informar quando terceiriza o tratamento das informações, bem como identificar o encarregado pela tarefa. Dessa forma, a empresa deve a possuir documentação que comprove a regularidade do processo, em concordância com a lei.

Não tenha dúvida sobre a importância da LGPD

Quando uma empresa estabelece contato com diferentes stakeholders, essas pessoas fornecem seus dados pessoais. Então, preserve essa relação de confiança. O vazamento dos dados ou uso inadequados deles podem, em alguns casos, gerar danos irreparáveis aos envolvidos. Somente isso já é um forte argumento para se tornar um adepto da LGPD.

A nova lei dará segurança jurídica às pessoas, enquanto gradativamente irá extinguir as práticas ilegais com relação ao uso de dados dos cidadãos, como o cookie pool e a venda de lista de dados. A ideia é que, com o tempo, o Brasil possa ser visto como referência na segurança de dados e, assim, atrair parcerias internacionais de países que também prezam pelas boas práticas relacionadas aos dados dos cidadãos.

Não adquira qualquer dado sem consentimento

A LGPD exige que o consentimento para o uso de dados pessoais ou recebimento de conteúdos, promoções e informações seja fornecido por meio de formulário físico ou eletrônico, que pode ser um canal de opt-incheck-box ou outro da preferência da companhia. Mas, é fundamental poder comprovar esse “ok” em caso de fiscalização. Vale ressaltar, que é considerada falta grave ações que induzam a pessoa ao consentimento ou que sejam caracterizadas como coação. Deve-se prezar pelo livre direito de escolha do cidadão.

As organizações devem ficar atentas, também para não cometer outras três falhas:

●     Formulário de consentimento com frases genéricas - Não será aceita pela LGPD frases que digam algo, como “autorizo o livre uso de meus dados de saúde para fins de pesquisa”. É preciso informar qual será a pesquisa, a que se destina, a quem beneficiará, quais pessoas terão acesso aos dados, quando e como será divulgada, entre outros detalhes.

●     Impedir que o cliente peça a exclusão de seus dados da lista - Opte por criar um mecanismo que facilite o descadastramento do cliente da base de dados, em uma ação simples, sem burocracias e com a garantia de atendimento imediato à solicitação.

●     Ocultar do cliente informações sobre mudanças nos processos - É direito do cliente ser informado sobre qualquer mudança nos processos de coleta, tratamento ou armazenamento dos dados. Inclusive, neste caso, é importante reforçar a ele a possibilidade de solicitar o descadastro da base de dados, caso não concorde com algo da nova política. Dessa forma, dedique atenção para estruturar as práticas de adequação à LGPD e, para evitar ferir as normas da lei, só faça alterações nos processos caso elas sejam fundamentais para o negócio.

Atenção especial aos dados de jovens

No contato com jovens com idade inferior a 12 anos, a LGPD exige um cuidado extra com relação à manipulação dos dados. As informações de membros desse público só podem ser coletadas mediante a autorização dos respectivos responsáveis legais. É importante lembrar, também, que a forma de comunicação com o cliente deve considerar o perfil do público. Isso quer dizer que, ao falar com uma criança ou jovem, não é permitido usar termos jurídicos ou qualquer outra linguagem de difícil interpretação e compreensão.

Setor de saúde, um dos mais sensíveis

Em geral, a área mais sensível da vida das pessoas é a saúde. Isso faz com que, nas instalações de clínicas, hospitais e laboratórios, qualquer exposição de informações sobre os pacientes sejam cuidadosamente planejadas. Esse cuidado deve ser redobrado com a chegada da LGPD. A orientação diz respeito, por exemplo, a placas de identificação na porta do quarto ou na cabeceira e pés do leito. Há também a necessidade de maior fiscalização quanto a dados do prontuário físicos ou virtuais para que não haja ações que caracterizem vazamento de dados. Algumas medidas preventivas são importantes:

●     Só exponha ou utilize informações do paciente nas instalações da organização caso tenha autorização formal dele;

●     Treine a equipe com relação à deveres, direitos e punições relacionadas à LGPD;

●     Mapeie, categorize e monitore as informações de pessoas que circulam na instituição;

●     Invista em soluções de segurança dos dados coletados; e

●     Mantenha o constante monitoramento das ações e revisão dos processos.

As empresas que não respeitarem as diretrizes da LGPD estarão sujeitas a multas simples ou diárias de até 2% do faturamento da empresa, limitado a R$ 50 milhões por infração. Além disso, também poderão ter os dados irregulares bloqueados para o uso ou a infração amplamente divulgada.

Em tempos de desejo de retomada da economia, não é inteligente perder dinheiro, clientes ou a credibilidade. Sairão na frente as organizações que aproveitarem os próximos meses para se adequarem, seja buscando o apoio de especialistas ou aderindo a ferramentas que facilitem o processo.

Sobre os autores

Guilherme Ferri e Ricardo Medina, Managing Partner da MF Marketing and Business Advisors.

Como implementar programas de saúde corporativa

Saúde Empresarial/Corporativa
Saúde Empresarial/Corporativa

O maior evento de inovação em RH do Brasil mostrou que a próxima inovação do setor será investir em saúde corporativa

Maior evento de inovação de RH do Brasil, o HR4Results, mostra que saúde corporativa será a inovação disruptiva que transformará o setor. Conforme levantamento do Payroll & HR Solutions & Services Market, até 2026 as empresas americanas irão gastar até U$ 46 bilhões com a saúde dos colaboradores, e no Brasil a realidade não será tão diferente. Entender como melhorar a saúde corporativa é o futuro do RH.

Segundo a Willis Towers Watson os custos com saúde no Brasil crescem mais do que a folha salarial e vão duplicar até 2034. “Um RH que deseja entregar resultados concretos para a empresa precisa pensar com urgência na saúde corporativa. O brasileiro está cada vez mais sedentário, com problemas de hipertensão, obesidade, diabetes, isso tudo impacta também na saúde financeira das empresas. Investir em prevenção é a inovação que o RH do futuro irá seguir”, comenta Bruno Rodrigues, CEO da GoGood, empresa de saúde corporativa.

Construindo uma boa cultura corporativa

Um desafio de grandes empresas, que possuem mais de 200 colaboradores, é construir uma boa cultura colaborativa, que seja capaz de atingir todos os envolvidos. “Uma empresa grande conta com o desafio da heterogeneidade entre seus colaboradores e setores, às vezes, a cultura no atendimento é uma e no marketing outra. Alinhar essas expectativas e compreender a heterogeneidade e como ela afeta a empresa é papel do RH do futuro”, comenta Bruno. O CEO compartilhou três passos que irão ajudar o RH a melhorar a cultura corporativa na sua organização.

Passo um: conheça o seu colaborador médio

“Entenda qual o estilo de vida da maioria dos seus colaboradores. Eles se alimentam bem? Praticam exercícios? Possuem crises de ansiedade? Para montar uma boa estratégia de saúde você deve conhecer o perfil do seu colaborador. A partir disso, você pode desenhar estratégias como: oferecer um plano para academia, ter um dia da fruta na empresa, fazer uma trilha com a equipe, por exemplo”, comenta Bruno.

Passo dois: há grupos de risco?

Identifique se há colaboradores com doenças crônicas para investir ainda mais em prevenção. “Obesos, hipertensos, diabéticos podem alcançar uma qualidade de vida muito melhor através de pequenas mudanças no estilo de vida. Ter à disposição profissionais de nutrição para avaliar refeições, ou um programa que incentive exercícios, pode ser a solução ideal para essas pessoas”, comenta Bruno.

Passo três: envolva seu plano de saúde

“A ANS já entendeu que prevenção é o caminho para a sustentabilidade da saúde corporativa. Inclusive, já criou mecanismos de valorização financeira para as operadoras que incentivam e focam em prevenção de doenças. Se aproximar da operadora mostrando iniciativas de prevenção é bom para a empresa e também para o plano de saúde”, comenta Bruno.

A tecnologia pode ajudar

Engajar grandes times é um desafio. Para resolver esse problema, a GoGood  desenvolve um aplicativo que melhora a saúde corporativa das empresas em escala, através de um sistema gamificado. O aplicativo da GoGood registra passos, possui nutricionistas que avaliam as refeições dos colaboradores e incentiva uma competição saudável de times que podem reverter seus pontos na plataforma em ações sociais.

ANAB participa de debate sobre judicialização da saúde

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Alessandro Acayaba de Toledo falou sobre como aprimorar a solução de conflitos do setor

O número de ações judiciais relacionadas à saúde aumentou 130% na última década, segundo pesquisa realizada pelo Insper para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Diante desse cenário, a judicialização crescente e as maneiras de aprimorar a solução de conflitos foram temas de debate na 6ª edição do seminário A Saúde do Brasil, realizado pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (27), em São Paulo. O presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB), Alessandro Acayaba de Toledo, iniciou sua fala destacando que, “antes de propor soluções, é preciso identificar quais são os conflitos focados na área da saúde que vivenciamos no Brasil”.

Para levantar quais são os principais desafios, a entidade encomendou à revista Consultor Jurídico um estudo inédito – publicado no Anuário da Justiça Saúde Suplementar – que identificou os quatro principais tipos de conflitos envolvendo saúde no Estado de São Paulo: cancelamento de contrato, cobertura contratual, reajuste de mensalidade e inadimplência.

Para exemplificar os litígios relacionados ao cancelamento de contratos, Acayaba citou a possibilidade de o Microempreendedor Individual (MEI) contratar um plano coletivo empresarial, o que tem levado algumas operadoras de planos de saúde a entrar com ações contra MEIs por fraudes. “Mais de 1,5 milhão de MEIs tiveram seus registros cancelados junto à Secretaria da Fazenda. Esse consumidor continua tendo plano de saúde? As operadoras estão fiscalizando para que haja o cancelamento?”, questionou o presidente da ANAB. Ele ressalta ainda que muitas vezes os consumidores são induzidos ao erro por falta de informação.

O reajuste das mensalidades é outro assunto que gera polêmica e leva à judicialização, podendo ser resolvido com normas mais claras e objetivas. “O consumidor tem que ser informado periodicamente sobre a evolução do seu contrato para que não seja surpreendido com um reajuste galopante”, defendeu Acayaba.

O rol de procedimentos e direitos em saúde também foi apontado pelos debatedores do seminário como um dos pontos recorrentes em ações judiciais. “Em algumas circunstâncias, você tem a operadora descumprindo as regras do contrato, o que enseja a pessoa a buscar o Judiciário. Por outro lado, algumas vezes o próprio consumidor deseja ir além do que o contrato prevê. Com isso, o judiciário acaba abarrotado”, explicou o executivo.

SOLUÇÕES PARA OS CONFLITOS

Por parte do Judiciário, Henrique Ávila, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontou que as soluções para diminuir a judicialização da saúde passa pela especialização e maior conhecimento do tema por parte dos juízes e pela utilização de métodos alternativos de resolução de conflitos. “A mediação é um modelo bem-sucedido para evitar a judicialização”, indicou Bernardete Weber, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital do Coração (HCor).

A uniformização de entendimentos pelo Judiciário, observando-se os precedentes e estabelecendo jurisprudência, também é essencial para evitar que os conflitos se tornem ações ou processos judiciais. “Incentivamos muito os NATs (Núcleos de Apoio Técnico ao Judiciário), que subsidiam os magistrados no momento de uma decisão, até porque eles não têm conhecimento técnico do que está sendo decidido”, disse Acayaba. Para ele, uma das contribuições da entidade é sugerir a mediação, que funciona como notificação preliminar com o questionamento do consumidor para as operadoras.

Na ocasião, Acayaba enfatizou também a disponibilidade das administradoras de benefícios em advogar pelos interesses e direitos dos consumidores de planos coletivos. “Em junho, completamos 10 anos da nova regulamentação dos planos coletivos e da atualização das atividades das administradoras”, lembrou.

O seminário A Saúde do Brasil teve a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB) como um dos patrocinadores. Na edição deste ano, especialistas e entidades debateram também novas estratégias de remuneração e assistência para a saúde suplementar e como a tecnologia pode colaborar para melhorar o sistema no Brasil.

Dasa lança ‘Painel Cardiológico’ que representa um avanço em relação ao tradicional exame de colesterol

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Teste diagnóstico realizado por meio da participação da empresa na Global Diagnostics Network (GDN) atua na classificação de risco para doenças cardiovasculares, por meio de tecnologias inovadoras

A Dasa, líder brasileira em medicina diagnóstica e maior empresa da América Latina, traz para o Brasil um novo Painel Cardiológico que vai atua na classificação do risco cardíaco. Composto por três exames (Cardio ID, Colesterol Subpartículas e LDL Subpartículas), a inovação é fruto da parceria com a Quest, maior empresa do setor no mundo, e da participação na GDN (Global Diagnostic Network). O Painel Cardiológico é realizado por meio da aplicação da inovadora metodologia de espectrometria de massas por mobilidade iônica (ion mobility), que imprime novas formas de analisar o fracionamento de subclasses lipídicas.

“Trata-se de uma visão mais ampla na avaliação do risco cardíaco, que passam a ser realizados por meio de uma metodologia inovadora realizada em parceria com um grande player e parceiro, por meio da GDN (Global Diagnostic Network), grupo que compomos desde 2018”, explica Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica da Dasa.

Avaliação do perfil lipídico

Hoje a análise do perfil lipídico do paciente, realizada por meio do exame de sangue que pode, ou não, ser feito em jejum, determina a quantidade de lipídios na circulação sanguínea. Também conhecido como avaliação de perfil lipídico, identifica alterações nos valores normais dos lipídeos, que são moléculas de gordura (LDL, HDL, VLDL e triglicerídeos). O Painel Cardiológico, que separa as subclasses, permite acompanhar a alteração do perfil lipídico e a resposta do paciente ao tratamento, possibilitando avaliação e adequação do tratamento.

“Sabe-se que boa parte dos eventos agudos cardiovasculares (infarto do miocárdio) não podem ser previstos a partir das classificações de risco atualmente disponíveis. Buscando esses novos marcadores, pretende-se entender melhor o risco em pacientes que precisam de um cuidado especial na prevenção das doenças cardiovasculares”, completa Gustavo Campana, diretor médico de análises clínicas da Dasa.

Estudos recentes mostraram que a análise de subpartículas com a tecnologia de mobilidade iônica, desses grandes grupos do colesterol (LDL, HDL, VLDL, não-HDL, colesterol total, triglicerídeos) podem adicionar informações úteis para a prevenção das doenças cardiovasculares (como infarto do miocárdio, angina, infarto, AVC ou trombose venosa), doenças cerebrovasculares e renais.  O perfil lipídico orienta, também, o tratamento para cada paciente - que pode ser medicamentoso (estatinas, niacina ou fibratos) aliado à mudança no estilo de vida. Esta abordagem impacta na alteração das partículas do colesterol, e como consequência, na prevenção do risco cardíaco.

Hospital Unimed JF inicia com ativação controlada e segura

Hospital Unimed Juiz de Fora (4)

O Hospital da Unimed Juiz de Fora entra na sua etapa decisiva para o início de seu funcionamento, previsto para os próximos dias. A ativação do hospital será gradativa e começa em regime hospital-dia, das 7h às 19h, com exames, procedimentos agendados, eletivos, de menor complexidade e internações que demandam a permanência máxima de 12 horas do paciente. Emergências, partos e internações clínicas ficarão para as fases seguintes, cumprindo à risca o protocolo de segurança Unimed. O hospital chega para completar o Ecossistema de Saúde Unimed - o conjunto de serviços de cuidados exclusivos da cooperativa - e atenderá a clientes Unimed de toda a região.

Considerado um organismo complexo, a ativação sequencial do hospital é fundamental para conduzir o início das operações em um cenário controlado, com total segurança, partindo de procedimentos mais simples que permitam aferir processos, estrutura, recursos e criar uma cultura de trabalho, evitando riscos desnecessários. Toda a equipe está focada na preparação da assistência, para garantir ao paciente a melhor experiência, e fará um ensaio, a portas fechadas, para atuar com segurança.

Para isso, a Unimed Juiz de Fora deu início ao treinamento intensivo dos funcionários para a utilização dos equipamentos (application), à formação das equipes, à realização de testes e retestes de sistemas e iniciará o atendimento a pacientes de modo controlado. Todo o contingente trabalha em torno do objetivo vital de garantir a ativação escalonada e segura, como premissa de que todo paciente é o amor da vida de alguém. Daí, critérios rigorosos e cuidado absoluto na ativação.

Os planos são fazer a liberação gradativa dos serviços começando pelo Centro de Diagnóstico por Imagem, Laboratório de Análises Clínicas e o Centro Cirúrgico para pequenas cirurgias de hospital-dia, com todos os serviços de suporte, como farmácia, hotelaria, nutrição e outros. O Hospital Unimed começa com procedimentos de baixa complexidade e, à medida que a ativação for se consolidando, irá encorpar a oferta de serviços até chegar ao seu funcionamento 24 horas. Na sequência das ativações programadas, o Pronto Atendimento para urgências e emergências vem em uma fase intermediária, por depender do funcionamento integralizado de todos os setores.

MÉDICO HOSPITALISTA REFORÇA NOVO MODELO DE ATENÇÃO - Com 12 andares e construído no Salvaterra, em uma área de 35 mil m2, 9 mil deles de área verde preservada, o Hospital Unimed se diferencia pela valorização dos recursos naturais, confortos térmico e acústico, por tecnologias de segurança clínica inéditas na região - como o sistema que transporta, em segundos, medicamentos para todos os andares - e, especialmente, pelo modelo de atenção focado na humanização. Em linha com os melhores, o hospital da Unimed Juiz de Fora será um dos poucos a disponibilizar médicos hospitalistas, dedicados em tempo integral exclusivamente ao cuidado de pacientes internados.

Diferente do plantonista, este profissional está presente diariamente, faz parte do corpo clínico do hospital, e a missão dele é unicamente o cliente internado – garantir atendimento eficaz e aumentar a segurança clínica do paciente e de seus familiares. São médicos formados pela Unimed para acolher, cuidar e garantir respostas rápidas. Ele é um gestor, com autonomia para tomar todas as providências necessárias à eficiência e eficácia na assistência. Seu papel é tão importante que o médico hospitalista atua inclusive em tarefas não-médicas como contribuir para comissões multiprofissionais.

Além da estrutura do hospital, este médico terá à disposição o suporte de todos os serviços de cuidados especializados e rede prestadora da Unimed Juiz de Fora (Ecossistema de Saúde Unimed). Estão sendo treinados profissionais em especialidades clínicas não pediátricas e a preparação está sob a responsabilidade do presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar, André Wajner, maior referência em formação de médicos hospitalistas no país.

SISTEMA DE GERENCIAMENTO INTERLIGA MAIS DE 90% DOS PROCESSOS - Para otimizar o controle das operações assistenciais e administrativas, o Hospital da Unimed Juiz de Fora conta com um modelo de gestão matricial, operacionalmente suportado por um dos sistemas de gerenciamento hospitalar mais completos do mercado utilizado pelos maiores hospitais brasileiros, o Phillips Tasy. Através dele, mais de 90% dos processos do hospital estão integrados, como exemplo, ordens de compra, estoque e o prontuário eletrônico, um de seus principais módulos.

O prontuário eletrônico reúne, em meio digital, todas as informações do paciente coletadas a partir de sua entrada no hospital e, futuramente, em qualquer um dos serviços que integram o Ecossistema de Saúde da Unimed Juiz de Fora. Com o prontuário, o médico tem acesso rápido e seguro ao histórico de saúde do paciente, a exames realizados, a todo o seu histórico, o que facilita a tomada de decisões. A otimização dos recursos hospitalares assim como a formação de um banco de dados e informações para estudos e pesquisa são outros benefícios importantes do prontuário.

PACIENTES ENGAJADOS PARA O AUTOCUIDADO E PROMOÇÃO DA SAÚDE - Como um dos dispositivos que integra o Ecossistema de Saúde da Unimed Juiz de Fora, o hospital vai prestar um cuidado totalmente centrado no paciente, com o objetivo específico de restabelecer a saúde das pessoas. Para isso, o modelo de gestão assistencial prevê o estabelecimento de uma linha geral de cuidados para o paciente ao longo de sua vida.

Cada paciente é único e receberá cuidados coordenados em várias especialidades e serviços da Cooperativa de acordo com a sua necessidade. Além disso, ele será orientado e educado para o autocuidado. Quanto mais informado sobre o seu tratamento e condições de saúde melhores serão os resultados clínicos. A Unimed irá estimulá-lo ao engajamento, para que ele assuma o protagonismo de seu cuidado.

FIDI se une à entidades filantrópicas em Brasília em defesa dos direitos do segmento

filantropia

Representantes de entidades filantrópicas de todo o Brasil estarão reunidos em Brasília nos dias 28, 29 e 30 de maio para mais uma edição da Caravana da Filantropia. Organizado pelo Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas - FONIF, o movimento tem o objetivo de promover esclarecimento sobre o setor e dialogar com o poder público a respeito da contribuição da filantropia para a sociedade, além de defender os direitos do segmento.

A Fundação Instituto de Diagnóstico por Imagem (FIDI), que atua há 30 anos na saúde pública de São Paulo e tem como objetivo prestar assistência à população, é um dos apoiadores da causa e estará em Brasília no período. A instituição realiza 5 milhões de exames por ano e está presente em 85 municípios do País, sendo o maior provedor de exames de diagnósticos por imagem para a área pública.

A FIDI chega a ser responsável por 100% de determinados exames de diagnósticos por imagem realizados em municípios de São Paulo. Em São Caetano do Sul, por exemplo, representa 100% dos diagnósticos por tomografia e ressonância magnética e, em Itapevi, na região de Osasco, também é responsável por 100% dos exames de ultrassonografia e tomografia. “Nos associamos ao FONIF porque este tipo de parceria está alinhado aos valores da instituição, como humanização e responsabilidade social. Ficamos muito felizes em fazer parte desse movimento”, conta Cristiane Claro, coordenadora de relacionamentos institucionais da FIDI.

“A ideia é apresentar aos parlamentares os dados da pesquisa realizada pelo FONIF que mostram a representatividade do setor filantrópico, bem como os resultados das ações desenvolvidas por suas entidades em todo o Brasil. Com isso, esperamos conquistar maior reconhecimento, além de um olhar mais cuidadoso sobre o nosso segmento, que tanto realiza pelo país”, diz Custódio Pereira, presidente da instituição.

Até agora, mais de 150 pessoas, entre presidentes, líderes e gestores de entidades filantrópicas de norte a sul do Brasil já confirmaram sua participação no movimento esse ano. Interessados em se juntar a esse grupo podem se inscrever gratuitamente na página da Caravana da Filantropia, onde também são encontradas mais informações sobre a iniciativa.

Principais números da filantropia no Brasil

De acordo com os números consolidados na nova pesquisa do FONIF sobre o setor, a cada R$1,00 investido pelo Estado no segmento filantrópico com as imunidades fiscais, a contrapartida real é de R$7,39.

Na área da saúde, as entidades filantrópicas realizam mais de 260 milhões de procedimentos e são responsáveis por 59% de todas as internações de alta complexidade do Sistema Único de Saúde, isso sem mencionar que 906 municípios brasileiros são atendidos exclusivamente por um hospital filantrópico.

Na educação não é diferente. Segundo o levantamento, as instituições do segmento somam mais de 2,4 milhões de alunos e corresponde a 15% de todos os estudantes matriculados na educação superior no país. Vale ainda destacar nessa área o aspecto qualitativo, já que essas instituições são reconhecidas pela oferta de uma educação de altíssima qualidade, conforme constatação de rigorosos rankings de avaliação, como ENEM, ENADE e CAPES.

Na área de assistência social a relevância dos dados é a mesma. Mais de 3,6 milhões de vagas de serviços essenciais de proteção básica são oferecidos pelo setor, incluindo atendimentos de média e alta complexidade, assessoramento e defesa e garantia de direitos. O número equivale a 47% das vagas da rede socioassistencial privada do país.

Para saber mais e obter dados da pesquisa na íntegra, acesse o site do FONIF.

Veja porque seu consultório precisa de um prontuário eletrônico com certificação SBIS-CFM

Veja porque seu consultório precisa de um prontuário eletrônico com certificação SBIS-CFM

A utilização de diferentes recursos tecnológicos dentro do consultório deixou de ser uma novidade para se transformar em questão de sobrevivência. Com as ferramentas adequadas, o médico não apenas otimiza o tempo de consulta, como também melhora a qualidade do atendimento, proporcionando mais conforto e segurança aos pacientes. Uma das soluções consideradas essenciais é o prontuário eletrônico, software capaz de gerenciar todos os dados dos pacientes, informando cadastro, histórico, receituário, entre outros pontos. Contudo, na hora de adquirir este serviço, os profissionais de saúde devem pesquisar e contratar apenas sistemas aprovados pela SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde). A lista completa dos prontuários eletrônicos certificados está aqui.

A SBIS emite uma certificação aos prontuários eletrônicos em parceria com o CFM (Conselho Federal de Medicina). As empresas passam por uma auditoria independente bastante rigorosa que, além de testar o conteúdo e exigir recursos necessários no dia a dia médico, também analisa todos os procedimentos de segurança do sistema. Após isso, a solução pode ganhar dois tipos de certificados. O NGS-1 atende os padrões exigidos, mas não é autorizado a substituir o papel por documentos eletrônicos. Já o NGS-2 é o nível mais alto disponível no país e, com ele, o software pode eliminar o uso do papel graças à assinatura digital.

A utilização de sistemas com certificação SBIS-CFM em clínicas é importante porque oferece segurança ao médico e paciente, garantindo que todos os dados estarão protegidos e permitindo a redução do armazenamento de documentos impressos – otimizando o espaço do consultório, por exemplo. Profissionais que utilizam o serviço sem certificação do principal órgão de medicina do país estão desprotegidos e sujeitos à boa vontade da empresa contratada caso precisem dos dados no fim do contrato. Além disso, também colocam em risco as informações de seus pacientes.

A questão da segurança e a autorização para eliminar totalmente o uso do papel no atendimento médico não são as únicas vantagens que um prontuário eletrônico certificado pode oferecer. O selo de certificação é a garantia de que a empresa vai entregar todos os dados ao consultório em caso de cancelamento de contrato. Depois, há a confiabilidade da estrutura, arquitetura e usabilidade do sistema, aprovadas por uma auditoria independente. Por fim, há a questão da conformidade legal com todos os procedimentos necessários na área de saúde e o reconhecimento do setor referente à seriedade com que aquele profissional lida com as informações clínicas.

Essa realidade é um caminho sem volta para os médicos brasileiros. Pesquisa da TIC Saúde 2017 mostra que praticamente três quartos dos profissionais (76%) utilizam sempre que possível o computador no atendimento ao paciente – enquanto que apenas 13% não usam este recurso. Entre os dados consultados eletronicamente estão os cadastrais (86%), exames laboratoriais (76%) e os históricos médicos das pessoas (75%). Com o avanço da conectividade, já há empresas que prestam este serviço também por meio de dispositivos móveis, como os smartphones.

A evolução tecnológica mudou a forma como as pessoas encaram o mundo e trouxe inúmeras vantagens à sociedade. Na área da saúde, por exemplo, as soluções desenvolvidas permitem que o médico possa se dedicar àquilo que ele estudou e se preparou, ou seja, atender com qualidade seus pacientes. Para que isso aconteça, contudo, ele precisa garantir que todos os recursos estejam em conformidade com todas as diretrizes e procedimentos dos órgãos superiores. Dessa forma, ele consegue se destacar por oferecer um atendimento cada vez melhor e mais eficiente a todos os cidadãos.