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Abramed abre inscrições para o 4º FILIS

Abramed abre inscrições para o 4º FILIS

Neste ano, evento promoverá discussão sobre inovação e questões regulatórias

Discutir o impacto que a transformação digital tem sobre o setor de saúde, o futuro da saúde e o papel da medicina diagnóstica no ciclo de cuidados do paciente. Esse é o objetivo do 4º FILIS – Fórum Internacional de Lideranças de Saúde, promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). O evento acontece em 30 de agosto, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, das 8h30 às 17h30.

Com o tema "Medicina Diagnóstica: mais valor para um sistema de saúde em transformação", a quarta edição do FILIS será ainda mais inovadora com a oferta de mais conteúdo para o desenvolvimento da cadeia de saúde. O objetivo do evento, além de aproximar os principais agentes e tomadores de decisão, é promover um espaço para debater as transformações do setor de saúde com participação ativa do público.

O FILIS já faz parte da agenda de gestores, especialistas e demais profissionais da saúde. Além de CEOs, presidentes e diretores, o evento contará com a presença de gestores, especialistas e profissionais da área técnica do setor.

Programação

O evento será formado por quatro módulos com uma hora de duração cada. Na parte da manhã, a programação será dividida em dois módulos. O primeiro levantará a questão regulatória do setor a partir das discussões "Órgãos regulatórios: como lidar com as inovações setoriais" e "Quais as mudanças que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trará para o setor de saúde". O painel "Healthtechs: transformando o acesso à saúde", integrante do segundo módulo, refletirá sobre o impacto da inovação em saúde ao falar sobre o advento das startups que surgem no setor.

A tarde iniciará com a premiação Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, homenagem criada pela Abramed para reconhecer profissionais que fomentam o desenvolvimento e a melhoria da saúde no Brasil. A CEO da Abramed, Priscilla Franklin Martins, fará a entrega do prêmio. Na sequência, o terceiro módulo tratará sobre medicina diagnóstica, seu papel e sua participação no ciclo de cuidados. O evento se encerra com o quarto módulo, que discutirá o futuro da saúde e as formas de preparação para o que vem por aí no setor.

SOBRE A ABRAMED

Fundada em 2010, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, entidade sem fins lucrativos, é resultante da união de importantes instituições de medicina diagnóstica, laboratorial e por imagem, comprometidas com a ética e a qualidade dos serviços prestados, promovendo a melhoria continua de serviços no setor da saúde, além de reunir, produzir, sistematizar e disseminar conhecimentos interdisciplinares.

Psicólogos utilizam ferramenta de inteligência artificial para ajudar pessoas

Psicólogos utilizam ferramenta de inteligência artificial para ajudar pessoas

Fundada em 2017 pelos psicólogos Júlio Frota Lisbôa Pereira de Souza, Henrique Santos de Souza e Luiz Eduardo Barcellos Rodrigues, a startup gaúcha Eurekka é a responsável por desenvolver a primeira inteligência artificial de psicologia do Brasil. A “robozinha” (como é chamada carinhosamente) conversa com mais de 80 mil pessoas de todo o país através do bot do messenger. Através da ferramenta, é possível receber exercícios de respiração, relaxamento, concentração e outras técnicas que contribuem com a rotina agitada que se leva. Além disso, a empresa psicoeduca milhares de pessoas todos os dias através de vídeos, textos e guias nas redes sociais.

Outro método criado pela empresa para levar psicoeducação para todos, foi através do Clube do Livro. Trata-se de uma série de mini-guias que ensinam conceitos de psicologia de um jeito descomplicado e prático. Os livros são compactos, fáceis de levar para qualquer lugar, e contam, em média, com 80 páginas. Acre, Roraima, Rio de Janeiro e Sergipe já estão entre os estados com assinantes. Segundo Henrique Santos, co-fundador da Eurekka, “o objetivo é que crianças, jovens e adultos possam tirar dali, pequenas lições para superar problemas emocionais no dia-dia. Além disso, também servir como opção para profissionais clínicos usarem com seus pacientes”.

Nos últimos 10 meses, a sede da Eurekka em Porto Alegre passou de 50 para 400 sessões mensais, triplicou a equipe de terapeutas, abriu uma unidade na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul, e outra na capital gaúcha. Além disso, a empresa já está em tratativas para a abertura de mais uma franquia.

Despesa com terapias cresce 31,3% em 2018, revela IESS

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Para evitar aumentos desnecessários no reajuste de planos de saúde, Instituto alerta para a necessidade de controle na incorporação de tecnologias com critérios de custo-efetividade

As despesas com terapias foram as que mais cresceram no setor de saúde suplementar em 2018. A alta foi de 31,3% segundo o Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O grupo de procedimentos engloba serviços como hemoterapia, litotripsia extracorpórea, quimioterapia, radiologia intervencionista, radioterapia, terapia renal, fisioterapia etc.

José Cechin, superintendente executivo do IESS, explica que grande parte deste aumento está relacionado à incorporação de novas tecnologias, ou seja, medicamentos, procedimentos e aparelhos para os tratamentos. Por outro lado, deixa claro que esse não é necessariamente um processo negativo. "Nós desejamos a incorporação de tecnologia e sonhamos com ela, inclusive as que nem existem hoje, mas temos que entender que elas têm um custo, despesas muito mais altas que as atuais", pondera.

O executivo aponta que as medicações antineoplásicas orais dadas em meio ambulatorial, por exemplo, são extraordinárias para as pessoas que têm uma doença grave e necessitam desse medicamento, especialmente porque além de eficazes não têm um efeito colateral tão grave quanto outros tratamentos. "O custo desse tipo de tratamento, claro, o setor está preparado para pagar. Já que é algo tão positivo", afirma. Contudo, Cechin destaca que nem todas as novas tecnologias se enquadram nesta realidade, sendo que muitas não acrescentam benefícios para o paciente em qualidade de vida ou de melhora no desfecho clínico. "Para evitar que apenas tenhamos um aumento de gastos sem retorno para os beneficiários tratados, precisamos de critérios mais claros de incorporação de novas tecnologias", alerta.

Cechin ainda pondera que é fundamental combater aumentos de despesas desnecessárias porque, em última análise, elas pesam na conta para os beneficiários, tornando o acesso aos planos de saúde mais caro. "Os avanços de custo sem necessidade se refletem, em parte, em aumento de mensalidade na época dos reajustes de planos de saúde, o que não interessa para ninguém", opina. "Nem para a operadora que está tendo aumento de despesas sem entregar um serviço necessariamente de mais qualidade, nem para a população que terá mais dificuldade em arcar com o plano, que é um dos 3 maiores sonhos do brasileiro", completa. De acordo com pesquisa do Ibope, o plano de saúde é o terceiro maior desejo da população, atrás apenas da casa própria e educação.

Além dos custos de Terapias, o VCMH/IESS também registrou avanço nas despesas com Serviços Ambulatoriais (+19,7%), Internações (+16,5%), Consultas (12,3%) e Exames (+9,9%).

No total, as despesas assistenciais per capita de operadoras de saúde com os beneficiários de planos médico-hospitalares voltaram a acelerar e encerraram 2018 com alta de 17,3% Em relação a 2017, o VCMH registrou avanço de 0,8 ponto porcentual.

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

Inteligência Artificial na saúde

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Com o filme Metropolis de 1926 surge no imaginário popular a primeira ideia de uma inteligência artificial (“IA”) com poder de controlar e destruir a humanidade. Contudo, somente após o caos gerado pela 2ª. Guerra Mundial, um matemático (Walter Pitts) e um psiquiatra (Warren McCulloch) se reuniram para descrever o primeiro modelo artificial de um neurônio biológico no artigo “A Logical Calculus of the Ideas Immanet in Nervous Activity” de 1943. Neste estudo, o modelo descrito é formado por um vetor de entradas e sinapses representadas por pesos numéricos, ou seja, o neurônio simplesmente obedece à lei do “tudo ou nada” pois somente pode se encontrar em dois estados: ativado ou desativado. Em seus estudos adotaram o conceito de sistema binário, no qual a numeração posicional em que todas as quantidades se representam possui a base em dois números, zero e um. Este artigo é considerado o marco inicial das chamadas redes neurais artificiais (“RNAs”), que são modelos matemáticos/computacionais que possuem unidades de processamento, interligadas entre si por conexões que representam pesos, executando operações em paralelo e de forma distribuída . Portanto, este artigo foi o primeiro embrião para a compreensão do que seria uma rede neural artificial, tão utilizada nas machine learnings.

Contudo, considera-se o “pai da IA” o cientista e matemático do MIT John McCarthy que, em 1955, cunhou o termo “inteligência artificial” e, em 1958, criou uma linguagem de computadores denominada LISP que se tornou a linguagem básica de programação ainda utilizada tanto em robótica quanto em aplicações científicas e diversos serviços com plataforma na internet . Portanto, ao contrário do que muitos pensam, IA não é um tema novo.

Especificamente na área da saúde, há enorme empolgação e grandes investimentos para a aplicação de IA. Neste sentido, por exemplo, a IA, por meio do uso de softwares como o TensorFlow da Google, permite maior precisão nos diagnósticos de doenças cerebrais através do exame de ressonância magnética . O TensorFlow também realiza associações entre os sintomas, de acordo com a enfermidade e o histórico do paciente. Já a Verb Surgical, uma parceria entre a Google e a Johnson & Johnson, ambiciona conectar cirurgiões à uma plataforma que lhes possibilite realizar cirurgias, administrar cuidados pré e pós operatório dos pacientes. O Watson, da IBM, aproveita conteúdos da literatura científica e os confronta com dados genéticos ou clínicos dos pacientes para sugerir as melhores opções de tratamento, inclusive para ser utilizado em programas de assistência social do governo .

Um caso extremamente interessante de utilização de IA tem ocorrido no Japão, onde 27,35% da população possui mais de 65 anos de idade. Atualmente, há 5000 Enfermeiros Robôs residenciais em teste no Japão que realizam desde as tarefas mais simples, como auxiliar na movimentação física, verificar sinais vitais básicos e ministrar medicamentos até servir de interface para os pacientes se comunicarem com os médicos. O Japão economizará US$21bilhões por ano em saúde utilizando-se de robôs para o monitoramento dos idosos.

Contudo, a despeito dos incríveis avanços na área da saúde com a utilização de AI, em um artigo científico redigido em coautoria pela Universidade de Harvard e do MIT em 2019, denominado “Adversarial attacks on medical machine learning” , chegou-se à conclusão que os denominados sistemas de machine learnings da área médica poderão oferecer falhas decorrentes de inserções de dados que levam em consideração, antes de tudo, a influência dos bilhões de dólares gastos na própria indústria médica, muitas vezes adotando-se critérios nada éticos.

A grande questão em discussão não é se possuímos tecnologia ou se os algoritmos criados são bons o suficiente para recriarem a mente humana mas, sim, se os indivíduos que alimentarão de informações estas IA possuem conhecimento e ética para não causarem um enorme desastre à humanidade.

Cooperados da Unimed Juiz de Fora debatem Governança Clínica

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“Pense que tem alguém fazendo melhor que você”. Foi assim, sem rodeios, que a Diretora de Qualidade Assistencial da Rede D’Or São Luiz, a pediatra neonatologista especialista em Gestão de Serviços de Saúde, Helidea Lima, chamou a atenção da plateia do 13° Encontro de Cooperados da Unimed Juiz de Fora. Com o tema “Governança Clínica”, o evento reuniu médicos e profissionais da saúde na Sociedade de Medicina, nesta segunda-feira (10/6), e debateu a cultura da segurança, com a participação especial também do Diretor Técnico do Hospital da Unimed Juiz de Fora, o médico intensivista Marcos Oliveira.

Com experiência magistral em gestão, Helidea Lima e Marcos Oliveira focaram na importância do médico compreender e absorver processos padronizados de melhorias na assistência. Com relatos de casos, validaram que o sucesso de toda organização de saúde está no equilíbrio entre o resultado que o paciente espera e o custo do atendimento. “Isto é o valor em saúde. A experiência do paciente é a satisfação dele, com um o cuidado seguro e um bom desfecho clínico. E trabalhar a satisfação é evitar desperdícios e minimizar riscos. Por isso, o médico deve ser um líder e atuar em equipe interdisciplinar. Ele é o tomador de decisão”, pontuaram, chegando ao modelo do Hospital da Unimed Juiz de Fora.

Para assegurar a efetividade da intervenção clínica, o Hospital Unimed seguirá um protocolo inovador de gerenciamento de riscos e eventos adversos, com médicos hospitalistas, auditoria clínica avaliadora de desempenhos, transparência de gestão, educação e treinamento contínuos de todos os profissionais, médicos e não médicos, para estabelecer sua cultura de segurança. Segundo Marcos Oliveira, da recepção à direção, todos estarão aptos para acolher o paciente.

“É fundamental esse ambiente de excelência em cuidados clínicos. Organizações como a Unimed Juiz de Fora, que sinalizam comprometimento com o aprimoramento contínuo da gestão, estão um passo à frente”, elogiou Helidea Lima. Todos os médicos que participaram do 13° Encontro de Cooperados foram pontuados no PIC - Programa de Participação Pontuada.

GSC aposta em estratégia de crescimento que privilegia a remuneração por qualidade

GSC aposta em estratégia de crescimento que privilegia a remuneração por qualidade

Meta da empresa é dobrar o número de vidas atendidas até o fim do ano

A integradora de saúde Grupo Santa Celina, pioneira na coordenação da gestão e dos cuidados com o paciente, acaba de adotar uma nova marca, GSC. Nos bastidores dessa mudança estão ambiciosas metas de crescimento do grupo que pretende dobrar o número de vidas atendidas até o fim ano, com base em uma estratégia que atua em duas frentes essenciais para a sustentabilidade do setor: ampliar a qualidade de vida do paciente e reduzir os custos do sistema de saúde.

Isso é possível porque o GSC - Grupo Santa Celina apresenta ampla experiência em gestão de saúde – com 21 anos de atuação no segmento – e parte de algumas premissas: o mau uso dos recursos da saúde aumenta o custo e investir em prevenção e qualidade de vida das pessoas é o caminho mais inteligente para a sustentabilidade financeira, com benefícios para todos, players e usuários desse mercado. "Sempre fomos uma ACO (Accountable Care Organization) de atenção primária. Apoiamos a coordenação de cuidado e a integração entre os diferentes níveis assistenciais", lembra Dra. Ana Elisa Siqueira, CEO da empresa.

Os indicadores de resultados do GSC comprovam a efetividade do seu modelo de gestão: a redução da passagem dos pacientes pelo pronto socorro, da internação, no tempo médio de permanência e da reinternação. Com isso há carteiras de clientes que chegam a obter redução de mais de 40% no custo final.

Com essa visão, o GSC convidou uma das referências internacionais do mercado de ACO, o médico Nirav Vakharia, para o evento de virada de marca do Grupo Santa Celina para GSC, que aconteceu esta semana em São Paulo. Dr. Nirav Vakharia é CEO da ACO da Cleveland Clinic e compartilhou a experiência norte-americana na migração de um sistema que, a exemplo do brasileiro, valorizava a produtividade com a remuneração por quantidade (fee for service), para um modelo de atenção e remuneração baseada em valor (fee for value). "A troca de informações e discussões com o Dr. Nirav contribuem muito para divulgarmos e aperfeiçoarmos nossos modelos", afirma Dra. Ana Elisa.

Segundo a CEO, o objetivo do grupo é impulsionar a transformação do mercado de saúde, integrando todos os atores do sistema de forma coordenada e sustentável. "Para isso, precisamos promover a qualidade de vida para as pessoas e gerar redução de custos que garanta a perenidade das empresas. A nova marca GSC transmite exatamente essa nossa essência: a integralidade. Gestão, Saúde e Cuidado", informa.

Sobre o GSC

Há 21 anos no mercado, o GSC teve início como um serviço de atenção domiciliar na Grande São Paulo. Foi a primeira empresa do setor no Brasil a ser certificada pela ONA – Organização Nacional de Acreditação, nível de excelência. Ao longo dos anos, agregou a seu portfólio a gestão de saúde de pacientes crônicos, de idosos e de carteiras de pacientes corporativos "3600", transformando-se em uma integradora de saúde.

Gestores de saúde discutem portaria de doenças raras

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Estudo "Desafios de Implementação da Portaria 199/2014" mostra as dificuldades enfrentadas por quem deseja implementar serviços especializados ou de referência. O evento contou também com a visão de pesquisadores e de associação de pacientes

Durante dois dias cerca de 60 gestores de saúde, de todas as regiões do Brasil, debateram alguns dos entraves que dificultam a implementação da Portaria 199, de 2014, voltada para a atenção integral às pessoas com doenças raras, e compartilharam as suas dúvidas e experiências. O encontro, promovido pela Prospectiva, consultoria internacional focada no entendimento da lógica e do impacto da atuação de governos sobre os negócios de seus clientes, contou com o suporte científico do pesquisador Roberto Giugliani, professor do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Diretor do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde e Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, e apoio da PTC Therapeutics, empresa voltada para o desenvolvimento de terapias para doenças raras, com foco em distúrbios genéticos e oncologia. O evento foi realizado na segunda quinzena de maio, em Porto Alegre.

A Portaria 199 instituiu a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras e aprovou as Diretrizes para Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com incentivos financeiros para serviços credenciados de atenção especializada e de referência, inclusive com a oferta de atendimento multidisciplinar. Essa regulação é considerada uma vitória para as várias associações de pacientes que se organizam em prol da melhor qualidade de vida para as pessoas com doenças raras no Brasil. Afinal, ter uma doença rara significa pertencer a um grupo de pessoas com distúrbios que afetam até 1,3 a cada duas mil pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde. Uma representação média de apenas 468 mil por enfermidade dentro da população mundial atual de 7,2 bilhões de pessoas.

Para entender como tem sido o seu avanço e, principalmente, compartilhar as melhores práticas e desafios, a Prospectiva ouviu seis dos oito serviços de referência credenciados para o atendimento a esses pacientes. O objetivo foi levantar, em detalhe, como foi feito o processo de habilitação e credenciamento, as dificuldades e as soluções encontradas, além de captar como está ocorrendo o financiamento dos serviços e buscar recomendações para as instituições que também almejam o credenciamento.

Para Lucas Corrêa, diretor da Prospectiva, que também apresentou as diretrizes dessa regulação, entre os principais achados do estudo "Desafios da Implementação da Portaria 199/2014", está o fato de ser um processo que envolve o diálogo constante entre a instituição solicitante e os gestores públicos, tanto municipais quanto estaduais, principalmente para garantir o acesso aos recursos transferidos pelo Ministério da Saúde. "Em nosso levantamento, percebemos que a habilitação e o credenciamento de novos serviços depende muito do diálogo entre todos os envolvidos e que, dentro das instituições solicitantes, os profissionais de saúde precisam trabalhar lado a lado com o pessoal administrativo para garantir que os serviços prestados sejam devidamente informados no sistema de reembolso do SUS, assegurando o recebimento das verbas previstas", explica. O executivo ainda aponta que as instituições podem pedir o apoio de congressistas, deputados estaduais, vereadores, além da sociedade médica e de pacientes, para evidenciar a importância dos serviços especializados e de referência dentro da rede de atenção à saúde de uma determinada localidade e, assim, pressionar por um retorno mais célere do Ministério da Saúde em relação ao processo de credenciamento. "Precisamos compreender que a rede de atenção às doenças raras, da qual devem fazer parte os serviços especializados e de referência, pela característica ampla e multidisciplinar do cuidado, precisa estar totalmente integrada às outras redes temáticas e à lógica de organização descentralizada e hierarquizada do cuidado dentro SUS. Temos um sistema complexo e com limitação de recursos, o que reforça a necessidade de os gestores de saúde estabelecerem a criação desses serviços dentro da lógica de funcionamento do SUS, sob pena de utilizarmos mal os recursos e não atendermos adequadamente às pessoas que precisam deles", completa.

Nesse sentido, Diel Júnior, do Hospital de Apoio de Brasília, no Distrito Federal, trouxe a sua experiência à frente de um serviço de referência credenciado e a sua visão sobre os principais tópicos que impactam a gestão, principalmente financeira, da instituição, detalhando o que é possível ou não fazer de acordo com a legislação vigente. "Temos, como gestores, que entender profundamente as normas da portaria, as leis orçamentárias e saber como melhor apresentar o projeto orçamentário para o ano seguinte. Esse é um aprendizado constante e indispensável. E ainda é importante o envolvimento de outros atores, Ministério Público e Poder Legislativo, que podem ampliar os recursos necessários ao melhor atendimento das pessoas portadoras de doenças raras", afirma.

O Hospital de Apoio de Brasília foi um dos entrevistados para o estudo da Prospectiva, além da APAE de Anápolis (GO), do Hospital Infantil Maria Lucinda (PE), do Ambulatório de Especialidade da Faculdade de Medicina ABC (SP), Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS) e Hospital Pequeno Príncipe (PR).

Para o médico geneticista Roberto Giugliani, do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, é fundamental que os serviços de referência em doenças raras conheçam como o sistema funciona, suas possibilidades e limitações, e como estão sendo realizados os processos nas instituições já credenciadas. "Precisamos fazer com que os recursos investidos pelo Ministério da Saúde nos Serviços de Referência em Doenças Raras (SRDR) se traduzam em benefícios palpáveis para os pacientes, o que nem sempre tem ocorrido em função do modo como os recursos trafegam – por meio das instituições que abrigam os SRDRs - e das limitações dessas instituições para utilizar os recursos para as atividades previstas na portaria 199/2014. Também é importante que os serviços que estão pleiteando a habilitação entendam o que está acontecendo e saibam como resolver as pendências para superar as dificuldades e conseguir esse credenciamento", afirma.

Em sua palestra, Giugliani apresentou um panorama sobre a evolução da especialidade genética médica no Brasil, sobre os avanços em pesquisas clínicas com doenças raras e sobre as dificuldades que os pacientes encontram para obter um diagnóstico e iniciar um tratamento, que geralmente é multidisciplinar, com poucas ou nenhuma terapêutica específica. Nesse sentido, o médico ressaltou o progresso conquistado em relação à redução do tempo necessário para registro de novos medicamentos para doenças raras, bem como a flexibilização pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) em relação à política de acesso ao medicamento de pesquisa após os estudos. "Graças a modificações nas políticas globais em relação às drogas órfãs, hoje temos mais de 500 novos tratamentos para doenças raras em desenvolvimento", declarou.

Já a visão do paciente foi apresentada por meio da participação de Antonie Daher, fundador e presidente da Casa Hunter, associação que auxilia pessoas com várias enfermidades raras, desenvolve políticas públicas, busca e incentiva pesquisas clínicas voltadas para a descoberta de novas terapias. Para Daher, as doenças raras nunca tiveram tão em voga como agora. "Por isso mesmo, precisamos trabalhar juntos – pacientes, médicos, gestores de saúde – e realmente fazermos com que as políticas sejam implementadas, de uma maneira sustentável para todos". O empresário, pai de um filho raro, apontou as diversas dificuldades vividas pelas famílias, que vão desde a dificuldade de deslocamento do paciente de sua residência para o atendimento, em outra cidade, passando pela falta de acesso aos medicamentos, falta de uma visão multidisciplinar no tratamento, entre tantas outras questões.

"O momento no qual nos encontramos, onde a sustentabilidade do sistema público de saúde está em pauta, é imprescindível promover o debate e a troca de experiências para que o setor progrida e os benefícios sejam cada vez maiores, também para o governo, mas, principalmente, para os pacientes raros", completa Lucas Corrêa.

Hospitalistas e as altas gestões

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Há um hospital cuja diretoria possuía na mesa um projeto de 17 milhões para expansão de leitos. Trabalhavam com altíssima taxa de ocupação e havia carência.

Buscaram algumas soluções antes de construir novos leitos físicos, e uma delas foi um programa de MH. Reduziu-se drasticamente tempo de permanência dos pacientes, aumentou-se giro, criou-se leitos virtuais. FINAL FELIZ?

Com troca de direção, novos gestores encontraram taxa de ocupação com capacidade de ser otimizada. O que acham que fizeram primeiro?

A) Investiram na captação de pacientes candidatos às cirurgias mais lucrativas?

B) Investiram na busca ativa de pacientes externos interessantes (como candidatos à UTI de alta complexidade, originalmente em hospitais de menos recursos)?

C) Desprestigiaram e atrapalharam o grupo de hospitalistas?

RESPOSTA: C

E o pior: sem nunca terem estabelecido novas metas, sem terem sentado com o grupo de hospitalistas e repactuado novos horizontes únicos!

Onde isso aconteceu, houve um burburinho imediatamente anterior. Hospitalistas questionaram o coordenador do grupo: “agilizar altas não é mais um objetivo da gente?”. O rádio-corredor já conhecia a verdade! Mas o coordenador do grupo seguiu fiel ao último pacto oficialmente realizado com a alta gestão – e saiu sem saber que uma de suas metas principais não mais interessava. E sem poder contribuir com A e B, pelo menos sugerir A, B ou outras formas de trazer mais pacientes para os leitos agora disponíveis.

Tempos de permanência não devem ser altos ou baixos. Devem ser o que os pacientes precisam, entendem?! Quando reduziram, indicadores de equilíbrio demostraram que era o caminho certo. Manter pacientes com condições de alta um dia a mais é ignorar as estatísticas dos erros associados aos cuidados hospitalares e das infecções nosocomiais.

A história poderia ter sido outra com comunicação efetiva e criatividade! Uma das coisas mais importantes para hospitalistas e o sucesso de um programa de MH: comunicação efetiva com a alta gestão!

Dentro de uma visão positiva, conclamo agora hospitalistas e gestores a, em Comentários, trazerem histórias de emparelhamentos que deram certo ao reprogramarem rotas.

Presidente da ABDEH diz que Hospitalar ajuda a “conectar a diversidade”

Presidente da ABDEH diz que Hospitalar ajuda a “conectar a diversidade”

Evento mais importante de saúde e principal plataforma de negócios e networking do setor na América Latina, a Hospitalar reuniu milhares de marcas expositoras durante quatro dias, além de muitas visitas profissionais e palestras simultâneas durante sua 26ª edição.

Além do grande volume de negócios fechados, o evento também foi palco para reforçar relacionamento, discutir tendências e compartilhar conhecimento. É o que afirmou o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH), Emerson da Silva. “O hub ABDEH está na segunda edição. Nós entendemos que está sendo muito proveitoso com um outro perfil. O ano passado foi o nosso primeiro ano como hub, como ponto de contato e de integração, um novo modelo de conectar pessoas. Esse ano parece que o hub tem uma outra pegada. O nosso estande está cheio de pessoas falando de coisas distintas, mas ao mesmo tempo em torno de um mesmo assunto: a cadeia de valor da saúde. Então, acho que o hub tem essa função de conectar a diversidade, a multiplicidade de conhecimento, que é o caminho natural da Hospitalar”, disse.

Emerson ainda vai além, e diz que a feira é um momento de interação, e não só para se fazer negócios. “A Hospitalar não é mais uma feira para expor produtos, é uma feira para impulsionar negócios e estimular conexões, instigar ideias, promover propósitos, então eu acho que estamos na mesma página.”

Ele também completou dizendo quando se tem um evento com esta grandiosidade, tem que se levar em consideração todos os assuntos que envolvem a saúde. “O nosso futuro está baseado em cima de conexões, dessas pessoas que têm distintas formações, conhecimentos múltiplos e que se encontram em um local ao longo de uma semana de trabalho intenso para promover o que de melhor a saúde pode dar para as pessoas. Não é só a tecnologia, não são só as pessoas, é um processo. É tudo isso junto e concentrados em uma semana de emulsionamento. e a ABDEH como hub tem essa intenção,” finalizou.

Portal Telemedicina apresenta inovações tecnológicas de Inteligência Artificial aplicada à saúde

Portal Telemedicina apresenta inovações tecnológicas de Inteligência Artificial aplicada à saúde

A Portal Telemedicina, empresa B2B de tecnologia aplicada à saúde, aproveitou sua participação na Hospitalar para apresentar os avanços baseados em inteligência artificial e IoT de sua plataforma, bem como inovações desenvolvidas para facilitar a transmissão de laudos à distância por médicos especialistas em tempo real. Vencedora de diversos prêmios de inovação, a Portal Telemedicina nasceu para resolver um dos maiores problemas na saúde hoje: o acesso restrito à medicina. Especialidades como Neurologia, Pneumologia, Cardiologia, entre outras, são ainda mais raras em cidades do interior e regiões remotas.

Neste sentido, a Portal Telemedicina – e seu time de médicos – é capaz de diminuir essa disparidade, levando para qualquer local do Brasil e do mundo alguns dos seus melhores especialistas, com poucos cliques. Segundo a empresa, uma equipe altamente qualificada visita virtualmente clínicas e hospitais fazendo laudo de exames em tempo real e a distância em uma intuitiva e moderna central online, agilizando o diagnóstico de pacientes.

Na avaliação da diretora e cofundadora da Portal Telemedicina, Renata Troncoso, a participação da empresa na Hospitalar foi extremamente positiva. “O evento foi um momento especial para nós, por conseguirmos falar pessoalmente com potenciais clientes e parceiros, mostrando todos os diferenciais da nossa solução de laudos a distância em mais de 10 especialidades”, disse. “Neste ano, nossa participação foi ainda mais marcante: além do nosso estande muito bem localizado e preparado para receber clientes e parceiros, tivemos ótimos resultados comerciais, fechamos diversos negócios e ainda estamos desfrutando dos contatos realizados na Feira.”

De acordo com Renata, o ponto alto para a empresa na Hospitalar foi a participação no Fórum Himss@Hospitalar, o mais importante evento de tecnologia da saúde. “Nosso CIO, Roberto Pedrozo, subiu ao palco ao lado do Head do Google Cloud no Brasil, Fabio Andreotti, apresentando os nossos importantes avanços em telemedicina para um público altamente qualificado”, explicou. “Certamente foi uma grande oportunidade institucional para a empresa.  Este é o primeiro ano que contamos com um estande exclusivo da Portal Telemedicina no evento, então com certeza tivemos um número maior do que os anos anteriores. Captamos centenas de novos contatos, leads e potenciais parceiros.  Fechamos diversos negócios e ainda estamos colhendo os frutos da Feira.”, finalizou.