Automação na saúde não exclui a humanização, mas a privilegia

Automação na saúde não exclui a humanização, mas a privilegia

A cada dia a automação avança em diversos segmentos de atividades, substituindo funções atreladas essencialmente em pessoas e com isso otimizando processos e volume de interfaces neles envolvidos.

Na saúde este movimento também tem se intensificado e, assim como em outras áreas, tem sido questionado o impacto negativo que a inserção das máquinas pode exercer sobre a redução de capital humano.

A resposta que dou pela experiência que vivencio particularmente na área da logística hospitalar, que pode ser transportada para qualquer outro segmento da saúde e fora dela, se baseia nos excelentes resultados que podem gerar a inserção de novos modelos de atuação com base na automação a partir da melhoria da capacitação humana e a sua valorização enquanto desenvolvimento de novas carreiras, bem como a eficiência gerada em toda a cadeia de serviços envolvidos, como mais precisão, produtividade, economia e segurança de dados para todos.

A verdade é que à medida que as novas tecnologias se inserem na saúde, mais importância tem o valor humano, tanto para quem atua como para quem usufrui de suas atividades.

Enquanto cargos se extinguem aqui, novos mercados de educação e trabalho se abrem acolá, e onde a preocupação deve ser sobre a nossa capacidade de suprir as novas oportunidades e necessidades na velocidade que elas exigem, especialmente considerando as dificuldades enfrentadas na nossa educação de base e o que segue a partir dela.

O Brasil está longe de ser referência em inovação em muitas das áreas em que atua, mas o tempo urge para que busquemos implementar soluções neste sentido, visto as necessidades crescentes de atendimento de consumo de produtos e serviços de uma população cada vez mais volumosa e idosa.

A logística hospitalar, no entanto, tem de destacado como uma ilha de excelência dentro do universo da saúde, com soluções nacionais que já servem de modelos para players internacionais. E elas só tem sido possíveis pela implementação de pessoas, de gente envolvida, comprometida, criativa e engajada, que no backstage de suas operações criam base para que mais gente, à frente dos atendimentos, possam exercer com mais eficiência o papel da humanização.

Novas formas de remuneração e tendências de acordos de compartilhamento de riscos

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Acompanhamos a 15ª edição do IQVIA World Review Conference que aconteceu no início de junho. A conferência sobre tendências de acordos de compartilhamento de risco, novas formas de remuneração e Value Based Healthcare utilizando dados de mundo real foi introduzida com um breve histórico da Saúde Suplementar no Brasil feito pelo presidente da ANS, Leandro Fonseca.

Alex O’Toole, VP e Global Head of Site & Patient Services, e Jaime Thompson, VP e General Manager, Real World Evidence, ambos da IQVIA, apresentaram as diferenças entre as quatro formas de contratos inovadores que incorporam considerações de valor: compartilhamento de risco baseado em finanças, compartilhamento de risco baseado em valor, cobertura com desenvolvimento de evidências e acordos de financiamento.

Estes modelos permitem diminuir o alto risco de novas terapias no mercado, especialmente porque há uma preocupação com o alto custo e as incertezas clínicas que elas trazem. As doenças que mais enfrentam este problema hoje em dia são das áreas de oncologia, cardiovascular, autoimunes e de distúrbios metabólicos.

Muitos avanços apoiaram estas novas formas de contrato. Considerando a infraestrutura dos provedores de saúde, podemos citar sistemas de faturamento e de gerenciamento da prática. Coleta de dados de pacientes através de dados de sinistro e de prontuário eletrônico; integração vinculando algoritmos a proteção da privacidade, além de fonte confiável para agregação e relatório de medições de contrato, com mecanismos para validação e auditoria.

A demanda por reembolsos baseados em valor é crescente e a recomendação é que se construa o quanto antes uma estratégia local de evidências. Este conselho serve para todos os players do mercado: da indústria farmacêutica pesquisando novos medicamentos ao provedor e pagador de serviços.

As fontes pagadoras dos serviços possuem três principais ferramentas para gerenciar os gastos com novas terapias: restringir o acesso, negociar e mitigar os riscos. No último caso é que se encontram as novas formas de contrato e as coberturas com desenvolvimento de evidências.

O foco tem sido na geração de evidência para mostrar efetividade e segurança assim como uma posição competitiva. A pergunta a ser feita é: como pode a geração de evidência através do ciclo de vida do produto melhor preparar o mesmo para as pressões do provedor e do pagador? Ou seja, é preciso iniciar a vida de um produto com seu fim em mente.

As alavancas deste processo podem ser os stakeholders, a tecnologia, os métodos empregados e os dados gerados. Estes podem criar uma infraestrutura para a geração de evidências e o relato de resultados de saúde de longo prazo.

Guilherme Julian, Gerente de Engajamento de Real-World Insights na IQVIA, mostrou que cada ator apresenta uma necessidade diferente de dados pois os utilizam para finalidades diferentes. Por exemplo, os órgãos reguladores precisam de dados de eficácia e segurança, enquanto os pacientes somente serão aderentes a um tratamento se os benefícios forem aparentes, tiverem uma melhoria da experiência no geral e os custos da intervenção forem razoáveis.

De qualquer maneira, existem critérios essenciais para que a transição para a saúde baseada em valor seja bem-sucedida, são eles: ambiente favorável para adoção, incluindo por exemplo cobertura em âmbito nacional, sistema de saúde integrado, desfechos centrados no paciente, modelo de pagamentos alternativos, infraestrutura de TI e engajamento dos stakeholders. O que vemos é que dados do mundo real estão apresentando um papel cada vez maior na tomada de decisão em saúde.

Tecnologia agiliza seleção de candidatos e aumenta índices de acerto na contratação

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Assim como sites de relacionamento aproximam pessoas com base no que elas buscam, plataforma de análise de dados ajuda empresa a encontrar o candidato ideal

A maioria das pessoas que possui um smartphone sabe que é possível fazer quase tudo no ambiente online, de compras no supermercado até conhecer uma pessoa com quem se relacionar. O diferencial em ascensão nos últimos anos é a personalização desses processos, na qual, por meio da base de dados coletada pelos aplicativos, os serviços ofertados para o indivíduo conectado são cada vez mais assertivos.

No mundo corporativo, a análise de dados vem provocando uma revolução silenciosa, mais especificamente no recrutamento de pessoas, processo que exige tempo e energia da área de Recursos Humanos, com considerável margem de erro.

Foi o que levou o executivo Rodolfo Fiorderize, gerente de People Experience da Doctoralia, a desenvolver uma parceria com a startup Recruta Simples, a fim de otimizar e personalizar esse processo de seleção. "Especificamos as necessidades e preferências da vaga e, por meio de palavras-chave e avaliações prévias feitas por nós sobre os currículos cadastrados na plataforma, a ferramenta é capaz de cruzar essas informações com as fornecidas pelas mais de 100 job boards parceiras, criando matches e identificando onde estão os melhores candidatos àquela posição ", conta Fiorderize.

Com o desafio de escalar um grande time, em território nacional, num curto espaço de tempo, a Doctoralia contou com o auxílio da empresa e conseguiu aumentar em 1.200% o quadro de funcionários, passando de 30 para 360 em um ano e meio. "O tempo médio de recrutamento diminuiu mais de 50% e tivemos aumento de 100% no volume de currículos recebidos", afirma o executivo da Doctoralia.

André Moretzsohn, co-fundador da plataforma Recruta Simples, conta sua experiência com a parceria, "É interessante como a solução digital se encaixou perfeitamente na Doctoralia, acreditamos que isso acontece por se tratar de uma empresa que tem tecnologia como pilar".

A experiência do candidato também foi aprimorada por meio de um processo de candidatura user-friendly, com a aplicação de questionários na fase inicial e o uso de redes sociais. "O principal desafio agora é desenvolver ainda mais o quesito experiência do candidato, para aumentar o impacto da nossa marca empregadora", finaliza Fiorderize. A Doctoralia pretende aumentar seu capital humano no país em aproximadamente 20% até o final deste ano e está com vagas abertas em posições como consultor de negócios e executivo de vendas em diversos estados.

Sobre a Doctoralia

Parte do Grupo DocPlanner, a Doctoralia é a plataforma líder mundial em agendamento de consultas médicas, conectando profissionais de saúde e pacientes e proporcionando uma experiência de cuidados mais próxima e humanizada. Aos pacientes a Doctoralia oferece um espaço para perguntas, avaliações e busca segmentada por especialistas de acordo com suas necessidades. Aos profissionais, clínicas e centros de saúde, a plataforma impulsiona a presença online facilitando o contato, além de auxiliar no gerenciamento de pacientes e na eficiência das consultas.

Sobre o Grupo DocPlanner

O Grupo Docplanner presta serviço para mais de 30 milhões de pacientes por mês e gerencia cerca de 1.5 milhão de agendamentos de consultas mensais. A plataforma conta com mais de 2 milhões de profissionais e 2.4 milhões de opiniões de pacientes nos 15 países onde está presente. A empresa, fundada em 2012 na Polônia, já tem mais de 1.000 funcionários em seus escritórios em Varsóvia, Barcelona, Istambul, Roma, Cidade do México, Bogotá, Curitiba e Santiago de Chile.

HTM Eletrônica atesta a importância da Hospitalar para o posicionamento da marca no mercado

HTM Eletrônica atesta a importância da Hospitalar para o posicionamento da marca no mercado

A HTM Eletrônica desenvolve, fabrica e comercializa equipamentos tecnológicos para fisioterapia, estética e medicina estética. A empresa apresentou seus produtos pela segunda vez durante a 26ª edição da Hospitalar, entre os dias 21 e 24 de maio no Expo Center Norte em São Paulo. Segundo o gerente de marketing e comercial, João Augusto Siqueira Geraldini, a empresa acredita na importância da feira para o posicionamento da marca diante do mercado.

Durante o evento, a organização deu destaque aos equipamentos: Stimulus Physio Maxx, Fisio Stim e Sonic Compact 1-3 Mhz. Todos de alta tecnologia voltados para tratamentos fisioterápicos com foco em reabilitação.

O Stimulus Physio Maxx é a plataforma ideal para tratamentos em pacientes debilitados, que necessitam de foco na prevenção de atrofias musculares, além de auxiliar na penetração de ativos locais devido às correntes excitomotoras que oferece protocolos completos para reabilitação física e funcional, reparo tecidual, drenagem de edemas e corrente para eletroacupuntura.

Portátil, o Fisio Stim permite que o fisioterapeuta realize consultas a domicílio ou, sob orientação profissional, que pessoas com dores crônicas usem sozinhas. Com dois tipos de correntes, uma para fortalecimento e outra para analgesia, é indicado para uso em tratamentos que buscam, entre outros resultados, o fortalecimento muscular, a reabilitação funcional e a reparação tecidual.

Com protocolos pré-definidos e possibilidade de terapias combinadas, o ultrassom Sonic Compact 1-3 MHz, é aliado no pós-operatório de alguns procedimentos cirúrgicos. É adequado para tratamentos de estruturas profundas como tendinites, lesões musculares e artrite. Além de beneficiar aqueles que usam para analgesia, anti-inflamatório, cicatrização, ortopedia, fibrose, reumatologia e traumatologia.

As plataformas de Stimulus Face Maxx e o Híbridi  também foram destaques da HTM Eletrônica para tratamentos estéticos. Sendo a primeira com 87 protocolos e mais de 40 opções de aplicadores para fototerapia no fortalecimento muscular, reparo tecidual, retenção hídrica e terapia fotodinâmica. Enquanto a segunda possui correntes eletroterapêuticas, que podem ser aplicadas de forma individual ou combinada para cicatrização, estimulação muscular, reparação tecidual e retenção hídrica.

João Augusto Siqueira Geraldini agradece a parceria com a Hospitalar e finaliza: “É um evento muito bem organizado e que atende realmente o que a HTM busca participando deste evento.”

IBPT firma convênio com Hospital Erasto Gaertner

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Por meio do aplicativo Citizen, parceria tem como objetivo contribuir para a construção do Erastinho, primeiro hospital oncopediátrico do Paraná

Uma parceria inédita entre o IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação e o Hospital Erasto Gaertner foi firmada recentemente. Por meio dela, as pessoas que decidirem doar as suas notas ficais, sem a inserção do CPF, podem fazê-lo por meio do aplicativo Citizen, do IBPT.

As doações obtidas por meio das notas fiscais têm como destino a construção do Erastinho, hospital 100% infantil para tratamento de pacientes com Câncer. “O Hospital Erasto Gaertner vai incentivar que as pessoas interessadas em realizar doação de notas fiscais para o estabelecimento passem a utilizar o aplicativo Citizen para essa finalidade. Por meio de nossas plataformas, conseguimos identificar a quantidade de doações realizadas”, diz o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

Solidariedade na palma da mão

Quem está habituado a pedir a nota fiscal sem o CPF e doá-la para instituições, encontra no Citizen um aliado. A partir de agora, as notas coletadas e escaneadas por meio do aplicativo e em que não constarem o CPF, serão imediatamente doadas ao Hospital Erasto Gaertner que receberá as doações para a construção do Erastinho.

“Essa é uma forma que o IBPT encontrou de dar suporte a uma causa tão nobre como essa. A construção do Erastinho vai ampliar a capacidade de atendimento do Erasto Gaertner, além de atender com exclusividade a crianças que veem de todo o Brasil buscar o atendimento de referência nacional executado por eles”, diz Olenike, que completa: “a nota fiscal sem CPF será muito bem-vinda e seu retorno será muito bem aplicado”.

Sobre o IBPT

O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT atua desde 1992 na área de inteligência tributária ao realizar pesquisas, estudos e análises para gerar conhecimento e esclarecer a população sobre o complexo sistema tributário brasileiro. Ao mesmo tempo, vem transmitindo informações e dando consultoria estratégica sobre carga tributária setorial, implementando sistemas de governança tributária e desenvolvendo ferramentas e métodos a fim de incrementar a lucratividade das empresas. Seus projetos sociotecnológicos tem ampla utilização, como o Impostômetro, De Olho No Imposto, Lupa Nas Compras Públicas E Empresômetro.

Startup cria robô capaz de mapear comportamento de colaboradores

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Solução da Hisnëk permite que video bot Ivi converse com equipe e analise se benefícios corporativos de saúde e bem-estar estão surtindo o efeito desejado

Qualidade de vida dos funcionários é um tema cada vez mais discutido em empresas mundo afora. Estar feliz e saudável pode aumentar a produtividade e garantir o engajamento da equipe. Também é verdade que dar atenção a essas questões gera um ganho extra para as companhias e foi pensando exatamente nisso que a Hisnëk, primeira startup a desenvolver um benefício corporativo de saúde e bem-estar, criou a robô Ivi (Inteligência Virtual Interativa).

Utilizando a máxima da tecnologia e robotização, a healthtech aperfeiçoou seus serviços e desenvolveu um sistema de video bot capaz de conversar e entender o comportamento de funcionários. Assim, a partir de um relatório entregue mensalmente, é possível analisar se ações de bem-estar promovidas pela empresa estão sendo eficazes e proveitosas para eles. Dependendo do rumo da conversa, a inteligência artificial consegue oferecer conteúdos específicos para a necessidade do colaborador, com total foco na prevenção da síndrome de burnout, ou esgotamento profissional, que acomete 30% dos trabalhadores brasileiros, de acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma).

Gigantes como Nokia, Dasa, Alelo, Pirelli e Love Mondays já oferecem o benefício para cerca de 80 mil funcionários pelo Brasil inteiro. "A longo prazo, a ideia é que essa solução, além de melhorar os hábitos dos trabalhadores, também reverta os gastos da empresa, reduzindo tanto as taxas de absenteísmo, quanto as de sinistralidade", afirma Carol Dassie, fundadora e CEO da startup.

O negócio surgiu em 2014 e hoje funciona em três pilares centrais: nutrição e alimentação para prevenir e controlar doenças crônicas; saúde mental, com a disponibilização de conteúdos específicos para administração do estresse; e saúde física, criando sugestões de treinos acessíveis e garantindo orientação profissional individual.

"Decidimos ampliar nossa área de atuação devido ao crescente número de profissionais que sofrem de depressão. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima, inclusive, que no ano que vem, essa será a doença que mais vai incapacitar pessoas no mundo", explica Carol. Ela ainda reforça a necessidade em investir em soluções que consigam transformar os ambientes que as pessoas passam, pelo menos, oito horas todos os dias.

A multinacional das telecomunicações Nokia já havia percebido que os principais gargalos no time eram o sedentarismo e a má alimentação. Assim que implementaram o benefício na empresa, Bianca Gois, responsável pela área de Recursos Humanos, percebeu o entusiasmo da equipe. "A receptividade dos produtos da Hisnëk foi muito positiva. Durante a ativação da campanha, pude perceber que muitos colaboradores se interessaram em assinar a caixa de lanches saudáveis para seus filhos também. Isso nos deixa muito felizes, já que é uma mudança de hábito que impacta a família toda", comemora ela. A empresa oferece hoje somente o pilar de alimentação para seu time, mas estuda a possibilidade de rodar o chatbot ainda neste ano.

"A expectativa é que cada vez mais, mais empresas se preocupem verdadeiramente com a saúde daqueles que fazem o negócio acontecer", reforça a CEO da Hisnëk, que está sediada no CUBO, espaço de empreendedorismo mantido pelo Itaú e pelo fundo Redpoint eVentures.

Sobre a Hisnëk

Hisnëk é a primeira startup a desenvolver um benefício corporativo que contempla diversos serviços de saúde e bem-estar para colaboradores. Fundada em 2014 pela economista Carol Dassie, realiza a curadoria de lanches saudáveis, garante orientação nutricional online pelo time de nutricionistas, além de oferecer conteúdo de saúde mental para os colaboradores e a triagem de educadores físicos que podem auxiliar os funcionários na escolha da atividade física mais adequada para seus objetivos. A Hisnëk seleciona, cuidadosamente, cada produto que compõe as caixas enviadas mensalmente aos colaboradores, sendo livres de gorduras trans ou hidrogenada e de aditivos químicos, e com porcentagem de açúcar, sódio e gordura controlada. A equipe ainda trabalha na rotatividade dos itens que compõem cada box para sempre haver boas novidades no lanche da tarde.

Sanofi utiliza inteligência artificial para aprimorar processo seletivo de estagiários

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IA analisa competências e habilidades interpessoais e combina perfis de candidatos com o que é requisitado pela empresa

A Sanofi, maior multinacional farmacêutica do mercado brasileiro, abriu inscrições para seu processo seletivo de estágio e para preencher as vagas deste ano, incorporou recursos de inteligência artificial durante o processo de seleção, o que permite identificar os candidatos que tenham as habilidades interpessoais importantes para a empresa, como liderança, colaboração transversal, processo de tomada de decisão, capacidade de autodesenvolvimento, entre outros.

Essas características serão avaliadas em um jogo virtual em que os candidatos, já pré-selecionados após uma etapa inicial de raciocínio lógico e inglês, terão que cumprir desafios tanto de forma individual como em grupo. A inteligência artificial do sistema de recrutamento combinará a forma como o candidato se comportou durante o jogo com o perfil das vagas disponíveis.

“Com este recurso tecnológico, vamos além de selecionar candidatos que tenham bom desempenho técnico e poderemos verificar se os comportamentos e as ações dos candidatos são próximos ao que é esperado pela Sanofi e como ele se conecta aos nossos valores corporativos”, explica o diretor de Recursos Humanos, Pedro Pittella.

O jogo virtual em que a Inteligência Artificial atua é dividido em três fases: na primeira etapa, o candidato joga individualmente e é avaliado sobre como resolve o problema apresentado. Em seguida, o jogo mostra um ranking de resultados e o candidato escolhe quem irá desafiar. Por fim, na terceira etapa, o sistema do jogo mistura os candidatos e forma times, que devem se conectar em um chat e resolver o problema apresentado coletivamente.

Além da fase de seleção virtual, a última etapa do processo será presencial, com uma entrevista com o gestor.

Sobre a Sanofi

A Sanofi se dedica a apoiar as pessoas ao longo de seus desafios de saúde. Somos uma companhia biofarmacêutica global com foco em saúde humana. Prevenimos doenças por meio de nossas vacinas e proporcionamos tratamentos inovadores para combater dor e aliviar sofrimento. Nós estamos ao lado dos poucos que convivem com doenças raras e dos milhões que lidam com doenças crônicas.

O futuro da saúde populacional com a tecnologia

Jeff Arnold Sharecare

Saúde populacional é parte inerente da saúde digital. Com acesso cada vez mais difundido globalmente, a gestão integrada da saúde se faz necessária e é hoje uma tendência. Conversamos com Jeff Arnold, CEO do Sharecare, uma das empresas inovadoras na digitalização da saúde, após sua palestra de tema “Tendências e desafios para a saúde digital” no Seminário Internacional de Saúde da População realizado pela FGV.

Jeff é um visionário da área. Enxerga o futuro da saúde digital cada vez mais consolidado, onde tudo estará disponível em uma plataforma única, amigável e acessível. A ideia é: uma identidade, uma plataforma. Na prática, isso quer dizer que em vez de termos vários aplicativos de saúde, de bancos, entre outros em nosso celular, eles todos serão acessados por um único local chamado “Saúde” e “Dinheiro”, por exemplo.

Outra previsão, seria a concepção do que Jeff chama de People Places Policy, Política de Locais de Pessoas em tradução livre. Comparável à integração da ferramenta de pesquisa do Google com o Google Maps, haverá um escaneamento do ambiente fornecendo uma previsão para a saúde do usuário, considerando a salubridade do local.

“É preciso conquistar a confiança necessária em relação à segurança dos dados e oferecer tecnologia descomplicada para todas as partes interessadas. Se as pessoas se confundem, elas não se engajam”, diz Jeff. É preciso comprometimento do usuário para que os dados coletados sejam fidedignos e as ações a partir deles produzam um real impacto na saúde das pessoas.

O sucesso para um alto engajamento é atribuído também às diferentes formas de coletar as informações. No caso do Sharecare, elas podem ser reportadas pelo próprio usuário, pelo rastreamento do aparelho (celular ou wearable), através de dados de determinantes de saúde, relatórios médicos de qualquer serviço utilizado e pelo que é chamado de medical claims (Computer Linked Automated Information Management System).

Uma experiência bem sucedida foi a parceria entre o Sharecare e o Walmart. Com um programa de recompensas por hábitos saudáveis, os colaboradores conseguem reverter seus hábitos saudáveis em dinheiro. E caso este dinheiro seja usado para compras consideradas saudáveis no próprio Walmart, como frutas, verduras e legumes por exemplo, ele vale o dobro.

O princípio que sustenta toda e qualquer experiência do usuário deve ser a confiança. “Eu acredito que as pessoas não confiarão em aplicativos se estes forem fornecidos pelas suas seguradoras ou seus empregadores. Nosso papel é ser o condutor imparcial neste processo, como fizemos nos EUA”, diz Jeff.

Podemos considerar que o sistema de saúde está de ponta cabeça quando utiliza o modelo de fee for service, que lucra quando ficamos doentes. Quando pensamos em value based care o risco financeiro é “empurrado” para o sistema como um todo e o senso de estar mais próximo, acompanhar o paciente, aumenta.

Desta forma, cresce o interesse de todos em prevenção, em manter o paciente longe dos hospitais e de procedimentos desnecessários. As ferramentas que possibilitam essa inversão no olhar da saúde crescem, se fortalecem e se tornam cada vez mais aceitas por todas as partes.

Transformação digital para setores tradicionais

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Há 26 anos no mercado, a BRQ apoia a digitalização de bancos, seguradoras, empresas de telecomunicação e outras líderes em seus setores

"Ser digital é unir negócios com tecnologia e cultura". Foi sob esse conceito que a BRQ Digital Solutions, uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil, estruturou seus negócios. Há 26 anos no mercado, a empresa apoia a digitalização de bancos, seguradoras, companhias de telecomunicações e outras empresas líderes em seus setores, para que seus negócios cresçam exponencialmente.

Os serviços e soluções oferecidos pela empresa aceleram o uso da tecnologia digital e são estruturados para suportar todo tipo de evolução dos negócios.

Segundo Benjamin Quadros, CEO da BRQ, unindo o negócio do cliente com a tecnologia correta e uma nova cultura é possível eliminar desperdícios. "A inovação aumenta a produtividade das empresas. Por isso, acreditamos que a tecnologia é o um ponto primordial para mudanças e buscamos entregar uma experiência digital encantadora para nossos clientes", explica o executivo.

Com mais de 2 mil pessoas no time, a BRQ desenvolve desde aplicações sob medida assim como produtos e canais digitais. Implementa também uma gama abrangente de soluções de tecnologia e faz a gestão de aplicações, de infraestrutura e de processos para seus clientes. Hoje a empresa atende os maiores bancos do Brasil, além das maiores seguradoras, empresas de telecom e diversas outras líderes em seus setores.

"Somos reconhecidos por adotar as mais eficientes e inovadoras tecnologias e metodologias, fazemos isso com um time motivado e engajado", destaca o CEO da BRQ.

Sobre a BRQ

Paixão em Transformar negócios com Tecnologia. Com esse propósito, há 26 anos a BRQ apoia a digitalização de bancos, seguradoras, empresas de telecomunicações e outras empresas líderes em seus setores. Os serviços e soluções oferecidos pela BRQ, aceleram a Transformação Digital em seus clientes e estão estruturados para suportar todo o ciclo de evolução: Pensar e Desenhar,  Aportar e Definir Tecnologia, Construir e Evoluir.

Investimento em solução para comunicação em Libras

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Empresa dá um salto em inovação e traz acessibilidade para o setor médico-hospitalar ao oferecer solução para comunicação em Libras em tempo real

Antecipar tendências está no DNA da Rede de Cuidados de Saúde (RCS). Tanto que a empresa acaba de investir em participação na Signum Web – start up que criou uma plataforma de videoconferência para traduzir para libras, conversas em tempo real – oferecendo um atendimento mais qualificado à fatia da população brasileira portadora de surdez.

Com a negociação a estimativa da RCS é oferecer gratuitamente o serviço de tradução online a pacientes surdos para toda sua rede assistencial que hoje está em mais de 80 cidades brasileiras. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 5% da população brasileira é surda. Isso equivale a 2,7 milhões de pessoas que não escutam nada. Há ainda, aqueles que têm grande dificuldade auditiva, que se beneficiam da plataforma.

“Esse imenso contingente busca atendimento médico e não encontra infraestrutura adequada para ser claramente compreendido. Basta imaginar a dificuldade de um paciente em relatar um quadro clínico sem conseguir ouvir o médico, sem entender o que está sendo prescrito”, aponta o diretor da RCS, Dr. Ricardo Cabral.

O médico continua: “A realidade do nosso sistema de saúde é ainda bem precária. Não temos profissionais preparados, dominando a língua brasileira de sinais para atender esses pacientes. Com isso, ao disponibilizar no mercado de saúde uma ferramenta que proporciona a tradução em tempo real, também oferecemos um grande avanço em qualidade de atendimento”, diz.

Oficial no Brasil, a Libras é uma língua visuoespacial e conta com gramática e estrutura próprias, essenciais para que a comunidade surda se comunique e tenha acessibilidade em todos os lugares. Aí entra o recurso disponibilizado ao mercado: a parceria entre a RCS e a SignumWeb.

Desenvolvido por um grupo de jovens liderado por Felipe Barros da Silva – portador de deficiência auditiva - a solução consiste em uma plataforma web que dispõe de intérpretes qualificados para fazer a comunicação em Libras online, em tempo real. De forma responsiva, muito prática e segura é possível acessar via computador, celular ou tablet.

Funciona assim: ao detectar um paciente surdo o profissional da saúde aciona virtualmente o tradutor para intermediar a comunicação via Libras. Desta forma, o paciente surdo, vai, em tempo real, se comunicando com o ouvinte. Tudo de forma natural e prática.

“A plataforma segue os padrões já vigentes em empresas que atuam nos Estados Unidos e Europa, promovendo a acessibilidade com autonomia e privacidade, já que o paciente não precisa estar acompanhado de um interprete presencial. “Esse é um direito fundamental do ser humano: se comunicar. “É com essa visão que estamos trabalhando para a popularização da ferramenta”, enfatiza Cabral.

Além de consultas e atendimentos médicos, a plataforma Signum Web também é aplicável em diversas situações: de entrevistas de emprego, a atendimentos bancários, utilização de serviços, compras, até mesmo em aeroportos e rodoviárias. “Priorizaremos a área da saúde. Mas a solução é válida para intermediar a comunicação nos mais diversos ambientes”, finaliza o médico.