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Odontologia digital: um futuro promissor

Tecnologias oferecem aos pacientes benefícios como maior controle de agendas, que aumenta a eficácia no retorno do atendimento, assim como a redução de exposição aos raios-X nos exames radiológicos

odontologiadigitalA busca constante por métodos de tratamento que aliem resultados estéticos e duradouros com facilidade de execução e redução de tempo, tanto para o profissional quanto para o paciente, é sem dúvida uma característica marcante da odontologia contemporânea. O uso de tecnologias digitais está mudando todas as áreas profissionais da sociedade, e não seria diferente na odontologia. A principal inovação na área é no desenvolvimento CAD/CAM de tratamentos odontológicos nos segmentos de próteses dentárias, ortodontia e cirurgia oral.

A expressão CAD-CAM vem do inglês Computer Aided Design – Computer Aided Manufacturing, que traduzido para o português significa desenho assistido por computador – ou fabricação assistida por computador. Com base nesse sistema, as restaurações indiretas podem ser planejadas e criadas com auxílio do computador, eliminando o caráter artesanal desse processo que antes era realizado exclusivamente por um técnico em prótese dental. Portanto, o CAD-CAM representa a junção de conhecimentos de informática e engenharia com as necessidades da clínica odontológica: a imagem de uma restauração indireta é deslocada para um computador e em seguida sua confecção é feita por uma máquina de fresagem, atuando como uma espécie de impressora 3D.

A odontologia digital está presente em diversos segmentos da odontologia, desde as áreas de gestão administrativa, comunicação e marketing até educação continuada, pesquisa e desenvolvimento, diagnóstico por imagens, planejamento e execução de tratamentos nas áreas de estética bucal, prótese dentária, ortodontia e cirurgia oral.

De acordo com Claudio Pinheiro Fernandes, professor adjunto e coordenador do Núcleo de Odontologia Sustentável do Instituto de Saúde de Nova Friburgo da UFF (Universidade Federal Fluminense) e membro do Comitê de Assessoramento da Agência de Inovação AGIR/UFF, as tecnologias digitais oferecem aos pacientes diversos benefícios, como maior controle de agendas, que aumenta a eficácia no retorno de atendimento e redução de exposição aos raios-X nos exames radiológicos, visto que os sensores digitais são mais sensíveis que os analógicos. “Nota-se também o aumento do controle de qualidade na produção de próteses dentárias. Entretanto, alguns desafios ainda merecem cautela, como os riscos de manipulação de dados e imagens clínicas, bem como a produção indevida de componentes de implantes por sistemas de CAD-CAM, sem atender às devidas exigências regulatórias ou mesmo às normas técnicas existentes ou às boas práticas de fabricação”, destacou.

Produtividade x custo

Tecnologias digitais podem aumentar consideravelmente a produtividade clínica, reduzir o desperdício e otimizar a rotina dos profissionais. Tais fatores atuam para melhorar o resultado econômico de um empreendimento de saúde tanto público quanto privado. “Existem custos elevados para conversão das rotinas convencionais para digitais, como o de equipamentos, de treinamento de funcionários e da própria capacitação da equipe técnica odontológica”, disse o professor. Segundo ele, a falta de soluções de financiamento de baixo custo e as reduzidas oportunidades de incentivo ainda tornam os custos de entrada expressivos: “Assim como aconteceu em outros mercados, as tecnologias digitais oferecem ao profissional aumento na produtividade e na qualidade dos tratamentos, além de garantir maior controle sobre a administração do consultório”, frisou.

Mercado

Segundo Fernandes, na área de gestão administrativa, apesar de não haver estatísticas oficiais, é possível deduzir que grande parte dos consultórios já utiliza algum tipo de aplicativo de gestão de agendas, contatos, planejamento financeiro, compras/estoque, gestão de serviços de laboratórios de prótese e seguros de saúde. “O uso de leitores de imagens radiológicas e imagens clínicas também está bastante difundido. As áreas de planejamento e desenvolvimento de tratamentos CAD/CAM ainda estão na fase inicial, isto é, são terceirizadas aos laboratórios de prótese, mas a tendência é de crescimento devido à expansão de oferta de sistemas de scanners clínicos e soluções Chairside”, afirmou.

A tecnologia digital já faz parte da área de odontologia atualmente, porém há fortes indícios de que transformações ainda mais ousadas estão por vir num futuro bem próximo. A odontologia digital irá, sem dúvida, simplificar e baratear procedimentos, o que mudará por completo a realidade de clínicas e laboratórios. Não há como lutar contra esse movimento natural de evolução, portanto, o setor deve se manter aberto e pronto para incorporar essa evolução e tirar proveito dela.

Bloco latino-americano da ASBM participa de fórum sobre biossimilares no Brasil

SÃO PAULO, 28 de setembro de 2016 /PRNewswire/ -- O bloco latino-americano da Alliance for Safe Biologic Medicines (ASBM) e da Global Colon Cancer Association (GCCA) participou hoje de um fórum sobre medicamentos biológicos e biossimilares em São Paulo, Brasil. O bloco é composto de oito organizações de pacientes representando diversos grupos de doenças, incluindo as várias formas de câncer, hepatite e doenças neurológicas. O fórum, intitulado "O que os pacientes precisam saber sobre medicamentos biológicos e biossimilares", foi realizado como parte do 3o. Congresso Brasileiro Todos Juntos Contra o Câncer e foi assistido por mais de 300 porta-vozes de pacientes, principalmente da América Latina.

Andrew Spiegel, diretor executivo da GCCA e membro fundador da ASBM, coordenou a discussão de duas horas sobre tentativas biossimilares de criar versões mais baratas de medicamentos biológicos que tratam doenças graves como artrite reumatoide, psoríase e diversos tipos de câncer. Ao contrário das versões genéricas de medicamentos químicos, os biossimilares não são cópias exatas dos medicamentos originais, são somente "semelhantes". Estas diferenças podem criar efeitos inesperados em pacientes, incluindo respostas imunológicas inesperadas. As políticas em relação a sua utilização devem refletir essas preocupações; como o Sr. Spiegel disse: "Os biossimilares são uma grande promessa para os pacientes da América Latina, oferecendo-lhes novas opções de menor custo, mas para poder oferecer estes benefícios, paciente e médicos precisam estar seguros quanto a sua segurança e eficácia".

O médico Valderílio Azevedo, reumatologista da Universidade Federal do Paraná e o médico Harry L Gewanter, presidente da ASBM, mostraram a perspectiva do médico quanto aos biossimilares. O Dr. Gewanter compartilhou os resultados de uma pesquisa com 399 médicos prescritores de medicamentos biológicos de quatro países da América Latina: Argentina, Brasil, Colômbia e México. A ASBM recentemente apresentou esses dados no XIX Congresso da Liga Pan-Americana de Associações de Reumatologia na cidade do Panamá, Panamá em abril; e no 6o. Fórum Latino-Americano de Biossimilares em Brasília, Brasil, em junho.

A pesquisa revelou a necessidade de uma nomenclatura clara para todos os produtos biológicos, incluindo biossimilares: 57% dos entrevistados se referem a um medicamento biológico exclusivamente pela sua denominação comum em um prontuário de paciente (o que poderia resultar em pacientes recebendo o medicamento errado). Além disso, cerca de 28% usa a denominação comum exclusivamente ao relatar eventos adversos (o que poderia resultar na atribuição a um medicamento errado).

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que emite denominações comuns internacionais, propôs-se a diferenciar os medicamentos similares um do outro pelo uso de um qualificador biológico (QB), um único código de quatro letras adicionadas ao nome de uma raiz compartilhada. A pesquisa revelou que 94% dos entrevistados considerou o QB "útil para ajudar a garantir que seus pacientes recebem o medicamento certo".

Carolina Cohen, diretora da ABRALE, Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, integrante da ASBM que idealizou e organizou a conferência maior, enfatizou a necessidade de pacientes e médicos aprenderem sobre biossimilares e envolverem as autoridades reguladoras. "Atualmente, o nível de proteção aos pacientes da política dos biossimilares varia amplamente de país para país. A ABRALE acredita que pacientes deveriam poder esperar biossimilares seguros e eficazes em qualquer país em que fazem um tratamento. A ASBM trabalha globalmente desde 2010 para ensinar sobre estes medicamentos e promover seu uso seguro".

A Alliance for Safe Biologic Medicines (ASBM) é uma organização composta por diversos grupos ligados à saúde e pessoas, incluindo pacientes, médicos, farmacêuticos, fabricantes de medicamentos inovadores e biossimilares e outros, que trabalham em conjunto para garantir que a segurança do paciente permaneça à frente da discussão sobre a política dos biossimilares.

Para mais informações, entre em contato com:

Michael Reilly
Diretor executivo
Alliance for Safe Biologic Medicines
Telefone: 202-222-8326
E-mail: Michael@safebiologics.org

FONTE Alliance for Safe Biologic Medicines

MV marca presença na segunda edição do HIS

Serviços de saúde focados no paciente

Durante o Hospital Innovation Show (HIS), maior trade show de inovação focado no mercado de saúde latino-americano que acontece em 27 e 28/09, a MV contará com a presença dos seus principais executivos demonstrando tecnologias, participando de debate e apresentando palestra.

Para mostrar aos gestores da área de saúde a facilidade de ter em qualquer lugar acessibilidade a bancos de dados e serviços a partir da conexão com a internet, a empresa líder em software de gestão de saúde no Brasil, mostrará as vantagens da hospedagem da plataforma SOUL MV na nuvem da Amazon Web Services (AWS).

Acompanhando os investimentos em soluções de cloud computing, a MV trabalha com a AWS para possibilitar às instituições de saúde independência em relação a infraestruturas físicas, menores investimentos e manutenção reduzida. Dessa forma, clientes MV estão reduzindo custos com energia elétrica, licenças de software, aquisição de servidores e outros itens que compõem um centro de processamento de dados tradicional.

Escalabilidade, maior segurança, alta disponibildiade, gerenciamento 24x7, atualizações automáticas e disaster recovery também fazem parte da lista de benefícios relatados pelos que já adotaram o SOUL MV na nuvem AWS.

Nesta segunda edição do HIS, a MV também realizará uma palestra no dia 28/09 com o tema Data Analytics e o Futuro da Gestão de Saúde. O gerente Comercial de Produtos Gestão Estratégica, Sócrates Cordeiro, abordará como a análise de dados pode influenciar todas as áreas da Saúde na tomada de decisões voltadas a processos operacionais ou estratégicos, aprimorando a performance das instituições e fornecendo pistas para a compreensão dos dados clínicos e assistenciais até o pleno entendimento das informações administrativas e financeiras.

Paulo Magnus, presidente da empresa, além de receber clientes e prospects no estande da MV participará também no dia 28/09 do debate “Interoperabilidade: Desafios, Prática e Futuro”, destacando a capacidade de comunicação do sistema MV, o que permite redução de custos e evita duplicidade de dados.

InterSystems participará do Hospital Innovation Show 2016

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Além de participar dos painéis promovidos durante o evento, empresa promoverá palestra sobre como a TI pode contribuir para entregar uma melhor atenção ao paciente

A InterSystems, líder global em tecnologia da informação para saúde, vai participar do Hospital Innovation Show 2016 (HIS) - trade show de inovação focado no mercado de saúde na América Latina, que acontecerá nos dias 27 e 28 de setembro, na capital paulista. O evento terá mais de 10 espaços simultâneos para apresentações de conteúdo focado em diferentes cargos das organizações de saúde, além de apresentações de inovações tecnológicas de grandes empresas e startups.

A participação da InterSystems no HIS 2016 contará com um estande, onde a empresa mostrará suas soluções para Saúde Conectada utilizadas por diversas instituições de saúde no Brasil e no mundo.

Carlos Eduardo Nogueira, diretor geral da InterSystems para América Latina, estará presente no evento para integrar o Painel Interoperabilidade: Desafios, Prática e Futuro.

Também haverá uma palestra ministrada por Teresa Sacchetta, Business Development Director da companhia, sobre como a Tecnologia da Informação pode contribuir para entregar uma melhor atenção ao paciente, colocando-o no centro das atenções assistenciais.

A InterSystems participará ainda do debate promovido pela ABCIs (Associação Brasileira CIO Saúde) sobre Internet das Coisas e Interoperabilidade, que acontecerá dentro do evento, e que terá como moderador um dos diretores do conselho da Associação, Jacson Venâncio de Barros.

A edição do HIS deste ano trará 300 speakers e 80 horas de conteúdo em ambientes altamente qualificados de discussão sobre inovação no setor de saúde.

Agenda do evento

HIS 2016

Data: 27 e 28 de setembro

Local: Expo Imigrantes

Endereço: Rod. dos Imigrantes, s/n - Vila Água Funda

Palestra InterSystems: 28/09, das 12h20 às 12h35

Painel Interoperabilidade: Desafios, Prática e Futuro: 28/09, das 14h20 às 15h15

Debate IoT promovido pela ABCIs: 28/09, das 17h45 às 19h

OGT simplifica a detecção de importantes variantes de genes do câncer

OXFORD, Inglaterra, 27 de setembro de 2016 /PRNewswire/ -- A Oxford Gene Technology (OGT), empresa de genérica molecular, lançou os painéis de câncer personalizados de NGS SureSeq myPanel™ para proporcionar aos cientistas painéis de sonda de sequenciamento de próxima geração (NGS) relevantes para sua pesquisa. A ampla biblioteca de conteúdo de genes abrange os principais tipos de câncer, como mieloide, leucemia linfoide crônica (LLC), câncer de ovário e câncer de mama. Com captura baseada em hibridização, os painéis oferecem uma cobertura completa e uniforme inigualável e são atualizados com regularidade para proporcionar a máxima relevância à pesquisa atual.

Os painéis de câncer personalizados de NGS SureSeq myPanel oferecem uma cobertura completa e uniforme de genes de interesse, inclusive aqueles com alto conteúdo de GC. Os pesquisadores podem selecionar sondas apenas para regiões específicas do seu interesse, com a certeza da integridade dos dados. Os painéis menores, altamente personalizados e pré-otimizados também permitem maior velocidade de processamento e requerem um tempo mínimo para a validação. À medida que novas sondas são acrescentadas pela OGT após consultas com especialistas, esses painéis podem ser substituídos ou acrescentados por um custo muito mais baixo, comparado aos painéis fixos, o que garante que não haverá obstáculos para o próximo passo da pesquisa.

Anna Skowronska, cientista de pesquisa e desenvolvimento do West Midlands Regional Genetics Laboratory, que tem testado um painel de neoplasia mieloproliferativa (NMP), comentou: "Adoramos o desempenho do painel SureSeq. Ele está em total conformidade com nossas outras técnicas e detectou todas as mutações conhecidas com excelente sensibilidade até 1%, incluindo, em um caso, uma mutação JAK2 V617F que não foi detectada pelo ddPCR devido a uma segunda mutação no iniciador. O painel também indicou mutações em outros genes, em amostras com baixo nível de JAK2 V617F e uma boa correlação entre frequências de alelos e análise quantitativa pelo ddPCR. Planejamos adotar o painel no futuro próximo".

David Cook, gerente de produto sênior da OGT, explicou: "Nossos painéis de câncer personalizados de NGS SureSeq myPanel permitem que os pesquisadores selecionem sondas que atendem aos seus requisitos específicos e atualizem o painel com novo conteúdo, conforme a necessidade. Nosso compromisso com a P&D contínuos significa que o conteúdo será atualizado com frequência e, caso algumas áreas de interesse específicas ainda não estejam disponíveis, nossos clientes podem solicitar que sejam desenvolvidas; assim, receberão um painel totalmente personalizado com sondas pré-otimizadas em questão de semanas".

Para obter mais informações, acesse http://www.ogt.com/sureseq.

SureSeq™: exclusivo para uso em pesquisas; não se destina a uso em procedimentos diagnósticos.  

Logo: http://photos.prnewswire.com/prnh/20160909/406091LOGO

FONTE Oxford Gene Technology

Como controlar fluxo de materiais e medicamentos na Saúde Pública

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A gestão de materiais e medicamentos é um dos grandes desafios da rede de Saúde Pública. Os problemas enfrentados são diversos, desde fraudes, complicações de armazenamento, até fatores como obsolescência e pouco controle sobre o estoque. O bom gerenciamento parte do controle de duas pontas: logística e armazenagem e dispensação.

Sob o aspecto de logística e armazenagem, devem ser analisadas a compra e a gestão dos produtos. "É importante saber quanto adquirir e até qual prazo esses suprimentos devem durar”, explica Thiago Uchôa, gerente comercial de produto - Saúde Pública, da MV. Para o especialista, a aquisição de medicamentos e materiais, especialmente para a rede pública, deve ser muito bem pensada e planejada, uma vez que é feita por meio de licitações. “Se é comprado demais, os prazos de validade podem estourar e os produtos estragarem; se compra ‘de menos’, até fazer uma nova licitação, o remédio já estará em falta”.

A utilização de um sistema de gestão na Saúde Pública facilita o mapeamento da demanda pelas substâncias a partir de um cruzamento com o ponto de medida. “Esse ponto de medida é uma média baseada no consumo desses medicamentos e materiais em um determinado período de tempo”, explica. O indicador estipulará o estoque de segurança, ou seja, a quantidade mínima de produtos necessária para não incorrer em faltas ou excessos.

“Quando há um surto de dengue, por exemplo, a previsão de estoque dos medicamentos utilizados para tratar a doença é encurtada. O sistema automaticamente posiciona a queda abrupta e anormal do medicamento, indicando a necessidade de reposição”, ilustra Uchôa. Nesse caso, a partir de critérios de gestão e logística, consegue-se evitar que os estoques sejam subutilizados. A compra de medicamentos, quando bem-feita e organizada, otimiza o rendimento, já que aquisições emergenciais, mais custosas, não ocorrerão com tanta frequência.

Sob o ponto de vista do segundo aspecto, de dispensação, sistemas de gestão auxiliam no controle. “Toda a dispensação é feita por meio da prescrição médica, para determinado paciente. Conciliando as receitas médicas com o sistema, é possível dar baixa naqueles medicamentos que já foram entregues, evitando assim a retirada dupla, por exemplo. O estoque, já interligado com a dispensação, registra e dá baixa no estoque”, expõe o especialista.

Novo relatório recomenda um método original para tratar a doença mais letal do mundo

LONDRES, 26 de setembro de 2016 /PRNewswire/ -- Um relatório decorrente de uma análise de grande porte recomenda aperfeiçoamentos no tratamento da hipertensão em escala global. A Comissão sobre a Hipertensão da The Lancet (The Lancet Commission on Hypertension) cita "áreas não resolvidas" que, se atacadas, poderiam ajudar a reduzir a carga da hipertensão, a causa de morte número um no mundo.

As recomendações incluem variações na maneira com que a pressão arterial é medida e debater os níveis seguros de sal na dieta.

Lançada hoje no encontro científico da Sociedade Internacional de Hipertensão (International Society of Hypertension) em Seul, Coreia do Sul, a Comissão diz que a hipertensão não é facilmente detectada porque não há sintomas e o exame é inadequado. Apesar de haver um amplo conhecimento sobre como prevenir e tratar a hipertensão, essa doença afeta 30% dos adultos no mundo.

O editor executivo sênior da The Lancet, Stuart Spencer, disse: "A hipertensão é principal causa da doença cardiovascular e, frequentemente, não é tratada. O relatório identifica diversas questões não resolvidas. Cita, por exemplo, como as pessoas nos países em desenvolvimento podem ter acesso a tratamentos medicamentosos e a exames, e objetiva originar novas maneiras de atacar a hipertensão, tanto de uma perspectiva individual quanto de saúde pública".

O professor Neil Poulter, novo presidente da Sociedade Internacional de Hipertensão (ISH -- International Society of Hypertension), disse: "Estamos muito satisfeitos pelo fato de a Comissão haver decidido lançar esse relatório muito importante em nosso evento. A hipertensão é predominante e é essencial que criemos uma conscientização entre os profissionais de saúde e indivíduos em uma escala global.

"Os maiores fatores de risco são todas aquelas coisas que se tornam mais comuns conforme as sociedades se 'desenvolvem': fazer menos exercício, consumir mais bebidas alcoólicas, mais sal e calorias e menos frutas e vegetais. Esses fatores são complementados pelo processo de envelhecimento, que aumenta o risco de hipertensão. Precisamos nos certificar de que as pessoas saibam que têm hipertensão. A resposta está em aumentar o conhecimento e habilitar métodos mais eficazes de exame".

A Comissão examina evidências epidemiológicas e experimentais e destaca onde o apoio é forte e onde é preciso fazer mais pesquisas. Afirma que o número de pessoas com hipertensão deve aumentar em países de baixa renda e em alguns de renda média, se a doença não for contra-atacada por uma ação conjunta. Sugere métodos maís sofisticados de tratamento individualizado, baseado em descobertas robustas de pesquisas e mais pesquisas para preencher as lacunas de conhecimento. Estabelece dez ações prioritárias que espera que serão adotadas pelos governos de todo o mundo, para reduzir a carga global de hipertensão.

Para ver o relatório completo, visite http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(16)31134-5/fulltext

FONTE The International Society of Hypertension

3 Dicas para medir a performance dos serviços de saúde

performance de serviços de saúde

Os pacientes usam essas medidas para guiar suas escolhas em relação aos serviços de saúde que receberão e por isso é vital apresentar relatórios de performance, segundo o relatório chamado “Fostering Transparency in Outcomes, Quality, Safety and Costs. O estudo visa alertar os administradores para a necessidade de medidas mais claras.

‘’Por mais de duas décadas, os provedores de serviços de saúde concordaram que a transparência é essencial na nossa indústria’’, disse o Dr. Peter Pronovost, diretor do Johns Hopkins’ Armstrong Institute for Patient Safety and Quality, e um dos autores do relatório. ‘’Mesmo assim, agora é a hora de melhorar e fazer com que os sistemas fiquem mais rebustos, para garantir que as medidas de performance estão corretas. Além disso, os pagamentos baseados em qualidade requerem medidas válidas para funcionar corretamente’’.

Os autores apontaram três direções vitais que os administradores devem tomar para melhorar a medição da performance dos serviços de saúde prestados. São elas:

Criar um órgão que define as normas de saúde

Os autores sugerem usar como modelo organizações como a Financial Accounting Standards Board, que é um instituto sem fins lucrativos que define as normas das empresas de finanças. O grupo proposto deve ser independente e também criar normas para como dados são usados para determinar as medições de performance dos serviços de saúde.

Fazer com que as medições de performance sejam uma ciência

Os administradores podem pressionar por investimentos no estudo da ciência por trás dessas marcações, segundo o relatório. Eles também podem encorajar a colaboração entre agências do governo para promover esforços entre os serviços de saúde públicos.

Garanta que os dados necessários estão sendo colhidos de forma eficaz

Com investimento, os administradores podem garantir que a pesquisa está sendo feita e como apresentar informações sobre diferenças entre custo e qualidade de serviços de saúde para os pacientes.

Os autores apontam diversos prováveis desafios também. Atualmente, medir e reportar a qualidade de um serviço de saúde é um processo com muitos passos e tarefas novas abrem a possibilidade para mais erros. Eles também notaram que o financiamento para novos estudos é limitado.

Não deixe de entrar na discussão sobre como entregar serviços de saúde de qualidade para os pacientes. Compareça ao HIS – Hospital Innovation Show e una-se a centenas de especialistas. 

Serviço:

Hospital Innovation Show

Datas: 27 e 28 de setembro

Local: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda

Este artigo foi adaptado do site Fierce Healthcare

ABIMED lança campanha sobre benefícios da tecnologia médica

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ABIMED lança campanha para divulgar os benefícios da tecnologia

de produtos médicos para pacientes, para a economia do

sistema de Saúde e planejamento de políticas públicas

São Paulo, 23 de setembro de 2016 – Milhões de pacientes em todo o mundo se beneficiam de tecnologias de equipamentos e produtos médico-hospitalares que salvam, prolongam e melhoram a qualidade de vida. Estudos internacionais mostram que, além de pacientes, a tecnologia é benéfica também para a economia do sistema de saúde: melhora sua eficiência e gestão, reduz tempo de internação, possibilita o diagnóstico precoce e a prevenção, tratamentos menos invasivos e menos custosos, entre inúmeros outros ganhos.

Com o objetivo de divulgar a importância da inovação e da tecnologia médica para a promoção da saúde e bem-estar da população e para todos os participantes da cadeia da saúde, a ABIMED – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde lança, no próximo dia 28 de setembro, quarta-feira, no Hospital Innovation Show, a campanha nacional “Tecnologias que Transformam Vidas”. O mestre de cerimônias do evento será o produtor, repórter e apresentador de TV, Leo Madeira.

A proposta da campanha é mostrar a importância de a tecnologia ser acessível a todos e oferecer para pacientes informações e conhecimento para que possam ser cada vez mais coparticipantes e assumir responsabilidades sobre o seu tratamento.

Além disso, para a ABIMED, a tecnologia é uma ferramenta fundamental para ajudar os gestores da saúde a controlarem os inevitáveis aumentos de custos causados pelo envelhecimento da população e pelo perfil de doenças que ele traz. Para isso, deve ser prescrita e usada adequadamente para evitar desperdícios.

“No debate entre os representantes da área da saúde sobre a inflação do setor, muitas vezes a tecnologia é apontada como responsável por boa parte dos aumentos de custos assistenciais. Os estudos internacionais mostram justamente o contrário: a inovação, além de abrir inúmeras opções para pacientes e ajudar na prevenção de doenças, contribui para controlar despesas, reduzir desperdícios e definir políticas públicas mais eficazes, que melhorem o acesso da população às inovações”, afirma Carlos Goulart, presidente executivo da ABIMED.

Estudos americanos* revelam que, nas três últimas décadas, os avanços da medicina ajudaram a acrescentar cinco anos à expectativa de vida naquele país, reduziram à metade a mortalidade decorrente de doenças cardíacas e de derrame e em mais de um terço as mortes por câncer de mama. Segundo os americanos, entre 1980 e 2010 o tempo de internação naquele país caiu 58% graças a inovações como as cirurgias minimamente invasivas, que devolvem os pacientes mais rapidamente a uma vida produtiva.

No Brasil, a comparação entre o tempo médio de internação nos hospitais da rede pública e privada também confirma essa tendência. Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) do Ministério da Saúde, a média de permanência hospitalar na rede pública gira ao redor de 5,6 dias. Nos estabelecimentos filiados à Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que atendem em geral os casos de média e alta complexidade e contam em tese com mais recursos tecnológicos, o período médio de internação é de 4,2 dias. Em ambos o tempo de hospitalização vem decaindo nos últimos anos.

Segundo Goulart, a tecnologia digital, por exemplo, está transformando o setor de saúde com aplicativos móveis e outros sistemas que permitem monitorar remotamente a saúde das pessoas. Essas tendências tendem a se expandir e a produzir novos comportamentos na relação médico-paciente, trazendo soluções – como por exemplo o envio de resultados de exames por e-mail ou celular, - que podem reduzir a demanda sobre o sistema de saúde e diminuir custos.

Etapas da campanha

Com duração de dois anos, um dos propósitos da Campanha é democratizar o conhecimento sobre as tecnologias médicas disponíveis e seus benefícios, além de gerar estudos locais sobre seu impacto para os pacientes, para a sustentabilidade econômica do sistema de saúde e para melhor planejamento de políticas públicas.

Na primeira etapa, será criado um hotsite – hospedado no site da ABIMED (www.abimed.org.br) – que apresentará resultados de estudos internacionais compilados pela Advamed (Advanced Medical Technology Association), entidade equivalente à ABIMED nos Estados Unidos.

Nas etapas seguintes, a iniciativa envolverá ações com todos os públicos ligados à área da saúde: produção de dados e estudos para subsidiar os gestores públicos; parcerias com sociedades médicas, hospitais, planos de saúde e associações de pacientes; coleta e filmagem de depoimentos e casos reais de pessoas que tiveram suas vidas transformadas pela tecnologia, além de ações de rua e nas mídias sociais para conscientização da população.

* Os dados mencionados são do National Center for Health Statistics. “Health, United States, 2012”, compilados pela ADVAMED.

Serviço

Evento: Lançamento da campanha “Tecnologias que Transformam Vidas”

Data e horário: dia 28/9 (4ª feira), das 12h40 às 13h40.

Local: São Paulo Expo - Hospital Innovation Show

Pavilhão 3 – Palco principal

Rodovia dos Imigrantes, Km 1.5 – Vila Água Funda

Sobre a ABIMED

A ABIMED congrega 200 empresas de tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares. As empresas associadas da ABIMED respondem por 65% do faturamento do segmento médico-hospitalar. O setor de produtos para saúde tem participação de 0,6% no PIB brasileiro, conta com mais de 13 mil empresas e gera em torno de 140 mil empregos.

Criada em 1996, a ABIMED foi pioneira no Brasil na elaboração de um Código de Conduta para as empresas do setor. É sócia-fundadora do Instituto Coalizão Saúde e membro do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde. A entidade também coopera com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e com autoridades da Saúde, fomentando a implementação de políticas e regulamentações que proporcionem à população acesso rápido a novas tecnologias e a inovações, em um ambiente ético de negócios.

5 Coisas que vão transformar o segmento da saúde nos próximos anos

Segmento da saúde

O segmento da saúde está vivendo um período de mudança e cinco novos fatores estão levando a este novo desenvolvimento, segundo pesquisa.

O relatório, feito pela PwC´s Health Research Institute, diz que o segmento da saúde está se tornando uma área inovadora, mesmo que ainda há muito espaço para inovação e novas ideias.

Depois de décadas de resistência a mudanças, o segmento da saúde agora deve lidar com desenvolvimentos recentes, que estão acontecendo rapidamente.

‘’Esse sistema modular, na qual os consumidores podem escolher o que querem de acordo com suas necessidade e sua conta bancária é muito mais acessível para novos pagadores, que podem interpretar papéis discretos no sistema sem ter que controlar, possuir ou entender o todo’’, disse o relatório. ‘’O sistema é mais dinâmico, responsável com os consumidores e fértil para inovações’’.

Os cinco fatores que devem mudar o segmento da saúde em breve, segundo o relatório são:

A influência crescente do consumidor

Os pacientes agora possuem muito mais acesso a dados e estão sempre determinados a achar as opções dentro do segmento da saúde que beneficiam a eles e a seus bolsos. A transparência de preços permite que eles comprem tranquilos, enquanto programas que conectam e informam os consumidores estão se tornando mais comuns.

A transição para o tratamento baseado na qualidade

Esse fator é o que provavelmente vai produzir mais resultados imediatos e em larga escala, segundo o relatório, já que os Centers for Medicare & Medicaid Services estão pressionando para implementar modelos de pagamento alternativos em seus programas. Essa mudança pode produzir novas fontes de transformação no segmento da saúde.

O aumento do uso da tecnologia

Além da adoção de sistemas de prontuário eletrônico, novas tecnologias estão mudando o segmento da saúde, a forma como os médicos fazem os tratamentos e como os pacientes podem se conectar com a indústria. Programas de inteligência artificial e a medicina de precisão e genômica expandem as capacidades da saúde individualizada.

Descentralização do tratamento

O monitoramento remoto de pacientes e clínicas virtuais que levam o tratamento para os pacientes, ao invés de obrigá-los a se deslocarem, devem revolucionar o segmento da saúde, segundo o relatório.Isso significa que os consumidores podem solicitar serviços de saúde onde e quando quiserem.

Aumento do foco em bem-estar

Pacientes, planos de saúde e funcionários do segmento da saúde se beneficiam por essa tendência. Encorajar os pacientes a comer melhor e se exercitar com frequência, por exemplo, melhoram o segmento da saúde no geral.

Não dá para negar que o segmento da saúde está passando por uma grande transição. Você pode descobrir tudo o que está mudando na indústria e conversar com colegas de profissão comparecendo ao HIS – Hospital Innovation Show.

Serviço:

Hospital Innovation Show

Datas: 27 e 28 de setembro

Local: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda

Este artigo foi adaptado do site Fierce Healthcare