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Reconhecimento facial na área da saúde

Biometria

É impressionante o valor que se paga indevidamente por atendimentos médicos, na maioria das vezes por fraudes causadas pelas pessoas que tentam se passar por clientes pagadores de um seguro ou plano de saúde. Estima-se que a cada R$ 100,00 pagos, R$ 15,00 são relacionados a algum tipo de fraude no Brasil.

A tecnologia de reconhecimento facial ou biometria facial, tem trazido inúmeras vantagens e benefícios aos planos de saúde e aos pacientes. Já é possível por exemplo agilizar o atendimento médico através de máquinas que reconhecem o paciente já na entrada de um pronto-atendimento e/ou hospital por exemplo, sugerindo de imediato de forma automática e rápida, quais os serviços estariam disponíveis naquele exato momento, como por exemplo, o agendamento de procedimentos, ou a emissão de 2a via de um boleto para pagamento.

Mas o recurso que mais tem trazido benefício ao setor é o de auditoria de atendimentos através do reconhecimento facial de pessoas no momento que antecede a autorização do atendimento médico.

Uma plataforma tira uma fotografia da pessoa que aguarda atendimento e através de recursos avançados de machine learning, que pode reconhecer padrões em frações de segundos, dá um parecer para a secretária no balcão do atendimento sobre a pessoa que está em sua frente, dizendo que se trata ou não da mesma pessoa cadastrada previamente.

Buscando reduzir o número de incidências deste tipo de fraude, um grupo de operadoras de planos de saúde no interior paulista, em 8 cidades diferentes na região centro-oeste do estado, implantaram uma plataforma de auditoria que ajuda a reconhecer padrões desse tipo de evento, apontando em tempo real, tudo que se passa no decorrer do dia em clínicas, consultórios, laboratórios enfim, em toda rede de credenciados e/ou cooperados.

Com o uso de uma plataforma como esta, é possível ter dados mais precisos com relação às tentativas de fraudes, por exemplo, a tentativa de reconhecimento de uma pessoa através de uma foto de celular ou uma foto impressa ou revelada. A partir de informações como estas, um auditor ou analista na operada passa a tomar decisões quanto aos atendimentos liberados ou não liberados, monitorando de perto os locais de atendimentos e possíveis fraudadores.

Acredita-se que o simples fato da implantação do sistema de biometria facial já iniba as pessoas que teriam tendência a fraudar um atendimento, pois trata-se de uma fotografia e o registro da pessoa que esteve no local de atendimento, podendo-se dizer que há um elemento psicológico que eventualmente pode reduzir as incidências de fraudes.

É a tecnologia de ponta já sendo usada no Brasil por pequenos e grandes setores de nossa economia, um orgulho a nossa nação empreendedora.

Fumantes utilizam 5% a mais de plano de saúde

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Tabagismo aumenta a necessidade de procedimentos ambulatoriais; ranking da pesquisa UNIDAS mostra que esses atendimentos também estão entre os primeiros colocados em maiores gastos para as operadoras

Na semana que é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto), estudo realizado pela Capesesp (Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde), filiada à UNIDAS (União das Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde), mostra que os fumantes utilizam 5% a mais o plano para procedimentos ambulatoriais, como consultas, exames e atendimentos em pronto-socorro.

Embora dados do Ministério da Saúde apontem que em 12 anos o número de fumantes no Brasil tenha caído 40%, eles ainda utilizam de maneira significativa o plano de saúde, o que representa uma diferença de 32% na despesa anual das autogestões para tratar uma pessoa fumante, comparada a um não fumante.

"O aumento do uso, se deve a outras doenças relacionadas ao tabagismo. Os fumantes têm maiores chances de desenvolver diversas doenças, em especial as respiratórios, cardiovasculares e o câncer" explica o presidente da Capesesp, João Paulo dos Reis Neto.

A pesquisa, que avaliou uma amostra de 2.188 beneficiários, identificou ainda que 3,5% são fumantes, sendo 52% do sexo feminino e 48% do masculino – com idade média de 52 anos. Desses, 64% tem o hábito de fumar há mais de 10 anos. Em relação à quantidade, o estudo demonstrou que 59% fumam de 1 a 10 cigarros por dia; 30% fumam de 11 a 20 cigarros; e 89% menos de um maço por dia.

"Os dados são da Capesesp, mas podem ser considerados uma realidade nos planos de autogestão como um todo. Esses dados dão luz à importância de investirmos cada vez mais em programas de prevenção, tratamento e controle do tabagismo, a fim de promover uma vida mais saudável aos beneficiários", ressalta o presidente da UNIDAS, Anderson Mendes.

Dados da pesquisa UNIDAS 2017/2018, que faz um raio-x do setor, revelam que os procedimentos ambulatoriais já são, normalmente, os itens mais utilizados pelos beneficiários nas operadoras de autogestão. As consultas – sejam eletivas ou aquelas realizadas em pronto-socorro - ocupam as primeiras colocações entre os maiores gastos.

A Pesquisa UNIDAS é feita anualmente desde o ano 2000 e visa conhecer o perfil das instituições de autogestão em saúde. A publicação se consagrou como um importante referencial para identificar tendências e orientar a tomada de decisões das autogestões, sendo utilizada por diversas entidades do segmento privado da saúde, inclusive pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A pesquisa traz dados desde inflação médica até ranking das causas mais comuns em internações

Sobre a UNIDAS

A UNIDAS - União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde é uma entidade associativa sem fins lucrativos, representante das operadoras de autogestão do Brasil. A autogestão em saúde é o segmento da saúde suplementar em que a própria instituição é a responsável pela administração do plano de assistência à saúde oferecido aos seus empregados, servidores ou associados e respectivos dependentes. É administrado pela área de Recursos Humanos das empresas ou por meio de uma Fundação, Associação ou Caixa de Assistência – e não tem fins lucrativos. Atualmente, a UNIDAS congrega cerca de 120 operadoras de autogestão responsáveis por prestar assistência a quase 5 milhões de beneficiários, que correspondem a 11% do total de vidas do setor de saúde suplementar. É entidade acreditadora chancelada pelo QUALISS, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do programa UNIPLUS.

Custo médio per capita do plano de saúde para os trabalhadores cresceu 10% em 2019, segundo pesquisa da consultoria Mercer Marsh Benefícios™

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Custo per capita da assistência médica subiu de R$ 358,87, em 2018, para R$ 395,18 neste ano. Para controlar custos, empresas ampliam em 19% os investimentos nos programas de saúde, bem estar e qualidade de vida, e os valores passaram  de R$ 271,21 para R$ 322,66 ao ano por funcionário

O valor médio per capita do benefício saúde cresceu 10% em 2019, saindo de R$ 358,87 em 2018, para R$ 395,18 este ano, de acordo com a 29ª Pesquisa de Benefícios Corporativos da consultoria Mercer Marsh Benefícios™. O levantamento, que avaliou as estratégias de benefícios de 611 empresas empregadoras de 1,5 milhão de colaboradores, também traz uma série histórica do valor por funcionário desde 2012 (R$ 158,42).

A amostra analisada abrange 2,6 milhões de vidas (titulares e beneficiários dos planos) e, de acordo com a pesquisa, nos últimos oito anos, a evolução dos custos de saúde foi de 150% contra 64% da inflação (IPCA) no mesmo período.

O resultado da pressão do custo de saúde é traduzido no impacto direto que isto representa quando medido em relação à folha de pagamento. A assistência médica representou 13,03% da folha de pagamento em 2018 e deve chegar em 13,5% em 2019.

Das 611 empresas participantes da pesquisa, 57% são multinacionais, e 58% têm faturamento acima de R$ 100 milhões. “É um grande desafio para as empresas gerenciar os custos com saúde e, por isso, cada vez mais elas estão procurando entender o perfil de saúde de seus colaboradores e o comportamento dos mesmo com relação ao uso de assistência médica. Mas não é somente controlar as despesas, as companhias buscam também ter principalmente uma mão de obra saudável, engajada e produtiva”, afirma Mariana Dias Lucon, diretora de produtos e consultoria da Mercer Marsh Benefícios™.

Empresas ampliam investimentos no curto e longo prazo

Ampliação dos investimentos também está entre as medidas prioritárias das empresas. A pesquisa mostra que o investimento financeiro por funcionário cresceu 19% em 2019 (R$ 322,66) na comparação com 2017 (R$ 271,21). É o maior valor desde 2014 de acordo com a série histórica da pesquisa. Além disso, até 2021, 40% planejam ampliar os investimentos per capita.

Os dados do levantamento também revelam que as companhias estão programando para os próximos dois anos medidas de curto e longo prazo para gerenciar a saúde dos trabalhadores. No curto prazo, 50% farão redesenho de seus contratos e reavaliação dos prestadores de serviços.

No longo prazo, a maioria (68%) planeja estratégias de saúde e bem estar como implementar programas de prevenção e promoção à saúde. Um menor grupo (19%) deseja extinguir o compromisso do benefício pós-emprego relacionado ao plano de saúde. E outra parcela (17%) fará avaliação de programas de benefícios flexíveis.

Rede D’Or São Luiz é reconhecida como a empresa do ano

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Heráclito Gomes aponta a parceria com mais de 70 operadoras de saúde como exemplo do compromisso do Grupo com a qualidade do atendimento

A Rede D’Or São Luiz foi reconhecida como a empresa do ano pela premiação MELHORES E MAIORES 2019, que foi promovida pela Revista Exame na noite dessa segunda-feira (26). Para o CEO da empresa, Heráclito Gomes, a distinção alcançada é resultado de uma cultura empresarial que prioriza a qualidade e não perde de vista as necessidades dos diferentes segmentos da população. Segundo o CEO, um exemplo desse compromisso é a parceria que a Rede D’Or estabeleceu com diversas operadoras de saúde. “Trabalhamos em conjunto com mais de 70 operadoras de saúde e com centenas de empresas contratantes para garantir a melhor e mais adequada assistência”, destacou.

Heráclito enfatizou que o reconhecimento é obra dos mais de 46 mil colaboradores e 80 mil médicos, que atuam na rede composta, atualmente, por 46 hospitais, 33 clínicas oncológicas e 11 laboratórios de medicina diagnóstica entre outros. Ele também agradeceu a confiança dos acionistas e a sua disposição em acreditar em um projeto, mesmo em momentos de turbulência econômica do país. Em 3 anos e meio, o Grupo aportou mais de R$ 5,8 bilhões em expansão da rede hospitalar. “Até 2022, ampliaremos o número de leitos dos atuais 7 mil para 11 mil”, contou o CEO do Grupo, mostrando que os investimentos não irão cessar.

Em seu discurso, ele ainda ressaltou a inovação, a pesquisa e a formação médica como pilares do Grupo, citando como exemplo o trabalho realizado pelo Instituto D'Or, que se tornou referência no país em pesquisa de ponta e ensino em áreas estratégicas da medicina. “Assim, este prêmio é uma sinalização de que estamos fazendo a lição de casa com relativo sucesso, que os acertos têm suplantado os erros e que, afinal, estamos contribuindo para o crescimento do mercado e para o desenvolvimento do país”, celebrou Heráclito, que fez questão de parabenizar as empresas vencedoras nas outras categorias. “Todas as empresas aqui presentes representam a resiliência, a criatividade, a competência e a confiança do empresariado brasileiro, que continua investindo em um período tão conturbado e em um ambiente econômico tão desafiador”.

Plano de saúde: 71% das empresas oferecem assistências com coparticipação

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Segundo estudo da Aon, benefício representa o segundo maior custo para as companhias, atrás apenas da folha de pagamento

Com uma elevação de preços historicamente muito acima da inflação, uma saída encontrada pelas empresas para diminuir os custos com planos de saúde têm sido a prática da coparticipação. De acordo com a Pesquisa de Benefícios Aon 2018-2019,71% das companhias já adotam este tipo de modelo de assistência médica, número que cresceu 6% desde que o último estudo foi publicado, há dois anos.

Em sua 12ª edição, o levantamento contou com 640 empresas participantes, somando cerca de 2,3 milhões de colaboradores analisados. De acordo com o estudo, o cenário de recessão econômica levou as organizações a reduzirem alguns custos. O número de companhias que disponibilizam mais de um nível de plano médico teve retração de 14%, enquanto as que oferecem assistências em mais de uma operadora caiu 11%.

O montante de organizações que não permite o upgrade ainda subiu de 63% para 74%. Diante desse cenário, e como forma de trazer um melhor aproveitamento de recursos nesta área, muitas organizações já adotam a gestão de saúde, que apresentou aumento de 22%.

“Apesar do custo elevado, as assistências médicas continuam sendo o benefício mais comum entre as empresas, incentivo que se manteve presente em 99% das companhias, mesma quantidade registrada no levantamento feito em 2017”, explica Paulo Jorge Cardoso, Vice-Presidente Executivo de Saúde e Benefícios da Aon. Para o executivo, além de ser considerada fundamental para atrair e reter talentos, a oferta do plano de saúde traz mais segurança e tranquilidade aos funcionários, possibilitando mais produtividade e valorização dos profissionais.

Estudo

O levantamento analisou 640 empresas de todo o Brasil para oferecer uma abrangente análise sobre o segmento de benefícios no país, incluindo as melhores práticas e tendências. No ranking dos incentivos mais comuns no mercado de trabalho, depois do plano de saúde, os benefícios mais comuns são o seguro de vida e plano odontológico.

Nesta edição da Pesquisa de Benefícios Aon, o número de organizações participantes subiu 19%. Entre os perfis mais representativos, 37% das empresas entrevistadas têm até 500 colaboradores, 15% entre 500 e 1 mil funcionários e 23% de 1 mil a 3 mil profissionais.

Os insights da Pesquisa foram apresentados, pela primeira vez, durante o Fórum de Benefícios 2019 da Aon, que aconteceu em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e reuniu mais de mil pessoas. O evento, que é um dos maiores do mercado, contou com a participação de especialistas para tratar de tendências do segmento de benefícios, além de temas como reforma da Previdência e inovação.

Sobre a Aon

A Aon Plc (NYSE: AON) é uma empresa global líder de serviços profissionais, que oferece ampla gama de soluções em risco, previdência e saúde. Globalmente, nossos 50 mil colegas nos 120 países em que atuamos, potencializam resultados para clientes utilizando dados e análises proprietários, com o objetivo de fornecer perspectivas inovadoras, reduzindo volatilidade em seus negócios e oportunidades e melhorando seus desempenhos e performance. No Brasil, estamos localizados em nove escritórios nas principais cidades do país e contamos com, aproximadamente, 1.700 colaboradores.

Possuímos cinco linhas de soluções globais específicas: Commercial Risk Solutions, Reinsurance Solutions, Retirement Solutions, Health Solutions and Data & Analytic Services.

Salvador debate mudanças do setor hospitalar e a importância na entrega de valor ao paciente

Salvador debate mudanças do setor hospitalar e a importância na entrega de valor ao paciente

Experiência do paciente, modelo assistencial e tecnologia foram alguns dos pontos abordados no seminário promovido pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp)

Na última terça-feira (20), a capital da Bahia recebeu lideranças da saúde no Seminário Pré-Conahp para discutirem a saúde baseada na entrega de valorCom foco no papel do hospital como integrador do sistema, foram abordados o modelo assistencial, a experiência do paciente, além de questões voltadas à tecnologia, como o impacto da Lei Geral de Proteção de Dados. O evento, promovido pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), foi realizado no Wish Hotel da Bahia.

Foram quatro painéis com participações de 17 dos principais executivos de hospitais privados de todo o Brasil. Já na abertura, o deputado federal da Bahia, pelo PSD, e presidente da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), Antonio Brito, ressaltou a importância desse tipo de encontro. "O foco que estamos dando hoje aqui, dos hospitais como elemento integrador do sistema de saúde, é fundamental pelas variáveis que existem: desfecho clínico otimizado, operadoras, fornecedores e o paciente, como protagonista no tratamento. Isso tudo está no ambiente interno do hospital", afirmou.

Após a contribuição do parlamentar, o presidente do Comitê Científico do Conahp 2019, Mohamed Parrini, pontuou a urgência em discutir o tema. "Diante das atuais necessidades assistenciais dos pacientes e do impacto econômico gerado por consequência, é essencial que o hospital mude a maneira de pensar sobre a sua atuação nesse processo". Ary Ribeiro, vice-presidente do conselho de administração da Anahp, complementou ao afirmar que "o hospital precisa estar integrado a um cuidado continuado e coordenado com os outros elos do setor, sendo mais proativo e, com isso, ter um papel relevante em relação a entrega de valor para o paciente". A definição de valor é ampla, mas pode ser compreendida como a entrega de bons resultados em várias dimensões, como por exemplo, na qualidade de vida, mortalidade, bem-estar emocional e psicológico.

Durante o painel sobre experiência do paciente, liderado pela coordenadora do Programa de Experiência do Paciente do Hospital Israelita Albert Einstein, Ana Merzel, a comunicação entre paciente e equipe assistencial ganhou relevância. "O paciente de hoje possui acesso a informações de qualidade sobre saúde e, assim, exige um atendimento completo e diferenciado", afirmou. "Dialogamos pouco com eles, é preciso melhorar a comunicação ao longo do cuidado". Para ela, o modelo hierárquico no qual o profissional de saúde é o detentor absoluto do conhecimento, começou a mudar e as instituições precisam estar atentas.

Outro destaque do seminário foi a discussão sobre a implementação de novos modelos assistenciais baseados na entrega de valor para o paciente, bem como a sua relação com a sustentabilidade econômica das instituições. O painel apontou as transformações em relação ao modelo de remuneração - o tradicional fee-for-service - e ao momento do mercado de saúde. "É importante que as instituições se posicionem em relação às mudanças que estão acontecendo, a fim de criar a cultura de não desperdício, de eficiência, da melhora do processo de gestão", afirmou o diretor técnico do Hospital Santo Amaro, Sydney Agareno. Atualmente, o setor tem sido estimulado a adotar modelos de remuneração baseados na qualidade da assistência prestada, tendência mundial considerada por especialistas como necessária para sustentabilidade do setor.

O último painel trouxe reflexões sobre a humanização da saúde por meio da segurança das informações. A interoperabilidade tecnológica e o impacto da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nortearam a discussão. "Além de auxiliar profissionais em termos assistenciais, a LGPD veio para reafirmar o paciente como centro do cuidado. É uma oportunidade de rever e melhorar os processos internos", explica a coordenadora do Serviço de Oncologia do Hospital Português, Camila Santana.

O diretor-executivo da Anahp, Marco Aurélio Ferreira, encerrou o evento enfatizando a transformação enfrentada pelo setor. "É necessário se abrir para a mudança. Entendemos que o mundo vive uma disrupção e precisamos levar isso para nossas entidades, com o objetivo comum de melhorar a saúde no Brasil".

O Seminário Pré-Conahp antecipa os principais temas que serão discutidos no maior congresso da área de saúde no Brasil, o Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp) 2019 - organizado anualmente pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). Este ano, o evento acontecerá entre 26 e 28 de novembro, no Transamerica Expo Center em São Paulo (SP).

CEO da Cochlear, líder mundial em tecnologia auditiva, visita o Brasil pela primeira vez

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Dig Howitt se reúne com executivos locais e da região para discutir o mercado e as tendências em saúde. O País é uma das apostas de novos negócios para gigante dos implantes cocleares

O CEO e presidente da Cochlear, Dig Howitt, reúne-se com os líderes executivos locais e regionais no Brasil, entre 28 e 30 de agosto. Esta é a primeira vez que um executivo global visita o País.

Para o Howitt, o Brasil é um dos países referência para investimento neste setor. “O Brasil é um dos maiores e mais importantes mercados do mundo para dispositivos médicos e nossos produtos”, destaca.

Este é um momento essencial para a líder em implantes cocleares, que aposta e tem no Brasil seu maior mercado da região para tecnologia que ‘permite escutar agora e sempre’. Para o CEO, o País também lidera em muitas áreas de tecnologia e saúde, “o Brasil representa o futuro da Cochlear - um País com uma grande população, crescendo em cidades do interior e com um nível de penetração relativamente baixo para nossos produtos”, frisa.

Além de reuniões estratégicas, o CEO & Presidente da Cochlear participará do leilão beneficente da Ear Parade, primeiro evento mundial de arte urbana sobre saúde auditiva. A empresa patrocinou cinco das 60 esculturas espalhadas pela cidade de São Paulo, que agora serão leiloadas. A verba será destinada para compra de implantes cocleares e implantes auditivos para pacientes do SUS que estão na fila de espera, bem como incentivar pesquisas sobre o tema.

O que é o implante coclear?

O implante coclear consiste em um ímã e um eletrodo inserido dentro da cóclea (parte interna do ouvido), ambos ficam invisíveis após a cirurgia. Na parte externa, para captar os sons e enviar para a parte interna, o paciente deve utilizar um processador de som, conectado à parte interna através de um ímã. No ímã externo pode haver um processador de som auricular ou extra auricular, composto por antena e o processador de fala. Após conectado, o aparelho capta os sons e transfere-os diretamente para o nervo auditivo, de forma que o paciente comece a ouvir.

Sobre a Cochlear

São mais de 3.500 colaboradores e  AUD$ 160 milhões de investimento em pesquisa e desenvolvimento todos os anos. O portfólio inclui sistemas de audição para implantes cocleares, condutores auriculares e acústicos, os quais foram desenhados para tratar lesões moderadas até as mais profundas perdas de audição. Desde 1981, a Cochlear já produziu mais de 550 mil dispositivos de implantes, fazendo com que pacientes de todas as idades, em mais de 100 países, ouçam e sejam ouvidos.

Gestão de crônicos reduz até 40% os índices de internações, segundo estudo da Optum

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A redução dos custos operacionais de saúde passa por entender que é necessário investir no tratamento eficiente da população para doenças crônicas. A ação focada no perfil da população permite resultados tangíveis na saúde e nos custos das doenças crônicas. Um case da Optum que analisou, identificou e monitorou durante dois anos 13 mil usuários de planos de saúde em condições de hipertensão, diabetes e dislipidemia (altos níveis de colesterol ruim), mostra que a gestão de pacientes crônicos reduz significativamente as frequências de internações e idas ao pronto-socorro.

Do grupo avaliado, segundo o relatório, 5,7 mil apresentavam risco de hipertensão, 3 mil altos níveis de colesterol ruim e 2,5 mil diabéticos, por exemplo. Depois de mapeados, ações proativas foram implementadas avaliações específicas para cada perfil de participante, garantindo assim o controle de saúde. Adicionalmente a isso, os pacientes também tiveram acompanhamento e atendimento telefônico, além de orientação sobre os cuidados primários da saúde.

O impacto foi de redução de 40% em internações e 29% das consultas ao pronto atendimento. Paralelamente, foi possível reduzir 25% do gasto per capita nos custos com os usuários e 6% de queda na utilização de consultas eletivas.

Da base total de indivíduos que estavam suscetíveis a serem hospitalizados ou que apresentavam alto custo de utilização dos serviços de saúde, foram identificados aqueles que atendiam ao perfil clínico e definidas ações a serem implementadas. O estudo detalha que, ainda, foram realizadas avaliações específicas para cada perfil de participante, garantindo assim melhor controle de saúde. Leia aqui o caso na íntegra.

Cursos práticos são o destaque do último dia do ICAD Brazil

ICAD

Evento tem presença maciça da classe médica que veio em busca das novidades na dermatologia estética e envelhecimento saudável

A 6ª edição do ICAD Brazil, feira e congresso internacional de Dermatologia Estética e Envelhecimento Saudável da América Latina, aconteceu em São Paulo e superou as expectativas dos organizadores, o Informa Markets, pelo volume de médicos que participaram do evento. Nos três dias de evento mais de 2.000 médicos participaram da extensa programação de palestras, composta por 125 horas de conteúdo, e puderam conhecer os lançamentos das mais de 80 empresas representantes indústria da dermatologia estética presentes ao evento.

"Realmente, esta foi uma das mais importantes edições do ICAD Brazil porque conseguimos reunir um grupo muito relevante de médicos de diferentes vertentes da dermatologia estética e de outras áreas médicas, o que consolida o evento como pólo de conhecimento para todo o continente. Isto nos confirma que o ICAD Brazil está em consonância com o que o mercado espera e precisa: um evento multidisciplinar, rico em temáticas atuais e com palestrantes renomados internacionalmente", comentou Luciele Rosa, show manager da Informa Markets.

Segundo ela outros dois pontos chamaram a atenção este ano: a presença de profissionais de praticamente todos os estados do Brasil e de outros países, e o volume de negócios registrado pelas empresas que participaram do evento. "Conversamos com os expositores e, de maneira geral, todos fecharam negócios no evento. A combinação entre a qualidade da visitação e a inovação em produtos, equipamentos e soluções apresentados este ano para as clínicas e médicos foi determinante para o sucesso do ICAD 2019" avalia Luciele.

Já a partir do ano que vem, o evento passa a se chamar AMWC Brazil, Aesthetic & Anti-Aging Medicine World Congress. O AMWC Brazil 2020 acontece de 20 a 22 de agosto, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Cursos práticos

O Brasil é um dos países líderes em número de intervenções cirúrgicas e procedimentos com finalidades estéticas. Segundo o censo divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) comparando com dados do censo anterior, de 2016, o número de cirurgias plásticas estéticas é 25,2% maior e os de procedimentos estéticos não-cirúrgicos, em 2018 se igualou ao de operações plásticas (50,1% cirúrgicos / 49,9% não cirúrgicos).

Para atender a demanda, os médicos dedicados à especialidade investem em capacitação técnicas. No ICAD Brazil, o último dia do evento, foi destinado para cursos que combinam o conteúdo teórico à prática para o aperfeiçoamento de técnicas de procedimentos estéticos.

Foram ao todo 18 cursos práticos com conceitos de rejuvenescimento facial e corporal, bioestimuladores, preenchedores, estética íntima, harmonização corporal e tratamentos para melasma, capilar, de varizes e lábios.

O Dr. Breno Marques, dermatologista, trouxe sua experiência de tratamentos capilares com fotona laser erbium associado a microinfusão de injetáveis no couro cabeludo. Falou também do transplante capilar FUE, novidade na área dos procedimentos, o diferencial desse método é que não deixa cicatriz linear no paciente e é mais indolor. Ambas as técnicas são as mais procuradas no dia a dia do médico e são indicadas para o tratamento de calvície, tanto masculina quanto feminina, e também para a queda de cabelos.

O Dr. Marques esteve pela primeira vez no ICAD e elogiou muito a estrutura de conteúdo da feira. "Tivemos um ótimo público nas palestras demonstrativas, pessoas muito interessadas em se atualizar. Gostei muito dessa experiência no ICAD", disse.

Os cursos prático foram coordenados pelo dermatologista Dr. Ivan Rollemberg. "É a minha primeira participação no ICAD já com o desafio duplo de coordenar os cursos práticos e o auditório de procedimentos ao vivo. O conteúdo científico das aulas foi muito elogiado pelos congressistas que já pediram para que na próxima edição seja preparada uma quantidade maior de cursos e com mais tempo de duração. Agradeço a Informa Markets pelo convite porque o ICAD é um evento único e inovador com um importante papel de unir a classe médica no Brasil", afirmou o médico.

Sobre o ICAD Brazil

Feira e Congresso Internacional de Dermatologia Estética e Envelhecimento Saudável da América Latina, o ICAD Brazil, faz parte do portfólio da área da saúde da Informa Markets que engloba grandes eventos ao redor do mundo como: ExpoMED, FIME, HIS, SBF, Arabic Health, AMWC, ECAAM, FACE, Vegas Cosmetic Surgery, CFA, MCALive, Visage entre outros, além de ser um dos eventos integrantes do circuito internacional de dermatologia estética, clínica cirúrgica e anti-envelhecimento, realizados pela divisão Euromedicom da Informa Markets em Mônaco, Rússia, França, Colômbia e Tailândia. O evento combina um Congresso Internacional e uma área de exposição com mais de 70 marcas de equipamentos, soluções e tecnologia para o setor.

Sobre a Informa Markets

A Informa Markets cria plataformas para indústrias e mercados especializados para fazer negócios, inovar e crescer. Nosso portfólio global é composto por mais de 550 eventos e marcas internacionais, sendo mais de 30 no Brasil, em mercados como Saúde e Nutrição, Infraestrutura, Construção, Alimentos e Bebidas, Agronegócio, Tecnologia e Telecom, Metal Mecânico, entre outros. Oferecemos aos clientes e parceiros em todo o mundo oportunidades de networking, de viver experiências e de fazer negócios por meio de feiras e eventos presenciais, conteúdo digital especializado e soluções de inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano.

UNIDAS Nacional tem novo gerente executivo

UNIDAS Nacional tem novo gerente executivo

A UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde), entidade representativa do setor, reforçou sua equipe com a contratação de Leandro José Borges de Araújo, que possui 18 anos de experiência no mercado de saúde suplementar e assumiu o cargo de gerente executivo da entidade.

Leandro é graduado em administração de empesas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás, com MBA em Gestão Pessoas e em Administração de Clínicas, Hospitais e Indústrias da Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de MBA em Gestão de Auditoria em Serviços de Saúde pela Faculdade Lions (Faclions). Durante sua trajetória profissional, o profissional passou pelas empresas CASSI, Postal Saúde, Rede D'Or São Luiz e Bradesco Saúde, além de ter sido diretor de integração da UNIDAS-DF.

Entre suas atribuições, Leandro será responsável por acompanhar a área jurídica e financeira, além de discussões sobre regulações. O gerente executivo também irá representar a UNIDAS em comissões, comitês e grupos de trabalho.

Sobre a UNIDAS

A UNIDAS - União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde é uma entidade associativa sem fins lucrativos, representante das operadoras de autogestão do Brasil. A autogestão em saúde é o segmento da saúde suplementar em que a própria instituição é a responsável pela administração do plano de assistência à saúde oferecido aos seus empregados, servidores ou associados e respectivos dependentes. É administrado pela área de Recursos Humanos das empresas ou por meio de uma Fundação, Associação ou Caixa de Assistência – e não tem fins lucrativos. Atualmente, a UNIDAS congrega cerca de 120 operadoras de autogestão responsáveis por prestar assistência a quase 5 milhões de beneficiários, que correspondem a 11% do total de vidas do setor de saúde suplementar. É entidade acreditadora chancelada pelo QUALISS, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do programa UNIPLUS.