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Hetero lança 'Bevacizumab' biossimilar para o tratamento de Câncer Colorretal Metastático (mCRC) com o nome de 'CizumabTM'

HYDERABAD, Índia, 27 de junho de 2016 /PRNewswire/ -- Hetero, uma das maiores empresas farmacêuticas genéricas da Índia, hoje anuncia o lançamento de 'Bevacizumab' Biosimilar na Índia para o tratamento de câncer colorretal metastático (mCRC) com o nome de 'CizumabTM'

O produto foi aprovado pelo Drug Controller General of India (DCGI) e foi recomendado como tratamento de primeira linha para mCRC. O produto será disponibilizado para pacientes em um frasco único com duas doses, 100 mg e 400 mg. Será anunciado e distribuído por Hetero Healthcare Limited, uma empresa do grupo Hetero.

Comentando sobre o lançamento do produto, Dr. BPS Reddy, CMD, Hetero Group of Companies afirmou: "Tem sido uma jornada muito animadora para nós na Biologia. A Bevacizumab da Hetero é o terceiro produto em nosso portfólio biológico, depois do Darbepoetin alfa e do Rituximab. Acreditamos que CizumabTM será uma opção de tratamento com custo eficiente para pacientes Índia."

O produto será produzido em nossos laboratórios biológicos dedicados e de última geração em Hyderabad, Índia.

Sobre a Hetero: 

Hetero é uma das maiores empresas farmacêuticas genéricas na Índia e é um dos maiores produtores de drogas antirretrovirais para o tratamento de HIV/AIDS. Com mais de 20 anos de especialização na indústria farmacêutica, as áreas estratégicas de Hetero, incluem APIs, formulações finalizadas e biossimilares. Hetero também oferece serviços farmacêuticos personalizados para seus parceiros ao redor do mundo. A empresa é reconhecida por sua força em Pesquisa e Desenvolvimento, fabricando e comercializando uma ampla variedade de produtos.

Hetero tem mais de 25 instalações de produção de última geração estrategicamente localizadas ao redor do globo. A maioria das nossas instalações foram auditadas com sucesso e aprovadas por várias autoridades regulatórias como EUA-FDA, UE, TGA - Austrália, MCC - África do Sul e outras. Nosso portfólio inclui mais de 200 produtos, englobando grandes categorias terapêuticas como HIV/AIDS, oncologia, cardiovascular, neurologia, hepatite, etc.

Hetero tem uma forte presença global em mais de 120 países e se concentra em fazer remédios acessíveis para pacientes de todo o mundo. Para mais informações sobre Hetero, visite http://www.heteroworld.com

Contato com a mídia:
A Jeyasingh Balakrishnan
Comunicação Corporativa
Hetero
Celular: +91-9989626541/ +91-9833836185
E-mail: jeyasingh.b@heterodrugs.com

FONTE Hetero

Envelhecimento elevará o total de internações de beneficiários em mais de 30% até 2030, aponta IESS

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O total de internações de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares deve saltar de 8,2 milhões, em 2014, para 10,7 milhões em 2030, de acordo com projeção inédita do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O que representa um crescimento de 30,5% no período analisado. Mais impactante ainda é o fato de que, por conta do envelhecimento do brasileiro, o total de internações para a faixa etária de 59 anos ou mais vai crescer 105% no período. Isso mensura o tamanho do desafio a que a saúde suplementar estará submetida nos próximos anos para dimensionar sua rede de atendimento.

“Estamos passando por uma mudança no perfil de utilização e serviços de saúde que vai exigir o redimensionamento da rede atendimento e todo o modelo assistencial”, afirma o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro.

A projeção de crescimento da utilização dos serviços assistenciais de saúde e dos gastos por tipo de procedimentos (internações, exames, terapias e consultas) e faixa etária foi analisada no estudo “Atualização das projeções para a saúde suplementar de gastos com saúde: envelhecimento populacional e os desafios para o sistema de saúde brasileiro”, que pode ser lido na íntegra no link: www.iess.org.br.

Desde 2012, o IESS produz análises e estimativas do impacto do envelhecimento populacional no Brasil sobre a saúde suplementar. Essa é, porém, a primeira vez que o Instituto estima a demanda quantitativa e não apenas os efeitos monetários da mudança demográfica em curso no Brasil.

"O rol de cobertura e procedimentos exigido das operadoras pela ANS é bastante rigoroso. O mesmo vale para a exigência de dimensionamento da rede de cobertura. Será preciso um esforço grande de investimentos para manter esse equilíbrio assistencial", analisa Carneiro. "Esses investimentos podem e devem ser induzidos pelas operadoras, governo e, principalmente, pelos prestadores de serviços de saúde no Brasil. Mas, também, desponta como um enorme polo de atratividade para novos interessados em investir nesse setor", adiciona.

O estudo avaliou dois cenários para medir o impacto do envelhecimento populacional no setor de saúde suplementar do País. No primeiro, foi avaliado o impacto isolado do envelhecimento, mantendo-se constantes, às taxas de 2014, a estrutura de gasto médio por faixa etária, a proporção de beneficiários de planos de saúde em cada faixa etária e os custos assistenciais. Nesse caso, em 2030, seriam 59,4 milhões de beneficiários de planos de saúde no Brasil e os gastos assistenciais das operadoras chegariam R$ 165,8 bilhões, um avanço de 55,9% em comparação a 2014, motivado exclusivamente pelo envelhecimento da população brasileira.

No segundo cenário, que é mais realista, além do envelhecimento, o custo de consultas, exames, terapias, internações e outros procedimentos ambulatoriais (OSA) foram corrigidos de acordo com o Índice de Variação do Custo Médico-Hospitalar (VCMH/IESS). Para essa projeção, a elevação dos custos foi calculada com base na média do VCMH/IESS de 2007 a 2015, que foi de 6,9%, já descontando a inflação de 6% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse caso, o total de beneficiários seria o mesmo constatado no primeiro cenário e os gastos assistenciais chegariam a R$ 396,4 bilhões em 2030, um avanço de 272,9% em relação a 2014. Este foi o cenário utilizado como base para apontar a variação com cada item das despesas assistenciais.

O estudo considera, portanto, como principal fator para a mudança na utilização do sistema de saúde a mudança demográfica da população. A alteração de demanda será sentida em todos os tipos de procedimentos.

Segundo os números do estudo, os beneficiários com idade entre 19 anos a 58 anos responderam por 60,9% das 8,2 milhões de internações registradas em 2014, ou 5 milhões de internações. No mesmo ano, os beneficiários com 59 anos ou mais responderam por 24,4% – 2 milhões – das internações. Até 2030, a frequência de utilização desse serviço pela faixa etária mais velha deve crescer 105%, chegando a um total de 4,1 milhões de internações. O que representaria 38,3% do total de internações previstas para aquele ano. Já o total de internações de beneficiários de 19 a 58 anos avançaria 14%, chegando a 5,7 milhões e representando 53,3% das 10,7 milhões de internações previstas para 2030. Os beneficiários com até 18 anos responderam por 14,6% das internações em 2014, o que equivale a 1,2 milhões de procedimentos. Em 2030, esse grupo etário deverá responder por 8,4% do total de internações, com 0,9 milhão de beneficiários internados. O que representa uma retração de 25%, em linha com a mudança demográfica esperada para o País.

Apesar de a alteração do perfil da população e dos beneficiários ser mais sentida na quantidade de internações, as mudanças também serão nítidas nos demais serviços de saúde. O total de consultas deve saltar de 296,3 milhões, em 2014, para 349,1 milhões em 2030, crescimento de 17,8%. Contudo, a utilização desse serviço pelos beneficiários com mais de 59 anos deve mais do que dobrar. O estudo do IESS aponta que esse grupo etário realizou 43,1 milhões de consultas em 2014 e deve realizar 86,6 milhões em 2030. Avanço de 100,9%. No mesmo período, para o mesmo grupo, o total de exames deve subir 101,9%. Saindo de 204 milhões para 411,8 milhões. Já o total de terapias irá aumentar de 25,6 milhões para 51,8 milhões. Incremento de 102,3%.

Em nenhum dos grupos de procedimentos analisados a utilização dos beneficiários com idade entre 19 e 58 anos deve crescer mais do que 14%. Já a utilização desses serviços por beneficiários com até 18 anos irá cair mais de 15% em todos os casos.

Despesas assistenciais

As despesas assistenciais do setor de saúde suplementar devem chegar a R$ 396,4 bilhões em 2030, de acordo com a projeção realizada pelo IESS. Isso representa um avanço de 272,8% em relação às despesas assistenciais de R$ 106,3 bilhões, constatadas em 2014. “A projeção, contudo, é conservadora e deve-se esperar que o crescimento real dos gastos ainda maior”, destaca Carneiro.

Segundo o estudo, que avalia o crescimento dos gastos com base no envelhecimento da população e na variação dos custos médico-hospitalares, em 2030, os planos de saúde devem dispender R$ 260,3 bilhões apenas em internações de seus beneficiários. O montante é 331,7% superior aos R$ 60,3 bilhões gastos em 2014. “As despesas com internações já respondem pela maior parte dos gastos assistenciais e devem ter sua participação aumentada para quase dois terços do total em 2030, o que evidencia a necessidade de trabalharmos políticas de promoção da saúde”, alerta Carneiro. “Focar em promoção da saúde é uma mudança necessária não só do ponto de vista da sustentabilidade do setor, mas principalmente para possibilitar que a população tenha mais qualidade de vida para aproveitar o incremento na longevidade que estamos presenciando, que se tornem, portanto, idosos saudáveis e ativos”, completa.

Os gastos que, proporcionalmente, mais devem crescer no período, contudo, são aqueles com terapias. Em 2014, as despesas assistenciais com terapias somaram R$ 5,5 bilhões. Em 2030, este valor deve atingir R$ 54,7 bilhões, alta de 894,5%. Com isso, os gastos com terapia ultrapassariam aqueles com consultas e exames, se tornando a segunda despesa dos gastos assistenciais.

No mesmo período, os gastos com consultas saltariam de R$ 11,5 bilhões para R$ 19,3 bilhões, um aumento de 67,8%. E os gastos com exames cresceriam 64,1%, de R$ 20,6 bilhões para R$ 33,8 bilhões.

O IESS destaca que as previsões, nos dois cenários apontados no estudo, são conservadoras, uma vez que não consideram nem a incorporação de novas tecnologias, nem o aumento da expectativa de vida da população e a maior exigência de cuidados de saúde que naturalmente surgiriam em decorrência desse incremento. Também não são projetados os efeitos da variação da frequência de utilização dos serviços e da taxa de cobertura ou do crescimento econômico, entre outras variáveis que influenciam os gastos com saúde. Por outro lado, igualmente não são projetadas alterações que possam reduzir os custos, como ganhos de escala ou eficiência.

De todo modo, o estudo desenha um cenário que, na visão do superintendente executivo do IESS, obriga a sociedade brasileira a buscar mecanismos de aprimoramento da cadeia da saúde como um todo. As propostas defendidas pelo IESS envolvem o estabelecimento e publicidade de índices de qualidade de prestadores de serviços, estímulo à concorrência ao combater falhas de mercado (sobretudo assimetrias de informações de fornecedores de insumos médicos), modernização de modelos de pagamento de prestadores de serviços (premiando a eficiência e o desfecho clínico e punindo o desperdício), e análise técnica e transparente para adoção de novas tecnologias em saúde análise. “O mercado precisa se modernizar de modo que a escalada de custos e a mudança na utilização dos serviços, também geradas pelo envelhecimento populacional, não se tornem um risco à sustentabilidade do setor”, alerta Carneiro.

AAHRPP credencia mais quatro organizações de pesquisas, inclusive as primeiras na África e na América do Sul

WASHINGTON, 27 de junho de 2016 /PRNewswire/ -- A Association for the Accreditation of Human Research Protection Programs (Associação para o Credenciamento de Programas de Proteção à Pesquisa Humana) anunciou hoje o credenciamento de mais quatro organizações de pesquisas, inclusive suas primeiras organizações na África e na América do Sul.

As organizações recentemente credenciadas são:

  • Affiliated Hospital of Nanjing University of Traditional Chinese Medicine, Nanjing, Jiangsu, China
  • Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, São Paulo, Brasil
  • TREAD Research, Cidade do Cabo, África do Sul
  • Valley Health System, Ridgewood, Nova Jersey

"Cada um desses credenciamentos representa uma 'primeira vez' para nós", disse Elyse I. Summers, presidente e CEO da AAHRPP. "É com muito entusiasmo que adicionamos uma diversidade geográfica e substantiva à nossa família de organizações credenciadas pela AAHRPP, com as primeiras organizações nos continentes da África e da América do Sul, nossa primeira organização que se concentra na medicina tradicional chinesa e, acredite se quiser, nossa primeira organização no estado de Nova Jersey.

"Ainda mais importante, porém, é o que esses credenciamentos significam para a comunidade global de pesquisas", ela acrescentou. "Nos Estados Unidos e no exterior, mais e mais organizações estão se comprometendo com os padrões da AAHRPP para ética, qualidade e segurança nas pesquisas. Isso é uma ótima notícia para os participantes de pesquisas, pesquisadores, patrocinadores e todos que, em última análise, se beneficiarão das descobertas que a pesquisa torna possíveis."

Até agora, 231 organizações receberam o credenciamento da AAHRPP. Entre elas, 35 estão localizadas fora dos Estados Unidos.

Para obter o credenciamento da AAHRPP, as organizações precisam demonstrar que desenvolveram medidas de segurança abrangentes em todos os níveis de suas operações e que aderem aos mais altos padrões de pesquisa. No empreendimento de pesquisa colaborativa global de hoje, as organizações dependem cada vez mais do status de credenciamento da AAHRPP para a identificação de parceiros de pesquisas confiáveis. 

A AAHRPP credenciou organizações em 47 estados, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Índia, México, República da Coreia, Arábia Saudita, Cingapura, África do Sul, Taiwan e Tailândia. Todos os principais conselhos de revisão institucional independentes dos EUA receberam o credenciamento da AAHRPP. Além disso, mais de 60 por cento das universidades de pesquisa intensiva dos EUA e mais de 65 por cento das faculdades de medicina dos Estados Unidos são credenciadas ou iniciaram o processo de credenciamento da AAHRPP. Os Institutos Nacionais de Saúde, o maior patrocinador público de pesquisas do mundo, receberam o credenciamento, assim como a Pfizer, Inc., a maior patrocinadora do setor de pesquisas clínicas.

Sobre a AAHRPP: A AAHRPP, uma organização sem fins lucrativos, fornece credenciamentos para organizações que realizam ou analisam pesquisa humana e que podem comprovar que suas proteções excedem as medidas de segurança requeridas pelo governo dos Estados Unidos. Para saber mais acesse www.aahrpp.org.

PARA MAIS INFORMAÇÕES CONTATE: 
Sarah Kiskaddon
Vice-presidente de relações públicas e desenvolvimento global 
skiskaddon@aahrpp.org 
(202) 783-1112 

Logo - http://photos.prnewswire.com/prnh/20130625/NY37243LOGO

FONTE Association for the Accreditation of Human Research Protection Programs

Verificação de credenciais médicas: é realmente necessária?

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Foi com surpresa e certa preocupação, que as instituições acreditadas no Brasil e em todo o mundo perceberam as novas exigências do Capítulo SQE – Educação e Qualificação de Profissionais – da 5ª edição e atual versão do Manual de Acreditação para Hospitais da Joint Commission International (JCI) – representada no Brasil pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).

De acordo com os novos padrões do Capítulo (SQE.9), não basta a instituição solicitar aos profissionais médicos a apresentação de suas credenciais, como diploma, e certificados de conclusão de cursos de especialização, como residência médica, pós-graduação e especialização, mas também é necessário que todos esses documentos sejam validados junto às instituições formadoras, processo denominado “validação na fonte primária”.

Como duvidar da palavra, ou ainda mais, de um documento apresentado por um médico brasileiro? Isso não faz parte da nossa cultura, e muitas vezes apenas a solicitação da apresentação do diploma médico e demais certificados é compreendido como razão de constrangimento para um profissional médico. Se falsidade ideológica existe, deve ocorrer em países distantes, como o caso de mais de 500 falsos médicos indianos divulgado há alguns anos, e não em nosso meio.

No entanto, cada vez mais e com maior frequência, a mídia brasileira nos apresenta notícias do mundo real, que nos faz compreender que essa é também uma realidade presente entre nós. Recentemente, o jornalista Ancelmo Gois publicou em seu blog sobre um falso médico preso ao chegar na Clínica da Família em Barros Filho (Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro), onde trabalhava regularmente. De acordo com a Polícia Civil, informa o blog, ele conseguia atender aos pacientes graças a informações pesquisadas na internet.

A importância do assunto foi ressaltada pela publicação esse ano pela JCI de um documento (White Paper on Primary Source Verification) que orienta e enfatiza a importância da verificação das credenciais na fonte primária como estratégia para a redução de risco para os pacientes e seus familiares.

Outra matéria publicada no site G1, das Organizações Globo, relata a morte de mais uma mulher jovem submetida à lipoaspiração em Goiânia, operada por um médico que dizia ter especialização em cirurgia plástica, mas só comprovou especialização em Medicina do Trabalho. Nesse sentido, também a 5ª edição do Manual de Acreditação para Hospitais da JCI, no Padrão SQE.10, deixa claro a necessidade da atribuição de ‘privilégios clínicos’ ao corpo médico pelas lideranças médicas da instituição, garantindo que o paciente receba o cuidado adequado por parte de um profissional com competência e treinamento específico para o procedimento, ou procedimentos, em questão.

É necessário que as instituições de saúde compreendam a sua responsabilidade e comprometimento com a qualidade e a segurança no cuidado prestado pelos profissionais médicos por ela autorizados a atuarem junto aos pacientes e familiares. Basta verificar!

* Regina Müller é médica com especialização em cardiologia pediátrica pela Universidade Ludwig Maximiliams (Alemanha), por onde também concluiu seu doutorado em Medicina. Possui ainda mestrado e doutorado em Ciências da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É avaliadora do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), associado no Brasil da Joint Commission International (JCI).

Médicos do Hospital Unimed-Rio estão entre os selecionados para curso em Harvard

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De 23 a 25 de junho, 25 médicos brasileiros participarão do curso New Developments in Heart Failure (Novos Desenvolvimentos em Insuficiência Cardíaca, em livre tradução), na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Dos selecionados, somente dois são do RJ e ambos fazem parte do corpo clínico do Hospital Unimed-Rio: Dr. Wolney de Andrade Martins, coordenador de Ensino e Pesquisa, e Dr. Humberto Villacorta, coordenador da Clínica de Insuficiência Cardíaca.

O curso é organizado pelo médico Peter Libby – especialista em medicina cardiovascular – em associação com a Harvard Medical School e o Brigham na Women’s Hospital. O público-alvo são cardiologistas com renome no campo de pesquisas cardiovasculares.

Metodologia reduz desperdícios, aumenta produção e causa impacto nos custos e lucros das instituições de saúde

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Ela surgiu, no Japão, na década de 40 na indústria automotiva e só chegou à área hospitalar sessenta anos depois. Estamos falando de uma metodologia capaz de produzir serviços de alta qualidade, com processos otimizados e seguros, o que implica na redução do desperdício, de erros de processos e eliminação do retrabalho, impactando diretamente nos custos relacionados. É a metodologia Lean, já implementada com sucesso em hospitais norte-americanos e que, aos poucos, vem despertando interesse de profissionais e instituições de saúde brasileiras.

Educadora para acreditação de instituições de saúde e docente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), Ana Luiza Demarchi Geloneze, especialista com formação Black Belt na metodologia Lean Six Sigma, lembra que o Virginia Mason Medical Center (EUA), um dos pioneiros da adoção da metodologia, era até então um hospital deficitário que enfrentava grave crise institucional devido a um erro na assistência. “Após um árduo trabalho aplicando Lean, figurou entre os melhores hospitais dos Estados Unidos por seis anos consecutivos, de 2006 e 2011, sendo inclusive eleito pelo Leap Frog Group (organização sem fins lucrativos que avalia a segurança dos hospitais) como o melhor hospital norte-americano”, salienta. Segundo ela, outra instituição daquele país a adotar a metodologia foi o ThedaCare. Com sete hospitais e mais de 6.800 funcionários, a aplicação da ferramenta gerou uma economia superior a U$ 27 milhões. “O modelo de cuidado colaborativo desenvolvido e orientado pela metodologia Lean, resultou em uma redução de 25% dos custos globais da assistência. Entre 2008 e 2011, o ThedaCare aumentou em quase 20% a margem bruta de seu fluxo de caixa”, enfatiza Ana Geloneze, dizendo que, no Brasil, já existem diversas instituições hospitalares que iniciaram sua jornada Lean, revelando resultados expressivos.

Segundo a especialista, a metodologia, que tem como princípio priorizar as necessidades dos clientes, está intimamente ligada à melhoria da qualidade e redução de custos. “Podemos aumentar expressivamente o Giro de Leito dos hospitais, aumentar a rotatividade e produção das salas cirúrgicas, diminuir estoques de almoxarifado e farmácia, diminuir tempo de permanência, reduzir filas de espera para pacientes ambulatoriais aumentando a capacidade de atendimento, sem a necessidade de aumento de quadro de funcionários, apenas identificando e eliminando desperdícios e aproveitando os recursos já existentes”, garante. Ana Geloneze afirma que quando a ferramenta é utilizada para o Mapeamento de Fluxo de Valor são identificados desperdícios antes não reconhecidos que acabavam sendo incorporados aos processos e atividades de trabalho.

A educadora e docente do CBA é categórica ao afirmar: “A metodologia Lean não só trabalha focada na redução de desperdícios e aumento da produção, com impacto direto nos custos e lucros das instituições, como também promove mudanças que irão continuamente favorecer e melhorar a qualidade e segurança nestes ambientes”.

Para isso, é necessário utilizar uma ferramenta conhecida como DMAIC (definir, medir, analisar, implantar e controlar). “Essa e outras ferramentas, além dos principais conceitos e fundamentos da metodologia Lean, são ensinados aos profissionais que fazem o curso ofertado pelo CBA. Nele, os participantes entram em contato com exercícios práticos, experiências nacionais e internacionais e, aprendem identificar os benefícios da metodologia em prol dos padrões de acreditação internacional da Joint Commission International (JCI), da qual o CBA é associado no Brasil”, dia Ana Geloneze, docente do curso que é oferecido pelo CBA em formato à distância, presencial ou in company.

“Para quem não conhece esta ferramenta indico primeiramente realizar o curso à distância, pois introduz o profissional nos conceitos desta ferramenta, para depois participar do presencial”, recomenda Rosângela Boigues, coordenadora de Ensino do CBA. Segundo ela, o curso EAD tem formato de vídeo-aula, e pode ser iniciado assim que o interessado comprar o curso, pois já está disponível em nossa plataforma. “Enviamos o login e a senha. O curso fica aberto por 45 dias, podendo ser acessado pelo aluno no dia e horário que melhor lhe convier. Após a conclusão, emitimos o certificado online”, informa Rosângela. Para saber mais, acesse http://ead.cbacred.org.br/.

Informações do curso Lean, nas modalidades presencial ou in company, podem ser obtidas pelo tel. (21)3299-8241 ou secretaria.ensino@cbacred.org.br.

Dr. Google vai receber nova função de pesquisa de sintomas

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O Google é o ponto de partida de muitas inovações do mercado e com o lançamento do Dr. Google, uma plataforma para buscar sintomas de doenças fizeram tangível o que já era o começo majoritário do processo de cuidados com a saúde: pesquisar sobre na internet.

Agora com a ajuda da Harvard Medical School e Clínica Mayo , a função de sintomas de busca promete ser mais preciso e útil do que o primeiro Dr. Google lançado inicialmente.

O maior portal de pesquisa informou em seu blog oficial a seguinte nota: "Percebemos que depois de 20 minutos em pesquisas através dos fóruns de saúde, a chance do você estar encantado por termos médicos bem mais complicados e específicos, podendo causar uma dor de cabeça por informações pouco claras", além disso afirmaram que apesar de um por cento de todas as pesquisas mundiais serem associadas à sintomas, o Google sabia que não estava entregando os melhores resultados e nem da melhor forma.

O aplicativo de busca do Google atualizado será disponível para o Android e Apple iOS e irá corresponder pesquisas de sintomas através de um banco de dados médico. Os resultados irão aparecer como " cartões digitais ", de acordo com o Wall Street Journal, e os usuários podem deslizar para encontrar mais informações sobre possíveis condições médicas.

O Dr. Google também acrescentou o aviso: "Dito isso, busca sintoma (como toda a informação médica no Google) está destinada apenas para fins informativos , e você deve sempre consultar um médico para aconselhamento médico."

Enquanto sites como WebMD tiveram meios de checagens de sintomas durante anos , o Google parece ser o lugar de pesquisa padrão para tudo online. A empresa está simplesmente tentando fazer com que o motor de busca " um lugar útil para começar ", disse a nota oficial.

Programa online Álcool & Saúde já está disponível

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O site “Álcool & Saúde” foi lançado hoje, dia 24. O objetivo é oferecer de forma gratuita um serviço personalizado. As pessoas, após responderem algumas perguntas, receberão um plano para guiar suas próximas ações a fim de contribuir para que os usuários cadastrados diminuam o consumo de bebidas alcoólicas e possam obter benefícios em decorrência desta mudança.

Criado por professores e alunos, com o auxílio de quem já passou pelo processo de reduzir as bebidas no seu dia a dia, o projeto possui parceria com professores da UNIFESP e da Universidade de Kansas. Profissionais de diversas áreas, como psicologia e computação, também estão envolvidos na iniciativa. Além disso, todas as suas etapas seguem os princípios da Health on the Net Foundation.

Segundo a OMS, cerca de 3,3 milhões de mortes no mundo possuem relação ao consumo de álcool. Ainda que em baixas doses e entre os que não são dependentes da bebida, o álcool está associado com mais de 60 tipos de doenças, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, diabetes e diversos tipos de câncer (esôfago, estômago e fígado), dentre outros problemas de saúde mental (como a depressão e o desenvolvimento futuro da própria dependência de álcool).

Já no ar, o “Viva sem tabaco” segue a mesma linha, porém, para quem deseja parar de fumar. Conscientizando para os riscos de utilizar tais substâncias, a proposta é dar auxílio gratuito pela internet, de forma assertiva e complementar.

Os projetos fazem parte da linha de pesquisa de e-saúde do Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Outras Drogas (CREPEIA) em parceria com o Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Efetividade Clínica: A evolução da medicina baseada em evidência

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De acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Efetividade Clínica pode ser definida como “a aplicação dos melhores conhecimentos, obtidos com base em pesquisa, experiência clínica e nas preferências do paciente, visando sempre alcançar excelência nos processos e resultados positivos no cuidado”. A efetividade clínica compreende entre outros pontos, a obtenção de evidências, mudança de condutas e o impacto proporcionado pela alteração de alguma prática, o que normalmente ocorre por meio de auditorias clínicas e feedbacks de pacientes. Além disso, está diretamente relacionada ao atual momento das instituições de saúde, inclusive no Brasil, que buscam cada vez mais adotar políticas de governança clínica, equilibrando os valores clínicos e econômicos.

O setor está em uma fase de assimilação dos novos modelos de pagamento e de entrega dos serviços médicos. Por outro lado, está cada vez mais animado com as mudanças e inovações tecnológicas capazes de proporcionar um aumento da eficácia clínica. Esse foco intensificou-se na medida em que os sistemas de saúde em todo o mundo têm realizado esforços para reduzir custos e, ao mesmo tempo, aprimorar a qualidade e a segurança do atendimento, assim como facilitar o acesso aos tratamentos e melhorar a experiência dos pacientes. Para alcançar objetivos, é preciso incrementar processos e fazer uso de ferramentas capazes de otimizar a tomada de decisão clínica. Assim como, é necessário estar preparado para lidar com esses novos modelos de atendimento.

Além disso, nos últimos anos, o volume de informações geradas tem sido impressionante. As possibilidades de aproveitamento desses dados clínicos também estão aumentando, e em muitos casos, de uma maneira mais rápida que o sistema de saúde consegue absorver. Desta forma, não é surpresa que o setor de saúde não tenha avançado substancialmente rumo a uma maior padronização do atendimento, reduzindo a indesejável variabilidade entre regiões e provedores e, mais do que isso, que continue lutando com uma série de desafios que impedem de disponibilizar cuidados médicos de alta qualidade, com segurança e preços acessíveis.

A resposta para esses desafios é encontrada no conceito de soluções integradas, que funcionam em total sincronia com tecnologias pré-existentes e entregam o que realmente foi prometido. As organizações de saúde não deveriam ter que alcançar seus objetivos reaproveitando soluções tecnológicas na esperança que funcionem bem com os investimentos já realizados.

Essa responsabilidade de integração recai, ao final, sobre os provedores de recursos de suporte à decisão e conteúdo clínico, que tem o compromisso de entregar soluções de ponta a ponta capazes de ajudar médicos e organizações de saúde a melhorarem a efetividade do tratamento; apoiar todo o ecossistema – médicos, farmacêuticos, farmácias e pagadores; ao mesmo tempo se comprometendo com a prestação de cuidados eficazes e promovendo o melhor valor e tratamento possíveis. É crucial que o conteúdo médico entregue por meio dessas soluções seja harmonioso e consistente, para atender todos os ambientes de cuidado. Isso se torna perfeitamente possível com essas soluções que suporte a decisão clínica, melhoram o fluxo de trabalho, são fáceis de implementar, intuitivas e de grande impacto.

Conhecimento e tecnologia isoladamente não permitem melhorar a qualidade e os custos com a saúde.

Eles devem sempre vir combinados e implementados de maneira atraente para os usuários, provocando um impacto mensurável. Investir em tecnologia para a área de saúde melhora significativamente os cuidados com o paciente e, ainda, colabora para que as pessoas vivam de forma mais saudável e com a garantia de que terão cuidados primorosos quando adoecerem.

Em suma, efetividade clínica trata-se de fazer a coisa certa, do modo certo, no momento certo, para cada paciente.

Denise Basow, Health Denise Basow, Health

*Denise Basow, MD, é presidente e CEO da Unidade de Negócios de Efetividade Clínica da Wolters Kluwer, líder mundial em fornecimento de informações para profissionais e estudantes da área da saúde, que desenvolveu o solução para suporte a decisões médicas UpToDate®

Conferência internacional indígena sobre AIDS faz abertura da AIDS 2016 na África do Sul

DURBAN, África do Sul, 23 de junho de 2016 /PRNewswire/ -- Líderes do México, América, Bolívia, Chile, Guatemala, Austrália, Canadá e Nova Zelândia do International Indigenous Working Group on HIV & AIDS (IIWGHA - Grupo de Trabalho Indígena Internacional sobre HIV e AIDS) anunciam que sediarão a 6ª Pré-Conferência Indígena Internacional sobre HIV e AIDS, intitulada Recuperando as Vozes Indígenas: Nossas Vidas, Nossa Saúde e Nosso Futuro em Durban, logo antes da Conferência Internacional de AIDS em Umhlanga Ridge, Durban, KwaZulu-Natal, África do Sul, nos dias 16 e 17 de julho de 2016.

Esta pré-conferência afiliada ao evento AIDS 2016 destaca os povos indígenas da África do Sul para explorar a Indigeneidade na África e o HIV em suas comunidades. Ela é uma oportunidade para os povos indígenas compartilharem práticas sábias e promissoras, aprenderem uns com os outros e construírem relacionamentos com diferentes continentes, culturas, tradições e idiomas.

Muitos dos países representados pelo IIWGHA têm uma história de colonização e estão redescobrindo agora suas tradições para valorizar uma resposta colaborativa e culturalmente adequada ao HIV e à AIDS. As respostas incorporam curas, medicamentos, cerimônias e práticas holísticas tradicionais em conjunto com medicamentos científicos. 

"A África do Sul é um país-sede importante, porque está vivenciando a maior epidemia de HIV do mundo, com uma estimativa de 6,19 milhões de pessoas vivendo com o HIV", disse Ken Clement, copresidente do IIWGHA no Canadá. "Como em muitos dos países representados pelo IIWGHA, a população indígena da África do Sul tem uma representação excessiva."

Marama Pala, copresidente do IIWGHA na Nova Zelândia, acrescentou: "Nós temos um conhecimento de primeira mão da importância da conexão indígena com uma base tradicional de terra, o deslocamento dessa terra, e como as leis que deslocam os povos indígenas estão fazendo com que eles sejam deixados para trás."

Povos indígenas que vivem com HIV e AIDS, prestadores de serviços, pesquisadores, formuladores de políticas públicas, financiadores e líderes comunitários de todo o mundo, tanto indígenas quanto não indígenas, se reunirão em Durban, África do Sul, para celebrarem, definirem estratégias e se conectarem em uma resposta liderada por indígenas para o HIV e a AIDS.

Para obter mais informações ou para se inscrever, visite: http://bit.ly/iipcha2016

Sobre o IIWGHA iiwgha.org

Há mais de duas décadas, povos e líderes indígenas de todo o mundo vêm trabalhando em conjunto para formarem o Grupo de Trabalho Indígena Internacional sobre HIV e AIDS e construírem uma voz unificada para os povos indígenas em uma ação coletiva contra o HIV/AIDS por meio da criação de parcerias com governos, líderes indígenas, órgãos de pesquisa e organizações de AIDS.

Para obter mais informações: Contato com a imprensa: Shelley Mantei, Mediatonic PR, 1.604.649.2893, shelley@mediatonicpr.com

FONTE Canadian Aboriginal AIDS Network (CAAN)