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MV contrata médicos e profissionais de Saúde refugiados

Profissionais refugiados contratados pela MV

Médico com experiência em hospitais e ambulatórios públicos e privados, Fernando Romero, de 29 anos, deixou Ciudad Guayana, no sul da Venezuela, há quase um ano devido à crise inflacionária do país que não o permitia suprir necessidades básicas e viver com segurança. Genny Quiroz, profissional de Bioanálises com 46 anos e passagens por instituições de Saúde, deixou a capital Caracas em 2018 também rumo ao Brasil. O motivo: a deterioração social e a instabilidade econômica do seu país. Essas pessoas de histórias diferentes e ao mesmo tempo iguais a de milhares de refugiados e imigrantes que estão chegando pela fronteira com o Estado de Roraima, ganharam um novo capítulo em suas vidas. Assim como eles dois, mais oito homens e mulheres em situação de refúgio fazem agora parte da MV, empresa líder na América Latina em sistema de gestão para a área da Saúde.

Em uma ação de humanidade e inclusão, a MV se juntou a órgãos federais, organizações da sociedade civil e agências nacionais e internacionais na Operação Acolhida do governo para contribuir com a assistência a mais de 6 mil abrigados na capital Boa Vista. No mês de março, em visita ao acampamento administrado pelas Forças Armadas Brasileiras com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), a empresa realizou entrevistas presenciais para identificar o tipo de mão de obra presente, ofereceu treinamentos para emissão de certificados que ajudassem na melhor inserção de abrigados no mercado de trabalho e iniciou o processo seletivo que finalizou com a contratação de sete médicos, uma enfermeira, uma dentista e uma bioquímica.

A ação que nasceu na MV por iniciativa do presidente da empresa, Paulo Magnus, está trazendo ao time com mais de 1300 colaboradores maior diversidade. “A pluralidade e a responsabilidade social fazem parte dos valores da MV, pois representam integração cultural, complementariedade de conhecimentos e variedade de histórias de vida que tornam o meio corporativo enriquecedor, motivador e até mais inovador”, diz a diretora de Gente e Gestão da MV, Luciana Leão.

Porém, é comum o mercado enxergar os refugiados somente pela ótica assistencialista, o que, para a diretora, pode representar um desperdício de potencialidades capazes de agregar às empresas. “Pessoas refugiadas estão conseguindo trabalho, mas muitas acabam tendo seu potencial minimizado. Então, uma das nossas maiores preocupações foi não desperdiçar talentos. Além disso ser um ganho para nós, não aproveitar a formação e a experiência profissional dessas pessoas seria como privá-las de um bom recomeço e de um melhor convívio social.”

Segundo Paulo Magnus, debater a inclusão de pessoas refugiadas no meio corporativo é importante no Brasil. “A América Latina enfrenta o maior movimento migratório da história recente e as pessoas deslocadas de seus locais de origem enfrentam desafios nos países de acolhimento, mas o setor privado pode ajudar. Não se resolve crise fechando portas. Pelo contrário, precisamos repensar nossos modelos de negócio, avaliar o desenvolvimento de soluções e propor perspectivas de integração.”

Oportunidades em projetos da MV

Com formações e experiências na área da Saúde, além de fluência no idioma espanhol, os dez novos colaboradores da MV foram contratados como consultores. Parte deles serão alocados em projetos nacionais e outros escolhidos para atuarem junto a instituições de Saúde em países como Equador, Panamá, Peru e outros onde a empresa possui clientes.

Para isso, iniciaram um treinamento com duração de três meses para que compreendam o negócio da empresa e tornem-se especialistas nas soluções MV. O grupo também passará por atividades práticas dentro de hospitais e terá orientações sobre revalidação de diploma, regulamentação médica e demais assuntos fundamentais à inclusão deles no mercado local.

“Projetos como esse nos engradece como seres humanos. São atos de humanidade que proporcionam alternativas a quem precisou deixar tudo para trás mesmo sem vontade própria. A necessidade os levou a isso e nosso papel agora é ajudar no que for possível”, diz Paulo Magnus ao explicar também que a MV está custeando temporariamente moradia e alimentação para que essas pessoas se restabeleçam e iniciem, de fato, uma nova vida.

Operação Acolhida

Como uma iniciativa do governo federal, a Operação Acolhida está há mais de um ano desenvolvendo atividades de proteção e assistência emergencial a refugiados e imigrantes que chegam ao Brasil. Coordenada pela Força-Tarefa Logística Humanitária, que envolve ministérios, órgãos federais, organizações da sociedade civil e agências da Organização das Nações Unidas (ONU), essa é a primeira missão de natureza humanitária em território nacional, de acordo com o Ministério da Defesa. Histórias como as de Fernando Romero e Genny Quiroz representam os mais de 240 mil venezuelanos que chegaram desde 2017 ao Brasil, fugindo de uma crise que os limitou de acesso a necessidades básicas.

Sobre a MV

Norteada pela missão de tornar a Saúde mais humanizada e eficiente por meio da TI, a MV oferece há mais de 30 anos soluções para hospitais, clínicas, operadoras de planos de Saúde, centros de medicina diagnóstica e redes de Saúde pública e privada. Líder nacional em desenvolvimento de softwares de gestão para a Saúde, a empresa construiu um legado no sistema brasileiro. São mais de 1500 instituições utilizando as soluções MV para oferecer eficiência, agilidade, precisão e segurança na prestação de serviços na Saúde. E esse número cresce a cada ano, sobretudo, com a expansão da atuação na América Latina e os reconhecimentos internacionais da qualidade das soluções MV.

3 motivos para adotar o Prontuário Eletrônico integrado à Certificação Digital

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Gradativamente, vem sendo adotado por hospitais em todo o país, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) integrado àCertificação Digital, única tecnologia capaz de proporcionar que a documentação relacionada aos cuidados médicos seja tramitada 100% em ambiente eletrônico com validade jurídica.

"Isso se deve ao fato de que a Certificação permite que o corpo clínico assine digitalmente todos os documentos, sem a necessidade da impressão de vias. Um pedido de medicação ou de um exame chega ao próximo departamento eletronicamente e com a garantia da autenticidade da solicitação", explica Leonardo Gonçalves, diretor comercial Certisign, empresa especializada em Identificação Digital.

Veja três motivos para utilizar a Certificação Digital em sua instituição de saúde:

1. Healthcare Information Management Systems Society (HIMSS)

Uma das premissas para alcançar e aumentar a colocação dentro da certificação HIMSS é a digitalização dos processos e, neste contexto, o Certificado Digital apoia a instituição de saúde.

2. Redução de custos e atendimento assertivo

O PEP integrado à Certificação torna os processos do hospital, relacionados à parte clínica do paciente, em paperless, ou seja: sem papel. Outro ponto positivo é que o atendimento se torna mais ágil e assertivo, uma vez que todas as informações são automatizadas.

3. Redução de erros e mais segurança nos processos

Com os processos automatizados e, portanto, com conteúdo digitado, reduz-se a possibilidade de erros por conta da interpretação de escrita. Além disso, as etapas realizadas do início ao fim no meio eletrônico são mais seguras e passíveis de auditoria a qualquer momento. Tudo é registrado, sem pilhas de papel e sem ocupar espaço físico com risco, por exemplo, da deterioração por tempo ou incêndios.

Sobre a Certisign

A Certisign é a maior Autoridade Certificadora do Brasil e especialista em Identificação Digital. Presente em todo território nacional e no exterior, com mais de 1.800 Locais de Atendimento, já ultrapassou a marca de 10 milhões de Certificados Digitais emitidos. Desde 1996, atende pessoas físicas e companhias de grande relevância no país. Está entre as empresas mais inovadoras, de acordo com as pesquisas "Inovação Brasil 2016", da Strategy&, consultoria estratégica da PwC, e "50 Empresas Mais Inovadoras do País" e "Empresas mais inovadoras no relacionamento com o cliente", da DOM StrategyPartners, e é a única Autoridade Certificadora a possuir a ISO 9001:2015 (Sistema de Gestão da Qualidade – SGQ).

O custo da prematuridade para a saúde pública ultrapassa R$ 8 bilhões por ano no país

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Bebês que nascem prematuros permanecem em média 51 dias internados, revela ONG

O impacto do nascimento de um bebê prematuro vai muito além das sequelas de saúde que a prematuridade pode causar para essa criança e do trauma psicológico que ela deixa para as famílias. O parto que acontece antes das 37 semanas de gestação desencadeia um ciclo de eventos que afeta tanto o individual quanto o coletivo de uma sociedade, incluindo desde o vínculo afetivo entre mãe e filho, até os setores da Economia, da Saúde, da Cidadania e o mercado de trabalho.

No mundo, nascem 15 milhões de prematuros todo ano, uma média de 10% do total de nascimentos. Em recente levantamento realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), a taxa de prematuridade brasileira ficou em 11,5% dos nascimentos. De acordo com o IBGE, foram registrados 2,87 milhões de nascimentos no Brasil em 2017, o que nos leva a concluir que, somente naquele ano, mais de 330 mil bebês nasceram antes da hora.

Com o objetivo de identificar possíveis ações em prol da causa da prematuridade no país, a Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros - ONG Prematuridade.com, entrevistou 2.900 famílias de bebês prematuros entre outubro de 2016 e junho de 2019 e constatou que o período médio de internação desses bebês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, após o nascimento, foi de 51 dias. Na pesquisa, a ONG observou ainda que 63,7% dos bebês permaneceram até 60 dias internados após o nascimento, 26% ficaram de 2 a 5 meses na UTI e 1% dos recém-nascidos ficou mais de 6 meses sob cuidados intensivos.

Em qualquer país, o custo diário de um bebê prematuro internado é altíssimo. São pacientes frágeis, que dependem de equipamentos e medicamentos caros para sobreviver. Eles também precisam ser submetidos a exames e procedimentos de alta especificidade, além da necessidade de um cuidado redobrado – literalmente intensivo - por parte equipe de saúde; e tudo isso tem um custo. No Brasil não é diferente: um bebê que precisa desse tipo de assistência gera um impacto significativo para os cofres da Saúde, afetando tanto o sistema público quanto os serviços de saúde suplementar (convênios).

De acordo com um levantamento do Centro Paulista de Economia da Saúde da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)*, entre 2009 e 2011, o custo médio diário de um bebê prematuro internado era de R$497,84. Ao considerarmos o período de 51 dias de internação, chegamos a um custo médio total diário de R$ 25.389,84 por criança. Isso significa que, em uma estimativa conservadora, o parto prematuro no Brasil tem um custo de aproximadamente 8 bilhões de reais por ano.

Já o estudo realizado na Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis (MT), apresentado no XXIV Congresso Brasileiro de Custos de 2017, apontou que a média de custos diários por paciente na UTI Neonatal foi de R$ 934,48. Levando-se em consideração esses dados, o total estimado para os 51 dias de internação de cada paciente chegaria a R$ 47.658,48,representando mais de 15 bilhões de reais por ano para o cuidado intensivo dos bebês prematuros no Brasil.

"Muitas vezes, somente quando falamos em cifras é que conseguimos a atenção e o engajamento de quem tem 'a caneta na mão'. Pois bem, estamos aqui mostrando o impacto que o nascimento prematuro pode ter para os cofres públicos também. É urgente que se fale e se faça muito mais para mudar o cenário da prematuridade no nosso país, começando por campanhas em massa voltadas à prevenção", comenta Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com.

De fato, o custo diário por paciente em uma UTI Neonatal varia para cada instituição e para cada região. Entretanto, além dos danos emocionais e físicos que a prematuridade causa, é inquestionável que o nascimento prematuro acarreta altos custos para os cofres públicos de qualquer sociedade. No caso do Brasil, 10º país no ranking de prematuridade, fica cada vez mais evidente a necessidade de grandes campanhas de conscientização e educação que visem à redução do número de partos prematuros, incluindo programas de planejamento familiar, identificação precoce de fatores de risco e acompanhamento pré-natal de qualidade.

* Estimativa de custo de permanência hospitalar para recém-nascidos prematuros de mães adolescentes (indexado pelo dólar americano).

Sobre a ONG Prematuridade.com

A ONG Prematuridade.com, Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros, é uma organização sem fins lucrativos, referência sobre o tema "prematuridade" no país. Com mais de três mil famílias associadas e dezenas de voluntários espalhados pelo país, a ONG tem como objetivos a prevenção do parto prematuro, a capacitação de profissionais de saúde ligados à neonatologia e a implementação de políticas públicas relacionadas à prematuridade. A entidade trabalha em parceria com as mais importantes organizações internacionais dedicadas à causa, a March of Dimes e aEFCNI (Fundação Europeia para o Cuidado dos Recém-nascidos), e desde 2014 representa o Brasil na Rede Mundial de Prematuridade (World Prematurity Network). Em 2018, a Associação mobilizou centenas de eventos alusivos ao Dia Mundial da Prematuridade (17 de novembro), envolvendo diretamente mais de 10 mil pessoas em caminhadas, piqueniques, seminários, rodas de conversa, entre outros. Promover sensibilização. Espalhar amor. Inspirar mudanças.

ANS e Ministério da Economia apresentam o projeto Almoxarifado Virtual

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A iniciativa deve gerar maior eficiência nos gastos e menor tempo de entrega

Diante de vários representantes de instituições da administração pública, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Ministério da Economia apresentaram nesta sexta-feira (16/08), no Rio de Janeiro, uma iniciativa que trará muitos benefícios ao setor público: o Almoxarifado Virtual. Trata-se de um modelo centralizado de aquisições de materiais de expediente e suprimentos de informática. Dessa forma, os órgãos deixarão de adquirir individualmente tais itens, sendo supridos pelo modelo just-in-time (sob demanda). Com isso, a tendência é que os níveis de estoque sejam reduzidos, assim como as perdas por dimensionamento ou armazenamento inadequados.

Há outros benefícios, como a racionalização do consumo, a simplificação dos processos de aquisição, a sustentabilidade, a redução do espaço físico do almoxarifado e a economia nos recursos orçamentários, humanos e logísticos. Outra vantagem da ferramenta é que os órgãos com suas licitações desertas ou fracassadas passarão a contar com as compras nacionais para os itens licitados.

A licitação será realizada de forma centralizada pelo Ministério da Economia. Para a aquisição dos materiais, será disponibilizado aos usuários e aos gestores um sistema virtual para a compra de materiais previamente definidos pela Central de Compras. Após o pedido realizado, os materiais serão entregues pela empresa contratada, que será responsável pelo transporte dos produtos ao contratante.

O projeto está em fase de formatação para atender todas as regiões do país. Os lançamentos da Intenção de Registro de Preços (IRP) estão previstos para dezembro. Já a licitação do Almoxarifado Virtual deve ocorrer no primeiro semestre de 2020. Para a ANS e o Ministério da Economia, o encontro serviu para conhecer o funcionamento e as demandas das entidades, com o intuito de desenvolver o melhor modelo possível.

"O Almoxarifado Virtual vai gerar grande economia aos cofres públicos e favorecer a padronização dos itens (contratados) com critérios de sustentabilidade, sempre que possível", disse Renato Cader, um dos líderes do projeto, que abriu a apresentação. Em seguida, a gerente de Contratos e Licitações da ANS, Lara Brainer, pediu a união de todos em prol de um projeto que deve gerar o crescimento de toda a administração pública. "Esperamos transformar o Almoxarifado Virtual em uma realidade na administração pública nacional. Vocês são muito importantes nessa construção coletiva", declarou.

Na opinião de Pedro Castro, do Ministério da Economia, a Central de Compras faz parte da desburocratização do serviço público. "Esse é o foco, pensar na simplicidade, eficácia e transparência".

A mesa de apresentação contou também com a presença da Marina Rebuá, do Ministério da Economia, e de Darcy Oliveira, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Participaram do evento representantes do Supremo Tribunal Federal (STF), do Ministério da Saúde, da Fiocruz, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Secretaria da Casa Civil e Governança do Estado do Rio, do Tribunal de Justiça do Rio, entre outros órgãos

LGPD e o presente do futuro: Seus dados, meus bens!

advogado

Quatorze de Agosto de 2020 é a data em que usuários e empresas de internet farão escolhas talvez sem volta. Entra em vigor a Lei 13.709/18. Lei essa que não é só número, tem nome e sobrenome, chamada Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Basta acrescentar uma informação (nome), e o dado outrora desinteressante (número) ganha outro valor, outra atenção, pois sabe-se que falamos da lei que obrigará empresas a revisarem todo o tratamento de dados pessoais que esta obtém e processa.

Se os dados pessoais quando isolados já são por sua natureza intrinsecamente ligados às nossas percepções de privacidade e intimidade, a associação destes entre si pode gerar efeitos surpreendentes em tempo de Big DataDeep Learning e Deep Fakes. "Profunda" e "grande" define bem a medida da penetração da linguagem das máquinas e suas redes neurais no comportamento e nos interesses humanos, utilizada na sugestão da nossa próxima série televisiva favorita, passando pela agenda inteligente que nos avisa do trânsito antes de chegarmos a um compromisso recorrente, mesmo que este não esteja anotado em uma agenda (digital ou não), à sugestão automática do texto de resposta a um e-mail profissional que acabamos de receber.

Viver no futuro é ter um despertador que toca sem termos que programá-lo, pois este "sabe" que temos um compromisso às 8h. Entrar em um carro autônomo sem precisar tirar o celular do bolso para chamá-lo, tampouco para informar o destino, graças à nossa face armazenada em seus servidores. A mesma face que é utilizada para destravar os mais recentes smartphones - e os aplicativos bancários que temos instalados neles também.

A face, a voz, a retina e as digitais de um indivíduo, dados biométricos que permitem identificá-lo de forma única, serão cada vez mais utilizados em sistemas neurais, que trarão todo tipo de facilidade moderna a essa pessoa, assim como tornarão seus gostos, comportamentos, deslocamentos, relacionamentos e conta bancária cada vez mais rastreáveis, mapeáveis e previsíveis. O valor de oferecer um pacote de fraldas com descontos para um pai de primeira viagem recém-saído da maternidade é tão alto quanto o pacote de viagens oferecido estrategicamente três, quatro meses antes das férias programadas daquele profissional.

Nenhum dos cenários descritos acima é perfeitamente correto ou completamente errado. Depende do acordo que o usuário faz com o prestador de serviços de tecnologia da informação. Poderá pagar pelo serviço e pedir máxima confidencialidade de seus dados pessoais, com restrições severas ao compartilhamento dessas informações com terceiros, ou poderá utilizar o serviço sem desembolso financeiro, remunerando o prestador de serviços exatamente com as informações pessoais que lhe entregou, autorizando-o a utilizar esses dados para seus mapeamentos e desenvolvimento de produtos, bem como compartilhamento com terceiros, desde que informe com clareza ao usuário desses usos. O almoço grátis seguirá não existindo, com a LGPD ou não. E, bem contratado, o processo é positivo para ambas as partes.

A virtude principal da LGPD é trazer uma obrigação severa, no mesmo (rígido) nível europeu, de que todo aquele que coleta, armazena ou trata informações pessoais, especialmente sensíveis, deve seguir padrões mínimos de segurança com relação a tais informações, bem como deixar extremamente claro ao usuário em suas políticas de privacidade e termos e condições de uso como utilizará e com quem compartilhará tais informações.

Mas de que vale a carta amorosa que nunca foi lida pela musa de correspondida admiração?

A defesa que mais toca ao usuário final, esse indivíduo cuja biometria e gostos pessoais a LGPD tenta proteger, dependerá exclusivamente dele, e não da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, pois é ele que terá o poder de aceitar, ou não, as políticas de utilização de dados pessoais oferecidas por seus aplicativos favoritos. Estará pronto para a partir de 14 de agosto de 2020 ler cuidadosamente cada atualização de termos e condições dos serviços de seu interesse, parando de utilizar aqueles que informem que farão uso indesejado de suas informações?

A alegação de que tais serviços operam no formato de adesão, sem possibilidade de negociação, é válida enquanto apenas um usuário discorda. Nenhum serviço quer perder milhares de usuários, uma das principais métricas para sua cotação na bolsa e sorrisos de acionistas, por conta de uma política de privacidade inadequada.

Cabe à sociedade retomar, ou passar a adquirir, hábito valioso: a leitura crítica. Por mais que avancemos nos dispositivos inteligentes, ler os termos já é, e será ainda mais, a única certeza de que teremos que o carro inteligente do futuro seguirá nos levando para casa, e pela rota mais eficiente, sem paradas desnecessárias pelos pontos comerciais do proprietário do serviço.

Sobre o autor

Marcelo Bulgueroni é doutor em Direito Digital pela USP. Sócio fundador do escritório Bulgueroni Advogados

5 fatores que ajudam a tornar as instituições de assistência eficientes

5 fatores que ajudam a tornar as instituições de assistência eficientes

Instituições de assistência médica que conseguem atingir níveis máximos de eficiência em suas operações, na qualidade do atendimento e em um melhor controle de gastos, têm em comum uma combinação de recursos que contribuem significativamente para estes bons resultados. Em geral, são atributos que facilitam a tomada de decisões compartilhadas e, principalmente, ajudam a garantir que a assistência médica seja eficiente e efetiva, em alinhamento com as necessidades dos pacientes e, independente, de sua localização geográfica.

Alguns atributos são essenciais para que uma instituição de assistência médica seja considerada avançada e esteja no caminho certo para melhorar a sua efetividade clínica, o que inclui reduzir a variabilidade do cuidado por meio da consolidação de protocolos padrões. Nos Estados Unidos, por exemplo, de acordo com pesquisas, cerca de 38% do total das instituições de saúde tem prejuízos com procedimentos considerados desnecessários. Nesse sentido, destaco cinco fatores fundamentais para a modernização e eficiência dos processos:

#1 Alinhamento

Sistemas de informação robustos e combinados com análises avançadas podem ajudar na tomada de decisões assertivas e na obtenção de melhores resultados clínicos que beneficiam tanto as instituições de assistência médica, como pacientes.

#2 Paciente no centro do cuidado

Promover a educação em saúde e o diálogo entre pacientes e médicos ajuda a criar níveis elevados de engajamento.

#3 Evidência

A aderência a recomendações e melhores práticas de assistência médica universais são apontadas como protagonistas no aprimoramento do processo e resultados.

#4 Conhecimento

O aprendizado constante e apoiado em conhecimentos médicos baseado em evidências deve ser aplicado em todo o processo de cuidado, estendido para toda a comunidade científica e até mesmo aos próprios pacientes.

#5 Cultura

A cultura motiva e mobiliza equipes de cuidados prolongados a adotarem uma filosofia centrada no paciente e a firmarem um compromisso com qualidade, segurança e eficiência.

As instituições de assistência médica que adotam essas premissas e se apoiam em recursos avançados de suporte à decisão clínica, alcançam maior efetividade clínica e reduzem os problemas que impactam negativamente o desempenho final dos resultados. Deste modo, a avanço certamente virá.

MAPFRE Odonto se moderniza para atender a beneficiários

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Empresa investe em tecnologia para integrar processos, oferecer novos serviços e lançar aplicativo aos clientes

A MAPFRE acaba de anunciar novidades para os beneficiários de seu plano odontológico. A empresa fez investimentos para modernizar o atendimento, incluindo o lançamento de um aplicativo para smartphones, oferecer ainda mais qualidade nos serviços prestados e garantir ampliação de sua rede de atendimento, com uma estrutura de back-office e front-office mais robusta.

No último ano, a companhia, que atua nesse segmento desde 2016, registou um crescimento de 143% na rede credenciada de dentistas, totalizando 4,5 mil profissionais, que atendem a beneficiários ativos em todo o Brasil.

Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), o mercado de assistência odontológica vem crescendo nos últimos anos. Desde 2014,houve incremento de 25% no número de beneficiários, alcançando 24,6 milhões de pessoas. “Os brasileiros têm percebido que a saúde bucal é importante para o bem-estar e tendem a adquirir planos odontológicos, que são mais acessíveis. Além disso, notamos que os profissionais e dentistas desse setor estão mais receptivos em atender por meio dos planos de saúde. É nesse cenário que vemos grande oportunidade para fidelizar nossa base de clientes e melhorar processos, usando a tecnologia como aliada", afirma André Serebrinic, Diretor de Vida, Previdência, Capitalização e Saúde da MAPFRE.

Na nova operação, o sistema de business inteligence, por exemplo, possibilita ao usuário o acesso a programas preventivos de saúde com base em seu histórico de tratamento. Por outro lado, a empresa consegue explorar dados analíticos de mercado, fazer avaliação médica populacional e gerenciar produtos e sinistros de maneira mais efetiva. "Conseguimos tomar decisões rapidamente e trabalhar estrategicamente na expansão da oferta de serviços e de soluções que atendam as necessidades dos nossos clientes", afirma o executivo.

Sobre a MAPFRE 

No país desde 1992, a MAPFRE é um grupo multinacional que forma uma das maiores companhias de prestação de serviços nos mercados segurador, financeiro e saúde. Sólida e inovadora, está presente nos cinco continentes e conta com mais de 35 mil colaboradores. Em 2018, suas receitas atingiram cerca de 27 bilhões de euros, e o lucro líquido foi de 529 milhões de euros. Especialista em suas áreas de negócio, a MAPFRE opera com bases de atividades sustentáveis e, no Brasil, atua em seguros, investimentos, consórcios, capitalização, previdência, saúde e assistência. A companhia adota compromissos internacionais como os Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI) e integra o Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas). Também mantém a Fundación MAPFRE, instituição sem fins lucrativos, que promove e investe em pesquisas, estudos e atividades de interesse geral da população.

A MAPFRE Saúde opera no mercado de planos de saúde coletivos por adesão, com um modelo de prestação de serviço inovador, rede credenciada própria e participação ativa na vida cotidiana de seus beneficiários, oferecendo apoio e suporte profissional para a promoção de uma cultura de saúde e prevenção.

Atenção primária deve ser aliada do diagnóstico precoce do câncer, defendem especialistas

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Para SBOC, realização de exames periódicos e acompanhamento com médico da família fortalecem iniciativas de prevenção

Desde que se tornou ministro da Saúde, em janeiro, Luiz Henrique Mandetta afirmou que uma de suas prioridades é aprimorar a atenção básica no Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, criou a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) - antes chamada apenas de Atenção Primária à Saúde (APS). Essa mudança representa um avanço, pois ao ser categorizada como uma Secretaria do Ministério da Saúde, o tema passa a ter mais destaque e prioridade no SUS. O principal objetivo da SAPS é expandir e qualificar serviços por meio da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

Contando muito com o apoio dos médicos da família, profissionais generalistas com alta capacitação, aptos a resolver grande parte dos casos de atenção básica, a ESF busca promover qualidade de vida ao intervir em fatores que colocam a saúde em risco, como sedentarismo, má alimentação e tabagismo.

"É comum o oncologista ver o paciente parar de fumar depois do diagnóstico de câncer, por causa do impacto emocional da doença. Mas é o médico de família, que acompanha aquela pessoa de perto ao longo da vida, que tem maior poder de influenciar essa decisão antes de as complicações surgirem", afirma Dr. Duílio Rocha, oncologista da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

Quando o sistema de atenção primária é bem estruturado, o vínculo médico-paciente é muito maior, o que permite aos profissionais terem atitudes como essa, que estimulam melhorias nos hábitos constantemente. Também é fundamental para incentivar a população a realizar exames preventivos. Segundo pesquisa realizada em 2017 pela SBOC sobre atitude e estilo de vida do brasileiro em relação ao câncer, apenas 49% dos entrevistados disseram fazer check-ups.

Além da criação da SAPS, em agosto o ministro lançou o programa Médicos Pelo Brasil, que vai substituir o Mais Médicos. O projeto promete ampliar o acesso à saúde nas áreas mais carentes do país, diferenciando a remuneração de acordo com a região, a fim de incentivar profissionais a atuarem em locais mais afastados. Anteriormente, o salário era o mesmo independentemente do local de atuação.

Outras mudanças incluem formação obrigatória dos profissionais em Medicina de Família e é necessário que o profissional tenha registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) brasileiro e seja contratado pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – antes os médicos podiam ter estudado no exterior e recebiam uma bolsa-auxílio.

REALIDADE DESEJADA

National Health Service (NHS) é o sistema de saúde governamental do Reino Unido, que serviu de inspiração para a criação do SUS. É o maior e mais antigo conjunto público de saúde do mundo. Um levantamento realizado em 2011 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a Política Nacional de Atenção Oncológica no Brasil concluiu que 12,5% dos pacientes brasileiros foram diagnosticados em estágio avançado (IV) em comparação a 3,1% no Reino Unido.

Considerando todos os tipos de câncer, 45,9% dos casos brasileiros são diagnosticados em estágios avançados (III e IV), segundo dados das Autorizações de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC) de 2016. Já na Inglaterra, entre 2012-2013, apenas 30,1% dos casos foram diagnosticados neste mesmo estágio.

Outro ponto em que o país serve como exemplo é em relação a coleta de dados sobre câncer. O sistema inglês reúne informações amplas e profundas sobre os pacientes e tratamentos em oncologia, incluindo dados demográficos, tempos de espera, diagnóstico, estadiamento da doença, linhas de tratamento, entre outras. Essas informações são utilizadas com dois propósitos principais: manter um histórico completo dos pacientes e compartilhá-lo com os médicos que os tratam e realizar pesquisas e monitoramento, que visam melhorar a eficiência do sistema de saúde.

Diante desse cenário, não há dúvidas que muito deve ser feito e de que é possível modernizar o SUS, reproduzindo modelos de países-referência para que os pacientes tenham acesso aos tratamentos mais inovadores. Um dos pilares da SBOC é disseminar informações confiáveis para a população, como o guia de prevenção do câncer. A Sociedade reconhece a importância da adoção de melhores práticas em atenção primária e está engajada em contribuir com essa mudança enfatizando a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer.

SOBRE A SBOC - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa mais de 1,6 mil especialistas em oncologia clínica distribuídos pelos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Fundada em 1981, a SBOC tem como objetivo fortalecer a prática médica da Oncologia Clínica no Brasil, de modo a contribuir afirmativamente para a saúde da população brasileira. Desde novembro de 2017, é presidida pelo médico oncologista Sergio D. Simon, eleito para o biênio 2017/2019.

Ferramentas digitais geram conexões mais assertivas

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No mundo fora do marketing digital, em que além de atingir seu público--alvo as empresas também impactavam os não alvos de maneira indireta, era mais difícil saber com quem uma instituição estava realmente “conversando”. Novas ferramentas inéditas vieram para mudar esse cenário e hoje é possível alcançar positivamente quem é considerado o real receptor da mensagem que se deseja transmitir.

Mas, esse novo cenário vai além da aproximação entre empresa e público. A realidade virtual proporciona mecanismos que garantem o contato direto com as pessoas certas, aquelas que querem ser atingidas e realmente precisam receber informações do produto oferecido naquele momento.

Grandes aliadas da implementação de estratégia para aproximar clientes de diversas empresas que o mercado possui hoje, as ferramentas que compõem o marketing digital geram conexões mais assertivas. Por isso, destaquei algumas ferramentas importantes para esse alcance:

Redes Sociais - Sem dúvidas uma parcela do seu público está nas redes sociais, por isso, é importante que a empresa conte com esse artifício em seu plano de marketing. Mas, é importante analisar a persona e o público-alvo e entender quais plataformas mais se identificam com a sua estratégia e os objetivos da instituição.

E-mail Marketing - Essa ferramenta é essencial para conquistar clientes. É ainda o meio mais eficaz para potencializar conversão se seguindo um modelo de funil de vendas. Porém, é importante dividir a lista de contatos baseando-se em critérios como interesses ou perfil, para desenvolver uma comunicação distinta para cada segmento. Elaborar um layout que se encaixe na identidade da marca e trazer ofertas interessantes, também é importante.

Links Patrocinados - A cada segundo, o Google processa cerca de 40 mil buscas. A empresa pode ter toda essa exposição ao alcance do negócio ao anunciar na página de resultados. Esse é o objetivo do Google AdWords, plataforma de links patrocinados do buscador. Nele, é possível escolher as palavras de buscas que gostaria de inserir anúncios e somente é pago quando o público realmente interagir com ele.

Rede de Display do Google - Esse sistema de publicidade é atrelado ao Google Ads e permite mostrar conteúdo em uma série de páginas parceiras, o que inclui a maioria dos sites da Internet. Ao elaborar a campanha, o próprio algoritmo exibe o anúncio para o público certo, não importa onde ele esteja.

Inbound Marketing - Um conjunto de estratégias voltadas para educar a audiência de forma contínua até que ela fique pronta para consumir. O Inbound Marketing não vai atrás do seu público-alvo. Em vez disso, utiliza conteúdo de qualidade para atrair essas pessoas e se estabelece como uma autoridade no meio de atuação de uma empresa. Dessa forma, é um caminho de como conquistar clientes usando ofertas pensadas para cada perfil e um planejamento.

Marketing de Conteúdo - Para impactar a audiência de uma empresa e de forma competente, é preciso oferecer um conteúdo relevante que mereça receber engajamento. Isso significa que está na hora de implementar o marketing de conteúdo. Para isso, é preciso analisar quais parecem ser as principais necessidades do público e elaborar uma lista de possíveis pautas para explorar. Posts informativos, que são capazes de cativar o público porque oferecem justamente o que o público está procurando.

Vídeos - O formato audiovisual proporciona um consumo fácil por parte do público e pode ser um mecanismo bastante eficiente para divulgar uma marca e reter clientes. Ele pode ser utilizado em redes sociais e diferentes canais de comunicação. A ferramenta funciona como uma forma de engajar melhor o público, cativá-lo de maneira pessoal e entregar o conteúdo por uma fácil assimilação. Dá para mostrar entrevistas, tutoriais, incluindo assuntos complexos e o que mais se encaixar na estratégia da empresa.

Marketing Local - O marketing local leva em consideração a geolocalização do usuário para oferecer a ele uma publicidade direcionada, voltada para aquele ponto. Portanto, é mais indicado a estabelecimentos físicos, como lojas, restaurantes, academias, entre outros.

Influenciadores Digitais - A publicidade online não se faz apenas com a ajuda de anúncios bem direcionados, mas com ações estratégicas que são capazes de entregar resultados de qualidade superior ao convencional. Esse é o caso dos influenciadores digitais, personalidades de múltiplas áreas que conseguem direcionar um público grande para os produtos de uma empresa.

Mobile First - Os dispositivos mobile são responsáveis pela maioria dos acessos à internet no Brasil e podem trazer uma série de oportunidades bastante valiosas para uma empresa. Vale a pena pensar na força que um SMS possui ao chamar a atenção do público.

Análise de Resultados - Esse não é um canal de marketing digital, mas é essencial para potencializar os retornos e garantir o sucesso de campanhas. Para isso, é necessário ter o hábito de mensurar os resultados das campanhas para ter certeza de dois pontos bem importantes: o que deu certo e o que precisa de ajustes.

Por fim, as ferramentas digitais são de extrema importância para a comunicação de uma empresa. Sem esse recurso se torna difícil estabelecer metas e entender a evolução e desempenho de campanhas e ações online. Por isso, use e abuse dessas soluções da melhor forma.

Sobre o autor

Diego Carmona é fundador e sócio da leadlovers, plataforma de automação em marketing digital.

Por que DevOps é tão crucial para sua empresa?

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Uma das mudanças culturais de TI mais importantes da história está crescendo significantemente dentro de todas as companhias, em diversos segmentos. Essa mudança se chama DevOps e está quebrando barreiras entre times de desenvolvimento e operação para gerar melhor comunicação, integração e workflow, resultando em melhoria geral da performance empresarial em diversas companhias.

Pode parecer uma tarefa fácil, porém, há várias mudanças em processos, ferramentas, pessoas e culturas que precisam ser implementadas para estabelecer uma boa cultura DevOps em uma companhia. Primeiramente, é importante entender de onde esse movimento veio e o que está incentivando seu crescimento acelerado.

O que incentivou o rápido crescimento global de DevOps?

Empresas ao redor do mundo demandavam novas funções, melhor eficiência e entrega mais rápida. O número de desenvolvedores nas companhias também aumentou e as organizações foram forçadas a fazer a transição para processos automatizados para que os times de TI possam focar nas necessidades reais da empresa, em vez de tarefas manuais e entediantes. Isso impactou equipes de Desenvolvedores e Operações, além do surgimento da necessidade de integrar esses dois times. DevOps nasceu e é a mudança cultural da integração dessas duas equipes que vemos hoje.

Por que é necessário adaptar a TI para essa nova cultura?

Atualmente, a maioria das startups já nascem com essa nova cultura e elas estão crescendo extremamente rápido. Esse crescimento é resultado do DevOps, que permite que as startups lancem novas funções e novas versões de aplicações a cada poucas horas - às vezes até em minutos. Isso pode ajudar as companhias a evoluir consideravelmente em suas aplicações para ganhar novos consumidores e parceiros. Isso também permite que sejam mais inovadores; empresas que adotam o DevOps estão seguras de que o time permitirá uma subida rápida para o mercado sem grandes problemas. Além disso, quando você integra processo de feedback real-time e denúncia de bugs por consumidores, parceiros e funcionários externos dentro da pipeline CI/CD (Continuous Integration and Continuous Development) para melhorias e consertos mais rápidos, você é capaz de criar maior agilidade no DevOps, e, portanto, na empresa.

Se hoje você é incapaz de entregar a mesma agilidade DevOps que outras startups, no futuro sua companhia terá grande risco de perder consumidores ou até falir, dependendo da competição no mercado da sua empresa. A forma como você entrega novas funções e novos modelos empresariais para seus consumidores se relaciona diretamente com o sucesso da sua companhia.

Porém, startups não são as únicas usando DevOps para criar vantagem competitiva. Um exemplo é a Goldman Sachs, que evoluiu de duas atualizações por dia para mais de 1 mil atualizações por dia. Isso é uma grande mudança na indústria de serviços financeiros, em que tudo precisa ser processado rapidamente devido ao número de transações substanciais.

É engraçado pensar sobre isso, não é? Goldman Sachs é um dos maiores bancos do mundo e as pessoas sempre dizem: "os bancos têm muitas aplicações críticas e eles serão os últimos a se adaptar à nova cultura de TI ou adotar novas soluções." Porém, isso está errado - pense sobre isso: há tantas FinTechs crescendo no mercado que, se as já existentes não adaptarem sua cultura de TI para acelerar as novas características das aplicações para alcançar as demandas empresariais, elas passarão a encarar mais desafios já que as novas companhias estarão evoluindo muito mais rápido.

Goldman Sachs fez mais que se adaptar, eles começaram a investir em uma companhia de muito destaque, GitLabs, que ajuda o mercado a implementar essa nova cultura. Goldman Sachs é um dos investidores mais importantes da GitLab, junto da Alphabet.

Organizações que adotam a cultura DevOps fazem mais e de forma mais rápida e eficiente. DevOps proporciona muitos benefícios, e aqui estão as cinco maiores vantagens:

  1. Entrega mais rápida de funções;
  2. Melhor comunicação e colaboração entre desenvolvedores e operação;
  3. Mais tempo para inovação, em vez de consertar e manter as aplicações atuais;
  4. Ambientes operacionais mais estáveis e confiáveis.

Times de desenvolvedores, operações e segurança têm trabalhado há muitos anos de forma segregada na construção e manutenção de novas aplicações e na proteção dos ambientes enquanto fazem isso. Consertar essa falta de integração é o fator mais crucial no DevOps para criar uma pipeline ágil e tranquila. Fazer isso criará mais agilidade nos times e permitirá que a companhia se posicione melhor contra seus concorrentes.

Sobre o autor

Fernando Cardoso é especialista em cibersegurança e Solution Architect na Trend Micro.

Para mais informações acesse a página sobre DevOps no site da Trend Micro (aqui).

Sobre a Trend Micro

A Trend Micro Incorporated, líder global em soluções de segurança cibernética, ajuda a tornar o mundo seguro para o intercâmbio de informações digitais. Nossas soluções inovadoras para consumidores, empresas e governos fornecem segurança em camadas para data centers, cargas de trabalho de nuvem, redes e endpoints. Todos os nossos produtos trabalham juntos para compartilhar facilmente informações sobre ameaças e fornecer uma defesa contra ameaças com visibilidade e investigação centralizadas, permitindo uma proteção melhor e mais rápida. Com mais de 6.000 funcionários em 50 países e a pesquisa e inteligência de ameaças globais mais avançadas do mundo, a Trend Micro permite que as organizações protejam seu mundo conectado.