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O que está levando a geração millenium para a tecnologia de saúde?

Tecnologia de saúde

Se você colocar no Google o termo ''geração millenium'', você verá que o recurso de autocompletar irá te dar sugestões como ''mimados'', ''preguiçosos'' ou ''sem foco''.

Porém, a fundadora do MIT Hacking Medicine, Judy Wang, discorda. Em uma coluna para o site do MIT, ela conta que muitas startups formadas do MIT Hacking Medicine foram lançadas por empreendedores com menos de 35 anos.

Dado que os jovens talentos podem estar trabalhando em outras indústrias, por que escolher ser um empreendedor de tecnologia de saúde? Wang fez essa pergunta para alguns empreendedores de Boston.

''Depois da escola, eu quis explorar minhas opções, mas a maioria delas tinham a ver com negócios ou consultoria em geral'', disse a engenheira Liz Asai, 22 anos, cofundadora e CEO da empresa de teledermatologia 3Derm. ''Para muitos estudantes de faculdade, Wall Street é uma rota 'segura'. Com o empreendedorismo, você está fazendo algo novo e excitante''.

Asai e seu cofundador, Elliot Swart, estavam no segundo ano da faculdade quando exploraram a possibilidade de desenvolver um protótipo cirúrgico 3D que pode acessar as propriedades táteis do tecido sem cirurgia exploratória. Eles começaram a buscar como a tecnologia de saúde 3D pode ser usada na dermatologia, para assim entrar no mercado competitivo de inovações de primeiros socorros. Eles acabaram ganhando um prêmio de tecnologia de saúde de 100 mil dólares.

''Nós achávamos que estávamos milionários'', ri Asai. ''Nós não estávamos mais só brincando no laboratório''.

Outros jovens empreendedores de tecnologia de saúde reportaram motivações similares: o segmento é desafiador e empolgante, com um potencial de impactar uma larga audiência.

''Em uma perspectiva de escala, a saúde é o maior problema de muitas pessoas'', disse Cole Boskey, 27 anos, cofundador do Wellable, que usa tecnologia do consumidor para ajudar funcionários a serem proativos em relação a sua saúde. ''Eu não consigo pensar em outro espaço que seja tão complicado e desafiador: como as pessoas pensam sobre e administram sua saúde''.

''No começo, era só um desejo de se divertir – muitas pessoas realmente inteligentes estão em hackatons e interessadas em tecnologia de saúde'', disse Crystal Law, 29 anos, cofundadora e CEO do Twiage, que aproveita dispositivos móveis para dar informações atualizadas dos paramédicos para médicos de pronto-socorro.

Twiage é uma das muitas startups focadas em problemas não resolvidos que pacientes, médicos e consumidores experimentam durante o cotidiano. A companhia começou no ano passado, no hackaton H@cking Medicine, do Brigham and Women’s Hospital, com o objetivo de facilitar os processos de comunicação clínica.

LeanBox, uma empresa de serviços alimentares, surgiu quando seu cofundador e CEO Shea Coakley percebeu a dificuldade em torno de encontrar alimentos saudáveis e acessíveis perto do seu trabalho. ''Isso é um grande problema'', diz Coakley, 30 anos. ''Como conseguimos este pedaço de comida saudável, que também é um pedaço de um problema maior de saúde?''

Enquanto todos os empreendedores de tecnologia de saúde encontram barreiras enquanto fundam seus negócios, os jovens empresários enfrentam outro problema: a idade.

''Muitas pessoas não confiam em empreendedores jovens nesse segmento, mesmo que pessoas novas tenham mudado outros setores tecnológicos'', observa Asai. Ela aponta que o Facebook, Google e Uber foram criados por empreendedores jovens e não pareciam receber tanto controle quanto as empresas de tecnologia de saúde enfrentam.

Crystal Law concorda. ''Nos deparamos com mais ceticismo porque somos jovens e estamos tentando implementar mudanças com pessoas que algumas vezes gostam das coisas como estão'', conta.

Boskey sente que a sua idade não é um problema, pois permitiu que ele se comprometesse em construir o Wellable em tempo integral e assumir riscos maiores. ''Se você é mais velho, você pode ter mais contatos e ser mais bem-sucedido rápido, mas eu não vejo isso como uma barreira. Existem muitos recursos para ajudar os jovens empresários''.

Enquanto Boston possui um ecossistema que apoia statups e saúde está pronta para uma inovação disruptiva, os quatro jovens empreendedores sabem que o segmento se move de forma relativamente lenta.

''Não é o tipo de startup que você pode criar em dois anos'', alerta Asai. ''Mas vale a pena. Mesmo pequenas mudanças podem resultar em um grande impacto''.

Apesar dos desafios, os quatro empreendedores de tecnologia de saúde veem possibilidades animadoras. ''Essa é a melhor parte da inovação disruptiva. Diversas startups de saúde estão inovando em áreas onde companhias maiores podem não ter a oportunidade'', diz Boskey.

Ao mesmo tempo, ele adiciona: ''Ver empresas como Samsung, Apple e Adidas entrando no universo da tecnologia de saúde é um ganho enorme para nós. Eu estou animado com a habilidade que eles têm de educar consumidores e fazer a tecnologia de saúde mais comum''.

O que anima ele ainda mais é o número crescente de empreendedores que têm paixão pela tecnologia de saúde e querem fazer a diferença. ''Saúde é um dos jeitos mais óbvios e diretos que você pode fazer isso. Você consegue criar um efeito tangível na vida do seu consumidor''.

A tecnologia em saúde é um dos grandes temas do HIS – Hospital Innovation Show de 2016. Não deixe de ver nosso congresso especial para CIOs.

Serviço:

Hospital Innovation Show

Datas: 27 e 28 de setembro

Local: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda

Este artigo foi adaptado do site MIT

Tempo de rever os velhos “mantras”

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Mantra número 1 – “A saúde se constitui no segundo item em custos na folha de pagamento das empresas”. Esta frase tem sido cada vez mais repetida, em inúmeras ocasiões. Trata-se de uma realidade, ou seja, as despesas com os planos de saúde estão, realmente, no segundo lugar na escala de gastos com pessoal. No entanto, esta frase traz uma mensagem que pode trazer uma conotação bastante negativa. Ou seja, quando temos uma “despesa”, conceitualmente, temos algo a ser gerenciado ou, na pior das hipóteses, cortado.  Ou foca o investimento em saúde somente no campo assistencial, para pagar laboratórios, hospitais, médicos e clínicas.

A simples educação (naturalmente necessária) da educação do consumidor sobre o uso do sistema de saúde não será suficiente para abordar a questão, mesmo com a inclusão de elementos de incentivo ou penalidade. As recentes pesquisas que indicam um aumento exponencial dos casos de diabetes, câncer, AVC e doença cardiovascular em nosso país demonstram a necessidade de uma ação integrada, com escala e que atinja os diferentes estratos da população.

No entanto, sabemos que, em grande parte, as empresas são avaliadas, atualmente, principalmente pelo seu capital intangível que é construído pelo seu capital humano e intelectual. Neste contexto, a saúde passa a assumir um papel central e deve ser visto como um investimento.  Esta é a visão proposta pelo “International Integrated Reporting Council – IIRC” ao sugerir que devemos avaliar e relatar os “seis capitais” da organização (financeiro, manufaturado, intelectual, natural, humano e social).

Naturalmente que, neste contexto, não se inclui somente o plano de saúde, mas todo investimento em ações e programas que mantenham o nível de saúde da força de trabalho, previnam doenças e mantenham a produtividade. Os programas não podem mais, ser isolados, sem integração com as estratégias das companhias e sem indicadores claros de desempenho.

Mantra número 2 – “Qual é o ROI desta ação?”. Influenciados por autores americanos, que há algumas décadas propuseram avaliar o retorno-sobre-o-investimento (ROI) para as ações, em termos de sinistralidade em seguros de saúde, surgiu uma prática de se buscar o ROI para todas as atividades e programas de saúde.

Naturalmente se busco controlar os custos assistenciais e equilibrar uma carteira de beneficiários é importante avaliar o perfil de utilização, discutir o modelo assistencial utilizado, identificar as fraudes, redesenhar o acesso aos serviços e a rede de beneficiários, dentre outras medidas gerenciais.

No entanto, quando se avalia a utilização do plano de saúde (no caso assistencial) ou a taxa do FAP (no caso ocupacional-previdenciário) se está abordando as consequências e os agravos que já ocorreram. A busca de um  "ROI" como fator determinante do investimento em saúde levará, inevitavelmente, a opções por ações com resultados de curto prazo e que não são sustentáveis ou que envolvam a abordagem dos fatores determinantes dos agravos.

Sabemos que as doenças crônicas não transmissíveis (doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doença pulmonar crônica), em grande parte, estão relacionadas a questões de estilo de vida como atividade física, alimentação e tabagismo. Obviamente, a promoção de tais fatores não traz, certamente, um ROI em sinistralidade no curto prazo. Mas estas questões precisam ser enfrentadas pelas empresas, pelos planos de saúde e pela comunidade. As pesquisas populacionais recentes mostraram que a população brasileira possui, em geral, indicadores ruins no que se refere aos fatores de risco e de proteção para doenças crônicas. Com o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas, o melhor sistema de saúde não será suficiente ou sustentável.

Não se trata de uma visão romântica ou superficial. Constitui-se numa visão de custos.  O controle das doenças crônicas evitará a avalanche de utilização de “stents”, cirurgias bariátricas, tratamentos quimioterápicos caríssimos, diálises ou transplantes renais, etc. Nenhum sistema de auditoria ou controle de custos vai conseguir controla-la. Uma visão mais ampla e estratégica evitará eventuais decisões imediatistas que tragam um “ROI” no curto prazo.

8 Erros de gestão que te fazem perder bons funcionários

Erros de gestão

Se você não consegue manter seus melhores funcionários engajados, você não consegue manter seus melhores funcionários. Enquanto isso deveria ser senso comum, poucos se preocupam em ter pessoas felizes trabalhando em suas empresas.

Uma pesquisa feita pela CEB descobriu que um terço dos empregados se sentem desmotivados pelos erros de gestão de seus empregadores e estão atualmente procurando por um novo trabalho.

Ao contrário do que se pensa, quando você comete alguns desses erros de gestão, seus funcionários não vão embora de um dia para o outro. Eles perdem o interesse aos poucos.

Para se prevenir de cometer erros de gestão e reter seus melhores talentos, as empresas e gestores precisam entender o que estão fazendo para contribuir com esse desmanchar lento de empenho. Os erros de gestão a seguir podem ser considerados os mais graves, e devem ser abolidos por quem quer manter bons empregados.

1. Criar regras idiotas

As empresas precisam ter regras e isto é sabido. Porém, elas não precisam ser tentativas preguiçosas de criar ordem. Seja uma forma altamente zelosa de manter os empregados na linha ou uma regra antiga da empresa, estes erros de gestão são capazes de enlouquecer seus funcionários.

Quando os empregados acharem que estão dentro do Big Brother, eles procurarão outro lugar para trabalhar.

2. Tratar todos como iguais

Enquanto essa tática funcione com crianças, um ambiente de trabalho funciona de forma diferente. Tratar todos como iguais é um dos erros de gestão que mostram para seus melhores funcionários que não importa quão bem eles estejam indo, eles serão lidados da mesma forma que o empregado que só apareceu para bater cartão.

3. Tolerar performances ruins

Dizem que bandas de jazz são tão boas quanto seu pior instrumentista. Não importa o quanto alguns de seus membros são, todos escutam o pior deles. O mesmo acontece com uma empresa.

Quando você comete erros de gestão que permitem que existam pessoas desencorajadas sem consequências, você leva todos para baixo, incluindo os melhores funcionários.

4. Não reconhecer realizações

É fácil subestimar o poder de um tapinha nas costas, especialmente com os maiores talentos que estão sempre motivados. Todos gostam de elogios, principalmente os que trabalham pesado e dão o melhor de si. Premiar realizações pessoas mostra que você está prestando atenção.

Grandes erros de gestão são tomados por pessoas que não se comunicam com seus funcionários. Por isso, é importante descobrir o que faz os trabalhadores se sentirem bem (pode ser um aumento ou reconhecimento público) e premiá-lo quando fizer um serviço bem feito.

5. Não se importar com pessoas

Mais de metade de pessoas deixam seus empregos por causa de erros de gestão e relacionamento com seus superiores. Empresas inteligentes garantem que os gestores saibam como balancear o profissionalismo com humanidade. Esses são os chefes que celebram o sucesso de seus funcionários, possuem empatia com os que estão com dificuldades e os desafia constantemente.

É impossível trabalhar para alguém por oito horas por dia se você não está pessoalmente envolvido e não se importa com nada além do seu rendimento.

6. Não mostrar um contexto macro

Parece eficiente simplesmente dar tarefas para os funcionários e seguir em frente, mas deixar de mostrar o contexto e o objetivo do que estão fazendo são grandes erros de gestão. Bons empregados se importam com seu trabalho quando entendem o propósito dele. Quando eles não sabem o que estão fazendo, se sentem alienados e inúteis.

7. Não deixar os funcionários fazerem o que gostam

O Google pede que seus funcionários passem pelo menos 20% de seu tempo fazendo ‘’o que acreditam que irá beneficiar a empresa’’. Enquanto esses projetos passionais foram responsáveis por grandes contribuições, como o Gmail e o AdSense, seu maior impacto é criar empregados altamente motivados.

Dar a oportunidade para que eles façam o que gostam melhora a produtividade e a satisfação. Um dos erros de gestão mais comuns é querer que os talentos trabalhem dentro de uma caixa. Esses chefes temem que a produtividade irá cair se eles deixarem as pessoas expandirem o foco e irem atrás do que amam, o que não é verdade.

Estudos mostraram que pessoas que possuem liberdade na empresa experimentam um estado de espírito eufórico, que aumenta a produtividade em até cinco vezes.

8. Deixar a diversão de lado

Se as pessoas não estão se divertindo em seu trabalho, você está cometendo alguns erros de gestão. Funcionários não dão tudo de si se não estiverem se divertindo.

As melhores empresas para trabalhar sabem da importância de deixar o ambiente um pouco descontraído. O Google, por exemplo, faz de tudo para fazer o trabalho divertido – refeições gratuitas, pistas de boliche e aulas de ginástica são formas de atingir este objetivo. A ideia é simples: se o trabalho é divertido, você irá performar melhor e ficar por mais tempo na empresa.

Reter talentos não é uma tarefa fácil. No Simpósio de Gestão de Pessoas em Saúde, que acontecerá no HIS, você descobrirá formas criativas de contratar e manter funcionários felizes e engajados.

Serviço:

Hospital Innovation Show

Datas: 27 e 28 de setembro

Local: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda

Este artigo foi adaptado do site Forbes

Estratégias de mídias sociais para hospitais

Estratégias de mídias sociais

Atualmente, muitos hospitais já descobriram que precisam estar nas mídias sociais. O problema é que eles ainda não entendem o quanto isso é importante para o engajamento dos pacientes.

Pense nisso: mais de 40% dos consumidores dizem que informações encontradas em mídias sociais afetam a forma que eles lidam com sua saúde. Mídias sociais oferecem a oportunidade para hospitais de impactar nos resultados dos tratamentos em larga escala.

Esse tipo de impacto requer mais do que curtir ou retweetar. Compartilhar conteúdo original é uma forma de começar a guiar a conversa online com seus pacientes. Se fizer isso de forma estratégica, você pode se comunicar com eles via mídias sociais com um esforço relativamente pequeno e atingir assim um relacionamento de confiança.

Assim que você decidir que está na hora de encorajar os hábitos saudáveis dos seus pacientes com mídias sociais, pense no que gostaria de compartilhar com eles e faça isso regularmente.

Compartilhe conteúdos relevantes

Pacientes podem encontrar conteúdos em todos os lugares. Aproximadamente 72% dos usuários de internet costumam buscar por informações de saúde online, onde eles frequentemente encontram fontes não confiáveis.

Seu conteúdo em mídias sociais deve dar aos pacientes as ferramentas para apoiar um estilo de vida saudável, enquanto estabelece o seu hospital como uma fonte segura de informações, seja dentro de suas paredes ou online.

Considere buscar conteúdo confiável fora da sua organização

Claro, você pode tentar escrever seu próprio conteúdo. Porém, gerar textos de qualidade para mídias sociais é um trabalho integral. Há grandes chances de você não ter tempo o bastante para incluir mais essa tarefa em sua lista.

Algumas ONGs oferecem uma grande quantidade de posts gratuitos para promover eventos, como datas comemorativas do universo da saúde. Tenha em mente que, apesar de relevantes, esses textos não ajudam a construir a imagem do seu hospital.

Você também pode usar conteúdos prontos, baseados em evidências, que podem ser postados em mídias sociais como Facebook ou Twitter. Adicionar esse tipo de conteúdo em suas mídias sociais é uma maneira fácil de conseguir incluir posts de marketing, que ajudam a promover eventos do hospital.

Tenha uma mensagem consistente

O que você quer ensinar ou incentivar os seus pacientes a fazer? Fique dentro de temas específicos, para não se perder na mensagem. Talvez você precisa lembrá-los constantemente de fazer um exame ou convidá-los para conhecer uma nova ala do hospital. Ou quem sabe você quer impactar na saúde da população ao compartilhar os fatores de risco para doenças cardíacas e como evitá-las.

Qualquer que seja a sua causa, as mídias sociais são ferramentas efetivas para mudanças de comportamento – mas somente se sua mensagem for consistente.

Usar mídias sociais ajuda a arredondar as formas de comunicação com os pacientes de uma forma sólida. Para descobrir mais formas de incentivar consumidores a ter hábitos saudáveis ou até melhorar seus canais de marketing, assista ao Saúde Business Conference, no HIS – Hospital Innovation Show.

Serviço:

Hospital Innovation Show

Datas: 27 e 28 de setembro

Local: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda

Este artigo foi adaptado do site MedCityNews

Brasil ocupa 13º lugar no ranking mundial da inovação em medicamentos

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Corrida pela realização de pesquisas clínicas é necessária para evitar a dependência tecnológica de outros países

Embora o Brasil esteja caminhando para a quarta posição no ranking mundial do mercado de medicamentos, ele ainda ocupa a 13ª colocação entre os países que mais realizam pesquisas clínicas. São apenas 4.800 estudos em andamento, o que representa 2,3% do total, segundo dados do Instituto Clinical Trials. “Estamos perdendo a disputa pela inovação e assim corremos o risco de continuarmos dependentes das inovações de outros países”, argumenta Antônio Britto, presidente-executivo da INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

São muitas e expressivas as vantagens de um país que optar por produzir inovação no setor farmacêutico. Dentre as vantagens estão o desenvolvimento científico e tecnológico, o intercâmbio de conhecimento, o acesso a tecnologias tanto para o cientista que coordena os estudos quanto para os pacientes que participam dos ensaios clínicos. Além disso, o avanço em pesquisa e desenvolvimento de novas terapias qualifica melhor os cientistas, e o próprio centro em que o estudo é desenvolvido, além de atrair investimentos.

Esse contexto os investimentos na área contribuem inclusive com o governo, por meio da arrecadação de impostos e do atendimento de pacientes que antes teriam apenas o SUS como alternativa para se tratarem.

“Mas para que isso se concretize, é preciso haver algumas mudanças fundamentais no país”, ressalta Britto. Ele destaca a resistência da universidade em trabalhar com a iniciativa privada. “Nos países inovadores, ambos caminham juntos, geralmente com a universidade focada na pesquisa básica, às vezes com suporte do governo, e a parceria com a iniciativa privada entra em cena para transformar a pesquisa básica em aplicada, os papers em patentes”, esclarece.

Outro problema apontado por ele é a resistência da indústria em assumir o risco da inovação. Estima-se que sejam necessários dez anos de pesquisas, com 10 mil moléculas investigadas, e investimentos de US$ 900 milhões para alcançar um medicamento viável. “No Brasil, a indústria parece mais interessada nos financiamentos do BNDES do que nos investimentos para a inovação”, diz Britto.

Os processos do país também devem ser favoráveis, em vez de terem burocracia excessiva ou de serem lentos. A aprovação de pesquisas clínicas leva 12 meses no País, o dobro da média mundial, o que resulta na desistência de muitos estudos multicêntricos, que acabam realizados apenas em outros países. “Precisamos ser mais ágeis na aprovação sanitária e ética dos pedidos de pesquisa, sem comprometimento do rigor dessas análises”, recomenda.

Por fim, Britto recomenda planejamento. “Vamos ser inovadores em tudo ou em áreas específicas? Existem exemplos de investimentos na criação de centros de inovação para áreas específicas, trazendo cientistas e estudos de segmentos pontuais, tornando assim o país uma referência nessa área”, diz.

Leia mais no Guia de Informações INTERFARMA – http://www.interfarma.org.br/guia/guia_2016/

Especialistas discutem sobre alimentação de qualidade e condenam dietas radicais, durante 3º Fórum Nacional de Nutrição

SÃO PAULO, 15 de setembro de 2016 /PRNewswire/ -- Como a indústria pode contribuir para uma alimentação mais saudável, a formação de bons hábitos alimentares na população e a responsabilidade na promoção da saúde foram alguns temas abordados por pesquisadores, poder público e empresariado no 3º Fórum Nacional de Nutrição, evento promovido pelo LIDE e pelo LIDE SAÚDE, ontem (14), em São Paulo.

Legenda da foto: Wilson Pollara, secretário-adjunto de Saúde do Estado de São Paulo, Crédito da foto: Gustavo Rampini

Claudio Lottenberg, presidente do LIDE SAÚDE e do Hospital Albert Einstein; Wilson Pollara, secretário-adjunto de Saúde do Estado de São Paulo; Juan Carlos Marroquín, presidente da Nestlé; Luiz Fernando Furlan, chairman do LIDE e Gustavo Ene, CEO do LIDE participaram do evento.

O Fórum sugeriu a reflexão de tópicos como a mudança nos padrões de alimentação. "Somos seres influenciáveis. Por isso, precisamos ter à disposição opções nutritivas para quebrarmos com os hábitos alimentares negativos", comentou Vera Rita de Mello Ferreira, psicanalista e consultora de psicologia econômica. A nutricionista sanitarista, Sonia Tucunduva, levou em conta o aspecto da difusão informacional na formação de uma dieta saudável. "Nós temos que disseminar o conhecimento sempre que possível. Esse é o caminho para promover mais saúde".

Para Mauro Fisberg, também curador do evento, condenar uma escolha alimentar ou aderir a um modismo deve ser evitado. "Toda vez que se demoniza um alimento, comete-se um ato inconsequente", afirmou Fisberg.

Com visão semelhante, Claudio Zanão, presidente da ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos), ressaltou a importância de nos distanciarmos de uma alimentação restritiva. "Dietas radicais são prejudiciais à saúde. Alimentação equilibrada e atividade física são os fatores que determinarão uma vida saudável", observou o presidente da ABIMAPI.

Para Ary Bucione, presidente da ILSI Brasil, parcerias público-privadas podem contribuir em frentes que vão desde a pesquisa científica, até a segurança da produção e criação de ingredientes.

O 3º Fórum Nacional de Nutrição contou com o apoio de importantes empresas. O patrocínio master foi da NESTLÉ, com apoio da ABIMAPI - Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos; BASF; SODEXO e TETRA PAK, com colaboração da DSM. ANTILHAS VAREJO, COMUNICARE CONSULTORIA DE COMUNICAÇÃO, CORPORATE IMAGE, ECCAPLAN, GRUPO RISOTOLÂNDIA, INFORMAR SAÚDE, QUEENSBERRY, STEELCASE e WEWI REFRIGERANTE ORGÂNICO foram fornecedores oficiais do evento. Foram media partners as rádios BANDEIRANTES AM/FM e BAND NEWS FM, o jornal DCI, PR NEWSWIRE, as revistas PENSE LEVE e LIDE e TV LIDE. 

Contato: Erica Valério
ericavalerio@grupodoria.com.br / (11) 3039-6098

(Foto: http://www2.prnewswire.com.br/imgs/pub/2016-09-15/original/3254.jpg)

FONTE 3º Fórum Nacional de Nutrição

9 Drones que vão revolucionar a saúde

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A era dos drones chegou e agora pilotos autônomos estão se tornando cada vez mais reais. Empresas, desde startups até grandes negócios como Google e Amazon, estão brigando por um pedacinho de céu, buscando as melhores formas de incorporar drones no nosso estilo de vida.

Com a chegada dessa nova tecnologia, a saúde também ganha bastante. Veja uma lista dos drones mais promissores, que possuem um maior potencial de revolucionar a saúde em um futuro próximo.

1. VillageReach

A organização sem fins lucrativos de Seattle entrou em parceria com a Matter Net, uma empresa de drones do Vale do Silício e que foca em transporte autônomo. O projeto atual que as duas estão desenvolvendo é o transporte de amostras de sangue de hospitais de comunidades remotas para grandes hospitais na capital.

2. Flirtey

Deliverys de medicamentos de emergência e kits de primeiros-socorros estão cada vez mais próximos, já que a startup Flirtey já está fazendo entregas autônomas de comida, água de kits de primeiros-socorros.

3. EHang

A EHang possui um contrato assinado com a Lung Biotechnology PBC, nos Estados Unidos, para desenvolver mil unidades de seus drones 184, o primeiro do mundo capaz de carregar um humano. O objetivo é automatizar o transporte de órgãos doados para pessoas em situações de emergência.

4. ZipLine

A empresa com sede em São Francisco, ZipLine, assinou um contrato no começo do ano com o governo de Ruanda para transportar sangue para transfusão pelo país.

5. TU Delft

Os drones ambulância da TU Delft foram desenhados com um desfibrilador cardíaco integrado e um mecanismo de comunicação por rádio e vídeo. No caso de parada cardíaca, os serviços de emergência enviarão os drones para os pacientes. Assim, acompanhantes podem ser instruídos a fazer os primeiros-socorros e começar a usar o desfibrilador enquanto a ambulância não chega.

6. Google Drones

O Google também patenteou drones que podem levar suprimentos médicos para pessoas com necessidades. Assim como o exemplo anterior, os drones entrariam em cena antes da ambulância. A patente também inclui um dispositivo (ou talvez um aplicativo no futuro) que permite selecionar a natureza da emergência.

7. Project Wing

A empresa dos fundadores do Google, Alphabet, também está trabalhando no Projeto Wing, que deve ser usado para aliviar desastres e entregar comida, água limpa e suprimentos médicos. O projeto foi testado com sucesso em parte dos Estados Unidos e na Austrália. No último mês, recebeu aprovação da FAA (Federal Aviation Administration) para fazer experimentos em grande escala.

8. Healthcare Integrated Rescue Operations (HiRO)

Subbarao, uma companhia do Mississippi, está trabalhando para entregar drones de telemedicina após desastres naturais em solo americano. Depois dos últimos tornados que deixaram os residentes ilhados e sem acesso a ambulâncias, ela prevê que os drones guiados por GPS serão capazes de entregar equipamentos relevantes para situações de emergência.

9. Vayu Drones

Operando em Madagascar, a Vayu Drones está sendo usada com sucesso para entregar amostras de sangue e fezes para o laboratório central do país. Mesmo que esses drones pareçam aviões, é a habilidade de decolar verticalmente que não exige nenhuma pista. Depois disso, ele voa de forma autônoma a seu destino.

Esses são somente alguns exemplos do que os drones podem fazer pela indústria da saúde. Se você quer saber mais sobre as novas tecnologias e como elas podem ser empregadas no segmento, não deixe de ver o Saúde Business Conference, no HIS – Hospital Innovation Show.

Serviço:

Hospital Innovation Show

Datas: 27 e 28 de setembro

Local: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda

Este artigo foi adaptado do site Doctorpreneurs

Governo assina repasse de R$ 1 bilhão para serviços de saúde

Em evento no Palácio do Planalto, recursos gerados a partir de economia em contratos serão destinados para 99 UPAS, 1.401 novos serviços em Santas Casas e mais medicamentos

governorepassesaudeCom medidas de gestão voltadas à maior eficiência dos gastos públicos, o Ministério da Saúde conseguiu destinar mais R$ 1 bilhão para a assistência à população, sem impacto no orçamento. Esse valor, resultado da revisão de contratos e economia com aluguéis e outros serviços, será utilizado na oferta de 1.401 novos serviços nas Santas Casas e Hospitais Filantrópicos e no custeio de 99 Unidades de Pronto Atendimento, além da expansão da oferta de medicamentos e tecnologias mais modernas. O balanço das ações adotadas pela pasta foi apresentado nesta quarta-feira (14) pelo ministro Ricardo Barros durante cerimônia no Palácio do Planalto.

O presidente da República, Michel Temer, destacou os resultados obtidos nos últimos quatro meses pelo Ministério da Saúde e defendeu uma política fiscal responsável. “Hoje, por força do governo e das medidas adotadas, as Santas Casas estão se transformando em Santas Casas novamente. A gestão eficiente dos recursos leva a excelência no atendimento de saúde. É o que queremos ao longo do tempo para o Brasil. Esse é nosso compromisso: assegurar mais recursos a serem aplicados numa gestão mais eficiente da saúde", ressaltou.

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, é fundamental atuar na gestão para aplicar melhor os recursos disponíveis. “O conjunto das ações de gestão do Ministério da Saúde está aumentando o acesso dos brasileiros aos tratamentos e medicamentos, estamos fazendo mais com os mesmos recursos. Estamos modernizando o atendimento da população e incorporando modernas tecnologias com o melhor custo benefício. As medidas estão garantindo o pagamento em dia do Ministério da Saúde e teremos recursos para continuar cumprindo os nossos compromissos. Vamos fazer uma gestão mais eficiente e vamos melhorar a saúde e aperfeiçoar o SUS", destacou o ministro Ricardo Barros.

As portarias para o custeio das 99 UPAS serão publicadas nas próximas semanas e os repasses começam a ser pagos em outubro, em um total de R$ 182 milhões por ano. Com isso, 100% das unidades que funcionavam sem a contrapartida do Ministério da Saúde, passam a receber valores mensalmente. A medida garante o atendimento à população nas 91 cidades beneficiadas, já que estados e prefeituras estavam sobrecarregados na manutenção dos serviços.

Para o financiamento dos 1.401 novos serviços em Santas Casas e Instituições Filantrópicas serão destinados pelo Ministério da Saúde R$ 371 milhões por ano. As habilitações e credenciamentos beneficiam 216 hospitais. A meta é que os pagamentos ocorram no próximo mês. Essas instituições desempenham papel importante na assistência à população, representando, atualmente, 42% das internações de média e alta complexidade no SUS.

Além da habilitação de UPAS e novos serviços para entidades filantrópicas, as medidas de gestão que geraram economia e maior eficiência dos gastos também permitiram ampliar em 7,4 milhões de unidades a oferta de medicamentos e vacinas no SUS. O investimento na compra de mais insumos foi de R$ 222 milhões. Ainda como resultado das ações, o setor saúde receberá aporte de R$ 227 milhões para produção no Brasil da vacina meningocócica, fortalecendo a indústria nacional e gerando empregos.

ECONOMIA

Os mais de R$ 1 bilhão que estão sendo empregados na saúde, garantindo a expansão e qualificação da assistência à população são resultado de ações de gestão. Entre as medidas adotadas estão a redução de 20% dos custos dos contratos com empresas de tecnologia, mantendo o mesmo escopo dos projetos; redução de 33% dos valores de serviços gerais, como aluguéis e contas de telefones; e queda de até 39% nos preços de medicamentos, bem como a negociação de reajustes; além da extinção de 417 cargos, sendo 335 de livre nomeação.

Para o orçamento deste ano, o Governo Federal recompôs R$ 6,3 bilhões do Ministério da Saúde que havia sido contingenciado ainda pelo governo anterior. Com essas ações será a primeira vez em três anos que o bloco de Média e Alta Complexidade, que engloba assistência ambulatorial e hospitalar, como internação, cirurgias, exames, entre outros procedimentos, terá orçamento para pagamento integral das ações para os estados e municípios.

Amil compra rede de clínicas de presidente do Albert Einstein

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A UnitedHealthcare, grupo americano dono da Amil, adquiriu a rede de clínicas oftalmológicas Lotten Eyes, fundada pelo médico Claudio Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A transação é avaliada em cerca de R$ 200 milhões, segundo o Valor apurou.

Ainda de acordo com fontes, a venda da rede de clínicas faz parte das negociações para que Lottenberg assuma a presidência da UnitedHealthcare Brazil, em janeiro de 2017, em substituição ao fundador da Amil, Edson Bueno. As conversas para aquisição das clínicas foram iniciadas para evitar conflito de interesses, já que Lottenberg ocupará uma posição estratégia dentro do grupo. Além disso, segundo interlocutores, os americanos da United gostaram muito da Lotten Eyes, em especial, da plataforma tecnológica dos consultórios de oftalmologia. A UnitedHealthcare é dona da Optum, empresa de tecnologia voltada à saúde que fechou o segundo trimestre com uma receita de US$ 20,6 bilhões, ou seja, a metade do faturamento do grupo americano.

A Lotten Eyes ficará sob a gestão da Américas Serviços Médicos - braço de hospitais da UnitedHealthcare. Em julho, a unidade brasileira foi dividida em três áreas: planos de saúde e dental, hospitais e tecnologia aplicada à saúde. O foco principal da Américas Serviços Médicos são os hospitais, mas a United também tem interesse em ampliar o negócio de consultórios. Hoje, essa divisão é composta por 22 hospitais, seis clínicas oncológicas COI, adquiridas pela Amil no ano passado, e agora pelos consultórios de oftalmologia. A primeira reunião de integração dos negócios foi realizada nesta semana, segundo fontes.

Fundada em 1989, a Lotten Eyes tem, atualmente, 18 clínicas localizadas em bairros nobres da cidade de São Paulo. A rede conta com uma plataforma tecnológica robusta que integra todas as unidades. Os pacientes atendidos em uma das clínicas, por exemplo, têm seus prontuários médicos disponíveis num sistema único. A Lotten Eyes consegue boa rentabilidade porque não oferece apenas consultas médicas, e sim exames de alta complexidade, além de diversos tipos de cirurgia.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foram realizadas mais de 7,8 milhões de consultas oftalmológicas no segundo semestre do ano passado no país. Trata-se da terceira maior demanda de usuários de planos de saúde, considerando os atendimentos com médicos especialistas, atrás apenas de ginecologia/obstetrícia e pediatria.

Procurados pela reportagem, a Amil informou que não comenta rumores de mercado e Lottenberg preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

O mandato de Lottenberg como presidente do Albert Eisntein termina em dezembro deste ano. O médico especializado em oftalmologia ocupa esse posto, como voluntário, desde 2001 e não pode mais ser reconduzido. Com isso, o caminho natural seria a presidência do conselho do hospital, que também passará por uma renovação em 2017.

A escolha de Lottenberg para a presidência da UnitedHealthcare Brazil partiu do fundador da Amil. Edson Bueno acordou com os americanos que deixaria a companhia em 2017, mas antes precisaria encontrar um sucessor. O desafio era grande, porque era necessário encontrar um nome forte na área da saúde - Bueno é referência e tem bastante trânsito no setor, papel que também é desempenhado por Lottenberg à frente do Einstein.

Texto originalmente publicado no Valor Econômico (edição impressa)

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Hospital Innovation Show

Data: 27 e 28 de Setembro de 2016

Horário: 09:15 – 19:00

Local: São Paulo Expo – Rod dos Imigrantes, S/N – Vila Água Funda – São Paulo/SP

Mais informações no site do evento: http://saudebusiness.com/his/2016/

5 formas de criar serviços de saúde com foco no paciente

Serviços de saúde focados no paciente

Mudança na regulamentação, tecnologia e expectativas dos pacientes são responsáveis por desencadear grandes mudanças na indústria farmacêutica. Com um grande foco em resultados, as companhias estão buscando soluções que são focadas no paciente ao invés de produtos. Definir como esses serviços de saúde devem ser é uma coisa, mas trazer essas ideias para o mercado é muito mais difícil do que parece.

Desenvolver novos serviços de saúde focados em resultados geralmente envolve construir novas capacidades, considerando modelos de negócios diferentes, criando parcerias com tipos distintos de empresas e, claro, tendo investimento monetário e de recursos. A mudança deve ser significante, já que as indústrias farmacêuticas que confrontam esses desafios possuem o potencial de criar laços mais estreitos com os pacientes e ganhar uma grande vantagem em um mercado competitivo.

Os que estão aceitando o desafio atualmente são poucos. Um pequeno número de empresas farmacêuticas ou de tecnologia estão começando a oferecer serviços de saúde centrados no paciente.

Por exemplo, a Omada Health, uma companhia de terapia digital, criou um programa que ajuda pacientes a administrar doenças crônicas, como diabetes, encorajando hábitos saudáveis através de planos personalizados, conselhos de saúde e rastreamento de sucesso. Os usuários só pagam quando os resultados forem atingidos.

A empresa de biofarma Astra Zeneca fez uma parceria com uma plataforma de coaching de saúde chamada Vida Health. O objetivo é oferecer ferramentas de aconselhamento para pessoas que sofreram ataques cardíacos. A companhia fornecedora de medicamentos para diabetes Novo Nordisk desenvolveu um portal digital para pacientes, oferecendo serviços de saúde como informações e planos customizáveis.

Em todos esses exemplos, os pacientes ganham serviços de saúde, acesso a informação e orientação que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida, enquanto as organizações ganham acesso a dados pessoais detalhados que melhoram o compromisso com seus clientes.

Para se transformar em um modelo de negócios que entrega serviços de saúde focados no paciente, a empresa deve identificar novas maneiras de criar valor com este novo modelo. É importante descobrir:

  • Público alvo;
  • A necessidade dos pacientes e como esse novo modelo pode entregar essas novas demandas;
  • Canais que permitem interação com os clientes;
  • Oportunidades de geração de receita, além de oportunidades de gerar valor não monetário para a empresa;
  • Se as capacidades requeridas para lançar e sustentar esse modelo já existe dentro da organização;
  • Parceiros que a companhia precisará buscar para lançar e administrar os serviços de saúde oferecidos.

Assim que essas questões forem exploradas e respondidas, os que querem continuar a transição para oferecer serviços de saúde focados no paciente devem considerar os seguintes passos em sua jornada:

1. Entregar valor para todas as partes interessadas

Em um ambiente que é gerido por resultados, soluções devem ser valiosas para todas as partes interessadas. Desenvolver serviços de saúde somente para o paciente ou o médico não é mais o bastante. Enquanto você cria novas contribuições, é importante considerar as necessidades de todo ecossistema de saúde.

Um bom exemplo disso é a One Drop, empresa que oferece serviços de saúde digital, que ajudam pessoas a administrar diabetes tipo 2. Porém, mesmo que seu usuário primário seja o paciente, a companhia entrega valor para médicos e operadoras de saúde, dando a eles informações de como os usuários administram suas doenças e encorajando aderência medicamentosa para melhores resultados.

2. Explorar o potencial de múltiplos fluxos de receita

Quando olhamos para negócios focados em serviços de saúde digital, é ideal considerar o potencial de diferentes fluxos de receita. Diferente de empresas que trabalham baseadas no produto, há oportunidade de criar modelos de receita mais complexos, focando em diversos consumidores dentro do ecossistema de saúde.

A Fitbit faz isso muito bem. Em 2015, a empresa ganhou 1.8 bilhões de dólares em receita através da venda de seus rastreadores fitness e serviços de saúde. Eles conseguiram esse valor buscando diferentes formas de lucrar, como assinaturas para programas de saúde e a venda de dados para terceiras pessoas.

3. Usar dados para ganhar mais

Os serviços de saúde digitais oferecem uma grande quantidade de dados em potencial. É importante considerar como essas informações podem ser usadas pela empresa para apoiar outras frentes, como opiniões de clientes e estudos clínicos.

Siga o exemplo da Daiichi Sankyo, uma indústria farmacêutica japonesa, que fez uma parceria com a Partners Healthcare para criar uma plataforma de orientação que engaja pacientes em seus cuidados, apoiando a mudança de comportamento de pessoa com fibrilação atrial. Um dos objetivos-chave desses serviços de saúde é criar um banco de dados robusto de resultados de paciente, criando evidências para tratamentos baseados em qualidade.

4. Buscar novas parcerias

Lançar serviços de saúde focados no paciente requer uma nova gama de capacidades. Fazer parcerias com organizações que possuem experiência em entregar esses tipos de contribuição pode reduzir custos, diminuir riscos e ganhar tempo.

A multinacional francesa Sanofi fez uma parceria com a Verily (antiga Google Life Sciences) para desenvolver novas tecnologias e serviços para apoiar pacientes com diabetes.

5. Focar no que é único em você

Serviços de saúde centrados no paciente têm o risco de se tornarem genéricos. Pensando na quantidade de aplicativos de saúde e ferramentas digitais que já estão no mercado, como você se destaca?

Foque no que é útil para o público alvo que você está trabalhando. Serviços de saúde digital ainda estão em ascensão, ou seja, ainda há muito potencial a ser explorado. A oportunidade está aí para os que possuem ambição para ir além do básico.

Outra forma de se destacar é estar sempre por dentro do mercado. Você pode conhecer outros serviços de saúde e descobrir novas maneiras de criar ferramentas de qualidade com foco no paciente indo ao HIS – Hospital Innovation Show.

Serviço:

Hospital Innovation Show

Datas: 27 e 28 de setembro

Local: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda

Este artigo foi adaptado do site MedCityNews