Coparticipação no plano de saúde empresarial já é adotada por 74% das empresas, segundo consultoria Mercer Marsh Benefícios

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O constante crescimento dos custos de saúde, que já representa 13,5% da folha de pagamentos, fez com que 94% das empresas fizessem alguma mudança nos programas de saúde tendo como principal direcionador a redução das despesas.

Quase metade destas (46%) incluiu ou alterou o desenho de coparticipação dos colaboradores em procedimentos médicos, como consultas, exames simples, exames especiais, terapias e pronto-socorro, entre outros.

Outro grupo (39%) fez migração de operadora, e 28% alterou a elegibilidade de nível de plano por cargo, ampliando a oferta de planos básicos até os níveis de cargos de especialistas, segundo a 29ª Pesquisa de Benefícios Corporativos da consultoria Mercer Marsh Benefícios™ junto a 611 empresas empregadoras de 1,5 milhão de colaboradores.

A amostra analisada abrange 2,6 milhões de vidas (titulares e beneficiários dos planos). Do total de participantes, 57% são multinacionais e 58% têm faturamento acima de R$ 100 milhões.

Coparticipação

Em relação à coparticipação, segundo o estudo, esta prática subiu de 51% em 2015, para 74% em 2019. Ainda de acordo com o levantamento, a participação dos colaboradores nos valores das consultas, exames simples, exames especiais, terapias e pronto-socorro, entre outros procedimentos simples, é em média 24%.

As empresas participantes da pesquisa da consultoria representam os principais setores da economia. Dos cerca de 30 setores analisados, quatro foram destacados para identificar as diferentes estratégias diante da média geral: bens de consumo não duráveis, química, tecnologia e varejo.

Coparticipação para segmentos

O setor varejista se destaca com 86% das organizações aplicando o modelo de coparticipação, seguido por empresas de bens de consumo não duráveis (85%), indústria química (70%) e tecnologia (65%). Nesses setores, a participação dos colaboradores nos valores dos procedimentos é de 22% a 25%.

Tempo médio de resposta da Ouvidoria da Amil diminui em 34%

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Operadora foi premiada por alterar o nome de um beneficiário transgênero em sua carteirinha, atitude pioneira na saúde suplementar

O tempo médio de resposta da ouvidoria da Amil diminuiu em 34% de 2017 para 2018. Hoje, a média de retorno dos contatos recebidos pelo canal com resolução direta ao cliente é de 90% no primeiro contato. A empresa atribui o resultado a uma série de mudanças implementadas no último ano. A Amil passou a ter uma médica à frente da Ouvidoria, investiu na qualificação da equipe de atendimento por meio de treinamentos e na autonomia dos analistas da Ouvidoria, ao implementar uma política de resolução de demandas no primeiro contato.

A ouvidoria da Amil atende a cerca de seis mil contatos por mês, via telefone, site e correios. As suas iniciativas de inclusão e diversidade foram reconhecidas pelo Prêmio Ouvidorias Brasil 2018, promovido pelo Comitê Nacional de Ouvidorias, da Abrarec. No case apresentado, a operadora alterou o nome de um beneficiário transgênero em sua carteirinha, algo até então pioneiro na saúde suplementar. “Faz parte da missão da ouvidoria ser a voz do cliente na busca pela melhoria de processos operacionais. E esta demanda nos levou a desenvolver um programa de integração e acolhimento para que os beneficiários que tiverem o desejo de assumir seus nomes sociais possam ter esse pedido atendido sem entraves”, conta Andrea Fortes, Ouvidora da Amil.

Hospital Edmundo Vasconcelos conquista Selo de Qualidade do Registro de Câncer

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O Hospital Edmundo Vasconcelos teve suas ações e trabalhos voltados ao tratamento do câncer reconhecidos com a conquista do Selo de Qualidade do Registro de Câncer, na categoria Ouro. A premiação é concedida pelo Registro de Câncer Populacional do Município de São Paulo a instituições que cumprem um padrão de qualidade de informações sobre a doença e estão comprometidas com a importância dos dados.

Essa é a primeira edição do prêmio, criado com o intuito de ser um instrumento oficial e incentivar a melhoria da qualidade do preenchimento de informações sobre câncer na capital paulista. Mais de 30 estabelecimentos de saúde foram contemplados, nas categorias prata e ouro.

Para o diretor do Hospital, Dario Antonio Ferreira Neto, essa conquista representa o resultado de um trabalho árduo e responsável sobre o câncer. "Entendemos que é preciso muita responsabilidade para coletar dados e informações sobre a doença, a fim de auxiliar nas estatísticas e tomadas de decisão para melhorar não só a vida do paciente, mas de toda uma sociedade que convive com o problema", diz.

Entre os projetos que destacam o Hospital Edmundo Vasconcelos no tratamento e diagnóstico de pacientes com câncer estão o moderno centro de medicina nuclear e o programa voltado ao câncer de mama, que diminui o prazo de espera entre procedimentos, exames e o diagnóstico ao concentrar todos os exames em um único dia.

O evento de entrega dos prêmios também celebrou os 50 anos do Registro de Câncer Populacional do Município de São Paulo que realiza coleta, análise e classificação de novos casos de câncer da cidade para a produção de políticas públicas.

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Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Saúde - Hospitais, conquistado por dois anos consecutivos, 2017 e 2018.

Análise dados é essencial para a transformação digital da saúde

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O rápido aumento do conhecimento médico e a digitalização de dados de saúde está mudando a forma como a informação é usada e aplicada na tomada de decisão clínica

Na área da saúde, assim como em todos os setores, um dos grandes desafios é a estruturação e análise de dados. Muito conteúdo tem sido produzido e a uma grande velocidade e nem sempre há clareza de como e para que utilizá-lo. Esta grande quantidade de informação vinda de estudos e pesquisas científicas se junta aos dados coletados dos pacientes e cria uma grande teia de material que, sem a devida curadoria, não colabora com a evolução dos cuidados em saúde.

“Os dados de assistência médica não fornecem muito valor clínico quando não estão estruturados, pois acabam existindo em silos e não fornecem o conhecimento que pode ser integrado ao fluxo de trabalho do clínico nem o fluxo de decisão para melhorar o atendimento. Em todo o Brasil, há uma grande necessidade de estruturação para fornecer análises e melhor gerenciamento de desempenho”, explica o Dr. Ian Chuang, Chief Medial Officer da Elsevier.

Dr. Chuang é um dos grandes especialistas de informática da área de saúde. Com mais de 20 anos de experiência em tecnologia aplicada à saúde, ele explica que o rápido aumento do conhecimento médico e a digitalização de dados de saúde está mudando a forma como a informação é usada e aplicada na tomada de decisão clínica. “A tecnologia sozinha não é suficiente para transformar e padronizar a complexidade dos cuidados de saúde hoje. A Elsevier reconhece que, quando se trata desse assunto, as inovações precisam estar emparelhadas com um fluxo constante de conhecimento”, explica.

Big data da saúde

De acordo com pesquisa da consultoria EMC, a previsão é que, até 2020, se alcance o volume de 44 trilhões de gigabytes ou 44 zettabytes gerados no mundo. A área de saúde também segue esta tendência de crescimento. Nesse caso, os dados vêm de fontes tradicionais, como a pesquisa clínica. Porém, cada vez mais surgem dos próprios pacientes. Essa realidade está criando informações que têm o potencial de identificar o tratamento mais apropriado para um grupo amplo de pacientes, com um grau de certeza maior do que os ensaios clínicos isolados.

Esses dados emergentes devem ser aproveitados e devem ser gerados por vários hospitais e sistemas de saúde. Um hospital sozinho não terá acesso a dados reais suficientes. Portanto, os dados devem ser compartilhados para que haja ampliação suficiente para gerar descobertas significativas.

“A única maneira de aproveitar todos os dados do paciente e inseri-los no diagnóstico de maneira rápida e simples para os clínicos entenderem é com a tecnologia. A Inteligência Artificial e a análise de dados podem ajudar a agilizar os dados, atualizando o conhecimento e as diretrizes médicas de maneira fácil e tranquila” explica Dr. Ian Chuang. “No entanto, para garantir que os médicos tenham sempre o melhor conhecimento disponível, eles também devem saber que o provedor está usando dados confiáveis ​​e de alta qualidade”.

Sistemas integrados de informação

É onde entra a utilização de Sistemas de Apoio à Decisão Clínica (CDS, na legenda em inglês). Por meio de um sistema integrado, essas soluções permitem que o conhecimento flua por meio de plataformas de tecnologia. Os CDS são projetados para criar um alinhamento com a maneira como os médicos pensam e tomam decisões, o que ajuda a obter maior precisão e relevância, além de otimizar a eficiência do fluxo de trabalho clínico e a experiência do usuário.

“Hoje, os sistemas de CDS estão sendo vistos como uma ferramenta na batalha contra erros médicos evitáveis e no coração do CDS mais impactante está a medicina baseada em evidências (EBM)”, diz o Dr.Chuang. Os médicos com Sistemas de Apoio à Decisão Clínica disponíveis seguem as seguintes tendências:

  • 60% mais propensos a prescrever os remédios corretos ou outras terapias
  • 70% mais propensos a pedir os testes de diagnóstico assertivos
  • 60% mais propensos a monitorar efeitos de drogas de acordo com evidências
  • 40% mais propensos a tomar medidas preventivas apropriadas

“As CDSs oferecerem uma verdadeira democratização dos cuidados de saúde, o que torna o conhecimento facilmente acessível aos médicos a qualquer hora, em qualquer lugar e quando eles mais precisam - no ponto de atendimento, para apoiá-los na tomada das decisões clínicas certas, para o melhor do paciente de forma consistente alinhada para evidências e melhores práticas”, afirma Dr. Chuang. Para alcançar esse estágio, é necessário um sistema de aprendizagem do conhecimento totalmente integrado que supere os fatores de tempo, distância e capacidade humana finita e que utilize a tecnologia como um facilitador chave para melhorar o acesso e a precisão.

Poder da IA

Muito tem sido desenvolvido com aplicação da Inteligência Artificial. A Elsevier, por exemplo, desenvolve soluções com contribuem com a melhoria dos processos de cuidados baseados no conhecimento, apoiados por sistemas automatizados de informações clínicas e apoio à decisão que dão suporte aos profissionais de saúde na tomada de decisões corretas em todos os pontos de atendimento, pontos de referência ou pontos de pesquisa.

O futuro da tomada de decisões clínicas será baseado no aproveitamento do poder da Machine Learning e da Inteligência Artificial ​​para analisar dados reais do paciente e desenvolver evidências reais, que podem ser realimentadas no fluxo de trabalho clínico existente por meio do CDS.

Estas soluções são projetadas para permitir a entrega de um fluxo consistente de conhecimento em todo cuidado coordenado para uma medicina onde o paciente está no centro do cuidado e os resultados devem ser cada vez melhores. “Trabalhamos para garantir que as soluções apropriadas sejam personalizadas e usadas para atender às necessidades e objetivos específicos de sua organização”, diz o Dr. Chuang.

Esses e outros assuntos serão temas da palestra “Trazendo Conhecimento e Descoberta à Realidade... Agora” do Dr. Ian Chuang na 5ª edição do Healthcare Innovation Show (HIS), dia 18/07 às 17h30. O HIS acontece nos dias 18 e 19 de setembro no São Paulo Expo.

Durante o evento, a Elsevier também apresentará as recém-lançadas soluções de CDS em português Order Sets e Care Planning integradas com prontuários eletrônicos. Essas soluções são importantes recursos para facilitar a obtenção de certificações e acreditações.

Sobre o Dr. Ian Chuang

O Dr. Ian Chuang é o Chief Medical Officer (CMO) global da Elsevier, uma empresa de análise de informações do grupo RELX do Reino Unido e listado no FTSE. O executivo colabora com os líderes da área para melhorar a adoção da Tecnologia da Informação em Saúde (HCIT), especialmente no que se refere ao suporte à decisão clínica e à melhoria das decisões do sistema de saúde e dos processos de atendimento para melhorar os resultados.

A experiência do Dr. Chuang abrange todo o continuum do atendimento, incluindo informática aplicada à saúde, terminologia médica controlada, representação do conhecimento, suporte à decisão clínica (CDS) e análises. Antes de ingressar na Elsevier, ele liderou funções no gerenciamento de nível estratégico de sistemas de saúde e liderança médica e na implementação prática da otimização de processos no ponto de atendimento.

O Dr. Chuang é doutor em medicina pela Universidade de Toronto e mestre em medicina administrativa pela Universidade de Wisconsin. Ele é membro sênior do Institute of Healthcare Design Thinking e ocupa um cargo de professor assistente adjunto no Departamento de Informática Biomédica e de Saúde da Universidade do Missouri. Participou de muitas organizações de padrões de dados de saúde, incluindo o Comitê Consultivo para Tecnologia da Informação em Saúde do Fórum Nacional da Qualidade em Saúde (HITAC).

Sobre a Elsevier

A Elsevier é uma empresa global de informação analítica que ajuda instituições e profissionais a progredir na ciência e cuidados avançados com saúde e melhorar a performance para benefício da humanidade. Elsevier fornece soluções digitais e ferramentas nas áreas de gestão de pesquisa estratégica, R&D (Research & Development), performance, suporte para decisão clínica e educação profissional, incluindo ScientDirect, Scopus, ClinicalKey e Order Sets. A empresa pública mais de 2.500 publicações digitais, incluindo The Lancet e Cell, mais de 35.000 e-books, títulos e muitos trabalhos de referência, como Gray’s Anatomy. Faz parte do RELX Group, um provedor mundial de informação e análise para profissionais e instituições de diversas áreas da indústria.

Transformação digital na saúde vai dar protagonismo ao paciente e deixar atendimentos mais seguros, afirma especialista

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A digitalização na área da saúde vai colocar o paciente no centro das atenções, assim como aconteceu em outras indústrias que passaram pela transformação digital, é o que afirma o médico Rodrigo Teixeira, empreendedor e mentor de startups. Segundo o profissional, a tecnologia pode tornar a saúde mais acessível, possibilitar tratamentos mais seguros e atendimentos personalizados. Rodrigo ressalta ainda que é possível utilizar as tecnologias como ferramentas facilitadoras e ainda manter o setor sustentável. A discussão será feita durante o 22º Congresso Internacional UNIDAS.

"A tecnologia será complemento para as habilidades dos médicos e equipe multidisciplinar, automatizando tarefas como a coleta e verificação de dados, para que os profissionais possam dedicar mais tempo ao lado dos pacientes.

A digitalização vai tornar saúde mais conveniente e acessível para os pacientes, ampliando para estes as opções de escolha", afirma Rodrigo.

Para o médico, o momento da saúde suplementar no país, que vem perdendo beneficiários, e das autogestões, que não têm fins lucrativos, exige uma reflexão sobre sustentabilidade financeira. De acordo com Rodrigo, o crescimento nos custos da saúde é alavancado principalmente pelo envelhecimento populacional, introdução de novas tecnologias e aumento da prevalência de doenças crônicas. "É necessário mudar o foco atual de 'tratar as doenças' para 'promover saúde' por meio de investimentos em prevenção, bem-estar, além da detecção e intervenção precoce, que pode mudar o curso de algumas patologias", afirma.

Os gastos com saúde no Brasil ficam acima da inflação todos os anos, o que dificulta o acesso de grande parte da população à saúde de qualidade, além disso, os serviços da área não estão distribuídos de maneira justa. O médico considera que a inovação, tanto tecnológica, quanto de modelo de negócio, é a alternativa mais viável para eliminar desperdícios, ampliar o acesso à saúde de qualidade e ainda reduzir custos.

Durante sua apresentação, o médico vai expor como o uso de telemedicina, Internet das coisas (IoT) e a Inteligência Artificial podem ser benéficos na prevenção e no tratamento de doenças crônicas. Além de mostrar que as tecnologias podem ser acessíveis e aplicadas ao dia a dia, tanto das autogestões, quanto do setor; que o risco de não agir, ou ficar na inércia, é igual ou maior do que o de inovar; e levantar reflexões sobre o que os profissionais estão fazendo para impactar o mercado.

Sobre a UNIDAS

A UNIDAS - União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde é uma entidade associativa sem fins lucrativos, representante das operadoras de autogestão do Brasil. A autogestão em saúde é o segmento da saúde suplementar em que a própria instituição é a responsável pela administração do plano de assistência à saúde oferecido aos seus empregados, servidores ou associados e respectivos dependentes. É administrado pela área de Recursos Humanos das empresas ou por meio de uma Fundação, Associação ou Caixa de Assistência – e não tem fins lucrativos. Atualmente, a UNIDAS congrega cerca de 120 operadoras de autogestão responsáveis por prestar assistência a quase 5 milhões de beneficiários, que correspondem a 11% do total de vidas do setor de saúde suplementar. É entidade acreditadora chancelada pelo QUALISS, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do programa UNIPLUS

Ricoh Brasil tem novo country manager

Ricoh Brasil tem novo country manager

Luis Bairão Carmagnani assume o cargo com a responsabilidade de manter o crescimento conquistado pela companhia nos últimos anos

Luis Bairão Carmagnani é o novo country manager da Ricoh Brasil, posição assumida anteriormente por Alejandro Tomas, promovido a vice-presidente de Customer Experience na Ricoh América Latina.

Luis Bairão chega ao cargo com a missão de manter o crescimento conquistado pela companhia nos últimos anos, com foco nas áreas de impressão, tecnologia e automação, integrando soluções, como o RPA (Ricoh Process Automation). Para conquistar a meta, o executivo conta com a experiência de três anos como diretor de Finanças e Administração da companhia, além da vivência de 14 anos no ramo administrativo, em empresas como KPMG, Tesla Tecnologia, Philips Medical System, Larousse do Brasil e Oppa Design.

"Essas experiências me trouxeram bastante conhecimento para entender as dificuldades das áreas e, assim, poder criar estratégias e ações para melhorar os processos, diminuir os gaps e poder dar todo o suporte aos nossos clientes. Agora, como country manager, minha responsabilidade é manter o padrão de crescimento e melhoria contínua da empresa, o que por si só já é um desafio, uma vez que a Ricoh Brasil praticamente dobrou de tamanho nos últimos cinco anos", comenta o novo country manager.

Investimentos no País

Hoje, a Ricoh Brasil é a maior filial da América Latina e tem chances de ser o motor de crescimento da região, segundo o executivo. Essa expectativa é sustentada pelos planos da empresa até 2020, que preveem combinar esforços nas ofertas de impressão, RPA, soluções e tecnologias como cognitiva.

"Nossas metas para 2020 são agressivas, além de continuarmos a crescer no core e continuarmos com o foco em equipamentos de produção (equipamentos com acima de 80 páginas por minuto), temos que é gerarmos 10% de nossa receita através de novas linhas de negócio além de nosso crescimento em nosso core e o também o crescimento do mercado de produção, para isso, estamos focados em impressão, principalmente em equipamentos com capacidade, para impressões de alto porte e desempenho, além das soluções para as verticais de educação, saúde e varejo, como ambientes projetados para atender alunos em suas várias necessidades de aprendizado, lockers inteligentes, automação com RPA e o Smart Doctor, que ajuda médicos a realizarem um atendimento mais humano e efetivo, pois disponibiliza históricos dos pacientes, além de auxiliar o médico na identificação de patologias por meio dos sintomas", pontua Luis Bairão.

Em 2018, a Ricoh Brasil recebeu aporte de R$ 19 milhões da matriz japonesa para infraestrutura e desenvolvimento de produtos. Segundo o novo country manager, o valor foi investido na melhoria dos processos e ferramentas, elevando o nível de serviço da companhia para 4.0, que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação aplicadas aos processos de serviço.

"A partir de sistemas ciberfísicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis. Nesse sentido, a Ricoh continua investindo em melhoria de processos mas, ao invés de aportes da matriz, estamos investindo na hora/homem para melhorar processos com a implantação de soluções que vendemos ao mercado, utilizando a filosofia 'Eat what you cook'", sinaliza Bairão.

Todas essas estratégias serão concretizadas, segundo o executivo, com o foco no cliente, que a companhia mantém desde a criação no Japão, há mais de 80 anos.

"Nossa estratégia é melhorar cada vez mais a experiência de nossos clientes, dos clientes de nossos clientes e dos funcionários. Assim, nossos produtos devem ser cada vez mais inteligentes. Isso quer dizer que todos os investimentos internos são direcionados para melhorar a eficiência dos produtos e a qualidade dos serviços para que clientes, clientes e funcionários dos nossos clientes e nossos colaboradores tenham uma experiência fantástica no dia a dia", finaliza Luiz BairãoCarmagnani.

Mercado de impressão

Segundo o novo country manager da Ricoh Brasil, "o mercado de impressão não está acabando". O executivo faz a afirmação com base em pesquisa recente do IDC, que identificou crescimento de 8% no setor brasileiro em 2018, na comparação com 2017, com um aumento de 14,7% de receita, que chegou a R$ 727 milhões. No período, foram vendidas 2,36 milhões de máquinas, sendo 61% para o varejo e 39% para o mercado corporativo.

Apoiada nessa retomada de mercado, a Ricoh lançou recentemente a linha de impressoras multifuncionais (IM) inteligentes, que combina serviço em nuvem, eficiência e sustentabilidade, itens reconhecidos em abril pelo Buyers Lab, principal analista mundial independente de hardware e software em digitalização de documentos.

As novas máquinas são construídas com plástico reciclável e possuem: sensores de movimento para economizar energia, toner reciclável, tecnologia que economiza papel, certificação ENERGY STAR®, escaneamento instantâneo por aplicação baseada na nuvem, possibilidade de compartilhamento de informações entre os times e painel inteligente intuitivo e padronizável, nos moldes do mobile, que oferece vídeos de orientação passo a passo para tarefas de manutenção simples, como reposição de toner ou de grampos.

"São equipamentos com menor custo de manutenção, facilidade no manuseio e rápido conserto. Também colocamos em campo a VC 60.000, equipamento de alto volume voltado ao segmento editorial (impressão de livros) que deve contribuir para acelerar a migração de off-set para digital. Esperamos um crescimento exponencial neste segmento", comenta o novo country manager.

Sobre a Ricoh

A Ricoh empodera os espaços de trabalho digitais com tecnologias e serviços inovadores para que todos possam trabalhar de forma mais inteligente. Durante mais de 80 anos, a companhia tem impulsionada a inovação como líder de soluções para a gestão de documentos, serviços de TI, impressão comercial e industrial, câmeras digitais e sistemas industriais. Com sede em Tóquio, o Grupo Ricoh opera em aproximadamente 200 países e regiões. No ano fiscal que encerrou em março de 2019, o Grupo Ricoh teve vendas mundiais de 2.013 bilhões de yenes (aproximadamente US$ 18,3 bilhões).

Mudança longa e caminho árduo que precisam ser trilhados

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Há alguns anos, o setor da saúde vem sendo alvo de uma avalanche de denúncias de corrupção que envolve médicos, dentistas, enfermeiros, diretores de hospitais, operadoras de saúde, empresas que importam, fabricam ou distribuem dispositivos médicos e outros equipamentos hospitalares. Na verdade, o país todo passa por uma nova postura empresarial, inclusive no setor público, onde práticas escusas não são mais toleradas. A reação no segmento de saúde foi agir rapidamente e investir em programas de compliance para separar quem age de forma correta, daqueles que insistem em práticas obscuras. Mas a mudança, mesmo para aqueles que se estruturam em bases bastante sólidas e efetivas, é longa e o caminho árduo.

Fato é que empresas que não pagam incentivos para que seus produtos sejam adquiridos, por este ou aquele, perderam faturamento e correm risco de quebrar, frente a outras que permanecem agindo de modo indevido. A solução, apesar de óbvia, não é praticada. Basta que as fontes pagadoras – hospitais, laboratórios e planos de saúde – reconheçam e escolham como fornecedores as organizações realmente comprometidos com a transparência e a ética nos negócios.

As ferramentas existem. Uma delas é o QualIES, desenvolvido pelo Instituto Ética Saúde com o apoio de um comitê formado pelas maiores companhias de auditoria do mundo. O programa avalia o nível de maturidade de Sistemas de Integridade de fabricantes, distribuidores e importadores de produtos médicos, laboratórios de análises clínicas e hospitais. O projeto, sem dúvida, traça novas diretrizes para o mercado, permitindo que empresas que antes desconheciam, ou estavam totalmente fora desse conceito, possam desenvolver programas cada vez mais maduros e com monitoramento adequado.

As empresas avaliadas podem ter suas notas informadas na Certidão Ética Saúde, caso queiram. Este documento vai agregar valor para a organização, uma vez que ela demonstra ser uma parceira confiável de negócios. A classificação da maturidade dos Sistemas de Integridade vai de 1 a 5, de acordo com critérios e testes padronizados que avaliam gestão; políticas e procedimentos; treinamentos; terceiros/parceiros de negócios; monitoramento e auditoria; registros contábeis/testes de transação; e canal de denúncia.

Ter um sistema de integridade bem amarrado em todas as pontas significa um ambiente desfavorável ao comportamento antiético. E, em um país onde a Saúde respira por aparelhos, é fundamental que todos os players saiam do discurso e se engajem 100%, por um ambiente de concorrência justa e transparente. O setor precisa ser sustentável como um todo, no âmbito público e privado. Só assim poderemos, de fato, beneficiar quem realmente precisa: o paciente!

Sobre o autor

Gláucio Pegurin Libório – presidente do Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde

Sobre o Instituto Ética Saúde

Instituto Ética Saúde é IES é uma entidade que reúne fabricantes, distribuidores, importadores de produtos médicos, laboratórios de análises clínicas, hospitais, médicos, cirurgiões dentistas e enfermeiros, que trabalham pela sustentabilidade do setor e segurança do paciente, por meio de condutas éticas entre todos.

Como a tecnologia está ajudando a popularizar a saúde no Brasil

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O Brasil conta com apenas 1.8 médicos para cada mil habitantes. Tecnologias que ajudam na prevenção de doenças e na otimização do sistema de saúde estão melhorando a qualidade de vida do brasileiro

Segundo relatório da consultoria McKinsey, o Brasil possui menos médicos por pessoa do que a maioria dos países desenvolvidos. Os dados são do Brazil Digital Report, que levantou vários aspectos da economia nacional, em parceria com o Brasil no Vale do Silício, movimento de estudantes brasileiros que começou em Stanford, nos Estados Unidos. Um dos caminhos para popularizar a saúde no país é através da tecnologia.

Atualmente, no Brasil, a média é de 1.8 médicos para cada mil habitantes, enquanto em países desenvolvidos a média chega a 4.1. “Existe uma grande lacuna no sistema de saúde nacional. Isso começa desde a formação, onde não conseguimos qualificar profissionais o suficiente para aumentar essa média. Por isso a tecnologia pode ajudar, através de plataformas de saúde que melhoram a qualidade de vida. Claro que um aplicativo não substitui um médico, mas pode motivar o usuário a praticar mais exercícios, cuidar da sua alimentação, medir a frequência cardíaca constantemente, por exemplo, e isso impacta diretamente na sua qualidade de vida e na prevenção de doenças crônicas”, comenta Bruno Rodrigues, CEO da GoGood, empresa que promove inovação no RH através da saúde corporativa.

Soluções que fazem a diferença

As health techs, startups que desenvolvem soluções para saúde, estão crescendo no Brasil. Já são 353 empresas mapeadas. Dessas, 46,4% estão em fase de tração, e 30% em fase de operação, segundo o Global Startup Ecosystem Report, pesquisa lançada pelo Startup Genome. Conheça algumas das soluções que estão ajudando a popularizar a saúde no país:

Saúde corporativa

Segundo dados do INSS, em 2018, foram concedidos mais de 196 mil benefícios a trabalhadores que precisaram ser afastados de suas atividades profissionais por problemas de saúde ocasionados diretamente pelo trabalho.  Tentando mudar essa realidade a GoGood, empresa de saúde digital corporativa, foca o desenvolvimento de sua tecnologia na prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Ao disponibilizar aplicativos e plataformas que ajudam colaboradores a reduzir fatores de risco à saúde - como sedentarismo e obesidade - e a mudarem seu estilo de vida, a GoGood auxilia a aumentar a produtividade dos colaboradores e a melhorar o clima organizacional. A empresa, que atende principalmente médias e grandes organizações — como PayPal e Santander —, conquistou resultados como a duplicação da frequência de prática de atividades físicas dos usuários. Em 2019, a GoGood foi uma das selecionadas para o ScaleUp Endeavor Transforma. A startup recebeu investimento do fundo Canary e já captou mais de R$ 1,5 milhão. É a única plataforma de bem-estar certificada como parceira do Great Place to Work (GPTW).

Apoio para os planos de saúde — Criado pela Softplan, uma das maiores desenvolvedoras de softwares para gestão do Brasil, o Dictas foi idealizado por uma equipe especialista em ciência de dados, com conhecimento e experiência em gestão de saúde. Por meio dele, é possível otimizar os custos de operadoras que, em retorno, aumentam a eficácia dos serviços ofertados aos usuários. A ferramenta fornece um acesso a painéis com indicadores, usando Machine Learning, Big Data e Advanced Analytics, além de inteligência artificial, para detectar gastos desnecessários e que não beneficiam os assistidos pelos planos. Por meio de uma  investigação minuciosa, a tecnologia realiza simulações, mapeia os dados coletados e/ou cruzados e recomenda, de forma preditiva, intervenções a serem feitas pelos gestores do sistema. Além disso, também pode ser usada na medicina preventiva, classificando os pacientes por grupos de riscos, sugerindo grupos por tipo de patologia crônica e identificando exames que poderiam ser realizados antecipadamente pelos usuários para evitar o aparecimento e o desenvolvimento de possíveis doenças.

Ajuda na integração — A ePHealth é uma empresa graduada pelo MIDITEC, incubadora da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), que desenvolve uma plataforma para Atenção Primária em Saúde (prevenção), focando na melhoria da rotina de agentes de saúde do sistema público. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), melhorar a atenção básica é uma das formas mais eficientes de reduzir de custos e melhorar a eficiência no setor da saúde, pois é responsável por até 80% dos problemas, além de ser a porta da entrada da população no sistema saúde, público ou privado. De acordo com dados do Ministério da Saúde, são cerca de 250 mil agentes comunitários de saúde, acompanhando a população que utiliza o SUS, e é neste segmento que a startup atua. “Esta área ainda muito carente de tecnologias no Brasil, e foi nisso que nos especializamos, lançando um aplicativo gratuito para agentes de saúde, hoje o número 1 do mercado, atingindo: 3.132 municípios, 1.3 milhões de vidas acompanhadas, 6.3 milhões de visitas domiciliares realizadas, por 22 mil Agentes de Saúde”, explica Pedro Pereira, CEO da ePHealth.

Hospital Unimed Juiz de Fora recebe prêmio em São Paulo

Hospital Unimed Juiz de Fora recebe prêmio em São Paulo

O Hospital da Unimed Juiz de Fora recebeu, em São Paulo, o prêmio Hospital Sustentável do Ano da revista HealthArq. Sua arquitetura, que contempla cuidado e natureza 360 graus, foi enaltecida por gestores, arquitetos e engenheiros da saúde, e seu modelo de atenção ao paciente considerado inovador.

Vinte instituições brasileiras foram homenageadas em categorias como Infraestrutura, Inovação, Expansão e Designer de Interior. O Hospital Unimed Juiz de Fora foi premiado em Sustentabilidade. Além da Unimed Juiz de Fora, a Unimed BH também recebeu o prêmio Sustentabilidade pelo Hospital de Betim.

"Esse reconhecimento realça, mais uma vez, os nossos diferenciais no cuidado com o paciente. O hospital está inserido em uma área verde de 35 mil m² e valorizamos todos os recursos naturais, adotando parâmetros de sustentabilidade na construção que reduzem riscos de contaminação, consumo de energia e o impacto ambiental, e utilizamos a natureza como aliada na assistência médica”, comemorou o presidente da cooperativa Hugo Borges, no Fórum da Saúde, realizado no Hotel Renaissance.

Além dos confortos térmico e acústico, proteção e viabilidade econômico-financeira, o planejamento sustentável do Hospital Unimed Juiz de Fora considerou ainda requisitos de expansibilidade, eficiência e, sobretudo, a humanização do atendimento. Segundo especialistas, ele atende a todos os conceitos do chamado “hospital do futuro”. “Isto significa que, para promover o acolhimento ao paciente, a Unimed Juiz de Fora tem ido além de soluções médicas.

Temos trabalhado, de forma intensa e diária, na atitude positiva e no sentimento de pertencimento de todos os 600 colaboradores, do hospital e da operadora de planos de saúde. Além da excelência técnica, buscamos profissionais que têm a cultura de cuidar das pessoas. Porque aqui, todos protagonizam o atendimento ao paciente”, completa Hugo Borges.

A ética e a sua amplitude

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Vivemos momentos confusos ainda em nosso país, apesar de toda a movimentação da sociedade em buscar caminhos para uma maior integridade. Por vezes, vemos e ouvimos em todos os setores discussões sobre temas periféricos, sem tanta relevância e deixamos as questões principais de lado. Corremos um sério risco de esquecer o que realmente importa, deixar em uma gaveta e sabe-se lá quando retomar.

A busca pela ética é constante e não pode jamais ser esquecida. Ela tem que se manter viva para que a sociedade, como um todo, não se perca nas soluções fáceis e no sentimento de individualismo, sem olhar o concorrente do lado, a entidade de classe coirmã ou o segmento que atua no mesmo setor de saúde. Se não pensarmos no modelo de forma coletiva, os sistemas de saúde, tanto público, quanto privado, irão se arrastar com as suas eternas mazelas.

A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde definiu, há muitos anos, quando ainda nem era moda, que a temática da ética seria essencial para a sustentabilidade da saúde. Temos mantido o nosso planejamento, aperfeiçoando os diagnósticos sobre as distorções do setor e debatendo com a sociedade, órgãos de controle, governos e entidades de classe as soluções e caminhos possíveis para continuarmos avançando.

A promoção e a disseminação do Compliance dentro das organizações têm sido nossos objetivos e a ABRAIDI tem conquistado, cada vez mais, relevância e representatividade, nos debates nacionais e internacionais. Fomos nomeados integrantes do Comitê Executivo da Coalizão Interamericana de Ética no Setor de Dispositivos Médicos, ou seja, somos também responsáveis pelo direcionamento dos trabalhos do grupo que discute a temática do Compliance, em todo o continente Americano.

Participamos da reunião da Coalizão, em Buenos Aires, e apresentamos os dados mais recentes que levantamos sobre as distorções do setor de saúde no Brasil. Números que revelaram práticas de mercado medievais, sem respeito ao parceiro comercial.

O estudo da ABRAIDI apontou as três mais importantes distorções que somadas representam R$ 1,17 bilhão, em retenções de faturamento, glosas e inadimplência praticadas por hospitais, operadoras e planos de saúde. Isso tem estrangulado a saúde financeira das empresas fornecedoras e é, para nós, também uma questão ética. A pesquisa ainda constatou que os Dispositivos Médicos têm a sua fatura paga quase quatro meses depois. Uma situação que não pode mais seguir assim.

É evidente que avançamos, mas precisamos ir além e o apoio de organismos internacionais tem sido essencial para darmos ainda mais visibilidade ao problema. Não pretendemos promover uma queda de braço setorial com outras entidades ou representantes de empresas, mas não é possível mais empurrar o problema para debaixo do tapete. Quando falávamos da insustentabilidade futura do setor, há anos sabíamos que um dia ela iria chegar. Pois bem, é esse o nosso presente. Precisamos ampliar o debate ético e colocar em prática temas exaustivamente já discutidos e de forma coletiva com todos os players do setor de saúde.