Deputados analisarão ampliação de repasse para Santas Casas

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Frente Parlamentar das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos estudará envio de 50% das emendas da Saúde às entidades

Ao promover, na quarta-feira (5), um café da tarde na Assembleia Legislativa de São Paulo, junto aos deputados estaduais, para estreitamento dos laços, a Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo) conseguiu, por parte dos parlamentares, o compromisso de avaliarem a possibilidade de que metade das emendas parlamentares impositivas destinadas à Saúde sejam encaminhadas às Santas Casas e Hospitais Beneficentes. Hoje, 50% dos recursos que podem ser propostos e encaminhados pelos deputados são voltados ao setor da Saúde.

“Uma emenda parlamentar para liberação de recursos passa por processos extremamente burocráticos, mas nenhum dos lados deve desistir de seguir em frente. Todos nós, deputados e entidades, não devemos nos esquecer nunca de que há milhares de pessoas em todas as regiões do Estado que dependem de um atendimento público”, falou o Diretor-Presidente da Fehosp, Edson Rogatti.

O presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris (PSDB), ressaltou que, concretizando-se a destinação de 50% das emendas parlamentares da Saúde às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, a proposta será levada para a Câmara Federal, para que a ideia seja ampliada em todo o Brasil.

O café da tarde promovido pela Fehosp contou com a participação de 185 profissionais, entre provedores e dirigentes das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, de 83 entidades de diversas regiões paulistas, além de parlamentares, prefeitos e vereadores de diversas cidades, totalizando um público de cerca de 300 pessoas.

Santas Casas SUStentáveis

Durante o evento, foi relançada a Frente Parlamentar das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, que será coordenada pelos deputados Itamar Borges e Jorge Caruso (ambos do MDB). Além de avaliar a possibilidade do repasse de 50% das emendas parlamentares da Saúde à essas entidades, o trabalho da Frente também focará na expansão do programa Santa Casas SUStentáveis em todo o Estado. A iniciativa determina critérios para acompanhamento e manutenção dos repasses financeiros referentes ao auxílio financeiro das instituições filantrópicas. “As Santas Casas e Hospitais Filantrópicos são de extrema importância no atendimento aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Por isso, lutamos por melhorias para as entidades, mais recursos e iniciativas que beneficiam provedores, dirigentes e também a população, que pode contar com hospitais equipados, equipe preparada e bom atendimento”, disse o deputado Itamar.

Entidades filantrópicas em números

No Estado de São Paulo, das 612 instituições que prestam serviço ao SUS, 362 são filantrópicas, segundo o DataSus. Ou seja, quase 60% do atendimento público depende dessas entidades.

No setor, essas instituições representam 42,68% dos Hospitais Especializados e 46,62% dos Hospitais Gerais, sendo responsáveis pela realização de 63,08% das quimioterapias, 69,80% das radioterapias e 60,77% dos transplantes.

São mais de 12.000 enfermeiros, 27.000 médicos e um total de 126.000 profissionais nos hospitais filantrópicos.

A Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo) foi fundada em 1959 e conta com mais de 270 Santas Casas e Hospitais Beneficentes no Estado de São Paulo.

Lei Geral de Proteção de Dados na saúde: O que muda?

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Nos últimos meses, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor em agosto de 2020, tem chamado atenção por exigir que empresas adequem o tratamento de dados pessoais dos clientes a regulamentos específicos. Em um contexto marcado por informações vazadas pela internet e a ameaça constante dos hackers, o projeto é considerado um marco na história da cibersegurança no Brasil, trazendo maiores garantias às instituições e — principalmente — aos titulares.

No que compete às instituições de saúde, há maiores prerrogativas para que laboratórios, hospitais ou clínicas possam lidar com os dados pessoais dos brasileiros, o que não os exclui de adaptarem seus procedimentos. Atualizar e otimizar seus sistemas de segurança é o ponto de partida. A equipe que compõe o quadro de prestadores de serviços internos e externos deve ser atualizada, ressaltando-lhes adequação à política interna de segurança, que reforça a importância de informar antes para o paciente qual o uso das suas informações, bem como conferir se eles irão consenti-lo.

A solicitação deverá ser feita de maneira clara para que o cidadão saiba exatamente o que vai ser coletado, para que finalidade, se haverá compartilhamento de suas informações e com quem. Em caso de menores de idade ou dependentes, os dados somente poderão ser tratados com o consentimento dos pais ou responsáveis legais. No caso de envio de dados a parceiros, é preciso que novos formulários de consentimento sejam solicitados. O interessante é que os pacientes têm todo o direito de, sempre que quiserem, pedir a correção dos dados, acesso a eles, ou, até mesmo, sua exclusão por parte da instituição. Além disso, informações relativas a posicionamento político, condições de saúde, vida sexual e características físicas devem ser resguardadas por se tratar de dados sensíveis, sendo proibido seu uso para discriminação.

Para guardar a correta aplicação e uso dos dados, talvez seja a hora de investir em um profissional que tem ganhado espaço dentro das organizações: o Data Protection Officer (DPO), responsável por gerenciar todo o fluxo de informações dentro das empresas, desde a etapa inicial.

Vale lembrar que novas leis significam um bom tempo para se adequar, o que, por sua vez, pode significar eventuais crises de vazamento. Nessas ocasiões, o essencial é contar com uma equipe pronta para administrar o momento, contatando os pacientes afetados sobre o acontecido, além de corrigir o erro o mais rápido possível. Além do DPO, ter advogados que entendem de Direito Digital e crimes cibernéticos pode facilitar – e muito – as coisas. Também há medidas importantes no processo de adaptação, como o mapeamento do fluxo de dados institucionais, entendendo as zonas de falha de captação desses.

É um momento de mudança e que precisa de atenção em vista que, caso a infração seja realmente comprovada, a organização envolvida pode receber advertências simples e multas (equivalentes a 2% do seu faturamento, inclusive) limitadas ao valor de R$50 milhões. Corre o risco, ainda, de ter seu acesso aos dados do usuário barrado temporária ou totalmente, assim como pode responder judicialmente, a depender da violação. Não deixar para a última hora é o ideal, mas dá para se adaptar à nova lei até o ano que vem. Reafirmo: a informação do paciente é preciosa, e deve ser respeitada, seguindo os parâmetros mundiais. Elevar o nível e o cuidado é benéfico a todos.

Sobre o autor

Fernando Soares é CEO da CM Tecnologia, startup de health tech especialista na Jornada do Paciente. Para tal, desenvolve softwares e soluções para melhorar a experiência de pacientes de hospitais, clínicas e laboratórios, em marcação de consulta, acompanhamento de resultados, entre outros

Lançado conceito inovador de residencial sênior em SP

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Localizado a aproximadamente 20 km da região central da cidade de São Paulo, ao lado do Parque Estadual do Jaraguá, residencial conta com uma completa infraestrutura de atendimento e serviços multidisciplinares em uma região privilegiada, junto à Mata Atlântica

Uma nova proposta de Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) acaba de ser inaugurado em São Paulo, o Residencial Senior Leger. Localizado em uma área de 110 mil m² vizinha à área de preservação do Parque Estadual do Jaraguá, o local conta com uma completa infraestrutura para oferecer serviços multidisciplinares de alta qualidade, que promovem bem-estar e qualidade de vida e contribuem com um envelhecimento planejado e saudável. Tudo isso dentro de uma das áreas mais arborizadas da cidade, onde as famílias dos residentes também podem usufruir do espaço e da programação de atividades.

O local onde está instalado o Residencial Senior Leger era um tradicional ponto de encontro da elite paulistana nas décadas de 70 e 80, que atualmente é administrado pelo Grupo Leger, empresa que atua há mais de 10 anos no setor de medicina preventiva e cuidados estéticos com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e praia de Ipojuca, em Porto de Galinhas, onde administra um SPA no ENOTEL Resort.

Totalmente reestruturado para atender às necessidades dos idosos, um dos principais objetivos é estimular o convívio social dos residentes em um ambiente único integrado à natureza, com atividades diárias que auxiliam na ativação das funções cognitivas e motoras e atuam na prevenção de doenças como depressão e demências.

"Nossa missão é manter o idoso ativo, assistido, inserido com seus familiares num contexto que ressalta a natureza, com castanheiras centenárias, árvores frutíferas e uma horta orgânica sob responsabilidade dos residentes, além de promover eventos culturais, musicoterapia e diversas atividades que estimulam e promovem qualidade de vida", comenta Dra. Nívea Bordin Chacur, geriatra e diretora do Residencial Senior Leger.

Piquenique, aulas de jardinagem, fogão à lenha

O Residencial Senior Leger disponibiliza equipe multidisciplinar com geriatra, enfermeiros, terapeuta ocupacional, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas que cuidarão do conforto e bem-estar dos residentes.

A estrutura contempla ainda salão para festas e eventos com fogão à lenha, biblioteca, sala de música com piano, restaurante, academia e playground para crianças. "Tudo foi projetado para atender às necessidades dos idosos e também dos familiares e amigos. A ampla área verde existente possibilita, por exemplo, um dia inteiro de atividades com os familiares que inclui piquenique, aulas de jardinagem e ikebana, trilhas, almoço da "fazenda" feito no fogão à lenha, visitas pet, enfim, uma série de atividades que propiciam momentos de descontração e alegria", salienta Dra. Nívea. "Sabemos a importância do convívio social para manter corpo e mente ativos. A ideia é tornar a visita de familiares e amigos mais prazerosa possível", finaliza.

Idosos no Brasil

De acordo com números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem aproximadamente 30,2 milhões de idosos (pessoas com 60 anos ou mais). As mulheres são maioria nesse grupo, com 16,9 milhões (56%), enquanto os homens idosos são 13,3 milhões (44%).

Projeções do IBGE apontam que no ano de 2034, 15% da população será composta por pessoas com mais de 65 anos, número que passará de 20% em 2046. Em 2010 o número era de 7,3%.

"O Brasil precisa da telemedicina", afirma IESS

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Superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), José Cechin, apresentou estudo inédito sobre a experiência internacional com o uso de telemedicina e destacou como o País poderia se beneficiar da legislação para teleconsultas

"A telemedicina é um recurso importantíssimo para ofertar atendimento assistencial aos brasileiros, especialmente considerando as proporções continentais do País e as diferenças estruturais entre suas diversas regiões." A opinião de José Cechin, superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), tem como base o levantamento inédito "A Telemedicina traz benefícios ao sistema de saúde? Evidências internacionais das experiências e impactos", do IESS, sobre a experiência internacional com o uso do recurso em sete países além do Brasil: Albânia, Austrália, Bangladesh, China, Estados Unidos, México e Noruega. O estudo foi apresentado na última quarta-feira (05/06), durante o Seminário Internacional de Saúde da População, organizado pelo Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com o estudo, as experiências internacionais mostram que o uso da telemedicina pode trazer benefícios como a redução de tempo de atendimento, dos custos de deslocamento de pacientes e profissionais de saúde e mesmo a melhoria na qualidade assistencial ao possibilitar o acesso a especialistas por profissionais de saúde (não especializados) em áreas remotas que não contam com centros de referência em certas especialidades. Para possibilitar o uso de todo o potencial das novas tecnologias em favor da telemedicina e da qualidade de vida dos pacientes no Brasil, entretanto, é preciso regular seu uso entre profissionais de saúde e pacientes, já que a legislação atual prevê apenas seu emprego para teleconsultoria, programas que relacionam médicos com outros médicos ou médicos com outros profissionais de saúde.

Não obstante, há relatos internacionais de uso de teleconsultoria com ótimos resultados. Na China, por exemplo, um projeto conectou 249 hospitais na região rural de Sichuan, que conta com uma população de 81,1 milhões de pessoas, a 112 centros altamente especializados localizados na capital. Entre 2003 e 2012, foram realizadas quase 12 mil teleconsultas dedicadas principalmente ao diagnóstico de neoplasias, lesões e doenças cardiovasculares. Como resultado, 39,8% dos diagnósticos originais realizados nos hospitais rurais foram modificados após a consultoria com os hospitais especializados e 55% dos tratamentos originais foram alterados. O que resulta em melhoria direta da qualidade assistencial. Do ponto de vista econômico, o projeto gerou uma economia líquida de cerca de US$ 2,3 milhões para pacientes (que não precisaram se deslocar para outros locais para serem atendidos) e de US$ 3,7 milhões para especialistas (que não precisaram se deslocar entre cidades para completar o diagnóstico ou validar o tratamento).

Já os benefícios de teleconsultas (relação direta entre médico e paciente) podem ser observados em um projeto conduzido nos Estados Unidos entre julho de 2012 e julho de 2014 que possibilitou que 296 pacientes veteranos de guerra que moram em zona rural da Flórida realizassem 755 consultas com especialistas em oncologia de grandes centros urbanos. Os pacientes tiveram uma redução de 80,7% na distância percorrida ao se consultar em um centro médico local ao invés de se deslocar para a instalação especializada em Miami. O que resultou em uma economia de US$ 155,6 mil (US$ 88, 4 mil em deslocamento e US$ 67,2 mil em hospedagem). Além disso, uma pesquisa de satisfação com os pacientes revelou que eles concordaram quase unanimemente que puderam receber todos os benefícios de uma consulta presencial por meio da telemedicina, incluindo a revisão de resultados de exames, aconselhamento adequado sobre sua doença e discussão dos riscos e benefícios de diferentes opções de tratamento.

"As novas tecnologias estão aumentando, cada vez mais, as possibilidades para a telemedicina, inclusive para a realização de teleconsultas. Por isso, apesar de entendermos a decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de suspender a resolução 2.227/2018 em função do volume de mudanças sugeridas, acreditamos que é fundamental retomar agenda de regulação dessa possibilidade de atendimento. Ainda que em um primeiro momento alguns profissionais se incomodem com a nova realidade", argumenta Cechin. "Se considerarmos o potencial deste recurso para levar atendimento assistencial de qualidade para brasileiros em regiões afastadas, como áreas rurais e a Amazônia, por exemplo, a iniciativa se torna ainda mais importante não apenas para a Saúde Suplementar, mas também para o Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil precisa da telemedicina", completa.

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

Em busca da retomada

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O novo cenário político fez com que o setor da saúde iniciasse 2019 focado na retomada do desenvolvimento. A expectativa era e ainda é bastante alta. No entanto, com quase seis meses de governo, os principais indicadores econômicos ainda não refletem o esperado. É claro que temos consciência de que o processo de transição entre modelos de gestão demanda tempo, esforço e alinhamento de expectativas. É preciso ter paciência, sabemos disso. Nada se resolve da noite para o dia, ainda mais quando o assunto é a situação econômica de um país tão diverso como o Brasil.

Por isso, seguimos acompanhando de perto as taxas de desemprego, inflação e Produto Interno Bruto (PIB), e suas projeções para os próximos meses, com a esperança de que a agenda econômica se estabilize em breve e nos permita respirar com mais tranquilidade. Aguardamos ansiosamente pela retomada massiva da geração de empregos e que essa movimentação permita à população o retorno aos planos de saúde e à medicina preventiva, voltada para promoção de qualidade de vida e bem-estar. Enquanto isso, procuramos fazer nossa parte.

No Hospital Santa Cruz, de Curitiba (PR), investimos em linhas de cuidados específicas e em atendimento integrado para otimizar, de forma inteligente, o uso de recursos e ganhar sustentabilidade. Uma das iniciativas reforça a importância da atenção primária dentro da estrutura hospitalar. Estamos fazendo o caminho inverso ao comum e procurando mostrar ao paciente que em vez de acessar o sistema de saúde pelo pronto-socorro de alta complexidade, ele pode agendar uma consulta ambulatorial para receber cuidado integral e especializado. Como consequência, temos conseguido alcançar desfechos clínicos muito mais eficientes.

Na atenção primária, o atendimento é feito por um médico referência que recebe suporte dos especialistas para promover atendimento resolutivo, com base em protocolos clínicos definidos. Nesse modelo, os pacientes com demandas específicas podem contar com uma rede de suporte multidisciplinar. Isso significa que quando o médico faz o diagnóstico de obesidade, por exemplo, passa a atuar em conjunto com um nutricionista; em quadros de depressão, o psicólogo complementa a terapia; quando o problema é uma dor crônica na coluna, o fisioterapeuta entra em ação.

Também estamos atuando muito forte com linhas de cuidado diferenciadas, em especial para casos críticos. Estruturamos uma equipe médica e assistencial que cuida especificamente desses pacientes de forma integrada com a equipe médica de internistas e hospitalistas. Com isso, ganhamos eficiência na construção do diagnóstico e da terapia mais adequada, o que também contribui para a redução de intercorrências.

Desde outubro de 2018, quando essa linha de cuidado do paciente crítico foi implementada, aumentamos em 20,2% o giro de leitos e reduzimos em 40% o direcionamento de pacientes internados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Geral. O atendimento a casos graves ou muito graves pelo Time de Resposta Rápida (TRR) também diminui 31,4%. Essa queda não quer dizer que o TRR deixou de ser demandado, mas sim que vem sendo acionado por condições menos críticas ou por intercorrências menores.

Tudo isso impacta de forma positiva o uso de recursos, o tempo de permanência no hospital, a recuperação do paciente, que passa a ser mais rápida e segura, e a experiência do usuário dentro de nossas unidades. Todas essas ações nos levaram a alcançar índice de satisfação de 91% no primeiro trimestre de 2019, taxa atualizada de forma periódica pelo Núcleo de Experiência do Paciente – baseado em ouvidoria, psicologia, Focus Group, hospitalidade e assistência.

Os resultados demonstram que, cada vez mais, a saúde tem que ser entendida de uma forma diferente, não como consumo pelo consumo. Temos que promover uma medicina baseada em Valor e ter como ator principal a pessoa. Somente dessa forma teremos um sistema de saúde sustentável no futuro, onde a aplicação dos recursos é feita de forma adequada. Tudo isso também passa pela educação do paciente, do médico, da operadora, do hospital e da indústria. E, assim como a retomada econômica do país, a evolução do modelo de saúde brasileiro depende de atenção, investimento e tempo para consolidação.

Sobre o autor

Claudio Enrique Lubascher é especialista em gestão de negócios com sólida atuação no setor de saúde, diretor geral do Hospital Santa Cruz, de Curitiba (PR), e presidente do Capítulo Paraná do Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde (CBEXs) e do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF PR).

Transformação digital na gestão da saúde: quais os benefícios para as pessoas?

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A transformação digital está impactando fortemente o setor de saúde em toda a América Latina. Segundo dados da IDC, o investimento em tecnologias na região deve atingir US$ 1.931 milhões em 2022. Por outro lado, tanto os sistemas públicos quanto os privados enfrentam desafios complexos, como as mudanças demográficas e o aumento da obesidade na população.

Atualmente, muitas empresas dependem de processos ultrapassados e manuais, dados de difícil acesso, falta de colaboração de integrantes da equipe e, consequentemente, sofrem com o aumento de custos, já que são necessárias inúmeras horas extras para resolução de problemas.

O resultado? Pacientes insatisfeitos por enfrentarem longos períodos de espera, muita burocracia, falta de informação e exames que não ficam prontos na data estipulada, além de uma grade de funcionários insatisfeitos com as ferramentas de trabalho, fator que, na maioria dos casos, dificulta (e até mesmo impossibilita) um atendimento de excelência para o paciente.

Diante desse cenário, separei três dicas que irão otimizar o tempo de  deslocamento do paciente pelos hospitais, além de auxiliarem na eficiência do trabalho dos médicos, desde o registro inicial até a alta.

1. Trabalhar de forma mais inteligente e colaborativa

A informação ao paciente deve ser rápida e assertiva. Para isso, garanta que os fornecedores estejam conectados e se comuniquem facilmente. Assim, os pacientes recebem um melhor atendimento, de forma mais eficiente e descomplicada.

Por outro lado, com uma comunicação efetiva, os sistemas de assistência médica se concentram no gerenciamento de custos e os serviços compartilhados ajudam a obter menores custos, ao mesmo tempo em que dão suporte aos médicos no atendimento ao paciente.

2. Digitalizar com uma infraestrutura otimizada.

Os sistemas de saúde precisam de uma infraestrutura e serviços escaláveis, que possam lidar com maior largura de banda, armazenamento e outros recursos de desempenho. A computação em nuvem é um ótimo recurso, já que possibilita acesso remoto, em tempo real, e se adapta facilmente às necessidades do usuário, sem limite de logins por vez. Dessa forma, o gerenciamento de informações se torna assertivo, rápido e fluído, além de trazer uma maior segurança para os dados críticos.

3. Garantir integração e consolidação eficientes.

Embora os sistemas de saúde continuem a usar fusões e aquisições como uma forma de operar com mais eficiência e rentabilidade, ainda enfrentam os desafios da integração, desde a padronização até a gestão da marca.

Com a digitalização, essa padronização de processos e fluxos de trabalho será ágil, pois haverá a eliminação de redundância de dados e acúmulo de informações imprecisas, bem como a criação de uma experiência de usuário unificada e humanizada.

Não há dúvidas de que estas tecnologias facilitam a rotina dos hospitais e companhias, principalmente na captação e no gerenciamento das incontáveis informações recebidas e capturadas por dia, reduzindo o risco e possibilitando melhorias contínuas no atendimento e na experiência do paciente!

Sobre o autor

Bill García é diretor da Vertical de Saúde da Ricoh América Latina.

O desafio da boa gestão de facilities em saúde no Brasil

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Se formos direto ao ponto, vamos encontrar alguns conflitos muito interessantes a resolver, de um lado, as instituições de saúde cada vez mais se profissionalizam, mas seguem administrando seus fornecedores da cadeia de facilities na linha de despesa, de outro lado os prestadores de serviços, cada vez mais, investem em inovações e processos tentando mostrar aos seus clientes, que eles estão cada vez mais próximos do seu Core Business, entregando a estas instituições a disponibilidade e a qualidade que estas precisam para o seu bom funcionamento.

Quando entramos nas competências que os gestores de facilities administram, especialmente na área de saúde, muitas vezes não percebemos o tamanho da criticidade de suas atividades. Sabemos bem o problema que ocasionado por um volume excessivo de faltas na limpeza, ou o risco de um gerador não entrar em funcionamento no momento certo e até a falta de refrigeração em algumas áreas.

Quando se administram competências como estas é que se percebe o tamanho da importância da gestão de facilities e o quanto ela está diretamente ligada ao desempenho adequado do negócio, sendo parte direta do resultado.

Em uma das definições clássicas sobre facilities se estabelece uma ligação direta entre uma boa gestão e a disponibilidade entregue a cadeia de valor daquele determinado espaço. Pois bem, quando falamos em disponibilidade, nos referimos a receita e se seguirmos por esta lógica, saímos da linha de despesa, e este é o ponto central de uma boa gestão de facilities na área de saúde, entregar disponibilidade dentro da qualidade acordada, para que a instituição possa rentabilizar e satisfazer ao máximo seus stakeholders – clientes internos, externos e acionistas.

Nos momentos em que os hospitais têm forte demanda, a disponibilidade é crítica, porque leito parado significa baixa no faturamento e, a cada dia, as empresas buscam novos equipamentos, tecnologias e, especialmente, processos que melhorem os tempos de suas atividades, hajam de forma preventiva e preditiva e atendam aos níveis de serviços compatíveis com as necessidades dos clientes.

Neste sentido entendemos que a boa gestão é aquela que consegue entender a exata medida dos serviços que a instituição necessita, mas principalmente consegue controlar seus fornecedores e prestadores baseados em SLA´s (service level agreement) fundamentados em indicadores claros e objetivos, complementados por pesquisas de satisfação de seus clientes internos e externos que trazem a visão de seus usuários finais.

A união de indicadores objetivos com a percepção dos usuários entrega aos gestores uma visão clara e completa do que está acontecendo na instituição. O conhecimento profundo das necessidades reais de cada instituição fecham o círculo desta proposta de valor, que se bem construída, agregará muito, não só na racionalização de custos, mas principalmente na geração de receitas para cada instituição.

Sobre o autor

Renato Pascowitch é diretor comercial do Grupo Apoio Ecolimp.

Sobre APOIO

Fundada em 1980, a APOIO é uma empresa especializada em limpeza e higienização, que se consolidou na área de saúde. A instituição atua na prestação dos serviços de: higienização e hotelaria hospitalar, manutenção predial, impermeabilização e tratamento de piso, gestão de facilites, paisagismo e jardinagem, portaria e recepção. Com cerca de 5.300 funcionários, a APOIO está presente em Duque de Caxias, São Paulo, Brasília, Goiás, Paraná e Distrito Federal.

Inovação digital na saúde: o modelo do Reino Unido e os desafios do Brasil

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Na última semana aconteceu a feira Hospitalar e, dentre seus congressos, o HIMSS com o tema Digital-Health.19 - Prediction, Prevention and Precision Care. Inovação digital apareceu em diversos momentos e contamos com a presença de Christopher Exeter, Assessor de Saúde do Departamento de Comércio Internacional do NHS (National Health Service), o equivalente ao SUS do Reino Unido, palestrando sobre “A adoção de inovação digital em saúde pelo NHS”.

A experiência e expertise do NHS hoje é utilizada principalmente para auxiliar países parceiros em estratégias de prevenção e tratamento de doenças não transmissíveis. Fornecendo, assim, educação e treinamento de qualidade aos profissionais e ajudando a melhorar seus desfechos em saúde e desenvolvimento econômico. Como benefício secundário, cria oportunidades de negócios internacionais e com o próprio Reino Unido. Uma das grandes questões atuais na área é a interoperabilidade, que se trata da capacidade de diferentes sistemas, dispositivos e aplicações se comunicarem de forma coordenada intra e interorganizações.

Questões de TI e cultura organizacional são os principais desafios enfrentados, mas definitivamente a cultura é o maior obstáculo a ser superado, segundo Christopher. O problema é completamente justificável: temos grupos de pessoas altamente qualificadas que trabalham juntas há muito tempo realizando tarefas muito importantes, gestores sob grandes pressões e em teoria a tecnologia deveria melhorar como essas pessoas trabalham. Mas em um primeiro momento isso desafia suas rotinas. Qualquer país que queira investir em tecnologia, tendo como modelo o Reino Unido, deve priorizar treinamento e cultura organizacional. Comparado a isso, a implantação de sistemas é relativamente simples.

O Brasil tem um desafio adicional pelo tamanho de sua população e de sua área geográfica. Realizar triagens das doenças não transmissíveis (diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, etc) é o primeiro passo para iniciar medidas preventivas. Suas causas são relativamente homogêneas, o que facilita seu controle. Expandir o acesso à população é o principal objetivo. Sistemas de aferimentos em atividades do dia-a-dia, por exemplo, são uma forma de obter medidas mais fiéis além de não precisar que as pessoas se dirijam a um centro de saúde. O conselho de Christopher é começar pequeno, escolhendo uma cidade ou região particular com determinados problemas, e experimentar. Após um período saberemos o que funciona e o que não funciona para determinadas regiões e populações.

Ao se optar por adotar a inovação digital como parte estratégica de um governo ou organização deve-se ter em mente três principais pontos: políticas públicas que incentivem a abertura de dados e possibilitem a expansão e o acesso aos mesmos, treinamento da força de trabalho, para que se acostumem à tecnologia no dia-a-dia e, por último, treinamento e estímulo da população a utilizar estas ferramentas. A forma como a medicina é praticada hoje em dia mudou e agora nos resta nos adaptar.

Indústria da saúde: dados sensíveis e boas práticas

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A tecnologia tem, em escala geométrica, mudado a forma de atuação na indústria da saúde, introduzindo soluções inovadoras e eficientes e desenvolvendo cada dia novas oportunidades de negócios com as informações produzidas. Ao passo que a inovação tecnológica faz a indústria voar, as mudanças no sistema legal e regulatório trazem seus pés de volta para o chão: dados referentes à saúde são cada vez mais coletados, compartilhados e destinados a propósitos nebulosos.

Ainda há muito a direcionar e especificar dentro da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Uma das poucas questões, porém, que não estão abertas à discussão, é o enquadramento de dados pessoais sensíveis.

Dados sensíveis são aqueles dispostos, de forma exaustiva no artigo 5º, II, da LGPD, incluindo-se dado referente à saúde e dado genético. Dados referentes à saúde não são apenas sensíveis como também altamente visados no mercado de crime cibernético, uma vez que geralmente abrangem informações de aspecto financeiro, confidencial e que podem afetar diretamente outros indivíduos que não apenas o titular, o que lhes coloca em lugar de destaque.

Sobre seu tratamento, também de forma clara e precisa, declara o artigo 11º que somente poderá ocorrer nas hipóteses de consentimento; cumprimento de obrigação legal ou regulatória; compartilhamento com a Administração Pública; estudos por órgãos de pesquisa; exercício regular de direito; proteção à vida; tutela à saúde e prevenção à fraude. Em outras palavras, o tratamento de dados pessoais sensíveis não pode ser justificado com base no legítimo interesse. Tamanho desafio para a agentes da indústria da saúde que utilizam os dados de clientes, pacientes e consumidores para tantas outras finalidades que não apenas o cumprimento de obrigações legais e contratuais.

Como justificar, por exemplo, a coleta do CPF de consumidores em uma rede farmacêutica e o envio para laboratórios? Ou, então, a transmissão de relatórios médicos às seguradoras?  Parece-nos que, assim como vem sendo feito na Europa, o consentimento é a base legal mais adequada e deve abranger não somente os novos clientes que vierem a se relacionar com tais operadores da saúde, mas também toda aquela base de clientes antigos, que, todavia, caso inativos, deve ser excluída.

E para que se obtenha um consentimento livre, claro e desimpedido, inúmeras práticas estão sendo consideradas – de totens com termos breves e claros em estabelecimentos físicos à exibição de conteúdos didáticos em dispositivos móveis. Não será mais aceitável que um laboratório de diagnósticos apenas informe que a política de privacidade utilizada está disponível de forma online (sem que o titular saiba especificamente o que está consentindo) ou que uma farmácia justifique que a coleta de CPFs seja para o fornecimento de descontos, mas que a possibilidade de desconto apenas possa ser verificada após a informação.

A criatividade para que consentimentos sejam dados de forma transparente e conforme os princípios da LGPD ditam recebe, assim, um novo nome: boas práticas.  Nesse mesmo sentido, para o Food & Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, as boas práticas oriundas do HIPAA, Lei de Portabilidade e Responsabilidade para Seguradoras de Saúde serão agora guia para determinar as diretrizes do setor. Significa dizer que todo o setor deverá se adequar e se inspirar naquilo que foi executado e modelado por empresas que foram pioneiras na adequação aos regulamentos de proteção de dados. Resta apenas saber: quem será a âncora?

Sobre os autores

Leandro Augusto é sócio e Isabella Becker é gerente da KPMG.

Brasileira é convidada para evento de empreendedorismo na Holanda

Brasileira é convidada para evento de empreendedorismo na Holanda

CEO da Vittude é convidada pelo governo norte-americano ao Global Entrepreneurship Summit em Haia

Tatiana Pimenta, finalista do Prêmio Cartier 2019, segue em crescente notoriedade junto ao mercado internacional

A fundadora e CEO da Vittude, Tatiana Pimenta, foi novamente convidada pelo governo norte-americano para estar no evento Global Entrepreneurship Summit (GES), que este ano aconteceu entre os dias 3 e 5 de junho em Haia, na Holanda.

Organizado por dois dos países mais inovadores do mundo, os Estados Unidos e a Holanda, a 9ª edição do GES trouxe oportunidades globais para empreendedores à frente de projetos de tecnologia, com modelos de negócios altamente escaláveis, que utilizem tecnologias inteligência artificial, robótica, blockchain e big data.

Iniciado há quase uma década pelo governo dos Estados Unidos, o GES é um encontro anual de empreendedores, investidores e líderes de todo o mundo. O Summit oferece oportunidades inigualáveis para empresas que buscam ampliar a escala. Em 2019, 1200 empreendedores, escolhidos a dedo ao redor do globo, terão contato com mais de 300 investidores, responsáveis por gerenciar trilhões de dólares em ativos, bem como os principais lideranças políticas, parceiros corporativos e líderes intelectuais para acelerar as soluções. O GES 2019 é o primeiro GES realizado na União Europeia.

A convite do governo dos Estados Unidos e também do Ministério das Relações Exteriores holandês, a empreendedora brasileira participará de toda a agenda do evento, além de encontros exclusivos para lideranças femininas, como o almoço oferecido por Sigrid Kaag, Ministra do Comércio Exterior e Cooperação Internacional dos Países Baixos, a 150 lideranças femininas presentes no evento.

Entre os presentes no GES deste ano estarão a Rainha dos Países Baixos, Máxima Zorreguieta, e também a vice-presidente do Bank Of America, Anne Finucane.

“O reconhecimento internacional é resultado de muita dedicação e um sinal que a Vittude está no caminho certo. Isso reforça que nosso trabalho é assertivo e que, apesar das fronteiras existirem, nossos objetivos são maiores. A democratização do acesso à terapia é um tema discutido mundialmente e temos muito para apresentar sobre nossa vivência enquanto empreendedores nesta causa”, destaca a CEO da Vittude.

Reconhecimento

O Global Entrepreneurship Summit não é o primeiro evento internacional que a startup participa neste semestre. No início deste ano, Tatiana foi a única brasileira finalista da premiação internacional Cartier Women's Initiative Awards, no qual recebeu uma premiação de US$ 30 mil .

A Vittude

De olho em um cenário em que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão em todo o mundo e outras 260 milhões vivem com transtornos de ansiedade – muitas delas, inclusive, adquirem ambos, a Vittude desenvolveu uma plataforma que conecta psicólogos e pacientes em poucos cliques, levando saúde e bem-estar para brasileiros nos quatro cantos do mundo. Funciona da seguinte maneira: a pessoa acessa o site da startup, realiza um breve cadastro, escolhe seu psicólogo online de acordo com suas preferências e agenda a sessão, que pode ser presencial ou online.

O paciente também tem acesso a informações detalhadas sobre o currículo e a linha de atuação de cada psicólogo, a disponibilidade de agenda do especialista e o valor da consulta estipulado por cada profissional cadastrado no site.

"Segundo o Ministério das Relações Exteriores, hoje 2,5 milhões de brasileiros vivem no exterior. Com o surgimento da terapia online, essas pessoas passam a ter acesso a psicólogos experientes e extremamente qualificados, de seu próprio país. Fazer terapia em uma língua que não é a materna é extremamente difícil. Há palavras que só existem no nosso vocabulário, como, por exemplo, saudade", destaca a fundadora e CEO da Vittude, Tatiana Pimenta.

Criada em 2016 por Tatiana e Everton Höpner, a startup conta, hoje, com cerca de 3000 psicólogos e mais de 12 mil pacientes cadastrados, atuando em todo território nacional e alcançando brasileiros em outros 50 países. São mais de 4000 atendimentos realizados todo mês por profissionais qualificados e certificados pelos conselhos regionais de psicologia.

"Vejo o atendimento online como uma forma de ampliar o acesso a cuidados de saúde mental, em especial de forma preventiva. Hoje menos de 3% da população faz terapia, sendo que quase 60 milhões de brasileiros têm algum transtorno mental diagnosticado. Muitos só buscam a terapia quando já estão em uma condição de extremo sofrimento psíquico, necessitando de tratamento medicamentoso e atenção redobrada", analisa Tatiana.

Para atender pacientes em quase todos os continentes, a Vittude desenvolveu um consultório virtual 100% criptografado, que garante a confidencialidade das consultas, de acordo com os protocolos internacionais de privacidade, como o HIPAA Act e o HITECH Act, que versam sobre sigilo e segurança de dados em atendimento de saúde.