ANS realiza encontro do setor em São Paulo

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Operadoras e prestadores discutirão temas relevantes do mercado de planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realiza, entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro, em São Paulo (SP), mais uma edição do Encontro ANS. O evento é direcionado aos agentes do setor (operadoras e prestadores de serviços de saúde) e discutirá temas relacionados à regulação do mercado de planos de saúde.

A programação inclui palestras e debates dos diretores e técnicos da ANS sobre temas pertinentes às cinco áreas: Gestão, Fiscalização, Desenvolvimento Setorial, Normas e Habilitação de Produtos e Normas e Habilitação de Operadoras. O objetivo é compartilhar informações técnicas a fim de contribuir com um cenário cada vez mais qualificado para o setor de saúde suplementar.

Além das palestras, técnicos da Agência farão atendimentos individualizados nos dias 01 e 02 de outubro para tirar dúvidas sobre temas como Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), Rol de Procedimentos, regularização de débitos, ressarcimento ao SUS e acompanhamento econômico-financeiro das operadoras, entre outros.

Clique aqui e confira a programação.

O Encontro ANS é realizado periodicamente pela reguladora. A última edição ocorreu entre 24 e 26 de junho em Mato Grosso, e reuniu atores do setor na região Norte e Centro-Oeste.

Unimed Volta Redonda completa 30 anos

Fachada do Hospital Unimed Volta Redonda 2

Cooperativa gera mais de 1.500 empregos e atende mais de 66 mil clientes

Em 28 de setembro de 1989 um grupo de 30 médicos se uniu em torno de um fundamento: gerar melhores condições de trabalho e renda com o compromisso de cuidar da saúde e bem-estar das pessoas. O projeto ganhou corpo e o sonho se transformou em realidade. Hoje a Unimed Volta Redonda comemora 30 anos com orgulho de se manter firme no propósito e de prestar de um atendimento de qualidade.

Todo esse crescimento impacta diretamente no desenvolvimento socioeconômico da Cidade do Aço, motivo de satisfação para a Cooperativa. A Unimed Volta Redonda é uma das maiores empregadoras da região com cerca de 1500 colaboradores diretos e mais de 400 indiretos, e foi eleita sete vezes uma das 150 Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil pelo Guia Você S/A. Contabiliza ainda 463 médicos cooperados e mais de 66 mil clientes.

Com a gestão totalmente voltada para trabalhos de boas práticas, ao longo de todos esses anos a Cooperativa investe em um ambiente corporativo e hospitalar harmonioso, promove ações e cursos de valorização e desenvolvimento dos colaboradores e cooperados na capacitação da equipe em gestão, liderança e melhorias dos processos.

Toda essa valorização dos colaboradores está diretamente relacionada à cultura organizacional assumida pela Cooperativa chamada Jeito Unimed de Cuidar. Com os pilares Respeito, Gentileza e Competência, o JUC preza pelo cuidado nas relações com médico cooperado, colaborador, cliente e fornecedor.

“Nós acreditamos que as pessoas são o grande diferencial da nossa instituição. Temos muito orgulho em afirmar que ao longo desses 30 anos acreditamos nas pessoas e vamos continuar investindo no desenvolvimento de cada um para crescer ainda mais. Só conseguimos transformar sonhos em realidade com um time dedicado e competente. É nisso que acreditamos”, afirmou o presidente da Cooperativa, Dr. Luiz Paulo Tostes Coimbra.

Crescer para fazer mais e melhor

A Cooperativa de trabalho formada por médicos tem em seu DNA a prestação de serviço de saúde. Contempla o Hospital Unimed Volta Redonda, o Centro Cuidar, o Lóbus Instituto de Treinamento, Ensino e Pesquisa do Hospital Unimed Volta Redonda e o Hospital Unidade Litoral.

Com nove anos de funcionamento, o Hospital Unimed Volta Redonda é referência na região em tecnologia nos equipamentos, qualidade na assistência e segurança nos processos. Conta atualmente com 145 leitos e está em fase de expansão. Serão mais 117 quartos, além de ampliação da UTI Adulto e Neonatal/Pediátrica, do Centro de Oncologia, do Pró Vida e do estacionamento. A obra orçada em 47 milhões tem previsão de conclusão em abril de 2020, e promete revolucionar o mercado de saúde no interior do estado.

Além disso, o Hospital Unimed Volta Redonda se preocupa com a hospitalidade e proporciona um atendimento diferenciado para os clientes. Como uma forma de contribuir para uma permanência hospitalar mais agradável, uma recuperação mais rápida e suavizar os tratamentos, a equipe investe em ações como celebração de datas comemorativas, de pega da medula e comemoração de aniversários. Essas ações também fazem parte do Jeito Unimed de Cuidar.

O Centro Cuidar - localizado em Volta Redonda e Angra dos Reis – é uma Unidade de Atenção à Saúde que oferece serviços de prevenção, reabilitação, gerenciamento de doenças crônicas e bem-estar. Atende clientes da operadora Unimed, particulares e de outros convênios.

Com o foco no desenvolvimento de pessoas, ampliação da capacitação e o ensino de cooperados e da comunidade, o Lóbus Instituto de Treinamento, Ensino e Pesquisa do Hospital Unimed Volta Redonda é uma frente de educação que atua como um mecanismo de crescimento para a cooperativa, com o foco em ampliar ainda mais a capacitação e o ensino de cooperados, colaboradores e da comunidade.

Em 2018 descemos a serra e chegamos ao litoral com a aquisição do Hospital, área de ação e carteira de clientes da Unimed Angra dos Reis. A unidade hospitalar foi reformada e conta com equipamentos de alta tecnologia e atendimento médico de qualidade. Toda essa estrutura visa entregar a melhor experiência no cuidar.

Hospitais empregaram 50 mil pessoas nos últimos 12 meses

enfermeiros

Responsável por metade dos postos de trabalho formais criados no setor da saúde, as atividades de atendimento hospitalar geraram 50 mil empregos no acumulado de 12 meses até agosto de 2019. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) divulgados nesta semana pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Comparado ao mesmo período de 2018, houve aumento de 70% no número de empregados do setor.

Os hospitais membros da Anahp foram responsáveis por 5.728 contratações, no acumulado de 12 meses até julho de 2019 (dado mais recente disponível), segundo levantamento do Sistema de Indicadores Hospitalares Anahp (SINHA).

"Mesmo em um cenário de perdas seguidas do setor de planos de saúde, os hospitais seguem contribuindo com os índices de emprego do país. Devemos esses resultados à manutenção de investimentos em ampliação, incorporação de novas tecnologias e aprimoramento da qualidade da assistência prestada pelas instituições", avalia Marco Aurélio Ferreira, diretor executivo da Anahp.

Sobre a Anahp

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) é uma entidade representativa dos principais hospitais privados de excelência do País. Criada em 11 de maio de 2001, durante o 1° Fórum Top Hospital, em Brasília, e fundada em setembro do mesmo ano, a Anahp surgiu para defender os interesses e necessidades do setor - bem como expandir as melhorias alcançadas pelas instituições privadas para além das fronteiras da Saúde Suplementar, favorecendo assim todos os brasileiros. Atualmente a Anahp ocupa uma função estratégica no cenário político e institucional, principalmente, no desdobramento de temas essenciais à sustentabilidade do sistema. Representante de hospitais reconhecidos pela certificação de qualidade e segurança no atendimento hospitalar, além de promover ações que transcendam os interesses das instituições associadas. A Anahp está preparada para fortalecer o relacionamento setorial e contribuir para a reflexão, ampla e irrestrita, sobre o papel da saúde privada no país.

Prati-Donaduzzi é escolhida como modelo de inovação por conferencistas da ANPEI

Prati-Donaduzzi é escolhida como modelo de inovação por conferencistas da ANPEI

A farmacêutica Prati-Donaduzzi, com sede em Toledo, no Oeste do Paraná, foi escolhida como modelo de empresa inovadora pelos conferencistas da Conferência da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI).

A confirmação foi feita pelo mestrando de Gestão em Tecnologia da Unioeste, Ruan Mendonça, durante uma visita técnica na quarta-feira (25), na sede da indústria. Junto com Mendonça, 30 gestores de inovação de empresas, agências de governo, estudantes e empreendedores de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná conheceram o parque fabril.

Segundo Mendonça, um dos motivos que levou a organização da Conferência ANPEI de Inovação a escolher a Prati-Donaduzzi para visitar foi à inovação. “É muito bom saber que o Brasil e o Paraná têm uma indústria tão inovadora como a Prati”.

Durante a visita técnica, o grupo conheceu o coração da empresa: o setor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), da Prati-Donaduzzi. Local onde são desenvolvidos formulações e métodos de medicamentos.

Para Thais Simões, do setor de Empreendedorismo e Inovação da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), de Minas Gerais, o incentivo em novas pesquisas é um dos grandes diferenciais da farmacêutica. “Um dos detalhes que mais me chamou a atenção foi a interação da empresa com as universidades. Essa iniciativa é muito importante, pois mostra o compromisso em desenvolver produtos inovadores e com impacto social”, destacou a conferencista.

Conhecendo a Prati

Antes da visita técnica no laboratório de pesquisa da indústria, os visitantes foram recepcionados pelos sócios-fundadores, Dr. Luiz Donaduzzi, Dra. Carmen Donaduzzi e pelo diretor-presidente, Eder Fernando Maffissoni.

Durante a recepção, Maffissoni contou a evolução da empresa nos últimos 25 anos. De acordo com o diretor-presidente, a indústria está iniciando sua terceira fase. Até 2010, era dedicada exclusivamente para atender os Governos, fornecendo medicamentos genéricos para as unidades básicas de saúde e hospitais.

Depois desta fase, avançou para o Canal Farma. Esta mudança promoveu um salto de produção da empresa. Continua sendo a maior fornecedora pública de genéricos, mas também está presente em mais de 55 mil farmácias em todo o Brasil. E a partir de 2020, ampliará sua atuação, focando na área de Prescrição Médica. “Hoje detemos o título de maior produtora de genéricos do Brasil e somos considerados o metro quadrado mais produtivo do setor”, disse o diretor-presidente. Apenas um equipamento da fábrica, tem capacidade para produzir 1 milhão de comprimidos por hora.

Biopark

Além da história da farmacêutica o grupo de conferencistas da ANPEI conheceu o Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark), também localizado em Toledo. O Parque busca o desenvolvimento da pesquisa científica em especial na área de biotecnologia. “Pesquisa se faz com pessoas. Em 30 anos, o Biopark gerará 30 mil postos de trabalho”, explicou o presidente do Biopark, Dr. Luiz Donaduzzi.

A Conferência ANPEI de Inovação está sendo realizada em Foz do Iguaçu, até sexta-feira (27), com o tema Inovação e Indústria 4.0.

SOBRE A PRATI-DONADUZZI

A Prati-Donaduzzi, indústria farmacêutica 100% nacional, é especializada no desenvolvimento e produção de medicamentos genéricos. Com sede em Toledo, oeste do Paraná, produz, aproximadamente 11,5 bilhões de doses terapêuticas por ano e gera aproximadamente 4,3 mil empregos. É considerada a maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil* e pretende incrementar em 15% seu faturamento e capacidade produtiva em 2019.

*IQVIA MAT JUL/2019 PMB + NRC Doses Terapêuticas

Qualicorp participa de palestra sobre os custos com saúde para as empresas

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O diretor de Negócios Empresariais da Qualicorp, Rafael Maganete, fez a palestra de abertura do Congresso de Gestão de Talentos: Saúde Corporativa e Remuneração & Benefícios, realizado pela Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos (ABPRH) em São Paulo. O executivo apresentou cases de sucesso e falou sobre o os desafios das empresas em manter o benefício saúde de forma sustentável, visando minimizar os custos e ao mesmo tempo agregar valor.

Segundo dados do Instituto Coalizão Saúde, até 2030 serão gastos de 20 a 25% do PIB com saúde no Brasil. Isso acontecerá devido ao reflexo do envelhecimento da população e ao surgimento de novas doenças. Para o diretor da Qualicorp, há uma mudança no comportamento dos brasileiros em relação à sua saúde, pois estes têm mais poder como consumidores e querem ser mais saudáveis. Ao mesmo tempo, a maior prevalência de doenças crônicas na população, o surgimento constante de novas tecnologias no mercado da saúde e a falta de planejamento na utilização do benefício geram custos cada vez mais altos a longo prazo. “Por isso, o objetivo da área de Negócios Empresariais da Qualicorp é ajudar as corporações que buscam encaixar o benefício do plano de saúde na folha de pagamento”, ressaltou.

Cerca de 70% da população brasileira tem acesso à saúde suplementar por meio de planos de saúde coletivos empresariais. De acordo com Rafael Maganete, um dos papéis da Qualicorp é fazer a gestão integrada da saúde corporativa. “Entre as iniciativas propostas às empresas, nós preparamos uma pesquisa para entender o perfil de saúde dos seus funcionários, sugerimos a gestão da saúde dos casos críticos e crônicos, além de criarmos programas de promoção à saúde. Recomendamos, também, um mapa de ações efetivo, com foco na promoção da saúde e na redução de custos. A partir de ações como essas, há exemplos de empresas que conseguem economizar milhões de reais e ainda garantem o acesso à saúde de qualidade para seus colaboradores”, completou o executivo.

Durante o painel, o diretor de Negócios Empresariais falou ainda sobre uma tendência de demanda por produtos e serviços que otimizem o desempenho das empresas. “Quando você cuida da saúde do seu funcionário, a produtividade aumenta. Por isso, sempre faço questão de ressaltar que nós da Qualicorp entendemos que quando cuidamos do plano de saúde de uma empresa, cuidamos da saúde e da qualidade de vida de todos”.

Estudo de professor da FGV aponta que brasileiro está menos otimista quanto à tecnologia

mhealth, tecnologia e saúde

Escândalos relacionados à tecnologia e transformações político-econômicas afetaram a confiança dos brasileiros na tecnologia em 2019

O brasileiro nunca esteve tão pessimista em relação à tecnologia. É o que mostra o Indicador de Confiança Digital (ICD), levantamento contínuo que afere a perspectiva do brasileiro frente a mudanças políticas, sociais, econômicas, ambientais ou tecnológicas. A terceira versão do estudo apresentou uma queda de 3,2% em seu desempenho. Em escala que vai até 5, a pontuação caiu de 3,33 no início de 2018 para 3,22. A primeira versão registrou 3,92.

"Escândalos relacionados à tecnologia e transformações político-econômicas afetaram a confiança dos brasileiros na tecnologia em 2019. Nesse período, surgiram diferentes escândalos de vazamento de dados, invasão de hackers e divulgação de notícias falsas (fake news) – fatores que, portanto, afetaram a forma como o público vê a tecnologia. A tensão e a polaridade política vistas nas redes sociais também podem ter influenciado nesse resultado", explica o coordenador do MBA de Marketing Digital da FGV e responsável pela pesquisa, André Miceli.

O levantamento mediu a opinião dos brasileiros sobre a tecnologia por meio de avaliação de sete afirmações. Os resultados variaram, em média, 4,41% para cima ou para baixo em relação a 2018. "Essa média foi influenciada, em grande parte, pela pergunta: A tecnologia me traz angústia e ansiedade" – que apresentou uma piora de 14%. Apenas duas das sete perguntas apresentaram um desempenho melhor do que na primeira edição"", acrescenta Miceli.

O levantamento do ICD aponta ainda que os jovens continuam sendo a parte da população que mais desconfia da tecnologia, enquanto adultos e idosos se mostram mais otimistas, com uma visão mais positiva de suas funcionalidades. "Entre os adolescentes (13-17 anos), o ICD é 3,00 – o mais baixo entre o público analisado. O valor cai ainda para 2,78 em entrevistados com Ensino Fundamental (1º Grau) completo, que coincide com o público dessa faixa etária", acrescenta André Miceli.

A sequência da pesquisa revela que as gerações mais velhas, de modo geral, se mostram otimista quando o tema é internet e tecnologia. "Pessoas entre 55-64 anos apresentaram o maior ICD, com um indicador de 3,57," relata o professor da FGV.

Tecnologia a favor da vida

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A área da saúde, na qual a eficácia de todos os procedimentos é decisiva para proporcionar um bom atendimento, qualidade de vida aos assistidos e otimizar recursos – inclusive no sistema público –, passou a contar com uma plataforma crescentemente adotada por hospitais e clínicas. Trata-se do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), integrado à Certificação Digital, um dos mais relevantes avanços verificados nos últimos anos na gestão das instituições e, sobretudo, no controle de procedimentos médicos, prescrição e monitoramento de medicamentos, exames e demais trâmites clínicos.

Mas o que o Certificado Digital representa em um sistema de gestão de informações sobre um paciente? Ele significa autenticidade, segurança, não repúdio e sustentabilidade. É ele quem viabiliza a assinatura de todos os documentos, sem caneta e sem papel, mas com valor jurídico, assim como ocorre quando as vias são assinadas manuscritamente e chanceladas com o carimbo médico.

Por que autenticidade? O Certificado é a identidade digital de pessoas físicas e jurídicas no meio eletrônico. Ele identifica inequivocamente e tudo o que é realizado por meio dele não pode ser repudiado. Ou seja: no contexto do PEP, ele associa a atividade a quem realizou, garantindo a autenticidade.

Sobre a segurança, processos realizados no meio eletrônico, do início ao fim, são facilmente passiveis de auditoria e criam um histórico, o que é bom para o hospital e aos profissionais participantes em um procedimento – uma vez que há o registro de todos os envolvidos e suas respectivas assinaturas digitais. Outro ponto importante relacionado ao uso do Certificado ao PEP e a segurança, é a questão do erro de interpretação. Com as informações inseridas de modo eletrônico – e, portanto, digitadas – minimiza-se as chances de erros por conta do entendimento da grafia, por exemplo.

E a sustentabilidade? Se os processos são realizados totalmente no meio eletrônico, elimina-se o uso do papel.

Os hospitais Leforte, de São Paulo, e Erasto Gaertner, de Curitiba, são casos de sucesso nos quais a integração da Certificação ao Prontuário Eletrônico, nos sistemas HIS, gerou grande economia, devido ao armazenamento de dados. Além disso, a consulta ao histórico foi facilitada, bem como a troca de informações entre todos os profissionais das instituições. Com isso, melhoraram a eficiência operacional e o atendimento tornou-se mais ágil e com mais qualidade ao paciente.

Sobre o autor

Leonardo Gonçalves é diretor comercial da Certisign, empresa especialista em identificação digital.

Sobre a Certisign

A Certisign é a Autoridade Certificadora líder da América Latina e especialista em Identificação Digital. Com mais de 1.800 Locais de Atendimento por todo o Brasil, já emitiu mais de 10 milhões de Certificados Digitais ao longo de seus 21 anos. A empresa tem em seu portfólio de clientes as companhias mais representativas do País e está entre as empresas mais inovadoras, de acordo com as pesquisas "Inovação Brasil 2016", da Strategy & Consultoria Estratégica do Network PwC, e "50 Empresas Mais Inovadoras do País", da DOM StrategyPartners.

Contratantes de planos de saúde mais engajados

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ANS participou de Seminário Internacional promovido pelo Sesi para debate da saúde suplementar

"Não há gestão de pessoas, sem gestão de saúde". Com essa fala, o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Leandro Fonseca, sintetizou a importância de uma atuação mais forte dos grandes contratantes de planos de saúde empresariais para a mudança no modelo de assistência à saúde e para a geração de resultados em saúde. Fonseca participou nessa terça-feira, 24/9, da abertura do II Seminário Internacional Sesi de Saúde Suplementar.

O evento reuniu especialistas brasileiros e internacionais para discutir esse tema que é relevante em todo o mundo: como conciliar o melhor atendimento a um custo possível de ser pago.

Entre os principais temas abordados no seminário, Lindsay Martin, diretora executiva de Melhorias do Institute for Healthcare Improvement (IHI) falou sobre a experiência nos Estados Unidos do uso de ferramentas para a gestão da saúde e como a coalizão de empresas contratantes de plano de saúde contribui na transformação do Sistema de Saúde. Para falar de experiências exitosas na gestão de saúde de trabalhadores, Juliana Azevedo e Edson de Marchi apresentaram, respectivamente, iniciativas da Procter & Gamble e da Ambev que resultaram em menor incidência de afastamentos por causas médicas e em redução de custos com saúde.

Na parte da tarde, Luís Peres, presidente da Faro, falou sobre a experiência de inovação em Porto Rico com a transição para um sistema de saúde baseado em valor. Durante o painel "A jornada de saúde baseada em valor", Rogério Scarabel, diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, ressaltou que a reguladora está atenta aos desafios do setor, promovendo encontros e debates com todos os seus públicos: "Não temos lados opostos, mas perspectivas diferentes. Nossa proposta é atuar em conjunto para aperfeiçoar a regulação e ter um setor que entregue cada vez mais valor aos seus usuários", concluiu ele no último painel do II Seminário Internacional Sesi de Saúde Suplementar.

Genômica is the new black

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“Nós produzimos conhecimento e inovação, e vocês são peças-chave. Hoje as informações se espalham muito rápido, e nós queremos que vocês tenham acesso e propaguem a informação correta, verdadeira.”, disse Carlos Marinelli, CEO do Grupo Fleury para os presentes durante o 4° Encontro de Jornalismo em Medicina Diagnóstica: Genômica is the New Black. Entre os porta-vozes estavam os principais executivos do Fleury e alguns convidados.

Marinelli diz que a iniciativa é parte da estratégia para promover a sustentabilidade no sistema. O intuito é estreitar o contato com os produtores de conteúdo, disponibilizando fontes adequadas com conhecimento específico, e assim evitar possíveis crises de informação na população. 

O tema genômica é usualmente relacionado ao câncer, uma vez que o cenário de envelhecimento populacional o torne mais evidente, embora esta não seja a sua única aplicação.  Antigamente o diagnóstico da doença era praticamente uma sentença de morte, mas hoje vivemos uma mudança significativa com a genômica, explica Daniella Kerbauy, Diretora Médica do Grupo Fleury. A grande promessa é a estratificação dos pacientes de acordo com os seus perfis genéticos e, a partir daí, realizar uma medicina de precisão, que de forma individualizada personaliza cada intervenção. 

Na primeira década dos anos 2000 houve uma grande evolução no sequenciamento do DNA com o método de Sequenciamento de Nova Geração (NGS). A tecnologia trouxe inúmeras vantagens em relação ao método convencional e possibilitou o sequenciamento do primeiro Genoma Humano. Edgar Gil Rizzatti, Diretor Executivo Médico e Técnico do Grupo Fleury, brinca ao mencionar um estudo de 2015 que comparava alguns geradores de dados como astronomia, Twiter, Youtube e a genética: “Eles descobriram que os dados genéticos têm ordens de grandeza muito acima de qualquer uma das outras. Não vamos mais falar em dados astronômicos e sim genômicos!”

A Diretora Executiva de Negócios, Jeane Tsutsui, lembra que codificar todo o genoma humano foi um projeto bastante audacioso, lento e custoso: quase US$ 3M ao longo de 15 anos. Hoje, graças à incorporação tecnológica, pode-se sequenciar um genoma por menos de US$ 1000, em algumas horas. “Nós disponibilizamos mais de 300 tipos de testes na área, e através da nossa plataforma, isso é disponibilizado para o Brasil inteiro”, conta Jeane, e revela “Hoje a nossa receita cresce 50% ao ano em genômica”.

Neste contexto, houve também um progresso bastante notório na busca por terapias cada vez mais alvo-específicas, diz Daniella. Após a retirada de uma amostra do tumor, é realizado o NGS e uma análise de bioinformática. Então entra em cena o Watson for Genomics, que busca insights para as mutações sinalizadas no exame em bancos de dados, e faz notações de acordo com a relevância do achado e pertinência clínica. Finalmente, este material é estudado e discutido por um board de especialistas que disponibilizam a sua conclusão em um laudo. A partir daí, o responsável pelo tratamento consegue escolher entre as linhas terapêuticas existentes, o melhor fit entre o perfil genético do tumor e a intervenção que melhor neutraliza o alvo.

“É claro que recebemos alguns questionamentos sobre o custo que isso agregará ao sistema.” diz Jeane, “Mas quando olhamos a cadeia de saúde, esse tipo de atuação só traz benefícios. Quando conseguimos direcionar o tratamento, há vantagens claras para o paciente, porque mudamos a sua trajetória. Existem vários estudos avançando para provar essa economia”.

Marinelli conta que em uma pesquisa recente entre o Fleury, o Hospital Pérola Byington e a desenvolvedora americana Genomic Health, verificou-se que em um grupo de 100 mulheres, 70% das indicações por linhas quimioterápicas não eram necessárias. Esse dado é importante pois o tratamento protocolo não iria surtir o efeito esperado e, então, mudou-se a conduta para uma alternativa eventualmente mais barata e com o custo social menor.

Segundo Edgar, nos últimos três anos, houve uma incorporação imensa de tecnologias relacionadas a transformação digital e integração de dados. E​m breve poderemos ter todas as informações capturadas nos gadgets do nosso dia a dia, imputadas em nosso prontuário eletrônico e fazer uso desse conhecimento de forma clínica. “Vamos evoluir a ponto de criar um mapa e ter um entendimento cada vez melhor dos fenômenos biológicos”, ele disse, se referindo ao processamento unificado de plataformas de análises clínicas, patológicas, bases de imagens, genômica e outras para suporte a decisão médica.

Sem dúvida isso gerará uma alta complexidade para análise desse conhecimento. Edgar fala que a maior preocupação é manter a proximidade com os médicos e os assessorar do pré ao pós atendimento, visando sempre o uso adequado dos recursos. 

“O sistema tem recursos finitos, e todos disputam os mesmos recursos. Logicamente vivemos em um mundo no qual pessoas com mais recursos têm mais acesso, de forma precoce ou em maior abundância. Que tal se distribuirmos esses recursos para quem mais precisa, quando precisa e na quantidade necessária?”, refletiu Marinelli, e continuou, “Inovação não é algo que fazemos pensando no futuro. Inovação é o que vivemos o tempo inteiro, o que estamos implementando. Nesses 90 anos, nós temos buscados soluções e é o que vamos fazer pelos próximos 90”.

Monitoramento de preços de DMIs pela Anvisa é debatido

Monitoramento de preços de DMIs pela Anvisa é debatido

A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde – ABRAIDI – participou de uma reunião fechada durante a MedTech Conference, em Boston, nos Estados Unidos, com a Anvisa onde foi discutido um possível monitoramento de preços para os Dispositivos Médicos Implantáveis – DMIs. O evento, de 23 a 25 de setembro, é promovido pela Advanced Medical Technology Association – Advamed e considerado o maior do país sobre tecnologia médica.

O encontro contou com a participação do diretor-executivo da ABRAIDI, Bruno Bezerra, que questionou os executivos da Anvisa presentes, entre eles o diretor de Autorização e Registros Sanitários, Renato Porto, a gerente de Processos Regulatórios, Gabrielle Troncoso e o gerente de Tecnologia de Produtos para Saúde, Augusto Geyer, sobre o possível monitoramento do preços. “Estamos acompanhando de perto esse tema de extrema importância para os associados pelo impacto e mudanças que podem provocar nos negócios”, afirmou Bezerra logo após a reunião.

Segundo as informações dos executivos, a Agência finalizou a Análise de Impacto Regulatório sobre as possibilidades de intervenção na questão de preços de DMIs. “Nesse momento está aberto o prazo de Tomada Pública de Subsídios sobre o conteúdo do relatório até o dia 13 de outubro, ao qual a ABRAIDI deverá se manifestar”, informou Bruno Bezerra. Após esse prazo, a Anvisa irá consolidar as contribuições recebidas e submeter uma proposta final de regulação à Diretoria Colegiada - Dicol, que decidirá se acata a recomendação do monitoramento de preços ou se opta por um outro caminho. “Eles podem até manter a situação atual ou controlar preços, nos moldes da CMED. Renato Porto esclareceu que esse tema deve ser levado para a Dicol até o início do ano que vem”, completou Bezerra.

O diretor executivo ouviu dos porta-vozes da Anvisa que, caso seja escolhida a opção de monitoramento, será feita uma implantação por etapas. “Após a fase inicial do projeto, com publicação no site da Agência dos preços, haverá uma complementação de informações com base na Terminologia Unificada da Saúde Suplementar – TUSS. A Anvisa e a ANS já possuem um acordo de cooperação de modo que a base de dados da ANS também integre esse esforço de monitoramento.

Os executivos da Anvisa informaram que, após a implantação do monitoramento, a Agência fará o acompanhamento da regulação, seguindo os preceitos da OCDE, por pelo menos dois anos para verificar se está sendo efetivo ou não. “Após esse período, caso não haja sucesso em monitorar os preços, a Anvisa pode considerar a realização do controle de apenas alguns produtos e a ABRAIDI manifestou o seu posicionamento sobre o tema”, completou Bezerra.

O gerente de Tecnologia de Produtos para Saúde, Augusto Geyer, adiantou ainda alguns outros assuntos da pauta da Anvisa para os próximos meses: simplificação do mecanismo de alteração de registro de produtos; alteração de regras para classificação de risco de produtos – alinhando com o que Europa já faz e integrando às regras do Mercosul; dispositivos médicos sob medida; e softwares como dispositivos médicos.