faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Nova companhia de tecnologia traz solução para seguros de saúde

shutterstock_96012428

A Startup da RockHealth chamada Collective Health busca auxiliar companhias a cuidarem melhor dos funcionários com soluções tecnológicas para planos de saúde, solucionando um dos maiores problemas que é de como pagar por esse serviço.

Mostrando aos empregados uma plataforma que dá mais controle e o auxilia a ter insights sobre os benefícios que os seguros oferecem. O serviço ainda entrega a esse usuário uma maneira de comparar os melhores preços para medicamentos.

Apoiados pelos mesmos investidores que estão por trás de nomes como Workday, Airbnb, Palantir e SpaceX, os fundadores da Collective Health procuram atuar no cuidado da saúde e na indústria de tecnologia. Seus serviços podem ser contratados em companhias de pequeno, médio e grande porte.

Saiba mais.

Aplicativo quer aproximar o paciente crônico de seus cuidados

shutterstock_364265705

Quando esteve ao lado da mãe doente com câncer de mama, a empresária texana, Keli Thomas-Drake lutou para acompanhar os dados básicos do prontuário da mãe e acreditou não ter tomado as decisões mais corretas durante o tratamento pela falta de informação do sistema de saúde.

O problema de comunicação entre médico-paciente e a falta de esclarecimento a respeito de alguns fatores importantes para o tratamento fizeram com que a empresária fundasse o MyPurpleFolder, um aplicativo que procura facilitar a experiência de tratamentos em saúde, conectando o paciente ao seu prontuário.

Novo no mercado dos Estados Unidos, o app auxilia o paciente, familiares e médicos empoderando o próprio enfermo sobre sua situação atual da maneira mais esclarecida possível, possibilitando-o de compartilhar essa informação com o usuário que ele preferir.

A ferramenta também abriga documentos burocráticos, agendamentos com o médico, registros de diagnóstico, informações sobre o seguro de saúde e sobre a prescrição médica do usuário-paciente.

A visão da empreendedora parte do objetivo de manter os pacientes capazes de ordenar os próprios dados. "Eu estou voltada para a qualidade dos cuidados, sem os limites da burocracia e logística, fatores que muitas vezes desumanizam a saúde."

Leia mais sobre a inspiração de Keli Thomas-Drake aqui.

Alguns aspectos do Pagamento por Performance nos Estados Unidos

shutterstock_291916835

O Affordable Care Act de 2010, ou chamado de “Obamacare” trouxe importantes mudanças na lógica da prestação de serviços de saúde nos Estados Unidos. Um dos pilares desta mudança é o forte investimento em modelos de Pagamento por Performance. Todos os modelos de remuneração aos diferentes tipos de programas e serviços terão um componente de performance e isso virá com bônus e punição.

O MACRA (Medicare Access & CHIP Reauthorization Act) de 2015 trouxe importantes mudanças em como o Medicare paga os serviços de quem atende aos seus beneficiários.

O MACRA irá reformar o sistema de pagamento do médico iniciando em 2019, colocando a maioria dos médicos no Merit-Based Incentive Payment System (MIPS) ou sistema de pagamento de incentivos baseados em mérito. Os médicos poderão ser isentos do MIPS e receber bônus demonstrando sua participação efetiva num outro programa chamado de Advanced Alternative Payment Models (APMs) ou modelos de pagamento alternativos avançados, que se destinam a suportar uma maior flexibilidade na prestação de cuidados de saúde associados a uma maior responsabilização pela eficiência e melhoria do cuidado.

Estes dois caminhos fazem parte do Quality Payment Program (Programa de Pagamento por Qualidade).

O MIPS combina uma série de programas já existentes nos EUA para apenas um, onde os profissionais da saúde elegíveis serão avaliados em quatro componentes: qualidade, uso de recursos, melhoria da prática clínica e uso de registros eletrônicos em saúde certificados.

Nos primeiros dois anos (2019 e 2020) os profissionais da saúde elegíveis serão os médicos, assistentes médicos, enfermeiras anestesistas certificadas e enfermeiras especialistas e grupos médicos.

Este sistema de incentivo é um modelo de P4P que ajusta os pagamentos destes profissionais baseados em indicadores derivados de cuidados prévios.

O programa não é obrigatório, mas se estima que a grande maioria dos profissionais participarão.

Os pagamentos serão ajustados positiva ou negativamente, iniciando em 4% em 2019 e passando a 9% em 2022.

A preocupação de alguns autores com esta proposta é que as medidas de qualidade não estão contempladas adequadamente, podendo deixar de fora alguns aspectos importantes da qualidade. Além disso, o modelo não capturará as diferenças de complexidades dos pacientes.

Por outro lado, o APM propõe novas formas de pagamento aos provedores de serviços de saúde que atendem aos beneficiários do Medicare. Como exemplo de APM temos as ACO (Accountable Care Organizations), os PCMH (Patient Centered Medial Homes) e os pagamentos por episódios (Bundles Payments), que traz novos modelos de atenção, onde aumenta o nível de responsabilização pelo cuidado destes prestadores. As ACOs e os Bundles Payments eu abordarei com mais profundidade em artigos futuros.

Entre 2019 e 2024 o pagamento aos prestadores de serviços destas modalidades será através de incentivo de valor fixo. Um dos objetivos é aumentar a transparência dos modelos de pagamentos dos médicos.

Não é pretensão deste artigo de rápida leitura uma revisão sistemática do P4P nos EUA. A ideia é despertar o interesse do leitor e disponibilizar alguns links de acesso para quem tiver interesse de aprofundar os estudos.

Por outro lado, considero importante nesta análise a percepção de que, invariavelmente, o modelo de avaliação e pagamento por performance chegará ao médico individualmente nos EUA. Até 2019 as ações estão sendo feitas para hospitais, grupos médicos e outros prestadores. O desafio de individualizar a avaliação é enorme e o risco de uma avaliação inconsistente é grande.

O modelo GPS.2iM© que temos aplicado no Brasil há mais de 4 anos, já possibilita esta avaliação individualizada do médico, embora tenhamos vários projetos de avaliação do desempenho de outros prestadores.

Este modelo preconiza uma avaliação centrada na qualidade da assistência considerando medidas de estrutura, eficiência, efetividade e experiência do paciente. Mais de 30 mil médicos estão sendo avaliados com esta metodologia atualmente. No entanto, menos de 2% destes médicos possuem a sua remuneração atrelada ao desempenho. Mas vale ressaltar em vários destes programas, os médicos já recebem incentivos não financeiro com base no seu desempenho. Estimamos que mais da metade destes profissionais deverão receber este tipo de incentivo nos próximos meses.

Estou apostando que a evolução para pagamento por performance, não apenas destes profissionais, mas de toda a rede de prestadores de serviços, seja pública ou suplementar, será natural. É só atentar para o discurso do novo Ministro da Saúde e entender as entrelinhas de algumas Resoluções Normativas da ANS.

M2G cria uma rede nacional de informações e integra demandas de atendimento

7

A M2G, empresa especializada em soluções de CRM e atendimento para canais digitais, que atua para 85% das principais companhias de planos de saúde do Brasil, unifica redes de beneficiários de operadoras que possuem distintas carteiras de produtos por todas as regiões do país. A iniciativa tem como objetivo facilitar a solução às reclamações dos clientes destas operadoras de saúde suplementar no País. Entre os pedidos mais frequentes está a necessidade de se agilizar os pedidos de autorizações, que são tratados pelas Centrais de Atendimento de cada região.

Essa integração promovida pela M2G colaborará principalmente com o cumprimento de prazos exigidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reduzindo consequentemente o número de Notificação de Investigação Preliminar (NIP). Com a integração, será possível trocas de informações mais dinâmicas entre as todas centrais de uma mesma companhia, diminuindo assim os habituais ruídos que acontecem na comunicação entre os clientes e as operadoras de Planos de Saúde.

“Entendemos a importância desta troca de informações entre empresas de saúde com abrangência nacional, por isso o CRM da M2G foi desenvolvido para identificar o cliente, gerando um número de protocolo único de acordo com a orientação da RN 395. Durante o processo, realizamos uma rápida triagem e distribuímos as demandas de forma organizada de acordo com o perfil dos beneficiários e a região de origem dele, mantendo assim a rastreabilidade sob todos processos deste atendimento”, comenta Fernanda Klava, Diretora Comercial da M2G.

O que é a RN 395

Desde 13 de maio de 2016 a RN 395, normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que é válida em todo território nacional, obriga as empresas prestadoras de serviço de saúde a proporcionar um melhor atendimento aos beneficiários, fornecendo mais rapidez, transparência, clareza e segurança das informações.

Cardiologistas firmam parceria com Rita Lobo do Panelinha

Cardiologistas firmam parceria com Rita Lobo do Panelinha

A Sociedade Brasileira de Cardiologia assinou uma parceria com o Panelinha de Rita Lobo, em São Paulo, no começo de julho. O acordo garantirá a participação de Rita Lobo no 71° Congresso Brasileiro de Cardiologia, em Fortaleza. Ela estará no Fórum de Ideias em um debate com o coordenador científico do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição de Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, o professor Carlos Monteiro, que também já confirmou presença.

Rita Lobo é autora do livro "Panelinha - receitas que funcionam", indicado pelo Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde. Ela ainda apresenta o programa "Cozinha Prática" na GNT e, recentemente, disponibilizou no Youtube o curso "Comida de Verdade" no canal Panelinha, junto com o professor Carlos Monteiro.

"A SBC irá apoiar o "Comida de Verdade", uma iniciativa que resgata a importância das pessoas prepararem a própria refeição e optarem por alimentos in natura que são mais saudáveis ao coração", explica o presidente da SBC, Marcus Bolívar Malachias. Ele ressalta que a participação da apresentadora e do professor Carlos Monteiro no Fórum de Ideias do 71° CBC trará um importante debate aos cardiologistas. "Essa é uma parceria entre a ciência, a educação em saúde e o bom estilo de vida, demonstrando que é possível comer bem e de forma saudável", completa.

Sanofi Genzyme anuncia mudanças na organização

shutterstock_213116167

A Sanofi Genzyme, unidade de cuidados especializados da Sanofi dedicada ao desenvolvimento de terapias para doenças raras e debilitantes, anuncia seu novo Gerente Geral. Thomas Gierse, vice-presidente de Pharma América Latina da Sanofi, acaba de assumir a posição. Eliana Tameirão, que estava na direção da empresa desde 2009, passa a exercer o cargo de diretora de Políticas para Saúde da Sanofi Genzyme América Latina, com o objetivo de gerar mais sinergia entre as empresas e os países.

Thomas tem mais de 23 anos de experiência na indústria farmacêutica. Na Sanofi, ocupou posições-chave, inclusive com larga vivência internacional. Na França, por exemplo, foi responsável por Marketing de Diabetes para América Latina, África e Oriente Médio. Também gerenciou, por quase dez anos, as áreas de Diabetes, Cardiologia e Reumatologia. Graduado em Administração e Economia pela Universidade de São Paulo, tem pós-graduação e MBA na mesma área pela USP e FAAP. Tem especialização em liderança e estratégia na área farmacêutica e biotecnologia pela Harvard Business School.

Já Eliana, em seus novos desafios, terá como principal responsabilidade prover e apoiar os países da América Latina em relação ao desenvolvimento de políticas da saúde e projetos específicos. Para tanto, a executiva conta com mais de 18 anos de experiência e relacionamento nas áreas governamentais e sociedades profissionais, além do profundo conhecimento do modelo de negócio da Sanofi Genzyme. Entre suas conquistas, contribuiu ativamente para o lançamento de sete novos produtos no mercado brasileiro e conquistou por mais de 10 vezes premiações relativas às melhores empresas para trabalhar no Brasil.

Sobre a Sanofi

A organização está presente no Brasil desde 1919, a partir de diversas aquisições ao longo dos anos. A Sanofi é a maior multinacional no mercado farmacêutico brasileiro, com mais de 5 mil colaboradores e sólida plataforma industrial no País. Possui um portfólio diversificado que abrange medicamentos isentos de prescrição e produtos de consumo; tratamentos em áreas terapêuticas, como dor e inflamação, alergias, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças metabólicas, pediatria e oncologia; vacinas, com a atuação da Sanofi Pasteur; genéricos e similares, com a Medley; e doenças raras e esclerose múltipla, com a Sanofi Genzyme.

A Sanofi Genzyme se concentra no desenvolvimento de tratamentos em especialidades de doenças debilitantes, que são muitas vezes difíceis de diagnosticar e tratar, fornecendo esperança aos pacientes e suas famílias. Saiba mais emwww.sanofigenzyme.com.br

Hospital Santa Mônica passa a atender os clientes da SulAmérica Saúde

shutterstock_126288149

O Hospital Santa Mônica comunica aos clientes e ao mercado que acaba de firmar um acordo comercial com a SulAmérica Saúde, para prestar assistência na área de saúde mental, incluindo dependência química.

A SulAmérica é o maior grupo segurador independente do País e se orgulha de contar atualmente com mais de 7 milhões de clientes na sua carteira de produtos. Atingiu esse número ao longo de 120 anos de atuação no mercado, sempre baseada em uma relação transparente, ética e comprometida com a sustentabilidade.

Para o Hospital Santa Mônica, contar com a SulAmérica dentre as operadoras, é um importante diferencial, além de ser um prazer poder prover assistência médica de qualidade na área da saúde mental e dependência química para clientes da SulAmérica de todo o Brasil, Alexandre Bellizia, Diretor Institucional do Hospital Santa Mônica!

Sobre o Hospital Santa Mônica

Com uma história de mais de 45 anos de atividades de prestação de serviços na área da saúde e idealizado pela iniciativa empreendedora do médico, doutor Romolo Bellizia, fundador e presidente, o Hospital Santa Mônica atua nos pilares:

· Cuidados em saúde mental (ambulatório e internações – quadros agudos e crônicos);

· Cuidados especializados em Dependência Química;

· Cuidados aos idosos;

· Cuidados nas mais diversas doenças que comprometem a autonomia do indivíduo (Alzheimer, doenças neurológicas incapacitantes, dentre outras);

· Suporte e cuidados paliativos em indivíduos com patologias sem possibilidades terapêuticas.

Hospital Santa Mônica

Hospital Santa Mônica por meio de um acordo comercial, passa a atender os clientes da SulAmérica Saúde

Forças que influenciam o mercado de saúde em 2017

shutterstock_306872585

Algumas evidências da indústria comprovam que a saúde está passando por um período de renovação. O uso crescente de clínicas no varejo, MACRA, gamificação e esforços da saúde pública com a tecnologia são exemplos de novos esforços do mercado, mas a finalidade maior desses assuntos é uma: redução de custos.

Para isso, a veia digital tem sido a maior força e um novo relatório da PwC afirmou que enquanto esses esforços são feitos, os preços de saúde continuam aumentando e com eles, a exigência de valor também.

O Instituto de Investigação em Saúde da PwC (HRI) projeta que a tendência dos custos médicos - a porcentagem de aumento projetado no custo para o tratamento de pacientes de um ano para o outro - vai ficar a mesma vista em 2016: um crescimento de 6,5% da tarifa para 2017.

O relatório mostra que há efeitos de leva e traz entre a utilização dos serviços de saúde e das redes de prestadores com o foco em valor que poderiam mudar a taxa de crescimento de custos médicos nos exercícios futuros, superando a inflação universal.

"Como resultado para 2017, teremos um equilíbrio apertado para o mercado", afirma o estudo. "As organizações de saúde devem, simultaneamente, aumentar o acesso a serviços amigáveis ao consumidor, enquanto diminuem o custo unitário."

Além disso, foram revelados pontos fortes que irão influenciar o consumo e os custos da saúde para o próximo ano:

  1. Infladores: Cuidados convenientes e Saúde Comportamental

A conveniência do cuidado com a saúde aumentou o engajamento do paciente. Cerca de 88% dos participantes do estudo revelaram que procuram seus tratamentos em clínicas de varejo, aquelas encontradas em supermercados e farmácias americanas. Outro estudo realizado em março desse ano, de Assuntos de Saúde assinalou que 58% das visitas à clínica de varejo para condições de baixa acuidade representam definitivamente a nova utilização.

Apesar de conveniente, esse tipo de cuidado, por ser de fácil acesso, pode aumentar a inflação da atividade, como foi observado um aumento de US $ 14 por pessoa por ano em despesas de saúde.

Já a saúde comportamental recebeu avanço na demanda porque passou a ganhar importância no cuidado do paciente como um todo e até passa por um impulso regulatório com a saúde empresarial. "Entre 2005 e 2013, a proporção de gastos com saúde pelo empregador relacionadas com a saúde mental passou de 5,2% para 6,2%", de acordo com HRI. "O acesso expandido irá inflar o crescimento da despesa de saúde do próximo ano. No entanto, pode ajudar a gerenciar custos no longo prazo, como a saúde comportamental está ligada a muitas outras questões de saúde."

2. Deflatores: Redes de alto desempenho e gerentes de benefícios em farmacêuticas

Vamos observar a ascensão de franquias de alto desempenho por planos de alto custo e isso devido à diminuição do poder aquisitivo da população como um todo. Hoje, cerca de 9% dos empregadores norte-americanos contratam essas redes de alto desempenho, quase o dobro ao de 3% há dois anos.

O relatório conclui que 43% por cento dos empregadores estão pensando em implementar redes de alto desempenho em 2016, acima dos 37% do ano anterior.

Outro indicador é o benefício das redes de farmácia, "Com o aumento do apetite por parte dos empregadores para estreitar seus formulários para uma opção de tratamento, o varejo farmacêutico está usando concorrência entre os produtos para negociar de forma mais agressiva os custos dos mediamentos", alerta o relatório. "Refletindo a procura de valor, o futuro foca no pagamento por resultados e curas e não a taxa-de-serviço, em torno de custos dos remédios."

Comércio exterior de medicamentos sofre queda de 10%

shutterstock_373422979

As exportações de medicamentos sofreram uma queda expressiva de 13,8% em apenas 12 meses, entre junho de 2015 e maio de 2016, passando de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,0 bilhão. As importações diminuíram 9,4%, chegando a R$ 5,9 bilhões. Juntas, exportações e importações formam a corrente de comércio do setor, que registraram uma queda de 10,1% no ano passado.

Embora o déficit da balança comercial tenha reduzido em 8,4%, isso não tem sido interpretado pelo mercado de forma positiva. “Ele não diminuiu porque estamos exportando mais. Estamos exportando menos, mas como as importações também caíram, a diferença negativa da balança comercial diminuiu”, explica Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

O desaquecimento de algumas economias mundo afora pode justificar o enfraquecimento das exportações, apesar do câmbio. “As mudanças no câmbio não favoreceram a exportação de medicamentos, seja pela dificuldade de portfólio do País, seja pela precariedade vivida por importantes mercados como Argentina e Venezuela”, afirma Britto. Já as importações continuam muito acima das exportações.

Uma solução de médio e longo prazo para reverter o déficit da balança comercial seriam os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. “A inovação é o caminho para o mercado externo, mas para isso precisamos de um ambiente favorável à pesquisa clínica”, afirma Britto.

A aproximação entre universidade e indústria, bem como uma indústria mais disposta a assumir riscos com inovação e pesquisa são passos fundamentais para aumentar o interesse do mercado internacional no setor farmacêutico brasileiro. Contudo, o país enfrenta hoje muita morosidade para aprovação de pesquisas clínicas, o que dificulta o avanço do setor no país.

Evolução do comércio exterior brasileiro de 2012* a 2016* (US$ Bilhões) – Medicamentos

Fluxo | 2012* | 2013* | 2014* | 2015* | 2016*

Exportação | 1.244,78 | 1.283,66 | 1.340,72 | 1.247,22 | 1.075,40

Importação | 6.369,51 |6.493,23 |6.692,42 |6.514,76 |5.902,02

Corrente de Comércio | 7.614,29 | 7.776,88 |8.033,13 | 7.761,98 | 6.977,43

Saldo (déficit) | -5.124,73 | -5.209,57 | -5.351,70 | -5.267,54 | -4.826,62

Fluxo 2013* 2014* 2015* 2016*

Exportação 3,12% 4,45% -6,97% -13,78%

Importação 1,94% 3,07% -2,65% -9,41%

Corrente de Comércio 2,14% 3,30% -3,38% -10,11%

Saldo (déficit) 1,66% 2,73% -1,57% -8,37%

* 12 meses móveis até maio Fonte: Aliceweb/MDIC; Elaboração: Interfarma

Hospital Alvorada recebe reacreditação da JCI

shutterstock_259106804

O Hospital Alvorada acaba de ser reacreditado pela Joint Commission International (JCI), a mais importante entidade certificadora de serviços de saúde do mundo. O selo atesta a adoção de protocolos e indicadores internacionais, que garantem qualidade e segurança nos atendimentos.

Certificado pela primeira vez em julho de 2013, o Alvorada confirma, com a reacreditação, que manteve a melhoria contínua no cuidado com os pacientes, por meio do aprimoramento de processos e da capacitação da equipe. “A troca de experiências com os profissionais da JCI é um importante aprendizado para a equipe do Alvorada, uma oportunidade para aprimorarmos e inovarmos nossos processos, sempre com foco na qualidade dos cuidados prestados aos pacientes”, ressalta o diretor do Hospital Alvorada, Fernando Moisés.