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Big Data e Economia da Saúde

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Porque saúde e Big Data? Me socorri do expertise do informata Daniel Lanes Pereira, com pós graduação em administração e talento para compreender as necessidade da área da saúde e fornecer informações para o texto que segue. A resposta é clara: a saúde é uma das "indústrias" com a maior quantidade e variedade de dados.. e necessidade de informação. Levando em conta que Big Data é definido por 3Vs (Volume, Variedade e Velocidade), estamos no caminho certo.

Cabe mencionar que um ponto visceral é a qualidade desses dados. Obviamente a falta de confiabilidade é algo que pode gerar desvios de análises importantes e deve ser resolvido imediatamente para que tenhamos uma base de análise para o futuro. Mas temos que falar em quantidade e fontes de dados para analisarmos e criarmos conhecimento.

Imagens: a indústria gera milhares de imagens todos os dias. Tomografias, ressonâncias, raio-X, ultrassom, PET-CT, mamografia, entre tantas outras. Obviamente precisamos de muita capacidade de armazenamento. Mas o ponto importante é que precisamos muita análise em cima disto também. Algoritmos de automação de análise de imagens já são possíveis, acrescentando a possibilidade de correlação com outras dezenas (ou centenas) de informações sobre o paciente. Se bem administrado, pode gerar análises preditivas que serão importantes em uma medicina preventiva ou mesmo para gerar conhecimento. Se um algoritmo tem a capacidade de "visualizar" e "entender" centenas de imagens por dia, com certeza ele formará uma base sólida para previsões futuras.

Prontuários Médicos (digitais, eletrônicos): esta é uma grande fonte de dados e talvez a que tenha uma certa desconfiança quanto ao mesmo. Não vamos entrar em detalhe, já que temos várias versões e visões sendo usadas, mas temos aqui a oportunidade de capturar todo os dados processuais, clínicos e financeiros do paciente. Quem o visitou, quando o visitou, o que prescreveu, quais os exames, remédios e dosagens, sintomas e respostas a medicamentos, quando entrou, quando saiu, quanto tempo ficou, dados básicos, medidas, doenças e assim vai. Realmente aqui temos toda a capacidade de gerar dados que podem ser analisados para uma ação preditiva e preventiva.  Melhor de tudo isto, em um período de tempo, isto é, uma série que poderá ser analisada de forma preventiva. Coloque tudo isto em uma mesma análise com milhares de pacientes e terás padrões que poderão ser usados para prever o que vai acontecer com aquele paciente (pesquisa indutiva. caso queira saber um pouco mais sobre este conceito entre em contato comigo).

Medicamentos: é claro que não podemos esquecer de toda a indústria de medicamentos, pois nela temos grandes pesquisas, dados sobre fórmulas básicas, reações possíveis a cada medicamento, valores, dosagens, especialidades, indicações, etc... Imagine agora que o "Big Data", vamos chamar assim, como se fosse uma entidade para efeito de exemplo, pudesse auditar e entender que um determinado medicamento receitado não corresponde as doenças as quais ele é indicado, já no momento da prescrição. "Ele" pode ligar um alerta para o médico, enfermeiro ou qq outra pessoa para que seja verificada a medicação correta.

Vamos fazer melhor ainda: imagine agora que este paciente tomou o medicamento X e teve alguns sintomas que serão adicionados no seu prontuário. Em um primeiro momento não podemos ter a certeza que os sintomas e efeitos estão atrelados a este medicamento, mas aí entra o poder do Big Data. Imagine que teremos em alguns meses (ou menos) milhares de casos de medicamentos -> sintomas/efeitos.

Dados demográficos e sociais: vamos sair um pouco de dados da saúde e vamos acrescentar dados tão importantes quanto tipo renda e local de moradia, mostrando acesso a água tratada, luz, esgoto, áreas rurais, metrópoles, consumo de bebidas, fumo etc... Um bom projeto de Big Data..... Eu não há dúvidas que um mapa por região com estas características e as doenças das pessoas que moram em tais regiões seria uma grande análise.

Dados Redes Sociais e Google: claro que não e pode esquecer dos dados das redes sociais e do google. Em uma região com grande pesquisa sobre um assunto, me parece claro que devemos investigar um surto. Pacientes pesquisando sobre algum sintoma, me parece claro que temos que averiguar. O que estão falando sobre os medicamentos, sobre as dores e sobre o atendimento, por que não? Obviamente este dado está mais ligado a saúde pública, em massa, mas nada impede que façamos projetos específicos para grupos controlados, correto ?

Wearables: por fim, não podemos esquecer dos wearables, estes aparelhos, sensores e relógios que estão se tornando febre no mundo todo. Eles geram dados automáticos e a todo momento. Eles podem nos dar informações instantâneas com indicações sobre o estado de saúde do paciente. Eles serão os nossos olhos e ouvidos quando o paciente estiver em casa ou em qualquer outro lugar. Não esqueça destes sensores nos crônicos ou talvez nos mais idosos que necessitem monitoração constante.

Claro que ainda temos dados sobre genes que ainda não estão disponíveis em larga escala mas que logo estarão em nossas bases de dados, inclusive alinhado com estudos clínicos de desfechos.

Claro que temos questões de confiabilidade para trabalhar. Temos questões de ética, segurança e assim por diante.

Agora, fica claro que estas questões não podem prejudicar a inovação e as possibilidades para a área da saúde. Devemos saber trata-las com seriedade, mas também devemos tratar Big Data com muita seriedade. Este é o caminho.

Dito isso, se abrem as oportunidades para economia da saúde que vão desde input com informações de qualidade maior até validação de modelos teóricos. Não é uma questão de “se” ... mas de “quando”.

Prevenção de derrame cerebral no Brasil, há muito por fazer

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O derrame cerebral se constitui numa das doenças com maior impacto em mortalidade e incapacidade em todo o mundo. Além disso, a doença afeta as famílias, a comunidade e o país sob os aspectos sociais, financeiros e de produtividade.

Uma recente pesquisa publicada pela revista “Lancet Neurology” com o estudo “Global Burden of Disease – GBD” mostrou um aumento importante em todo o mundo e afetando cada vez mais pessoas com menor idade. Uma constatação importante é de que mais de 90% (noventa por cento !) do impacto em DALYs (“disability adjusted life years” ou anos de vida com ajuste pela deficiência) que se constitui nos anos de vida perdidos mais os anos vividos com incapacidade foi associado a fatores de risco modificáveis, como comportamentais (tabagismo, alimentação inadequada, excesso de peso, inatividade física), metabólicos (pressão arterial elevada, colesterol e glicemia altos) ou ambientais (poluição do ar ou exposição ao chumbo).

Este estudo mostrou que em nossa região, os principais fatores associados foram a hipertensão arterial, o excesso de peso, a alimentação pobre em frutas, grãos e vegetais e o tabagismo. Além disso, constatou que o Brasil é um dos países onde há maior impacto dos fatores de risco modificáveis em todo o mundo.

Os achados comprovam que a necessidade urgente de melhorar o cuidado com a saúde, em uma abordagem populacional, em todos os níveis. Por exemplo, o controle da pressão arterial envolve o rastreamento, tratamento adequado e acompanhamento com acesso a medicamentos e orientação comportamental.  Não basta contratar um serviço isolado, por exemplo de gestão de doenças crônicas ou realizar atividades pontuais, como check-ups, SIPATs ou feiras de saúde. O atual sistema fragmentado e descoordenado impede a melhoria dos resultados neste campo.

Outro importante estudo que vem sendo realizado no Brasil, o “Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto – ELSA Brasil) teve uma recente publicação na revista “Journal of the American Heart Association” onde se constatou que apenas 21% das mulheres e 29% dos homens eram fisicamente ativos. As análises confirmaram que a atividade física tem efeito protetor evidente sobre a saúde cardio-metabólica. As pessoas ativas tinham menor pressão arterial média, frequência cardíaca média e menor risco cardiovascular pelo escore de Framingham. Sem dúvida, este estudo é bastante relevante para os profissionais, pesquisadores e planejadores de sistemas de saúde que não precisam recorrer a estudos com outras populações para realizar suas análises e estudos.

As discussões recentes no sistema de saúde tem enfocado basicamente a questão do financiamento e fontes de recursos, formas de remuneração, impostos e pleitos das diferentes corporações profissionais. É urgente que o tema do cuidado integrado e a abordagem efetiva dos fatores de risco seja colocada na agenda da saúde em nosso país.

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Genômica: Uma Grande Aposta de Futuro para a Medicina

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A Genômica [1] é uma tecnologia de ponta muito importante e terá um poder transformacional gigante na Medicina do futuro por uma série de motivos. O analista de indústria Ernst Young anunciou recentemente que a Genômica será umas das 10 tecnologias que vai auxiliar a reduzir os custos e proporcionar uma grande revolução na Saúde [2-3].

O seu genoma é o “software” que controla o seu corpo. Ele é composto por 3,2 bilhões de "letras" (T, C, A e G), ou pares de bases, que codificam tudo o que faz "você" - a cor do seu cabelo, a sua altura, sua personalidade, sua propensão à doença, seu tempo de vida, e assim por diante. Até recentemente, era muito difícil de forma rápida e barata "ler" essas letras e, ainda mais difícil, entender o que eles fazem. Em 2001, co-fundador da Human Longevity Inc. (HLI) o Dr. J. Craig Venter sequenciou o primeiro genoma humano completo.

Demorou cerca de um ano e custou US $ 100 milhões. Desde então, o custo de sequenciar um genoma foi caindo exponencialmente, ultrapassando a Lei de Moore por quase 3x. Atualmente, o custo nos EUA para sequenciar o DNA é de US$ 1.000,0. Ver mais sobre custo do sequenciamento do DNA aqui [3.1].

O Presidente Obama dos EUA tem apostado (e investido) muito na genômica através da Medicina Personalizada [4] (ou Medicina de Precisão [5]). Ele anunciou em 30.jan.2015 o programa americano de “Precision Medicine” [6-6.1] e, na ocasião “cunhou” essa pérola aqui: “Give us the greatest opportunities of new medical breakthroughs that we ever have seen … doctors have recognized that every patient is unique and always they try to tailor the treatment the best they can … the promise of Precision Medicine is delivering the right treatments at the right time, every time, to right person” que você pode ver e ouvir neste video do lançamento do referido programa [7]. Qual o “mote” da Medicina Personalizada: tratar a doença de cada paciente respeitando as características do indivíduo (o seu genoma, o ambiente que ele vive e o seu estilo de vida pessoal). O “Paciente” é o principal foco dessa Medicina ... done! [7.1]. Em abril deste ano, os EUA anunciaram um reforço de medidas para acelerar o referido programa [8-9] e [9.1]. No início de julho de 2016, o governo americano resolveu investir mais 55 MUS$ no Programa de “Precision Medicine” [10-13].

O mercado avalia que o Obama “busca fazer sua marca na Medicina Genética” [13.1]. Conheça mais sobre Medicina Personalizada e de Precisão aqui [13.2] e [14] e nestas 02 matérias do Saúde Business [14.1] e [14.2].

Além do forte apoio do Presidente Obama às inciativas baseadas no Genoma nos EUA, o conceituado serviço britânico NHS também aposta na genômica no seu sistema [15]. O Governo Britânico tem também a sua inciativa do Projeto de 100.000 Genomas através do NHS e várias parcerias de mercado [15.1]. O movimento capitaneado pelo EUA tem estimulado outras regiões do mundo da direção da Medicina Personalizada.

Um outro destaque na área de Genômica vem da China. Acreditamos que esse país é o lugar com a maior capacidade instalada para processar o sequenciamento do DNA [15.2]. A BGI Genomics chinesa [15.3] é uma das líderes mundiais de genômica. Essa empresa também serve como o principal centro de sequenciamento do projeto 1000 Genomics Project [15.4] que é um esforço de pesquisa mundial do genoma humano envolvendo vários países, a saber: China, Itália, Japão, Quênia, Nigéria, Peru, Reino Unido e EUA [15.4]. Ver outras referências sobre genômica na China aqui [15.5] e [15.6].

O projeto para entender o genoma humano [16] há muito tempo prometeu revolucionar a forma como as doenças são diagnosticadas, as drogas são projetadas e, até mesmo, a maneira que a medicina é praticada. A capacidade de interpretar a informação genética humana mantém a promessa de fazer “qualquer coisa”, desde prever quais drogas que irão funcionar em um determinado paciente (i.e. Farmacogenômica [17-17.1]), bem como, identificar a predisposição de uma determinada pessoa desenvolver doenças.

A informação genômica já está transformando algumas práticas médicas. O Sequenciamento de DNA [17.1] mudou a maneira como os fetos são “rastreados” (“screened”), substituindo o tradicional exame invasivo e arriscado por um outro exame onde as anormalidades no DNA fetal podem ser obtidas a partir de amostras do sangue retiradas da mãe [18]. Estamos falando da nova tecnologia de Biopsia Líquida [19-20] para teste pré-natal não-invasivo (NIPT = “Non-invasive Prenatal Testing”) [21]. Com o tempo, este tipo de método de biopsia irá estender-se a outras doenças genéticas e outras aplicações médicas. Uma área promissora para o tratamento de alguns tipos de câncer! Usar exames de sangue para detectar alterações genéticas em tumores pode permitir aos médicos descobrir mais rapidamente quando as drogas não são mais eficazes. Isto é tão promissor que já há grandes especulações no mercado sobre a realização de tais Biópsias Líquidas poderia ser um negócio de 11 BUS$ até 2022 (sic).

Concretizar o vasto potencial da Medicina Genômica [22] é um projeto não só comercial, bem como científico. Ele se baseia em um pequeno grupo - mas crescente - de empresas de biotecnologia que estão competindo para produzir dados de forma mais barata, analisá-los mais rapidamente, armazená-los de forma segura e, em seguida, traduzi-los todos em informações úteis. Essas empresas são chamadas de “biotecnologia” (ou “biotech”). Por razões óbvias essas empresas estão em um momento de alta valorização – e crescente - no último ano [23-24]. Nós já tivemos um brasileiro que “ganhou um bom dinheiro” nesse nicho pois a “biotech” dele (e mais 2 sócios) chamada GeneWEAVE foi vendida por 425 MUS$ para a gigante farmacêutica suíça Roche [25]. Veja mais algumas outras oportunidades de negócios para “biotechs” aqui [26]. Nessa última referência o Prof. Dr. Atul Butte da UCSF da Califórnia diz “como ganhar um dindim” com uma “biotech de garagem” como no passado o Bill Hewlett & Dave Packard (HP), Bill Gates e o Steve Jobs fizeram com suas “techs” tradicionais nas suas garagens. A onda de futuro agora é apostar em “bioinformática na garagem”!

Essas tarefas têm se revelado mais difícil do que o esperado. Como os dados do genoma já começaram a ser recolhidos e “peneirados”, as “pepitas” do “ouro genético” estão começando a surgir. No entanto, criar e usar essa torrente gigantesca de informações é um empreendimento de grande escala e complexidade. Cada genoma humano compreende cerca de uma centena de gigabytes de dados. A quantidade recolhida está dobrando a cada sete meses; em 2025 essa demanda poderia exigir mais capacidade de armazenamento que para cada vídeo do YouTube no planeta, ou para todos as informações que os astrônomos têm coletados dos céus [27].

Uma empresa em particular, tem estado no centro desta indústria nascente de dados genômicos. Ela chama-se Illumina [28], com sede em San Diego, e é o principal fornecedor das máquinas para o sequenciamento da informação genética. O seu domínio, e seu papel na redução dos custos do sequenciamento do genoma, levou a comparações com aderência da Intel na fabricação de chips. Ela controla 70% de um mercado de sequenciamento de DNA de 3,3 BUS$ em 2015 no mundo, de acordo com a Research and Markets, uma empresa de pesquisa [29-31]. Como seus clientes, agora são principalmente pesquisadores, quando ela expandir para incluir médicos nesse processo, esse mercado poderia crescer para entre 12,0 BUS$ e 20,0 BUS$ em em 2020. Tudo aponta que a Genômica vai fazer uma grande transformação na Medicina.

A Illumina anunciou em meados do ano passado um novo e revolucionário negócio para criar um “hub” de dados genômicos para consumidores com tradicionais (uma “house de apps genômicas”) com a participação de tradicionais VCs e também da renomada Mayo Clinic dos EUA [31.1]. Esse novo negócio chama-se Helix e capturou um investimento de 100 MUS$ [31.2]. Com a Helix, a Illumina entre no famoso negócio de DTC (=”direct to consumer”) em genômica [31.3-31.5]. Um caso famoso do nicho de DTC é a empresa 23andme [55].

A dominação continuada da Illumina não é de forma alguma uma garantia de mercado para sempre. A Pacific Biosciences (ou PacBio) [32], com sede em Menlo Park, Califórnia, desenvolveu uma máquina que faz um trabalho similar. Ela está vendendo bem porque é melhor em alguns trabalho que as máquinas da Illumina. Tem também a Thermo Fisher [33], de Waltham, Massachusetts, que é um outro rival; a sua máquina poderia interessar mais ao segmento clínico porque é mais fácil de operar e mais eficiente em alcançar as sequências (de DNA) que são susceptíveis de ser de maior interesse.

As novas tecnologias do mercado de sequenciamento de DNA ameaçam tanto Illumina quanto os seus concorrentes atuais. Oxford Nanopore (Reino Unido) [34], uma pequena empresa britânica, foi pioneira em um novo método de sequenciamento. Ele passa o DNA através de pequenos orifícios, cuja mudança de resistência elétrica é registrada à medida que diferentes "letras" moleculares, ou bases, passam através desses furos. Os métodos existentes marcam as quatro letras do DNA com um marcador diferente e, em seguida, leem a sequência dos “tags”. Recentemente, a Nanopore anunciou um sequenciador do tamanho de um iPhone [35-36] – o que é uma grande revolução no mercado – que inclusive é bastante conveniente para ser utilizado remotamente conectado a um notebook para acompanhamento de epidemias (p. ex., Zika) [37]. A astronauta-bióloga Kate Rubins da NASA - que é um dos 03 astronautas que compõem a nova tripulação da Estação Espacial ISS - vai utilizar o dispositivo “MinION Sequencer” [37.3] da Oxford Nanopore para sequenciar seu DNA no espaço e ver que alterações que o espaço pode provocar no DNA humano. Este MinION tem custo 1,0 KUS$ ao contrário de um sequenciador grande que custa centenas de milhares de dólares. A NASA tem interesse em testar genômica e outras tecnologias de saúde digital no espaço [37.4].

A tecnologia da Nanopore que utiliza “poros” ainda não é tão precisa quanto a utilização de marcadores (p. ex., Illumina), mas está permitindo que máquinas de sequenciamento sejam pequenas, portáteis e mais rápidas na leitura de dados, o que acabaria por permitindo a criação de novos serviços tais como diagnósticos no campo e testes remotos para epidemias e infecções [38]. Embora não esteja claro se a tecnologia pode competir no negócio de sequenciamento do genoma humanos inteiro, o pequeno dispositivo da Nanopore britânica parece representar uma ameaça aos “bichos papões” desse mercado (p. ex., a líder Illumina). Em fevereiro desse ano, a Illumina apresentou duas ações judiciais contra a empresa do Reino Unido por violação de patente [39].

Recentemente, a Illumina entrou, também, no mercado de biopsia líquida através da “startup” Grail [39.1] que recebeu um investimento de 100 MUS$ e tem Bill Gates e Jeff Bezos como dois investidores no negócio.

Uma vez sequenciado, os dados genéticos são as matérias-primas para outros empreendimentos. Uma área florescente da atividade está em fazer com que tudo isso faça sentido. Craig Venter [40], um pioneiro da genômica e chefe da Human Longevity Inc. (HLI) [41], também em San Diego no famoso balneário de La Jolla, está montando o maior e mais abrangente banco de dados de dados genômicos e clínicos do mundo, a fim de “caçar” através dele alvos para novos medicamentos. Conheça mais um pouco das ideias inovadoras de Craig Venter aqui [42].

O entendimento da base genética de uma doença ou distúrbio pode ser crítico na identificação de terapias que vão corrigir esses problemas. Com isto em mente, a HLI recentemente assinou um contrato de dez anos declaradamente no valor de centenas de milhões de dólares com a AstraZeneca, uma empresa farmacêutica britânica, para sequenciar meio milhão de genomas. O potencial para encontrar alvos para medicamentos é de tal ordem que o Sr. Venter pensa HLI poderia um dia se transformar em uma empresa farmacêutica [43].

Esse projeto da AstraZeneca é uma grande sacada: a farmacêutica está procurando variantes genéticas não usuais de DNA que contribuem para doenças complexas como p. ex., diabetes e doenças cardíacas. Eles estão em parceria com o Instituto Sanger (UK), com a biotech HLI de Craig Venter que trabalhou no projeto de genoma original e com o

Instituto de Medicina Molecular da Finlândia. Por que a Finlândia? Porque a população finlandesa ficou isolada até recentemente e por essa razão ela tem uma constituição genética diferenciada. Como resultado, algumas variações genéticas que são muito raras em outras populações podem ser mais comuns na Finlândia, tornando-as mais fáceis de detectar e estudar.

A corrida para identificar alvos promissores é susceptível no encorajamento de mais dessas parcerias com as farmacêuticas para tentar colocar as mãos em dados que irão ajudá-los a melhorar suas condutas na busca de novos medicamentos. De fato, em um outro negócio dez empresas, incluindo AbbVie, a Biogen, a Roche, a Takeda e a GSK, uma parceria com Genomics England, uma empresa criada pelo governo britânico para sequenciar os genomas de 100.000 pacientes [44].

Os dados genômicos têm de ser armazenados, bem como analisadas. Isso traz para a arena empresas de computação em nuvem (cloud). Sr. Venter diz que sua empresa HLI paga para a Amazon Web Services (AWS) “apenas a bagatela” de 1,0 MUS$ por mês por processamento e armazenamento. Isso ainda não é um grande negócio, mas está crescendo. De acordo com uma estimativa, as empresas de computação em nuvem poderiam cobrar 1,0 BUS$ por ano até 2018 à medida que as quantidades de informação digital continua a crescer. As empresas, incluindo AWS (Amazon Web Services) [44.1] e Google [44.2] estão disputando “cabeça a cabeça” para se tornar a plataforma preferencial para o gerenciamento de sequências do genoma.

Uma maneira de atrair negócios para as empresas de “cloud” na área de genômica é também oferecer ferramentas para auxiliar na manipulação dos dados.  Em fevereiro desse ano, a Microsoft anunciou uma colaboração com Spiral Genetics [45], que desenvolveu métodos de gestão e análise de sequências de genomas. Em maio desse ano, a gigante de telecom chinesa Huawei lançou a “China Precision Medicine Cloud” [46], que inclui ferramentas da Wuxi NextCODE [46.1], uma empresa de análise de dados (“analytics”), que permite que milhares de genomas humanos completos sejam analisados de uma só vez. Muitas outras empresas estão ofertando maneiras de fatiar e cortar os dados de genoma na nuvem, incluindo a DNAnexus [47], a Seven Bridges [48] e a BaseSpace [49] da Illumina.

Como teste genético se torna cada vez mais barato, ele vai abrir novas oportunidades de negócios. A empresa Invitae [50], com sede em San Francisco, já está se posicionando para estabelecer-se como a “Amazon” do negócio de genoma, tornando o processo de encomenda de teste genético de “nível médico” tão fácil e barato que os testes para doenças geneticamente herdadas se tornam tão simples como encomendar livros “online”.

Algum dia no futuro você brasileiro vai poder encomendar seu teste genético em uma grande rede tradicional de farmácias (tipo Drogafarma) através de uma raspagem simples da sua boca com um “cotonete” especial.

Existem outras aplicações de genômica além da medicina. Por exemplo, o sequenciamento do genoma poderia ser usado para verificar se os alimentos são “saudáveis” para comer, por exemplo, ou para reprimir sobre o comércio ilegal de espécies selvagens ou para monitorar a propagação da Resistência a Antibióticos e até na área criminal. O segmento de Resistência a Antibióticos pode ser um grande nicho visto que esse problema pode se transformar em uma grande “pandemia” no futuro [51]. Uma área para apostar! A empresa GeneWEAVE que foi adquirida pela Roche por 425 MUS$ (como vimos acima) era focada em genômica da área de Resistência a Antibióticos [25]. No Brasil temos as empresas tradicionais nesse segmento de Genômica que são: Mendelics [52] em São Paulo Capital e DNA Consult [53] de São Carlos no Estado de São Paulo.

Mas os lucros – ainda - não são garantidos fluir rapidamente. Os prestadores de serviços de saúde e os governos que são uma fonte óbvia de compra de serviços de genômica são notoriamente lentos para gastar seu “dinheiro” em novas formas de testes. E o negócio dos testes genéticos DTC (“direct-to- consumer”) [54] ainda depende do convencimento das pessoas de que tais testes valem a pena, como também, dos reguladores de saúde que são seguros e precisos.

A Genômica há algum tempo mistura uma promessa gigantesca de futuro bem como dificuldades práticas (p. ex., “evangelização” dos consumidores, preço e postura dos reguladores de saúde) mas, não tenha dúvida, ele vai transformar o futuro da medicina.

Acredite e invista aqui que e, se souber fazer, pode ganhar um bom dinheiro! A Genômica vai trazer uma série de novas oportunidades de negócios para diferentes “players” de mercado. A seguir delineamos alguns delas de forma sumária (não é uma lista extensiva), a saber:

(a) Medicina Personalizada

Abordamos anteriormente aqui nessa matéria sobre essa oportunidade. Essa é nova proposta de uma medicina diferenciada onde o paciente é tratado considerando-se o seu genoma, o ambiente que ele vive e o seu estilo de vida pessoal;

(b) Famacogenômica

Esse segmento pode ser considerado um subconjunto da Medicina Personalizada mas resolvemos destacá-lo devido a sua peculiaridade. A Famcogenômica permite a qualquer instituição que fornece medicamentos de alto custo economizar dinheiro reduzindo o seu custo com medicamentos. Imagine um medicamento oncológico de alto custo (p. ex., 20 mil reias). Se esse medicamento não é processado pelo metabolismo de um determinado paciente por causa do tipo do seu DNA, o fornecedor do medicamento “jogou o dinheiro no lixo”. E como saber disso? Investigando alguns marcadores genéticos no genoma do paciente. Nessa matéria [14.2] do Saúde Business abordamos esse tema. Um outro nicho da Farmacogenômica é o Desenvolvimento de Novos Medicamentos.

Abordamos anteriormente aqui nessa matéria sobre essa oportunidade com os casos da parceria da farmacêutica AstraZeneca com a empresa Human Longevity de Craig Venter e também o caso do Projeto dos 100 mil genomas britânico incluindo as empresas AbbVie, a Biogen, a Roche, a Takeda e a GSK, uma parceria com Genomics England, uma empresa criada pelo governo britânico para sequenciar os genomas de 100.000 pacientes [44].

Essa é uma área muito interessante em termos de retorno financeiro – ver [23] – mas acreditamos que ainda é longínqua no Brasil pois não temos mão de obra adequada e infraestrutura tecnológica privada para tal negócio;

(c) Biopsia Líquida

Abordamos anteriormente aqui nessa matéria sobre essa oportunidade. Essa tecnologia vai ser uma grande quebra de paradigma nas biopsias invasivas tradicionais além de proporcionar também o teste pré-natal não-invasivo (NIPT = “Non-invasive Prenatal Testing”). Para mais detalhes veja essa matéria aqui [20]. Boa oportunidade de negócio no Brasil; (d) Edição de Gene (ou CRISPR [56])

Esse vai ser um negócio gigantesco pois ele vai permitir a reparação do DNA de uma forma muito precisa possibilitando a cura de diversas doenças genéticas. Veja esse vídeo aqui muito interessante do Fantástico da Rede Globo [57] sobre a edição de gene. Para mais detalhes sobre essa técnica ver [58-59]. Um “player” mundial que está investindo nessa técnica é o inovador fundo do Google, o Google Ventures [60-61];

(e) “Cloud” de Medicina Personalizada

Abordamos anteriormente aqui nessa matéria sobre essa oportunidade. Esse nicho vai estimular o aparecimento de novos “players” misturando o conhecimento em computação e de biologia molecular. A área de bioinformática aqui é muito importante. Este pode ser um excelente nicho de novos negócios!;

(f) Microbiota (ou “Microbiome”) [62 e 62.1]

O corpo humano é composto por 10% de células humanas e 90% por micróbios. Os micróbios representam de 1 a 3% do peso de um ser humano [63-64]. O Microbiota já está sendo chamado da “nova fronteira da biotecnologia” [62.2].

A visão tradicional do corpo humano é que ele é uma coleção de 10 trilhões de células que são eles próprios os produtos de 23.000 genes. Se os pesquisadores estão corretos, estes números subestimam radicalmente a verdade. Nos cantos e recantos de cada ser humano, e especialmente em suas entranhas, habita o “microbioma”: 100 trilhões de bactérias de várias centenas de espécies de rolamento 3 milhões de genes não-humanos. Os pesquisadores biológicos acreditam que estes micróbios devem ser contados também; na verdade os humanos não são organismos individuais, mas superorganisms feitos por lotes de organismos menores (genes humanos & micróbios) que trabalham em conjunto [65].

O Microbioma é a “NOVA FRONTEIRA NA MEDICINA” disse Paul Roben da Universidade da California de San Diego (UCSD) [66] falando sobre a importância dele e seu potencial de mudar completamente a forma que nós gerenciamos (e vamos gerenciar) a saúde e as doenças no futuro.

O Microbioma está relacionado não apenas com uma doença mas com TODAS as doenças: diabetes, obesidade, autismo, depressão, câncer, doenças gastro, resistência a antiobióticos, etc.

Por que o Microbioma é muito importante para o ser humano? Por que ele interage diretamente com o sistema regulatório do corpo humano afetando qualquer coisa como digestão, sistema nervoso, sistema imunológico, etc.

Um exemplo interessante aqui da importância do Microbioma: bebês que nascem de parto cesariano e, dessa forma não interage com o microbiota materno, têm os seguintes riscos potencializados de desenvolver as seguintes doenças, a saber:

  •  500% de risco de alergias;
  •  300% de risco do distúrbio de hiperatividade e déficit de atenção;
  •  80% de risco de doença celíaca;
  •  70% de risco de diabete tipo 1;
  •  50% de risco de obesidade.

O entendimento do Microbiota vai proporcionar novas terapias, intervenções e diagnósticos na medicina. Durante séculos, pensava-se que as bactérias só poderiam ser prejudicial para nós. Mas pesquisas recentes nos trouxe novos “insights” – revolucionários - sobre o papel do Microbiota em tudo, desde o nosso sistema imunológico até o nosso metabolismo.

Na última década, o National Institute of Health (NIH) dos EUA iniciou o Projeto Microbiota Humano [66.1] para estudar esses trilhões de bactérias e suas implicações para a saúde humana, como se vê, os micróbios compõem a maioria das células em nossos corpos, ultrapassando as células humanas em 10 para 1.

Alguns “alvos” da tecnologia de Microbioma são [64]:

  • Infecção de bactérias resistentes a antibióticos;
  • Diabetes e obesidade;
  • Alergias e doenças autoimunes;
  • Retocolite Ulcerativa (Doença Intestinal), Doença de Crohn (doença inflamatória do trato gastrointestinal) e Síndrome Irritável do Intestino (IBS = Irritable Bowel Syndrome).

Ver aqui algumas empresas nessa área [62.2]. Um “player” mundial que está investindo nessa técnica é o inovador fundo do Google, o Google Ventures [60-61]; (g) DTC = “Direct to Consumer”

Abordamos anteriormente aqui nessa matéria sobre essa oportunidade. A nova “startup” Helix [66.2] da poderosa Illumina é um serviço DTC diferenciado. O foco principal dela é prestar um serviço onde o sequenciamento do DNA é o foco principal. Sua informação genética estará armazenada em um banco de dados, e você paga uma pequena taxa para acessar toda vez que você estiver curioso sobre uma sensibilidade a alimentos, ou para descobrir se você é alérgico a um novo medicamento.

Um novo CEO da Helix acabou de ser escolhido e é o Robin Thurston [66.3] fundador da MapMyFitness [66.4] que foi adquirida pela gigante Under Armour no final de 2013 [66.5]. (h) Inteligência Artificial e Genômica

O campo “Machine Learning” (ML) [67], que visa desenvolver algoritmos computacionais que melhoram com a experiência, é uma promessa para permitir aos Computadores auxiliar os seres humanos na análise de grandes conjuntos de dados complexos.

Os algoritmos de ML auxiliam na análise dos conjuntos de dados de sequenciamento de genomas, incluindo a anotação de elementos de sequência e epigenética, dados de proteômica ou metabolômica. Podemos utilizar algoritmos de ML supervisionados, semi-supervisionados e não supervisionados, bem como de abordagens de modelagem generativa e discriminativa [68-70].

Essa área de bioinformática em genômica pode trazer excelentes oportunidades de negócios como também o desenvolvimento de uma mão de obra de alto diferencial tecnológico.

Referências:

[1] Genomics, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Genomics

[2] Big data, genomics, genetic engineering can combat rising healthcare costs, Ernst and

Young says, Healthcare IT News, 08.jul.2016

http://www.healthcareitnews.com/news/big-data- genomics-genetic- engineering-can-

combat-rising- healthcare-costs- ernst-and- young-says

[3] 10 ways that digital transformation is revolutionizing healthcare, Ernst Young

https://betterworkingworld.ey.com/better-questions/10- ways-that- digital-transformation- is-

revolutionizing-healthcare

[3.1] DNA Sequencing Costs: Data, National Human Genome Research Institute (NHGRI)

https://www.genome.gov/27541954/dna-sequencing- costs-data/

[4] Personalized Medicine, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Personalized_medicine

[5] Precision Medicine, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Precision_medicine

[6] Referências do Google sobre o Lançamento do Programa de “Precision Medicine”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-

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[6.1] The newest new thing: Obama's precision medicine initiative, Modern Healthcare,

21.jan.2015

http://www.modernhealthcare.com/article/20150121/NEWS/301219937/what-is- obamas-

precision-medicine- initiative

[7] VIDEO: President Obama Speaks on the Precision Medicine Initiative, 30.jan.2015

[7.1] VIDEO: President Obama on the Benefits of Precision Medicine, 14.abr.2016

[8] FACT SHEET: Obama Administration Announces Key Actions to Accelerate Precision

Medicine Initiative, White House, 25.feb.2016

https://www.whitehouse.gov/the-press- office/2016/02/25/fact-sheet- obama-administration-

announces-key- actions-accelerate

[9] What Obama’s SOTU Should Say About Personalized Medicine, Fortune, 12.jan.2016

http://fortune.com/2016/01/12/sotu-obama- personalized-medicine/

[9.1] Obama’s Anti-Cancer Moonshot Will Need More Than Research, Wired, 13.jan.2016

http://www.wired.com/2016/01/obamas-anti- cancer-moonshot- will-need- more-than-

research/

[10] NIH awards $55 million to build million-person precision medicine study, NIH,

06.jul.2016

https://www.nih.gov/news-events/news- releases/nih-awards- 55-million- build-million- person-

precision-medicine- study

[11] White House Unveils Precision Medicine Actions, Morning Consult, 06.JUL.2016

https://morningconsult.com/2016/07/06/white-house- unveils-precision- medicine-actions/

[12] 3 Reasons to Join The Consortium Defining the Next Generation of Genomics Research,

Dzone, 09.jul.2016

This week we made a huge step forward in accelerating genomics-based precision medicine

in research and clinical care, starting…

https://dzone.com/articles/3-reasons- to-join- the-consortium- defining-the- next

[13] The Cancer Moonshot Summit today served as a platform for many, Bio IT World,

29.jan.2016

http://www.bio-itworld.com/2016/06/29/new- investments-projects- spur-moonshot- program-

forward.aspx

[13.1] Obama Seeks To Make Mark On Genetic Medicine, Forbes, 06.jul.2016

http://www.forbes.com/sites/matthewherper/2016/07/06/obama-seeks- to-make- mark-on-

genetic-medicine/#58b698d2b0dd

[13.2] The outlook for personalized medicine, McKinsey, 2013

http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=6&cad=rja&uact=

8&ved=0CE8QFjAF&url=http%3A%2F%2Fwww.mckinsey.com%2F~%2Fmedia%2Fmckinse

y%2Fdotcom%2Fclient_service%2Fpharma%2520and%2520medical%2520products%2Fpm

p%2520new%2Fpdfs%2Fmckinsey%2520on%2520personalized%2520medicine%2520marc

h%25202013.ashx&ei=WpKUVfySG4yiNs3hvqAB&usg=AFQjCNGHZdGgqx02OJnh3S5OIuxUQ

Hjhug&bvm=bv.96952980,d.eXY

[14] VIDEO: What Is Precision Medicine, Prof. Harold Varmus, 21.mar.2015

[14.1] Big Data no combate ao Câncer: medicina personalizada do futuro [Parte 01], Saúde

Business, 08.out.2015

http://saudebusiness.com/big-data- no-combate- ao-cancer- medicina-personalizada- do-

futuro-parte- 01/

[14.2] Medicina personalizada: Big Data no combate ao Câncer [Parte 02], Saúde Business,

15.out.2015

http://saudebusiness.com/medicina-personalizada- big-data- no-combate- ao-cancer- parte-02/

[15] NHS England Chairman on importance of genomics, Frontline Genomics, 26.apr.2016

http://www.frontlinegenomics.com/news/4040/4040/

[15.1] The 100,000 Genomes Project: The Future of Genomic Medicine in the NHS, Dr. Ellen

Thomas, 14.jun.2016 [PPT]

http://science-innovation.co.uk/wp- content/uploads/2015/06/Ellen-Thomas.pptx

[15.2] Mapping more genomes will create a healthcare 'big data revolution', Wired Health

2016, 29.apr.2016 [includes an interesting video]

http://www.wired.co.uk/article/ye-yin- healthcare-beijing- genomics

[15.3] BGI Genomics

http://www.bgi.com/

[15.4] 1000 Genomes Project, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/1000_Genomes_Project

[15.5] Referências do Google sobre “China is an important player in Genomics”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-

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[15.6] Referências do Google sobre “What China is doing in Genomics”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-

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[16] Human Genome, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Human_genom

[17] Pharmacogenomics, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Pharmacogenomics

[17.1] An introduction to #pharmacogenomics, Futurelean, February 2016

https://www.futurelearn.com/courses/the-genomics- era/0/steps/4920

[17.1] DNA Sequencing, Wikipedia

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[18] Referências do Google sobre “dna sequencing fetal prenatal test down syndrome liquid

biopsy”

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[19] Liquid Biopsy, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Liquid_biopsy

[20] A revolução da Biópsia Líquida no tratamento do câncer, Saúde Business, 01.fev.2016

http://saudebusiness.com/revolucao-da- biopsia-liquida- no-tratamento- do-cancer/

[21] Prenatal Diagnosis, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Prenatal_diagnosis

[22] Medical Genetics, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Medical_genetics

[23] Biotech Labs Birth New Drugs - and New Fortunes, Wall Street Journal, 24.jun.2016

http://www.wsj.com/articles/biotech-labs- birth-new- drugsand-new- fortunes-1466798095

[24] Biotech: After The Selloff, Forbes Invest, 20.jun.2016

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[25] Cientista brasileiro vende empresa de biotecnologia por R$ 1,5 bilhão, G1 Notícias,

29.ago.2015

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biotecnologia-por- r-15- bilhao.html

[26] VIDEO: Re-Imagining Drug Discovery to Diagnostics with Atul Butte, Exponential

Medicine, 15.oct.2015

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[27] Big Data: Astronomical or Genomical?, PLOS, 07.jul.2015

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[28] Illumina

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[29] What's It Like to Be the CEO of the Smartest Company in the World?, San Diego

Magazine, 24.jun.2016

http://www.sandiegomagazine.com/HATCH/Summer-2016/Whats- It-Like- to-Be- the-CEO- of-

the-Smartest- Company-in- the-World/

[30] Who’s The New CEO Of The $22 Billion Genomics Company You’ve Never Heard Of?,

MoqiPeople, 16.may.016

http://moqipeople.com/startup/whos-the- new-ceo- of-the- 22-billion- genomics-company-

youve-never- heard-of/

[31] Illumina dedicate new R&D centre to Jay Flatley, Frontline Genomics, 04.jul.2016

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flatley/

[31.1] Referências do Google “helix illumina genomics”

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[31.2] Helix

http://www.helix.com/

[31.3] 23andMe Relaunches Direct-to- Consumer Gene Test, The Wall Street Journal,

21.oct.2015

FDA gives clearance for company to sell a test for consumers to find out if they carry a

genetic variant for one of 36 rare diseases

http://www.wsj.com/articles/23andme-relaunches- direct-to- consumer-gene- test-

1445400097

[31.4] Rite Aid adds prescription analysis to genetic test lineup, SF Gate, 24.nov.2015

http://www.sfgate.com/news/medical/article/Rite-Aid- adds-prescription- analysis-to- genetic-

6628041.php

[31.5] if You Paid $500 for a Gene Test, Would You Know What to Do With It?, 16.nov.2015

http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-11- 16/the-fda- questions-three- companies-

marketing-dna- tests-directly- to-consumers

[32] Pacific Biosciences

http://www.pacb.com/

[33] Thermo Fisher

https://www.thermofisher.com/br/en/home.html

[34] Oxford Nanopore

https://www.nanoporetech.com/

[35] Just a SmidgION: Oxford Nanopore announce iPhone-powered sequencing,

27.may.2016

http://www.frontlinegenomics.com/news/5452/just-a- smidgion-oxford- nanopore-announce-

iphone-powered-

sequencing/?utm_content=buffer06ac9&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&ut

m_campaign=buffer

[36] Clive Brown, CTO of Oxford Nanopore, talks at the London Calling conference,

31.may.2016

https://publications.nanoporetech.com/2016/05/31/clive-brown- cto-of- oxford-nanopore-

talks-at- the-london- calling-conference/

[37] From Ebola to Zika, tiny mobile lab gives real-time DNA data on outbreaks, The

Guardian, 03.feb.2016

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[37.1] NASA's Kate Rubins is set to sequence DNA aboard the ISS, Engadget, 06.jul.2016

https://www.engadget.com/2016/07/06/watch-iss- crew-blast- off-kate- rubins/

[37.2] No One Nerds Out Over Space Science Quite Like NASA Astronaut Kate Rubins,

Wired, 05.jul.2016

http://www.wired.stfi.re/2016/07/no-one- nerds-space- science-quite- like-nasa- astronaut-

kate-rubins/?sf=kdgxwrb#ab

[37.3] MinION USB-sized DNA sequencer goes through real-world testing, 18.sep.2014

https://www.engadget.com/2014/09/18/minion-usb- dna-sequencer- beta-test/

[37.4] A Medical Revolution Is Underway in Orbit, Inverse, 13.jul.2016

https://www.inverse.com/article/18198-future- space-medicine- nasa-telemedicine- iss-eric-

topol

[38] Referências do Google sobre a Tecnologia de “Poros” da Oxford Nanopore

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[39] Illumina Sues Oxford Nanopore Technologies Over Composition of Nanopores, Bio IT,

24.feb.2016

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[39.1] Grail

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[39.2] Bill Gates and Jeff Bezos pour millions into new cancer test, CNN Money, 11.jan.2016

http://money.cnn.com/2016/01/11/technology/grail-cancer- gates-bezos/

[40] Craig Venter, Wikipedia

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[41] Human Longevity

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[42] Craig Venter wants to tackle the ultimate disease: ageing, Wired Health, 11.may.2016

[43] AstraZeneca to sequence 2m genomes in hunt for new drugs, The Guardian,

22.apr.2016 https://www.theguardian.com/business/2016/apr/22/astrazeneca-to- sequence-

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[44] Referências do Google sobre as Parcerias com a Indústria no Projeto dos 100 mil

Genomas Britânico

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[44.1] Referências do Google sobre “aws genomics dna”

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[44.2] Referências do Google sobre “google genomics dna”

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[45] Spiral Genetics

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[46] Referências do Google sobre a Iniciativa “China Precision Medicine Cloud”

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[46.1] WuXi NextCODE, Huawei Launch Precision Medicine Cloud for China, Bio IT World,

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[47] DNAnexus

https://www.dnanexus.com/

[48] Seven Bridge

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[49] BaseSpace

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[50] Invitae

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[51] Resistência a Antibióticos: uma grande ameaça que vai bater na nossa porta, Saúde

Business, 29.mar.2016

http://saudebusiness.com/resistencia-a- antibioticos-uma- grande-ameaca- que-vai- bater-na-

nossa-porta/

[52] Mendelics

http://www.mendelics.com/?gclid=CMO6strR7M0CFQkIkQodpqcBag

[53] DNA Consult

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[54] Referências do Google sobre “DTC e Genética”

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[55] 23andme

https://www.23andme.com/en-int/

[56] CRISPR, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/CRISPR

[57] Vídeo: Técnica que modifica DNA pode ser chave da cura de muitas doenças, Programa

Fantástico, Rede Globo, 03.jan.2016

http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/fantastico-apresenta- o-maior- avanco-

cientifico-de- 2015/4714001/

[58] CRISPR: o impacto da edição do DNA na medicina, Saúde Business, 11.fev.2016

http://saudebusiness.com/crispr-o- impacto-da- edicao-do- dna-na- medicina/

[59] Easy DNA Editing Will Remake the World. Buckle Up, Wired, July 2015

http://www.wired.com/2015/07/crispr-dna- editing-2/

[60] Quem são os “superstars” da área biomédica do Google?, Saúde Business, 12.nov.2015

http://saudebusiness.com/quem-sao- os-superstars- da-area- biomedica-do- google/

[61] Google Ventures: These eight life sciences techs are the most promising – and worthy

of investment, MedCity News, 26.MAI.2015

http://medcitynews.com/2015/05/google-ventures- life-sciences- investment/

[62] Microbiota, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Microbiota

[62.1] A importância da microbiota no sistema imunológico

http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=5158

[62.2] The Next Biotech Frontier? 11 Private Companies Working In The Microbiome, CB

Insights, 22.jan.2016

https://www.cbinsights.com/blog/microbiome-startups/

[63] Medicine's next frontier: The microbiome, CNBC, 19.jun.2015

http://www.cnbc.com/2015/06/19/medicines-next- frontier-the- microbiome.html

[64] VIDEO: Microbiome studies changing human health, CNBC, 19.jun.2015

http://video.cnbc.com/gallery/?video=3000390097

[65] Microbes maketh man, The Economist, 18.ago.2012

People are not just people. They are an awful lot of microbes, too

http://www.economist.com/node/21560559

[66] Video: The Microbiome May Reinvent Medicine As We Know It with Lee Stein & Paul

Roben, Exponential Medicine, November 2015

https://exponential.singularityu.org/medicine/the-microbiome- may-reinvent- medicine-as- we-

know-it- with-lee- stein-paul- roben/

[66.1] Referências do Google sobre “NIH Human Microbiome Project”

https://www.google.com.br/search?q=NIH+Human+Microbiome+Project&rlz=1C1QJDA_en

BR621BR649&oq=NIH+Human+Microbiome+Project&aqs=chrome..69i57j0l3.1204j0j8&sour

ceid=chrome&ie=UTF-8

[66.2] Helix

http://www.helix.com/

[66.3] Robin Thurston, Fast Company

http://www.fastcompany.com/person/robin-thurston

[66.4] MapMyFitness

http://www.mapmyfitness.com/

[66.5] Referências do Google “mapmyfitness acquisition under armour”

https://www.google.com.br/search?q=mapmyfitness+acquisition+under+armour&rlz=1C1Q

JDA_enBR621BR649&oq=mapmyfitness+acquisition+under+armour&aqs=chrome..69i57j0.

963j0j8&sourceid=chrome&ie=UTF-8

[67] Machine Learning, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Machine_learning

[68] Referências do Google sobre “how to use machine learning with human genome”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-

8#q=how%20to%20use%20machine%20learning%20with%20human%20genome

[69] Making sense of the human genome using machine learning, 2013 [PDF included]

https://www.duo.uio.no/handle/10852/37678

[70] Referências do Google sobre “machine learning bioinformatics genomics”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-

8#q=machine+learning+bioinformatics+genomics+

Emitido por Eduardo Prado

Data: 16.jun.2016

Eduardo Prado é consultor de mercado em novos negócios, inovação e tendências em

Mobilidade e “Big Data” em Saúde.

E-mail: eprado.sc@gmail.com

Twitter: https://twitter.com/eprado_melo

Outras matérias do mesmo autor:

1.Convergência Digital

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=37

2.Blog Saúde 3.0

http://saudebusiness.com/blogs/saude-3- 0/

Seu hospital precisa de um Sistema de Gestão Hospitalar se…

shutterstock_107760329

Os sistemas eletrônicos de gestão, conhecidos pela sigla ERP (Enterprise Resource Planning – Planejamento de Recurso Corporativo) são um passo crucial na profissionalização do gerenciamento. Surgidos na década de 1980 com o objetivo de integrar dados e processos de diversos departamentos de uma empresa, automatizando e armazenando as informações de negócios, são na Saúde, um apoio nos processos de  atendimento ao paciente, como coleta e gerenciamento de dados e tomada de decisões médicas.

Considerado um marco no processo de maturidade das entidades de saúde - sua adoção apoia o processo de certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), por exemplo - o recurso ainda não está presente em boa parte das instituições brasileiras. A pesquisa TIC Saúde 2014 mostra que 45% dos prestadores de serviço que utilizam internet ainda fazem os registros totalmente em papel.

Há dez "sintomas" do hospital que precisa de um ERP para garantir gestão mais eficiente e assertiva:

  1. A direção toma decisões baseada em feeling, já que é difícil obter informações administrativas, financeiras e assistenciais;
  2. Há muitas glosas ou os ciclos de pagamento se alongam por causa de processos internos;
  3. Não há padronização dos atendimentos, porque os protocolos não estão bem definidos;
  4. Na área de suprimentos, a instituição convive, ao mesmo tempo, com desperdícios, com descarte de medicamentos vencidos, por exemplo, e falta de recursos, porque não há um planejamento estruturado de consumo e reposição de itens;
  5. Retrabalho e muitos processos manuais são constantes, porque os fluxos de trabalho e informação não estão bem organizados;
  6. A produtividade é baixa, devido à burocracia excessiva e falta de dados para tomada de decisões rápidas;
  7. É difícil estruturar o fluxo de caixa e saber o custo real dos serviços prestados;
  8. Exames em duplicidade são recorrentes, porque os diversos repositórios com informações do paciente não são integrados e os dados se perdem;
  9. Os leitos são mal gerenciados e ficam ociosos por mais tempo do que deveriam entre a alta de um paciente e a admissão de outro;
  10. Seus clientes (pacientes e médicos) estão insatisfeitos com o fluxo que seguem na instituição.

Quanto mais itens assinalados, maior a urgência em se procurar por um sistema de gerenciamento.

Hospital 9 de Julho inaugura nova torre com investimento de R$ 350 milhões

Prédio recém-aberto ao público soma à estrutura do hospital 120 novos leitos

fachada6São Paulo, julho de 2016– O Hospital 9 de Julho acaba de inaugurar sua nova torre. Também situado na Rua Peixoto Gomide, o edifício é interligado ao prédio que já abriga o hospital. Com investimento de R$ 350 milhões, o prédio conta com 18 andares e 19 mil m² construídos. “Este empreendimento permite aumentar a nossa capacidade de internação e cirurgias simultâneas para atender à crescente demanda da cidade de São Paulo por mais leitos e salas cirúrgicas de alta complexidade”, afirma o diretor geral do hospital, Dr. Alfonso Migliore Neto.

Dos 18 andares, oito são subsolos para estacionamento, que somam 220 vagas, o que oferece mais comodidade aos pacientes e acompanhantes em uma região com escassez de locais para estacionar. O prédio conta, ainda, com um novo auditório com salas modulares e capacidade total para mais de 100 pessoas.

“A torre foi projetada para abrigar o que há de melhor no acolhimento ao paciente, como o uso de luz natural, espaços aconchegantes e cores agradáveis”, explica o Dr. Migliore Neto.

A construção seguiu o conceito Green Building, com um projeto totalmente voltado para a sustentabilidade. Com uso de energia solar e aproveitamento da luz natural, o novo sistema elétrico permite economia de 20% em energia. A instalação de redutores de vazão em torneiras, vasos sanitários e chuveiros reduzem em até 30% o consumo de água.

Dos 120 novos leitos, oito são suítes de 50 m², totalizando 11 quartos com área distinta para paciente e acompanhante. O Espaço Unic, como é chamado, oferece o que há de melhor e mais moderno em hotelaria hospitalar. Os quartos são equipados com TVs de última geração integradas ao canal exclusivo da instituição, o que permite acesso aos projetos como o Cine9, programa de humanização que traz o cinema para dentro do hospital, informações sobre serviços disponíveis na região, previsão do tempo etc.

Com a inauguração, o H9J passou a contar com 410 leitos e a ampliação de 14 para 22 salas cirúrgicas, sendo duas delas híbridas, com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética, além da sala exclusiva para cirurgia robótica. “Como boa parte de nossa demanda é focada em alta complexidade, isso faz grande diferença na agilidade do atendimento e resolubilidade dos procedimentos”, observa o diretor geral do Hospital 9 de Julho.

A expectativa é que a expansão aumente em mais de 40% o número de internações e em 50% o volume de cirurgias já no primeiro ano de funcionamento. Para suportar a demanda foram contratados 190 funcionários. Hoje são 2.390.

SBPC/ML esclarece conceitos equivocados sobre exames laboratoriais

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A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) enviou nesta terça-feira (19/07) carta ao Ministro da Saúde, Ricardo José Magalhães Barros, com o intuito de esclarecer conceitos e posicionamentos equivocados, por parte de autoridades representativas do setor de Saúde, sobre a relação entre os exames laboratoriais e a sua suposta utilização em excesso.

A SBPC/ML não nega que há necessidade de melhorias para o uso racional de procedimentos médicos no país, mas os motivos para isso são bem mais amplos do que as justificativas frequentes e, muitas vezes, infundadas relatadas por agentes do setor.

Há menções, por exemplo, sobre o grande número de laudos que não são retirados e que supostamente acarretariam um aumento nos custos da saúde. Entretanto, não há dados que comprovem a informação e, segundo estatísticas da SBPC/ML, o número de exames realizados e não retirados em laboratórios clínicos associados não ultrapassam 5% dos procedimentos realizados.

Além disso, os resultados críticos e determinados exames são comumente informados ao médico por telefone e/ou internet (procedimento padrão nos laboratórios clínicos), ou seja, sem a necessidade do laudo impresso. “Acreditamos que esse percentual é aceitável e não é causa dos desperdícios em saúde, como comumente divulgado e citado por profissionais do setor”, disse o presidente da SBPC/ML, Alex Galoro, em carta ao Ministro.

Os gastos em saúde com as práticas da Medicina Laboratorial, segundo dados de literatura científica, não ultrapassam 3% do total de gastos em saúde, em contrapartida, a especialidade médica responde por 70% das decisões clínicas do país.

Outra afirmação bastante divulgada, porém incorreta, é que exames laboratoriais com resultado normal são desnecessários. A Sociedade ressalta que esses exames também são importantes para excluir uma determinada hipótese diagnóstica. Exames como a dosagem da glicemia, para o diagnóstico de diabetes; sorologia, para HIV; e do PSA, para o câncer de próstata, apresentam frequentemente resultados normais, mas são extremamente necessários. O exame seria desnecessário se o seu resultado não interferisse na conduta clínica, independentemente de ser normal ou alterado.

Falar em excesso de exames é diferente de abordar o evidente crescimento do número de exames per capita realizados pela população brasileira, especialmente no sistema privado de saúde. Alguns fatores respondem por este aumento, como a incorporação de novas tecnologias em saúde, com introdução de novos testes para diagnóstico de patologias anteriormente não diagnosticadas; o envelhecimento da população, o que acarreta maior prevalência de doenças crônicas e, consequentemente, maior número de procedimentos para monitoramento desses pacientes; e, finalmente, o advento da medicina preventiva, que leva a um maior número de pessoas saudáveis a realizarem exames laboratoriais com o objetivo de detecção precoce de patologias ou, mesmo, para impedir seu desenvolvimento.

Diante deste contexto, a discussão de melhorias no uso de procedimentos médicos se faz urgente e alguns aspectos precisam ser considerados: uso apropriado (o exame certo para o paciente certo no momento certo); o uso excessivo (mais testes que o necessário); a falta do exame que deveria ter sido pedido; o uso obsoleto de metodologias e exames ainda disponíveis tanto na esfera pública quanto privada; a subutilização, seja pela ausência de determinados procedimentos no Rol da ANS e em tabelas vigentes, ou por desconhecimento técnico dos profissionais que os solicitam e encaminham seus pacientes aos laboratórios clínicos.

Uma mudança estrutural que contribuiria para otimizar a utilização dos recursos, segundo a carta da SBPC/ML, seria a aproximação dos Patologistas Clínicos de outros especialistas. Os Patologistas Clínicos são profissionais habilitados para participar das indicações e interpretações laboratoriais em conjunto com os demais especialistas.

No modelo assistencial atual, não há ingerência dos profissionais de laboratórios sobre os pedidos médicos, distanciando as práticas clínicas das evidências laboratoriais e contribuindo para a utilização com menor racionalidade. Da mesma forma, a falta de protocolos e diretrizes clínicas, a pequena aderência às diretrizes existentes e a baixa importância e tempo dedicados na graduação médica, para a Patologia Clínica, contribuem para este distanciamento e uso inadequado dos exames laboratoriais.

A SBPC/ML realiza um trabalho contínuo de conscientização sobre a importância dos exames laboratoriais e a necessidade do seu uso adequado, e tem a certeza que, quando os exames são bem indicados e corretamente interpretados, eles ajudam a evitar a solicitação de procedimentos mais complexos, invasivos e mais caros; contribuem fortemente para a viabilidade financeira do setor; e, principalmente, aumentam a segurança dos pacientes.

Sobre a SBPC/ML

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) é uma Sociedade de Especialidade Médica, fundada em 1944 e que atua na área de laboratórios clínicos. Com sede na cidade do Rio de Janeiro, tem como finalidade reunir médicos com Título de Especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial e de outras especialidades como farmacêutico-bioquímicos, biomédicos, biólogos e outros profissionais de laboratórios clínicos, além de empresas do setor.

A SBPC/ML disponibiliza o PALC – Programa Acreditação de Laboratórios Clínicos que avalia um laboratório através de auditorias e determina se ele atende a requisitos predeterminados para exercer as tarefas a que se propõe. Dentre vários objetivos esse processo pretende garantir a qualidade dos serviços prestados e a confiabilidade dos resultados.

A SBPC/ML dispõe de projetos de habilitação e qualificação profissional de acordo com a legislação em vigor, através de atividades voltadas para ensino, pesquisa e divulgação científica em Medicina Laboratorial, tendo como meta principal a saúde da população. Para alcançar esses objetivos a SBPC/ML realiza cursos, jornadas, congressos, eventos relacionados e publicações científicas.

Parto adequado – um compromisso do Mater Dei

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O Conselho Federal de Medicina – CFM publicou, em 20 de junho de 2016, uma resolução definindo a idade gestacional mínima de 39 semanas para a realização de parto cesárea por opção da paciente. Esta é, sem dúvida, uma importante definição do Conselho, capaz de efetivamente interferir na qualidade da assistência obstétrica prestada aos pacientes.

A literatura médica mundial é unânime em definir que, antes desta idade, somente as gestações que apresentem um risco de complicações maternas ou fetais é que devem ser interrompidas; ou claro, aquelas, em que as gestantes entraram espontaneamente em trabalho de parto.

Há 10 anos, o Mater Dei e a sua equipe médica, por meio do Planejamento Estratégico do Corpo Clínico, vêm trabalhando para aumentar as taxas de parto normal. Em 2016 conseguimos atingir a taxa de 52,5% de partos vaginais, entre as pacientes atendidas pelos plantonistas da equipe interna de Ginecologia e Obstetrícia do Pronto-Socorro Obstétrico. Composta exclusivamente por médicos especialistas nesta área, toda a equipe passa, permanentemente, por programas de treinamento e atualização científica em assistência obstétrica, garantindo as melhores práticas para as pacientes atendidas.

Sabemos também que o desejo da paciente deve ser respeitado, por isso, desde o início do projeto respeitamos aquelas pacientes que querem optar por parto cesárea. Entendemos que isso é um direito de escolha. Nestes casos, aguardamos até 40 semanas para a realização do parto, com a idade da gestação definida pela data provável do parto que é obtida durante o pré-natal, por meio da data da última menstruação, ou pela datação ultrassonográfica.

Utilizamos, ainda, duas outras estratégias importantes para atender bem nossas clientes, dentro dos padrões internacionais de segurança. Uma delas, é o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, específico para a cesárea ‘a pedido’, onde inserimos as informações sobre o procedimento que será feito, seus riscos e diferenças em relação ao parto vaginal. A outra é a estratificação de cada paciente dentro da Classificação de Robson, que possibilita categorizar cada gestante admitida para o parto no hospital para depois avaliarmos os resultados e fazer melhorias contínuas na assistência, reduzindo as taxas de cesariana. Tudo como agora o CFM determinou.

Assim, comemoramos a decisão do CFM em fazer esta recomendação, pois acreditamos que independente da via de parto, temos que ter o compromisso de oferecer sempre um Parto Seguro para nossas clientes e seus filhos, em um momento tão especial para toda a sociedade.

Márcia Salvador Géo – médica e coordenadora da Ginecologia e Obstetrícia da Rede Mater Dei de Saúde

Carlos Henrique Mascarenhas e Cláudia Laranjeira – médicos e subcoordenadores da Ginecologia e Obstetrícia da Rede Mater Dei de Saúde

Grupo Fleury está entre as empresas mais inovadoras do País

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O Grupo Fleury foi escolhido como líder na categoria Serviços na pesquisa Valor Inovação Brasil 2016, divulgado em julho. Ao completar 90 anos, a Empresa tem uma história marcada pela excelência técnica e no atendimento, sempre em busca de soluções relevantes para a prática clínica e para o bem-estar dos clientes.

Promovido pelo Valor Econômico em parceria com a consultoria Strategy&, o ranking Valor Inovação Brasil tem como objetivo reconhecer os esforços das Companhias que investem continuamente em inovação e também estimular o desenvolvimento de novas tecnologias. Para chegar às empresas premiadas, foram avaliados quatro grandes critérios: intenção de inovar, esforço para realizar a inovação, resultados obtidos e avaliação do mercado.

Além de passar pelo crivo da avaliação, o Grupo Fleury destacou-se com o teste genético OncotypeDX, voltado para a investigação do câncer de mama, cólon e próstata, oferecido no Brasil em parceria com a empresa norte-americana Genomic Health. Outro destaque reconhecido pela pesquisa foi o lançamento do Centro Diagnóstico Avançado da Mulher, que oferece serviços multidisciplinares para a realização de todos os exames femininos, como análises clínicas, mamografia, densitometria óssea, ultrassonografia, colposcopia, mamotomia, biópsia e anatomia patológica, e a tomossíntese, também conhecida como mamografia 3D.

Sobre o Grupo Fleury

No Grupo Fleury, pessoas, conhecimento e tecnologia são pilares que sustentam o presente e constroem o futuro. Com 90 anos de história somos reconhecidos pela opinião pública e comunidade médica em virtude da excelência em serviços ao cliente, qualidade técnica e inovação.

Banco de Sangue Paulista e Hospital Sepaco promovem campanha “Doe Sangue, Doe Vida”

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Todos os anos, durante as férias escolares, é comum e notória a queda dos estoques de sangue. Atento a esta sensível situação, onde inúmeras pessoas aguardam na fila para receber uma transfusão, o Hospital Sepaco realiza mais uma vez, em parceria com o Banco de Sangue Paulista, a campanha “Doe sangue, doe vida”.

Este ano, a campanha acontece nos dias 20, 21 e 22 de julho, das 9h às 16h30, no próprio Hospital Sepaco, localizado à Rua Vergueiro, 4.210, Vila Mariana, SP e visa atingir todos os colaboradores da instituição e os acompanhantes de pacientes internados.

Segundo o dr. Linus P. Fascina, Superintendente Médico Hospitalar do Sepaco, o objetivo é conscientizar as pessoas sobre a importância de doar sangue para abastecer os bancos de sangue e, consequentemente, ajudar a salvar vidas. “A doação é um ato simples e sem complicações, que tem como pano de fundo o amor ao próximo. Sem sombras de dúvidas, um gesto nobre e recompensador”, destaca.

Participe e faça a diferença!

Serviço:

Campanha “Doe sangue, doe vida”

Dias: 20, 21 e 22 de julho de 2016

Horário: das 9h às 16h30

Local: Rua Vergueiro, 4.210 – Vila Mariana – SP

Pesquisa Future Health Index da Philips revela que a maioria dos pacientes e profissionais da saúde acredita na adoção de tecnologias conectadas

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A Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHI) divulga os resultados da primeira edição do Future Health Index (FHI), um extenso estudo que revela a forma como os países estão posicionados para atender a longo prazo os desafios da saúde mundial, por meio de integração e de tecnologias conectadas de saúde. O Brasil recebeu uma pontuação global de 50,6 de um total possível de 100, com destaque para o crescente interesse e confiança em soluções tecnológicas; a necessidade de um esforço combinado com o intuito de aumentar o acesso a serviços de assistência médica; e uma maior educação no que diz respeito aos benefícios da adoção de tecnologias conectadas para cuidados com a saúde.

Evidências comprovadas:

- Apesar do uso e conhecimentos limitados de tecnologias conectadas para cuidados com a saúde, a melhora na área de saúde, no Brasil, é algo de extrema importância.

- Poucos pacientes e profissionais de saúde acreditam que o sistema de saúde atende às necessidades dos pacientes, o que pode aumentar as preocupações com a saúde em geral. Pacientes e profissionais de saúde entendem que é preciso aumentar o acesso em todas as áreas da saúde para melhorar a saúde pública.

- Embora os pacientes e os profissionais da área da saúde não pensem na saúde do Brasil de forma integrada, ambos conseguem notar o valor que tal integração poderia trazer para o sistema de saúde.

A fim de melhorar a qualidade, o acesso e a capacidade financeira para adquirir os cuidados necessários com a saúde, os sistemas de assistência médica em todo o mundo estão se focando menos em modelos hospitalares convencionais e mais em novos modelos integrados e coordenados por todas as fases do ciclo da Saúde – hábitos para uma vida saudável, prevenção, diagnóstico, tratamento e atendimento domiciliar.

Analisando as percepções, comportamentos e atitudes dos pacientes e profissionais de saúde, o Future Health Index está focado em três fatores importantes e necessários para se desenvolver um sistema mais integrado de assistência médica: o acesso aos cuidados de saúde; a integração do atual sistema de saúde; e a adoção de dispositivos e sistemas de tecnologia de saúde que estejam conectados.

Ao passo em que os dados ilustram a crescente oportunidade para a tecnologia digital conduzindo a transformação da saúde, o Future Health Index também revela níveis de prontidão em todos os mercados pesquisados, além de também revelar oportunidades de melhoria para incentivar uma adoção de práticas de cuidado com a saúde de forma mais ampla e a nível mundial.

Mais de três quartos (76%) dos profissionais de saúde, em mercados desenvolvidos, concordam que seus pacientes têm acesso aos tratamentos necessários para condições médicas atuais e futuras. Nos mercados emergentes, essa relação cai para pouco mais da metade (58%). No Brasil, essa estatística ficou abaixo de 25%. Em geral, mercados emergentes como a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos parecem estar liderando o caminho na adoção de dispositivos conectados, sendo que os players em economias emergentes esperam que dispositivos conectados possam ser utilizados para gerir a saúde no futuro.

O estudo, que será atualizado anualmente, foi realizado em parceria com uma empresa de pesquisa de mercado global independente. Mais de 2.600 profissionais de saúde e 25 mil pacientes participaram foram ouvidos em 13 países – Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Japão, Holanda, Singapura, África do Sul, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA.

Atribuindo a cada país pesquisado uma pontuação média que poderia chegar a 100, o relatório FHI mostra a percepção de cada mercado sobre os benefícios da integração entre os sistemas de saúde e o interesse pela adoção dessas tecnologias. Os Emirados Árabes Unidos alcançaram a pontuação mais alta (65,3 pontos) entre os países participantes, sendo que a Holanda e a China também ficaram bem colocados, com pontuações de 58,9 e 58,1. Por outro lado, Alemanha, Brasil e Japão receberam as pontuações mais baixas, com 54,5, 50,6 e 49,0 – respectivamente.

"O FHI revelou uma série de áreas significativas nas quais os sistemas de saúde devem investir caso queiram obter sucesso a longo prazo na prestação de serviços de assistência médica", disse Frans van Houten, CEO da Royal Philips. “No entanto, é encorajador ver que muitos países apresentam uma disposição relativamente forte para adotar tecnologias digitais conectadas, o que acabará por conduzir essas transformações. O FHI fornece informações valiosas para os pacientes, profissionais de saúde e legisladores – nos mercados desenvolvidos e emergentes – sobre onde a atenção precisa estar focada no aumento dos níveis de acesso, integração e adoção de tecnologias da saúde para melhorar os resultados de saúde e a experiência do paciente também a longo prazo respectivamente”, completa.

Outros dados do estudo mostram que:

Os dados estão se proliferando, mas o compartilhamento de dados continua a ser um desafio. Apesar dos progressos em relação aos registros médicos universais em alguns mercados, a grande maioria dos pacientes (74%) relata ter de repetir a mesma informação para vários profissionais de saúde, e a maioria (60%) também teve de repetir os mesmos exames. Enquanto isso, apesar de mais da metade (60%) dos pacientes possuir ou utilizar um dispositivo conectado para monitorar vários indicadores de saúde, apenas um terço dos pacientes (33%) já compartilhou essa informação com o seu médico.

Essas médias foram ainda menores no Brasil, comparando-se com os resultados nos 13 países pesquisados, sugerindo que o país está atrás de outros mercados emergentes. Muitos pacientes dizem que é difícil (60%) obter seus dados de saúde quando precisam, e a maioria (88%) diz que tiveram de dizer repetidamente as mesmas informações para vários médicos ou profissionais de saúde.

A tecnologia é uma questão geracional, tanto para médicos quanto para pacientes. Em todos os países pesquisados, os pacientes e médicos mais jovens também são mais propensos a usar e compartilhar informações a partir de dispositivos conectados, comparados aos seus pares mais velhos. Mais da metade (57%) dos pacientes com idades entre 18-34 relatam possuir pelo menos um dispositivo de vigilância de saúde e um quarto dos mesmos (25%) sentem que estão bem informados sobre dispositivos de cuidados com a saúde conectados, versus 14% das pessoas com 55 anos ou mais.

No Brasil, o custo de dispositivos de saúde conectados é considerado uma barreira entre os pacientes (45%) e profissionais de saúde (56%), assim como a burocracia do sistema de saúde para 42% dos pacientes e 39% dos profissionais de saúde.

Pacientes e médicos estão divididos em relação à capacidade dos pacientes em monitorar sua própria saúde. A grande maioria dos pacientes pesquisados (69%) sentem que têm o conhecimento necessário para gerir a sua própria saúde de forma eficaz. No entanto, menos da metade dos profissionais (40%) concorda com isso. Diferentes percepções também existem em termos de quem é responsável pela prevenção de problemas de saúde. Como o aumento da idade do paciente, eles são mais propensos a acreditar que são os guardiões da sua própria saúde – 79% dos entrevistados, com 55 anos ou mais, concordam que são totalmente responsáveis pela prevenção de sua saúde em comparação com pacientes mais jovens (66% daqueles entre 18-34).

No Brasil, apenas um terço dos pacientes (34%) estão bem informados sobre as tecnologias conectadas de cuidados com a saúde, em comparação com 58% dos profissionais de saúde. Por outro lado, a maioria dos pacientes (79%) e dos profissionais de saúde (84%) acreditam que as tecnologias conectadas de cuidados com a saúde sejam algo importante para a melhoria da saúde da população.

A integração e o compartilhamento de dados devem ser um objetivo claro. A maioria considerável dos pacientes e dos profissionais de saúde (69% e 85%, respectivamente) acreditam que os sistemas integrados de saúde e as tecnologias conectadas podem melhorar a qualidade dos cuidados aos doentes, e a maioria dos médicos (88%) concorda que a integração pode ter um impacto positivo direto sobre a gestão de saúde da população.

Áreas específicas de melhoria foram apontadas pelo estudo e devem ser abordadas para aumentar a adoção de tecnologias de forma mais ampla e em nível mundial.

• Em todos os países a burocracia é vista como um grande obstáculo. Mais da metade (54%) dos profissionais de saúde e 43% dos pacientes indicam que a burocracia do sistema de saúde é um dos principais obstáculos a fim de coordenar o compartilhamento de dados e a integração dos sistemas de saúde.

• Preocupações com custos, formação e segurança de dados são alguns dos pontos citados por entrevistados em todos os países pesquisados. Mais da metade dos profissionais de saúde e pacientes (52% e 51%, respectivamente) acreditam que os dispositivos de cuidado com a saúde conectados aumentariam os custos de saúde em geral, com preocupações sobre os recursos necessários para as necessidades associadas, tais como treinamento e segurança de dados.

Para ler o Future Health Index completo, além dos dados de mercados locais, por favor, acesse: www.futurehealthindex.com

Sobre a Royal Philips

A Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA) é uma empresa líder em tecnologia de saúde concentrada na melhoraria da saúde das pessoas, permitindo melhores resultados por meio da continuidade em prevenção e vida saudável, para diagnóstico, tratamento e atendimento domiciliar. A Philips utiliza tecnologia avançada e profundas percepções dos clientes para oferecer soluções integradas. A empresa é líder em diagnóstico por imagem, tratamento guiado por imagem, informações de saúde e acompanhamento do paciente, bem como na saúde e atendimento domiciliar dos clientes. Com sede nos Países Baixos, o portfólio de tecnologia em saúde da Philips gerou em 2015 um faturamento de EUR 16,8 bilhões e emprega aproximadamente 69.000 funcionários em vendas e serviços, em mais de 100 países. Informações sobre a Philips podem ser obtidas em: www.philips.com/newscenter.

Sobre o Future Health Index

A Philips realizou uma pesquisa para compreender a percepção para o cuidado conectado e sobre o papel que desempenha no futuro dos cuidados de saúde. O estudo, que será executado anualmente, incluiu ambas pesquisas quantitativas e qualitativas realizadas por meio de entrevistas mais aprofundadas. As entrevistas foram conduzidas entre fevereiro-abril de 2016 em 13 países. Em parceria com uma empresa de pesquisa de mercado global independente, um levantamento foi conduzido de 24 de fevereiro a 8 de abril de 2016 na Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Japão, Holanda, Singapura, África do Sul, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e dos Estados Unidos, em suas línguas nativas. Uma combinação de entrevistas online, cara a cara (assistidas por computador) e via telefone (assistidas por computador) foram usadas para atingir uma amostra total de:

• 2.659 profissionais da saúde (que trabalham na área da saúde, como médicos, cirurgiões, médicos de enfermeira, enfermeiras diplomadas, enfermeiras licenciadas ou enfermeiro por meio de uma variedade de especializações)

• 25.355 pacientes adultos (maiores de 18 anos ou mais que tenham visitado um profissional de saúde nos últimos três meses)

• Cerca de 200 profissionais de saúde e 2.000 pacientes foram entrevistados em cada país (com exceção dos EAU que contou com 1.000).

Uma pesquisa secundária também foi realizada, reunindo informações a partir de dados de terceiros e estudos de caso a fim de validar ainda mais os resultados da pesquisa inicial. Para fornecer o contexto em torno dos dados quantitativos, a pesquisa foi suplementada com entrevistas de 30-45 minutos realizadas em parceria com uma consultoria externa, de 7 março a 11 abril de 2016. Os seguintes públicos foram entrevistados, ao vivo, ou por telefone: profissionais da saúde (20 por mercado em todos os 13 mercados); profissionais de seguros (8-10 por mercado na China, França, Japão, Holanda, Reino Unido, EUA); e legisladores de políticas públicas (8-10 por mercado na China, França, Japão, Holanda, Reino Unido, EUA).

O Future Health Index (FHI) é calculado pela combinação das respostas quantitativas de pacientes e profissionais de saúde em relação a questões sobre o acesso ao sistema de saúde, ao estado atual de seu país em relação a integração da saúde e adoção de tecnologia relacionadas a cuidados de saúde. O índice varia de 0 a 100 pontos, e é a média de três subíndices: o acesso (em todas as áreas de saúde); integração (do sistema de saúde); e adoção (de tecnologia de cuidados de saúde). Cada um dos três subíndices variam de 0 a 100 pontos, e cada um têm peso igual na pontuação final do FHI. As três pontuações dos subíndices são baseadas em uma série de agrupamentos de questões (ou componentes) que se dão partir de um tema distinto no questionário.