A MediBeacon(TM) Inc. adquire a Mannheim Pharma & Diagnostics

ST. LOUIS, 8 de junho de 2016 /PRNewswire/ -- A MediBeaconInc., com sede em St. Louis, fabricante de sistemas patenteados para monitoramento não invasivo e em tempo real da função renal, permeabilidade gastrointestinal e outros diagnósticos ativados por luz, completou a aquisição da Mannheim Pharma & Diagnostics, uma companhia de ciências da vida com sede em Mannheim, Alemanha.

A MediBeacon continuará a expandir o uso da tecnologia da Mannheim Pharma & Diagnostics nas principais escolas de medicina, centros acadêmicos, institutos de pesquisa e companhias farmacêuticas. O uso da tecnologia melhora a avaliação pré-clínica de terapias renais, avaliação de nefrotoxicidade e compreensão fundamental da função renal em animais.

Seu dispositivo exclusivo, o qual é do tamanho de uma pequena moeda, é colocado no corpo do animal. Ele permite que os pesquisadores calculem e acompanhem a função renal do animal ao longo do tempo – sem exigir que o animal fique retido durante o monitoramento. Um agente fluorescente, o qual é eliminado completamente pelos rins, é administrado. O dispositivo não foi aprovado para uso humano. Adicionalmente, a Mannheim Pharma & Diagnostics detém várias patentes relativas à sua metodologia transdérmica de medição da função renal.

A tecnologia adquirida soma-se ao robusto patrimônio de propriedade intelectual da MediBeacon, o qual inclui uma carteira de agentes marcadores fluorescentes. O sistema da MediBeacon criado para uso humano está em ensaios clínicos. O sistema é formado por um sensor ótico para uso na pele combinado com um agente patenteado que brilha na presença de luz. A MediBeacon está concentrada no desenvolvimento de um sistema de monitoramento da função renal, o qual pode fornecer aos médicos monitoramento contínuo em tempo real da função renal de um paciente ou da taxa de filtração glomerular (mGFR) medida. Os resultados dos ensaios clínicos iniciais foram apresentados no evento Semana do Rim de 2015 da Sociedade Americana de Nefrologia (American Society of Nephrology).

Operacionalmente, a MediBeacon fará investimentos contínuos na organização de vendas e engenharia, liderada pelo Dr. Daniel Schock-Kusch na Europa. O Dr. Schock-Kusch é um dos três cientistas com Ph.D. que se uniram à afiliada europeia da MediBeacon. Adicionalmente, o Dr. Johannes Pill, médico co-fundador e ex-CEO da Mannheim Pharma & Diagnostics, se une à MediBeacon como consultor.

O Professor Pill disse, "A experiência de vendas e marketing da MediBeacon e sua forte carteira de propriedade intelectual nos ajudarão a alcançarmos nosso objetivo de impactar de forma positiva a saúde renal e melhorar as aplicações de outros diagnósticos".

"Esta aquisição trás tremendos talentos de engenharia para a companhia e permitirá que a MediBeacon entre rapidamente para o importante mercado de pesquisa e saúde animal", disse o Dr. Richard Dorshow, co-fundador e Executivo –Chefe da Área Científica da MediBeacon.

As investidoras da MediBeacon incluem a Pansend Life Sciences, LLC, uma subsidiária integral da HC2 Holdings, Inc.

Sobre a MediBeacon Inc.

A MediBeacon foi fundada em 2012 especialmente para adquirir o programa de diagnóstico ótico da Mallinckrodt, o negócio farmacêutico da Covidien. A missão da MediBeacon é comercializar agentes de diagnóstico ótico biocompatíveis para monitoramento fisiológico, orientação cirúrgica e imagens de doenças patológicas na população humana. Diversos conceitos de produtos nessas áreas fazem parte do patrimônio de Propriedade Intelectual da MediBeacon.

Saiba mais sobre a MediBeacon no endereço www.medibeacon.com.

Sobre a HC2 Holdings, Inc.

A HC2 Holdings, Inc. é uma companhia de holding diversificada e listada em bolsa de valores, a qual procura oportunidades para adquirir e fazer crescer empresas que possam gerar fluxo de caixa livre e sustentável de longo prazo e retornos atrativos para maximizar valor para todas as partes interessadas. A HC2 tem uma série diversificada de subsidiárias operativas em sete segmentos relatáveis, incluindo Fabricação, Serviços Marítimos, Serviços Públicos, Telecomunicações, Seguros, Ciências da Vida e Outros. As maiores subsidiárias operativas da HC2 incluem a Schuff International, Inc., uma fabricante e armadora líder de aço estrutural nos Estados Unidos e a Global Marine Systems Limited, uma fornecedora líder de engenharia e serviços subaquáticos em cabos submarinos. Fundada em 1994, a HC2 está sediada em Herndon, Virgínia.

Declaração Cautelar sobre Declarações Prospectivas

Declaração de porto seguro conforme a Lei de Reforma de Litígios de Títulos Privados (Private Securities Litigation Reform Act) de 1995: Este comunicado para a imprensa contém, e certas declarações orais feitas periodicamente por nossos representantes podem conter, declarações prospectivas. Geralmente, as declarações prospectivas incluem informações que descrevem ações, eventos, resultados, estratégias e expectativas e são geralmente identificáveis pelo uso das palavras "acredita", "espera", "tenciona", "antecipa", "planeja", "procura", "estima", "projeta", "pode", "irá", "podia", "poderia", "continua" ou expressões similares. Estas declarações são baseadas nas crenças e pressupostos da gerência da HC2 e da gerência das subsidiárias da HC2. A companhia acredita que essas opiniões são razoáveis, mas deve-se entender que essas declarações não são garantias de desempenho ou resultados e que os resultados reais da companhia podem diferir substancialmente daqueles expressos nas declarações prospectivas devido a uma variedade de fatores importantes, tanto positivos quanto negativos, os quais podem ser revisados e complementados em relatórios subsequentes nos Formulários 10-K, 10-Q e 8-K. Os fatores que poderiam fazer com que os resultados reais, eventos e desenvolvimentos sejam diferentes incluem, sem limitações, condições do mercado de capitais, a habilidade das subsidiárias da HC2 de gerarem receitas líquidas e fluxo de caixa suficientes para fazer distribuições ascendentes de caixa, características de comercialização de ações ordinárias da HC2, a habilidade da HC2 e de suas subsidiárias de identificar quaisquer oportunidades de aquisição futura adequadas, nossa habilidade de obter eficiências, poupar custos, melhoria de receitas e margens, crescimento, economias de escala e outros benefícios esperados de transações estratégicas, integração de relatórios financeiros de empresas adquiridas ou empresas alvo, completar aquisições ou disposições pendentes ou futuras, litígios e outros passivos contingentes, mudanças em regulamentações, impostos e riscos que possam afetar o desempenho das subsidiárias operativas da HC2. Informações adicionais em relação a esses e outros fatores estão disponíveis em nossos registros na Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio dos Estados Unidos (United States Securities and Exchange Commission), incluindo nosso mais recente Relatório Anual no Formulário 10-K, Relatórios Trimestrais no Formulário 10-Q e Relatórios Atuais no Formulário 8-K.

Confiança indevida não deve ser depositada em declarações prospectivas. Todas as declarações prospectivas atribuíveis à companhia ou pessoas agindo em nome da companhia são qualificadas inteira e expressamente pelas declarações cautelares acima. Todas tais declarações são válidas somente na data em que são feitas e a companhia não assume nenhuma obrigação de atualizar ou revisar publicamente nenhuma das declarações prospectivas, quer seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma.

CONTATO:

Steven J. Hanley
MediBeacon Inc.
Escritório – +1 314-269-5808
E-mail - Hanley@medibeacon.com
www.medibeacon.com

Para informações sobre a HC2 Holdings, Inc., entre em contato com:

Andrew G. Backman
Diretor Gerente – Relações com Investidores & Relações Públicas
abackman@hc2.com
+1 212-339-5836

FONTE MediBeacon Inc.

10 cientistas de destaque na América Latina são nomeados Pew Fellows

FILADÉLFIA, 9 de junho de 2016 /PRNewswire/ -- A organização The Pew Charitable Trusts anunciou hoje os seus mais novos membros da área de Ciências Biomédicas na America Latina (Pew Latin American Fellows).

Dez jovens e inovadores cientistas da América Latina receberão dois anos de financiamento para realizar suas pesquisas em laboratórios e instituições acadêmicas nos Estados Unidos. Os novos Fellows são procedentes da Argentina, Brasil, Chile e México. Os objetos de pesquisa contemplados abrangem temas como estudo da neurobiologia do paladar, e a identificação de genes que controlam o crescimento das plantas.

Os Fellows terão como mentores alguns dos mais renomados pesquisadores em Ciências Biomédicas dos Estados Unidos, inclusive antigos membros do Programa Pew Scholars.

"O Programa Pew Latin American Fellows nasceu do desejo de muitos de nossos alunos de intercambiar conhecimento e colaborar com profissionais de outros países", declarou Rebecca W. Rimel, presidente e CEO da Pew. "Os indivíduos selecionados hoje embarcam em carreiras emocionantes que ultrapassarão fronteiras na área de Ciências Biomédicas e se unirão a uma rede de cientistas cujos trabalhos têm o potencial de melhorar a saúde humana e o bem-estar em todo o mundo."

Um elemento essencial do programa é o prêmio adicional dados aos Fellows que retornam a seu país de origem e estabelecem laboratórios de pesquisa independentes. Cerca de 70% dos antigos Fellows aproveitaram essa oportunidade e estão aplicando a capacitação recebida nos Estados Unidos para criar a infraestrutura necessária e promover o desenvolvimento científico na região.

"O programa identifica há 25 anos os alunos pós-graduados mais promissores na América Latina e lhes oferece oportunidade de capacitação avançada nos laboratórios mais renomados dos Estados Unidos", comentou Torsten N. Wiesel, M.D., laureado em 1981 com o Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina, e membro do comitê nacional do programa Pew Latin Americacn Fellows. "Muitos Fellows ocupam posições de liderança em universidades e instituições de pesquisa na América Latina, onde inspiram e promovem novas gerações de pesquisadores biomédicos."

Os Fellows latino-americanos de 2016 e seus respectivos mentores nos Estados Unidos são:

Rodrigo A. Aguilar, Ph.D.
Laboratório de Jeannie T. Lee, M.D., Ph.D.
Massachusetts General Hospital
Biologia molecular

Vinicius de Andrade-Oliveira, Ph.D.
Laboratório de Yasmine Belkaid, Ph.D.
National Institute of Allergy and Infectious Diseases, National Institutes of Health
Imunologia

José A. Cánovas, Ph.D.
Laboratório de Charles Zuker, Ph.D.
Columbia University
Neurociências

Daiana A. Capdevila, Ph.D.
Laboratório de David P. Giedroc, Ph.D.
Indiana University
Microbiologia

Silvina A. del Carmen, Ph.D.
Laboratório de Carla V. Rothlin, Ph.D.
Yale University
Imunologia

Ileana Licona, Ph.D.
Laboratório de Ruslan Medzhitov, Ph.D.
Yale University
Imunologia

Guilherme A. P. de Oliveira, Ph.D.
Laboratório de Edward H. Egelman, Ph.D.
University of Virginia
Biologia estrutural

Priscilla C. Olsen, Ph.D.
Laboratório de Michel C. Nussenzweig, M.D., Ph.D.
The Rockefeller University
Imunologia

Daniel Rodríguez-Leal, Ph.D.
Laboratório de Zachary B. Lippman, Ph.D.
Cold Spring Harbor Laboratory
Biologia molecular; genética

Cecilia A. Silva-Valenzuela, Ph.D.
Laboratory of Andrew Camilli, Ph.D.
Tufts University School of Medicine
Biologia molecular; microbiologia

Acesse a página do programa para ler os resumos completos dos Fellows e saber mais informações sobre o programa.

Iniciado em 1990, o Programa Latin American Fellows é parte da estratégia da Pew de investir em jovens cientistas que estão explorando temas fundamentais para a promoção da saúde humana. As novas turmas do Pew-Stewart Scholars para Pesquisa do Câncer e do Programa Pew Scholars nas Ciências Biomédicas também foram anunciadas hoje.

A Pew Charitable Trusts é impulsionada pelo uso do conhecimento na resolução dos problemas mais desafiadores. Para mais informações, acesse www.pewtrusts.org.

Matt Mulkey, +1(202) 862-1864, mmulkey@pewtrusts.org

FONTE The Pew Charitable Trusts

SIRveNIB, um importante estudo sobre câncer primário do fígado na região Ásia Pacífico conclui inscrições

Os resultados do estudo clínico randomizado controlado do Grupo de Estudos do Carcinoma Hepatocelular da Ásia Pacífico (AHCC -- Asia-Pacific Hepatocellular Carcinoma Trials Group), comparando o Sorafenibe e as microesferas de resina Y-90 SIR-Spheres® no tratamento do carcinoma hepatocelular (CHC) não ressecável são esperados para 2017.

CINGAPURA, 9 de junho de 2016 /PRNewswire/ --  O Grupo de Estudos do Carcinoma Hepatocelular da Ásia Pacífico (AHCC --Ásia-Pacific Hepatocellular Carcinoma Trials Group), o Centro Nacional do Câncer de Cingapura (National Cancer Centre Singapore), o Instituto de Pesquisa Clínica de Cingapura (SCRI --Singapore Clinical Research Institute) e a Sirtex Medical Limited anunciaram que o protocolo 06 SIRveNIB do estudo clínico randomizado controlado do AHCC concluiu sua meta de inscrições de pelos menos 360 pacientes.[1] O estudo irá comparar o uso de microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) SIR- Spheres com o uso do sorafenibe no tratamento de câncer primário de fígado (carcinoma hepatocelular ou CHC).

O SIRveNIB foi designado para comparar a eficácia e a segurança da radioterapia interna seletiva (RTIS) utilizando as microesferas de resina de ítrio-90 (Y-90) (SIR-Spheres® Sirtex Medical Limited, Norte de Sydney, Austrália) com o uso de sorafenibe (Nexavar®, Bayer HealthCare Pharmaceuticals, Berlim, Alemanha), um tratamento sistêmico que é atualmente o padrão de terapia do carcinoma hepatocelular avançado. Os pacientes inscritos no SIRveNIB não estão qualificados para terapias potencialmente curativas, tais como ressecção cirúrgica, ablação ou transplante do fígado.

O professor Pierce Chow, principal pesquisador do estudo SIRveNIB e consultor cirurgião sênior do Centro Nacional do Câncer de Cingapura e do Hospital Geral de Cingapura, explicou: "A busca por tratamentos para o CHC mais eficazes e com maior nível de tolerância é importante porque existem poucas opções existentes já comprovadas. Além da meta primária de sobrevivência geral no SIRveNIB, também estamos analisando diversas metas secundárias importantes, incluindo uma comparação de efeitos colaterais e qualidade de vida do paciente entre esses dois métodos de tratamento do CHC não ressecável. O SIRveNIB é o maior estudo na região Ásia Pacífico que compara diretamente a RTIS ao sorafenibe e também é o maior estudo randomizado sobre sorafenibe já conduzido na região".  

"A encerramento das inscrições de pacientes no estudo SIRveNIB conduzido pelos pesquisadores representa um marco na pesquisa do câncer de fígado na Ásia e ressalta a forte parceria pública-privada que existe entre a Sirtex Medical Limited, o Centro Nacional do Câncer de Cingapura e o Instituto de Pesquisa Clínica de Cingapura", disse o professor adjunto Teoh Yee Leong, CEO do Instituto de Pesquisa Clínica de Cingapura.

Os pacientes inscritos no SIRveNIB foram tratados em 27 centros em dez países da Ásia Pacífico, incluindo a Nova Zelândia. Os resultados do SIRveNIB devem estar disponíveis no primeiro semestre de 2017.

O sorafenibe foi estabelecido como o tratamento padrão para pacientes com CHC avançado após os resultados de dois estudos clínicos centrais randomizados e controlados, que demonstraram um aumento de sobrevivência geral, em comparação com o placebo. [2], [3] Entretanto, 80% dos pacientes tratados com sorafenibe também experimentaram eventos adversos, relacionados ao tratamento. A RTIS com microesferas de resina de Y-90 SIR- Spheres é um tratamento aprovado para tumores do fígado não operáveis. É um tratamento minimamente invasivo que aplica radiação beta de alta energia diretamente nos tumores. A RTIS é administrada em pacientes por radiologistas intervencionistas, que injetam milhões de microesferas radioativas (com diâmetros de 32.5 mícron ou cerca de um terço do diâmetro de um fio de cabelo humano), através de um cateter, nas artérias do fígado que fornecem sangue aos tumores. As microesferas usam o próprio suprimento de sangue dos tumores para aplicar uma dose de radiação de curto alcance, que é até 40 vezes maior do que a radioterapia convencional, mas sempre poupando o tecido saudável. O interesse em um estudo randomizado controlado da RTIS com o uso das microesferas de resina de Y-90 nessa população de pacientes se baseou em um número substancial de estudos de rótulo aberto em centros únicos, bem como em grandes análises em múltiplos centros de resultados de longo prazo, após a administração de microesferas de resina de Y-90 em pacientes com CHC não operável. [4]  

Atual disponibilidade de microesferas de resina de Y-90 SIR-Spheres

As microesferas de resina de Y-90 SIR- Spheres foram aprovadas para o tratamento de tumores de fígado não operáveis na Austrália, na União Europeia (marcação CE), Argentina (ANMAT), Brasil e diversos países na Ásia, tais como Turquia, Índia e Cingapura. O produto também está disponível para uso em países tais como Hong Kong, Israel, Malásia, Nova Zelândia, Taiwan e Tailândia. As microesferas de resina de Y-90 SIR- Spheres também receberam aprovação para pré-comercialização (PMA -- Pre-Market Approval) da FDA, sendo indicadas nos Estados Unidos para o tratamento de tumores de fígado metastáticos não ressecáveis de câncer primário colorretal, em combinação com quimioterapia intra-arterial hepática, usando floxuridina.

Sobre o carcinoma hepatocelular

O carcinoma hepatocelular (CHC) é a forma mais comum de câncer primário do fígado -- isto é, o câncer que se inicia no fígado -- que é o sexto tipo de câncer mais comum no mundo e a segunda causa mais comum de morte por câncer. [5] Ele afeta principalmente os pacientes com cirrose originária de qualquer causa, incluindo hepatite viral e alcoolismo. O CHC ocorre com maior frequência em regiões onde a hepatite é diagnosticada mais frequentemente, tais como a região da Ásia Pacífico e Europa Meridional. Quando diagnosticado em seu estágio inicial, o CHC pode ser tratado com ressecção cirúrgica, ablação ou transplante de fígado, com expectativa de maior sobrevivência de longo prazo. No entanto, essas opções não estão disponíveis para a grande maioria dos pacientes. Para os pacientes com CHC não ressecável, a perspectiva é ruim, com taxas de sobrevivência que variam de poucos meses a cerca de dois anos, dependendo da extensão dos tumores e do estado do fígado no momento do diagnóstico. [6] Nenhuma outra opção de tratamento do CHC foi testada com sucesso em grandes estudos por quase uma década.

Sobre os patrocinadores do estudo SIRveNIB

O SIRveNIB é um estudo iniciado por pesquisadores patrocinados pelo Hospital Geral de Cingapura, em colaboração com o Conselho Nacional de Pesquisa Médica, em Cingapura, o Centro Nacional do Câncer de Cingapura, o Instituto de Pesquisa Clínica de Cingapura e a Sirtex Medical Limited.

Para mais informações, por favor, visite: 

Hospital Geral de Cingapura http://www.sgh.com.sg
Conselho Nacional de Pesquisa Médica (National Medical Research Council), Cingapura http://www.nmrc.gov.sg
Centro Nacional do Câncer de Cingapura (National Cancer Centre Singaporehttp://www.nccs.com.sg
Instituto de Pesquisa Clínica de Cingapura (Singapore Clinical Research Institutehttp://www.scri.edu.sg
Sirtex Medical Limited http://www.sirtex.com

Referências:

  1. Estudo para comparar a radioterapia interna seletiva (RTIS) com o sorafenibe em carcinoma hepatocelular avançado localmente (SIRveNIB): http://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT01135056.  http://www.sirvenib.com.
  2. Llovet J, Ricci S, Mazzaferro V et al para o Grupo de Estudo de Pesquisadores SHARP. O Sorafenibe em carcinoma hepatocelular avançado. New England Journal of Medicine 2008; 359: 378-390.
  3. Cheng A, Kang Y, Chen Z et al. Eficácia e segurança do sorafenibe em pacientes na região Ásia Pacífico com carcinoma hepatocelular avançado: um estudo de fase III randomizado, duplo-cego, controlado por placebo. Lancet Oncology 2009; 10: 25-34.
  4. Sangro B, Carpanese L, Cianni R et al em nome da Rede Europeia sobre radioembolização com microesferas de resina de ítrio-90 (ENRY). Sobrevivência após radioembolização com microesfera de resina de ítrio [90] de carcinoma hepatocelular nos estágios BCLC: uma avaliação europeia. Hepatology 2011; 54: 868-878.
  5. Ferlay J, Soerjomataram I, Ervik M et al. Globocan 2012. v1.0, Incidência e Mortalidade do Câncer no Mundo: IARC CancerBase No. 11 [Internet]. Lion, França: Agência Internacional para Pesquisa do Câncer; 2013. Disponível em http://globocan.iarc.fr , acessado em 6 de junho de 2016.
  6. Associação Europeia para o Estudo do Fígado, Organização Europeia para a Pesquisa e Tratamento do Câncer. Diretrizes de prática clínica EASL-EORTC: Controle do carcinoma hepatocelular. Journal of Hepatology 2012; 56: 908-943.

SIR-Spheres® é uma marca comercial registrada da Sirtex SIR-Spheres Pty Ltd.

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FONTE Asia-Pacific Hepatocellular Carcinoma Trials Group (AHCC), National Cancer Centre Singapore, Singapore Clinical Research Institute (SCRI) and Sirtex Medical Limited

Erros de medicação devem ser combatidos com participação multidisciplinar e redesenhos de processos

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O gerenciamento dos processos relacionados a medicamentos em uma instituição de saúde é uma tarefa complexa que abrange várias etapas. Essa responsabilidade deve ser compartilhada com todos os profissionais de saúde que prestam assistência ao paciente: médicos, farmacêuticos, enfermeiros, técnicos de farmácia, técnicos de enfermagem, inclusive, o próprio paciente. Todos devem ser capazes de desenvolver e executar suas funções em seus locais de atuação, de forma consistente, tanto no cuidado aos pacientes internados, como também aos pacientes externos ou em unidades especializadas.

Desde o armazenamento e dispensação até à administração do medicamento, vários processos estão interligados e precisam ser executados adequadamente para garantir a qualidade e a segurança do cuidado. É preciso atenção redobrada, pois erros de medicação podem ocorrer em qualquer dos processos que fazem parte do circuito de medicamentos (prescrição, transcrição, dispensação, preparação e administração).

Apesar de todo esforço empreendido na busca da segurança do paciente, os erros de medicação e suas consequências representam um grave problema e um grande desafio a ser vencido no Brasil e em todo o mundo. Estudos apontam para a incidência de danos causados aos pacientes em decorrência da não observação de processos padronizados (Relatório “To Err is human: building a saferhealthcare system, Kohn, Corrigan, Donaldson, 2000).

Recentemente, a imprensa notificou um fato ocorrido em hospital do Paraná em que cerca de 50 servidores do hospital receberam doses de insulina no lugar de vacina contra o vírus H1N1, após a enfermeira confundir as ampolas. Várias pessoas foram internadas por apresentarem reações à insulina. A falha foi identificada pela própria servidora logo após a aplicação. A enfermeira está grávida e também aplicou insulina nela própria, por engano. A administração do hospital diz que a servidora afirmou que se confundiu com as embalagens, que são parecidas. Um processo administrativo foi aberto para investigar as responsabilidades.

Casos como esse têm ocorrido com frequência. Como podemos evitar incidentes dessa natureza? Que ações podem ser implantadas para impedir a ocorrência de erros ou diminuir a sua probabilidade?

O Manual de Acreditação da Joint Commission International (JCI), em seu primeiro capítulo apresenta as Metas Internacionais de Segurança do Paciente. A Meta 3 apresenta as diretrizes para melhorar a segurança dos medicamentos de alta vigilância, considerados como aqueles que podem causar danos mais graves ao paciente quando administrados por engano. Nesse grupo estão incluídos os anticoagulantes, quimioterápicos, antiglicemiantes, hipoglicemiantes, eletrólitos concentrados e também medicamentos com embalagem semelhante e/ou nomes que soam parecidos (medicamentos LASA – look alike/sound alike).

Esses medicamentos devem receber um tratamento especial para o seu uso seguro, pois a confusão de nomes e embalagens é uma causa comum de erros de medicação no mundo inteiro. A administração incorreta e equivocada de eletrólitos concentrados tem sido também um grande problema, principalmente em situações de emergência e no centro cirúrgico.

A recomendação da JCI é que o hospital, através de suas lideranças, defina a sua lista de medicamentos de alta vigilância e implante estratégias para o seu uso seguro, considerando o risco específico de cada medicamento. As listas desses medicamentos e orientações específicas podem ser encontradas na literatura ou através da OMS (Organização Mundial de Saúde) ou ISMP (Instituto para Práticas Seguras de Medicação).

As orientações e diretrizes devem incluir os processos específicos de armazenamento, prescrição, preparação, administração ou monitoramento. Ou seja, o local de armazenamento e a etiquetagem desses medicamentos devem ser diferenciados, de forma padronizada e consistente em todo o hospital, conforme definido na política institucional. Os processos de prescrição, preparação e administração desses medicamentos também devem obedecer às diretrizes específicas.

A realização de treinamentos continuados e a promoção atividades educativas para seus profissionais, para que sejam capazes de identificar o risco associado à utilização de medicamentos, é outra recomendação aos serviços de saúde.

Medidas simples de segurança, já amplamente discutidas na literatura, podem ser adotadas para prevenir e minimizar os erros nos processos de uso e administração de medicamentos. São elas: padronizar os processos; identificar corretamente os pacientes; não confiar na memória, implantar a dupla checagem; divulgar entre profissionais fontes de informações sobre medicamentos e facilitar o acesso a essas informações; utilizar novos materiais que ajudam a criar barreiras no processo de preparação e administração de medicamentos (exemplo, equipo de nutrição enteral que não conecte em cateter intravenoso). E para garantir que todas essas medidas sejam implantadas e que os processos sejam realizados de forma adequada, o monitoramento contínuo e consistente é a solução para avaliar e identificar os riscos, antes que ocorram os erros.

A participação de todos é fundamental para que processos seguros sejam implantados. Devemos considerar que a presença do farmacêutico na equipe de cuidados é uma iniciativa a ser seguida e que tem colaborado grandemente para a redução de erros. Muitos estudos também têm apontado para a importância do trabalho em equipe. Um estudo denominado Systems analysis of adverse drug events, de Leape e outros autores, publicado no JAMA, já em 1995, relata que quando a equipe tem a oportunidade de participar da melhoria dos processos, os profissionais são capazes de identificar problemas no sistema que levaram a erros e de redesenhar os sistemas.

É preciso ter em mente a garantia do cuidado seguro no uso de medicamentos e o tratamento adequado a cada paciente. Para isso, as instituições de saúde devem direcionar seus esforços para implantar políticas e procedimentos padronizados, definindo ações para o monitoramento dos processos.

Josélia Duarte é médica pediatra e educadora para a Melhoria da Qualidade e Segurança do Paciente do Consórcio Brasileiro de Acreditação/Joint Commission Internacional. É mestre em Saúde da Criança e da Mulher e especialista em Gestão Hospitalar, ambos pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz-RJ. Foi tutora do Curso de Especialização Internacional em Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Por cinco anos atuou na Coordenação de Planejamento do Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde.

Roche destaca inovações em oncologia no ASCO 2016

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A Roche, líder em inovação em oncologia, apresentou no encontro anual da ASCO (American Society Of Clinical Oncology), um robusto portfólio de pesquisas de suas moléculas contra os diferentes tipos de tumores, trazendo pesquisas que representam um novo horizonte para o tratamento de milhares de pacientes no mundo todo.

Em parceria com a Genentech (companhia do Grupo Roche), a empresa apresentou mais de 200 resumos de estudos em oito tipos de câncer. É esperado que muitos destes dados tenham um impacto importante para a prática da oncologia. Entre eles está o estudo IMvigor 210, de fase II, com o imunoterápico Tecentriq (atezolizumabe) para câncer de bexiga. A droga, que acabou de ser aprovada pela Food and Drugs Administration (FDA), agência regulatória dos Estados Unidos, para pacientes com um tipo específico de câncer de bexiga avançado, deve chegar ao Brasil no próximo ano. Já o estudo POPLAR, de fase III, demonstra o benefício da molécula para câncer de pulmão.

Além disso, visando ampliar o conhecimento científico, a empresa disponibiliza acesso gratuito a uma vasta quantidade de conteúdos apresentados durante o evento por meio do Diálogo Roche - um site exclusivo que oferece aos médicos brasileiros, o ano todo, informações relevantes para a atualização científica e serviços que colaboram para o desenvolvimento da prática clínica.

“Para a Roche, contribuir com a atualização de médicos e permitir acesso às novidades em oncologia e hematologia deste, que é um dos mais importantes encontros científicos do mundo, é uma responsabilidade, bem como uma forma de contribuir com a disseminação da Ciência. O paciente está no centro de todas nossas atividades, assim como na vida dos médicos. Temos o objetivo em comum de trazer melhores soluções aos pacientes. Um exemplo são os estudos em imunoterapia com a molélula atezolizumabe, entre outras, que têm demonstrado resultados consistentes no tratamento do câncer”, afirma Lenio Alvarenga, diretor médico da Roche Farma Brasil.

Sobre a Roche

A Roche é uma empresa global, pioneira em produtos farmacêuticos e de diagnóstico, dedicada a desenvolver avanços da ciência que melhorem a vida das pessoas. É considerada a maior empresa mundial de biotecnologia, com medicamentos verdadeiramente diferenciados nas áreas de oncologia, imunologia, infectologia, oftalmologia e doenças do sistema nervoso central.

A Roche também é líder mundial em diagnóstico in vitro e diagnóstico tecidual do câncer, além de ocupar posição de destaque no gerenciamento do diabetes. Combinando as forças das divisões farmacêutica e diagnóstica, a Roche se tornou líder em medicina personalizada - estratégia que visa encontrar o tratamento certeiro para cada paciente, da melhor forma possível.

Fundada em 1896, a Roche busca constantemente meios mais eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar doenças, contribuindo de modo sustentável para a sociedade. 29 medicamentos desenvolvidos pela Roche fazem parte da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, entre eles antibióticos que podem salvar vidas, antimaláricos e terapias contra o câncer. Há sete anos consecutivos, a Roche é considerada líder em sustentabilidade no grupo de indústrias de produtos Farmacêuticos, Biotecnológicos e Biológicos dos Índices Dow Jones de Sustentabilidade.

Com sede em Basileia, na Suíça, o Grupo Roche atua em mais de 100 países e, em 2015, empregava mais de 91.700 pessoas em todo o mundo. Em 2015, a Roche investiu 9,3 bilhões de francos suíços em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e suas vendas alcançaram 48,1 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é um membro integral do Grupo Roche. A Roche é acionista majoritária da Chugai Pharmaceutical do Japão. Para mais informações, visite www.roche.com.

Todas as marcas comerciais utilizadas ou mencionadas neste release estão protegidas por lei.

Hospital de Câncer de Barretos anuncia fechamento da unidade de Fernandópolis

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Na última Quarta-feira (1° de Junho), o diretor Henrique Prata anunciou o fechamento do Instituto de Prevenção de Fernandópolis do Hospital de Câncer de Barretos por falta de credenciamento e de recursos.

O Complexo de Barretos conta com oito unidades, três em Barretos, uma em Fernandópolis, que fechará em Junho, de acordo com Prata,  uma em Juazeiro (BA), uma em Campo Grande (MS), uma em Jales (SP), que também não possui credenciamento e uma em Porto Velho (RO).

O Hospital de câncer de Barretos fechou o ano de 2015 com custo operacional de R$ 480 milhões, mas recebeu de repasse do SUS apenas R$ 207 milhões, o restante foi conseguido com doações de incentivo fiscal e pela sociedade que realiza eventos em prol da instituição, como leilões e shows.

Inaugurado em 2013, o Instituto tem capacidade para atender 200 pacientes por dia, realiza exames preventivos de mama, próstata, pele e colo de útero, mas nunca foi credenciado pelo governo estadual e por isso não está recebendo os recursos necessários para ser mantido e vem sobrevivendo de doações escassas que acarretam no possível fechamento. Há um atraso de R$ 30 milhões em repasse de verba.

A unidade de Jales também está ameaçada pela mesma razão: falta de credenciamento.

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo lamentou por nota oficial serem inverídicas as declarações de Henrique Prado pois a Fundação Pio XII, mantedora do Hospital, recebeu em 2013 cerca de R$ 700 milhões para as unidades, incluindo a de Fernandópolis.

Em nota estava a declaração de que  R$ 178 milhões foram repassados desses R$ 700 milhões para cobrir o subfaturamento federal de forma absolutamente voluntária, negando qualquer dívida com a Secretaria de Estado. "E Até o final deste ano serão outros R$ 36,5 milhões em repasses extras para a instituição."

O governo ainda acrescentou que o credenciamento oncológico pelo Sistema único de Saúde (SUS) é de responsabilidade do Ministério da Saúde, estava na nota:

“Como sabe bem o presidente da Fundação Pio XII, o Estado cumpriu o seu papel e aprovou a habilitação tanto dos serviços de Fernandópolis quanto de Jales. Infelizmente o governo federal não teve a mesma rapidez. O credenciamento de serviços oncológicos pelo SUS cabe ao Ministério da Saúde, mediante de aumento de teto financeiro”.

Ainda foi afirmado que o pedido da unidade ambulatorial de diagnósticos de Fernandópolis foi aprovado em comissão bipartite (que reúne estado e municípios) em 17 março de 2015, e encaminhado ao órgão federal, e até o momento não deu resposta.

Saúde em 2016: Quais são as tecnologias essenciais para este setor?

2013 Esri International User Conference - San Diego, CA
http://www.esri.com/userconference Kris Krüg: http://www.staticphotography.com

Mas ao conversar com gerentes de TI do setor de saúde, gosto de pensar primeiro em outras coisas, menores, mas que podem mudar tudo aqui e agora. Porque incorporar tecnologia não é apenas uma ação de vanguarda, é identificar uma necessidade e responder com ferramentas que simplificam os processos, melhoram o atendimento e, especialmente neste setor, contribuem para salvar vidas.

Uma coisa que definitivamente deve evoluir no setor é a gestão do histórico clínico dos pacientes. De fato, há instituições que estão avançando no processo de digitalização das informações dos pacientes, os chamados prontuários eletrônicos. Mas o desafio não termina aí, o mais importante da digitalização é garantir a disponibilidade dessa informação a partir de diferentes pontos de acesso e até mesmo poder compartilhá-la com outras instituições de saúde quando for necessário. Isto conduz à necessidade de criar um espaço de trabalho digital.

Através da criação de um espaço de trabalho digital e graças à virtualização dos dados, os médicos poderão ter acesso à informação com facilidade e esta informação estará sempre atualizada. Já existem muitos hospitais onde os médicos visitam os pacientes internados com seus tablets ou registram no computador os resultados dos exames clínicos e especificam a medicação recomendada após a consulta médica. Mas também podem ser digitalizados outros estudos, tais como radiografias e ultrassonografias, por exemplo; e os médicos podem ter acesso a essa informação para realizar consultas e, inclusive, para realizar um diagnóstico remoto.

Do meu ponto de vista, a possibilidade de contar com toda a informação consolidada e acessível a partir de diversos dispositivos, e deixar para trás o acúmulo de papel, é fundamental para avançar em direção ao diagnóstico remoto. Isto é ainda mais relevante quando, por exemplo, o médico acompanha o tratamento de um paciente grave e deve seguir o caso minuto a minuto, mesmo quando está fora do hospital. Ou inclusive quando as pessoas que moram numa cidade querem realizar alguma consulta ou escutar a opinião de um médico que está em outra localização geográfica.

Todo esse desenvolvimento produz um enorme impacto no atendimento ao paciente. Simplifica a forma como os médicos trabalham, permitindo-lhes dedicar mais tempo ao tratamento da saúde e não a complicados processos administrativos. Mas, ao mesmo tempo, gera dúvidas em relação à segurança e à confidencialidade da informação. E mais uma vez a resposta é dada pela tecnologia. Porque, precisamente, quando a informação é virtualizada, permanece segura no datacenter e nunca está armazenada no dispositivo utilizado. Também é possível controlar o acesso aos dados e estabelecer níveis de verificação da identidade das pessoas autorizadas a visualizá-los.

Virtualizar é o primeiro passo que recomendo aos gerentes de TI quando me dizem que querem levar seu hospital a outro nível. A partir daí, temos a base para evoluir e revolucionar o atendimento médico. Nos próximos posts, vou contar um pouco mais sobre a inovação neste setor. Estejam atentos às nossas novidades. Para finalizar, contem quais são as suas perspectivas e suas dúvidas, vamos debater qual é a melhor maneira de realizar uma verdadeira mudança no setor de saúde. O céu é o limite!

Como seria o programa de Medicina Hospitalar ideal?

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Em recente evento, o Fórum Multidisciplinar de Medicina Hospitalar, organizado pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional Paraná, durante almoço de confraternização, foi esta a pergunta que pautou conversa animada minha com Paulo Paim, presidente recém escolhido para a fundada Academia Brasileira de Medicina Hospitalar.

Foi muito interessante avaliarmos pontos positivos e negativos de nossos programas. Concluímos que estamos em busca do modelo ideal, e temos muito a aprender uns com os outros.

Os dois cases que foram apresentados oficialmente no evento foram justamente os nossos – Hospital Divina Providência e Hospital da Cruz Vermelha do Paraná.

No HDP, iniciamos em janeiro de 2014. O hospital chamou-me em razão de uma principal necessidade: EFICIÊNCIA. Precisava reduzir tempo médio de permanência hospitalar, aumentar giro e, consequentemente, produção. O desafio era aumentar a capacidade virtual do charmoso hospital localizado no bairro porto-alegrense Cascata, rodeado de invejável área verde e belas paisagens, mas incapaz de crescer fisicamente.

Em dois anos de trabalhos, consolidamos redução de ~ 50% no tempo médio de permanência, em comparação com clínicos atuando no modelo tradicional (figura 1), sem nenhum impacto negativo em mortalidade hospitalar e readmissões. Pelo contrário, reduzimos drasticamente reinternações também. No HCV, a redução em permanência foi de ~ 25% (figura 2).

Figura 1 Figura 1

Figura 2 Figura 2

Pontos fortes do HDP:

Grupo, até consolidação dos resultados 2014-2015, altamente comprometido e engajado;

Gestão de indicadores pelo próprio grupo, pró-ativa, observando objetivos pré-estabelecidos; competição saudável entre os médicos do grupo*.

* No HDP, monitorei e atuei no desempenho não apenas de nosso conjunto em comparação com outros em atividade na instituição, mas também no desempenho de cada hospitalista individualmente, permitindo comparações de cada profissional com ele próprio, ao longo de tempo, bem como de cada um com seus demais colegas médicos da equipe, estratégia que literalmente copiei de hospitais que visitei no exterior.

Meu desempenho individual Meu desempenho individual

Isto permitiu observações interessantes:

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Pontos fortes do HCV:

Remuneração toda direcionada para as atividades centrais do hospitalista **;

Alta direção fala do programa em 1a pessoa.

** para melhor entendimento de escopo de atuação do hospitalista, aconselho leitura complementar

Pontos fracos do HDP:

Modelo de remuneração complexo e frágil;

Atuação paralela em TRR determinante de desgaste na relação entre parte dos médicos e alguns enfermeiros e representantes da direção.

Pontos fracos do HCV:

Necessidade de ampliação da atuação de parte dos hospitalistas em áreas de Section Three: Healthcare Systems (Core Competences).

Nosso programa de MH ideal tem, então:

- Relação de ajuda mútua e respeito máximo entre médicos hospitalistas e alta direção;

- Médicos generalistas fazendo coordenação do cuidado nas enfermarias, assumindo todos ou parte dos pacientes, atuando  horizontalmente, com continuidade não apenas das equipes, mas nas equipes, e com apoio tranversal de subespecialidades variadas, por demanda;

- Gestão dos grupos e serviços de apoio pela alta-direção, cobrando a mesma eficiência que cobra dos hospitalistas, mas jamais colocando os médicos do programa e equipes de apoio em conflito. A título de exemplo: não podem ser os hospitalistas a estar cobrando tempo de resposta de pareceristas, ou mesmo que está cobrança seja percebido como vinda dos hospitalistas. Praticamente não se faz mais medicina em hospital de alta complexidade apenas com o dueto clínico-paciente, e eficiência global só será factível se todos os envolvidos na cadeia assistencial compartilharem metas e objetivos.

- Médicos contratados pelo hospital, mas em ambiente onde sintam-se donos do programa, e, porque não dizer, de toda a organização;

- Modelo de remuneração que valorize a atividade principal do hospitalista, tornando a atuação o menos dependente possível de serviços complementares;

- Cuidado para, estando o hospitalista mais dentro da instituição que muitos outros médicos, não torná-lo “pau pra toda obra” ou “médico de conveniência";

- Tempo protegido para hospitalistas (parte deles, ao menos) desenvolverem atividades não clínicas, principalmente com foco em qualidade e segurança do paciente.

Acabo por aqui, sem resumir tudo que discutimos, na esperança do mesmo tipo de conversa animada, a partir de comentários.

Mais informações sobre os dois programas também podem ser acessadas no vídeo.

[youtube]https://youtu.be/iSKq4jXSM-Y[/youtube]

Cristália recebe registro da Anvisa para o IFA Colagenase animal-free

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Após mais de uma década de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, o Laboratório Cristália recebeu o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o primeiro Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) biotecnológico obtido a partir da biodiversidade brasileira. Trata-se da Colagenase Cristália que, por ser desenvolvida em meio de cultura isenta de componentes de origem animal, é animal-free.

O IFA Colagenase Cristália confere maior atividade enzimática e pureza mais elevada em relação à Colagenase comum importada, além de ser inteiramente livre do risco de transmissão do mal da vaca louca, em consonância com as normas regulatórias. A Colagenase é a enzima utilizada na produção da Kollagenase, pomada para o tratamento de feridas de diversas etiologias (debridamento enzimático) e queimaduras, largamente utilizada em hospitais e por pacientes brasileiros. O processo de produção já foi devidamente patenteado.

O IFA Colagenase Cristália passará a ser utilizado não apenas para a produção da pomada Kollagenase, comercializada pelo Laboratório, mas permitirá o desenvolvimento de novas formulações, apresentações e associações terapêuticas voltadas para os mercados interno e externo.

“O registro do IFA Colagenase Cristália é uma das maiores conquistas do Laboratório, já que não apenas deixaremos de ser dependentes deste insumo como, pela primeira vez na história, o Brasil poderá exportar biotecnologia”, ressalta Dr. Ogari Pacheco, fundador e Presidente do Conselho do Laboratório Cristália.

Por ser um insumo de puríssima qualidade, o IFA Colagenase Cristália pode ser empregado também para uso em laboratório como isolador de células. “Normalmente, as células são ligadas umas às outras por meio do colágeno. Quando se isola a célula, é possível alcançar respostas mais claras no estudo celular. Portanto, lançaremos também o reagente com a Colagenase como substância ativa”, afirma o Dr. Pacheco.

O IFA Colagenase Cristália também poderá ser aplicado na Terapia Celular, procedimento de ponta usado na separação de células-tronco para o tratamento de determinadas deficiências, que só respondem a esse tipo de tratamento.

Da pesquisa da cepa ao desenvolvimento do produto foram investidos cerca de R$ 120 milhões, incluindo a construção da planta de Biotecnologia para Anaeróbicos, inaugurada em 2014 no Complexo Industrial Farmoquímico, Farmacêutico e Biotecnológico do Laboratório Cristália, instalado em Itapira, no interior de São Paulo.

Também em 2014, a planta recebeu da Anvisa o Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF), iniciando o processo para obtenção do seu registro junto à autoridade sanitária. Dentre as características do processo produtivo, a planta está entre as mais modernas do mundo e possui Nível de Biossegurança 3 (NB3), conferindo total segurança aos trabalhadores, ao meio ambiente e aos consumidores desse produto.

“O Cristália é um laboratório que respira inovação desde a sua fundação, em 1972, razão pela qual produz 53% dos IFAs empregados em seus produtos”, ressalta Dr. Pacheco.

O Cristália exporta para mais de 30 países, seguindo os padrões de referência das farmacopeias vigentes. Atualmente, 7% do faturamento do Laboratório Cristália é resultado da exportação de medicamentos. Agora, com o registro da Colagenase Cristália, a expectativa é chegar em torno de 11%.

Kollagenase: A pomada Kollagenase, até então formulada com o IFA importado, é fabricada e comercializada pelo Cristália desde 1979. É líder de mercado no Brasil, abrangendo mais de 64% do mercado brasileiro de produtos à base de Colagenase.

Cristália - Sempre um passo à frente

O Cristália é um Complexo Industrial Farmoquímico, Farmacêutico e Biotecnológico 100% brasileiro. Referência em inovação e tecnologia, o Cristália conquistou 89 patentes em diversos países e é pioneiro em realizar a cadeia completa de um medicamento, desde a concepção da molécula até o produto final.

Focado em pesquisa e inovação, o Laboratório Cristália produz 53% dos insumos utilizados em seus medicamentos. Exporta regularmente princípios ativos e produtos acabados para mais de 30 países. Em anestesia, é líder de mercado na América Latina. Para mais informações, visite o site www.cristalia.com.br

Conheça alguns hábitos de enfermeiros altamente eficientes [Infográfico]

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Além disso, esse profissional coleta dados do paciente e define a conduta do tratamento no viés da própria área. Alguns relacionamentos e papéis vão se restabelecendo em um cenário de constante mudança e desenvolvimento que é o de saúde e a lista do enfermeiro é longa: a higienização, alimentação, administração de remédios e curativos, além do trabalho educativo para o cuidado preventivo do paciente.

A empresa norte-americana capacitada no aprendizado staff, Sunbelt Staffing desenvolveu um infográfico com hábitos para você que é enfermeiro ou busca campo na profissão para tornar o dia-a-dia mais eficiente e mais prático também.

Ao invés de tomar atalhos, busque realizar as tarefas de forma estruturada, passo-a-passo, respeitando o procedimento. Atalhos podem economizar tempo, mas o custo pode ser alto caso prejudique caso não realização correta de certa atividade e em saúde o risco pode ser de vida. O mesmo acontece se você quiser apressar suas tarefas, evite. Procure sempre mentalizar uma lista de atividades e realize calmamente porque a falta de concentração pode levar erros mais graves.

Procure manter a mente aberta para novas técnicas e expertises, encontrando a possibilidade de crescimento. Se acomodar é extremamente tóxico em qualquer área do mercado, outros estão se progredindo, procure meios para otimizar suas habilidades, coletando informações em revistas, portais e jornais da área.

Tenha como seu aliado, o tempo e o foco nas atividades que você está desempenhando. O gerenciamento deste tem que ser parte da natureza de um enfermeiro, dividindo o dia em tarefas e os horários para realiza-las, mesmo assim seja flexível a novos acontecimentos e procedimentos caso necessário de forma pro-ativa no tratamento do paciente.

Peça ajuda sempre que precisar, apesar de ser você quem ajuda normalmente, é normal haverem espaços duvidosos e nebulosos em uma rotina hospitalar. Mesmo que normal, é preciso combater a partir do maior número de informações possíveis por isso, pergunte sem hesitar, inclusive para o seu colega enfermeiro.

Objetivos nos direcionam a realizar funções e inspiram outros a também realizarem suas metas, por isso crie objetivos realistas para você, a longo e a curto prazo.

Trabalhe em equipe, respeitando e comunicando com transparência sempre. É importante saber lidar com pessoas nessa profissão. com os colegas então é essencial, por isso ajude quando necessário e entregue informações valiosas para a equipe com menos negatividade possível.

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